{"id":3264,"date":"2012-08-01T19:03:42","date_gmt":"2012-08-01T19:03:42","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3264"},"modified":"2012-08-01T19:03:42","modified_gmt":"2012-08-01T19:03:42","slug":"nivel-de-gasto-do-brasileiro-com-divida-bancaria-preocupa-o-fmi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3264","title":{"rendered":"N\u00edvel de gasto do brasileiro com d\u00edvida banc\u00e1ria preocupa o FMI"},"content":{"rendered":"\n<p>Apesar dos avan\u00e7os do Brasil nas \u00e1reas de regula\u00e7\u00e3o e supervis\u00e3o banc\u00e1ria, o Fundo Monet\u00e1rio Internacional ainda v\u00ea riscos decorrentes da expans\u00e3o acelerada do cr\u00e9dito nos \u00faltimos anos e enxerga ind\u00edcios de tens\u00f5es em algumas classes de ativos, especialmente nos empr\u00e9stimos \u00e0s fam\u00edlias e no setor imobili\u00e1rio, que poderiam, no ambiente de queda dos juros, levar \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de bolhas.<\/p>\n<p>De acordo com dados citados pelo FMI, o endividamento do brasileiro n\u00e3o est\u00e1 entre os mais altos, hoje na casa dos 30% de toda a renda dispon\u00edvel. Entretanto, o n\u00edvel de comprometimento da renda com os servi\u00e7os da d\u00edvida, ou seja, com o pagamento das parcelas mensais, est\u00e1 entre os maiores do continente americano.<\/p>\n<p>Por aqui, 23% da renda mensal das fam\u00edlias \u00e9 gasta com o pagamento de juros e a amortiza\u00e7\u00e3o da d\u00edvida, enquanto no M\u00e9xico, na Col\u00f4mbia e no Peru essa rela\u00e7\u00e3o est\u00e1 ao redor ou abaixo de 10% (ver gr\u00e1fico).<\/p>\n<p>At\u00e9 mesmo nos Estados Unidos, onde o endividamento total corresponde a 100% da renda dispon\u00edvel, a rela\u00e7\u00e3o dos gastos mensais com as presta\u00e7\u00f5es toma apenas 10% da renda dos americanos a cada m\u00eas, ou seja, menos da metade dos brasileiros.<\/p>\n<p>Em outras palavras, o brasileiro tem baixo endividamento, mas mesmo assim compromete uma expressiva parcela de seus ganhos mensais com suas d\u00edvidas. Por conta disso, qualquer queda na renda ou piora do emprego, em uma conjuntura mais dif\u00edcil, poderia ser explosiva para as fam\u00edlias, como alerta o Fundo.<\/p>\n<p>&#8220;Apesar de parecer sustent\u00e1vel por enquanto, com os altos n\u00edveis de emprego e renda, as fam\u00edlias podem se mostrar altamente endividadas em um cen\u00e1rio de desaquecimento econ\u00f4mico&#8221;, diz o Fundo. &#8220;Al\u00e9m disso, a tend\u00eancia atual do cr\u00e9dito e da inadimpl\u00eancia sugere que alguns segmentos de d\u00edvida podem j\u00e1 estar sob press\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>O que explica a diferen\u00e7a entre os n\u00fameros do Brasil e do restante dos pa\u00edses s\u00e3o as taxas de juros elevadas, quase tr\u00eas vezes maiores do que em pa\u00edses como M\u00e9xico e Chile, e os prazos dos empr\u00e9stimos, bem mais curtos que os demais &#8211; nesse caso como consequ\u00eancia do baixo volume de financiamento imobili\u00e1rio na compara\u00e7\u00e3o internacional.<\/p>\n<p>E n\u00e3o \u00e9 apenas o endividamento que preocupa o FMI. &#8220;H\u00e1 ind\u00edcios de crescente tens\u00e3o em alguns setores e classes de ativos, com destaque para o endividamento das fam\u00edlias e o r\u00e1pido aumento dos pre\u00e7os dos im\u00f3veis nas principais regi\u00f5es, como S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro.&#8221;<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o est\u00e1 no mais recente relat\u00f3rio elaborado dentro do Programa de Avalia\u00e7\u00e3o do Setor Financeiro, executado pelo FMI em conjunto com o Banco Mundial em 25 pa\u00edses emergentes. O documento, que reconhece avan\u00e7os do sistema financeiro do pa\u00eds e elogia a fiscaliza\u00e7\u00e3o do Banco Central, destaca que os ativos do setor financeiro mais do que dobraram ao longo da \u00faltima d\u00e9cada e as autoridades precisam estar atentas os riscos externos e internos.<\/p>\n<p>O FMI pondera que as &#8220;incertezas s\u00e3o mitigadas pela supervis\u00e3o banc\u00e1ria robusta e pelos elevados n\u00edveis de prote\u00e7\u00e3o em termos de capital e liquidez nos bancos, mas \u00e9 preciso manter a vigil\u00e2ncia, aperfei\u00e7oar os dados e estar pronto para intervir e controlar essas fontes de aquecimento se necess\u00e1rio.&#8221;<\/p>\n<p>O documento vai al\u00e9m ao afirmar que at\u00e9 uma bolha de ativos poderia ser causada por um aquecimento acima do usual em um cen\u00e1rio de queda dos juros. &#8220;\u00c0 medida que os juros no Brasil continuam a cair e se aproximar de n\u00edveis internacionais, a procura cada vez maior dos investidores internos por rendimentos mais altos pode levar a uma subestima\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o do risco e \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de bolhas de pre\u00e7os de ativos&#8221;, avalia o Fundo, apesar de ressaltar que o risco sist\u00eamico \u00e9 pequeno hoje.<\/p>\n<p>O Banco Internacional de Compensa\u00e7\u00f5es j\u00e1 havia alertado sobre os riscos do crescimento acelerado do cr\u00e9dito no pa\u00eds em seu informe anual, de junho.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s amea\u00e7as externas, o FMI avalia que assim como o restante da economia brasileira, o sistema financeiro est\u00e1 exposto &#8220;aos efeitos da volatilidade dos mercados internacionais&#8221;, sobretudo pelas varia\u00e7\u00f5es nos pre\u00e7os das commodities e pela mobilidade do capital estrangeiro.<\/p>\n<p>&#8220;Um novo conjunto de riscos pode ser vislumbrado no horizonte, o que exigir\u00e1 um monitoramento cuidadoso daqui em diante&#8221;, diz o diretor assistente do departamento de mercados monet\u00e1rios e de capitais do FMI, Dimitri Demekas, em nota.<\/p>\n<p>Para ele, a expans\u00e3o acelerada do cr\u00e9dito nos \u00faltimos anos apoiou o crescimento da economia interna e o aumento da inclus\u00e3o financeira, mas essa expans\u00e3o tamb\u00e9m pode gerar vulnerabilidades. &#8220;Existe o risco de que o sistema financeiro se torne v\u00edtima de seu pr\u00f3prio sucesso no pa\u00eds&#8221;, diz Demekas, que chefiou a equipe encarregada da avalia\u00e7\u00e3o, realizada entre os dias 6 e 21 de mar\u00e7o.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com o FMI, para afastar o sistema financeiro do atual equil\u00edbrio entre taxas de juros elevadas e prazos m\u00e9dios curtos e ainda atender ao objetivo de crescimento econ\u00f4mico de longo prazo, ser\u00e3o necess\u00e1rias uma &#8220;condu\u00e7\u00e3o cuidadosa&#8221; e amplas reformas. &#8220;Em vez de olhar para tr\u00e1s, o sistema deve ser fortalecido para poder suportar uma variada gama de poss\u00edveis choques no futuro&#8221;, diz Demekas. Entre as medidas, est\u00e1 a necessidade de uma regulamenta\u00e7\u00e3o sobre centrais de avalia\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito, o fortalecimento do mecanismo do Banco Central para concess\u00e3o de financiamento emergencial aos bancos no caso de crise no sistema financeiro e o refor\u00e7o da prote\u00e7\u00e3o jur\u00eddica de todos os supervisores do setor.<\/p>\n<p>O Fundo lembra que a reforma da governan\u00e7a do Fundo Garantidor de Cr\u00e9ditos (FGC) j\u00e1 foi implementada, mas \u00e9 preciso tornar mais rigorosos os crit\u00e9rios para concess\u00e3o de ajuda aos bancos e garantir uma fonte de recursos segura e em n\u00edvel suficiente no caso de uma crise.<\/p>\n<p>Nessa mesma linha, o FMI recomenda que se fortale\u00e7a a comiss\u00e3o encarregada do monitoramento de riscos sist\u00eamicos e da prepara\u00e7\u00e3o contra crises e que se inclua nessa comiss\u00e3o o FGC.<\/p>\n<p>O FMI v\u00ea avan\u00e7os no sistema banc\u00e1rio brasileiro, incluindo um quadro de gest\u00e3o de crise que ajudou a proteger o sistema financeiro contra o impacto da crise mundial em 2008. O fundo avalia ainda que o Brasil melhorou a fiscaliza\u00e7\u00e3o de seu sistema financeiro. &#8220;[A fiscaliza\u00e7\u00e3o] \u00e9 profunda e complexa, se baseia no risco e apresenta um elevado grau de conformidade com as normas internacionais.&#8221;<\/p>\n<p>Al\u00e9m de apoiar o sistema contra futuros choques, diz o Fundo, o principal desafio nos pr\u00f3ximos anos ser\u00e1 aumentar a contribui\u00e7\u00e3o do setor financeiro para o crescimento do Brasil no longo prazo. Nesse contexto, o FMI alerta que ser\u00e1 preciso tomar medidas para &#8220;reformar o cr\u00e9dito imobili\u00e1rio e modificar o papel dos bancos estatais, sobretudo do BNDES&#8221;.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Renda sobe nos EUA, mas gasto fica estagnado<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Os americanos est\u00e3o ganhando mais dinheiro &#8211; por\u00e9m economizando-o em vez de gast\u00e1-lo, esfriando as esperan\u00e7as de uma recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica puxada pelo consumo.<\/p>\n<p>A taxa de poupan\u00e7a pessoal, ou seja, a poupan\u00e7a como porcentagem da renda dispon\u00edvel, saltou de 3,2% em novembro e 4% em maio para 4,4% em junho, informou ontem o governo, com os consumidores guardando dinheiro para se proteger contra a economia fraca, em vez de gastar e aproveitar as taxas de empr\u00e9stimos que est\u00e3o entre as mais baixas j\u00e1 registradas.<\/p>\n<p>Os gastos em todas as categorias, de viagens de f\u00e9rias at\u00e9 roupas, ficaram praticamente inalterados em junho, com uma redu\u00e7\u00e3o inferior a 0,1%, depois de ca\u00edrem 0,1% em maio, apesar de que a renda dispon\u00edvel dos americanos, ou seja, a renda ap\u00f3s os impostos, subiu 0,4%, o maior aumento desde mar\u00e7o. Os gastos do consumidor s\u00e3o o maior motor da economia americana, respondendo por quase dois ter\u00e7os da demanda.<\/p>\n<p>O fato de que os americanos est\u00e3o poupando mais \u00e9 uma faca de dois gumes para a economia. No longo prazo, a poupan\u00e7a ajuda as pessoas a ter uma prote\u00e7\u00e3o contra futuros contratempos financeiros e acumular riqueza que pode estimular o consumo no futuro. A poupan\u00e7a tamb\u00e9m os protege contra altas no pre\u00e7o da gasolina e dos alimentos. Mas economizar tost\u00f5es suga a vida da economia americana, que depende fortemente dos gastos do consumidor e enfrenta perspectivas sombrias, agora que outros geradores de crescimento, como a ind\u00fastria, perdem impulso.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 uma boa not\u00edcia para o futuro, mas pouco ajuda a economia dos Estados Unidos&#8221;, disse Eugenio Alem\u00e1n, economista s\u00eanior da Wells Fargo Securities. &#8220;As pessoas est\u00e3o guardando dinheiro para continuar formando uma reserva para o caso de que a economia e sua situa\u00e7\u00e3o pessoal piorem.&#8221;<\/p>\n<p>Outros sinais de cautela do consumidor provavelmente ser\u00e3o frustrantes para as autoridades do Federal Reserve, o banco central americano, que j\u00e1 fez v\u00e1rias tentativas de avivar a economia por meio de medidas n\u00e3o convencionais, reduzindo os juros de longo prazo para estimular os gastos e investimentos. As autoridades do Fed est\u00e3o se reunindo esta semana para discutir o cen\u00e1rio econ\u00f4mico e seus pr\u00f3ximos passos, em meio a expectativas crescentes de que talvez anunciem outras medidas para estimular a economia.<\/p>\n<p>No in\u00edcio do ano, os economistas tinham esperan\u00e7as de que as melhoras no mercado de trabalho, taxas de juros de refer\u00eancia menores e a queda do pre\u00e7o da gasolina poderiam levar o p\u00fablico a gastar mais. Se a demanda para bens e servi\u00e7os crescesse, as empresas precisariam contratar mais, criando um ciclo positivo onde os gastos puxariam as contrata\u00e7\u00f5es. Mas h\u00e1 poucos sinais de que isso esteja acontecendo. O crescimento econ\u00f4mico dos EUA caiu para uma taxa anual de 1,5% no segundo trimestre, inferior aos 2% do primeiro trimestre e aos 4,1% do quarto trimestre de 2011. Um grande empecilho foi o crescimento mais lento nos gastos do consumidor, que ca\u00edram de 2,4% no primeiro trimestre para 1,5% no segundo.<\/p>\n<p>H\u00e1 sinais de que o p\u00fablico poderia recuperar parte do seu apetite pelos gastos. O crescimento dos gastos pessoais no segundo trimestre, embora fraco, foi mais forte do que no mesmo per\u00edodo do ano passado, quando subiu apenas 1%. Embora o mercado de trabalho n\u00e3o esteja melhorando, tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e1 piorando como ocorria h\u00e1 alguns meses. E o mercado imobili\u00e1rio d\u00e1 sinais de estar saindo do fundo do po\u00e7o.<\/p>\n<p>Ontem, o \u00edndice S&amp;P\/Case-Shiller mostrou que os pre\u00e7os dessazonalizados dos im\u00f3veis residenciais subiram 0,9% em maio, continuando as recentes melhorias. Quando esses pre\u00e7os sobem, os americanos tendem a se sentir mais ricos e ficar mais dispostos a gastar.<\/p>\n<p>O Conference Board, um grupo de pesquisa privado, informou ontem que seu \u00edndice de confian\u00e7a do consumidor subiu ligeiramente em julho, para 65,9, ap\u00f3s quatro meses de queda, possivelmente um sinal de que o pessimismo dos consumidores em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 economia parou de cair. Mesmo assim, a confian\u00e7a continua em n\u00edveis historicamente baixos, e os consumidores est\u00e3o, na verdade, ainda mais preocupados com sua situa\u00e7\u00e3o atual, mostrou a pesquisa.<\/p>\n<p>&#8220;Embora a opini\u00e3o p\u00fablica sobre a economia possa ter se estabilizado [isso se n\u00e3o houver maior deteriora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica], \u00e9 prematuro especular sobre uma recupera\u00e7\u00e3o&#8221;, disseram economistas do Royal Bank of Scotland Group PLC em um relat\u00f3rio de an\u00e1lise.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Desemprego bate novo recorde no euro<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O desemprego bateu novo recorde nos 17 pa\u00edses da zona do euro, e a infla\u00e7\u00e3o continuou inalterada em 2,4% em junho, indicando que o consumo continuar\u00e1 fr\u00e1gil na regi\u00e3o combalida pela crise da d\u00edvida soberana.<\/p>\n<p>J\u00e1 no Jap\u00e3o, a taxa de desemprego caiu ligeiramente, para 4,3%, com cria\u00e7\u00e3o de novos postos de trabalho no setor manufatureiro e na constru\u00e7\u00e3o. Nos pr\u00f3ximos trimestres, a situa\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho na economia japonesa tende a melhorar principalmente em raz\u00e3o da diminui\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o ativa, com aposentadoria da gera\u00e7\u00e3o do boom de beb\u00eas do p\u00f3s-guerra mundial. Comparada com o ano passado, a contra\u00e7\u00e3o \u00e9 de 0,5%, segundo o banco franc\u00eas BNP Paribas.<\/p>\n<p>Na Europa, as press\u00f5es crescem para o Banco Central Europeu (BCE) agir mais decisivamente contra a crise da d\u00edvida soberana e frear a deteriora\u00e7\u00e3o da economia, em sua reuni\u00e3o desta quinta-feira.<\/p>\n<p>O n\u00famero de desempregados na zona do euro atinge agora 17,8 milh\u00f5es de pessoas, n\u00famero equivalente \u00e0 popula\u00e7\u00e3o conjunta da \u00c1ustria e de Portugal.<\/p>\n<p>A taxa subiu para 11,2% da popula\u00e7\u00e3o ativa, comparado a 10,2% em junho do ano passado. Em um ano, dois milh\u00f5es de pessoas engordaram a fila dos sem- trabalho na uni\u00e3o monet\u00e1ria.<\/p>\n<p>Sem surpresa, as economias da periferia t\u00eam o pior desempenho. As taxas de desemprego subiram para 24,8% na Espanha, 22,5% na Gr\u00e9cia, 15,4% em Portugal e 14,8% na Irlanda.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 tamb\u00e9m claros sinais de fragilidade em economias centrais. A taxa subiu na Fran\u00e7a para 10,2% em julho. E embora estat\u00edstica compar\u00e1vel mostre que na Alemanha houve queda de 5,5% para 5,4%, dados nacionais apontam na verdade para o quarto m\u00eas consecutivo de alta do desemprego na maior economia do continente.<\/p>\n<p>Pesquisas sinalizam diminui\u00e7\u00e3o das contrata\u00e7\u00f5es, e o desemprego continuar\u00e1 aumentando. A renda das fam\u00edlias europeias tende a sofrer baixa real e afetar mais o consumo j\u00e1 fraco.<\/p>\n<p>Em junho, a taxa de infla\u00e7\u00e3o permaneceu em 2,4% anualizada, ligeiramente acima do objetivo de 2%, por causa de alta do pre\u00e7o do petr\u00f3leo. Mas o aprofundamento da recess\u00e3o e a capacidade n\u00e3o utilizada tendem a empurrar a infla\u00e7\u00e3o para baixo, podendo ficar em 0,7% no ano que vem, nos c\u00e1lculos de alguns analistas.<\/p>\n<p>Por sua vez, com as perspectivas econ\u00f4micas continuando a se deteriorar, v\u00e1rios governos da uni\u00e3o monet\u00e1ria ter\u00e3o dificuldades para cumprir os planos de ajuste fiscal. Os \u00faltimos dados mostram que a maioria dos governos dos 17 pa\u00edses do euro acumula d\u00e9ficits maiores no primeiro trimestre do que no mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p>A Irlanda foi o \u00fanico pa\u00eds da periferia do euro a reduzir seu d\u00e9ficit. Gr\u00e9cia e It\u00e1lia tiveram o pior desemprego. O governo grego continua enfrentando coleta de impostos menor do que a esperada.<\/p>\n<p>Na Espanha, o governo revisou para o alto seu d\u00e9ficit, apesar de recentes medidas fiscais adicionais. Portugal, por sua vez, fez progressos no aperto das contas.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Atividade industrial de SP tem 5\u00ba trimestre de queda<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A atividade na ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o paulista fechou o quinto trimestre consecutivo em queda, sempre na compara\u00e7\u00e3o com o trimestre imediatamente anterior na s\u00e9rie com ajuste sazonal, de acordo com a Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp). Ontem, a entidade divulgou o \u00cdndice de N\u00edvel de Atividade (INA) de junho, que registrou alta de 0,7% na compara\u00e7\u00e3o dessazonalizada ante maio. Essa \u00e9 a primeira expans\u00e3o mensal da atividade da ind\u00fastria paulista, com ajuste, desde fevereiro, quando se elevou 1,3%.<\/p>\n<p>Segundo Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econ\u00f4micos, a Fiesp revisar\u00e1 para baixo a previs\u00e3o de queda de 2% da atividade industrial em S\u00e3o Paulo em 2012, ante 2011. Ele explica que, para atingir esse resultado, seria necess\u00e1rio crescer 1,8% ao m\u00eas seguidamente at\u00e9 o fim do ano, o que \u00e9 improv\u00e1vel, na sua avalia\u00e7\u00e3o. A previs\u00e3o da Fiesp para crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2012 \u00e9 de 1,8%, o que tamb\u00e9m deve ser revisado no pr\u00f3ximo m\u00eas.<\/p>\n<p>Em 2012, a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o paulista acumula queda de 6,4% em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro semestre do ano passado. No acumulado em 12 meses encerrados em junho, a atividade da ind\u00fastria paulista teve contra\u00e7\u00e3o de 3,8%. Tamb\u00e9m em junho, o n\u00edvel de utiliza\u00e7\u00e3o da capacidade instalada (Nuci) subiu para 80,6%, com ajuste sazonal, ante 80,4% em maio. Em junho do ano passado, o Nuci estava em 82,2%, com ajuste.<\/p>\n<p>A pesquisa Sensor, que mede as expectativas da ind\u00fastria paulista para o m\u00eas corrente, mostrou que o humor est\u00e1 melhor na ind\u00fastria em rela\u00e7\u00e3o a julho. O \u00edndice geral passou de 48,4 pontos para 49,6. N\u00fameros abaixo de 50 pontos indicam pessimismo, mas, segundo Francini, o resultado de julho j\u00e1 pode ser considerado no campo positivo. No entanto, houve uma piora na percep\u00e7\u00e3o dos estoques, que registrou 43,2 pontos em julho &#8211; o que indica estoques acima do ideal. Em junho, o grupo tinha registrado 47,0 pontos.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Resultado do 2\u00ba semestre ter\u00e1 de ser maior que o do 1\u00ba<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O dado relevante do resultado fiscal divulgado pelo Banco Central (BC) \u00e9 a desacelera\u00e7\u00e3o do super\u00e1vit prim\u00e1rio, por causa da frustra\u00e7\u00e3o da receita em rela\u00e7\u00e3o ao inicialmente programado e da manuten\u00e7\u00e3o de um ritmo forte de aumento dos gastos p\u00fablicos. De janeiro a junho, o super\u00e1vit prim\u00e1rio de todo o setor p\u00fablico atingiu o equivalente a 3,06% do Produto Interno Bruto (PIB) estimado pelo BC para o per\u00edodo, ou seja, ficou abaixo da meta de 3,1%. O governo federal at\u00e9 que ficou acima de sua meta, mas n\u00e3o conseguiu compensar o fraco desempenho de Estados e munic\u00edpios. Assim, o super\u00e1vit prim\u00e1rio do segundo semestre ter\u00e1 que ser maior do que o do primeiro para que a meta cheia seja cumprida, sem o desconto dos investimentos do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC).<\/p>\n<p>O normal \u00e9 que ocorra justamente o contr\u00e1rio. Tradicionalmente, o governo procura poupar mais nos primeiros seis meses do ano, porque sabe que existe maior concentra\u00e7\u00e3o de pagamentos no segundo semestre. \u00c9 uma esp\u00e9cie de &#8220;gordura&#8221; do Tesouro Nacional, feita por meio da administra\u00e7\u00e3o das despesas na boca do caixa.<\/p>\n<p>Em 2011 o super\u00e1vit prim\u00e1rio do setor p\u00fablico de janeiro a junho ficou em 3,9% do PIB. Nos meses seguintes foi caindo e fechou o ano em 3,11%. Naquele ano, o governo federal conseguiu compensar a frustra\u00e7\u00e3o do resultado de Estados e munic\u00edpios, que pouparam 0,85% do PIB, ante meta de 0,95%.<\/p>\n<p>Para ter um desempenho fiscal melhor no segundo semestre o governo federal, Estados e munic\u00edpios precisam de um melhorar as receitas, o que s\u00f3 acontecer\u00e1 com a acelera\u00e7\u00e3o da economia. A alternativa seria reduzir gastos e poupar mais, o que n\u00e3o deve ocorrer.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Brasil \u00e9 72\u00ba em ranking de inclus\u00e3o digital<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 o 72\u00ba pa\u00eds no ranking mundial de inclus\u00e3o digital. Com uma taxa de inclus\u00e3o de 51,2%, o pa\u00eds est\u00e1 acima da m\u00e9dia mundial de 49,1%, aferida em 156 pa\u00edses.<\/p>\n<p>O levantamento foi divulgado ontem pela Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas a partir de dados do Instituto Gallup, que aferem o \u00edndice ITIC de inclus\u00e3o digital. O ITIC mede o acesso de pessoas com 15 anos ou mais \u00e0 telefonia m\u00f3vel e \u00e0 telefona fixa, al\u00e9m do computador residencial e ao acesso \u00e0 internet em casa.<\/p>\n<p>A Su\u00e9cia, com ITIC de 95,8%, lidera o ranking, seguida pela Isl\u00e2ndia (95,5%) e Cingapura (95,5%). Os piores pa\u00edses do ranking est\u00e3o na \u00c1frica: s\u00e3o a Rep\u00fablica Centro Africana (5,5%) e o Burundi (5,8%).<\/p>\n<p>Para o economista do Centro de Pol\u00edticas Sociais (CPS\/FGV) Marcelo Neri, que coordenou a pesquisa, &#8220;o celular \u00e9 a plataforma que puxa a inclus\u00e3o digital no Brasil&#8221;. Sem contabilizar o acesso \u00e0 telefonia m\u00f3vel, o ITIC brasileiro cairia para 39,3%.<\/p>\n<p>No pa\u00eds, as desigualdades tamb\u00e9m s\u00e3o grandes. Os munic\u00edpios com melhor desempenho s\u00e3o aqueles onde a popula\u00e7\u00e3o possui maior renda e n\u00edvel escolar. A lista \u00e9 liderada por S\u00e3o Caetano do Sul (SP), com ITIC de 82,6%, seguida por Santos, com 78,1%, e Florian\u00f3polis, com 77%. As tr\u00eas t\u00eam \u00edndices semelhantes aos dos pa\u00edses considerados os mais inclusivos do mundo.<\/p>\n<p>No outro extremo, os munic\u00edpios de Fernando Falc\u00e3o, no Maranh\u00e3o (3,7%); Chaves, no Par\u00e1 (3,78%); e Uiramut\u00e3, em Roraima (4,5%) assemelham-se \u00e0s na\u00e7\u00f5es africanas de pior desempenho.<\/p>\n<p>A mesma l\u00f3gica se aplica aos bairros das metr\u00f3poles brasileiras. Moema, em S\u00e3o Paulo, \u00e9 o distrito com maior \u00edndice de inclus\u00e3o digital (93%). No ranking global, o bairro ficaria na quinta melhor posi\u00e7\u00e3o, entre a Nova Zel\u00e2ndia e a Holanda. No Rio de Janeiro, a Lagoa \u00e9 o distrito com maior \u00edndice de inclus\u00e3o (88,9%).<\/p>\n<p>Nos centros urbanos brasileiros, mesmo as favelas apresentam taxa de inclus\u00e3o digital acima da m\u00e9dia mundial de 49,1%. O complexo da Mar\u00e9, com ITIC de 55,9%, Jacarezinho (54,4%) e Complexo do Alem\u00e3o (50,8%), todos no Rio, tamb\u00e9m est\u00e3o acima da m\u00e9dia brasileira, de 51,2%.<\/p>\n<p>Para Neri, o bom desempenho das favelas est\u00e1 baseado na propaga\u00e7\u00e3o do uso dos telefones celulares. Por ser um dispositivo mais barato e tecnologicamente acess\u00edvel, &#8220;o celular \u00e9 a tecnologia que est\u00e1 onde os pobres est\u00e3o, seja na \u00c1frica ou no Norte e Nordeste [do Brasil]&#8221;, disse o economista. O aumento da telefonia m\u00f3vel na \u00faltima d\u00e9cada acompanha o crescimento da classe C, afirmou Neri. &#8220;O celular \u00e9 o s\u00edmbolo da nova classe m\u00e9dia&#8221;. Para o economista, o aparelho \u00e9 a plataforma ideal para a inclus\u00e3o digital das classes mais pobres.<\/p>\n<p>Entre 2001 e 2009, o acesso dos brasileiros \u00e0 telefonia m\u00f3vel cresceu 165%, passando de 30% para 81,5% dos domic\u00edlios, segundo dados da Pesquisa Nacional de Domic\u00edlios (Pnad) do IBGE. O salto se contrap\u00f5e ao recuo de 14% da telefonia fixa nas resid\u00eancias no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>Atualmente 87% dos domic\u00edlios brasileiros t\u00eam cobertura de telefonia m\u00f3vel, enquanto os computadores com internet est\u00e3o em apenas 40% dos lares do pa\u00eds. Na m\u00e9dia mundial, esses n\u00fameros s\u00e3o respectivamente de 79,9% e 36,2%.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nValor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3264\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-3264","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-QE","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3264","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3264"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3264\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3264"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3264"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3264"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}