{"id":32840,"date":"2025-05-18T11:52:26","date_gmt":"2025-05-18T14:52:26","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=32840"},"modified":"2025-05-18T18:02:13","modified_gmt":"2025-05-18T21:02:13","slug":"50-anos-do-massacre-contra-o-pcb","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/32840","title":{"rendered":"50 anos do massacre contra o PCB"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"32843\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/32840\/photo_4994955388411556017_y\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/photo_4994955388411556017_y.jpg?fit=905%2C1280&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"905,1280\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"photo_4994955388411556017_y\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/photo_4994955388411556017_y.jpg?fit=636%2C900&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-large wp-image-32843\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/photo_4994955388411556017_y.jpg?resize=636%2C900&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"636\" height=\"900\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/photo_4994955388411556017_y.jpg?resize=636%2C900&amp;ssl=1 636w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/photo_4994955388411556017_y.jpg?resize=212%2C300&amp;ssl=1 212w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/photo_4994955388411556017_y.jpg?resize=768%2C1086&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/photo_4994955388411556017_y.jpg?w=905&amp;ssl=1 905w\" sizes=\"auto, (max-width: 636px) 100vw, 636px\" \/><br \/>\n<!--more--><\/p>\n<p>Por mem\u00f3ria, justi\u00e7a e repara\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>A l\u00f3gica do cerco e aniquila\u00e7\u00e3o contra o PCB teve seu momento mais violento durante o ano de 1975<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Milton Pinheiro &#8211; Secret\u00e1rio Nacional de Forma\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica do PCB<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria do golpe burgo-militar de 1964 \u00e9 fartamente comprovada por, entre outros, tr\u00eas objetivos b\u00e1sicos: atacar os interesses da classe trabalhadora, destruir a crescente organiza\u00e7\u00e3o popular e combater o principal operador pol\u00edtico dos comunistas brasileiros, o PCB (Partido Comunista Brasileiro), que era a for\u00e7a hegem\u00f4nica na esquerda daquela quadra hist\u00f3rica. Embora as marchas e contramarchas que constitu\u00edram as balizas do cen\u00e1rio ampliado do golpe desvelassem um conjunto importante de problemas na an\u00e1lise da realidade concreta por parte dos comunistas brasileiros, a rea\u00e7\u00e3o inicial do Partido foi organizada para operar na perspectiva de aglutina\u00e7\u00e3o de for\u00e7as democr\u00e1ticas e nacionais que, em princ\u00edpio, estariam insatisfeitas com a ruptura na legalidade da democracia formal e da ordem institucional em vigor.<\/p>\n<p>Os comunistas at\u00e9 esbo\u00e7aram um movimento interno para construir uma rea\u00e7\u00e3o armada ao golpe, todavia essa t\u00edmida iniciativa esbarrou na incapacidade de previsibilidade do cen\u00e1rio do golpe e na queda de setores das For\u00e7as Armadas onde seria razo\u00e1vel essa possibilidade de rea\u00e7\u00e3o, a exemplo dos postos sob a dire\u00e7\u00e3o dos Comandantes Teixeira e Arag\u00e3o.<\/p>\n<p>Encerrada qualquer possibilidade dessa rea\u00e7\u00e3o armada e, mesmo com um per\u00edodo em que a dire\u00e7\u00e3o afundou na clandestinidade, o retorno ao contra-ataque organizado pelo Comit\u00ea Central do PCB foi majoritariamente centrado na articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de uma Frente Democr\u00e1tica e Nacional que aglutinasse um conjunto expressivo de setores da burguesia legalista, militares de alta patente que seriam contra a quebra na estrutura da hierarquia militar, for\u00e7as prolet\u00e1rias e populares, camponeses, parlamentares contr\u00e1rios ao golpe, militares de baixa patente rebelados em revoltas recentes e a forte juventude estudantil.<\/p>\n<p>A articula\u00e7\u00e3o dessa frente pol\u00edtica de conten\u00e7\u00e3o do golpe foi paulatinamente sendo esvaziada pela crescente a\u00e7\u00e3o de coer\u00e7\u00e3o dos golpistas estabelecidos no poder. Pris\u00f5es, viol\u00eancia pol\u00edtica, assassinatos j\u00e1 no primeiro momento do golpe armado, cassa\u00e7\u00f5es e atos discricion\u00e1rios compuseram o arcabou\u00e7o que fortaleceu os golpistas, al\u00e9m, evidentemente, das manifesta\u00e7\u00f5es de apoio na sociedade, imprensa e de figuras proeminentes do exerc\u00edcio da pol\u00edtica.<\/p>\n<p>A t\u00e1tica do PCB foi se apartando da estrat\u00e9gia e o debate no ambiente interno procurava centrar-se nas causas do golpe. Esse roteiro pol\u00edtico foi superaquecido em virtude da convoca\u00e7\u00e3o do VI Congresso do Partido. A ruptura org\u00e2nica foi inevit\u00e1vel e o Partido foi fracionado por diversos grupos que sa\u00edram do PCB para construir organiza\u00e7\u00f5es que iriam para o confronto armado contra a ditadura instaurada no pa\u00eds. \u00c9 importante registrar que, no debate interno daqueles que ficaram no PCB, chegou-se a analisar a possibilidade de enfrentamento armado com o regime militar, mas essa posi\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi em frente.<\/p>\n<p>O PCB procurou operar sua t\u00e1tica pol\u00edtica no sentido da constru\u00e7\u00e3o da Frente Democr\u00e1tica, apesar dos espa\u00e7os fechados, das pris\u00f5es e dos assassinatos de militantes que ocorreram j\u00e1 no m\u00eas de abril de 1964 (Ivan Rocha Aguiar e Antogildo Pascoal Viana). O elemento central da organiza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica dos comunistas brasileiros era a resist\u00eancia democr\u00e1tica. Essa chave para a a\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a gerar avan\u00e7os pol\u00edticos no in\u00edcio dos anos 1970, quando a luta armada desenvolvida pelas organiza\u00e7\u00f5es da guerrilha urbana e algumas da guerrilha rural foram paulatinamente derrotadas.<\/p>\n<p>A partir das elei\u00e7\u00f5es de 1972 e 1974, quando a oposi\u00e7\u00e3o neste \u00faltimo pleito obteve uma grande vit\u00f3ria, as for\u00e7as do aparato policial-militar da ditadura passaram a se movimentar tendo como eixo central o PCB como o inimigo n\u00famero 1 (Coronel Paulo Manh\u00e3es). Com a finalidade de destro\u00e7ar o PCB, foi organizada a \u201cOpera\u00e7\u00e3o Radar\u201d, em 1973, que funcionou at\u00e9 1976 e que tinha variadas denomina\u00e7\u00f5es em outros estados da federa\u00e7\u00e3o, a exemplo de \u201cBarriga Verde\u201d em Santa Catarina e \u201cCajueiro\u201d, em Sergipe.<\/p>\n<p>A pol\u00edtica de cerco e aniquila\u00e7\u00e3o levada \u00e0 frente pelos \u00f3rg\u00e3os da repress\u00e3o policial-militar que agiam de forma letal atrav\u00e9s dos agentes que compunham os \u201cpor\u00f5es\u201d da ditadura, ordenados pelo aparato pol\u00edtico-militar do regime, com total autoriza\u00e7\u00e3o inicialmente do general M\u00e9dici e posteriormente, de forma mais brutal ainda, com a anu\u00eancia e consentimento do general Geisel, teve um papel comprovadamente assassino no sentido de eliminar os quadros referenciais do PCB, principalmente em 1975.<\/p>\n<p>A l\u00f3gica do cerco e aniquila\u00e7\u00e3o contra o PCB teve seu momento mais violento durante o ano de 1975. Foram centenas de pris\u00f5es, centenas de processos, e muitos comunistas fugiram para o ex\u00edlio como forma de proteger suas vidas. No entanto, o terror do Estado policial atingiu de forma covarde e assassina 12 membros do Partido. Her\u00f3icos militantes das mais diversas lutas do povo brasileiro.<\/p>\n<p>No auge desse terror, a \u201cOpera\u00e7\u00e3o Radar\u201d, em 1975, ou seja, h\u00e1 50 anos, matou seis membros do Comit\u00ea Central do Partido, outros militantes de import\u00e2ncia seminal para a a\u00e7\u00e3o do PCB e o encarregado do trabalho na juventude. Isso era o contragolpe da ditadura diante da vit\u00f3ria pol\u00edtica do Partido nas elei\u00e7\u00f5es de 1974, quando o PCB elegeu 22 deputados federais e dezenas de deputados estaduais, e a oposi\u00e7\u00e3o teve uma vit\u00f3ria que poderia ser determinante para a mudan\u00e7a do quadro institucional. Nesse cen\u00e1rio pol\u00edtico, o governo da ditadura amea\u00e7ou suspender as elei\u00e7\u00f5es municipais de 1976, por\u00e9m, a repercuss\u00e3o pol\u00edtica e social impediu mais esse golpe.<\/p>\n<p>Na l\u00f3gica do cerco e aniquila\u00e7\u00e3o contra o PCB, que marcou o tr\u00e1gico ano de 1975, foram assassinados, no dia 15 de janeiro, o caminhoneiro Elson Costa e o administrador p\u00fablico Hiram de Lima Pereira, ambos membros do Comit\u00ea Central. No dia 4 de fevereiro, foi morto o advogado e jornalista Jayme Miranda, membro destacado do CC do Partido. Em abril, foi preso e assassinado o l\u00edder campon\u00eas Nestor Vera, tamb\u00e9m membro do Comit\u00ea Central. Em 25 de maio, foi preso e assassinado o oper\u00e1rio e l\u00edder dos trabalhadores da constru\u00e7\u00e3o civil Itair Jos\u00e9 Veloso, integrante do Comit\u00ea Central. No dia 7 de agosto, foi assassinado o militante e oper\u00e1rio gr\u00e1fico Alberto Aleixo. No dia 8 de agosto, foi assassinado, sob forte tortura, o militante e Tenente da PM\/SP Jos\u00e9 Ferreira de Almeida. Ainda no m\u00eas de agosto, no dia 18, foi morto sob tortura o militante e Coronel da PM\/SP Maximino de Andrade Netto. Em 17 de setembro, foi assassinado o militante e comerci\u00e1rio Pedro Jer\u00f4nimo de Souza. A matan\u00e7a continuou no m\u00eas de setembro, quando no dia 29 foi morto o l\u00edder estudantil Jos\u00e9 Montenegro de Lima. Em 8 de outubro foi assassinado o jornalista e advogado Orlando Bonfim J\u00fanior, ex-vereador de Belo Horizonte e membro do Comit\u00ea Central. Fechando o massacre de 1975, no dia 25 de outubro, o militante e jornalista Vladimir Herzog foi assassinado.<\/p>\n<p>O Partido Comunista Brasileiro (PCB) teve um conjunto de 43 membros assassinados, do dia 1\u00ba de abril de 1964 at\u00e9 o dia 24 de setembro de 1979. S\u00f3 no ano de 1975 foram 12 dirigentes e militantes. O PCB sofreu dezenas de processos, teve milhares de militantes entre processados, presos, torturados, exilados e mortos. Mesmo usando a t\u00e1tica pol\u00edtica da luta atrav\u00e9s da resist\u00eancia democr\u00e1tica, do trabalho entre as massas e da articula\u00e7\u00e3o de for\u00e7as democr\u00e1ticas e nacionais para derrotar a ditadura, o Partido foi considerado o inimigo n\u00famero 1 do Estado policial e terrorista que se estabeleceu em 1964 e permaneceu at\u00e9 1985.<\/p>\n<p>Nessa efem\u00e9ride dos 50 anos, quando em 1975 a ditadura operou uma covarde a\u00e7\u00e3o de cerco e aniquila\u00e7\u00e3o contra o PCB, se faz necess\u00e1rio que a recente recriada Comiss\u00e3o da Anistia institua um processo pela mem\u00f3ria, justi\u00e7a e repara\u00e7\u00e3o ao PCB. A estrutura hist\u00f3rica do Partido, para al\u00e9m do mart\u00edrio de sua milit\u00e2ncia e dire\u00e7\u00e3o, sofreu um ataque sem tr\u00e9gua que colocou em risco a sua exist\u00eancia e tudo o que representa enquanto patrim\u00f4nio hist\u00f3rico, pol\u00edtico e cultural da vida social e na hist\u00f3ria pol\u00edtica brasileira.<\/p>\n<p>A t\u00e1tica pol\u00edtica do PCB contribuiu de forma expressiva para derrotar o arb\u00edtrio e colocar fim ao regime burgo-militar em 1985. A partir de ent\u00e3o o Partido voltou \u00e0 legalidade jur\u00eddica e pol\u00edtica, mesmo com os tradicionais impedimentos que a l\u00f3gica da pol\u00edtica burguesa opera contra os comunistas na longeva hist\u00f3ria brasileira, afinal s\u00e3o 103 anos da mais odiosa persegui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa a\u00e7\u00e3o por Mem\u00f3ria, Justi\u00e7a e Repara\u00e7\u00e3o deve ser levada aos \u00f3rg\u00e3os competentes do governo federal em car\u00e1ter de urg\u00eancia, afinal a mem\u00f3ria e a hist\u00f3ria brasileiras precisam ser preservadas, e o PCB deve ter justi\u00e7a e repara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Milton Pinheiro \u00e9 Cientista Pol\u00edtico e professor Titular de Hist\u00f3ria Pol\u00edtica da Universidade do Estado da Bahia (UNEB).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/32840\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[365,46,5],"tags":[219],"class_list":["post-32840","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-centenario-do-pcb","category-c56-memoria","category-s4-pcb","tag-manchete"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8xG","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32840","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32840"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32840\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32844,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32840\/revisions\/32844"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32840"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32840"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32840"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}