{"id":3260,"date":"2012-07-31T18:47:18","date_gmt":"2012-07-31T18:47:18","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3260"},"modified":"2012-07-31T18:47:18","modified_gmt":"2012-07-31T18:47:18","slug":"mercosul-chancela-entrada-da-venezuela-e-quer-mais-parceiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3260","title":{"rendered":"Mercosul chancela entrada da Venezuela e quer mais parceiros"},"content":{"rendered":"\n<p>Al\u00e9m de chancelar a entrada da Venezuela no Mercosul, a reuni\u00e3o do bloco que ser\u00e1 realizada hoje dever\u00e1 come\u00e7ar a discutir tamb\u00e9m uma maneira de mudar as regras para que se permita a entrada de novos parceiros ao mercado comum sem os trope\u00e7os que ocorreram com a mais recente ades\u00e3o. Entraves como acordos comerciais com terceiros pa\u00edses, por exemplo, poderiam ser revistos pelos presidentes.<\/p>\n<p>Na \u00faltima reuni\u00e3o do grupo, em Mendoza, na Argentina, em junho, a presidente Dilma Rousseff destacou que este semestre seria de &#8220;desafios e oportunidades&#8221;. A presidente Dilma defendeu a integra\u00e7\u00e3o das economias da regi\u00e3o como forma de enfrentar a crise econ\u00f4mica e &#8220;convocou&#8221; os pa\u00edses da regi\u00e3o a ingressar no Mercosul.<\/p>\n<p>O bloco tem hoje quatro pedidos de ades\u00e3o em aberto: Bol\u00edvia e Equador, que tiveram os convites para integrar o bloco formalizados na reuni\u00e3o de Assun\u00e7\u00e3o, e Suriname e Guiana, que fizeram o pedido, mas n\u00e3o obtiveram resposta. Somado, o Produto Interno Bruto (PIB) dos quatro n\u00e3o chega a US$ 200 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o desprezar a entrada desses quatro poss\u00edveis parceiros, o Brasil gostaria de atrair as demais economias fortes da regi\u00e3o, como Col\u00f4mbia, Peru e Chile. Os tr\u00eas pa\u00edses alcan\u00e7am, juntos, mais de US$ 1 trilh\u00e3o de PIB. Mas os tr\u00eas t\u00eam acordos comerciais com os EUA, o que impediu sua ades\u00e3o ao bloco.<\/p>\n<p>O Itamaraty nega que essas mudan\u00e7as estejam em negocia\u00e7\u00e3o. Mas o tema est\u00e1 na cabe\u00e7a da presidente, que pretende aproveitar a presid\u00eancia rotativa do Brasil no Mercosul para apresentar novas ideias. Uma outra delas, vista como entrave pela presidente, \u00e9 a necessidade de a aprova\u00e7\u00e3o de um novo membro ter de ser ratificada pelos Congressos de todos os pa\u00edses. A n\u00e3o aprova\u00e7\u00e3o da Venezuela pelo Congresso paraguaio atrasou em pelo menos tr\u00eas anos a entrada do novo membro &#8211; que, na verdade, s\u00f3 foi conclu\u00edda com a suspens\u00e3o do Paraguai. Dilma acredita que o bloco precisa se fortalecer comercialmente. &#8220;A convoca\u00e7\u00e3o que n\u00f3s fazemos a todos os pa\u00edses para integrar o Mercosul, esse mercado comum que constru\u00edmos ao longo do esfor\u00e7o de v\u00e1rias d\u00e9cadas \u00e9 um elemento desse desafio e dessa oportunidade&#8221;, disse Dilma aos presidentes da Unasul, em Mendoza, convidando os demais pa\u00edses desse outro bloco a ingressar no Mercosul.<\/p>\n<p>Interlocutores do governo advertem que os pa\u00edses do bloco e, em particular o Brasil, estariam preocupados com a crescente influ\u00eancia da China na regi\u00e3o, especialmente depois da cria\u00e7\u00e3o da Alian\u00e7a do Pac\u00edfico, grupo que serve de contrapeso ao Mercosul e teria maior aproxima\u00e7\u00e3o com a \u00c1sia. Na \u00faltima reuni\u00e3o do bloco, o Brasil teria pressionado pela integra\u00e7\u00e3o imediata da Venezuela ao Mercosul, justamente com objetivos comerciais.<\/p>\n<p>Ao desembarcar em Bras\u00edlia, o presidente venezuelano, Hugo Ch\u00e1vez, disse que h\u00e1 muito tempo a Venezuela deveria estar no Mercosul e &#8220;a forma de recuperar o tempo \u00e9 andar r\u00e1pido&#8221;. A presidente Dilma receberia Ch\u00e1vez ontem para um jantar no Pal\u00e1cio do Alvorada.<\/p>\n<p>Hoje, o Mercosul \u00e9 formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai ( suspenso) e a Venezuela, que passa a fazer parte oficialmente a partir do dia 13 e deve ter os primeiros produtos fazendo parte da Tarifa Externa Comum a partir de janeiro. Chanceleres do Mercosul concordaram ontem em dar quatro anos de prazo para que a Venezuela se adapte \u00e0s normas do bloco.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Montadoras pressionam por jornada flex\u00edvel<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O esvaziamento da opera\u00e7\u00e3o da General Motors em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos (SP) reflete a estrat\u00e9gia que a ind\u00fastria automobil\u00edstica tem usado para reagir \u00e0s diferentes posturas dos sindicatos de metal\u00fargicos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 flexibiliza\u00e7\u00e3o de jornada. F\u00e1bricas das bases regionais onde a organiza\u00e7\u00e3o sindical aceita esse modelo de trabalho recebem os maiores volumes de investimentos. Os recursos s\u00e3o minguados &#8211; ou mesmo desaparecem &#8211; em regi\u00f5es com organiza\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias a hor\u00e1rios flex\u00edveis.<\/p>\n<p>As caracter\u00edsticas dessa pr\u00e1tica dever\u00e3o permear as justificativas que dirigentes da GM levar\u00e3o hoje \u00e0 reuni\u00e3o que o Minist\u00e9rio da Fazenda convocou para a montadora justificar a amea\u00e7a de demiss\u00f5es. Na f\u00e1brica de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, atualmente, s\u00e3o produzidos apenas modelos de carros prestes a sair do mercado. A \u00fanica exce\u00e7\u00e3o \u00e9 a nova vers\u00e3o da picape S-10.<\/p>\n<p>Como o governo j\u00e1 amea\u00e7ou suspender a redu\u00e7\u00e3o do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), em vigor desde maio deste ano, caso a ind\u00fastria automobil\u00edstica n\u00e3o mantenha o n\u00edvel de emprego, a convoca\u00e7\u00e3o da Fazenda serviu de alerta ao setor para que os representantes da GM sejam claros, na exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 equipe ministerial, sobre os motivos que a levam a buscar formas enxugar a opera\u00e7\u00e3o, que hoje conta com excedente superior a 1,5 mil postos de trabalho.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 de hoje que as montadoras t\u00eam dado prefer\u00eancia a direcionar a produ\u00e7\u00e3o de novos modelos de ve\u00edculos para as f\u00e1bricas das regi\u00f5es onde os sindicatos aceitam jornada flex\u00edvel, de acordo com a demanda.<\/p>\n<p>A GM decidiu distribuir entre as unidades de S\u00e3o Caetano do Sul (SP) e Gravata\u00ed (RS) a maior parte do programa de investimentos, de R$ 5,1 bilh\u00f5es, entre 2008 e 2011. Somente Gravata\u00ed recebeu R$ 1,4 bilh\u00e3o para lan\u00e7amento de novos modelos e amplia\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o anual de 230 mil para 380 mil ve\u00edculos. J\u00e1 a Volkswagen deixou de aplicar recursos em uma de suas tr\u00eas f\u00e1bricas de autom\u00f3veis, instalada em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Pinhais (PR), seja em futuros lan\u00e7amentos ou na necess\u00e1ria amplia\u00e7\u00e3o industrial. No \u00faltimo diss\u00eddio, no ano passado, a empresa enfrentou greve de um m\u00eas ao insistir na flexibiliza\u00e7\u00e3o da jornada, entre outros itens rejeitados pelo sindicato local.<\/p>\n<p>Nem sempre a postura dos sindicatos segue uma l\u00f3gica relacionada \u00e0 central \u00e0 qual pertencem. A GM consegue negociar jornada flex\u00edvel em Gravata\u00ed e S\u00e3o Caetano do Sul, enquanto a Volks n\u00e3o tem o mesmo \u00eaxito no Paran\u00e1, ainda que os tr\u00eas sindicatos que comandam essas bases sejam ligados \u00e0 For\u00e7a Sindical.<\/p>\n<p>H\u00e1 tr\u00eas meses, a Volks anunciou que apenas as f\u00e1bricas de S\u00e3o Bernardo do Campo (SP) e Taubat\u00e9 (SP) &#8211; ambas na base sindical da Central \u00danica dos Trabalhadores (CUT) &#8211; ser\u00e3o contempladas com o total de R$ 8,7 bilh\u00f5es do programa de investimentos, que vai de 2012 a 2016, para amplia\u00e7\u00e3o industrial e novos produtos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m a Nissan escolheu o Rio de Janeiro para erguer nova f\u00e1brica, que consumir\u00e1 investimento de US$ 2,6 bilh\u00f5es, ao inv\u00e9s de ampliar a que j\u00e1 tem no Paran\u00e1. A empresa nunca citou a atua\u00e7\u00e3o sindical como empecilho ao investimento em territ\u00f3rio brasileiro, embora nos bastidores fontes apontem esse como um dos motivos da migra\u00e7\u00e3o para outro Estado. J\u00e1 a Renault decidiu permanecer no Paran\u00e1 e investir na amplia\u00e7\u00e3o da sua \u00fanica opera\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>No caso das montadoras que precisaram ampliar produ\u00e7\u00e3o para acompanhar o crescimento do mercado, a op\u00e7\u00e3o por novas opera\u00e7\u00f5es ajudou na estrat\u00e9gia. Com a possibilidade de espalhar a produ\u00e7\u00e3o nas f\u00e1bricas que foram constru\u00eddas a partir da onda de incentivos fiscais, nos \u00faltimos anos, a ind\u00fastria automobil\u00edstica tem usado a amea\u00e7a de mudar linhas j\u00e1 existentes, e de investir em novas em outra localiza\u00e7\u00e3o, como forma de pressionar negocia\u00e7\u00f5es trabalhistas.<\/p>\n<p>O banco de horas \u00e9 o instrumento mais utilizado hoje no sistema de jornada flex\u00edvel. Serve para o trabalhador &#8220;guardar&#8221; horas ou dias n\u00e3o trabalhados em per\u00edodos de demanda baixa. Esse &#8220;estoque&#8221; \u00e9 desovado quando a produ\u00e7\u00e3o tem de ser acelerada.<\/p>\n<p>Embora os dirigentes das montadoras n\u00e3o comentem o assunto abertamente, a jornada flex\u00edvel foi a forma que a ind\u00fastria encontrou para fugir dos impactos de custos provocados pelas oscila\u00e7\u00f5es de demanda. Com a jornada engessada, o setor tem que enfrentar um vaiv\u00e9m de custos: com demiss\u00f5es, quando as vendas caem e, posteriormente, com a necessidade de recontratar m\u00e3o de obra especializada (ou mesmo treinar novos trabalhadores).<\/p>\n<p>Na crise de 2008, o grupo PSA Peugeot Citro\u00ebn teve que encerrar a opera\u00e7\u00e3o do terceiro turno na sua f\u00e1brica em Porto Real (RJ), que acabar\u00e1 de criar para aumentar o ritmo de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No comando da maior base de trabalhadores em montadoras, a CUT usa a longa experi\u00eancia de negocia\u00e7\u00f5es ao longo de hist\u00f3ricas greves e embates no ABC &#8211; e a &#8220;afinidade com o governo federal&#8221;, segundo os opositores &#8211; para negociar banco de horas. Foi por meio desse instrumento, principalmente, que as f\u00e1bricas da Volkswagen, Ford e Mercedes-Benz da base do Sindicato dos Metal\u00fargicos do ABC sa\u00edram da lista &#8220;amea\u00e7ada&#8221; de esvaziamento pelas pr\u00f3prias empresas.<\/p>\n<p>Essas negocia\u00e7\u00f5es obedecem limites, no entanto, segundo o presidente da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Metal\u00fargicos da CUT, Paulo Cayres. Uma das maiores vantagens negociadas pelos sindicatos representados pela entidade, aponta o dirigente, \u00e9 que o estoque das horas que ficam no banco \u00e9 pago caso o trabalhador seja demitido. Mas, se por outro lado, houver um &#8220;d\u00e9ficit&#8221; nesse balan\u00e7o, n\u00e3o haver\u00e1 descontos em caso de demiss\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Temos a cultura da negocia\u00e7\u00e3o, percebemos que \u00e9 o melhor caminho&#8221;, diz Cayres. Ele aponta sazonalidades de mercado e adapta\u00e7\u00f5es de linhas como argumentos que favorecem a cria\u00e7\u00e3o do banco de horas. &#8220;Gra\u00e7as a ele, na Ford de S\u00e3o Bernardo, por exemplo, este ano os oper\u00e1rios ficar\u00e3o 135 dias sem trabalhar, sem que isso traga uma \u00fanica demiss\u00e3o&#8221;, afirma. A maior f\u00e1brica da Ford, em Cama\u00e7ari (BA) tamb\u00e9m est\u00e1 sob base de controle sindical cutista.<\/p>\n<p>Cayres reconhece, por\u00e9m, que a amea\u00e7a de esvaziamento de opera\u00e7\u00f5es de regi\u00f5es onde os sindicatos resistem \u00e0 negocia\u00e7\u00e3o tem sido cada vez mais usada pelas empresas como instrumento de press\u00e3o. Por isso, a CUT quer tomar a frente numa campanha para unificar contratos de todos os metal\u00fargicos que trabalham em montadoras. Vai para a \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o da CUT a f\u00e1brica de motores da GM, em constru\u00e7\u00e3o em Joinville (SC) e tamb\u00e9m o futuro empreendimento da Fiat em Goiana (PE). A \u00fanica f\u00e1brica que at\u00e9 agora produz carros Fiat em Betim (MG) est\u00e1 na base de comando da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), uma entidade formada por sindicatos dissidentes da CUT.<\/p>\n<p>A primeira reuni\u00e3o da categoria nessa mobiliza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 no in\u00edcio de novembro, em S\u00e3o Bernardo do Campo. O sal\u00e1rio dever\u00e1 ser o primeiro ponto a ser abordado, j\u00e1 que o carro tem pre\u00e7o igual em todo o pa\u00eds. Segundo Cayres, remunera\u00e7\u00f5es em Minas Gerais, onde est\u00e1 a Fiat, e no Paran\u00e1 &#8211; que abriga Volkswagen, Renault-Nissan e Volvo &#8211; equivalem \u00e0 metade dos sal\u00e1rios m\u00e9dios em S\u00e3o Bernardo.<\/p>\n<p>No lado oposto, Luiz Carlos Prates, o &#8220;Mancha&#8221;, tradicional dirigente do Sindicato dos Metal\u00fargicos de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos e da Coordena\u00e7\u00e3o Nacional de Lutas (Conlutas), central formada por dissidentes da CUT alinhados ao PSTU, \u00e9 um dos principais porta-vozes da ala contr\u00e1ria \u00e0 flexibiliza\u00e7\u00e3o. Sua bandeira \u00e9 pela redu\u00e7\u00e3o da jornada e abertura de novos empregos. Ele diz que a crise nas rela\u00e7\u00f5es com a GM acontece porque a empresa &#8220;quer aumentar sua margem de lucro&#8221;.<\/p>\n<p>Mancha tamb\u00e9m \u00e9 contra o IPI reduzido, que, a seu ver, &#8220;desvia em forma de remessas para o exterior recursos p\u00fablicos que poderiam ser empregados em servi\u00e7os como educa\u00e7\u00e3o&#8221;. Mas considera que o benef\u00edcio do incentivo fiscal deixou agora a &#8220;GM apertada&#8221; para executar demiss\u00f5es na f\u00e1brica de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos. &#8220;Por isso, achamos que o governo dever\u00e1 ter uma atitude en\u00e9rgica para cobrar o compromisso da manuten\u00e7\u00e3o dos empregos, acertado no acordo de redu\u00e7\u00e3o do IPI&#8221;, diz.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Obras vi\u00e1rias da Copa sobem mais de 25%<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O governo elevou em R$ 698,3 milh\u00f5es os gastos com obras de mobilidade urbana para a Copa do Mundo de 2014. A edi\u00e7\u00e3o de ontem do Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o (DOU) traz mudan\u00e7as nas previs\u00f5es de custos de 16 empreendimentos em Belo Horizonte, Cuiab\u00e1, Curitiba, Manaus, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Em 13 obras houve altera\u00e7\u00e3o superior a 25% nos custos.<\/p>\n<p>Um exemplo \u00e9 o corredor da 3\u00ba Perimetral, em Porto Alegre. O or\u00e7amento, inicialmente previsto em R$ 120,4 milh\u00f5es, foi atualizado hoje para R$ 194,1 milh\u00f5es &#8211; aumento de 61%. Entre os empreendimentos com eleva\u00e7\u00e3o nos seus or\u00e7amentos, est\u00e3o oito obras para implanta\u00e7\u00e3o de sistemas r\u00e1pidos de \u00f4nibus (BRTs, na sigla em ingl\u00eas).<\/p>\n<p>Com as mudan\u00e7as publicadas hoje, o valor total estimado em investimentos para a Copa de 2014 soma R$ 27,4 bilh\u00f5es. Em nota publicada pelo Portal da Copa do governo federal, o Grupo Executivo da Copa (Gecopa) informou ter havido aumento nos valores de contrapartida estadual e municipal em 13 obras.<\/p>\n<p>O governo apontou tamb\u00e9m que o valor previsto em financiamentos federais para as obras de mobilidade urbana n\u00e3o sofreu altera\u00e7\u00f5es, permanecendo em R$ 7,38 bilh\u00f5es.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Alta nos estoques mundiais vai pressionar pre\u00e7os<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O aumento nos estoques mundiais de celulose de fibra curta, uma especialidade dos produtores brasileiros, em junho, acendeu a luz amarela na ind\u00fastria e poder\u00e1 ter implica\u00e7\u00f5es negativas nos pre\u00e7os praticados no segundo semestre, na avalia\u00e7\u00e3o de analistas que acompanham o setor.<\/p>\n<p>De acordo com levantamento mensal do Conselho de Produtores de Papel e Celulose (PPPC), os estoques globais da mat\u00e9ria-prima, considerando-se as fibras longa e curta, avan\u00e7aram um dia no m\u00eas passado, em rela\u00e7\u00e3o a maio, para 34 dias de abastecimento, ligeiramente acima da m\u00e9dia hist\u00f3rica de 33 dias.<\/p>\n<p>No caso espec\u00edfico da celulose de fibra curta, os estoques mundiais mostraram alta mais forte, de 4 dias, para 40 dias &#8211; frente a m\u00e9dia hist\u00f3rica de 37 dias. Essa foi a primeira vez, desde novembro do ano passado, que os estoques desse tipo de celulose ficam acima da m\u00e9dia hist\u00f3rica, lembraram em relat\u00f3rio os analistas Marcos Assump\u00e7\u00e3o e Andr\u00e9 Pinheiro, do Ita\u00fa BBA.<\/p>\n<p>&#8220;Em nossa avalia\u00e7\u00e3o, os dados do PPPC trazem algumas implica\u00e7\u00f5es negativas para os produtores latino-americanos (particularmente para os brasileiros, que s\u00e3o dedicados \u00e0 fibra curta)&#8221;, afirmou em relat\u00f3rio o analista Josh Milberg, do Deutsche Bank.<\/p>\n<p>Para o especialista do Deutsche, esse cen\u00e1rio pode dar f\u00f4lego aos compradores de celulose nas negocia\u00e7\u00f5es de pre\u00e7o e confirmar a expectativa de cota\u00e7\u00f5es mais baixas para a fibra curta no segundo semestre.<\/p>\n<p>Em julho, os pre\u00e7os de refer\u00eancia da celulose de fibra curta permaneceram em US$ 860 a tonelada na Am\u00e9rica do Norte, US$ 800 a tonelada na Europa e US$ 700 por tonelada na \u00c1sia.<\/p>\n<p>Para os analistas Thiago Lofiego e Karel Luketic, do Bank of America Merrill Lynch, embora os estoques tenham mostrado deteriora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 sinais de grande desequil\u00edbrio na rela\u00e7\u00e3o entre oferta e demanda, de forma que os pre\u00e7os n\u00e3o dever\u00e3o recuar mais que US$ 30 ou US$ 50 por tonelada no curto prazo, com possibilidade de recupera\u00e7\u00e3o no quarto trimestre.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o dos analistas, a alta nos estoques de fibra curta indica que houve movimento de substitui\u00e7\u00e3o desse tipo de mat\u00e9ria-prima pela fibra longa, diante da menor diferen\u00e7a de pre\u00e7os. Nos \u00faltimos cinco anos, a tonelada da fibra longa custava, em m\u00e9dia, US$ 100 mais do que a curta. Hoje, essa diferen\u00e7a caiu a US$ 30 por tonelada.<\/p>\n<p>Para os especialistas do Ita\u00fa BBA, esse fator e o decl\u00ednio dos pre\u00e7os do papel na China e na Europa devem contribuir para que os pre\u00e7os atuais da fibra curta n\u00e3o se sustentem. &#8220;Acreditamos que os pre\u00e7os da celulose provavelmente negociar\u00e3o de lado no segundo semestre&#8221;, disseram em relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>O PPPC informou ainda que os embarques mundiais de celulose recuaram 2,9% em junho ante maio, para 3,45 milh\u00f5es de toneladas, influenciados sobretudo pelo menor apetite chin\u00eas. Na compara\u00e7\u00e3o anual, a queda foi de 5,5%.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Calotes disparam<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>Com a piora das condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas globais e a forte desacelera\u00e7\u00e3o da atividade no pa\u00eds, um n\u00famero cada vez maior de empresas est\u00e1 deixando de honrar seus compromissos em dia. Tanto que o \u00edndice de calote medido pela Serasa Experian aumentou 16,5% nos primeiros seis meses do ano, o pior resultado para um primeiro semestre desde 2009.<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o entre maio e junho, houve, por\u00e9m, redu\u00e7\u00e3o de 5,7% na inadimpl\u00eancia. Por essa raz\u00e3o, explicou o economista Carlos Henrique de Almeida, da Serasa, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel afirmar que o quadro tender\u00e1 a se agravar nos pr\u00f3ximos meses. &#8220;V\u00ednhamos de uma alta muito forte em maio, de 9,4%. Ent\u00e3o, era esperado que, em junho, houvesse um recuo, o que se confirmou&#8221;, afirmou. Ele disse acreditar que, com a retomada \u2014 ainda que lenta da economia \u2014 daqui por diante, tanto o calote entre as empresas quanto o \u00edndice de atrasos entre as pessoas f\u00edsicas dever\u00e3o ceder. Nada, por\u00e9m, que seja motivo de comemora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa tamb\u00e9m \u00e9 a expectativa da Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (Febraban). Mas, para a entidade, embora se possa dizer que o ritmo da economia brasileira e a evolu\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio externo pare\u00e7am mais consistentes, \u00e9 certo que &#8220;o grau de incerteza permanece elevado&#8221;. Que o diga a Corsetti Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio, obrigada a pedir recupera\u00e7\u00e3o judicial para tentar superar as dificuldades de caixa.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Coutinho quer ampliar expans\u00e3o do investimento<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse ontem que o banco pretende elevar de atuais 6% para 8% a 10% a sua taxa impl\u00edcita de crescimento dos investimentos nos pr\u00f3ximos quatro anos, ou seja de 2012 a 2015.<\/p>\n<p>Coutinho fez essa previs\u00e3o durante palestra no semin\u00e1rio &#8220;A\u00e7\u00f5es do BNDES no est\u00e1gio atual da economia brasileira&#8221;, promovido em S\u00e3o Paulo pela Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Executivos de Finan\u00e7as, Administra\u00e7\u00e3o e Contabilidade (Anefac).<\/p>\n<p>As perspectivas de crescimento da carteira de investimentos nos pr\u00f3ximos quatro ou cinco anos, de acordo com o presidente do BNDES, comparam-se ao quadri\u00eanio de 2007 a 2010. &#8220;N\u00f3s temos uma taxa impl\u00edcita de crescimento de investimentos de 6%. Queremos subir esta taxa para pr\u00f3ximo de 8% a 10%&#8221;, disse Coutinho.<\/p>\n<p>De acordo com ele, o banco est\u00e1 trabalhando intensamente com v\u00e1rios setores. A extrativa mineral, por exemplo, segundo ele, vai elevar sua taxa de investimentos porque o licenciamento ambiental do complexo Serra Sul vai permitir \u00e0 Vale empregar um volume maior de investimentos j\u00e1 a partir do ano que vem.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos tentando criar condi\u00e7\u00f5es de reduzir custos sist\u00eamicos da economia para estimular mais investimentos em infraestrutura, particularmente, em log\u00edstica&#8221;, disse o presidente do BNDES. Para ele, o Pa\u00eds precisa ter projetos e planejar a longo prazo. &#8220;Em v\u00e1rios casos, precisamos pensar 30, 40 anos \u00e0 frente.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Ferrovia dura 50 anos ou mais. Grandes investimentos em energia s\u00e3o de longo prazo e o Brasil, infelizmente, perdeu isso por causa da crise, da instabilidade, da alta infla\u00e7\u00e3o&#8221;, lamentou. &#8220;Precisamos consolidar nossa capacidade de crescer, pensar o longo prazo e ter planejamento com licenciamento correto.&#8221;<\/p>\n<hr \/>\n<p>Com apoio de Lula, Toffoli decide julgar o Mensal\u00e3o<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O ministro do Supremo Tribunal Federal Jos\u00e9 Ant\u00f4nio Dias Toffoli vai participar do julgamento do mensal\u00e3o, que come\u00e7a na quinta-feira, 2, e deve durar mais de um m\u00eas. Em conversas reservadas, Toffoli disse n\u00e3o ver motivos para se declarar impedido. Acrescentou que a press\u00e3o para ficar de fora s\u00f3 o estimulou a atuar no caso.<\/p>\n<p>Amigo do ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, para quem tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 motivos de impedimento, e do ex-ministro da Casa Civil Jos\u00e9 Dirceu \u2013 apontado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico como &#8220;chefe da quadrilha&#8221; do mensal\u00e3o \u2013, Toffoli construiu sua carreira jur\u00eddica dentro do PT. Ele foi advogado do partido \u2013 destacando-se na lideran\u00e7a petista na C\u00e2mara dos Deputados nos anos 1990, e na consultoria de campanhas eleitorais \u2013, assessor jur\u00eddico da Casa Civil quando o ministro era Dirceu e advogado-geral da Uni\u00e3o do governo Lula.<\/p>\n<p>Antes de assumir a cadeira no Supremo, Toffoli tamb\u00e9m atuou como advogado do pr\u00f3prio Dirceu em algumas ocasi\u00f5es. At\u00e9 2009, ele era s\u00f3cio no escrit\u00f3rio da advogada Roberta Maria Rangel, hoje sua namorada, que defendeu outros acusados de envolvimento no mensal\u00e3o, como os deputados Professor Luizinho (PT-SP), ent\u00e3o l\u00edder do governo, e Paulo Rocha (PT-PA).<\/p>\n<p>Indicado para assumir a presid\u00eancia do Tribunal Superior Eleitoral em 2014, Toffoli se diz contrariado com as d\u00favidas lan\u00e7adas sobre sua isen\u00e7\u00e3o \u2013 questionamentos s\u00e3o feitos desde que tomou posse no STF em 2009. &#8220;Eu j\u00e1 estou participando desse processo. N\u00e3o vou sair de jeito nenhum&#8221;, disse o ministro, segundo relato de um interlocutor.<\/p>\n<p>Toffoli j\u00e1 analisou, por exemplo, recursos de advogados de defesa dos r\u00e9us nessa fase anterior ao in\u00edcio do julgamento de fato.<\/p>\n<p>Sinaliza\u00e7\u00e3o. O presidente do STF, Carlos Ayres Britto, afirmou na segunda-feira, 30, que a participa\u00e7\u00e3o do colega na an\u00e1lise de quest\u00f5es relativas ao processo do mensal\u00e3o indica que ele n\u00e3o vai se declarar impedido. &#8220;N\u00e3o me compete opinar sobre nada, se ele vai ou se n\u00e3o vai (julgar o mensal\u00e3o), e n\u00e3o quero ser mal interpretado. Agora, isso (participar de etapas anteriores) sinaliza participa\u00e7\u00e3o. Sem d\u00favida&#8221;, disse na segunda em Bras\u00edlia o presidente do Supremo.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 press\u00e3o na Corte para que ele n\u00e3o julgue o caso. Nos bastidores, os coment\u00e1rios s\u00e3o de que o Supremo \u00e9 movido &#8220;por esp\u00edrito de corpo&#8221; e, portanto, outros integrantes da Corte, tamb\u00e9m com liga\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, poderiam ser alvos de suspei\u00e7\u00e3o e sofrer o mesmo constrangimento caso Toffoli fique fora.<\/p>\n<p>Exemplos. Na tentativa de desqualificar a press\u00e3o sobre Toffoli, dirigentes petistas ressuscitaram a filia\u00e7\u00e3o de Ayres Britto ao PT nos anos 90. Lembraram, por exemplo, que ele foi candidato a deputado federal pelo PT de Sergipe, em 1990, e, na \u00e9poca, mantinha \u00f3timo relacionamento com Dirceu. Hoje, o voto de Britto \u00e9 computado pelo partido na lista dos contr\u00e1rios ao ex-ministro.<\/p>\n<p>Para Marco Aur\u00e9lio de Carvalho, coordenador jur\u00eddico do PT, h\u00e1 &#8220;incoer\u00eancia&#8221; em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cobran\u00e7a sobre a participa\u00e7\u00e3o do ministro. &#8220;Os mesmos crit\u00e9rios levantados deveriam ser arguidos em rela\u00e7\u00e3o ao ministro Ayres Britto&#8221;, afirmou Carvalho.<\/p>\n<p>Advogados ligados ao PT afirmam, ainda, que, se a press\u00e3o valesse para todos, a presen\u00e7a do ministro Gilmar Mendes, indicado ao Supremo pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, tamb\u00e9m poderia ser contestada, pois ele conversou sobre mensal\u00e3o com Lula, testemunha no processo. A reuni\u00e3o ocorreu em abril, no escrit\u00f3rio de Nelson Jobim, ex-titular da Defesa. Segundo relato de Mendes, o ex-presidente o teria presionado para adiar o julgamento. Lula nega.<\/p>\n<p>Ontem , M\u00e1rcio Thomaz Bastos e Jos\u00e9 Carlos Dias, advogados de r\u00e9us, pediram para ter acesso ao documento enviado recentemente pelo procurador-geral da Rep\u00fablica, Roberto Gurgel, ao STF. No texto, Gurgel faz um resumo da den\u00fancia e diz que o mensal\u00e3o foi o esquema mais &#8220;ousado&#8221; j\u00e1 montado no Pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nO Estado de S. 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