{"id":3240,"date":"2012-07-27T14:57:21","date_gmt":"2012-07-27T14:57:21","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3240"},"modified":"2012-07-27T14:57:21","modified_gmt":"2012-07-27T14:57:21","slug":"crise-afeta-construcao-com-mais-forca-mostra-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3240","title":{"rendered":"Crise afeta constru\u00e7\u00e3o com mais for\u00e7a, mostra pesquisa"},"content":{"rendered":"\n<p>A queda na atividade da constru\u00e7\u00e3o civil mostra que a crise econ\u00f4mica come\u00e7ou a afetar com mais for\u00e7a o setor, disse ontem o gerente-executivo de pesquisa da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), Renato da Fonseca. &#8220;Esse setor est\u00e1 conhecendo agora um desaquecimento depois do &#8220;boom&#8221; de 2010, que foi um ano mais que excelente para a constru\u00e7\u00e3o civil&#8221;, disse.<\/p>\n<p>A sondagem Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o, divulgada pela CNI, apontou que o n\u00edvel de atividade desse ramo caiu pelo segundo m\u00eas consecutivo. O indicador marcou 47,7 pontos em junho, e 48,9 pontos em maio. O \u00edndice varia de zero a 100 pontos, sendo que valores abaixo de 50 pontos representam retra\u00e7\u00e3o na atividade do setor.<\/p>\n<p>Para o economista da CNI Danilo Garcia, o desempenho negativo foi causado pelo &#8220;desdobramento da crise nos demais setores da economia nacional&#8221;, j\u00e1 que a atividade da constru\u00e7\u00e3o civil se restringe praticamente ao mercado interno. &#8220;N\u00e3o existe um indicativo de recupera\u00e7\u00e3o, como havia em momentos anteriores&#8221;, completou.<\/p>\n<p>A CNI explicou ainda que, al\u00e9m do indicador de atividade da ind\u00fastria de constru\u00e7\u00e3o civil, houve piora no emprego. O indicador de n\u00famero de empregados caiu para 47,8 pontos em junho, ante 50,1 pontos em maio. Em junho do ano passado, o \u00edndice marcava 51,6 pontos. &#8220;O setor da economia mais afetado, atualmente, \u00e9 a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, que ainda n\u00e3o conseguiu se recuperar. E isso come\u00e7a a afetar os outros segmentos da economia, como a constru\u00e7\u00e3o civil&#8221;, disse Renato da Fonseca.<\/p>\n<p>A ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o civil usou, em m\u00e9dia, 69% de sua capacidade de opera\u00e7\u00e3o em junho, n\u00edvel menor que o de maio, quando esse indicador de atividade foi de 71%. Essa foi a segunda queda consecutiva na utiliza\u00e7\u00e3o da capacidade de opera\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que entre abril e maio o indicador recuou de 72% para 71%.<\/p>\n<p>A sondagem apontou que a retra\u00e7\u00e3o na utiliza\u00e7\u00e3o da capacidade de opera\u00e7\u00e3o foi comum em todos os portes de empresas do setor de constru\u00e7\u00e3o civil. As grandes empresas registraram a maior queda, passando de 74% em maio para 70% em junho. As pequenas empresas operaram, em m\u00e9dia, com 65% da capacidade em junho, ante 66% em maio. J\u00e1 as m\u00e9dias tiveram uma queda de um ponto percentual nesse indicador no per\u00edodo, passando de 70% para 69%.<\/p>\n<p>A expectativa do setor para os pr\u00f3ximos seis meses em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 atividade caiu de 58,9 pontos para 57,9 pontos entre maio e junho.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Brasil compete com China e \u00cdndia para investir na \u00c1frica<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O Brasil intensificou seus esfor\u00e7os para construir rela\u00e7\u00f5es mais estreitas com a \u00c1frica, num esfor\u00e7o da sexta maior economia do mundo em competir com outros gigantes como China e \u00cdndia para assumir um papel central no continente rico em recursos naturais.<\/p>\n<p>No m\u00eas passado, o maior banco de investimento no Brasil, BTG Pactual, anunciou planos para levantar US$ 1 bilh\u00e3o e criar o maior fundo de investimento do mundo para a \u00c1frica, focando em \u00e1reas como infraestrutura energia e agricultura.<\/p>\n<p>O fundo do banco independente, que surge em meio a uma iniciativa do governo para estabelecer uma parceria estrat\u00e9gica com a \u00c1frica, \u00e9 uma das mais recentes medidas sinalizando o crescente interesse do Brasil para ampliar sua pegada econ\u00f4mica no continente &#8211; o com\u00e9rcio entre o Brasil e a \u00c1frica saltou de cerca de US$ 4 bilh\u00f5es em 2000 para aproximadamente US$ 20 bilh\u00f5es em 2010. &#8220;Isso representa um ponto de virada em que uma por\u00e7\u00e3o desses investidores e dessas institui\u00e7\u00f5es de investimento est\u00e1 reconhecendo que a \u00c1frica \u00e9, de fato, a \u00faltima fronteira do crescimento&#8221;, diz Lyal White, diretor do Centro para Mercados Din\u00e2micos do Gordon Institute for Business Science da \u00c1frica do Sul.<\/p>\n<p>De olho no potencial. Uma d\u00e9cada de crescimento econ\u00f4mico sem precedente na \u00c1frica, combinada com uma s\u00e9rie de reformas pol\u00edticas e institucionais, atraiu pot\u00eancias emergentes globais para o continente em busca de uma forte base na regi\u00e3o em sua aposta para atingir mais mercados e forjar novas alian\u00e7as pol\u00edticas.<\/p>\n<p>&#8220;O Brasil vem operando meio fora do radar; ele n\u00e3o \u00e9 visto necessariamente como um player como os outros (China e \u00cdndia)&#8221;, diz Markus Weimer, pesquisador no Africa Program da Chatham House. &#8220;As hist\u00f3rias do Brasil com a \u00c1frica tamb\u00e9m t\u00eam sido menos contenciosas &#8211; j\u00e1 se ouviram hist\u00f3rias da Z\u00e2mbia sobre mineiros sendo maltratados por seus patr\u00f5es chineses, mas n\u00e3o se ouve isso de Mo\u00e7ambique ou Angola com respeito de companhias brasileiras.&#8221;<\/p>\n<p>Usando pa\u00edses de fala portuguesa como Angola e Mo\u00e7ambique como ponto de entrada no continente, empresas estatais e privadas brasileiras fizeram grandes incurs\u00f5es em v\u00e1rias partes do continente, operando, sobretudo, em setores estrat\u00e9gicos como infraestrutura, minera\u00e7\u00e3o e energia &#8211; no ano passado, a Vale anunciou planos para gastar mais de 12 bilh\u00f5es de libras em investimentos na \u00c1frica nos pr\u00f3ximos cinco anos.<\/p>\n<p>Mas embora o Brasil pare\u00e7a, como a China, profundamente engajado no setor de recursos naturais africano, para alguns analistas seus interesses e estrat\u00e9gia s\u00e3o bastante distintos dos de seu parceiro do Bric. &#8220;Na condi\u00e7\u00e3o de pa\u00eds rico em recursos naturais e um futuro grande exportador de petr\u00f3leo, o Brasil n\u00e3o est\u00e1 seguindo uma estrat\u00e9gia de assegurar recursos&#8221;, diz Christina Stolte, pesquisadora do Instituto Alem\u00e3o de Estudos de \u00c1rea e Globais. &#8220;A economia sul-americana est\u00e1 vendo a \u00c1frica mais como um meio para diversificar seus mercados de exporta\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>La\u00e7os fortes. Embora separados pelo Oceano Atl\u00e2ntico, Brasil e \u00c1frica t\u00eam antigos la\u00e7os hist\u00f3ricos e culturais que remontam aos tempos do tr\u00e1fico de escravos no s\u00e9culo 16, quando legi\u00f5es de africanos foram enviados de navio \u00e0 antiga col\u00f4nia portuguesa para servir de escravos nas planta\u00e7\u00f5es de cana de a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p>Hoje, o Brasil trata de usar sua afinidade cultural com a \u00c1frica como uma vantagem na competi\u00e7\u00e3o com as outras pot\u00eancias que est\u00e3o agindo no continente, segundo analistas. &#8220;O fato de a maioria da popula\u00e7\u00e3o brasileira ser de origem afro-brasileira &#8211; o que confere ao Brasil a maior popula\u00e7\u00e3o negra do mundo depois da Nig\u00e9ria &#8211; \u00e9 ami\u00fade citado pela elite governante, quase exclusivamente branca, do pa\u00eds, para ressaltar as semelhan\u00e7as culturais do Brasil com os pa\u00edses africanos&#8221;, disse Stolte.<\/p>\n<p>O Ocidente estar\u00e1 perdendo para a China na \u00c1frica? Essas observa\u00e7\u00f5es puderam ser ouvidas com frequ\u00eancia durante a presid\u00eancia de 2003-10 de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, que fez da Africa uma prioridade estrat\u00e9gica para o Brasil como parte dos esfor\u00e7os do pa\u00eds para expandir sua influ\u00eancia global. Durante seus oito anos na presid\u00eancia, Lula fez 12 viagens \u00e0 \u00c1frica, visitando 21 pa\u00edses, mais do que qualquer um de seus antecessores. Ao mesmo tempo, o Brasil aumentou o n\u00famero de suas embaixadas na \u00c1frica de 17 em 2002 para 37.<\/p>\n<p>O envolvimento crescente do Brasil com a \u00c1frica tamb\u00e9m teve continuidade sob a lideran\u00e7a de Dilma Rousseff, que se tornou presidente do Brasil em janeiro de 2011 &#8211; em seu primeiro ano no cargo, Dilma visitou Angola, Mo\u00e7ambique e \u00c1frica do Sul.<\/p>\n<p>Analistas dizem que o Brasil adotou uma abordagem tr\u00edplice para seu envolvimento com a \u00c1frica, com uma &#8220;intera\u00e7\u00e3o quase direta&#8221; entre governo, setor privado e institui\u00e7\u00f5es de desenvolvimento.<\/p>\n<p>Empresas brasileiras que tentam fazer neg\u00f3cios no continente tendem a contratar e treinar for\u00e7a de trabalho local e oferecer produtos sociais para promover o desenvolvimento nativo &#8211; em Angola, a construtora brasileira Odebrecht tornou-se a maior empregadora privada do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, o Brasil passou de importador l\u00edquido de alimentos a um dos maiores exportadores mundiais de produtos agr\u00edcolas e alimentares. Mais recentemente, a renda per capita no Brasil cresceu em m\u00e9dia 1,8% mais r\u00e1pido que seu PIB em 2003-09, segundo um relat\u00f3rio do Banco Mundial.<\/p>\n<p>Com isso, a experi\u00eancia de desenvolvimento dom\u00e9stico e o sucesso na redu\u00e7\u00e3o da desigualdade social do Brasil atra\u00edram a aten\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios pa\u00edses africanos que est\u00e3o ansiosos para reproduzir alguns de seus programas.<\/p>\n<p>Analistas dizem que o Brasil est\u00e1 interessado em explorar seu know-how tecnol\u00f3gico avan\u00e7ado para ajudar pa\u00edses africanos em \u00e1reas que s\u00e3o chaves para o desenvolvimento do continente, entre as quais agricultura tropical e combate a doen\u00e7as.<\/p>\n<p>&#8220;O Brasil se v\u00ea, portanto, como um parceiro de pa\u00edses africanos, um pa\u00eds capacitado a lhes oferecer estrat\u00e9gias bem-sucedidas para combater os problemas mais cruciais do continente, como a fome e a aids&#8221;, diz Stolte.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Cai procura por cr\u00e9dito oficial para agricultura<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>A demanda da agricultura empresarial pelo cr\u00e9dito rural oficial, que na maioria das linhas tem taxas de juros equalizadas pelo Tesouro, recuou 0,8% na safra passada. Os financiamentos aprovados entre julho de 2011 e junho deste ano somaram R$ 93,502 bilh\u00f5es. Na safra anterior foram liberados R$ 94,492 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>A demanda por cr\u00e9dito rural no ano agr\u00edcola 2011\/12 correspondeu a 87,2% do montante programado pelo governo federal, desempenho abaixo dos 94,5% da safra anterior.<\/p>\n<p>Os dados organizados pelo Minist\u00e9rio da Agricultura, com base em informa\u00e7\u00f5es dos agentes financeiros, mostram que o total das libera\u00e7\u00f5es do cr\u00e9dito rural, somando a agricultura familiar a empresarial, atingiu R$ 106,405 bilh\u00f5es, 0,7% acima do liberado na safra anterior e 86,3% dos R$ 123,238 bilh\u00f5es programados. No ciclo anterior, a demanda atingiu 91,4% do previsto.<\/p>\n<p>Segundo o Minist\u00e9rio da Agricultura, as libera\u00e7\u00f5es para a agricultura familiar cresceram 12,8% e atingiram R$ 12,902 bilh\u00f5es.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Financiamento habitacional infla balan\u00e7o do PAC<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O avan\u00e7o do financiamento habitacional ajudou o governo a tra\u00e7ar um balan\u00e7o positivo do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC) ontem, apesar do atraso em dezenas de obras priorit\u00e1rias. O setor de habita\u00e7\u00e3o respondeu por 40% do total de R$ 324,3 bilh\u00f5es gastos pelo governo nos \u00faltimos 18 meses no programa lan\u00e7ado, oficialmente, para ampliar obras de infraestrutura.<\/p>\n<p>A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, elogiou o andamento do programa, destacando a conclus\u00e3o de 30% das obras previstas na segunda fase do PAC, e apontou impactos positivos na gera\u00e7\u00e3o de empregos. &#8220;\u00c9 importante o financiamento habitacional porque alavanca o setor de constru\u00e7\u00e3o civil, um dos mais intensivos em m\u00e3o de obra&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>&#8220;Por que geramos tantos empregos se a economia n\u00e3o est\u00e1 crescendo? Por uma escolha do governo.&#8221; Segundo o balan\u00e7o, foram R$ 108,6 bilh\u00f5es em financiamento habitacional de moradias novas e usadas, mais R$ 20,7 bilh\u00f5es do programa Minha Casa, Minha Vida, totalizando R$ 129,3 bilh\u00f5es &#8211; 39,8% do total desembolsado de janeiro de 2011 at\u00e9 o m\u00eas passado.<\/p>\n<p>Esp\u00edrito animal. Apesar de o Or\u00e7amento da Uni\u00e3o responder por R$ 28,6 bilh\u00f5es do PAC e os investimentos privados atingirem R$ 69,1 bilh\u00f5es, a ministra cobrou mais ousadia de empres\u00e1rios para impulsionar o Produto Interno Bruto (PIB) e alavancar o crescimento econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>&#8220;Evidentemente, o investimento p\u00fablico n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico motor da economia, a parcela dele est\u00e1 sendo feita&#8221;, disse. &#8220;O esp\u00edrito animal dos empres\u00e1rios precisa surgir para que isso se complemente e a economia volte a crescer.&#8221; A ministra repetiu a promessa de usar o Regime Diferenciado de Contrata\u00e7\u00e3o (RDC), mais \u00e1gil do que a Lei de Licita\u00e7\u00f5es, para acelerar a assinatura de contratos com empreiteiras.<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m ressaltou o an\u00fancio, no m\u00eas que vem, de uma rodada de concess\u00f5es de log\u00edstica e transportes \u00e0 iniciativa privada para incentivar os empres\u00e1rios a elevarem os investimentos.<\/p>\n<p>A lista de obras, por\u00e9m, n\u00e3o trar\u00e1 s\u00f3 novidades, enumerando projetos que est\u00e3o h\u00e1 anos na prateleira, como o trem de alta velocidade que ligar\u00e1 as cidades de S\u00e3o Paulo, Campinas e Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Ritmo<\/p>\n<p>O volume total de investimentos p\u00fablicos e privados do PAC apresentou um aumento de 59% em rela\u00e7\u00e3o aos R$ 204,4 bilh\u00f5es executados no ano passado, segundo o balan\u00e7o divulgado ontem.<\/p>\n<p>Com o passar do tempo os problemas do PAC concentram-se cada vez mais em \u00e1reas espec\u00edficas, como rodovias e ferrovias, cujos os prazos de execu\u00e7\u00e3o t\u00eam sido descumpridos. Ao mesmo tempo, as obras de hidrel\u00e9tricas e do setor de g\u00e1s e petr\u00f3leo tiveram evolu\u00e7\u00e3o consistente.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Cr\u00e9dito cresce e calote tem discreto recuo<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Os est\u00edmulos do governo ao setor automotivo j\u00e1 surtiram efeito sobre os n\u00fameros do cr\u00e9dito para compra de ve\u00edculos. Em junho, a m\u00e9dia di\u00e1ria desses financiamentos a pessoas f\u00edsicas cresceu 22,8% sobre maio, chegando a R$ 426 milh\u00f5es. A expans\u00e3o foi muito superior \u00e0s concess\u00f5es apuradas pelo Banco Central (BC) para o conjunto de modalidades de cr\u00e9dito, cuja m\u00e9dia por dia \u00fatil subiu 6% no geral e 6,4% para as fam\u00edlias.<\/p>\n<p>A m\u00e9dia di\u00e1ria concedida para compra de carros n\u00e3o superava R$ 400 milh\u00f5es desde dezembro de 2011, quando foi de R$ 429 milh\u00f5es. As medidas de est\u00edmulo foram anunciadas pelo Minist\u00e9rio da Fazenda em maio e inclu\u00edram redu\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Produtos Industriais (IPI) sobre autom\u00f3veis. O BC tamb\u00e9m adotou incentivo liberando parte do compuls\u00f3rio dos bancos sobre dep\u00f3sitos a prazo para financiamento de ve\u00edculos. At\u00e9 abril de 2013, essa libera\u00e7\u00e3o pode chegar a R$ 18 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Ao longo de junho, os novos financiamentos na modalidade somaram R$ 8,515 bilh\u00f5es. Isso representou crescimento de 11,7% sobre maio, num m\u00eas em que o volume acumulado de concess\u00f5es apurado pelo BC para todas as categorias caiu 3,7%. Esse dado de concess\u00e3o desconsidera aplica\u00e7\u00f5es obrigat\u00f3rias dos bancos. Leva em conta apenas o chamado credito referencial, o mesmo universo considerado pelo BC para medir juros e inadimpl\u00eancia e que inclui quase todo o cr\u00e9dito com recursos livres dos bancos.<\/p>\n<p>Sob o ponto de vista do estoque, os financiamentos de ve\u00edculos aumentaram 2,1%, atingindo R$ 182,16 bilh\u00f5es em junho, ante alta de 0,2% em maio. Tamb\u00e9m nesse caso a varia\u00e7\u00e3o foi mais pronunciada tanto na compara\u00e7\u00e3o com a da carteira total do sistema financeiro (1,5%) quanto na compara\u00e7\u00e3o com o saldo das opera\u00e7\u00f5es referenciais de cr\u00e9dito (1,8%).<\/p>\n<p>J\u00e1 o comportamento da inadimpl\u00eancia foi semelhante nas diversas modalidades do cr\u00e9dito referencial. As opera\u00e7\u00f5es com pagamentos em atraso h\u00e1 mais de 90 dias recuaram de 6,1% para 6% do saldo total de ve\u00edculos de maio para junho. No conjunto das opera\u00e7\u00f5es, a inadimpl\u00eancia caiu 0,1 ponto percentual, saindo de 5,9% (dado revisado pelo BC) para 5,8%.<\/p>\n<p>Em entrevista ao &#8220;Financial Times&#8221;, o presidente do BC, Alexandre Tombini, afirmou que o aumento da inadimpl\u00eancia banc\u00e1ria no pa\u00eds \u00e9 um tema que ficou no passado e que a autoridade j\u00e1 endere\u00e7ou essa quest\u00e3o ao exigir mais capital dos bancos para opera\u00e7\u00f5es de longo prazo. &#8220;Eu tomei a expans\u00e3o do cr\u00e9dito como uma quest\u00e3o central da minha administra\u00e7\u00e3o. Agora, n\u00f3s estamos num ritmo mais saud\u00e1vel.&#8221;<\/p>\n<p>Tanto a inadimpl\u00eancia geral quanto a do cr\u00e9dito para compra de autom\u00f3veis tinham batido recorde em maio. Uma diferen\u00e7a importante \u00e9 que, no caso dos ve\u00edculos, a queda da taxa, mesmo modesta, foi a primeira desde dezembro de 2010, quando o percentual estava em 2,5%. \u00c9 cedo, por\u00e9m, para dizer se houve invers\u00e3o de tend\u00eancia, o que tamb\u00e9m se aplica ao dado mais geral de inadimpl\u00eancia.<\/p>\n<p>No conjunto, a inadimpl\u00eancia recuou tanto no segmento de pessoas f\u00edsicas (de 7,9% para 7,8%) quanto nas opera\u00e7\u00f5es com empresas (4,1% para 4%). Na pessoa f\u00edsica, a redu\u00e7\u00e3o foi puxada pelo financiamento de ve\u00edculos. Nas demais modalidades, o BC n\u00e3o detectou recuo. A inadimpl\u00eancia do cr\u00e9dito pessoal ficou est\u00e1vel em 5,7%. A do cheque especial e a de aquisi\u00e7\u00e3o de outros bens subiu, respectivamente, 0,3 e 0,2 ponto percentual, para 11,6% e 14,1%. No caso das empresas, a inadimpl\u00eancia registrou baixa mais percept\u00edvel no &#8220;hot money&#8221; (de 4,8% para 3,1%).<\/p>\n<p>Em junho, o cr\u00e9dito para ve\u00edculos tamb\u00e9m ficou mais barato. Enquanto a taxa m\u00e9dia de juros para pessoas f\u00edsicas saiu de 38,8% para 36,5% ao ano, a taxa da modalidade baixou de 23,4% para 20,7% ao ano. O juro m\u00e9dio apurado pelo BC para pessoas f\u00edsicas em junho \u00e9 o mais baixo da s\u00e9rie, iniciada em junho de 1994. A taxa para empresas, embora n\u00e3o tenha ca\u00eddo ao seu n\u00edvel mais baixo, tamb\u00e9m recuou, de 25% para 23,8% ao ano.<\/p>\n<p>Ao divulgar os n\u00fameros, o chefe do Departamento Econ\u00f4mico do Banco Central, Tulio Maciel, disse que dados preliminares de julho indicam, no entanto, aumento de 1,3 ponto percentual na taxa m\u00e9dia das opera\u00e7\u00f5es com pessoas f\u00edsicas, para 37,8% ao ano. J\u00e1 o juro m\u00e9dio para as empresas deve cair, pois a pr\u00e9via dos 11 primeiros dias de julho indica queda de 0,4 ponto percentual, a 23,4% ao ano. Os dados preliminares indicam ainda queda da m\u00e9dia di\u00e1ria de concess\u00f5es. Ap\u00f3s subir 6% de maio para junho, a m\u00e9dia caiu 7,6% na compara\u00e7\u00e3o dos 11 primeiros dias \u00fateis de julho com igual per\u00edodo de junho.<\/p>\n<p>A pr\u00e9via indica redu\u00e7\u00e3o mais acentuada da m\u00e9dia para pessoas f\u00edsicas (-10,2%) do que para empresas (-5,5%). Na medi\u00e7\u00e3o de junho ante maio, houve aumento de 6,4% e 5,6%, respectivamente. Maciel ponderou, no entanto, que essa queda \u00e9 sazonal. &#8220;Se o n\u00famero fosse dessazonalizado, provavelmente ter\u00edamos crescimento e n\u00e3o queda da m\u00e9dia di\u00e1ria&#8221;, disse.<\/p>\n<p>O total de opera\u00e7\u00f5es do sistema financeiro cresceu 1,5% em junho, ligeiramente inferior a maio, quando houve expans\u00e3o de 1,7%. No acumulado do primeiro semestre, a varia\u00e7\u00e3o foi de 6,8%, levando a carteira do sistema a encerrar o per\u00edodo em R$ 2,167 trilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros, disse Maciel, &#8220;est\u00e3o em linha &#8221; com a proje\u00e7\u00e3o do BC para o ano, que antecipa expans\u00e3o de 15% em 2012, ante 19% em 2010. Medido em 12 meses at\u00e9 junho, o crescimento das opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito foi de 17,9%, o que significa desacelera\u00e7\u00e3o ante o per\u00edodo encerrado em maio (18,3%). O aumento em junho, embora mais modesto que o de maio, foi suficiente para fazer com que o estoque de cr\u00e9dito seguisse crescendo como propor\u00e7\u00e3o do PIB, chegando a 50,6%, ante 50,1% registrados no fim do m\u00eas anterior. O fraco desempenho do PIB certamente ajudou a elevar essa rela\u00e7\u00e3o. A eleva\u00e7\u00e3o no m\u00eas foi novamente puxada pelos bancos p\u00fablicos.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Concess\u00f5es el\u00e9tricas ganham mais 20 anos e tarifa vai cair 10%<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O ministro de Minas e Energia, Edison Lob\u00e3o, desfez o suspense sobre as concess\u00f5es do setor el\u00e9trico com vencimento a partir de 2015 e anunciou que elas dever\u00e3o ser prorrogadas por 20 anos. Ele disse que a renova\u00e7\u00e3o das concess\u00f5es e o fim da cobran\u00e7a de encargos setoriais nas contas de luz permitir\u00e3o uma queda &#8220;em torno de 10% ou um pouco mais&#8221; nas tarifas dos consumidores finais, incluindo a ind\u00fastria.<\/p>\n<p>Segundo o ministro, a presidente Dilma Rousseff &#8220;muito provavelmente&#8221; comunicar\u00e1 essa decis\u00e3o na reuni\u00e3o prevista para o dia 7 de agosto, no Pal\u00e1cio do Planalto, com o grupo de 30 empres\u00e1rios com quem j\u00e1 teve dois encontros. &#8220;Os contratos vencem em 2015 e a lei determina o retorno dos ativos ao patrim\u00f4nio da Uni\u00e3o para um novo leil\u00e3o. Na reformula\u00e7\u00e3o da lei, vamos permitir a renova\u00e7\u00e3o das concess\u00f5es&#8221; disse Lob\u00e3o, durante apresenta\u00e7\u00e3o de balan\u00e7o do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC). &#8220;N\u00e3o batemos o martelo, mas a princ\u00edpio ser\u00e3o 20 anos [de prorroga\u00e7\u00e3o]&#8221;, completou.<\/p>\n<p>Tr\u00eas encargos ser\u00e3o extintos das tarifas: a Conta de Consumo dos Combust\u00edveis (CCC), a Conta de Desenvolvimento Energ\u00e9tico (CDE) e a Reserva Global de Revers\u00e3o (RGR). Juntos, eles representam 7% das contas de luz, em m\u00e9dia. &#8220;Provavelmente mexeremos no Proinfa&#8221;, acrescentou Lob\u00e3o, referindo-se ao encargo que subsidia o primeiro lote de usinas de energia alternativa, como e\u00f3licas. O Proinfa corresponde a 1,1% do valor final das tarifas.<\/p>\n<p>&#8220;Os encargos setoriais ser\u00e3o extintos. Esse \u00e9 o caminho para fazer cair o pre\u00e7o da energia. Ela \u00e9 barata na origem, quando \u00e9 gerada, mas encarece no meio do caminho&#8221;, disse o ministro. Na verdade, conforme ele mesmo detalhou, o Tesouro Nacional assumir\u00e1 as despesas com os programas financiados por esses encargos. &#8220;O Luz para Todos n\u00e3o sofrer\u00e1 nenhuma dificuldade&#8221;, ressaltou Lob\u00e3o, citando o programa de universaliza\u00e7\u00e3o da energia el\u00e9trica, financiado pela CDE.<\/p>\n<p>Se assumir integralmente essas despesas, o Tesouro receber\u00e1 uma conta pesada. Em 2011, os tr\u00eas encargos mencionados por Lob\u00e3o recolheram R$ 10,8 bilh\u00f5es nas faturas dos consumidores, segundo n\u00fameros da Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel). Por isso, se quiser agradar \u00e0 ind\u00fastria sem onerar exageradamente o Tesouro, o governo poderia at\u00e9 optar por retirar os encargos apenas de quem consome grandes quantidades de energia. N\u00e3o foi essa, no entanto, a sinaliza\u00e7\u00e3o dada pelo ministro. &#8220;A redu\u00e7\u00e3o que estamos prevendo e est\u00e1 sendo calculada pela Aneel \u00e9 de 10% ou um pouco mais, para o consumidor (residencial) e para a ind\u00fastria.&#8221;<\/p>\n<p>Embora a redu\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de tarifas seja de 10%, a ind\u00fastria deve ser beneficiada com um percentual maior do que os consumidores residenciais, segundo apurou o Valor. Isso se deve basicamente ao fato de que os encargos pesam mais nas tarifas de energia da ind\u00fastria. Para esse setor, a queda pode superar 15% e chegar mais perto de 20%.<\/p>\n<p>Esse percentual ser\u00e1 atingido gra\u00e7as tamb\u00e9m \u00e0 prorroga\u00e7\u00e3o das concess\u00f5es, j\u00e1 que ativos que foram amortizados deixar\u00e3o de ser remunerados. Lob\u00e3o n\u00e3o fez nenhuma refer\u00eancia \u00e0 possibilidade de mudan\u00e7as na cobran\u00e7a de PIS-Cofins. Quanto \u00e0s tentativas de reduzir as al\u00edquotas de ICMS, preferiu n\u00e3o entrar em detalhes, mas avaliou que o movimento da Uni\u00e3o em baixas as tarifas de energia estimula os governos estaduais a fazer um esfor\u00e7o pela queda das contas de luz. &#8220;Eu diria que constrange, que inspira. Mas isso \u00e9 uma quest\u00e3o de autonomia dos Estados.&#8221;<\/p>\n<p>A Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp) considerou a queda de 10% das tarifas &#8220;bem-vinda&#8221;, mas deixou claro que n\u00e3o volta atr\u00e1s no entendimento de que a melhor solu\u00e7\u00e3o seria relicitar os ativos. &#8220;Um corte de tributos e encargos que significasse redu\u00e7\u00e3o de 10% nas contas de luz \u00e9 bem-vindo, por\u00e9m n\u00e3o deve servir para justificar uma poss\u00edvel renova\u00e7\u00e3o dos contratos de concess\u00e3o de energia, como vem sinalizando o governo&#8221;, disse o presidente da entidade, Paulo Skaf, em nota.<\/p>\n<p>O percentual tamb\u00e9m desagradou ao presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Consumidores de Energia (Anace), Carlos Faria, que reivindicava uma redu\u00e7\u00e3o de 35% das tarifas. &#8220;N\u00e3o \u00e9 nada, n\u00e3o \u00e9 nada, n\u00e3o \u00e9 nada mesmo&#8221;, ironizou Faria, sobre o corte de 10%.<\/p>\n<p>Segundo ele, essa redu\u00e7\u00e3o ser\u00e1 &#8220;muito pequena&#8221; e n\u00e3o vai tornar o pa\u00eds mais competitivo em rela\u00e7\u00e3o a outros pa\u00edses. Um estudo da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) mostra que o custo da energia no Brasil \u00e9 de R$ 329 por megawatt-hora, o quarto mais caro do mundo. Com o corte de 10%, o custo no Brasil s\u00f3 cairia uma posi\u00e7\u00e3o no ranking global e ficaria logo atr\u00e1s do Chile, cujo pre\u00e7o \u00e9 equivalente a R$ 320 por MWh.<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e Consumidores Livres (Abrace) expressou satisfa\u00e7\u00e3o com as sinaliza\u00e7\u00f5es dadas por Lob\u00e3o. &#8220;Essas medidas n\u00e3o esgotam as oportunidades de redu\u00e7\u00e3o, mas s\u00e3o um alento muito importante&#8221;, disse o presidente-executivo da Abrace, Paulo Pedrosa. Ele reconheceu que a redu\u00e7\u00e3o em torno de 10% das tarifas n\u00e3o recupera a competitividade perdida, mas \u00e9 uma &#8220;medida estrutural que dar\u00e1 f\u00f4lego \u00e0 inova\u00e7\u00e3o e ao investimento&#8221;.<\/p>\n<p>O Instituto Acende Brasil, um observat\u00f3rio do setor el\u00e9trico, aplaudiu o an\u00fancio do governo. &#8220;Os cortes de encargos s\u00e3o muito bem-vindos e rompem a tradi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de que s\u00f3 vinham sendo aumentados&#8221;, afirmou o presidente do instituto, Cl\u00e1udio Sales.<\/p>\n<p>Sales pede aten\u00e7\u00e3o, no entanto, \u00e0 discuss\u00e3o do PIS-Cofins. Hoje o tributo representa cerca de 8% da conta de luz. &#8220;O ICMS tamb\u00e9m \u00e9 um assunto important\u00edssimo. Talvez n\u00e3o d\u00ea tempo de sair agora, mas precisa continuar na pauta&#8221;, conclamou o executivo.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Governo cobra explica\u00e7\u00f5es da GM sobre demiss\u00f5es em S\u00e3o Jos\u00e9<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O governo convocou a Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Fabricantes de Ve\u00edculos Automotores (Anfavea) e a General Motors para ouvir explica\u00e7\u00f5es sobre as demiss\u00f5es que est\u00e3o sendo realizadas em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos (SP). As montadoras conseguiram uma redu\u00e7\u00e3o de imposto para estimular as vendas, mas assumiram como contrapartida a manuten\u00e7\u00e3o dos postos de trabalho. A reuni\u00e3o com a Anfavea est\u00e1 marcada para a pr\u00f3xima ter\u00e7a-feira. O encontro com a GM poder\u00e1 acontecer antes.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio de rela\u00e7\u00f5es do trabalho do Minist\u00e9rio do Trabalho, Manoel Messias, que esteve em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos acompanhando a reuni\u00e3o entre a GM e o Sindicato dos Metal\u00fargicos local, disse ao Estado que h\u00e1 uma &#8220;preocupa\u00e7\u00e3o muito grande com a perda de postos de trabalho, j\u00e1 que todos os esfor\u00e7os est\u00e3o sendo feitos pelas diferentes esferas do governo para, n\u00e3o s\u00f3 garantir os empregos, como ampli\u00e1-los, como solu\u00e7\u00e3o para a crise econ\u00f4mica mundial&#8221;.<\/p>\n<p>Messias comentou que os dados dispon\u00edveis no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que houve uma redu\u00e7\u00e3o em torno de 400 empregos na GM no m\u00eas de julho. &#8220;O problema \u00e9 que h\u00e1 not\u00edcias de demiss\u00e3o de mais 1.500 empregados e \u00e9 por isso que estamos promovendo reuni\u00f5es e pedindo propostas objetivas da empresa e do sindicato, para que estas dispensas n\u00e3o ocorram.&#8221;<\/p>\n<p>Messias lembrou que, quando foram oferecidos os benef\u00edcios para o setor automobil\u00edstico reativar as vendas, a ind\u00fastria assumiu compromissos, como manter o n\u00edvel de emprego. &#8220;Esperamos que esse conjunto de compromissos, que est\u00e1 sendo monitorado pela Fazenda e o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, seja cumprido.&#8221;<\/p>\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico. Um dia ap\u00f3s a reuni\u00e3o entre a GM, sindicalistas e representantes do governo, ontem foi dia de um novo encontro entre as partes, mas dessa vez no Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT).<\/p>\n<p>A procuradora do MPT, Celeste Maria Ramos Marques Medeiros, mediou uma negocia\u00e7\u00e3o entre diretores do sindicato e advogados da montadora. No encontro, o MPT prop\u00f4s que a empresa abra um curso para recoloca\u00e7\u00e3o dos funcion\u00e1rios que venham a ser demitidos. &#8220;\u00c9 uma tentativa de assegurar o direito dos trabalhadores&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Na audi\u00eancia, os advogados da empresa n\u00e3o informaram o n\u00famero de trabalhadores envolvidos em uma poss\u00edvel demiss\u00e3o. Caso a GM confirme o corte de dois mil metal\u00fargicos, conforme n\u00famero apurado pelos sindicalistas, a legisla\u00e7\u00e3o garante aos demitidos um acompanhamento remunerado, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), de dois a cinco meses para cursos de qualifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Isso seria bom para o processo de negocia\u00e7\u00e3o&#8221;, disse a procuradora, que informou ainda que a poss\u00edvel demiss\u00e3o n\u00e3o pode ser feita imediatamente, uma vez que primeiro o contrato deve ser suspenso e oferecido o curso para ajudar numa recoloca\u00e7\u00e3o do pessoal no mercado de trabalho. Depois desse per\u00edodo, cabe ao empregador. Segundo a promotora, os advogados da GM ficaram de levar a proposta para a dire\u00e7\u00e3o da empresa.<\/p>\n<p>Ao fim do encontro, a advogada que defende a montadora, M\u00e1rcia Pozelli, disse que a nova reuni\u00e3o de 4 de agosto com GM, sindicalistas e governo, est\u00e1 confirmada.<\/p>\n<p>Os sindicalistas acusam a GM de coagir funcion\u00e1rios para ades\u00e3o ao Programa de Demiss\u00e3o Volunt\u00e1ria (PDV) da empresa. &#8220;S\u00e3o funcion\u00e1rios debilitados, com direito a estabilidade&#8221;, disse Antonio Ferreira de Barros, presidente do sindicato, ao sair da audi\u00eancia. O MPT apura a den\u00fancia. A advogada da montadora n\u00e3o quis comentar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nValor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3240\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-3240","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-Qg","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3240","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3240"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3240\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3240"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3240"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3240"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}