{"id":3266,"date":"2012-08-02T19:32:58","date_gmt":"2012-08-02T19:32:58","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3266"},"modified":"2012-08-02T19:32:58","modified_gmt":"2012-08-02T19:32:58","slug":"a-maior-retracao-desde-2009","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3266","title":{"rendered":"A maior retra\u00e7\u00e3o desde 2009"},"content":{"rendered":"\n<p>A produ\u00e7\u00e3o industrial brasileira fechou o primeiro semestre com um recuo de 3,8%, conforme pesquisa mensal divulgada ontem pelo IBGE. Comparados ao mesmo m\u00eas do ano passado, os resultados de junho mostram que o desempenho encolheu 5,5%, a maior queda desde setembro de 2009. Nem a pequena rea\u00e7\u00e3o frente a maio &#8211; de 0,2% &#8211; foi capaz de reverter a expectativa negativa para a ind\u00fastria este ano. Uma conta feita pelo pr\u00f3prio IBGE mostra que a ind\u00fastria produz hoje o mesmo que fabricava h\u00e1 tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o \u00e9 que o setor feche o ano com retra\u00e7\u00e3o de 2%. Se a proje\u00e7\u00e3o se confirmar, ser\u00e1 a primeira vez desde a crise global de 2009 que a ind\u00fastria cortar\u00e1 produ\u00e7\u00e3o no ano.<\/p>\n<p>&#8211; Os dados mostram clara predomin\u00e2ncia de resultados negativos para o setor industrial no primeiro semestre. O crescimento de 0,2% verificado entre maio e junho representa uma interrup\u00e7\u00e3o nos recuos, mas ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel dizer que seja uma tend\u00eancia &#8211; afirma Andr\u00e9 Luiz Macedo, gerente da pesquisa do IBGE.<\/p>\n<p>O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que a produ\u00e7\u00e3o industrial atingiu um ponto de virada, a partir do qual passar\u00e1 a apresentar resultados melhores que os das \u00faltimas pesquisas.<\/p>\n<p>&#8211; Ela (a produ\u00e7\u00e3o industrial) est\u00e1 dando uma virada. \u00c9 um ponto de inflex\u00e3o depois de ter crescimento negativo durante v\u00e1rios meses consecutivos. Vejo que, agora, \u00e9 um ponto de virada. Daqui para frente, vamos ter resultados melhores &#8211; afirmou Mantega, ao chegar \u00e0 sede do Minist\u00e9rio da Fazenda, em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Mas at\u00e9 a rea\u00e7\u00e3o chegar, os n\u00fameros s\u00e3o todos negativos. O fechamento do segundo trimestre de 2012 tamb\u00e9m aponta queda frente a 2011, de 4,5%. Em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro trimestre, o recuo \u00e9 de 1,1%. A rea\u00e7\u00e3o t\u00edmida de junho, embora positiva, foi muito abaixo do esperado pelos analistas: a expectativa era que a produ\u00e7\u00e3o crescesse entre 0,8% e 0,9% no m\u00eas frente a maio.<\/p>\n<p>&#8211; Nossa estimativa \u00e9 que a produ\u00e7\u00e3o industrial feche o ano com um recuo de 2%. Para chegar a dezembro estagnada, sem perdas, seria necess\u00e1rio crescer a uma taxa mensal de 2,1% de julho a dezembro, o que n\u00e3o \u00e9 nenhum pouco fact\u00edvel &#8211; analisa o economista Rafael Bacciotti, da consultoria Tend\u00eancias.<\/p>\n<p>mais produ\u00e7\u00e3o de carros<\/p>\n<p>Tr\u00eas setores foram fundamentais para que o resultado de junho interrompesse a s\u00e9rie negativa: o grupo que inclui avi\u00f5es e motocicletas (denominado pelo IBGE como &#8220;de outros equipamentos de transporte&#8221;), com expans\u00e3o de 12,5%; o farmac\u00eautico, com alta de 8,6%; e o de ve\u00edculos automotores, que com o avan\u00e7o de 3% conseguiu recuperar parte do recuo de 3,6% acumulado de mar\u00e7o a maio de 2012.<\/p>\n<p>&#8211; A expectativa \u00e9 que o ritmo da produ\u00e7\u00e3o acelere de forma mais expressiva no segundo semestre &#8211; prev\u00ea Rodrigo Nishida, economista da LCA Consultores, que projeta recuo de 0,5% na produ\u00e7\u00e3o industrial este ano.<\/p>\n<p>A rea\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria automotiva pode ser atribu\u00edda ao esvaziamento dos p\u00e1tios das montadoras, reflexo das medidas de incentivo ao consumo lan\u00e7adas pelo governo, como a redu\u00e7\u00e3o do IPI e o corte nas taxas de juros. Em junho, o estoque, que era para 40 dias, baixou para 30 dias.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m houve melhora na produ\u00e7\u00e3o de bens dur\u00e1veis, que saltou 4,8% em junho frente a maio. O crescimento \u00e9 outro sinal de que as medidas do governo para estimular o consumo est\u00e3o come\u00e7ando a aparecer no setor produtivo, j\u00e1 que o grupo engloba eletrodom\u00e9sticos e m\u00f3veis, tamb\u00e9m beneficiados com a prorroga\u00e7\u00e3o da redu\u00e7\u00e3o do IPI.<\/p>\n<p>Alcides Leite, economista da Trevisan Escola de Neg\u00f3cios, considerou que o crescimento do \u00edndice n\u00e3o \u00e9 suficiente para representar uma virada.<\/p>\n<p>&#8211; Essa melhoria resulta dos incentivos do governo. Mas a ind\u00fastria est\u00e1 estagnada.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Cinco bancos det\u00eam 80% do cr\u00e9dito<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>De cada R$ 100 emprestados no Brasil, R$ 80,34 foram desembolsados por apenas cinco bancos: Banco do Brasil, Ita\u00fa Unibanco, Bradesco, Caixa Econ\u00f4mica Federal e Santander. Os n\u00fameros, que levam em conta o estoque de cr\u00e9dito atual, mostram o maior n\u00edvel de concentra\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria dos \u00faltimos dez anos e, provavelmente, desde sempre. H\u00e1 uma d\u00e9cada, as cinco maiores institui\u00e7\u00f5es n\u00e3o tinham nem 60% do estoque de cr\u00e9dito do pa\u00eds. De cada R$ 100 desembolsados, eram respons\u00e1veis por R$ 58,66, segundo dados do Banco Central elaborados pelo Valor.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 apenas nos empr\u00e9stimos e financiamentos que a predomin\u00e2ncia do &#8220;grupo dos cinco&#8221; \u00e9 crescente. Em ativos totais e dep\u00f3sitos, o fen\u00f4meno se repete (ver gr\u00e1fico na p\u00e1gina C8). Mas \u00e9 no cr\u00e9dito que a concentra\u00e7\u00e3o costuma provocar mais chiadeira por parte dos tomadores.<\/p>\n<p>Em recente entrevista ao Valor, o presidente de uma grande distribuidora de energia comentou que a quantidade de grandes bancos ficou t\u00e3o diminuta que as empresas n\u00e3o podem mais se indispor com nenhum deles, principalmente em momentos de turbul\u00eancia.<\/p>\n<p>Sempre que um banco compra ou se funde com outro, a reclama\u00e7\u00e3o das empresas \u00e9 a mesma. Quando se fala em limite de cr\u00e9dito, a regra matem\u00e1tica n\u00e3o funciona: um mais um nunca \u00e9 igual a dois. A disponibilidade de cr\u00e9dito dada por dois bancos separados n\u00e3o corresponde ao mesmo volume que eles passam a oferecer quando se unem. As empresas tamb\u00e9m avaliam que o poder de barganha delas em rela\u00e7\u00e3o ao custo do dinheiro cai.<\/p>\n<p>Desde 2008, n\u00e3o foram poucos &#8211; nem pequenos &#8211; os casos de fus\u00e3o e aquisi\u00e7\u00e3o no setor banc\u00e1rio que colaboraram para a maior concentra\u00e7\u00e3o de ativos, cr\u00e9dito e dep\u00f3sitos nas m\u00e3os dos cinco maiores bancos do pa\u00eds. A largada foi dada quando o Santander assumiu o Real, em 2008. Pouco depois, Ita\u00fa e Unibanco fundiram suas opera\u00e7\u00f5es, criando o maior banco brasileiro. Em seguida, o Banco do Brasil ficou com a Nossa Caixa e, em 2009, ainda comprou metade do Banco Votorantim.<\/p>\n<p>Mais recentemente, em julho, Ita\u00fa e BMG se uniram em um novo banco para ofertar cr\u00e9dito consignado. O empr\u00e9stimo com desconto direto na folha de pagamento era uma das poucas modalidades de cr\u00e9dito de varejo que ainda tinha bancos m\u00e9dios especializados como concorrentes, mas que est\u00e1 cada vez mais ficando nas m\u00e3os dos grandes bancos. O Cruzeiro do Sul, por exemplo, est\u00e1 sob interven\u00e7\u00e3o do Banco Central e pode acabar sob o controle de uma institui\u00e7\u00e3o do &#8220;grupo dos cinco&#8221; ou liquidado.<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00e3o, por\u00e9m, apenas as fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es que explicam a concentra\u00e7\u00e3o cada vez mais intensa do cr\u00e9dito. Dentro desse &#8220;grupo dos cinco&#8221;, os protagonistas da aglutina\u00e7\u00e3o s\u00e3o os bancos p\u00fablicos, que cresceram principalmente de forma org\u00e2nica. Se, em 2002, Banco do Brasil e Caixa eram respons\u00e1veis por R$ 25,83 de cada R$ 100 emprestados, hoje eles respondem por R$ 39,08, ou R$ 13,25 a mais, sem se considerar o BNDES. No mesmo per\u00edodo, as tr\u00eas maiores institui\u00e7\u00f5es privadas avan\u00e7aram bem menos juntas, R$ 8,43.<\/p>\n<p>At\u00e9 o fim do ano, a expectativa \u00e9 que o quinh\u00e3o dos bancos p\u00fablicos cres\u00e7a ainda mais. Em um ano de baixo crescimento econ\u00f4mico, em que o governo deflagrou uma batalha pela redu\u00e7\u00e3o dos spreads no Brasil, Caixa e BB seguem crescendo mais do que a m\u00e9dia de sistema financeiro, abocanhando &#8211; mesmo que temporariamente &#8211; fatias de mercado. (ler reportagem na p\u00e1gina C8) Ao mesmo tempo, Bradesco e Ita\u00fa Unibanco reduziram a previs\u00e3o de expans\u00e3o do cr\u00e9dito no ano.<\/p>\n<p>Apesar do r\u00e1pido fortalecimento do &#8220;grupo dos cinco&#8221;, o Banco Central considera que a concorr\u00eancia continua em &#8220;n\u00edvel adequado&#8221;. Pelas m\u00e9tricas da autoridade, que seguem um c\u00e1lculo internacional (\u00cdndice de Herfindahl-Hirschman), o patamar de concentra\u00e7\u00e3o ainda est\u00e1 na categoria moderada. &#8220;O setor segue competitivo, gerando as efici\u00eancias que asseguram o seu regular funcionamento e a adequada presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os aos usu\u00e1rios&#8221;, afirma a autoridade por meio de uma nota.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 ineg\u00e1vel que a autoridade tem lan\u00e7ado m\u00e3o recentemente de algumas medidas para evitar uma concentra\u00e7\u00e3o excessiva. O Banco Central cita entre as decis\u00f5es tomadas para estimular a concorr\u00eancia banc\u00e1ria a padroniza\u00e7\u00e3o das tarifas cobradas, a portabilidade do cr\u00e9dito e a proibi\u00e7\u00e3o de assinaturas de contratos de exclusividade na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os. Em abril, a autoridade publicou uma circular explicitando que em fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es pode exigir que os bancos aceitem determina\u00e7\u00f5es no sentido de eliminar efeitos anticoncorrenciais. Na aquisi\u00e7\u00e3o da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil, o BC j\u00e1 chegou a atuar nesse sentido.<\/p>\n<p>O &#8220;n\u00edvel adequado&#8221; apontado pelo Banco Central brasileiro, entretanto, provavelmente deixaria muitos americanos de cabelo em p\u00e9. Nos Estados Unidos, onde muito se fala dos bancos grandes demais para quebrar &#8211; os chamados &#8220;too big to fail&#8221; -, as cinco maiores institui\u00e7\u00f5es financeiras possu\u00edam ativos totais equivalentes a 51% do PIB daquele pa\u00eds em 2007, antes do estouro da crise financeira. Naquele mesmo ano, os ativos dos cinco maiores banco do Brasil representavam 57% do PIB dom\u00e9stico.<\/p>\n<p>Mas, embora os EUA tenham sido o epicentro da crise e visto uma s\u00e9rie de fus\u00f5es entre institui\u00e7\u00f5es de grande porte antes e depois da quebra do Lehman Brothers, a desalavancagem que se sucedeu fez com que os cinco maiores bancos daquele pa\u00eds tivessem, em mar\u00e7o, ativos que correspondiam a 56% do PIB de 12 meses at\u00e9 a mesma data, indicando uma pequena eleva\u00e7\u00e3o ante 2007. No Brasil, o aumento da concentra\u00e7\u00e3o foi muito maior, com a fatia dos ativos do &#8220;grupo dos cinco&#8221; atingindo 86% do PIB brasileiro, uma alta de quase 30 pontos percentuais.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Efeito do IPI foi positivo, mas produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o cresceu com desonera\u00e7\u00e3o da folha<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Os resultados da Pesquisa Industrial Mensal &#8211; Produ\u00e7\u00e3o F\u00edsica (PIM-PF) de junho mostram que o desempenho dos setores beneficiados pela redu\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) foi muito melhor do que o dos demais segmentos, inclusive daqueles beneficiados pela desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos. Entre os segmentos beneficiados pelo IPI menor, mobili\u00e1rio e linha branca cresceram mais do que autom\u00f3veis. Nesse setor, a recupera\u00e7\u00e3o s\u00f3 ocorreu em junho. J\u00e1 cal\u00e7ados e vestu\u00e1rio &#8211; atingidos pela medida que eliminou a contribui\u00e7\u00e3o patronal ao INSS e substituiu por um percentual do faturamento &#8211; encerraram o semestre com produ\u00e7\u00e3o inferior a de igual per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p>Para o gerente da coordena\u00e7\u00e3o de ind\u00fastria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), Andr\u00e9 Luiz Macedo, os efeitos positivos da redu\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para autom\u00f3veis &#8211; medida anunciada em 21 de maio &#8211; n\u00e3o ficaram &#8220;evidentes&#8221; na Pesquisa Industrial Mensal-Produ\u00e7\u00e3o F\u00edsica (PIM-PF) de junho.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do especialista, houve um &#8220;descasamento&#8221; entre os dados de produ\u00e7\u00e3o e de licenciamento de ve\u00edculos. De acordo com a PIM-PF, a produ\u00e7\u00e3o de autom\u00f3veis caiu 0,6% em junho em rela\u00e7\u00e3o a igual m\u00eas de 2011. Em maio, a queda foi de 5,3%, no confronto com igual m\u00eas de 2011. J\u00e1 os dados da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Fabricantes de Ve\u00edculos Automotores (Anfavea) apontam que o licenciamento de ve\u00edculos nacionais leves subiu 23,6% em junho ante igual m\u00eas do ano passado.<\/p>\n<p>Por trimestres, a produ\u00e7\u00e3o de autom\u00f3veis caiu tanto no primeiro como no segundo trimestres, em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado. Por outro lado, a produ\u00e7\u00e3o de m\u00f3veis cresceu 13,9% no segundo trimestre, um pouco mais do que nos primeiros tr\u00eas meses do ano.<\/p>\n<p>O mesmo efeito positivo foi observado na produ\u00e7\u00e3o de linha branca, para a qual a redu\u00e7\u00e3o do IPI ocorreu no in\u00edcio de dezembro. Esse segmento cresceu 8,5% no segundo trimestre de 2012 ante igual per\u00edodo de 2011, levemente abaixo do registrado no trimestre anterior, quando a produ\u00e7\u00e3o da linha branca havia crescido 9% frente a igual per\u00edodo de 2011. J\u00e1 o segmento de linha marrom &#8211; televisores e aparelhos de som e v\u00eddeo &#8211; sofreu com a migra\u00e7\u00e3o do consumidor para a linha branca. Depois de crescer no primeiro trimestre, a produ\u00e7\u00e3o encolheu no segundo.<\/p>\n<p>&#8220;A diferen\u00e7a do efeito da redu\u00e7\u00e3o do IPI ocorre porque s\u00e3o produtos com valores diferentes. Al\u00e9m disso, o setor de autom\u00f3veis estava mais estocado do que o de mobili\u00e1rio e linha branca. Sobre o setor de autom\u00f3veis tamb\u00e9m pesam mais quest\u00f5es como inadimpl\u00eancia e endividamento das fam\u00edlias&#8221;, diz Macedo, do IBGE.<\/p>\n<p>Se a redu\u00e7\u00e3o do IPI ajudou os setores beneficiados, o mesmo impulso n\u00e3o apareceu nos segmentos beneficiados pela desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos. A produ\u00e7\u00e3o em 2012 foi menor tanto para cal\u00e7ados como para vestu\u00e1rio. Dentro do mesmo grande segmento de bens semidur\u00e1veis, a fabrica\u00e7\u00e3o de t\u00eaxteis &#8211; ind\u00fastria cuja desonera\u00e7\u00e3o da folha s\u00f3 come\u00e7a agora &#8211; cresceu nos dois trimestres de 2012 em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2011.<\/p>\n<p>Se em junho, os incentivos concedidos pelo governo tiveram peso predominante sobre o resultado menos sofr\u00edvel da produ\u00e7\u00e3o, economistas ouvidos pelo Valor esperam que uma conjuntura mais aquecida tamb\u00e9m d\u00ea impulso ao setor a partir do segundo semestre, com fam\u00edlias menos endividadas, inadimpl\u00eancia e juros menores e destravamento do cr\u00e9dito. Tamb\u00e9m est\u00e3o sendo aguardadas mais medidas para reativar o setor, embora o cen\u00e1rio externo conturbado continue sendo considerado fator negativo para a evolu\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Governo despreparado para vazamentos de \u00f3leo<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos nove meses, tr\u00eas grandes vazamentos de petr\u00f3leo aconteceram no pa\u00eds. O principal deles ocorreu em novembro do ano passado, no Campo do Frade, na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Falha no funcionamento dos po\u00e7os operados pela norte-americana Chevron resultou no derramamento de 3,7 mil barris de petr\u00f3leo no mar. Na \u00faltima ter\u00e7a-feira a Justi\u00e7a deu prazo de 30 dias para que a Chevron e a Transocean, que opera na plataforma, suspendam as atividades no pa\u00eds por causa do vazamento. Acidentes desta propor\u00e7\u00e3o evidenciam a falta de preparo do Brasil para lidar com os riscos da produ\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo em alto mar. O governo federal nem sequer tem um Plano Nacional de Conting\u00eancia (PNC), em estudo h\u00e1 mais de dez anos.<\/p>\n<p>A aus\u00eancia de diretrizes espec\u00edficas no caso de um vazamento \u00e9 ainda mais s\u00e9ria diante da postura agressiva que o pa\u00eds tomou a partir da descoberta das reservas do pr\u00e9-sal. A estimativa do Executivo \u00e9 de que, at\u00e9 2020, o Brasil deixe a 17\u00aa posi\u00e7\u00e3o no ranking mundial para se tornar um dos 10 maiores produtores de petr\u00f3leo. O investimento previsto para os pr\u00f3ximos anos \u00e9 de mais de R$ 500 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O projeto em estudo do Plano Nacional de Conting\u00eancia foi formulado por 16 minist\u00e9rios, em conjunto com a Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP). A coordena\u00e7\u00e3o foi dos Minist\u00e9rios de Minas e Energia, Meio Ambiente \u2014 por meio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama) \u2014 e Defesa, representada pela Marinha. O plano j\u00e1 est\u00e1 assinado pelos ministros do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, de Minas e Energia, Edison Lob\u00e3o, e da Defesa, Celso Amorim. De acordo com fontes do governo federal, dentro de um m\u00eas o PNC deve ser publicado no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o. Por\u00e9m, antes de ir \u00e0 san\u00e7\u00e3o presidencial, o Minist\u00e9rio da Defesa e a Casa Civil ainda precisam analisar o documento.<\/p>\n<p>O diretor de campanhas do Greenpeace, Sergio Leit\u00e3o, comenta que o plano \u00e9 uma promessa antiga do governo federal. &#8220;A \u00faltima data que eles disseram que lan\u00e7ariam foi durante a confer\u00eancia Rio+20, em junho. Mais uma vez, eles descumpriram o prazo. Hoje, n\u00e3o temos nem como medir se o pa\u00eds est\u00e1 preparado para combater e prevenir acidentes de pequeno, m\u00e9dio ou grande porte&#8221;, avalia. Para ele, o documento representar\u00e1 um roteiro para que a sociedade possa cobrar medidas do Executivo no caso de vazamentos. &#8220;O Brasil est\u00e1 acelerando a produ\u00e7\u00e3o em todo o litoral. Hoje j\u00e1 s\u00e3o mais de 10 mil plataformas em alto mar. No entanto, o pa\u00eds j\u00e1 mostrou que \u00e9 incapaz de combater um vazamento.&#8221;<\/p>\n<p>Atraso<\/p>\n<p>Em novembro do ano passado, durante audi\u00eancia p\u00fablica no Senado, ap\u00f3s o primeiro vazamento da Chevron, o governo federal afirmou que reformularia o PNC em at\u00e9 15 dias para incluir nas estrat\u00e9gias de controle de acidentes petrol\u00edferos tamb\u00e9m os de pequeno porte. Segundo o governo federal, o atraso na aprova\u00e7\u00e3o do plano foi causado, justamente, por causa de medidas que eles precisaram tomar para sanar os problemas recorrentes do vazamento da Chevron.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Mais de 90% das cidades est\u00e3o sem plano para o lixo<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Mais de 90% dos munic\u00edpios brasileiros n\u00e3o produziram um plano para tratamento do lixo e de res\u00edduos industriais, o que coloca em risco a meta do Pa\u00eds de eliminar em dois anos os lix\u00f5es. Previsto em lei, o documento passa a ser exigido pelo governo federal a partir de hoje como contrapartida para liberar recursos da Uni\u00e3o.<\/p>\n<p>Dados do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente mostram que apenas 291 cidades aprovaram um plano municipal de res\u00edduos s\u00f3lidos, enquanto 197 munic\u00edpios ainda analisam projetos. Portanto, 488 das 5.565 prefeituras se habilitam a receber dinheiro federal para manejo do lixo, o que equivale a 8,8% das cidades.<\/p>\n<p>Por amostragem, a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Munic\u00edpios estimou que 49% das cidades nem sequer iniciaram a prepara\u00e7\u00e3o do plano e outros 42% ainda n\u00e3o o finalizaram. O levantamento, divulgado ontem, foi feito no m\u00eas passado com 3.457 munic\u00edpios. Entre as cidades que ainda n\u00e3o come\u00e7aram, os principais motivos alegados foram a falta de recursos financeiros e t\u00e9cnicos e o desconhecimento da lei.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros s\u00e3o especialmente preocupantes, na vis\u00e3o de analistas, pois cabe aos munic\u00edpios a gest\u00e3o do lixo. Segundo a lei, os documentos devem ter metas de coleta seletiva e um cronograma para a destina\u00e7\u00e3o adequada de res\u00edduos hospitalares e industriais. A elabora\u00e7\u00e3o do plano n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3ria, mas o governo federal exige o documento para liberar verbas da Uni\u00e3o.<\/p>\n<p>Sem esse dinheiro, n\u00e3o h\u00e1 chance de as cidades eliminarem os lix\u00f5es at\u00e9 agosto de 2014, afirmou Simone Nogueira, s\u00f3cia do Siqueira Castro Advogados respons\u00e1vel pela \u00e1rea de meio ambiente em S\u00e3o Paulo. &#8220;Foi muito ingrato o prazo escolhido, cai no momento em que fecham as gavetas para mudan\u00e7as nas prefeituras. Isso faz com que as administra\u00e7\u00f5es municipais n\u00e3o tenham se preocupado.&#8221;<\/p>\n<p>O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, acusa o governo federal. &#8220;Enquanto Bras\u00edlia continuar fazendo leis inexequ\u00edveis, que criam expectativa, vai gerar frustra\u00e7\u00e3o. N\u00e3o adianta fazer a lei artificialmente, ela n\u00e3o vai ser cumprida.&#8221;<\/p>\n<p>Plano paulistano. A capital paulista publicou anteontem seu plano, mas sem as especificidades exigidas por lei, como metas para coleta seletiva. A pressa em n\u00e3o perder acesso ao dinheiro da Uni\u00e3o pode sair pela culatra porque o governo Dilma Rousseff promete aceitar somente os documentos que cumpram todos os requisitos.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s, do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, n\u00e3o achamos que \u00e9 importante fazer c\u00f3pia e cola de plano s\u00f3 para atender \u00e0 exig\u00eancia, tem de pegar mesmo o conte\u00fado m\u00ednimo&#8221;, disse o diretor de Ambiente Urbano, Silvano Silv\u00e9rio. Para a pasta, a exig\u00eancia dos planos municipal e estadual entra em vigor hoje, mas os munic\u00edpios que n\u00e3o os conclu\u00edram poder\u00e3o apresenta-los mais \u00e0 frente, no momento em que pedirem verbas da Uni\u00e3o.<\/p>\n<p>A interpreta\u00e7\u00e3o do governo foi elogiada por Simone. &#8220;\u00c9 uma interpreta\u00e7\u00e3o da realidade, uma adapta\u00e7\u00e3o do texto da lei \u00e0 pratica, sen\u00e3o inviabilizaria. J\u00e1 vejo o minist\u00e9rio flexibilizando, caso contr\u00e1rio seria invi\u00e1vel, porque os munic\u00edpios n\u00e3o teriam como fazer&#8221;, disse Simone.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Piora global pode exigir a\u00e7\u00e3o dos BCs<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A economia mundial, que j\u00e1 vinha de forte contra\u00e7\u00e3o no segundo trimestre, come\u00e7ou o terceiro fracamente e sinalizando s\u00e9rias dificuldades tanto em pa\u00edses desenvolvidos como em emergentes. Para analistas, os bancos centrais ter\u00e3o de examinar seriamente suas op\u00e7\u00f5es para estimular a economia nos pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n<p>O \u00cdndice dos Gerentes de Compras (PMI), indicador antecedente de atividade industrial, ficou em julho abaixo da marca de 50 (limite entre contra\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o) pelo segundo m\u00eas consecutivo. O \u00edndice caiu para 48,4 ante 49,1 em junho, registrando seu mais baixo n\u00edvel desde junho de 2009.<\/p>\n<p>A Europa continuou a ser a principal fonte de fragilidade em julho, enquanto o desempenho de EUA, Brasil e boa parte da \u00c1sia foi lento na melhor hip\u00f3tese. &#8220;A China foi a \u00fanica grande economia a qual esperamos que o crescimento se acelere no segundo semestre, mas em ritmo bem fraco&#8221;, diz o analista Andrew Kenningham.<\/p>\n<p>O volume de com\u00e9rcio internacional contraiu no maior ritmo desde abril de 2009. Novas encomendas declinaram pelo segundo m\u00eas. Houve mais perdas de emprego e as press\u00f5es de custos tamb\u00e9m diminu\u00edram globalmente.<\/p>\n<p>O resultado do \u00edndice do J. P. Morgan e da consultoria Markit \u00e9 consistente com um PIB global crescendo 2% em termos anualizados, bem abaixo das proje\u00e7\u00f5es iniciais de 3%. &#8220;A fraca demanda e o ajuste nos estoques empurraram a produ\u00e7\u00e3o manufatureira global a uma maior contra\u00e7\u00e3o no come\u00e7o do terceiro trimestre&#8221;, diz David Hensley, do J. P. Morgan, sobre o \u00edndice divulgado ontem.<\/p>\n<p>O PMI industrial para a zona do euro e no Reino Unido afundou a seu mais baixo n\u00edvel em tr\u00eas anos, um 44 &#8220;alarmante&#8221; e consistente, com queda de 10% na produ\u00e7\u00e3o manufatureira da zona do euro neste ano. Sem surpresa, as economias da periferia, como Gr\u00e9cia e Espanha, tiveram o pior desempenho. Mas a pesquisa aponta queda particularmente forte na produ\u00e7\u00e3o industrial da Alemanha. O Reino Unido teve quase um colapso nos mercados de exporta\u00e7\u00e3o. O Leste Europeu aparece ligeiramente menos ruim, com deteriora\u00e7\u00e3o na Pol\u00f4nia e Rep\u00fablica Tcheca.<\/p>\n<p>Nos Estados Unidos, com 28% do PIB mundial, o \u00edndice da produ\u00e7\u00e3o industrial permanece em torno de 49,8, bem melhor que na zona do euro. Mas ficou abaixo de 50 pelo segundo m\u00eas consecutivo, significando que os EUA n\u00e3o conseguiram sair da baixa de junho. O PIB americano caminha para crescimento de 1,5% anual.<\/p>\n<p>Taxas de contra\u00e7\u00e3o aceleraram em Jap\u00e3o, Coreia do Sul, Taiwan e Vietn\u00e3, mas se atenuaram no Brasil e na China. Houve melhora em Canad\u00e1, \u00cdndia, Indon\u00e9sia, Irlanda, M\u00e9xico, R\u00fassia e \u00c1frica do Sul.<\/p>\n<p>A desacelera\u00e7\u00e3o global come\u00e7a a derrubar mais economias asi\u00e1ticas altamente dependentes de exporta\u00e7\u00f5es. Companhias da \u00c1sia relatam deteriora\u00e7\u00e3o n\u00e3o vista desde abril de 2009 em Jap\u00e3o, Taiwan e Coreia do Sul, por exemplo. Somente o PMI da \u00cdndia e o da Indon\u00e9sia sinalizam melhoras nas condi\u00e7\u00f5es de neg\u00f3cios. Mas mesmo a \u00cdndia teve a primeira deteriora\u00e7\u00e3o nas exporta\u00e7\u00f5es desde outubro.<\/p>\n<p>Para boa parte dos analistas, a desacelera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica nos EUA pode n\u00e3o ser aguda o suficiente para o Federal Reserve lan\u00e7ar nova liquidez (QE3), e o Banco Central Europeu (BCE) pode decepcionar hoje sobre as medidas anticrise na zona do euro. Mas os BCs v\u00e3o precisar agir at\u00e9 o fim do ano para dar algum ritmo na recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Entrada de d\u00f3lares volta a superar a sa\u00edda<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>A entrada de d\u00f3lares voltou a superar a sa\u00edda na semana passada. Dados divulgados ontem pelo Banco Central registraram ingresso l\u00edquido de U6S$ 487 milh\u00f5es entre 23 e 27 de julho. Apesar do al\u00edvio, foi insuficiente para reverter o saldo do m\u00eas, que segue no vermelho, com sa\u00edda l\u00edquida de US$ 1,46 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>Na semana passada, o ingresso l\u00edquido de d\u00f3lares foi exclusivamente pelo mercado financeiro. Opera\u00e7\u00f5es como aplica\u00e7\u00f5es em a\u00e7\u00f5es e renda fixa, empr\u00e9stimos e investimentos diretos foram respons\u00e1veis por US$ 800 milh\u00f5es. O movimento reverte trajet\u00f3ria das tr\u00eas semanas anteriores, quando prevaleceu a sa\u00edda de recursos.<\/p>\n<p>A invers\u00e3o de tend\u00eancia coincide com a mudan\u00e7a de humor do mercado na semana passada, ap\u00f3s declara\u00e7\u00f5es do presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, de que far\u00e1 &#8220;o que for necess\u00e1rio para sustentar o euro&#8221;. A frase provocou uma onda de otimismo nos mercados internacionais. Na Bovespa, o \u00edndice subiu 2% na quinta-feira e teve alta superior a 4% na sexta.<\/p>\n<p>Com o retorno dos recursos, o fluxo de d\u00f3lares no segmento financeiro, que registrava sa\u00edda de US$ 354 milh\u00f5es nas tr\u00eas primeiras semanas, passou a apontar entrada de US$ 446 milh\u00f5es em julho. No segmento comercial, por\u00e9m, a conta continua negativa.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Fed tenta evitar a recess\u00e3o nos EUA<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>Diante dos persistentes sinais de fraqueza da economia, o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) decidiu manter a taxa b\u00e1sica de juros norte-americana entre zero e 0,25% ao ano. A institui\u00e7\u00e3o constatou que a atividade perdeu f\u00f4lego no primeiro semestre e, por isso, reiterou que os juros dever\u00e3o se manter excepcionalmente baixos at\u00e9 o fim de 2014. Ao contr\u00e1rio do que parte dos analistas esperava, o Fed n\u00e3o anunciou novas medidas de est\u00edmulo monet\u00e1rio, embora tenha indicado, em nota distribu\u00edda ao fim de uma reuni\u00e3o de dois dias, que poder\u00e1, nos pr\u00f3ximos meses, promover uma nova rodada de compra de t\u00edtulos privados para injetar dinheiro no mercado e apoiar a recupera\u00e7\u00e3o dos neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>Por enquanto, a institui\u00e7\u00e3o comandada por Ben Bernanke vai continuar monitorando os dados para avaliar a intensidade da desacelera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e a necessidade e o momento de intervir. No segundo trimestre, a maior economia do planeta havia reduzido a taxa anual de expans\u00e3o para apenas 1,5%. Em julho, o setor industrial cresceu no ritmo mais lento em quase tr\u00eas anos, segundo o \u00cdndice de Gerentes de<\/p>\n<p>Compras (PMI, na sigla em ingl\u00eas), calculado pelo Instituto Markit. O indicador, que n\u00e3o \u00e9 oficial, caiu para 51,4, ante 52,5 no m\u00eas anterior, o resultado mais baixo desde setembro de 2009. N\u00fameros acima de 50 indicam expans\u00e3o da atividade.<\/p>\n<p>Segundo o economista-chefe do Markit, Chris Williamson, a ind\u00fastria poder\u00e1 registrar contra\u00e7\u00e3o no terceiro trimestre, se a queda das exporta\u00e7\u00f5es e a demanda dom\u00e9stica mais fraca persistirem. &#8220;As empresas est\u00e3o sendo afetadas pela cont\u00ednua crise da Zona do Euro, pelo crescimento econ\u00f4mico global mais lento e pela crescente inquieta\u00e7\u00e3o sobre a demanda no mercado dom\u00e9stico conforme as elei\u00e7\u00f5es se aproximam e pesam as incertezas sobre as pol\u00edticas monet\u00e1ria e fiscal&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Lentid\u00e3o<\/p>\n<p>O mercado de trabalho tampouco \u00a0deu sinais de melhora mais firme. As companhias norte-americanas contrataram, no m\u00eas passado, 163 mil trabalhadores, n\u00famero maior do que o previsto, mas menor do que os 172 mil de junho, de acordo com relat\u00f3rio elaborado pela ADP, uma processadora de folhas de pagamento.<\/p>\n<p>&#8220;Os Estados Unidos continuam a ter um crescimento consistentemente positivo do emprego no setor privado, mas com uma dolorosa e lenta taxa&#8221;, disse o vice-presidente e gerente de portf\u00f3lio da Eaton Vance Management, em Boston, Eric Stein.<\/p>\n<p>Press\u00e3o sobre os europeus<\/p>\n<p>Na v\u00e9spera de uma reuni\u00e3o crucial do Banco Central Europeu (BCE), os Estados Unidos aumentaram a press\u00e3o sobre os l\u00edderes da Zona do Euro para que ajam de forma decisiva para resolver a crise da regi\u00e3o. Em entrevista \u00e0 Bloomberg TV, o secret\u00e1rio do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, disse que \u00e9 preciso &#8220;diminuir as taxas de juros para os pa\u00edses que est\u00e3o fazendo reformas e garantir que o sistema banc\u00e1rio possa fornecer o cr\u00e9dito que essas economias precisam&#8221;. O recado foi levado na segunda-feira ao ministro das Finan\u00e7as da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, e ao presidente do BCE, Mario Draghi.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Globo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3266\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-3266","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-QG","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3266","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3266"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3266\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3266"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3266"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3266"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}