{"id":32504,"date":"2025-02-05T10:37:25","date_gmt":"2025-02-05T13:37:25","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=32504"},"modified":"2025-02-05T10:37:25","modified_gmt":"2025-02-05T13:37:25","slug":"camarada-jayme-miranda-presente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/32504","title":{"rendered":"Camarada Jayme Miranda, presente!"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"32505\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/32504\/image-4-11\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/image-4.png?fit=444%2C434&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"444,434\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"image (4)\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/image-4.png?fit=444%2C434&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-full wp-image-32505\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/image-4.png?resize=444%2C434&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"444\" height=\"434\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/image-4.png?w=444&amp;ssl=1 444w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/image-4.png?resize=300%2C293&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 444px) 100vw, 444px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Por Osvaldo Maciel para o Voz do Povo<\/p>\n<p>No dia 4 de fevereiro de 2025 completam-se 50 anos do desaparecimento\/morte de Jayme de Amorim Miranda, jornalista, advogado, militante e dirigente do maior partido da esquerda brasileira de ent\u00e3o, o PCB (Partido Comunista Brasileiro). Barbaramente assassinado pela Ditadura Empresarial-Militar que se instalou no Brasil com o Golpe de 1964, lembrar de sua hist\u00f3ria \u00e9 um dever de mem\u00f3ria diante do negacionismo que vivemos nos \u00faltimos anos no pa\u00eds e uma forma de homenagear a luta de muitos que tombaram na defesa da revolu\u00e7\u00e3o, da justi\u00e7a social e da dignidade humana! O PCB comp\u00f5e o Comit\u00ea Alagoas do Mem\u00f3ria, Verdade, Justi\u00e7a, Repara\u00e7\u00e3o e Democracia, que organizou um ato para esta data na Sala dos Conselhos da Sede da OAB (em Jacarecica) a partir das 19h.<\/p>\n<p>Jayme de Amorim Miranda nasceu em 18 julho de 1926, filho de Manoel Simpl\u00edcio de Miranda e de Herm\u00ea Amorim de Miranda. Come\u00e7a a militar no PCB no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1940, no mesmo per\u00edodo em que estuda na Faculdade de Direito e participa do Movimento Estudantil. Uma das tarefas mais significativas de sua milit\u00e2ncia foi colaborar com a reda\u00e7\u00e3o e dirigir o jornal A Voz do Povo, que ainda hoje se mant\u00e9m ativo (sem periodicidade regular). No portal A Voz do Povo publicamos este texto: https:\/\/www.vozdopovo.org\/camarada-jayme-miranda-presente-2\/.<\/p>\n<p>Jayme casou-se com Dona Elza e teve quatro filhos, Olga, Yuri, Jayme e Andr\u00e9. Jayme se torna uma das principais figuras do CC (Comit\u00ea Central) do PCB na clandestinidade, chegando a trabalhar diretamente com o m\u00edtico Luiz Carlos Prestes. Em 4 de fevereiro de 1975, aos 48 anos de idade, Jayme Miranda saiu pela manh\u00e3 para se encontrar com um camarada do PCB, foi preso e sequestrado, e nos dias seguintes foi torturado e morto. Seu corpo ainda continua desaparecido. A Lei 9.140, de 1995 propiciou o reconhecimento oficial da sua morte no ano de 1996.<\/p>\n<p>Apesar de o PCB ter optado por n\u00e3o aderir \u00e0 luta armada contra a Ditadura, op\u00e7\u00e3o que foi seguida por diversas correntes pol\u00edticas e movimentos de esquerda daquela conjuntura, o partid\u00e3o foi um dos alvos centrais da Ditadura, pois ela precisava destruir o principal operador pol\u00edtico da esquerda brasileira at\u00e9 ent\u00e3o. A morte de Jayme Miranda ocorre em meio a uma persegui\u00e7\u00e3o implac\u00e1vel a dezenas de militantes comunistas, num processo em que foram mortos 1\/3 dos membros da Dire\u00e7\u00e3o Nacional do PCB, v\u00e1rios militantes pa\u00eds afora, e que contou com a infiltra\u00e7\u00e3o de um traidor nas hostes do partido, Severino Theodoro de Mello.<\/p>\n<p>Que fique bem claro que n\u00e3o foram apenas os militantes comunistas e da esquerda ou intelectuais engajados que foram perseguidos pela Ditadura. Regime que destruiu todos os espa\u00e7os democr\u00e1ticos que a sociedade brasileira havia constru\u00eddo ao longo do per\u00edodo republicano, qualquer pessoa que divergisse do projeto ditatorial era um alvo em potencial da sanha terrorista do Estado sob comando militar. Mulheres que reivindicavam melhorias nos bairros populares e a popula\u00e7\u00e3o preta do pa\u00eds inteiro, particularmente das favelas e periferias do pa\u00eds, foram perseguidos, presos, tentaram impor-lhes uma vida vigiada; trabalhadores assalariados que perderam v\u00e1rios direitos e tiveram o sal\u00e1rio rebaixado, foram atingidos em seus sindicatos e na luta cotidiana nos locais de trabalho; corpos dissidentes de sujeitos protagonistas da constru\u00e7\u00e3o de novas formas de amar e se manifestar no mundo, foram presos, violentados. Na fase final da Ditadura, apenas para se ter ideia do mart\u00edrio vivido pelo povo brasileiro, o Relat\u00f3rio Figueiredo revela que mais de 7 mil ind\u00edgenas foram mortos durante o per\u00edodo por conta do impacto das grandes obras realizadas na regi\u00e3o amaz\u00f4nica. Em todas estas formas particulares de viol\u00eancia, cada um destes segmentos sociais resistiu, reinventou e sobreviveu aos duros anos de chumbo! Jayme Miranda uma das v\u00edtimas deste per\u00edodo macabro. Como afirmou Eunice Paiva, vi\u00fava do ex-deputado Rubens Paiva, n\u00e3o foi a fam\u00edlia dela que foi atingida, mas toda sociedade brasileira!<\/p>\n<p>Inclusive \u00e9 na esteira do enorme sucesso do filme \u201cAinda estou aqui\u201d, dirigido por Walter Salles, protagonizado por Fernanda Torres e que conta a hist\u00f3ria da Eunice, que o pa\u00eds e o resto do mundo toma conhecimento do modo como os agentes da Ditadura atuaram. Tal qual Rubens Paiva, que foi sequestrado e preso arbitrariamente, torturado e morto pelo Estado brasileiro sob ordens de militares que cumpriam um papel de terrorista, Jayme Miranda e diversos outros tamb\u00e9m sucumbiram. Fam\u00edlias brasileiras foram destro\u00e7adas, toda a sociedade se viu atingida e ainda hoje estas feridas, que os filhotes e c\u00famplices dos ditadores pretende esconder, est\u00e3o expostas e doem na alma do povo brasileiro!<\/p>\n<p>Ontem, hoje e amanh\u00e3, quem quiser contar a hist\u00f3ria de nossa sociedade, lembrar\u00e1 de nomes como o do bravo alagoano Jayme Miranda, um comunista que ousou defender os verdadeiros interesses do povo brasileiro lutando por justi\u00e7a, democracia e revolu\u00e7\u00e3o social!<\/p>\n<p>Nestes 50 anos de sua morte, o PCB destaca honras e gl\u00f3rias ao camarada Jayme Miranda!<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/opoderpopular.com.br\/camarada-jayme-miranda-presente\/\">https:\/\/opoderpopular.com.br\/camarada-jayme-miranda-presente\/<\/a><\/p>\n<p>Acompanhe todas as m\u00eddias do nosso jornal: <a href=\"https:\/\/linktr.ee\/jornalopoderpopular\">https:\/\/linktr.ee\/jornalopoderpopular<\/a> e contribua pelo Pix jornalpoderpopular@gmail.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/32504\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[365,46,5],"tags":[222],"class_list":["post-32504","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-centenario-do-pcb","category-c56-memoria","category-s4-pcb","tag-2b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8sg","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32504","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32504"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32504\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32506,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32504\/revisions\/32506"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32504"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32504"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32504"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}