{"id":3291,"date":"2012-08-06T18:25:39","date_gmt":"2012-08-06T18:25:39","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3291"},"modified":"2012-08-06T18:25:39","modified_gmt":"2012-08-06T18:25:39","slug":"crise-ja-afeta-criacao-de-novas-vagas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3291","title":{"rendered":"Crise j\u00e1 afeta cria\u00e7\u00e3o de novas vagas"},"content":{"rendered":"\n<p>A crise chegou ao mercado de trabalho. As empresas seguem ampliando o quadro de funcion\u00e1rios, mas o ritmo de cria\u00e7\u00e3o de vagas perdeu f\u00f4lego e hoje \u00e9 o mesmo do in\u00edcio da turbul\u00eancia global em 2008, depois do quebra do banco americano Lehman Brothers. Foram geradas 858 mil novas vagas no primeiro semestre, 407 mil a menos comparado igual per\u00edodo de 2011, quando foram criados 1,265 milh\u00e3o de postos de trabalho, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Minist\u00e9rio do Trabalho.<\/p>\n<p>Descontando-se efeitos sazonais, o saldo entre admiss\u00f5es e demiss\u00f5es foi de 68 mil, segundo c\u00e1lculos feitos pelo Bradesco. O patamar \u00e9 similar aos 65 mil de novembro de 2008 e quase metade da m\u00e9dia mensal de 115 mil vagas criadas no in\u00edcio do governo Lula, em janeiro de 2003.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um ritmo bem mais lento de gera\u00e7\u00e3o de empregos&#8221;, diz Leandro C\u00e2mara Negr\u00e3o, economista do Bradesco. &#8220;A desacelera\u00e7\u00e3o come\u00e7a a ter impacto no mercado de trabalho&#8221;, diz Caio Machado, economista da LCA Consultores. &#8220;O emprego n\u00e3o foi atingido na mesma propor\u00e7\u00e3o pela crise, mas n\u00e3o se gera mais tantas vagas&#8221;, acrescenta Clemente Ganz L\u00facio, diretor do Departamento Intersindical de Estat\u00edsticas e Estudos S\u00f3cio Econ\u00f4micos (Dieese).<\/p>\n<p>Gra\u00e7as ao crescimento da renda e ao bom desempenho das vendas no varejo, o mercado de trabalho parecia &#8220;blindado&#8221; contra a crise. Com o recrudescimento da crise na Europa, a desacelera\u00e7\u00e3o na China, e a queda dos investimentos e a alta da inadimpl\u00eancia no Brasil, a confian\u00e7a dos empres\u00e1rios foi abalada, reduzindo o \u00edmpeto de novas contrata\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Ind\u00fastria. A gera\u00e7\u00e3o de vagas perdeu ritmo em todos os segmentos da economia, incluindo alguns que viviam um &#8220;boom&#8221;, como constru\u00e7\u00e3o civil e com\u00e9rcio. A situa\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria, que amarga altos estoques e produ\u00e7\u00e3o estagnada, \u00e9 a mais grave. Em junho, a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o gerou metade dos 22,6 mil criados em junho do ano passado.<\/p>\n<p>&#8220;O n\u00edvel de perda de empregos n\u00e3o \u00e9 alarmante, mas a situa\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria j\u00e1 nos causa bastante desconforto&#8221;, diz Vagner Freitas, presidente da Central \u00danica de Trabalhadores (CUT).<\/p>\n<p>O caso da montadora General Motors &#8211; que fez um acordo anteontem com o Sindicato dos Metal\u00fargicos de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos para segurar, temporariamente, pelo menos 940 demiss\u00f5es &#8211; \u00e9 um dos exemplos.<\/p>\n<p>Em junho, a ind\u00fastria paulista fechou 23,5 mil vagas (excluindo o setor de a\u00e7\u00facar e \u00e1lcool), revertendo o saldo positivo acumulado at\u00e9 agora, no ano, para uma queda de 13,1 mil vagas, conforme dados da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp).<\/p>\n<p>&#8220;Quando seguramos o pulso da ind\u00fastria, n\u00e3o sentimos nenhuma recupera\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Paulo Francini, diretor do departamento da Economia da Fiesp.<\/p>\n<p>Resist\u00eancia. O quadro, no entanto, n\u00e3o \u00e9 catastr\u00f3fico, porque n\u00e3o h\u00e1 demiss\u00f5es em massa como aconteceu em 2009. Naquela \u00e9poca, as empresas gastaram muito para demitir trabalhadores e depois recontrat\u00e1-los quando a economia se recuperou no ano seguinte. A taxa de desemprego, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), se mant\u00e9m na m\u00ednima hist\u00f3rica de 5,7%.<\/p>\n<p>Os analistas lembram que a taxa do IBGE mede o desemprego somente nas seis regi\u00f5es metropolitanas. Isso precisa ser levado em conta porque, nos \u00faltimos anos, houve uma migra\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria para o interior, onde o desemprego s\u00f3 \u00e9 contabilizado pelo Caged . Al\u00e9m disso, a taxa do IBGE \u00e9 influenciada pelo fato de que menos pessoas est\u00e3o em busca de trabalho, uma consequ\u00eancia da queda da taxa de natalidade e do aumento da renda.<\/p>\n<p>No segundo semestre, o mercado de trabalho deve ganhar algum f\u00f4lego, por conta das medidas do governo para incentivar o consumo, mas o resultado do ano promete ser fraco.<\/p>\n<p>Para o Bradesco, o Pa\u00eds vai criar 1,26 milh\u00e3o de novas vagas em 2012, abaixo da m\u00e9dia de 1,55 milh\u00e3o dos \u00faltimos cinco anos.<\/p>\n<p>&#8220;O que me preocupa \u00e9 2013. Se n\u00e3o houver uma reativa\u00e7\u00e3o dos investimentos, ser\u00e1 um ano completamente diferente&#8221;, diz Jos\u00e9 Pastore, especialista em rela\u00e7\u00f5es de trabalho e professor da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<\/p>\n<hr \/>\n<p>Alto desemprego em 32 cidades<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>No mesmo pa\u00eds que re\u00fane 1.133 cidades em condi\u00e7\u00f5es de pleno emprego, h\u00e1 outras 32 com taxas de desocupa\u00e7\u00e3o acima de 20%, apontam os dados do Censo 2010. \u00c9 fato que elas s\u00e3o uma minoria, representando menos de 1% dos 5.565 munic\u00edpios brasileiros. Mas, sem d\u00favida, s\u00e3o um retrato das desigualdades regionais que, mais uma vez, persistem, a despeito do crescimento econ\u00f4mico dos \u00faltimos anos. Enquanto mais da metade dessas cidades est\u00e1 no Nordeste, o Sul n\u00e3o tem sequer um munic\u00edpio com taxa de desemprego t\u00e3o elevada.<\/p>\n<p>&#8211; O mercado de trabalho no Sul \u00e9 mais organizado, num reflexo do desenvolvimento econ\u00f4mico dos seus estados &#8211; resumiu Jo\u00e3o Saboia, professor do Instituto de Economia da UFRJ.<\/p>\n<p>Campo Alegre do Fidalgo, no interior do Piau\u00ed, ostenta a pior taxa de desemprego do pa\u00eds, de 41,82%, de acordo com o \u00faltimo Censo. Na pequena cidade, moram cerca de 4.600 pessoas, boa parte vivendo na zona rural. A lista dos munic\u00edpios com elevada desocupa\u00e7\u00e3o passa ainda por outros estados do Nordeste e Norte do pa\u00eds. Pernambuco contribui com tr\u00eas nomes, sendo que o pior cen\u00e1rio aparece em Ara\u00e7oiaba, a 60 quil\u00f4metros de Recife. L\u00e1, a desocupa\u00e7\u00e3o atinge taxa de 23%.<\/p>\n<p>Em Ara\u00e7oiaba, oferta de trabalho \u00e9 coisa rara na cidade, onde s\u00f3 h\u00e1 um grande empregador: a prefeitura. O munic\u00edpio, que \u00e9 dono do pior \u00cdndice de Desenvolvimento Humano da Regi\u00e3o Metropolitana, n\u00e3o tem uma s\u00f3 ind\u00fastria. Seus 21 mil habitantes vivem do pequeno com\u00e9rcio (cerca de 60 lojas) e da agricultura de subsist\u00eancia.<\/p>\n<p>Para o secret\u00e1rio de Infraestrutura e Habita\u00e7\u00e3o de Ara\u00e7oiaba, Jos\u00e9 Rinaldo Silva Rufino, os n\u00fameros do desemprego levantados pelo IBGE podem estar defasados, por causa da nova realidade econ\u00f4mica vivida em Pernambuco, onde est\u00e3o sendo implantados polos de desenvolvimento na Regi\u00e3o Sul (como o complexo industrial de Suape) e Regi\u00e3o Norte do estado (que vem sendo preparada para sediar a sua primeira ind\u00fastria automobil\u00edstica, no caso a Fiat). Ele afirma que o dinamismo da economia pernambucana come\u00e7a a mudar o marasmo em que Ara\u00e7oiaba vivia antes mergulhada.<\/p>\n<p>&#8211; Temos tr\u00eas usinas pr\u00f3ximas que empregam mais durante os per\u00edodos de colheita, mas h\u00e1 trabalho na entressafra, quando precisam de lavradores para o trato cultural nos plantios de cana. Muitas pessoas da cidade est\u00e3o trabalhando na constru\u00e7\u00e3o do pres\u00eddio de Itaquitinga (cidade vizinha). E h\u00e1 muita gente empregada na constru\u00e7\u00e3o da Hemobr\u00e1s (na cidade de Goiana) e de ind\u00fastrias que v\u00eam se instalando no porto de Suape (no litoral sul pernambucano). S\u00e3o soldadores, montadores, pedreiros e serventes.<\/p>\n<p>Diariamente, quatro \u00f4nibus deixam a cidade para conduzir esse pessoal aos seus postos de trabalho, afirma ele. Alguns dos que t\u00eam empregos, como os filhos de Maria de Lourdes Gomes, s\u00f3 v\u00eam a Ara\u00e7oiaba nos fins de semana:<\/p>\n<p>&#8211; Eles procuraram muito emprego por aqui. N\u00e3o acharam nada, foram tentar l\u00e1 em Suape. Como a passagem de \u00f4nibus \u00e9 cara, ficam por l\u00e1 mesmo &#8211; afirma a pensionista, referindo-se a Severino Augusto e Jos\u00e9 Augusto.<\/p>\n<p>Ex-morador de favela, Gerson de Freitas, de 35 anos, mora h\u00e1 dois anos em uma casa de alvenaria, cedida pelo poder p\u00fablico e constru\u00edda em um terreno doado por uma usina. Ele tem cinco filhos e a mulher est\u00e1 doente. Analfabeto, nunca teve carteira assinada e at\u00e9 j\u00e1 desistiu de procurar emprego:<\/p>\n<p>&#8211; Tem dia que trabalho como moto-t\u00e1xi com uma moto emprestada por um amigo. Em outros, preparo lambedor (xarope para tosse) para vender em casa. Mas, para fazer o lambedor, fico feito o menino da abelha, tenho que ir para a mata procurar mel &#8211; disse Freitas, acrescentando que a carteira profissional nunca teve serventia. &#8211; \u00c9 t\u00e3o velha que at\u00e9 a foto j\u00e1 se apagou. Mas n\u00e3o tem nada de emprego escrito.<\/p>\n<p>Prefeitura, maior empregador<\/p>\n<p>Al\u00e9m das 60 lojas que existem na cidade (mercadinhos, farm\u00e1cias, armarinhos), das lavouras de subsist\u00eancia e do corte de cana durante os quatro meses de moagem, os moradores de Ara\u00e7oiaba contam apenas com os 737 empregos da prefeitura, dos quais 419 s\u00e3o efetivos. Os demais &#8211; comissionados ou tempor\u00e1rios &#8211; s\u00e3o recrutados na cidade, cuja receita mensal (incluindo os repasses) chega a R$ 2,95 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Taxas de desemprego muito elevadas, acima de 20%, s\u00e3o a realidade de in\u00fameras cidades da Europa, em especial na Gr\u00e9cia e na Espanha. Entretanto, os cen\u00e1rios s\u00e3o bem distintos. Enquanto as cidades brasileiras sem emprego s\u00e3o marcadas por boa parte da popula\u00e7\u00e3o sem sequer o n\u00edvel m\u00e9dio, o contingente de desempregados na zona do euro tem alto n\u00edvel de qualifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Especialistas lembram, contudo, que o pa\u00eds ainda colhe no mercado de trabalho as benesses do crescimento econ\u00f4mico dos anos recentes.<\/p>\n<p>&#8211; O mercado de trabalho \u00e9 um ponto de orgulho da economia brasileira. A fotografia, ainda que tenha sido tirada em 2010, permanece boa. Foi o emprego que segurou os efeitos da crise internacional e, agora, passado o vale, quando n\u00e3o houve demiss\u00f5es, mas menos contrata\u00e7\u00f5es, \u00e9 de esperar que o pa\u00eds consiga sustentar esse indicador &#8211; afirmou Maria Andreia Parente, economista do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea).<\/p>\n<hr \/>\n<p>Infla\u00e7\u00e3o cresce mais no Brasil, mesmo com a atividade fraca<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>De 27 pa\u00edses que adotam o regime de metas de infla\u00e7\u00e3o, em apenas seis o \u00edndice de pre\u00e7os ao consumidor subiu mais do que os 4,9% registrados pelo indicador brasileiro nos 12 meses at\u00e9 junho. A compara\u00e7\u00e3o mostra que a infla\u00e7\u00e3o no Brasil segue elevada para padr\u00f5es internacionais, mesmo com o fraco desempenho da atividade econ\u00f4mica brasileira desde o terceiro trimestre de 2011.<\/p>\n<p>O mercado de trabalho aquecido, o grau de indexa\u00e7\u00e3o ainda alto, a baixa taxa de investimento e a melhora da distribui\u00e7\u00e3o de renda nos \u00faltimos anos s\u00e3o os principais fatores apontados pelos economistas para explicar a resist\u00eancia dos pre\u00e7os ao consumidor no pa\u00eds. Do grupo de 27 que usam o regime de metas, o Brasil \u00e9 um dos 13 em que o \u00edndice em 12 meses est\u00e1 acima do centro do alvo perseguido pelo banco central &#8211; no caso brasileiro, de 4,5%.<\/p>\n<p>A alta dos servi\u00e7os continua a ser a principal fonte de press\u00e3o sobre a infla\u00e7\u00e3o brasileira, como nota o economista Francisco Pessoa, da LCA Consultores, que faz o acompanhamento dos pa\u00edses que seguem o regime de metas. Nos 12 meses at\u00e9 junho, o grupo formado por itens como aluguel, mensalidades escolares, cabeleireiro e empregado dom\u00e9stico subiu 7,5%. No Chile, no mesmo per\u00edodo, os servi\u00e7os avan\u00e7aram 3,6%, mais que os 2,6% do \u00edndice &#8220;cheio&#8221;, mas nada exagerado.<\/p>\n<p>No Brasil, os servi\u00e7os pressionados refletem em parte o mercado de trabalho apertado, com desemprego baixo e renda em alta, e a indexa\u00e7\u00e3o ainda forte, acredita Pessoa. O sal\u00e1rio m\u00ednimo, que subiu 14% neste ano, \u00e9 uma refer\u00eancia poderosa para o rendimento dos empregados dom\u00e9sticos. No \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), esse item teve alta de 13,23% nos 12 meses at\u00e9 junho. A indexa\u00e7\u00e3o \u00e0 infla\u00e7\u00e3o passada influencia itens de servi\u00e7os, como alugu\u00e9is, corrigidos em geral pelo \u00cdndice Geral de Pre\u00e7os de Mercado (IGP-M), e alguns pre\u00e7os administrados, como tarifas de energia el\u00e9trica e telefonia.<\/p>\n<p>Para ele, a mudan\u00e7a estrutural em curso na economia brasileira, com melhora da distribui\u00e7\u00e3o de renda, tamb\u00e9m contribui para explicar a press\u00e3o sobre a infla\u00e7\u00e3o. Esse processo de eleva\u00e7\u00e3o dos rendimentos aumenta a demanda por servi\u00e7os, ajudando a explicar por que esse grupo anda a um ritmo t\u00e3o superior aos outros pre\u00e7os.<\/p>\n<p>O chefe de pesquisa para a Am\u00e9rica Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos, discorda dessa avalia\u00e7\u00e3o. &#8220;Pa\u00edses como Col\u00f4mbia e Peru tamb\u00e9m passam por mudan\u00e7as na estrutura social similares ao do Brasil, com a pobreza em queda e aumento da classe m\u00e9dia, mas t\u00eam \u00edndices de infla\u00e7\u00e3o bem mais baixos&#8221;, diz Ramos. Nos 12 meses at\u00e9 junho, o IPC na Col\u00f4mbia ficou em 3,2%.<\/p>\n<p>Para ele, h\u00e1 uma toler\u00e2ncia com um n\u00edvel mais alto de infla\u00e7\u00e3o no Brasil, o que fica claro na pr\u00f3pria meta definida pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN). &#8220;A meta \u00e9 de 4,5%, um n\u00famero j\u00e1 elevado em compara\u00e7\u00e3o com os 3% do Chile e do M\u00e9xico, por exemplo&#8221;, diz Ramos, lembrando que ainda h\u00e1 uma banda de toler\u00e2ncia de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Dos 27 pa\u00edses que adotam o regime de metas, apenas Gana (8,5%) e Turquia (5%) t\u00eam um centro da meta superior ao brasileiro. Desde 2005, o centro do alvo no Brasil est\u00e1 em 4,5%, n\u00edvel j\u00e1 estabelecido tamb\u00e9m para os pr\u00f3ximos dois anos.<\/p>\n<p>Ramos afirma ainda que a in\u00e9rcia \u00e9 elevada no Brasil, referindo-se ao fen\u00f4meno pelo qual a infla\u00e7\u00e3o passada alimenta a infla\u00e7\u00e3o futura. A indexa\u00e7\u00e3o est\u00e1 bastante presente na economia, diz ele, fazendo coro com Pessoa. O sal\u00e1rio m\u00ednimo, por exemplo, \u00e9 corrigido pela infla\u00e7\u00e3o acumulada em 12 meses mais a varia\u00e7\u00e3o do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.<\/p>\n<p>Esses fatores tornam mais f\u00e1cil entender por que a infla\u00e7\u00e3o brasileira segue relativamente elevada, mesmo com o pa\u00eds crescendo pouco. Neste ano, o PIB deve crescer menos de 2%, e mesmo assim o IPCA tende a ficar um pouco acima do centro da meta, de 4,5% &#8211; os analistas ouvidos semanalmente pelo BC projetam 4,98% para 2012.<\/p>\n<p>Para o ex-presidente do Banco Central (BC) Carlos Langoni, esse aparente paradoxo se deve ao fato de que a economia brasileira mostra estagna\u00e7\u00e3o do lado da oferta, com uma produ\u00e7\u00e3o industrial capenga, mas ainda exibe um consumo privado forte, como evidenciam os n\u00fameros de vendas no varejo. &#8220;O mercado de trabalho segue apertado, pr\u00f3ximo do pleno emprego, com sal\u00e1rios reais em alta&#8221;, diz Langoni, observando que isso leva a uma press\u00e3o sobre os servi\u00e7os, que impedem uma queda mais forte do IPCA.<\/p>\n<p>Ramos chama a aten\u00e7\u00e3o para a baixa taxa de investimento no Brasil, na casa de 19% do PIB, o que, para ele, limita o crescimento potencial a 3,5% a 4%. Conceito controvertido, o PIB potencial \u00e9 aquele que n\u00e3o acelera a infla\u00e7\u00e3o. Pa\u00edses que investem mais conseguem crescer mais com menos infla\u00e7\u00e3o, diz ele. O Chile, que investiu o equivalente a 23% do PIB em 2011, pode ter mais crescimento com uma infla\u00e7\u00e3o mais baixa. No primeiro trimestre, a economia chilena teve uma expans\u00e3o de 1,4% sobre o trimestre anterior, feito o ajuste sazonal. Na mesma base de compara\u00e7\u00e3o, o Brasil cresceu apenas 0,2%. Para Langoni, diretor do Centro de Economia Mundial da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV), o fato de a economia brasileira ser relativamente fechada, com exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es na casa de 20% do PIB, tamb\u00e9m contribui para uma infla\u00e7\u00e3o relativamente mais alta.<\/p>\n<p>Outro fator, esse mais conjuntural, \u00e9 que o BC brasileiro passou a cortar os juros mais agressivamente a partir de agosto do ano passado, em resposta \u00e0 deteriora\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio externo e \u00e0 desacelera\u00e7\u00e3o da atividade dom\u00e9stica. Com isso, a converg\u00eancia mais r\u00e1pida do IPCA para a trajet\u00f3ria das metas ficou em segundo plano, embora a queda do indicador desde setembro de 2011 tenha sido razo\u00e1vel: no acumulado em 12 meses, caiu de 7,3% para 4,9% em junho deste ano. N\u00e3o \u00e9 um recuo desprez\u00edvel, mas nessa base de compara\u00e7\u00e3o deixou o IPCA abaixo apenas dos 9,4% de Gana, dos 8,9% da Turquia, dos 5,6% da Hungria, dos 5,5% da \u00c1frica do Sul e da S\u00e9rvia e dos 5,4% da Isl\u00e2ndia.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Acordo adia demiss\u00e3o em massa na GM<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O acordo fechado entre a General Motors e o Sindicato dos Metal\u00fargicos de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, no s\u00e1bado, afastando temporariamente a possibilidade de demiss\u00e3o em massa na unidade instalada no munic\u00edpio, ser\u00e1 apresentado amanh\u00e3 em assembleia dos trabalhadores.<\/p>\n<p>S\u00f3 depois de aprovado pelos trabalhadores, segundo o diretor de rela\u00e7\u00f5es institucionais da GM, Lu\u00eds Moan, \u00e9 que come\u00e7ar\u00e1 o per\u00edodo de &#8220;lay-off&#8221; (suspens\u00e3o tempor\u00e1ria dos contratos de trabalho) para 940 funcion\u00e1rios e tamb\u00e9m ser\u00e1 aberto um programa de demiss\u00e3o volunt\u00e1ria para todos os 7,5 mil empregados.<\/p>\n<p>Atualmente, segundo Moan, o complexo industrial de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos \u00e9 o menos competitivo do grupo no Brasil e possui excedente de 1,8 mil funcion\u00e1rios. O executivo ressaltou ainda que o setor de montagem de ve\u00edculos continuar\u00e1 operando at\u00e9 o final de novembro, a uma cad\u00eancia de 20 ve\u00edculos por hora, garantindo o emprego de aproximadamente 900 funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>&#8220;Manteremos a produ\u00e7\u00e3o do Classic em ritmo abaixo da capacidade da f\u00e1brica&#8221;, disse. Depois de quatro meses, segundo o executivo, o Classic deixar\u00e1 de ser produzido em S\u00e3o Jos\u00e9. Para o presidente do sindicato, Ant\u00f4nio Ferreira de Barros, o mais importante foi afastar as demiss\u00f5es em massa e garantir a produ\u00e7\u00e3o do Classic, ainda que tempor\u00e1ria.<\/p>\n<p>Nos pr\u00f3ximos 60 dias a GM e o sindicato v\u00e3o buscar alternativas que permitam aumentar a competitividade em S\u00e3o Jos\u00e9 e afastar o risco de fechamento da f\u00e1brica.<\/p>\n<p>Entre os itens que ser\u00e3o colocados em pauta, segundo Moan, est\u00e3o a implanta\u00e7\u00e3o do banco de horas, jornadas de trabalho mais flex\u00edveis e nova grade salarial. Os mesmos temas j\u00e1 haviam sido discutidos em 2008, mas na \u00e9poca n\u00e3o houve acordo.<\/p>\n<p>&#8220;A negocia\u00e7\u00e3o dessas quest\u00f5es estrat\u00e9gicas \u00e9 fundamental para a sobreviv\u00eancia do complexo. Com a exist\u00eancia de uma rela\u00e7\u00e3o mais madura com o sindicato, a GM dar\u00e1 prioridade a S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos no seu plano de investimentos para o futuro&#8221;, afirmou o diretor da montadora.<\/p>\n<p>O acordo foi fechado no s\u00e1bado, depois nove horas de reuni\u00e3o, da qual tamb\u00e9m participaram o secret\u00e1rio de Rela\u00e7\u00f5es do Trabalho, do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego, Manoel Messias de Melo, o secret\u00e1rio estadual do Trabalho, Carlos Ortiz, o coordenador nacional da Central Sindical Popular (CSP-Conlutas), Jos\u00e9 Maria de Almeida, e o prefeito de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, Eduardo Cury.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Alto estoque de im\u00f3veis tamb\u00e9m \u00e9 problema no pa\u00eds<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>As restri\u00e7\u00f5es impostas pelo governo nos \u00faltimos dois anos, para tentar desinflar a bolha do mercado imobili\u00e1rio, s\u00e3o o principal fator dom\u00e9stico na desacelera\u00e7\u00e3o da economia chinesa.<\/p>\n<p>Depois de investimentos realizados na onda do pacote de est\u00edmulo lan\u00e7ado em 2008, o setor tem estoques de resid\u00eancias para quase um ano nas maiores cidades do pa\u00eds, Pequim e Xangai.<\/p>\n<p>Os neg\u00f3cios reagiram no \u00faltimo m\u00eas por causa de descontos oferecidos pelas construtoras. Mas analistas n\u00e3o acreditam que haja possibilidade de retomada dos investimentos no curto prazo.<\/p>\n<p>O setor responde por cerca de 25% do PIB chin\u00eas e tem impacto sobre uma s\u00e9rie de ind\u00fastrias, que v\u00e3o da siderurgia \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de eletrodom\u00e9sticos e carros. Seu comportamento define n\u00e3o apenas os movimentos da economia chinesa, mas a cota\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias-primas, como o min\u00e9rio de ferro, exportado pelo Brasil e usado na fabrica\u00e7\u00e3o de a\u00e7o.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Economia chinesa corre risco de &#8216;bolha&#8217; de investimentos<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Com milh\u00f5es de im\u00f3veis desocupados e um parque industrial capaz de produzir mais do que o mundo pode consumir, a China corre o risco de agravar seus desequil\u00edbrios ao lan\u00e7ar mais uma onda de investimentos para evitar uma desacelera\u00e7\u00e3o acentuada. Economistas alertam que isso poder\u00e1 garantir expans\u00e3o no curto prazo, mas criar\u00e1 problemas de excesso de capacidade &#8211; o que poder\u00e1 se transformar em uma muralha para o desenvolvimento sustent\u00e1vel do pa\u00eds.<\/p>\n<p>&#8220;As autoridades chinesas falam muito em rebalanceamento da economia, mas quando o crescimento do PIB diminui, elas pisam no acelerador dos investimentos&#8221;, disse o professor da Universidade Tsinghua Patrick Chovanec. Em sua opini\u00e3o, Pequim deveria aceitar um menor ritmo de expans\u00e3o e permitir a redu\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o dos investimentos na composi\u00e7\u00e3o do PIB. &#8220;Isso seria mais saud\u00e1vel para a China e para o mundo&#8221;.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 pouco prov\u00e1vel que isso ocorra em um ano no qual o Partido Comunista passar\u00e1 por uma mudan\u00e7a de comando que se repete a cada dez anos, com a atual gera\u00e7\u00e3o de l\u00edderes abrindo caminho para a seguinte.<\/p>\n<p>A tradicional obsess\u00e3o com a estabilidade est\u00e1 mais acentuada, em um ano em que Pequim j\u00e1 enfrentou o esc\u00e2ndalo da queda de Bo Xilai, que era dirigente da prov\u00edncia de Chongqing e um dos mais fortes candidatos a ocupar uma das nove cadeiras do Comit\u00ea Permanente do Politburo, o organismo que det\u00e9m o poder m\u00e1ximo na China.<\/p>\n<p>O PIB da segunda maior economia global cresceu 7,6% no segundo trimestre, o mais baixo patamar em tr\u00eas anos e perigosamente pr\u00f3ximo dos piso de 7,5% fixado pelo governo para o ano.<\/p>\n<p>Diante dos sinais de enfraquecimento revelados nos dados de abril, Pequim anunciou no m\u00eas seguinte medidas de est\u00edmulo ao crescimento. Na ter\u00e7a-feira, o primeiro-ministro Wen Jiabao afirmou que a principal tarefa do governo no momento \u00e9 promover o investimento, que j\u00e1 responde por cerca de 50% do avan\u00e7o do PIB.<\/p>\n<p>&#8220;Ao aumentar os investimentos, a China vai agravar ainda mais o problema de excesso de capacidade&#8221;, declarou Mark Williams, da consultora Capital Economics. Williams est\u00e1 otimista com a possibilidade de o pa\u00eds de acelerar o crescimento no segundo semestre, mas se declara pessimista com as perspectivas de m\u00e9dio prazo.<\/p>\n<p>Equil\u00edbrio. As autoridades chinesas reconhecem h\u00e1 anos a necessidade de &#8220;rebalancear&#8221; a economia, com redu\u00e7\u00e3o do peso dos investimentos e das exporta\u00e7\u00f5es na composi\u00e7\u00e3o do PIB e aumento da contribui\u00e7\u00e3o do consumo dom\u00e9stico.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a mais urgente com a evapora\u00e7\u00e3o da demanda global provocada pela crise nos pa\u00edses ricos. Maior exportador do mundo, a China sofreu o impacto da recess\u00e3o na Europa, principal destino de seus embarques a posi\u00e7\u00e3o agora \u00e9 ocupada pelos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Andrew Batson, da consultoria Dragonomics, acredita que n\u00e3o h\u00e1 outro caminho que n\u00e3o uma redu\u00e7\u00e3o gradual do peso dos investimentos. &#8220;A China precisa conseguir equil\u00edbrio entre tolerar uma redu\u00e7\u00e3o na expans\u00e3o dos investimentos e prevenir um colapso abrupto&#8221;, diz Batson, em an\u00e1lise sobre a economia chinesa.<\/p>\n<p>Bo Zhuang, da consultoria Trusted Sources, tamb\u00e9m \u00e9 otimista com o curto prazo e prev\u00ea rea\u00e7\u00e3o do crescimento no segundo semestre. No m\u00e9dio prazo, ele acredita que o agravamento dos desequil\u00edbrios poder\u00e1 ser evitado se o governo n\u00e3o embarcar em uma onda indiscriminada de est\u00edmulo aos investimentos, semelhante \u00e0 registrada nos \u00faltimos tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>&#8220;Se eles investirem nos setores corretos, a situa\u00e7\u00e3o tende a melhorar. Mas se colocarem dinheiro na ind\u00fastria pesada, no setor imobili\u00e1rio e em grandes companhias industriais, o problema do excesso de capacidade vai se agravar&#8221;, observou Bo.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Pessoa f\u00edsica aumenta participa\u00e7\u00e3o no preg\u00e3o, mas n\u00famero de investidores cai<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o do investidor individual no volume total negociado no segmento Bovespa cresceu. Passou de 14,91% em junho para 19,84% no m\u00eas passado. O resultado, entretanto, n\u00e3o significa que aumentou o n\u00famero de pessoas f\u00edsicas que passaram a fazer parte do mercado de a\u00e7\u00f5es. Pelo contr\u00e1rio. Segundo dados do balan\u00e7o da BM&amp;FBovespa divulgados na sexta-feira, dia 3, o n\u00famero de contas individuais na bolsa recuou de 580.953 no fim de junho para 579.313 em julho.<\/p>\n<p>Em um m\u00eas tumultuado por fortes oscila\u00e7\u00f5es em pap\u00e9is com grande presen\u00e7a no preg\u00e3o, como os da Petrobras e da OGX, o investidor individual demonstrou uma maior disposi\u00e7\u00e3o em se desfazer de alguns ativos do que em aumentar a sua carteira de a\u00e7\u00f5es. Atuou mais ativamente como vendedor (com 9,4% de participa\u00e7\u00e3o no volume de venda) do que como comprador (com 8,57% de participa\u00e7\u00e3o no total de compras) no mercado \u00e0 vista.<\/p>\n<p>Os estrangeiros tiveram o mesmo comportamento. Participaram mais das vendas (20,04%) do que das compras (19,93%). Eles se mantiveram como os investidores com a maior fatia nos neg\u00f3cios realizados. Responderam por 39,97% do volume financeiro total negociado (compras e vendas) do segmento Bovespa no m\u00eas passado.<\/p>\n<p>No geral, contando todos os tipos de investidores, houve uma queda do apetite por neg\u00f3cios com a\u00e7\u00f5es em julho. O volume financeiro total no segmento Bovespa caiu 22,4% em rela\u00e7\u00e3o a junho. O giro total recuou de R$ 163,21 bilh\u00f5es para R$ 126,60 bilh\u00f5es. A m\u00e9dia di\u00e1ria foi de R$ 6,02 bilh\u00f5es, ante R$ 8,16 bilh\u00f5es no m\u00eas anterior. E o n\u00famero total de neg\u00f3cios atingiu 15.706.354 em julho, enquanto em junho foi de 16.113.514.<\/p>\n<p>Em um movimento contr\u00e1rio, os fundos de investimento imobili\u00e1rios (FIIs) chamaram a aten\u00e7\u00e3o pelo crescimento. Em julho, os FIIs movimentaram R$ 242,71 milh\u00f5es. O valor \u00e9 37,49% maior do que o de junho. Foram 28.063 neg\u00f3cios. No m\u00eas anterior, o volume financeiro registrado havia sido de R$ 176,52 milh\u00f5es, em 21.347 neg\u00f3cios. At\u00e9 o dia 31, a bolsa dispunha de 78 fundos imobili\u00e1rios registrados e com autoriza\u00e7\u00e3o para a negocia\u00e7\u00e3o nos mercados de bolsa e balc\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nO Estado de S. 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