{"id":32577,"date":"2025-03-03T21:13:22","date_gmt":"2025-03-04T00:13:22","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=32577"},"modified":"2025-03-03T21:13:22","modified_gmt":"2025-03-04T00:13:22","slug":"popularidade-e-falsas-premissas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/32577","title":{"rendered":"Popularidade e falsas premissas"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"32578\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/32577\/image-29\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image-29.png?fit=770%2C513&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"770,513\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"image-29\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image-29.png?fit=747%2C498&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-full wp-image-32578\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image-29.png?resize=747%2C498&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"747\" height=\"498\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image-29.png?w=770&amp;ssl=1 770w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image-29.png?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/image-29.png?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Foto: Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p>Por Mauro Luis Iasi &#8211; membro do Comit\u00ea Central do PCB<\/p>\n<p>Blog da Boitempo<\/p>\n<p>\u201cAo ouvir estas \u00faltimas palavras, Pin\u00f3quio saltou enfurecido, pegou no banco um martelo de madeira e o atirou contra o Grilo Falante\u201d.<br \/>\n\u2014 Trecho do original de Pinocchio, de Carlo Colodi<\/p>\n<p>Diante da pesquisa que indica a queda na aprova\u00e7\u00e3o do governo Lula (Datafolha 14\/02\/2025) \u2014 percentual que caiu de 35% para 24% em dois meses, enquanto a taxa de reprova\u00e7\u00e3o subiu de 34% para 41% \u2014, tanto na oposi\u00e7\u00e3o como no governo come\u00e7am as elucubra\u00e7\u00f5es sobre os motivos e o que poderia ser feito.<\/p>\n<p>Aquilo que ocupou o lugar do jornalismo, no caso, a rede Globo, listou oito raz\u00f5es para a queda: a alta dos pre\u00e7os dos alimentos; o crescimento da direita em \u00e2mbito mundial com vit\u00f3ria de Trump, nos EUA; a exist\u00eancia de uma oposi\u00e7\u00e3o eficiente e na marca\u00e7\u00e3o cerrada contra o governo, com peso parlamentar; os erros frequentes no governo, amplificados pela oposi\u00e7\u00e3o; certo \u201ccansa\u00e7o\u201d com um governo que n\u00e3o apresenta novidades; o crescimento de valores conservadores na sociedade; uma pol\u00edtica de comunica\u00e7\u00e3o falha; e, finalmente, uma \u201cesquizofrenia\u201d causada (segundo esse monop\u00f3lio midi\u00e1tico) por um governo de centro \u201cpressionado para implementar pautas de esquerda\u201d.<\/p>\n<p>Dois fatores nos chamam a aten\u00e7\u00e3o de pronto. Em primeiro lugar, a aceita\u00e7\u00e3o passiva de que indicadores de pesquisa de avalia\u00e7\u00e3o de governo (\u201c\u00f3timo\u201d, \u201cbom\u201d, \u201cregular\u201d ou \u201cp\u00e9ssimo\u201d) sejam sin\u00f4nimos de popularidade. Afinal, nem sempre o desempenho de um governo se equivale a seu car\u00e1ter popular. Me explico: no auge da crise do governo Allende no Chile, sabotado abertamente pela contrarrevolu\u00e7\u00e3o, a avalia\u00e7\u00e3o do governo despenca, mas n\u00e3o seu car\u00e1ter popular, contradi\u00e7\u00e3o expressa por um cartaz em uma manifesta\u00e7\u00e3o que dizia: \u201c\u00e9 um governo de merda, mas \u00e9 o nosso governo\u201d. A dissocia\u00e7\u00e3o do termo popular, inicialmente ligado ao car\u00e1ter de classe e indicativo de um aspecto central na estrat\u00e9gia do PT, para vetores de pesquisa de opini\u00e3o n\u00e3o deixa de ser um indicativo interessante.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 tamb\u00e9m que atentar a um segundo aspecto, pois o diagn\u00f3stico das raz\u00f5es para a queda da avalia\u00e7\u00e3o positiva do governo nos alerta sobre um outro fator: a dificuldade tanto jornal\u00edstica quanto da an\u00e1lise pol\u00edtica de sair das apar\u00eancias e determinar causas.<\/p>\n<p>Na mat\u00e9ria assinada pela jornalista Julia Duailibi e por Felipe Turione, s\u00e3o listadas como raz\u00f5es aspectos muito superficiais da conjuntura, alguns reais, outros fict\u00edcios. Evidente que aspectos como a infla\u00e7\u00e3o no pre\u00e7o dos alimentos, o contexto internacional desfavor\u00e1vel, assim como uma oposi\u00e7\u00e3o na marca\u00e7\u00e3o cerrada contribuem \u2014 um mais, outros menos \u2014 para a queda da aceita\u00e7\u00e3o do governo, no entanto, pouco ou nada se fala sobre as causas destas raz\u00f5es. A an\u00e1lise boia na superf\u00edcie da conjuntura, restringindo-se aos atos de governo e suas consequ\u00eancias, linearmente levando \u00e0 altera\u00e7\u00e3o da percep\u00e7\u00e3o de como anda o governo.<\/p>\n<p>A ideologia opera revestindo o que n\u00e3o \u00e9 vis\u00edvel de uma apar\u00eancia de objetividade, refor\u00e7ada pela chancela de institutos de pesquisa e monop\u00f3lios midi\u00e1ticos. Da\u00ed a pergunta inevit\u00e1vel: o que esta aparente objetividade esconde e mascara? A resposta mais evidente s\u00e3o os interesses envolvidos e, por tr\u00e1s destes, as classes. H\u00e1 governo e oposi\u00e7\u00e3o, um contexto internacional no qual aparecem esquerda e direita, valores conservadores e pautas de esquerda, em um teatro de sombras que resulta na percep\u00e7\u00e3o negativa ou positiva do governo. Quem comunica parece n\u00e3o ter interesse algum na comunica\u00e7\u00e3o da apar\u00eancia transformada em fato.<\/p>\n<p>A t\u00e1tica evidente dessa pretensa forma de jornalismo \u00e9 desidratar o fato de suas determina\u00e7\u00f5es e apresent\u00e1-lo como realidades em si mesmas \u2014 \u201cos erros do governo\u201d, a \u201cesquizofrenia\u201d de um governo de centro pressionado para realizar pautas de esquerda \u2014, sem que seja necess\u00e1rio substanciar tais afirma\u00e7\u00f5es. O motivo nos parece evidente, uma vez que quando buscamos a subst\u00e2ncia de atos e a\u00e7\u00f5es de governo e oposi\u00e7\u00e3o revelam-se interesses de classe e de fra\u00e7\u00f5es de classe na leitura dos fatos.<\/p>\n<p>Peguemos um exemplo simples: quais s\u00e3o os erros do governo amplificados pela oposi\u00e7\u00e3o? Seria o arcabou\u00e7o fiscal? O brutal ajuste nas contas para alcan\u00e7\u00e1-lo? A mudan\u00e7a no crit\u00e9rio de reajuste no sal\u00e1rio m\u00ednimo ou o arrocho nos sal\u00e1rios dos servidores, negando-se a negociar as perdas impostas pela pol\u00edtica continuada de controle or\u00e7ament\u00e1rio? N\u00e3o \u00e9 o que nos parece, uma vez que a \u201coposi\u00e7\u00e3o\u201d, bem como o ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o e aqueles interesses que representa n\u00e3o apenas foram favor\u00e1veis a essas medidas como as julgaram insuficientes. Ao contr\u00e1rio de ir ao cerne da pol\u00edtica de governo, desloca-se a aten\u00e7\u00e3o para uma fala do presidente que irrita o mercado, a fakenews sobre o PIX, oscila\u00e7\u00f5es especulativas do d\u00f3lar ou qualquer outro fator.<\/p>\n<p>Terry Eagleton j\u00e1 nos explicou que, apesar de n\u00e3o podermos reduzir a quest\u00e3o da ideologia \u00e0 mera falsifica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o podemos desconsiderar que a mentira \u00e9 parte importante do discurso ideol\u00f3gico. A caracteriza\u00e7\u00e3o de um governo \u201cenvelhecido e cansado\u201d, que traz pouca novidade e parece n\u00e3o ter um projeto claro, \u00e9 atribu\u00edda malandramente \u00e0 \u201cesquizofrenia\u201d de um governo de centro \u201cpressionado por pautas de esquerda\u201d. Comecemos pelo \u00f3bvio: este governo est\u00e1 muito longe de ser pressionado por pautas de esquerda (nem internamente, por reivindica\u00e7\u00f5es vindas do PT, e muito menos pela base social e outras for\u00e7as pol\u00edticas que o governo ignora em seu pacto de classes). Por outro lado, h\u00e1 uma constante e fort\u00edssima press\u00e3o dos interesses dos monop\u00f3lios capitalistas (do campo, financeiros, industriais etc.), que t\u00eam dado a t\u00f4nica das a\u00e7\u00f5es do governo, setores esses ocultados sob o espectro imaterial do \u201cmercado\u201d, e cujo resultado \u00e9 um distanciamento da base social que o governo esperava manter.<\/p>\n<p>Esta press\u00e3o constante, seja diretamente exercida pelo grande capital, seja feita atrav\u00e9s de seus asseclas midi\u00e1ticos ou parlamentares, desaparece da an\u00e1lise como num passe de m\u00e1gica e rompe-se a conex\u00e3o entre os interesses de classe e as consequ\u00eancias para o desgaste do governo junto \u00e0 sua base eleitoral.<\/p>\n<p>Eis que se revela a m\u00e3o por tr\u00e1s do t\u00edtere no teatro de sombras. No discurso jornal\u00edstico\/ideol\u00f3gico, o governo est\u00e1 perdendo popularidade por causa de seus \u201cerros\u201d, pelo trabalho eficiente da \u201coposi\u00e7\u00e3o\u201d, pela situa\u00e7\u00e3o internacional, por uma pol\u00edtica de comunica\u00e7\u00e3o falha, por causa do conservadorismo na sociedade \u2014 tudo, menos pela pol\u00edtica econ\u00f4mica resultante da brutal press\u00e3o do grande capital sobre as a\u00e7\u00f5es de governo e sua linha mestra. N\u00e3o seriam esses tamb\u00e9m os interesses dos que financiam os monop\u00f3lios midi\u00e1ticos? Pagam a banda e escolhem a m\u00fasica.<\/p>\n<p>Claro, n\u00e3o podemos esquecer a culpa da esquerda, com suas pautas que s\u00f3 visam sabotar o governo e servir de linha auxiliar da extrema direita, como a defesa da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, do SUS, de uma reforma agr\u00e1ria popular e uma nova pol\u00edtica agr\u00edcola, ou na defesa do poder de compra dos sal\u00e1rios e dos direitos j\u00e1 t\u00e3o deteriorados\u2026<\/p>\n<p>N\u00e3o nos surpreende que assim se expressem os interesses dominantes, mas \u00e9 interessante notar que a an\u00e1lise governamental comunga de algumas dessas falsas premissas, principalmente a cren\u00e7a de que \u00e9 um governo respons\u00e1vel e muito bom, que normalizou as rela\u00e7\u00f5es institucionais e garantiu a estabilidade para o crescimento da economia (atualizando por sua vez a cren\u00e7a de que esse \u00e9 o caminho para minimizar os problemas sociais), e n\u00e3o alcan\u00e7a a percep\u00e7\u00e3o social por culpa de uma pol\u00edtica de comunica\u00e7\u00e3o falha e pela falta de empenho da milit\u00e2ncia, assim como acredita que pode reverter a negatividade com a\u00e7\u00f5es pontuais e compensat\u00f3rias, esperando que o ajuste severo produza um ciclo de crescimento, pelo menos no ano da elei\u00e7\u00e3o. Ao mesmo tempo, faz uma reforma ministerial para amenizar sua rela\u00e7\u00e3o com o centr\u00e3o e tentar isolar o bolsonarismo.<\/p>\n<p>Interessante notar que entre as causas da percep\u00e7\u00e3o de um governo fraco, captada na pesquisa, n\u00e3o se inclua a forma de governabilidade escolhida e mantida. O pacto de governabilidade fundado no presidencialismo de coaliz\u00e3o, baseado na troca de apoio por cargos no governo, libera\u00e7\u00e3o de emendas e outros aspectos, gera uma clara impress\u00e3o que o poder executivo tem pouco poder. A principal v\u00edtima dessa governabilidade \u00e9 a inviabiliza\u00e7\u00e3o de planos coerentes de governo, uma vez que a a\u00e7\u00e3o governativa resulta na multiplicidade de interesses de classe e fisiol\u00f3gicos que nos afundam cada vez mais no p\u00e2ntano de nossos problemas. \u00c9 f\u00e1cil pedir para a milit\u00e2ncia petista refor\u00e7ar a meia sola do sapato para defender o governo enquanto o deputado do centr\u00e3o despeja emendas em seus redutos eleitorais.<\/p>\n<p>Por fim, analisemos um pouco mais isto que aparece na an\u00e1lise com o desidratado termo de \u201coposi\u00e7\u00e3o\u201d. O governo e as for\u00e7as que a ele se somaram na derrota da tentativa do golpe bolsonarista optaram pela t\u00e1tica institucional e jur\u00eddica para combater a extrema direita. A cren\u00e7a \u00e9 de que a neutraliza\u00e7\u00e3o jur\u00eddica do n\u00facleo bolsonarista, abrindo m\u00e3o da a\u00e7\u00e3o direta de massas, viria a desarticular ou, pelo menos, enfraquecer bastante a capacidade eleitoral da extrema direita. No entanto, n\u00e3o \u00e9 o que parece ter ocorrido.<\/p>\n<p>Os dois fatos que comp\u00f5em o centro desta conjuntura \u2014 a queda de aceita\u00e7\u00e3o do governo Lula e o andamento da den\u00fancia contra os golpistas \u2014 se intercomunicam, mas n\u00e3o da forma como esperavam o governo e a extrema direita. O governo esperava que a den\u00fancia distrairia a aten\u00e7\u00e3o de sua queda de aceita\u00e7\u00e3o, enquanto o bolsonarismo acredita que a crise no governo Lula abriria espa\u00e7o para a tresloucada proposta de anistia ou a libera\u00e7\u00e3o para que o miliciano disputasse a presid\u00eancia. No entanto, nem a queda na avalia\u00e7\u00e3o do governo torna melhor o destino dos golpistas, nem o processo contra eles incide sobre a melhora ou piora na aceita\u00e7\u00e3o do governo.<\/p>\n<p>Um sujeito oculto na apar\u00eancia da an\u00e1lise que ele mesmo projeta parece ter interesse em tirar o maior proveito poss\u00edvel do mau momento do governo e dos apuros do bolsonarismo, enquanto prepara suas alternativas para 2026. Ao que parece, esse sujeito n\u00e3o t\u00e3o oculto gostaria de ter todas as alternativas dispon\u00edveis: um lulismo domesticado, as bases eleitorais da extrema direita sem seu l\u00edder inc\u00f4modo e alguns bal\u00f5es de ensaio. Na caixa de marionetes do titereiro, m\u00e3os mascaradas procuram novos personagens para o pr\u00f3ximo ato deste teatro de sombras.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"xWCbESRGAG\"><p><a href=\"https:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2025\/02\/28\/popularidade-e-falsas-premissas\/\">Popularidade e falsas&nbsp;premissas<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Popularidade e falsas&nbsp;premissas&#8221; &#8212; Blog da Boitempo\" src=\"https:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2025\/02\/28\/popularidade-e-falsas-premissas\/embed\/#?secret=XKrtsqsZfI#?secret=xWCbESRGAG\" data-secret=\"xWCbESRGAG\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/32577\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[66,10],"tags":[219],"class_list":["post-32577","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c79-nacional","category-s19-opiniao","tag-manchete"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8tr","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32577","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32577"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32577\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32579,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32577\/revisions\/32579"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32577"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32577"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32577"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}