{"id":3229,"date":"2012-07-26T01:15:48","date_gmt":"2012-07-26T01:15:48","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3229"},"modified":"2012-07-26T01:15:48","modified_gmt":"2012-07-26T01:15:48","slug":"igreja-catolica-ajudou-ditadura-com-desaparecidos-diz-videla","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3229","title":{"rendered":"Igreja Cat\u00f3lica ajudou ditadura com desaparecidos, diz Videla"},"content":{"rendered":"\n<p>O ex-ditador argentino Jorge Videla deu novas informa\u00e7\u00f5es a uma revista de C\u00f3rdoba sobre a cumplicidade da Igreja Cat\u00f3lica com a ditadura militar. Falou sobre como os bispos Pio Laghi (ex-n\u00fancio apost\u00f3lico) e Ra\u00fal Primatesta, entre outros, ajudaram a ditadura. N\u00e3o s\u00f3 assessoraram os militares sobre como lidar com a quest\u00e3o dos desaparecidos. Tamb\u00e9m ofereceram seus \u201cbons of\u00edcios\u201d para informar a algumas fam\u00edlias do assassinato dos filhos, garantindo-lhes que n\u00e3o os tornariam p\u00fablicos. Compreende-se por que at\u00e9 hoje a Igreja n\u00e3o excomungou Videla. O artigo \u00e9 de Hor\u00e1cio Verbitsky, do P\u00e1gina\/12.<\/p>\n<p>Hor\u00e1cio Verbitsky &#8211; P\u00e1gina\/12<\/p>\n<p>23.7.2012<\/p>\n<p><strong>Buenos Aires<\/strong> &#8211; O ex-ditador Jorge Videla disse que o ex n\u00fancio apost\u00f3lico Pio Laghi, o ex-presidente da Igreja Cat\u00f3lica da Argentina Ra\u00fal Primatesta, e outros bispos da Confer\u00eancia Episcopal assessoraram o seu governo sobre a forma de manejar a situa\u00e7\u00e3o das pessoas detidas-desaparecidas. Segundo Videla, a Igreja \u201cofereceu seus bons of\u00edcios\u201d para que o governo de fato informasse da morte de seus filhos a fam\u00edlias que n\u00e3o vieram a p\u00fablico, de modo que pararam de busc\u00e1-los.<\/p>\n<p>Isso confirma o conhecimento em primeira m\u00e3o que essa institui\u00e7\u00e3o tinha sobre os crimes da ditadura militar, como consta nos documentos secretos cuja autenticidade o Episcopado reconheceu, perante a Justi\u00e7a, h\u00e1 dois meses. Al\u00e9m disso, mostra o envolvimento episcopal ativo para que essa informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o viesse a p\u00fablico, por meio de coment\u00e1rios dos familiares das v\u00edtimas; a Igreja era garante desse sil\u00eancio.<\/p>\n<p><strong>Di\u00e1logos no c\u00e1rcere<\/strong><\/p>\n<p>A reportagem com a revista cordobesa El Sur, que a R\u00edo Cuarto Hen\u00e1n Vaca Narvaja edita, realizou-se antes das entrevistas concedidas ao jornalista espanhol Ricardo Angoso e ao argentino Ceferino Reato, mas s\u00f3 foi divulgada na \u00faltima semana. Foi realizada em tr\u00eas partes, pelo jornalista Adolfo Ruiz, na penitenci\u00e1ria de seguran\u00e7a m\u00e1xima de Bouwer, onde o ex-chefe da Junta Militar esteve detido entre 26 de junho e 23 de dezembro de 2010, enquanto duravam as audi\u00eancias do processo por crimes contra a humanidade cometidos na pris\u00e3o de C\u00f3rdoba, conhecida como UP1.<\/p>\n<p>Videla foi condenado nesse processo \u00e0 pris\u00e3o perp\u00e9tua pelos assassinatos de 31 prisioneiros dentro do c\u00e1rcere, ou mediante tentativas forjadas de resgate em traslados de uma pris\u00e3o a outra. Videla recebeu Ruiz em 6 e 13 de agosto e em 18 de outubro de 2010, no locut\u00f3rio da pris\u00e3o de Bouwer, cujos dois mil presos superam o n\u00famero de habitantes dessa pequena cidade, que at\u00e9 h\u00e1 dois anos foi o dep\u00f3sito de lixo dom\u00e9stico de C\u00f3rdoba. Antes de come\u00e7ar, imp\u00f4s a condi\u00e7\u00e3o de que suas palavras fossem difundidas quando deixasse a prov\u00edncia, como se pode ler na carta anexada a esta reportagem.<\/p>\n<p>Como naquelas outras entrevistas e em suas alega\u00e7\u00f5es judiciais, Videla justificou o plano que a Junta Militar aplicou com os \u201cdecretos de aniquila\u00e7\u00e3o\u201d assinados pelo ex-presidente interino Italo Luder, que constitu\u00edram \u201cuma licen\u00e7a para matar concedida por um governo democr\u00e1tico\u201d. Quando o jornalista perguntou-lhe se essa licen\u00e7a incluria as torturas, o roubo de beb\u00eas e o saqueio dos bens das v\u00edtimas, disse que essas \u201cbaixezas humanas\u201d deveram-se ao grande \u201cpoder e liberdade de a\u00e7\u00e3o outorgados ao ex\u00e9rcito\u201d, situa\u00e7\u00e3o na qual \u201c\u00e9 inevit\u00e1vel que muitos utilizem essas liberdades em benef\u00edcio pr\u00f3prio\u201d. Acrescentou que, com os processos, ele e seus camaradas pagam o pre\u00e7o por n\u00e3o \u201cterem limpado\u201d os m\u00e9todos de ent\u00e3o. Videla sustenta que \u201cat\u00e9 o fim de meu mandato, entre 80 e 81, chegou-se a avaliar a possibilidade de publicar a lista, tornar p\u00fablico quem eram os desaparecidos\u201d.<\/p>\n<p>Explica que \u201cn\u00e3o era t\u00e3o f\u00e1cil, porque, al\u00e9m do mais, ficar\u00edamos expostos \u00e0 contra-pergunta. Se diz\u00edamos a uma m\u00e3e que o seu filho estava na lista, ningu\u00e9m a impediria de perguntar \u201conde est\u00e1 enterrado, para levar-lhe uma flor?, Quem o matou? Por que? Como o mataram? N\u00e3o havia respostas para cada uma dessas perguntas, e acredit\u00e1vamos que faz\u00ea-lo seria complicar ainda mais essa realidade, e que s\u00f3 conseguir\u00edamos afetar a nossa credibilidade. Ent\u00e3o, nesse momento se quis correr esse risco\u201d.<\/p>\n<p>O racioc\u00ednio \u00e9 id\u00eantico ao que Videla usou na Comiss\u00e3o Executiva do Episcopado, quando os bispos disseram-lhe que o m\u00e9todo de desapari\u00e7\u00e3o de pessoas produziria, no longo prazo, \u201cefeitos ruins\u201d, dada a \u201camargura que deixa em muitas fam\u00edlias\u201d. Mas a data \u00e9 muito anterior \u00e0 que o ditador menciona. Esse di\u00e1logo teve lugar em 10 de abril de 1978, durante um almo\u00e7o de Videla com a comiss\u00e3o executiva do Episcopado, presidido pelo arcebispo de C\u00f3rdoba, Primatesta do qual tamb\u00e9m participaram os arcebispos de Santa F\u00e9 e da Capital Federal, Vicente Zazpe e Juan Aramburu, como vice-presidentes.<\/p>\n<p>Primatesta fez refer\u00eancia \u00e0s desapari\u00e7\u00f5es produzidas durante a p\u00e1scoa de 1978, \u201cem um procedimento muito similar aquele utilizado quando sequestraram as duas religiosas francesas\u201d. Videla respondeu que \u201cseria o mais \u00f3bvio dizer que esses j\u00e1 est\u00e3o mortos, tratar\u00edamos de passar uma linha divis\u00f3ria e estes est\u00e3o desaparecidos e n\u00e3o est\u00e3o [mortos]. No entanto, mesmo que isso parece o mais claro, d\u00e1 espa\u00e7o a uma s\u00e9rie de perguntas sobre onde est\u00e3o os sepultados: em uma fossa comum? Neste caso, que os p\u00f4s nesta fossa? Uma s\u00e9rie de perguntas que a autoridade do governo n\u00e3o pode responder sinceramente por conta das consequ\u00eancias sobre as pessoas\u201d, quer dizer, para proteger os sequestradores e assassinos.<\/p>\n<p>O detalhe desse di\u00e1logo consta numa minuta que os tr\u00eas arcebispos redigiram na sede do Episcopado quando conclu\u00edram o almo\u00e7o, para envi\u00e1-la ao Vaticano. A autenticidade desse texto foi reconhecida pela Confer\u00eancia Episcopal, que hoje o arcebispo de Santa F\u00e9, Jos\u00e9 Arancedo, preside, diante da consulta da ju\u00edza federal de San Mart\u00edn, Martina Forns, depois de sua publica\u00e7\u00e3o aqui. Mas na reportagem com o El Sur, Videla descreve um grau de cumplicidade da Igreja Cat\u00f3lica com os crimes de seu governo superior ao que se conhecia e com um car\u00e1ter institucional que compreende tanto o Episcopado local como a sede central, em Roma. N\u00e3o se trata apenas de calar o que sabiam para \u201cn\u00e3o causar dano ao governo\u201d, como disse Primatesta naquele dia, em 1978, mas inclusive de assessorar a Junta Militar e garantir que tampouco os familiares das v\u00edtimas contariam o que tinha ocorrido aos seus filhos. A seguir h\u00e1 a transcri\u00e7\u00e3o textual do tratamento do tema, na entrevista.<\/p>\n<p><em>\u2013 N\u00e3o deixa de chamar a aten\u00e7\u00e3o a forma como se refere \u00e0 situa\u00e7\u00e3o dos desaparecidos. Parece que para voc\u00ea \u00e9 um tema pendente.<\/em><\/p>\n<p>\u2013 O desaparecimento de pessoas foi uma coisa lament\u00e1vel nessa guerra. At\u00e9 o dia de hoje seguimos discutindo o assunto. Na minha vida falei com muita gente a respeito. Com Primatesta, muitas vezes. Com a Confer\u00eancia Episcopal Argentina, n\u00e3o totalmente, mas com alguns bispos. Com eles tivemos muitas conversas. Com o n\u00fancio apost\u00f3lico Pio Laghi. Tratou-se como uma situa\u00e7\u00e3o muito dolorosa e nos assessoraram sobre a forma de lidar com ela. Em alguns casos, a Igreja ofereceu os seus bons of\u00edcios, e frente a familiares que se tinha certeza que n\u00e3o fariam uso pol\u00edtico da informa\u00e7\u00e3o, diziam-lhes que n\u00e3o buscassem mais o seu filho porque estava morto.<\/p>\n<p><em>\u2013N\u00e3o parece suficiente.<\/em><\/p>\n<p>\u2013 \u00c9 que a pergunta \u00e9 um direito que todas as fam\u00edlias t\u00eam. Isso a Igreja compreendeu bem e tamb\u00e9m assumiu os riscos.<\/p>\n<p>At\u00e9 a express\u00e3o impessoal escolhida por Videla (\u201clevantou-se a quest\u00e3o\u201d, \u201cdisse-lhes\u201d) deixa n\u00edtida a identidade entre Igreja e Ditadura.<\/p>\n<p><strong>O papel de Laghi<\/strong><\/p>\n<p>A minuta para o Vaticano tamb\u00e9m mostra o conhecimento da Igreja sobre o sequestro das religiosas francesas Alice Domon e L\u00e9onie Duquet. No entanto, quando a superiora das monjas na Argentina, Evelyn Lamartine, e a religiosa Montserrat Bertr\u00e1n recorreram a Laghi, o n\u00fancio as olhou \u201ccomo se f\u00f4ssemos bichos asquerosos, e nos disse: \u2018N\u00f3s n\u00e3o sabemos nada, algo ter\u00e1 sido\u2019. Ele a afastou instintivamente, descreve Evelyn, que ent\u00e3o pensou: \u2018Deus n\u00e3o se esquece do que disseste\u2019\u201d. Seu testemunho foi recolhido por Maria Arce, Andrea Basconi e Florencia Bianco, cuja investiga\u00e7\u00e3o foi publicada pelo Clar\u00edn, em 2007.<\/p>\n<p>Um bispo e uma madre superiora chegaram da Fran\u00e7a para investigarem os desaparecimentos de Alice e L\u00e9onie, mas Primatesta ordenou desmenti-lo e explicar que s\u00f3 tinham vindo passar o natal na Argentina. Em 1995, sob a como\u00e7\u00e3o das revela\u00e7\u00f5es do ex-capit\u00e3o Adolfo Scilingo sobre o assassinato de prisioneiros jogados ao mar, a esposa do jornalista sequestrado Juli\u00e1n Delgado, Mar\u00eda Ignacia Cerc\u00f3s, contou que o Comandante em Chefe da Armada, Armando Lambruschini reuniu-se com Laghi para tratar do destino de 40 detidos-desaparecidos na ESMA, que o seu antecessor, Emilio Massera, lhe havia entregue ao se retirar do cargo. Lambruschini n\u00e3o queria mata-los, mas temia que se os deixasse em liberdade contariam o que tinha passado na ESMA, tal como ocorreu e perguntou a Laghi o que fazer. Segundo Cerc\u00f3s, o conhecimento de Laghi do que acontecia naquele campo de concentra\u00e7\u00e3o chegava at\u00e9 o conhecimento do nome dos prisioneiros que ainda estavam com vida. Diante do pedido de Maria Ignacia, Laghi consultou essa lista e \u201cme disse que Juli\u00e1n n\u00e3o estava entre eles. Quer dizer, que tinha pleno acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Naquele momento, o pr\u00f3prio Massera defendeu Laghi de tais \u201cnot\u00edcias caluniosas\u201d e disse que se preocupou de forma permanente com o destino dos \u201cchamados desaparecidos\u201d. O problema \u00e9 que Laghi tinha eleito a estrat\u00e9gia oposta: negar que houvesse conhecido a \u00edndole e a extens\u00e3o das viola\u00e7\u00f5es aos direitos humanos. Disse que \u201cn\u00e3o tinha nem microfones nem espi\u00f5es que fossem aos quart\u00e9is para ver o que os militares faziam\u201d. Seus amigos Oscar Justo Laguna (que, ao morrer neste ano n\u00e3o estava processado pela justi\u00e7a federal de San Nicol\u00e1s, por ter mentido em seu testemunho sobre o assassinato de seu colega Carlos Hor\u00e1cio Ponce de Le\u00f3n), Alcides Jorge Pedro Casaretto, Carlos Gal\u00e1n, Domingo Castagna e Emilio Bianchi di Carcano sustentaram que as declara\u00e7\u00f5es como as de Maria Ignacia Cerc\u00f3s poderiam \u201creinstalar entre n\u00f3s n\u00e3o j\u00e1 a viol\u00eancia das armas, mas a da vingan\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>A esposa de Juli\u00e1n Delgado disse ent\u00e3o que, durante anos foi grata a Laghi por suas gest\u00f5es. \u201cMas agora sei que n\u00e3o posso perdoar o seu sil\u00eancio c\u00famplice. Sinto-me um monstro por ter escutado essas coisas sem reagir\u201d. O pr\u00f3prio chefe m\u00e1ximo daquela Junta Militar, sem o menor ind\u00edcio de cr\u00edtica, confirma tr\u00eas d\u00e9cadas depois do assessoramento de Laghi o segredo mais horrendo e guardado da ditadura.<\/p>\n<p><strong>A Eucaristia<\/strong><\/p>\n<p>Muitos sacerdotes que frequentaram Laghi tem recorda\u00e7\u00f5es coincidentes, daqueles anos. Um deles, Hugo Collosa, de Rafaela, disse ao jornalista Carlos del Frade que Laghi visitou essa cidade santafesina depois da morte de seu bispo, Antonio Alfredo Brasca, tomado por um c\u00e2ncer, em 1976. A doen\u00e7a se adiantou \u00e0s For\u00e7as Armadas, que o tinham em sua lista curta de avers\u00f5es. No bispado se reuniam as agrupa\u00e7\u00f5es laicas que militavam nos bairros mais humildes e as do peronismo revolucion\u00e1rio, que tinha alguns membros em comum, entre eles um sacerdote.<\/p>\n<p>Brasca tinha manifestado o seu apoio ao movimento de Sacerdotes pelo Terceiro Mundo junto aos bispos Enrique Angelelli, Ponce de Le\u00f3n e Alberto Devoto. \u201cLaghi veio nos maltratar\u201d, dissee Collosa, que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais sacerdote. \u201cN\u00e3o tinha nenhuma inten\u00e7\u00e3o de discutir o perfil de novo bispo nem muito menos algum que seguisse a linha de Brasca. Chegamos a almo\u00e7ar num refeit\u00f3rio para meninos da cidade e ali, a v\u00e1rios sacerdotes, contou-nos sobre os voos da morte, dos sequestros, das desapari\u00e7\u00f5es e das torturas. Quer dizer, eles sabiam o que estava se passando com riqueza de detalhes, muito antes de 1978. E falava com fundamento do que fazia cada uma das tr\u00eas for\u00e7as armadas. N\u00f3s j\u00e1 hav\u00edamos sofrido o sequestro do padre Ra\u00fal Troncoso que militava no bairro F\u00e1tima, e est\u00e1vamos muito preocupados. Depois o mandaram a Cassaretto, que fez uma pastoral totalmente distinta da de Brasca e bem pr\u00f3xima dos setores dominantes da cidade\u201d.<\/p>\n<p>A primeira entrevista de Videla com o jornalista cordob\u00eas interrompeu-se quando ele foi trasladado ao Hospital Militar para tratar de uma bronquite inicial. Formava parte da comitiva que buscou Videla \u201cum homem de cabelos brancos que vinha, com o c\u00e1lice e a h\u00f3stia na m\u00e3o, dar-lhe a Eucaristia\u201d. Quer dizer, em que pese as sucessivas condena\u00e7\u00f5es pelos mais graves delitos, a Igreja Cat\u00f3lica n\u00e3o considerou necess\u00e1rio excomung\u00e1-lo, a pena eclesi\u00e1stica que impede a recep\u00e7\u00e3o dos sacramentos e se aplica aos pecados graves. N\u00e3o considerar como tais os delitos de Videla certifica a prolonga\u00e7\u00e3o no tempo da cumplicidade eclesi\u00e1stica com eles.<\/p>\n<p><em>Tradu\u00e7\u00e3o: Katarina Peixoto<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: CM\n\n\n\n\n\n\n\n\nIgreja Cat\u00f3lica ajudou ditadura com desaparecidos, diz Videla\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3229\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-3229","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-Q5","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3229","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3229"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3229\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3229"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3229"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3229"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}