{"id":3273,"date":"2012-08-03T00:43:58","date_gmt":"2012-08-03T00:43:58","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3273"},"modified":"2012-08-03T00:43:58","modified_gmt":"2012-08-03T00:43:58","slug":"a-guerra-dos-eua-otan-contra-a-siria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3273","title":{"rendered":"A guerra dos EUA-OTAN contra a S\u00edria:"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>por Michel Chossudovsky<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Quando voltei ao Pent\u00e1gono em Novembro de 2001, um dos oficiais superiores do staff teve tempo para uma conversa. Sim, ainda estamos a caminho de ir contra o Iraque, disse ele. Mas havia mais. Isto estava a ser discutido como parte de um plano de campanha de cinco anos, disse ele, e havia um total de sete pa\u00edses, a come\u00e7ar pelo Iraque, a seguir a S\u00edria, L\u00edbano, L\u00edbia, Ir\u00e3o, Som\u00e1lia e Sud\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Wesley Clark, antigo comandante-geral da NATO<\/p>\n<p>&#8220;Deixe-me dizer aos soldados e oficiais que ainda apoiam o regime s\u00edrio \u2013 o povo s\u00edrio recordar\u00e1 as escolhas que fizerem nos pr\u00f3ximos dias&#8230;&#8221;<\/p>\n<p>Secret\u00e1ria de Estado Hillary Clinton, confer\u00eancia Friends of Syria, em Paris, 07\/Julho\/2012<\/p>\n<p>Enquanto a confronta\u00e7\u00e3o entre a R\u00fassia e o Ocidente estava, at\u00e9 recentemente, confinada ao \u00e2mbito polido da diplomacia internacional, dentro do recinto do Conselho de Seguran\u00e7a da ONU, agora uma situa\u00e7\u00e3o incerta e perigosa est\u00e1 a desdobrar-se no Mediterr\u00e2neo Oriental.<\/p>\n<p><img border=\"0\" alt=\".\" align=\"right\" \/>For\u00e7as aliadas incluindo operativos de intelig\u00eancia e for\u00e7as especiais refor\u00e7aram a sua presen\u00e7a sobre o terreno na S\u00edria a seguir ao impasse da ONU. Enquanto isso, coincidindo com o beco sem sa\u00edda no Conselho de Seguran\u00e7a da ONU, Moscovo despachou para o Mediterr\u00e2neo uma frota de dez navios de guerra russos e navios de escolta comandados pelo destr\u00f3ier anti-submarino Almirante Chabanenko. A frota russa est\u00e1 actualmente estacionada ao largo da costa Sul da S\u00edria.<\/p>\n<p>Em Agosto do ano passado, o vice-primeiro-ministro da R\u00fassia, Dmitry Rogozin, advertiu que &#8220;a NATO est\u00e1 a planear uma campanha militar contra a S\u00edria para ajudar a derrubar o regime do presidente Bashar al-Assad com um objectivo de longo alcance de preparar uma cabe\u00e7a de ponte para um ataque ao Ir\u00e3o&#8230;&#8221; Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 actual desloca\u00e7\u00e3o naval, o chefe da Armada da R\u00fassia, vice-almirante Viktor Chirkov, confirmou, entretanto, que se bem que a frota [russa] esteja a transportar fuzileiros navais, os navios de guerra &#8220;n\u00e3o seriam envolvidos em Tarefas na S\u00edria&#8221;. &#8220;Os navios executar\u00e3o manobras militares planeadas&#8221;, disse o ministro russo da Defesa.<\/p>\n<p>A alian\u00e7a EUA-NATO retaliou \u00e0 iniciativa naval da R\u00fassia, com uma desloca\u00e7\u00e3o naval muito maior, uma formid\u00e1vel armada ocidental consistente de navios de guerra brit\u00e2nicos, franceses e americanos, previstos para serem ali instalados neste Ver\u00e3o no Mediterr\u00e2neo Oriental, levando a uma potencial &#8220;confronta\u00e7\u00e3o estilo Guerra Fria&#8221; entre a R\u00fassia e for\u00e7as navais ocidentais.<\/p>\n<p>Enquanto isso, planeadores militares dos EUA-NATO anunciaram que v\u00e1rias &#8220;op\u00e7\u00f5es militares&#8221; e &#8220;cen\u00e1rios de interven\u00e7\u00e3o&#8221; est\u00e3o a ser contemplados na sequ\u00eancia do veto russo-chin\u00eas no Conselho de Seguran\u00e7a da ONU.<\/p>\n<p>O planeado posicionamento naval \u00e9 coordenado com opera\u00e7\u00f5es aliadas no terreno em apoio ao &#8220;Ex\u00e9rcito S\u00edrio Livre&#8221; (ESL) patrocinado pelos EUA-NATO. Quanto a isto, os EUA-NATO aceleraram o recrutamento de combatentes estrangeiros treinados na Turquia, Iraque, Ar\u00e1bia Saudita e Qatar.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.resistir.info\/chossudovsky\/imagens\/navio_russo.jpg?w=747\" border=\"0\" alt=\"Navio russo.\"  \/><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.timesofmalta.com\/articles\/view\/20120724\/world\/russian-warships-enter-the-med-bound-for-syria.429985\" target=\"_blank\">(Navios de guerra russos entram no Mediterr\u00e2neo, rumo \u00e0 S\u00edria, timesofmalta.com, 24\/Julho\/2012)<\/a><\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.resistir.info\/chossudovsky\/imagens\/navio_russo_tartus.jpg?w=747\" border=\"0\" alt=\"Navio russo atracado em Tartus.\"  \/><\/p>\n<p>A Fran\u00e7a e a Gr\u00e3-Bretanha participar\u00e3o este Ver\u00e3o em jogos de guerra com o nome de c\u00f3digo Exercise Cougar 12 [2012]. Os jogos ser\u00e3o efectuados no Mediterr\u00e2neo Oriental como parte de um &#8220;Response Force Task Group&#8221; franco-brit\u00e2nico envolvendo o HMS Bulwark brit\u00e2nico e o grupo de batalha do porta-avi\u00f5es Charles De Gaulle da Fran\u00e7a. O centro deste exerc\u00edcio naval ser\u00e3o opera\u00e7\u00f5es anf\u00edbias envolvendo a coloca\u00e7\u00e3o em terra firme de tropas no &#8220;territ\u00f3rio inimigo&#8221; (simulada).<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.resistir.info\/chossudovsky\/imagens\/hms_bulwark.jpg?w=747\" border=\"0\" alt=\"HMS Bulwark\"  \/><\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.resistir.info\/chossudovsky\/imagens\/charles_de_gaulle.jpg?w=747\" border=\"0\" alt=\"Charles de Gaulle\"  \/><\/p>\n<p><strong>Cortina de fumo: A proposta evacua\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3os ocidentais &#8220;Utilizando uma humanit\u00e1ria frota naval de armas de destrui\u00e7\u00e3o em massa&#8221; <\/strong><\/p>\n<p>Pouco mencionado pelos media de refer\u00eancia, os navios de guerra envolvidos no exerc\u00edcio naval Cougar 12 tamb\u00e9m participar\u00e3o na planeada evacua\u00e7\u00e3o de &#8220;cidad\u00e3os brit\u00e2nicos do M\u00e9dio Oriente, caso o conflito em curso na S\u00edria extravase fronteiras para os vizinhos do L\u00edbano e da Jord\u00e2nia&#8221;.<\/p>\n<p>Os brit\u00e2nicos provavelmente enviariam o HMS Illustrious, um porta-helic\u00f3pteros, juntamente com o HMS Bulwark, um navio anf\u00edbio, bem como um destr\u00f3ier avan\u00e7ado para providenciar defesa \u00e0 for\u00e7a-tarefa. Estar\u00e3o a bordo v\u00e1rias centenas de comandos da Royal Marine, bem como um complemento de helic\u00f3pteros de ataque AH-64 (os mesmos utilizados na L\u00edbia no ano passado). Espera-se que se lhe junte uma frota de navios franceses, incluindo o porta-avi\u00f5es Charles De Gaulle, transportando um complemento de ca\u00e7as Rafale.<\/p>\n<p>Espera-se que aquelas for\u00e7as permane\u00e7am ao longo e possam escoltar navios civis especialmente fretados destinados a recolher cidad\u00e3os estrangeiros a fugirem da S\u00edria e pa\u00edses em torno. (<a href=\"http:\/\/ibtimes.com\/\" target=\"_blank\">ibtimes.com<\/a>, 24\/Julho\/2012).<\/p>\n<p>Fontes no Minist\u00e9rio da Defesa brit\u00e2nico, se bem que confirmando o &#8220;mandato humanit\u00e1rio&#8221; da Royal Navy no planeado programa de evacua\u00e7\u00e3o, negaram categoricamente &#8220;qualquer inten\u00e7\u00e3o quanto a um papel de combate para for\u00e7as brit\u00e2nicos [contra a S\u00edria]&#8221;.<\/p>\n<p>O plano de evacua\u00e7\u00e3o utilizando o mais avan\u00e7ado material militar, incluindo o HMS Bulwark e o porta-avi\u00f5es Charles de Gaulle, \u00e9 uma cortina de fumo \u00f3bvia. A agenda militar n\u00e3o t\u00e3o escondida \u00e9 amea\u00e7a militar e intimida\u00e7\u00e3o contra uma na\u00e7\u00e3o soberana localizada no ber\u00e7o hist\u00f3rico da civiliza\u00e7\u00e3o, a Mesopot\u00e2mia&#8221;:<\/p>\n<p>&#8220;S\u00f3 o Charles De Gaulle \u00e9 porta-avi\u00f5es nuclear com todo um esquadr\u00e3o de jactos mais avan\u00e7ados do que qualquer coisa que os s\u00edrios tenham \u2013 \u00e9 especula\u00e7\u00e3o de incitamento [dizer] que aquelas for\u00e7as pudessem ficar envolvidas numa opera\u00e7\u00e3o da NATO contra for\u00e7as s\u00edrias leais a Bashar al-Assad&#8230;<\/p>\n<p>O HMS Illustrious, que est\u00e1 actualmente ancorado no Tamisa, no centro de Londres, provavelmente ser\u00e1 enviado para a regi\u00e3o no fim das Olimp\u00edadas&#8221;. (Ibid)<\/p>\n<p>Este deslocamento impressionante de poder naval franco-brit\u00e2nico poderia tamb\u00e9m incluir o porta-avi\u00f5es USS John C.Stennis, o qual est\u00e1 para ser enviado de volta ao M\u00e9dio Oriente:<\/p>\n<p>[Em 16\/Julho\/2012], o Pent\u00e1gono tamb\u00e9m confirmou que iria reposicionar o USS John C. Stennis, um porta-avi\u00f5es nuclear capaz de transportar 90 avi\u00f5es, para o M\u00e9dio Oriente&#8230; O Stennis estaria a chegar na regi\u00e3o com um cruzador avan\u00e7ado de lan\u00e7amento de m\u00edsseis, &#8230; J\u00e1 \u00e9 esperado que o porta-avi\u00f5es USS Eisenhower esteja no M\u00e9dio Oriente naquele momento (dois porta-avi\u00f5es actualmente na regi\u00e3o est\u00e3o para ser aliviados e enviados de volta para os EUA).<\/p>\n<p><strong>Em meio a situa\u00e7\u00f5es imprevis\u00edveis tanto na S\u00edria como no Ir\u00e3o, que teriam deixado for\u00e7as estado-unidenses tensas e excessivamente sobrecarregadas se fosse necess\u00e1ria uma firme resposta militar em qualquer circunst\u00e2ncia. <\/strong>(Ibid, \u00eanfase acrescentada)<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.resistir.info\/chossudovsky\/imagens\/uss_stennis_illustrious.jpg?w=747\" border=\"0\" alt=\"Porta-avi\u00f5es USS Stennis e Illustrious.\"  \/><\/p>\n<p>O grupo de ataque USS Stennis est\u00e1 para ser enviado de volta ao M\u00e9dio Oriente &#8220;numa data n\u00e3o especificada no fim do Ver\u00e3o&#8221; para ser posicionado na \u00e1rea de responsabilidade do Comando Central:<\/p>\n<p>&#8220;O Departamento da Defesa disse que o deslocamento anterior viera de um pedido feito pelo general do Marine Corps James N. Mattis, o comandante do Comando Central (a autoridade militar dos EUA que cobre o M\u00e9dio Oriente), parcialmente devido \u00e0 preocupa\u00e7\u00e3o de que haveria um curto per\u00edodo em que apenas um porta-voz estaria localizado na regi\u00e3o&#8221;. (Strike group headed to Central Command early &#8211; Stripes Central &#8211; Stripes, July 16, 2012)<\/p>\n<p>O Gen. Marine James Mattis, comandante do U.S. Central Command, &#8220;pediu para avan\u00e7ar o posicionamento do grupo de combate com base num &#8220;conjunto de factores&#8221; e o secret\u00e1rio da Defesa Leon Panetta aprovou-o&#8221;&#8230; (ibid)<\/p>\n<p>Um porta-voz do Pent\u00e1gono declarou que a mudan\u00e7a de posicionamento do grupo de ataque USS Stennis fazia parte de &#8220;um vasto conjunto de interesses de seguran\u00e7a dos EUA na regi\u00e3o&#8221;. &#8220;Estamos sempre atentos aos desafios colocados pelo Ir\u00e3o. Deixe-me ser muito claro: Esta n\u00e3o \u00e9 uma decis\u00e3o baseada unicamente nos desafios colocados pelo Ir\u00e3o,\u00a0<strong>&#8230;&#8221;N\u00e3o \u00e9 acerca de qualquer pa\u00eds particular ou uma amea\u00e7a particular&#8221;,<\/strong>dando a entender que a S\u00edria tamb\u00e9m fazia parte do posicionamento planeado. (Ibid, \u00eanfase acrescentada)<\/p>\n<p><strong>&#8220;Cen\u00e1rios de interven\u00e7\u00e3o&#8221; <\/strong><\/p>\n<p>Este maci\u00e7o posicionamento de poder naval \u00e9 um acto de coer\u00e7\u00e3o tendo em vista aterrorizar o povo s\u00edrio. A amea\u00e7a de interven\u00e7\u00e3o militar tem em vista desestabilizar a S\u00edria como estado na\u00e7\u00e3o bem como confrontar e enfraquecer o papel da R\u00fassia na intermedia\u00e7\u00e3o da crise s\u00edria.<\/p>\n<p>O jogo diplom\u00e1tico da ONU est\u00e1 num impasse. O Conselho de Seguran\u00e7a da ONU est\u00e1 morto. A transi\u00e7\u00e3o \u00e9 em direc\u00e7\u00e3o \u00e0 &#8220;Diplomacia guerreira&#8221; do s\u00e9culo XXI.<\/p>\n<p>Se bem que uma opera\u00e7\u00e3o militar aliada total dirigida contra a S\u00edria n\u00e3o esteja &#8220;oficialmente&#8221; contemplada, planeadores militares est\u00e3o actualmente envolvidos na prepara\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios &#8220;cen\u00e1rios de interven\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>L\u00edderes pol\u00edticos ocidentais podem n\u00e3o ter apetite por interven\u00e7\u00e3o mais profunda. Mas como a hist\u00f3ria tem mostrado, n\u00f3s nem sempre escolhemos que guerras combater \u2013 por vezes as guerras escolhem-nos.\u00a0<strong>Planeadores militares tem a responsabilidade de preparar para op\u00e7\u00f5es de interven\u00e7\u00e3o na S\u00edria para os seus mestres pol\u00edticos caso este conflito seja escolhido. A prepara\u00e7\u00e3o estar\u00e1 a ser efectuada em v\u00e1rias capitais ocidentais e sobre o terreno na S\u00edria e na Turquia. <\/strong>At\u00e9 o ponto do colapso de Assad, \u00e9 mais prov\u00e1vel que vejamos uma continua\u00e7\u00e3o ou intensifica\u00e7\u00e3o das op\u00e7\u00f5es abaixo do radar de apoio financeiro, armamento e aconselhamento dos rebeldes, opera\u00e7\u00f5es clandestinas e talvez guerra cibern\u00e9tica a partir do Ocidente. Ap\u00f3s algum colapso, entretanto, as op\u00e7\u00f5es militares ser\u00e3o vistas a uma luz diferente. (\u00a0<em>Daily Mail, <\/em>24\/Julho\/2012, \u00eanfase acrescentada)<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es conclusivas <\/strong><\/p>\n<p>O mundo est\u00e1 numa encruzilhada perigosa.<\/p>\n<p>A configura\u00e7\u00e3o deste planeado posicionamento naval no Mediterr\u00e2neo Oriental com navios de guerra dos EUA-NATO cont\u00edguo \u00e0queles da R\u00fassia \u00e9 sem precedentes na hist\u00f3ria recente.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria conta-nos que guerras s\u00e3o muitas vezes desencadeadas inesperadamente devido a &#8220;erros pol\u00edticos&#8221; e erro humano. Os segundos s\u00e3o os mais prov\u00e1veis dentro no \u00e2mbito de um sistema pol\u00edtico desagregados e corrupto nos EUA e na Europa Ocidental.<\/p>\n<p>O planeamento militar EUA-NATO \u00e9 supervisionado por uma hierarquia militar centralizada. Opera\u00e7\u00f5es de Comando e Controle s\u00e3o em teoria &#8220;coordenadas&#8221; mas na pr\u00e1tica muitas vezes elas s\u00e3o marcadas pelo erro humano. Operativos de intelig\u00eancia muitas vezes funcionam independentemente e fora do \u00e2mbito da responsabilidade pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Planeadores militares s\u00e3o agudamente conscientes dos perigos de escalada. A S\u00edria tem capacidades de defesa a\u00e9rea significativas bem como for\u00e7as terrestres. A S\u00edria tem estado a instalar seu sistema de defesa a\u00e9rea com a recep\u00e7\u00e3o dos m\u00edsseis russos\u00a0<a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Pantsir-S1\" target=\"_blank\">Pantsir S1<\/a> . Qualquer forma de interven\u00e7\u00e3o militar directa dos EUA-NATO contra a S\u00edria desestabilizaria toda a regi\u00e3o, levando potencialmente \u00e0 escalada numa vasta \u00e1rea geogr\u00e1fica, que se estende desde o Mediterr\u00e2neo Oriental at\u00e9 a fronteira do Afeganist\u00e3o-Paquist\u00e3o com o Tadjiquist\u00e3o e China.<\/p>\n<p>O planeamento militar envolve cen\u00e1rios intricados e jogos de guerra por ambos os lados incluindo op\u00e7\u00f5es militares relativas a sistema de armas avan\u00e7ados. Um cen\u00e1rio Terceira Guerra Mundial tem sido contemplado pelos planeadores militares EUA-NATO-Israel desde o princ\u00edpio de 2000.<\/p>\n<p>A escalada \u00e9 uma parte integral da agenda militar. Preparativos de guerra para atacar a S\u00edria e o Ir\u00e3o t\u00eam estado num &#8220;estado avan\u00e7ado de prontid\u00e3o&#8221; durante v\u00e1rios anos.<\/p>\n<p>Estamos a tratar com complexas tomadas de decis\u00e3o pol\u00edticas e estrat\u00e9gicas que envolvem a ac\u00e7\u00e3o rec\u00edproca de poderosos grupos de interesses econ\u00f3micos, as ac\u00e7\u00f5es de operativos de intelig\u00eancia.<\/p>\n<p>O papel da propaganda de guerra \u00e9 fundamental n\u00e3o s\u00f3 para moldar a opini\u00e3o p\u00fablica, levando-a a aceitar a agenda de guerra, como tamb\u00e9m para estabelecer um consenso dentro dos escal\u00f5es superiores do processo de tomada de decis\u00e3o. Uma forma selectiva de propaganda de guerra destinada a &#8220;Top Officials&#8221; (TOPOFF) em ag\u00eancias do governo, intelig\u00eancia, militares, aplicadores da lei, etc destina-se a criar um consenso firme em favor da Guerra e do Estado Policial.<\/p>\n<p>Para o projecto guerra ir em frente \u00e9 essencial que tanto os planeadores pol\u00edticos como os militares estejam legitimamente comprometidos em conduzir a guerra &#8220;em nome da justi\u00e7a e da democracia&#8221;. Para que isto se verifique, eles devem acreditar firmemente na sua pr\u00f3pria propaganda, nomeadamente em que a guerra \u00e9 &#8220;um instrumento de paz e democracia&#8221;.<\/p>\n<p>Eles n\u00e3o t\u00eam preocupa\u00e7\u00e3o para com os impactos devastadores de sistemas de armas avan\u00e7ados, rotineiramente classificados como &#8220;danos colaterais&#8221;, muito menos o significado e signific\u00e2ncia de guerra antecipativa\u00a0<em>(pre-emptive), <\/em>utilizando armas nucleares.<\/p>\n<p>As guerras s\u00e3o invariavelmente decididas por l\u00edderes civis e grupos de interesse e n\u00e3o pelos militares. A guerra serve interesses econ\u00f3micos dominantes os quais operam a partir dos bastidores, por tr\u00e1s de portas fechadas em salas de reuni\u00e3o corporativas, nos think tanks de Washington, etc.<\/p>\n<p>As realidades s\u00e3o invertidas. Guerra \u00e9 paz. A Mentira torna-se a Verdade.<\/p>\n<p>A propaganda de guerra, nomeadamente as mentiras dos media, constituem o mais poderoso instrumento guerreiro.<\/p>\n<p>Sem a desinforma\u00e7\u00e3o dos media, a agenda guerreira conduzida pelos EUA-NATO entraria em colapso como um castelo de cartas. A legitimidade dos criminosos de guerra em altos postos seria rompida.<\/p>\n<p>Portanto \u00e9 essencial desarmar n\u00e3o s\u00f3 os media de refer\u00eancia como tamb\u00e9m um segmento dos media alternativos auto proclamados como &#8220;progressistas&#8221;, os quais t\u00eam proporcionado legitimidade para a obriga\u00e7\u00e3o da &#8220;Responsabilidade de proteger&#8221;\u00a0<em>(&#8220;Responsibility to protect, R2P) <\/em>da NATO, em grande medida tendo em vista desmantelar o movimento anti-guerra.<\/p>\n<p>A estrada para Teer\u00e3o passa por Damasco. Uma guerra ao Ir\u00e3o patrocinada pelos EUA-NATO envolveria, como primeiro passo, a desestabiliza\u00e7\u00e3o da S\u00edria como uma na\u00e7\u00e3o-estado. O planeamento militar relativo \u00e0 S\u00edria \u00e9 uma parte integral da agenda de guerra ao Ir\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma guerra contra a S\u00edria poderia evoluir na direc\u00e7\u00e3o de uma campanha militar EUA-NATO contra o Ir\u00e3o, na qual a Turquia e Israel estariam envolvidas directamente.<\/p>\n<p>\u00c9 crucial difundir esta not\u00edcia e romper os canais de desinforma\u00e7\u00e3o dos media.<\/p>\n<p>Um entendimento cr\u00edtico e n\u00e3o enviesado do que est\u00e1 a acontecer na S\u00edria \u00e9 de import\u00e2ncia crucial na revers\u00e3o da mar\u00e9 de escalada militar rumo a uma guerra regional mais vasta.<\/p>\n<p>Nosso objectivo em \u00faltima an\u00e1lise \u00e9 desmantelar o arsenal militar EUA-NATO-israelense e restaurar a Paz Mundial.<\/p>\n<p>\u00c9 essencial que o povo no Reino Unido, na Fran\u00e7a e nos Estados Unidos impe\u00e7a o pr\u00f3ximo posicionamento naval de ADM no Mediterr\u00e2neo Oriental.<\/p>\n<p>Ajude a difundir. Reenvie este artigo.<\/p>\n<p>26\/Julho\/2012<\/p>\n<p><strong>Do mesmo autor: <\/strong><\/p>\n<li><strong><a href=\"http:\/\/globalresearch.ca\/index.php?context=va&amp;aid=29234\" target=\"_blank\">SYRIA: NATO&#8217;s Next &#8220;Humanitarian&#8221; War?<\/a><\/strong><\/li>\n<li><strong><a href=\"http:\/\/resistir.info\/chossudovsky\/siria_28mai12\" target=\"_blank\">&#8220;A op\u00e7\u00e3o salvadorenha para a S\u00edria&#8221;<\/a><\/strong><\/li>\n<li><strong><a href=\"http:\/\/resistir.info\/chossudovsky\/siria_09ago11\" target=\"_blank\">Uma &#8220;guerra humanit\u00e1ria&#8221; \u00e0 S\u00edria? Escalada militar. Rumo a uma guerra mais vasta no M\u00e9dio Oriente-\u00c1sia Central?<\/a> <\/strong>\n<p><strong>O original encontra-se em\u00a0<a href=\"http:\/\/www.globalresearch.ca\/index.php?context=va&amp;aid=32079\" target=\"_blank\">http:\/\/www.globalresearch.ca\/index.php?context=va&amp;aid=32079<\/a> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Este artigo encontra-se em\u00a0<a href=\"http:\/\/resistir.info\/\" target=\"_blank\">http:\/\/resistir.info\/<\/a> .<\/strong><\/p>\n<\/li>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Resistir.info\n\n\n\n\n\n\n\n\nFor\u00e7as navais do ocidente frente \u00e0s da R\u00fassia ao largo da S\u00edria\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3273\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-3273","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-QN","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3273","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3273"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3273\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3273"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3273"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3273"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}