{"id":32357,"date":"2024-12-15T22:06:06","date_gmt":"2024-12-16T01:06:06","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=32357"},"modified":"2024-12-15T22:06:06","modified_gmt":"2024-12-16T01:06:06","slug":"novo-aumento-dos-juros-uma-aberracao-economica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/32357","title":{"rendered":"Novo aumento dos juros, uma aberra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"32358\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/32357\/image-3-33\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/image-3-1.png?fit=1170%2C700&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1170,700\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"image (3)\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/image-3-1.png?fit=747%2C447&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-large wp-image-32358\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/image-3-1.png?resize=747%2C447&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"747\" height=\"447\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/image-3-1.png?resize=900%2C538&amp;ssl=1 900w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/image-3-1.png?resize=300%2C179&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/image-3-1.png?resize=768%2C459&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/image-3-1.png?w=1170&amp;ssl=1 1170w\" sizes=\"auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Foto: Marcello Casal Jr &#8211; Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p>Edmilson Costa*<\/p>\n<p>O Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria do Banco Central aumentou em um ponto percentual a taxa b\u00e1sica de juros (de 11,25% para 12,25%), percentual acima do que o pr\u00f3prio mercado previa, no maior aumento realizado durante o governo Lula. Trata-se de uma esp\u00e9cie de despedida do vampiro do presidente do BC, Campos Neto, que dever\u00e1 deixar o cargo no final do ano e vai entreg\u00e1-lo ao sucessor, Gabriel Gal\u00edpolo, indicado pelo presidente Lula. Para quem possa imaginar que haver\u00e1 grande mudan\u00e7a na pol\u00edtica monet\u00e1ria com a substitui\u00e7\u00e3o do atual presidente, um bolsonarista raiz, pode ir tirando o cavalinho da chuva, pois todos os nomeados por Lula para a diretoria do Banco Central, inclusive Gal\u00edpolo, votaram a favor do aumento dos juros. Com um agravante cruel: para blindar o futuro presidente, o comunicado do Bacen ainda indica que os juros dever\u00e3o subir na mesma magnitude nas pr\u00f3ximas reuni\u00f5es do Copom.<\/p>\n<p>A justificativa para esse aumento cavalar da taxa de juros \u00e9 t\u00edpica do que h\u00e1 de mais retr\u00f3gado na teoria econ\u00f4mica, mas este \u00e9 o mantra da pol\u00edtica neoliberal, tipicamente submissa \u00e0 ordem neocl\u00e1ssica dos pa\u00edses centrais. Para o BC, o ambiente externo permanece desafiador, o que levanta d\u00favidas sobre a desacelera\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o nos Estados Unidos, bem como sobre a postura do FED. Al\u00e9m disso, os bancos centrais das principais economias permanecem dispostos a promover a converg\u00eancia das taxas de infla\u00e7\u00e3o, o que exige cautela nos pa\u00edses emergentes. Ou seja, toda a pol\u00edtica econ\u00f4mica est\u00e1 influenciada pelas a\u00e7\u00f5es das autoridades econ\u00f4micas dos Estados Unidos, sem que o Brasil possa realizar nenhuma a\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma em sua pol\u00edtica interna.<\/p>\n<p>Mas a nota do Bacen se mostra mais bizarra quando trata da pol\u00edtica interna, uma vez que, para o BC, os indicadores da pol\u00edtica econ\u00f4mica, como o aumento do PIB al\u00e9m daquilo que previa as aves de agouro do mercado financeiro e o dinamismo do mercado de trabalho, s\u00e3o fatores que est\u00e3o colocando a infla\u00e7\u00e3o acima da meta. Por isso, o Copom avalia que o cen\u00e1rio est\u00e1 mais adverso que em sua \u00faltima reuni\u00e3o, o que deve se refletir num cen\u00e1rio de aumento da infla\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, o BC tamb\u00e9m avalia que o recente pacote fiscal n\u00e3o foi suficiente para se alcan\u00e7ar a meta de infla\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tendo agradado os agentes econ\u00f4micos (leia-se a oligarquia financeira e rentistas em geral) e influiu sobre o pre\u00e7o dos ativos, as expectativas de infla\u00e7\u00e3o e as taxas de c\u00e2mbio.<\/p>\n<p>Vamos ent\u00e3o tentar destrinchar o que os neoliberais buscaram dizer com esse comunicado. Primeiro, o Brasil est\u00e1 proibido de crescer porque apresentou um aumento do Produto Interno Bruto maior do que o mercado financeiro previa. S\u00f3 num ambiente inteiramente envenenado por uma teoria econ\u00f4mica envelhecida, o crescimento econ\u00f4mico de um pa\u00eds \u00e9 considerado uma coisa nociva. Ora, qualquer estudante de economia sabe que uma na\u00e7\u00e3o s\u00f3 se desenvolve com o crescimento econ\u00f4mico porque, quanto mais cresce a economia, mais aumenta o emprego. O aumento do emprego gera crescimento da renda que, por sua vez, aumenta o consumo das fam\u00edlias, emergindo assim um ciclo virtuoso na economia.<\/p>\n<p>Aparentemente, achar que o crescimento econ\u00f4mico, al\u00e9m daquilo previsto pelos abutres financeiros, \u00e9 ruim para o pa\u00eds parece uma maluquice, mas a turma do mercado tem alguma racionalidade nessa postura. Qual \u00e9 a racionalidade? \u00c9 o seguinte: com o crescimento econ\u00f4mico h\u00e1 um dinamismo do mercado de trabalho, que gera maior poder de barganha para o movimento sindical e para os trabalhadores, reduzindo assim a taxa de mais-valor da burguesia. Em contrapartida, com baixo crescimento e aumento do desemprego, intensifica-se a concorr\u00eancia entre os pr\u00f3prios trabalhadores por uma vaga no mercado de trabalho, o que diminui seu poder de barganha, retrai os movimentos grevistas, abrindo espa\u00e7o para a burguesia reduzir os sal\u00e1rios e o mercado financeiro justificar a aplica\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas de austeridade contra os trabalhadores e as trabalhadoras, num ambiente em que seu poder de mobiliza\u00e7\u00e3o est\u00e1 bastante reduzido em fun\u00e7\u00e3o do desemprego.<\/p>\n<p>O argumento de que o pa\u00eds n\u00e3o pode crescer muito \u00e9 um absurdo. Vale lembrar que o Brasil cresceu, de 1946 a 1980, a um ritmo anual m\u00e9dio de 7%, o mundo n\u00e3o se acabou nem o pa\u00eds entrou em parafuso. Pelo contr\u00e1rio, mesmo levando em conta que esse crescimento foi realizado com grande concentra\u00e7\u00e3o de renda e desigualdade regional, o Brasil realizou um processo de industrializa\u00e7\u00e3o robusto, em tempo recorde, tendo se transformado em uma das dez maiores economias do mundo e tamb\u00e9m foi um dos poucos pa\u00edses que conseguiu se industrializar no continente americano. Essa conversa mole de que crescimento econ\u00f4mico e aumento do emprego geram infla\u00e7\u00e3o \u00e9 uma aberra\u00e7\u00e3o que s\u00f3 serve para transferir recursos do fundo p\u00fablico para os rentistas.<\/p>\n<p>Outra discuss\u00e3o que j\u00e1 fizemos em artigo anterior, mas que \u00e9 importante repetir, \u00e9 o fato de que tanto o diagn\u00f3stico da conjuntura brasileira quanto as medidas tomadas pelo governo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 infla\u00e7\u00e3o est\u00e3o incorretas. A infla\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem origem apenas na rela\u00e7\u00e3o entre oferta e demanda. Avaliar apenas por essa \u00f3tica \u00e9 de um primarismo primitivo, pois a infla\u00e7\u00e3o pode se originar de v\u00e1rios fatores como, por exemplo, secas ou enchentes nas regi\u00f5es produtoras; pode ainda aumentar em fun\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o cambial quando h\u00e1 elevado coeficiente de importa\u00e7\u00f5es de insumos e produtos acabados, al\u00e9m de outros fatores externos \u00e0 oferta e a demanda. Ora, se a infla\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 resultado apenas desse fator, elevar a taxa de juros n\u00e3o vai resolver o problema, serve apenas para levar o pa\u00eds \u00e0 recess\u00e3o e encher os bolsos da oligarquia financeira.<\/p>\n<p>Como tamb\u00e9m j\u00e1 enfatizamos anteriormente, somente com este aumento de um ponto percentual na taxa Selic, o Brasil pagar\u00e1 a mais cerca de R$ 70 bilh\u00f5es em fun\u00e7\u00e3o da d\u00edvida interna, que \u00e9 a mesma quantidade de recursos que o ministro da Fazenda diz que vai economizar com o pacote econ\u00f4mico. Essa \u00e9 a verdadeira sangria que deve ser contida, pois se torna imposs\u00edvel qualquer projeto de crescimento econ\u00f4mico com distribui\u00e7\u00e3o de renda com essa pol\u00edtica monet\u00e1ria. Para se ter uma ideia, o Brasil pagou de juros, entre 2021 e 2024 (at\u00e9 outubro), a astron\u00f4mica quantia de cerca de R$ 2,8 trilh\u00f5es (Tabela abaixo). Toda essa riqueza, que deveria estar sendo investida em infraestrutura, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o, est\u00e1 sendo drenada para a oligarquia financeira. Portanto, qualquer ajuste deve ser realizado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 especula\u00e7\u00e3o e n\u00e3o contra a classe trabalhadora e o povo pobre.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"32359\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/32357\/tabela\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/tabela.png?fit=637%2C248&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"637,248\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"tabela\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/tabela.png?fit=637%2C248&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-full wp-image-32359\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/tabela.png?resize=637%2C248&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"637\" height=\"248\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/tabela.png?w=637&amp;ssl=1 637w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/tabela.png?resize=300%2C117&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 637px) 100vw, 637px\" \/><\/p>\n<p>Com o aumento dos juros, o Banco Central mais uma vez chancelou as reivindica\u00e7\u00f5es da rapinagem financeira, que vinha chantageando a partir de um poderoso lobby nos meios de comunica\u00e7\u00e3o e do aumento artificial do d\u00f3lar, com o agravante de que est\u00e1 programado aumento semelhante nas pr\u00f3ximas reuni\u00f5es do Copom. Parece que a gan\u00e2ncia da oligarquia financeira brasileira n\u00e3o tem limites. Al\u00e9m de estarem praticando uma das mais altas taxas de juros do mundo, eles ainda querem mais aumento de juros para engordar suas carteiras financeiras.<\/p>\n<p>Enquanto isso, o governo subserviente resolve fazer o ajuste atingindo os setores mais miser\u00e1veis da popula\u00e7\u00e3o, justamente os que ganham o sal\u00e1rio m\u00ednimo, os pensionistas e aqueles que est\u00e3o nos programas sociais. Para quem prometeu colocar os pobres no or\u00e7amento e os ricos no imposto de renda, essa conjuntura com certeza dever\u00e1 levar \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o a maioria daqueles que votaram pelas mudan\u00e7as e abre mais espa\u00e7o para a extrema-direita seguir crescendo com o discurso antissist\u00eamico.<\/p>\n<p>Vale lembrar que foi exatamente a frustra\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o no governo anterior do PT que forneceu o caldo de cultura para as grandes manifesta\u00e7\u00f5es de 2013. E o governo, em vez de aproveitar a movimenta\u00e7\u00e3o das massas nas ruas para mudar a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as e cumprir as promessas de campanha, o que se viu foi a repress\u00e3o contra os manifestantes. O resultado desse processo todos conhecemos. Recorde-se ainda que naquele per\u00edodo a economia estava crescendo, assim como o emprego e os sal\u00e1rios. Mesmo assim isso era insuficiente para aqueles milh\u00f5es de manifestantes que sa\u00edram \u00e0s ruas.<\/p>\n<p>N\u00e3o est\u00e1 descartada a emerg\u00eancia de fen\u00f4meno semelhante, pois as medidas positivas tomadas pelo governo s\u00e3o mais rebaixadas que no per\u00edodo anterior, portanto mais insuficientes. Enquanto isso, o estoque de problemas denunciados pelos manifestantes em 2013 s\u00f3 aumentaram, justamente num pa\u00eds urbanizado em que mais de 80% da popula\u00e7\u00e3o vive nas cidades, especialmente nas grandes metr\u00f3poles, e onde a pobreza e a opul\u00eancia dos milion\u00e1rios convivem muito pr\u00f3ximas. Em algum momento esse caldeir\u00e3o de frustra\u00e7\u00f5es e de indigna\u00e7\u00e3o latente poder\u00e1 chegar \u00e0 superf\u00edcie.<\/p>\n<p>Espero que n\u00e3o sejamos pegos de surpresa como em 2013.<\/p>\n<p>*Edmilson Costa \u00e9 doutor em economia e secret\u00e1rio geral do PCB<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/32357\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1,66,10,383],"tags":[224],"class_list":["post-32357","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral","category-c79-nacional","category-s19-opiniao","category-pronunciamentos-da-secretaria-geral","tag-3b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8pT","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32357","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32357"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32357\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32360,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32357\/revisions\/32360"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32357"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32357"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32357"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}