{"id":3299,"date":"2012-08-07T16:48:59","date_gmt":"2012-08-07T16:48:59","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3299"},"modified":"2012-08-07T16:48:59","modified_gmt":"2012-08-07T16:48:59","slug":"fmi-quer-que-ue-alivie-exigencias-aos-gregos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3299","title":{"rendered":"FMI quer que UE alivie exig\u00eancias aos gregos"},"content":{"rendered":"\n<p>O Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) est\u00e1 pressionando os governos dos pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia a adotarem medidas para aliviar as exig\u00eancias feitas \u00e0 Gr\u00e9cia em troca de ajuda financeira, segundo fontes citadas pelo &#8220;Wall Street Journal&#8221;.<\/p>\n<p>O FMI, segundo a publica\u00e7\u00e3o, est\u00e1 enfrentando descontentamento dos pa\u00edses-membros por causa das altas quantias que a institui\u00e7\u00e3o emprestou para pa\u00edses da zona do euro.<\/p>\n<p>As press\u00f5es do FMI s\u00e3o uma rea\u00e7\u00e3o \u00e0s evid\u00eancias crescentes de que a forte recess\u00e3o enfrentada pela Gr\u00e9cia tirou o programa de ajuda ao pa\u00eds do caminho estabelecido no come\u00e7o deste ano. Os funcion\u00e1rios do FMI argumentam que a d\u00edvida da Gr\u00e9cia precisa ser reduzida para n\u00edveis sustent\u00e1veis antes de o \u00f3rg\u00e3o liberar mais recursos para evitar que o pa\u00eds fique sem dinheiro.<\/p>\n<p>Segundo as fontes, para isso ocorrer, os credores multilaterais da Gr\u00e9cia teriam de perdoar parte da d\u00edvida. Mas essa proposta enfrentaria oposi\u00e7\u00e3o firme de alguns governos de pa\u00edses da zona do euro, entre eles a Alemanha, que j\u00e1 emprestou 127 bilh\u00f5es para a Gr\u00e9cia.<\/p>\n<p>Um porta-voz do FMI preferiu n\u00e3o comentar essas informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>N\u00edveis sustent\u00e1veis. A defini\u00e7\u00e3o exata dos &#8220;n\u00edveis sustent\u00e1veis&#8221; de d\u00edvida estar\u00e1 no centro de um debate que dever\u00e1 durar meses. O FMI quer que a d\u00edvida da Gr\u00e9cia esteja pr\u00f3xima de 100% do PIB em 2020, quando se sup\u00f5e que o pa\u00eds ter\u00e1 acabado de pagar os 33 bilh\u00f5es recebidos como cr\u00e9dito do pr\u00f3prio Fundo.<\/p>\n<p>Essa cifra \u00e9 mais baixa do que a meta de 120% do PIB que consta do acordo conclu\u00eddo em fevereiro, quando Gr\u00e9cia, Uni\u00e3o Europeia e FMI acertaram um novo pacote de ajuda que inclu\u00eda perdas para os credores privados. A mudan\u00e7a de posi\u00e7\u00e3o reflete a preocupa\u00e7\u00e3o dos quadros t\u00e9cnicos do FMI de que o cumprimento das metas estabelecidas n\u00e3o deixar\u00e1 a Gr\u00e9cia em posi\u00e7\u00e3o de pagar suas d\u00edvidas at\u00e9 2020.<\/p>\n<p>Fontes disseram que o FMI levantou v\u00e1rias op\u00e7\u00f5es para levar a d\u00edvida da Gr\u00e9cia para mais perto dos 100% do PIB, mas essas ideias est\u00e3o enfrentando intransig\u00eancias na Europa.<\/p>\n<p>A proposta mais suave incluiria uma nova redu\u00e7\u00e3o nos juros que a Gr\u00e9cia tem de pagar pelos empr\u00e9stimos dados pela Uni\u00e3o Europeia. Entre 2012 e 2014, o pa\u00eds tem mais de 39 bilh\u00f5es em pagamentos de juros.<\/p>\n<p>As propostas mais controvertidas politicamente incluem a aceita\u00e7\u00e3o, pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelos bancos centrais dos pa\u00edses da zona do euro, de uma redu\u00e7\u00e3o de 30% no valor de face dos b\u00f4nus gregos, estimados em 50 bilh\u00f5es, disse um funcion\u00e1rio, ou redu\u00e7\u00f5es semelhantes no valor dos empr\u00e9stimos bilaterais que deram \u00e0 Gr\u00e9cia.<\/p>\n<p>Uma medida que tamb\u00e9m reduziria a carga da d\u00edvida grega seria o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) assumir os quase 50 bilh\u00f5es em d\u00edvida que o governo grego est\u00e1 assumindo para recapitalizar os bancos do pa\u00eds. Em junho, os chefes de governo dos pa\u00edses da zona do euro concordaram em permitir que o MEE injete capital diretamente nos bancos dos pa\u00edses da regi\u00e3o. Segundo um funcion\u00e1rio da UE, fazer o mesmo pela Gr\u00e9cia reduziria a d\u00edvida do governo do pa\u00eds em 15% a 20% do PIB.<\/p>\n<p>Essas discuss\u00f5es s\u00f3 dever\u00e3o ganhar impulso dentro de um m\u00eas, quando o FMI, o BCE e a Comiss\u00e3o Europeia far\u00e3o uma revis\u00e3o sobre o pacote grego. Representantes do trio deixaram Atenas no domingo, depois de passarem uma semana revisando as contas do pa\u00eds.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Argentina aumenta o controle sobre empresas estrangeiras<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>As empresas na Argentina que contaram com recursos dos antigos fundos de pens\u00e3o estatizados em 2008 ganharam um novo motivo de preocupa\u00e7\u00e3o na semana passada. Um decreto da presidente Cristina Kirchner normatizou a atua\u00e7\u00e3o dos diretores indicados pela Anses, a autarquia previdenci\u00e1ria que passou a centralizar as participa\u00e7\u00f5es acion\u00e1rias dos antigos fundos nas empresas privadas do pa\u00eds. Desde abril do ano passado, Cristina determinou que a Anses deveria ter assento nas diretorias que contam com esse tipo de capital, mas n\u00e3o havia um controle dessa atua\u00e7\u00e3o por parte da Casa Rosada.<\/p>\n<p>Pelo decreto, o vice-ministro da Economia Axel Kicillof ir\u00e1 coordenar a a\u00e7\u00e3o de 50 diretores em 28 empresas, entre elas a Petrobras, o banco Patagonia, que \u00e9 controlado pelo Banco do Brasil, e a Quickfood, empresa de processamento de carne recentemente assumida pela Brasil Foods ap\u00f3s um acordo com a tamb\u00e9m brasileira Marfrig.<\/p>\n<p>Na Petrobras, a participa\u00e7\u00e3o da Anses \u00e9 de 9,8%; segundo o \u00faltimo balan\u00e7o da subsidi\u00e1ria enviado para o \u00f3rg\u00e3o regulador de mercado de capitais em Nova York. Na Quickfood, a participa\u00e7\u00e3o da autarquia \u00e9 de 5,3% e no banco Patagonia a Anses conta com 15,3%.<\/p>\n<p>Os diretores designados pela Anses ir\u00e3o repassar informa\u00e7\u00f5es mensalmente para Kicillof sobre as decis\u00f5es das empresas. Um &#8220;sistema de informa\u00e7\u00e3o para o monitoramento permanente das sociedades&#8221; ser\u00e1 criado.<\/p>\n<p>Kicillof receber\u00e1 relat\u00f3rios sobre balan\u00e7os, informes de gest\u00e3o, or\u00e7amentos e planos de investimentos. O decreto estabelece, contudo, que as informa\u00e7\u00f5es ter\u00e3o car\u00e1ter sigiloso.<\/p>\n<p>Os representantes da Anses ser\u00e3o orientados a &#8220;resguardar o interesse p\u00fablico&#8221; durante as reuni\u00f5es deliberativas. Ser\u00e1 dada particular aten\u00e7\u00e3o aos acontecimentos dentro das organiza\u00e7\u00f5es &#8220;suscet\u00edveis de acarretar preju\u00edzos para o patrim\u00f4nio p\u00fablico, lesar o interesse do Estado ou que configurem transgress\u00f5es em mat\u00e9ria tribut\u00e1ria, aduaneira ou previsional&#8221;.<\/p>\n<p>Para que n\u00e3o reste d\u00favida sobre a quem se reportam os diretores, o decreto determina que os sal\u00e1rios dos representantes da autarquia ser\u00e3o pagos pelas sociedades diretamente ao Minist\u00e9rio da Economia, que ir\u00e1 repassar o pagamento aos executivos.<\/p>\n<p>Segundo um advogado ligado a investidores brasileiros, a nova orienta\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve afetar o cotidiano administrativo das empresas, mas o sistema de monitoramento implantado pode inibir investimentos novos. &#8220;O normal em uma pessoa jur\u00eddica \u00e9 que os diretores tenham como diretriz m\u00e1xima os interesses da empresa, porque sempre pode haver situa\u00e7\u00f5es de conflito entre uma empresa privada e o governo&#8221;, comentou, sob reserva.<\/p>\n<p>O decreto marca ainda a ascens\u00e3o como interlocutor com o setor privado de Axel Kicillof, um economista que se notabilizou por textos doutrin\u00e1rios em que tenta fundir o marxismo com a linha keynesiana. Kicillof estava \u00e0 esquerda do governo de Cristina Kirchner at\u00e9 2009, quando passou a ocupar um cargo de dire\u00e7\u00e3o na Aerolineas Argentinas, que foi estatizada no ano anterior.<\/p>\n<p>Em 2011, a designa\u00e7\u00e3o de Kicillof como um dos representantes da Anses na diretoria da Siderar, uma subsidi\u00e1ria do grupo sider\u00fargico Techint, fez com que a empresa privada fosse a \u00fanica da Argentina a reagir ao decreto de Cristina que abriu espa\u00e7o para indicados do governo nas sociedades em que o poder p\u00fablico \u00e9 acionista.<\/p>\n<p>Neste ano, Kicillof chegou ao comando da secretaria de Pol\u00edtica Economica e substituto eventual do ministro da Economia Hern\u00e1n Lorenzino, a quem deve subordina\u00e7\u00e3o apenas do ponto de vista formal: seu v\u00ednculo direto \u00e9 com a presidente. No mesmo dia em que Cristina centralizou as participa\u00e7\u00f5es acion\u00e1rias nas empresas, Kicillof recebeu mais um quinh\u00e3o de poder: em outro decreto, a presidente atribuiu \u00e0 sua secretaria a faculdade de regular o setor privado de \u00f3leo e g\u00e1s.<\/p>\n<p>Procuradas pelo Valor, a Petrobras, o banco Patagonia e a Quickfood n\u00e3o se manifestaram.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Hist\u00f3ria do PT em julgamento<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>O PT viveu ontem o dia mais complexo de todos os que vir\u00e3o na fase de alega\u00e7\u00f5es dos advogados dos r\u00e9us do mensal\u00e3o. Pelo p\u00falpito do Supremo Tribunal Federal passaram os advogados de tr\u00eas petistas que ajudaram a construir a hist\u00f3ria do partido e a elei\u00e7\u00e3o de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva em 2002, tendo integrado o chamado n\u00facleo duro petista h\u00e1 quase 10 anos. Dois deles, Jos\u00e9 Dirceu e Jos\u00e9 Geno\u00edno, s\u00e3o quadros hist\u00f3ricos do partido criado em S\u00e3o Bernardo do Campo, em 1980. O terceiro, o ex-tesoureiro Del\u00fabio Soares, tinha tanto poder que recebeu a miss\u00e3o de encontrar caminhos para quitar as d\u00edvidas do PT na campanha presidencial de 2002.<\/p>\n<p>Segundo interlocutores ouvidos pelo Correio, foi um dia complexo para o petismo. Ver, ao vivo, tr\u00eas caciques tendo que se defender perante os 11 ministros do STF, n\u00e3o foi f\u00e1cil. &#8220;\u00c9 o momento do PT, oficialmente, dar a sua resposta para os fatos&#8221;, disse o vice-presidente da CPI do Cachoeira, deputado Paulo Teixeira. &#8220;Esse epis\u00f3dio faz parte da nossa hist\u00f3ria e n\u00f3s ter\u00edamos que enfrent\u00e1-lo de qualquer jeito, em algum momento&#8221;, completou Teixeira.<\/p>\n<p>O presidente nacional do PT, deputado estadual Rui Falc\u00e3o (SP), fez quest\u00e3o de manter sua agenda inalterada ao longo do dia de ontem. Reuniu-se com prefeitos petistas e candidatos do partido \u00e0s elei\u00e7\u00f5es municipais de outubro. Aliados de Falc\u00e3o declararam que ele n\u00e3o pretende pronunciar-se novamente sobre o mensal\u00e3o. Tudo o que teria de ser dito, de acordo com interlocutores, foi postado no v\u00eddeo divulgado h\u00e1 10 dias, no qual afirmou que &#8220;n\u00e3o houve mensal\u00e3o, os empr\u00e9stimos foram regulares, sem recursos p\u00fablicos e nenhum dos petistas apontados na den\u00fancia enriqueceu&#8221;.<\/p>\n<p>Presidente da CPI dos Correios, o senador Delc\u00eddio Amaral (PT-MS) permanece submerso. Depois de postar no Twitter que manteria &#8220;um sil\u00eancio ensurdecedor&#8221;, avocou para si a prote\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Jorge, citando uma conhecida m\u00fasica de Jorge Benjor. &#8220;Salve Jorge, para que meus inimigos tenham p\u00e9s e n\u00e3o me alcancem&#8221;. J\u00e1 o ex-l\u00edder do PT na C\u00e2mara C\u00e2ndido Vaccarezza (SP) afirma que a &#8220;popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 absolveu o PT&#8221; comparando as elei\u00e7\u00f5es disputadas pelo partido ap\u00f3s o estouro do esc\u00e2ndalo do mensal\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Guerra fiscal se acirra e amea\u00e7a investimentos<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Estudo feito pelo Minist\u00e9rio da Fazenda mostra que 20 dos 27 Estados (incluindo o Distrito Federal) ganhar\u00e3o com a unifica\u00e7\u00e3o da al\u00edquota do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) em 4%. Nas proje\u00e7\u00f5es da Fazenda, at\u00e9 mesmo S\u00e3o Paulo, o maior exportador do pa\u00eds, ganhar\u00e1 com a mudan\u00e7a. Tamb\u00e9m Minas Gerais e o Rio de Janeiro ser\u00e3o ganhadores. Os Estados perdedores ser\u00e3o Amazonas, Esp\u00edrito Santo, Bahia, Goi\u00e1s, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.<\/p>\n<p>Para que a mudan\u00e7a possa ocorrer, a Uni\u00e3o ter\u00e1 que arcar com as perdas desses sete Estados durante a transi\u00e7\u00e3o, que pode durar at\u00e9 oito anos. O secret\u00e1rio-executivo do Minist\u00e9rio da Fazenda, Nelson Barbosa, disse, no entanto, que a Uni\u00e3o n\u00e3o aceita compensar integral e permanentemente essas perdas, inclusive porque parte dos preju\u00edzos que o estudo aponta n\u00e3o \u00e9 real, pois ele n\u00e3o considerou os benef\u00edcios tribut\u00e1rios concedidos.<\/p>\n<p>Se a transi\u00e7\u00e3o para a al\u00edquota interestadual de 4% for de oito anos, o estudo do Minist\u00e9rio da Fazenda estima uma perda de R$ 2,1 bilh\u00f5es no primeiro ano. Essa perda aumenta ao longo do tempo, chegando a cerca de R$ 13 bilh\u00f5es no \u00faltimo ano de transi\u00e7\u00e3o. Barbosa observou que o estudo foi elaborado antes da aprova\u00e7\u00e3o da resolu\u00e7\u00e3o do Senado que unificou em 4% a al\u00edquota interestadual aplicada aos produtos importados, o que acabou com a chamada guerra dos portos. O governo federal j\u00e1 est\u00e1 compensando os Estados que perderam com essa mudan\u00e7a, o que altera o c\u00e1lculo da perda total com a unifica\u00e7\u00e3o da al\u00edquota do ICMS em 4% para todos os produtos.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio-executivo da Fazenda admitiu, no entanto, que ainda n\u00e3o h\u00e1 acordo em torno da unifica\u00e7\u00e3o da al\u00edquota interestadual do ICMS. Alguns Estados querem manter duas al\u00edquota, de 4% e 7%. Atualmente, elas s\u00e3o de 7% e 12%. Para tornar poss\u00edvel um acordo, o governo sugere que a unifica\u00e7\u00e3o da al\u00edquota em 4% seja feita em quatro anos para S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e os Estados do Sul e em oito anos para os Estados no Norte, Nordeste, Centro-Oeste e o Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>Barbosa admitiu que o espa\u00e7o fiscal para a Uni\u00e3o arcar com a transi\u00e7\u00e3o \u00e9 pequeno, neste momento em que o Or\u00e7amento de 2013 est\u00e1 sendo definido. Ele acredita que o problema pode ser minimizado com o prazo maior para a transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em evento em S\u00e3o Paulo, o coordenador do Confaz, Cl\u00e1udio Trinch\u00e3o, disse que, apesar de j\u00e1 terem sido feitas 13 reuni\u00f5es sobre o assunto, vai demorar at\u00e9 que os Estados cheguem a uma decis\u00e3o un\u00e2nime sobre a unifica\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas de ICMS.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Mercado prev\u00ea que Selic chegar\u00e1 a 7,25% ao ano em outubro<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Os cortes de juro devem continuar at\u00e9 outubro. A nova previs\u00e3o foi feita pelo mercado financeiro e consta de pesquisa divulgada ontem pelo Banco Central. Para os analistas, a Selic cair\u00e1 mais duas vezes at\u00e9 atingir o m\u00ednimo hist\u00f3rico de 7,25% ao ano. A despeito da fraca atividade econ\u00f4mica, pre\u00e7os seguem em trajet\u00f3ria de alta e a expectativa de infla\u00e7\u00e3o neste ano atingiu os 5%.<\/p>\n<p>A pesquisa Focus mostra que economistas passaram a trabalhar com o cen\u00e1rio de que o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do BC deve reduzir o juro mais duas vezes: agora em agosto e em outubro. At\u00e9 a semana passada, prevalecia a expectativa de que o corte deste m\u00eas seria o \u00faltimo do ciclo iniciado em agosto do ano passado.<\/p>\n<p>Para o dia 29 deste m\u00eas, o mercado aposta em corte de 0,50 ponto, o que levaria a Selic para 7,50% ao ano. Depois, em 10 de outubro, novo movimento, dessa vez menor, de redu\u00e7\u00e3o de 0,25 ponto. Assim, o juro &#8211; atualmente em 8% &#8211; cairia para o novo piso de 7,25%.<\/p>\n<p>&#8220;A desacelera\u00e7\u00e3o da economia sustenta a redu\u00e7\u00e3o, mas estamos chegando a um ponto em que vai ser preciso esperar para ver a rea\u00e7\u00e3o da economia e os desdobramentos da crise externa&#8221;, diz o economista da TOV Corretora, Pedro Paulo Silveira.<\/p>\n<p>Na pesquisa do BC, economistas reduziram mais uma vez a previs\u00e3o de crescimento da economia brasileira este ano, de 1,90% para 1,85%. O principal problema est\u00e1 no setor industrial, cuja estimativa piorou pela d\u00e9cima semana seguida. Agora, o mercado prev\u00ea produ\u00e7\u00e3o 0,69% menor que no ano passado.<\/p>\n<p>Infla\u00e7\u00e3o. Mesmo sem a rea\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica, cresce a preocupa\u00e7\u00e3o entre analistas com a infla\u00e7\u00e3o. A aten\u00e7\u00e3o mora especialmente nos pre\u00e7os de produtos b\u00e1sicos, as commodities, que t\u00eam avan\u00e7ado por problemas como a quebra de safra nos Estados Unidos. Na pesquisa divulgada ontem, a previs\u00e3o para o \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 4,98% para 5%.<\/p>\n<p>&#8220;Os n\u00fameros j\u00e1 come\u00e7am a reagir aos aumentos dos gr\u00e3os, como soja e milho. O problema \u00e9 que essas culturas t\u00eam a capacidade de alastrar o efeito sobre outros pre\u00e7os, como o frango e su\u00ednos. Nos Estados Unidos h\u00e1 efeito at\u00e9 sobre o etanol, que \u00e9 feito do milho&#8221;, diz o economista da TOV Corretora. No Brasil, o fen\u00f4meno determina diretamente a tend\u00eancia dos pre\u00e7os dom\u00e9sticos, que seguem o mercado internacional.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 outro foco de preocupa\u00e7\u00e3o. Na sexta-feira, o an\u00fancio do inesperado preju\u00edzo da Petrobr\u00e1s aumenta a expectativa de reajuste de pre\u00e7os dos combust\u00edveis. &#8220;O balan\u00e7o mostra que o governo n\u00e3o tem espa\u00e7o para continuar com essa pol\u00edtica e vai ter de alterar pre\u00e7os para absorver varia\u00e7\u00f5es internacionais e a taxa de c\u00e2mbio mais alta&#8221;, afirma Silveira.<\/p>\n<p>A depender do movimento da estatal e da rea\u00e7\u00e3o das tarifas dos transportes urbanos ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es municipais, o economista diz que cresce a possibilidade de que o IPCA em 12 meses fique em &#8220;um n\u00famero acima de 5,5% do que abaixo desse patamar&#8221;.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Petrobras culpa falta de reajuste<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>A diretoria da Petrobras tentou ontem acalmar os investidores ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o, na sexta-feira, de um preju\u00edzo l\u00edquido de R$ 1,34 bilh\u00e3o no segundo trimestre \u2014 o primeiro em mais de 13 anos, prometendo r\u00e1pida volta ao lucro. Mas acabou deixando bem claro aos consumidores que a defasagem acumulada nos pre\u00e7os dos combust\u00edveis foi um dos principais fatores para a companhia ter afundado no vermelho, acenando com a necessidade de novos reajustes nas bombas.<\/p>\n<p>Sobre a necessidade de corre\u00e7\u00f5es nas tabelas dos combust\u00edveis, a presidente da Petrobras, Maria das Gra\u00e7as Foster, disse que &#8220;espera sempre&#8221; por novos aumentos, sublinhando que a pol\u00edtica de pre\u00e7os da empresa n\u00e3o pode ser avaliada levando-se em considera\u00e7\u00e3o s\u00f3 um trimestre. Ela sublinhou que apresenta &#8220;sistematicamente&#8221; ao governo, controlador da empresa, o problema da disparidade de pre\u00e7os dos combust\u00edveis, em toda a reuni\u00e3o do conselho de administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na \u00faltima reuni\u00e3o, na sexta-feira, por exemplo, voltou a martelar que a disparidade persiste. &#8220;Mas como n\u00e3o sou governo, n\u00e3o sei o que pensou&#8221;, brincou Gra\u00e7a Foster, como ela prefere ser chamada. &#8220;O reajuste tem que ser peri\u00f3dico e n\u00e3o instant\u00e2neo, pois a pol\u00edtica de pre\u00e7os \u00e9 de m\u00e9dio e longo prazos. Como presidente da Petrobras, tenho que trabalhar a favor da paridade (interno e externo)&#8221;, declarou.<\/p>\n<p>Apesar das afirma\u00e7\u00f5es da presidente, o controle estatal dos pre\u00e7os dos combust\u00edveis \u00e9 uma das estrat\u00e9gias mais antigas do governo para controlar a infla\u00e7\u00e3o. No geral, se a gasolina sobe, a infla\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m. No \u00faltimo dia 25, a Petrobras aumentou os pre\u00e7os da gasolina (7,8%) e do diesel (3,9%) nas refinarias, mas com o seu impacto amortecido pela retirada, pelo governo, de um imposto (Cide), para que a alta n\u00e3o chegasse ao consumidor. A diferen\u00e7a em pr\u00f3ximos reajustes \u00e9 que o Planalto n\u00e3o disp\u00f5e mais da manobra de ren\u00fancia fiscal.<\/p>\n<p>A defasagem de pre\u00e7os da gasolina e do diesel vendidos no Brasil levaram a Petrobras registrar perdas de R$ 9,97 bilh\u00f5es no segundo trimestre, acima do que j\u00e1 havia perdido de janeiro a mar\u00e7o (R$ 7,1 bilh\u00f5es). Segundo o diretor Financeiro da estatal, Almir Barbassa, a distor\u00e7\u00e3o se deveu \u00e0 combina\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo importado mais caro e pre\u00e7os de produtos refinados a um custo menor no mercado interno.<\/p>\n<p>Gra\u00e7a Foster afirmou ter &#8220;extrema confian\u00e7a&#8221; de que a estatal alcan\u00e7ar\u00e1 resultados positivos nos pr\u00f3ximos trimestres, contornando outros problemas como desvaloriza\u00e7\u00e3o do real, queda na produ\u00e7\u00e3o e maiores custos na explora\u00e7\u00e3o. &#8220;Sabemos quais a\u00e7\u00f5es precisam ser feitas a curto, m\u00e9dio e longo prazos. Nossas reservas est\u00e3o presentes, nossas descobertas t\u00eam sido constantes e nosso conhecimento \u00e9 capaz de reverter o resultado negativo&#8221;, prometeu. A executiva sublinhou que a expressiva desvaloriza\u00e7\u00e3o do real influenciou mais no resultado negativo que a falta de paridade dos pre\u00e7os da gasolina nos mercados externo e interno.<\/p>\n<p>A perspectiva \u00e9 de que essa defasagem aumente caso n\u00e3o haja novo reajuste. Os contratos futuros de petr\u00f3leo fecharam em alta ontem em Nova York e Londres, devido \u00e0 tens\u00e3o no Oriente M\u00e9dio e previs\u00e3o de tempestades tropicais que podem afetar negativamente a produ\u00e7\u00e3o norte-americana no Golfo do M\u00e9xico.<\/p>\n<p>&#8220;Ao evitar reajustes, o governo vem usando a Petrobras como instrumento de pol\u00edtica econ\u00f4mica, com o objetivo de controlar a infla\u00e7\u00e3o. Isso foi determinante para o resultado global negativo do trimestre&#8221;, comentou Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) e especialista em petr\u00f3leo. \u00c9 uma vis\u00e3o compartilhada por v\u00e1rios analistas de mercado. As a\u00e7\u00f5es da Petrobras fecharam est\u00e1veis ontem, com queda de 0,1%, a R$ 19,92, ap\u00f3s forte oscila\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Dividendos<\/p>\n<p>O diretor financeiro da companhia, Almir Barbassa, tamb\u00e9m assegurou que os resultados financeiros ruins n\u00e3o v\u00e3o alterar a pol\u00edtica de dividendos, pelo menos para os detentores de a\u00e7\u00f5es preferenciais (PN). O pagamento a quem tem a\u00e7\u00f5es ordin\u00e1rias (ON) poder\u00e1, contudo, ser afetado e ser\u00e1 discutido no conselho de administra\u00e7\u00e3o da estatal, em data a ser definida. &#8220;Se olhados pelo m\u00ednimo de 25% que somos obrigados a distribuir, os dividendos para quem tem ONs poder\u00e3o ficar afetados pelo preju\u00edzo&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Devolu\u00e7\u00e3o de tarifa de energia<\/p>\n<p>O Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU) analisar\u00e1 amanh\u00e3 as distor\u00e7\u00f5es nos c\u00e1lculos de reajustes de energia el\u00e9trica entre 2002 e 2009 para decidir se a corre\u00e7\u00e3o deve ser retroativa, com devolu\u00e7\u00e3o dos valores pagos a mais. O crescimento do mercado das empresas, e consequente ganho de escala, n\u00e3o foi repassado aos consumidores na forma de redu\u00e7\u00e3o de tarifas, causando preju\u00edzos aos clientes estimados em R$ 1 bilh\u00e3o de reais por ano entre 2002 e 2009. Em 2010, a Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel) aprovou um aditivo aos contratos de concess\u00e3o. Mas para a Aneel n\u00e3o cabe a aplica\u00e7\u00e3o de ressarcimenmto retroativo, j\u00e1 que a suposta distor\u00e7\u00e3o constava dos contratos e n\u00e3o seria, portanto, ilegal.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Poupan\u00e7a capta R$ 8,25 bi, no melhor julho desde 95<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Os dep\u00f3sitos feitos em cadernetas de poupan\u00e7a ao longo de julho superaram os saques em R$ 8,252 bilh\u00f5es, informou ontem o Banco Central (BC). \u00c9 o melhor resultado para o m\u00eas de julho desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica, em 1995, e o melhor desempenho mensal de 2012. Se comparado com todos os meses de anos anteriores, \u00e9 o melhor resultado desde dezembro de 2009 (R$ 9,174 bilh\u00f5es). Considerando os cr\u00e9ditos de rendimentos, a poupan\u00e7a fechou o m\u00eas passado com saldo de R$ 459,442 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Do total da capta\u00e7\u00e3o l\u00edquida (dep\u00f3sitos menos saques), R$ 6,048 bilh\u00f5es foram depositados em institui\u00e7\u00f5es financeiras que aplicam os recursos da poupan\u00e7a em cr\u00e9dito imobili\u00e1rio. Os bancos que destinam o dinheiro ao cr\u00e9dito rural captaram liquidamente R$ 2,203 bilh\u00f5es no m\u00eas.<\/p>\n<p>No ano, a capta\u00e7\u00e3o l\u00edquida \u00e9 de R$ 23,736 bilh\u00f5es. Desde que o governo mudou as regras de remunera\u00e7\u00e3o da poupan\u00e7a, no in\u00edcio de maio, a capta\u00e7\u00e3o vem batendo recordes. A poupan\u00e7a passou a ter rendimento de 70% da Selic mais TR toda vez que o juro b\u00e1sico for igual ou menor a 8,5% ao ano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nO Estado de S. 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