{"id":33013,"date":"2025-07-17T13:37:27","date_gmt":"2025-07-17T16:37:27","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=33013"},"modified":"2025-07-17T13:37:27","modified_gmt":"2025-07-17T16:37:27","slug":"teses-da-ujc-para-o-60o-congresso-da-une","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33013","title":{"rendered":"Teses da UJC para o 60\u00ba Congresso da UNE"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"33014\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33013\/image-27\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image.png?fit=697%2C826&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"697,826\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"image\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image.png?fit=697%2C826&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-full wp-image-33014\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image.png?resize=697%2C826&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"697\" height=\"826\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image.png?w=697&amp;ssl=1 697w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image.png?resize=253%2C300&amp;ssl=1 253w\" sizes=\"auto, (max-width: 697px) 100vw, 697px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>UNE Volante por uma Universidade Popular!<br \/>\nA Uni\u00e3o da Juventude Comunista (UJC) e o Movimento por uma Universidade Popular (MUP) apresentam suas teses ao 60\u00ba Congresso da UNE (CONUNE) sob o lema \u201cUNE Volante por uma Universidade Popular\u201d, resgatando uma das tradi\u00e7\u00f5es mais combativas do movimento estudantil: as caravanas que, nos anos 1960, percorreram o Brasil discutindo Reforma Universit\u00e1ria e fortalecendo a organiza\u00e7\u00e3o popular. Hoje, a UNE encontra-se enfraquecida por uma dire\u00e7\u00e3o conciliadora, reativa, distante das bases e ref\u00e9m de uma posi\u00e7\u00e3o reboquista ao governo Lula, abandonando assim a luta por uma educa\u00e7\u00e3o verdadeiramente p\u00fablica e popular.<\/p>\n<p>Reafirmamos a necessidade de uma UNE independente, mobilizadora e enraizada nos estudantes, capaz de enfrentar os ataques neoliberais e construir um projeto de Universidade Popular \u2014 uma universidade que sirva ao povo, rompa com a l\u00f3gica mercantil e seja instrumento de transforma\u00e7\u00e3o social. Retomar o esp\u00edrito da UNE Volante n\u00e3o significa apenas reviver uma t\u00e1tica do passado, mas reacender a chama de uma entidade que ousou ir \u00e0s ruas, unir cultura e pol\u00edtica, e mostrar que a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um direito, n\u00e3o um privil\u00e9gio. A hora \u00e9 de reorganizar o movimento estudantil, combater as posturas antidemocr\u00e1ticas e imobilistas, e colocar a UNE novamente a servi\u00e7o da classe trabalhadora.<\/p>\n<p>Conjuntura<br \/>\nHoje, nacional e internacionalmente, o cen\u00e1rio \u00e9 de fortalecimento da extrema-direita, com uma rearticula\u00e7\u00e3o conservadora e reacion\u00e1ria. De corte neoliberal, a extrema-direita busca recuperar as taxas de lucro da burguesia \u00e0s custas dos direitos sociais e coletivos duramente conquistados. A elei\u00e7\u00e3o de Trump, a vota\u00e7\u00e3o expressiva do Chega! em Portugal e o n\u00famero de prefeituras de direita eleitas em 2024 no Brasil s\u00e3o express\u00f5es desse avan\u00e7o.<\/p>\n<p>Na juventude, essa articula\u00e7\u00e3o internacional se expressa por meio de organiza\u00e7\u00f5es como a Students for Liberty (SFL) e a Uni\u00e3o Juventude e Liberdade (UJL), que, na defesa do neoliberalismo, buscam minar os avan\u00e7os sociais e privilegiar o setor do ensino superior privado, sendo a primeira uma representante do capital estadunidense e a segunda, um lacaio da burguesia rentista do Brasil, com liga\u00e7\u00f5es a diversos partidos, como o Novo, o Uni\u00e3o Brasil (UB) e o Partido Liberal (PL).<\/p>\n<p>Como exemplos dessa ofensiva na juventude, que tem como ponto central o ataque \u00e0s universidades p\u00fablicas, incluem-se os ataques \u2014 com danos materiais e agress\u00f5es a estudantes \u2014 realizados na UnB e na UFF ao longo deste ano, articulados por for\u00e7as de extrema-direita e com apoio ou anu\u00eancia de parlamentares da direita e do Estado burgu\u00eas. Foram a organiza\u00e7\u00e3o dos estudantes, a a\u00e7\u00e3o dos DCEs, DAs, CAs e demais coletivos que garantiram o enfrentamento e a defesa do espa\u00e7o universit\u00e1rio.<\/p>\n<p>Essa ofensiva se expressa ideologicamente nas tentativas de desmoralizar o papel da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica e dos servidores. Seja na tentativa de emplacar a \u201cEscola Sem Partido\u201d ou na desmoraliza\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas ao associ\u00e1-las \u00e0 \u201cbalb\u00fardia\u201d, com um discurso moralista e reacion\u00e1rio sobre o consumo de drogas, sexualidade ou identidade de g\u00eanero, o fascismo busca criar um espantalho para justificar o esvaziamento do ambiente p\u00fablico.<\/p>\n<p>No Brasil, a tentativa de golpe fracassada de 8 de janeiro de 2023 \u00e9 uma express\u00e3o das articula\u00e7\u00f5es reacion\u00e1rias e golpistas, com bases s\u00f3lidas em diversas fra\u00e7\u00f5es da burguesia, das for\u00e7as armadas e da classe m\u00e9dia. Mesmo com a frustra\u00e7\u00e3o desse atentado e a posterior puni\u00e7\u00e3o de muitos dos envolvidos, inclusive com a suspens\u00e3o dos direitos pol\u00edticos de Jair Bolsonaro, a extrema-direita n\u00e3o est\u00e1 extinta e busca ativamente se rearticular para as elei\u00e7\u00f5es de 2026.<\/p>\n<p>Em 2022, a derrota de Bolsonaro e a elei\u00e7\u00e3o de Lula foram uma importante conquista para o movimento popular, visto que serviram como um duro golpe na organiza\u00e7\u00e3o golpista e nos agitadores fascistas. Mas, j\u00e1 na constru\u00e7\u00e3o da chapa de Uni\u00e3o Nacional do PT, denunciamos o car\u00e1ter rebaixado que o governo teria, com a inclus\u00e3o de diversos representantes da burguesia nos minist\u00e9rios e promessas vazias na campanha, como a revoga\u00e7\u00e3o do Teto de Gastos e a isen\u00e7\u00e3o do IR para os que recebem menos de R$ 5.000.<\/p>\n<p>Ainda assim, e apesar das contradi\u00e7\u00f5es, escolhemos apoiar a candidatura no segundo turno, sem ilus\u00f5es com as futuras possibilidades de conquistas sem o fortalecimento da luta de massas. Nosso diagn\u00f3stico se comprovou, e, por vezes, o governo se comportou de forma ainda mais rebaixada do que o previsto, como na proposta do Arcabou\u00e7o Fiscal de Haddad e no mais recente corte de 40% do or\u00e7amento das universidades p\u00fablicas, com congelamento de recursos at\u00e9 novembro.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, a pol\u00edtica econ\u00f4mica do governo, limitada pela independ\u00eancia concedida ao Banco Central e pelas concess\u00f5es \u00e0 burguesia nas principais empresas p\u00fablicas e conselhos, impede uma melhoria significativa das condi\u00e7\u00f5es de vida da classe trabalhadora. Mesmo superando alguns \u00edndices preocupantes, com um novo impulso no combate \u00e0 fome e \u00e0 extrema pobreza, o quadro estrutural de baixos sal\u00e1rios e p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es de vida corr\u00f3i a popularidade e o reconhecimento da classe trabalhadora pelo governo.<\/p>\n<p>Sem amplas medidas populares, o governo fica cada vez mais ref\u00e9m das exig\u00eancias do \u201cmercado\u201d, isto \u00e9, da burguesia rentista, que suga os recursos p\u00fablicos por meio do pagamento da d\u00edvida p\u00fablica, que j\u00e1 consome mais de 40% do or\u00e7amento p\u00fablico. Esses setores, que financiam uma pol\u00edtica neoliberal reacion\u00e1ria, n\u00e3o t\u00eam compromisso com as liberdades democr\u00e1ticas e abra\u00e7am a sa\u00edda fascista se entenderem que ela pode lhes dar mais lucros.<\/p>\n<p>\u00c9 imposs\u00edvel descolar essa pol\u00edtica econ\u00f4mica da crise ambiental que ocorre hoje no mundo. A ocorr\u00eancia de eventos clim\u00e1ticos extremos vem aumentando, em quantidade e intensidade, a cada ano. As fortes chuvas no Rio Grande do Sul, em Minas Gerais e na Bahia; as secas no sudoeste baiano; as secas e queimadas na Amaz\u00f4nia s\u00e3o sintomas da supremacia do capital. A prote\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio e a tentativa de aprovar a explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na bacia amaz\u00f4nica s\u00e3o as respostas do governo federal para a situa\u00e7\u00e3o, jogando gasolina na fogueira.<\/p>\n<p>E \u00e9 a preponder\u00e2ncia do agroneg\u00f3cio, com o refor\u00e7o do papel perif\u00e9rico e dependente do Brasil na divis\u00e3o internacional do trabalho como fornecedor de commodities, que contribui para um padr\u00e3o especialmente predat\u00f3rio e ainda mais violento de explora\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. Os baixos sal\u00e1rios, o alto pre\u00e7o dos alimentos e a n\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o de uma reforma agr\u00e1ria efetiva s\u00e3o resultados desse destaque e privil\u00e9gio do agroneg\u00f3cio e dos interesses de seus latifundi\u00e1rios na pauta dos governos burgueses.<\/p>\n<p>O quadro de explora\u00e7\u00e3o, opress\u00e3o e devasta\u00e7\u00e3o \u00e9 o mesmo na minera\u00e7\u00e3o. Seja com o ferro em Minas Gerais e na Bahia, com o ur\u00e2nio no Cear\u00e1 ou com o sal-gema em Alagoas, h\u00e1 algo constante: a destrui\u00e7\u00e3o da natureza e dos meios de vida tradicionais, a espolia\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e o envio de nossos recursos para o exterior. O projeto do capital mineral no Brasil \u00e9 um projeto de destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, vemos um quadro desesperador, com uma r\u00e1pida militariza\u00e7\u00e3o do ensino b\u00e1sico durante o governo Bolsonaro, no formato de escolas c\u00edvico-militares. Essa militariza\u00e7\u00e3o foi executada principalmente por Caiado (UB\/GO), Ratinho Jr. (PSD\/PR) e Rui Costa (PT\/BA). Ao entregar a gest\u00e3o das escolas para as PMs, opera-se um desvio de recursos da educa\u00e7\u00e3o para essas corpora\u00e7\u00f5es e abrem-se as portas para a criminaliza\u00e7\u00e3o do movimento estudantil. Em meio a isso, \u00e9 sintom\u00e1tico que o PT se alinhe \u00e0 direita reacion\u00e1ria nessa pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>No mesmo sentido est\u00e3o as diversas tentativas de privatizar as escolas, principalmente nos governos de Ratinho Jr. e Tarc\u00edsio de Freitas (Republicanos\/SP), por meio da introdu\u00e7\u00e3o de \u201calternativas tecnol\u00f3gicas\u201d, com a compra de materiais das EdTechs e a entrega da administra\u00e7\u00e3o dos col\u00e9gios \u00e0 iniciativa privada. O dogmatismo neoliberal transforma a escola p\u00fablica em fonte de acumula\u00e7\u00e3o e em transfer\u00eancia de recursos para o setor privado e para as multinacionais.<\/p>\n<p>No ensino superior, continua a pol\u00edtica de favorecer as institui\u00e7\u00f5es privadas, que desde 2023 j\u00e1 representam quase 80% das matr\u00edculas, e de fortalecer os tubar\u00f5es da educa\u00e7\u00e3o. Enquanto n\u00e3o faltam recursos para o financiamento privado, o corte por decreto de 40% do or\u00e7amento das universidades p\u00fablicas at\u00e9 novembro, j\u00e1 num cen\u00e1rio de sucateamento, torna evidentes as prioridades do atual governo.<\/p>\n<p>Esse sucateamento \u00e9 maquiado com pol\u00edticas focalizadas, como o \u201cP\u00e9-de-meia Licenciaturas\u201d, que, a partir de crit\u00e9rios meritocr\u00e1ticos, tenta incentivar a entrada de \u201cbons\u201d alunos nos cursos de licenciatura das universidades p\u00fablicas, com uma bolsa de R$ 700,00. Sem atacar as causas fundamentais da forma\u00e7\u00e3o de professores, como os baixos sal\u00e1rios, o cotidiano de trabalho exaustivo e o parco investimento nas faculdades de educa\u00e7\u00e3o, o programa sequer chegou a ter todas as suas vagas preenchidas.<\/p>\n<p>Nesse sentido, a aprova\u00e7\u00e3o da Lei do PIBID, ao mesmo tempo que expressa uma conquista t\u00e1tica frente aos desmontes da perman\u00eancia estudantil, perde seu car\u00e1ter pol\u00edtico ao desvincular a necessidade do PIBID da inexist\u00eancia de pol\u00edticas de perman\u00eancia efetivas, como uma ampla rede de resid\u00eancias e restaurantes universit\u00e1rios, e ao ignorar que a instrumentaliza\u00e7\u00e3o desse mesmo programa serve como paliativo para a atual falta de professores nos col\u00e9gios, causada pela n\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o de concursos p\u00fablicos.<\/p>\n<p>A burguesia aproveita esse quadro de insatisfa\u00e7\u00e3o para propor falsas sa\u00eddas: prop\u00f5e desregular o mercado e entregar cada vez mais servi\u00e7os essenciais ao capital privado, e define bodes expiat\u00f3rios para culpar pelas dificuldades da popula\u00e7\u00e3o, como a \u201cideologia de g\u00eanero\u201d. Ainda, essa investida reacion\u00e1ria se utiliza dessa conjuntura para instituir medidas estruturais a fim de dificultar ou at\u00e9 impedir a resist\u00eancia popular, como pela criminaliza\u00e7\u00e3o dos movimentos sociais, em especial do MST.<\/p>\n<p>Mas essas falsas promessas do fascismo n\u00e3o podem resolver nossos problemas; inclusive, devem piorar a situa\u00e7\u00e3o. Caso avancem a desregulamenta\u00e7\u00e3o e a privatiza\u00e7\u00e3o, devemos ver a queda dos sal\u00e1rios, a repress\u00e3o a sindicatos e movimentos sociais, a regress\u00e3o de direitos sociais conquistados e a lenta privatiza\u00e7\u00e3o de tudo aquilo que \u00e9 p\u00fablico, como o SUS e as universidades p\u00fablicas.<\/p>\n<p>A sa\u00edda, ent\u00e3o, \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o da luta de massas, o fortalecimento das organiza\u00e7\u00f5es de base e a constru\u00e7\u00e3o do Poder Popular. Para derrotar a extrema-direita, \u00e9 necess\u00e1ria uma radicaliza\u00e7\u00e3o do nosso programa pol\u00edtico, levantando como condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas: o fim da escala 6\u00d71, a jornada de 30 horas semanais sem redu\u00e7\u00e3o salarial, o aumento sistem\u00e1tico do sal\u00e1rio m\u00ednimo at\u00e9 R$ 6.000 (com base no DIEESE), o fim do Teto de Gastos e o fortalecimento das institui\u00e7\u00f5es e empresas p\u00fablicas rumo \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do Poder Popular e do socialismo.<\/p>\n<p>Educa\u00e7\u00e3o<br \/>\nVisto que \u00e9 parte de uma sociedade capitalista, a universidade brasileira, p\u00fablica ou privada, est\u00e1 historicamente subordinada aos interesses do lucro da classe dominante. Ela cumpre uma fun\u00e7\u00e3o essencial no aparato ideol\u00f3gico do Estado burgu\u00eas, produzindo ci\u00eancia e forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica voltadas \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o do sistema capitalista. Desde o fim da ditadura empresarial-militar nos anos 1980, a educa\u00e7\u00e3o no Brasil s\u00f3 avan\u00e7a em termos de privatiza\u00e7\u00e3o, e, consequentemente, seus desmontes s\u00e3o cada vez mais frequentes.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, agravou-se o cen\u00e1rio de ataques sistem\u00e1ticos \u00e0 educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, que continua sofrendo dada a exist\u00eancia de um projeto neoliberal privatista em vigor. Como express\u00f5es desse mesmo programa pol\u00edtico, est\u00e3o: a proposta do programa Future-se, derrotada pela luta estudantil e docente; os constantes cortes or\u00e7ament\u00e1rios; o congelamento de investimentos por meio do Teto de Gastos (EC 95\/2016); e sua reedi\u00e7\u00e3o na forma do Novo Arcabou\u00e7o Fiscal (PLP 93\/2023). Todos esses elementos buscam, em s\u00edntese, submeter a educa\u00e7\u00e3o aos interesses do mercado.<\/p>\n<p>Mais recentemente, em maio de 2025, temos mais um exemplo para a lista. Por meio do Decreto n\u00ba 12.448\/2025, o governo opera mais um contingenciamento de gastos nas Institui\u00e7\u00f5es Federais de Ensino (IFEs), que h\u00e1 anos v\u00eam sofrendo com sucateamento, terceiriza\u00e7\u00e3o e diversos retrocessos. O decreto estabelece uma restri\u00e7\u00e3o do uso mensal do or\u00e7amento destinado \u00e0s IFEs em 1\/18 de seu montante total, inviabilizando a atua\u00e7\u00e3o das IFEs.<\/p>\n<p>Isso porque, na pr\u00e1tica, cada IFE s\u00f3 poder\u00e1 executar 60% de seu or\u00e7amento mensal para arcar com seus gastos regulares e extraordin\u00e1rios. Trata-se de um decreto de corte or\u00e7ament\u00e1rio disfar\u00e7ado, pois imp\u00f5e novamente o estrangulamento ao setor p\u00fablico, e a prioridade tem sido o cumprimento da agenda reacion\u00e1ria da austeridade: o governo Lula-Alckmin, n\u00e3o contente em impor um Novo Teto de Gastos, tamb\u00e9m promove novas formas de desmantelamento.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, avan\u00e7am os tubar\u00f5es da educa\u00e7\u00e3o que, al\u00e9m de estruturarem oligop\u00f3lios de institui\u00e7\u00f5es de ensino superior privadas, oferecem cursos tecnicistas e esvaziados de forma\u00e7\u00e3o cr\u00edtica, com o objetivo de contribuir para a forma\u00e7\u00e3o de uma for\u00e7a de trabalho barata e doutrinada segundo os princ\u00edpios neoliberais do empreendedorismo. Desse modo, n\u00e3o s\u00f3 criam faculdades como tamb\u00e9m passam a controlar setores na universidade p\u00fablica, aproveitando-se do sucateamento produzido pelos cortes de verbas anteriores conduzidos pelo pr\u00f3prio governo.<\/p>\n<p>O ensino a dist\u00e2ncia (EaD) \u00e9 o principal motor para o crescimento das institui\u00e7\u00f5es privadas, conforme o dado de que 97,4% dos alunos dessa modalidade s\u00e3o formados em institui\u00e7\u00f5es desse tipo. Trata-se de um aumento gritante: em 10 anos, o n\u00famero de matr\u00edculas nessa modalidade aumentou 500%, valendo-se do discurso cada vez mais difundido de que essa \u00e9 a \u00fanica forma vi\u00e1vel de a classe trabalhadora se formar, embora a taxa de desist\u00eancia acumulada nesses casos ultrapasse os 60%.<\/p>\n<p>O discurso privatista sempre se mostra contr\u00e1rio \u00e0s necessidades dos estudantes, porque, enquanto estes buscam uma melhor forma\u00e7\u00e3o, o objetivo da classe dominante \u00e9 lucrar mais e gastar cada vez menos. Oferecer uma modalidade a dist\u00e2ncia, por exemplo, \u00e9 menos custoso do que oferecer uma estrutura f\u00edsica para acesso di\u00e1rio dos estudantes. Nesse contexto, quem literalmente paga \u00e9 a classe trabalhadora, que fica ref\u00e9m do endividamento para ter o direito de estudar e, na maioria das vezes, n\u00e3o consegue finalizar seus cursos, mantendo-se em um mercado de trabalho ainda mais precarizado.<\/p>\n<p>A iniciativa privada, com seu objetivo de transformar a classe trabalhadora \u2014 classe essa que est\u00e1 submetida a baixos sal\u00e1rios e p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es de trabalho \u2014 em um ex\u00e9rcito laboral de reserva cada vez maior, tamb\u00e9m tem avan\u00e7ado na precariza\u00e7\u00e3o dos direitos trabalhistas. \u00c0 contrarreforma trabalhista somam-se t\u00e1ticas para mascarar o v\u00ednculo empregat\u00edcio, como a superexplora\u00e7\u00e3o do est\u00e1gio e o n\u00e3o reconhecimento do trabalho de pesquisa.<\/p>\n<p>Na medida em que a educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma ilha isolada da sociedade, os problemas dela tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e3o apartados dos demais problemas sociais. Tendo em vista a intensifica\u00e7\u00e3o e extens\u00e3o da jornada de trabalho, expressas sobretudo pela difus\u00e3o da escala 6\u00d71 com 44 horas semanais, o que viemos discutindo trata-se de um conjunto de sintomas ligados aos objetivos da burguesia, classe que ainda controla a educa\u00e7\u00e3o em nosso pa\u00eds. Portanto, o que vemos \u00e9 uma universidade que reproduz o car\u00e1ter desigual, elitista, dependente, antinacional e racista da forma\u00e7\u00e3o social brasileira.<\/p>\n<p>Atualmente, representando um modelo reformista, s\u00e3o levantadas bandeiras aparentemente progressistas para os rumos da educa\u00e7\u00e3o, mas que, em ess\u00eancia, validam a\u00e7\u00f5es na mesma linha dos cortes. Tais medidas ainda mant\u00eam como prioridade a abertura de espa\u00e7os para os tubar\u00f5es da educa\u00e7\u00e3o privada, com a diferen\u00e7a de que s\u00e3o lan\u00e7ados programas de transfer\u00eancia de renda que se mostram insuficientes e n\u00e3o representam novidade.<\/p>\n<p>Um exemplo disso \u00e9 o atual Programa P\u00e9-de-Meia, lan\u00e7ado pelo governo em 2024. Trata-se de uma pol\u00edtica voltada para estudantes do ensino m\u00e9dio p\u00fablico inscritos no Cadastro \u00danico. Seu objetivo declarado \u00e9 combater a evas\u00e3o escolar, oferecendo incentivos financeiros pela frequ\u00eancia, conclus\u00e3o de s\u00e9rie e participa\u00e7\u00e3o no Enem. Embora reconhe\u00e7a minimamente as dificuldades materiais da juventude pobre para permanecer na escola, o programa atua mais como um al\u00edvio pontual \u00e0 renda familiar do que como uma solu\u00e7\u00e3o efetiva para os problemas estruturais da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica.<\/p>\n<p>A proposta, em vez de garantir o investimento massivo em escolas, profissionais da educa\u00e7\u00e3o e infraestrutura, aposta na l\u00f3gica focalizada e individualizada da assist\u00eancia, mascarando a precariedade causada pelos cortes or\u00e7ament\u00e1rios e pelo novo arcabou\u00e7o fiscal. O Estado terceiriza sua responsabilidade ao oferecer compensa\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas enquanto mant\u00e9m um modelo educacional excludente, tecnicista e subordinado \u00e0s demandas do mercado. A perman\u00eancia escolar n\u00e3o pode depender de b\u00f4nus condicionados, mas de direitos garantidos e de uma estrutura p\u00fablica fortalecida.<\/p>\n<p>Assim, apesar de seus benef\u00edcios imediatos, o P\u00e9-de-Meia est\u00e1 longe de representar uma transforma\u00e7\u00e3o real. \u00c9 preciso denunciar suas limita\u00e7\u00f5es e reivindicar uma educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica gratuita, cr\u00edtica e popular, que garanta perman\u00eancia com dignidade e n\u00e3o trate o direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o como moeda de troca. A juventude quer escolas vivas, com ci\u00eancia, arte, esporte, cultura e professores valorizados \u2014 e n\u00e3o compensa\u00e7\u00f5es para sobreviver em meio ao desmonte neoliberal do ensino p\u00fablico.<\/p>\n<p>Em uma perspectiva mais ampla, \u00e9 importante dizer que a precariza\u00e7\u00e3o das universidades p\u00fablicas \u00e9 uma express\u00e3o concreta da crise estrutural do capital e da l\u00f3gica empresarial voltada ao lucro. Nesse contexto, a educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica em geral, e a universidade p\u00fablica em particular, s\u00e3o atacadas por seu potencial como \u00e2mbitos de forma\u00e7\u00e3o socialmente referenciada e por representarem ainda uma trincheira de resist\u00eancia ao modelo de educa\u00e7\u00e3o e de sociedade neoliberal, que transforma todos os aspectos da vida \u2014 como saberes e direitos \u2014 em mercadoria.<\/p>\n<p>Mesmo diante de cortes or\u00e7ament\u00e1rios constantes, ataques ideol\u00f3gicos e tentativas de deslegitima\u00e7\u00e3o e desmoraliza\u00e7\u00e3o, s\u00e3o as universidades p\u00fablicas que concentram mais de 90% da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do pa\u00eds. Elas est\u00e3o na linha de frente da pesquisa em sa\u00fade, tecnologia, meio ambiente e ci\u00eancias humanas, formando profissionais e desenvolvendo conhecimento comprometido com as necessidades do povo. Durante a pandemia de Covid-19, foram essas institui\u00e7\u00f5es que responderam de forma \u00e1gil \u00e0 crise sanit\u00e1ria, com seus hospitais universit\u00e1rios, grupos de pesquisa e laborat\u00f3rios p\u00fablicos \u2013 tudo isso mesmo em meio ao sucateamento imposto por sucessivos governos.<\/p>\n<p>Ainda assim, o projeto neoliberal avan\u00e7a no interior das institui\u00e7\u00f5es, utilizando-se da t\u00e1tica de \u201ccomer pelas beiradas\u201d. Esse desmonte \u00e9 operado por meio da ado\u00e7\u00e3o de funda\u00e7\u00f5es privadas, parcerias p\u00fablico-privadas, terceiriza\u00e7\u00f5es, restri\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias e aus\u00eancia de concursos p\u00fablicos. Substitui-se a autonomia universit\u00e1ria por modelos gerenciais importados do setor privado, imp\u00f5em-se editais de perman\u00eancia estudantil insuficientes e coloca-se a pesquisa a servi\u00e7o direto das demandas do mercado. A precariza\u00e7\u00e3o generalizada serve de trampolim para justificar a privatiza\u00e7\u00e3o futura, transformando o ensino superior p\u00fablico em mais um espa\u00e7o de acumula\u00e7\u00e3o de capital.<\/p>\n<p>O caso recente da tentativa de federaliza\u00e7\u00e3o da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), proposta pelo governador Romeu Zema, escancara esse projeto. Sob o disfarce da \u201cfederaliza\u00e7\u00e3o\u201d, o que se apresenta \u00e9, na verdade, uma tentativa de desfazer-se da universidade estadual, abandonando sua manuten\u00e7\u00e3o e amea\u00e7ando paralisar atividades essenciais. Essa \u00e9 a express\u00e3o mais evidente de um governo que quer empurrar para a Uni\u00e3o a responsabilidade do que deveria ser mantido como compromisso estadual \u2014 preparando o terreno para um completo abandono do ensino p\u00fablico.<\/p>\n<p>Isso nos revela como o desmonte das universidades p\u00fablicas n\u00e3o come\u00e7a diretamente com a privatiza\u00e7\u00e3o; ele se constr\u00f3i silenciosamente. Um primeiro passo \u00e9 a supress\u00e3o dos direitos estudantis, expressa por meio da limita\u00e7\u00e3o do acesso com vestibulares excludentes, juntamente \u00e0 aus\u00eancia de pol\u00edticas de perman\u00eancia para estudantes pobres e da manuten\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es de vida adequadas no interior das universidades: inexist\u00eancia de moradias estudantis, indisponibilidade de oferta de bolsas ou bolsas com valores insatisfat\u00f3rios e mesmo altos pre\u00e7os nos restaurantes universit\u00e1rios. A classe trabalhadora, especialmente sua juventude negra, ind\u00edgena, transg\u00eanero e perif\u00e9rica, \u00e9 a mais afetada por esse abandono programado; tudo isso forma o cerne do projeto de exclus\u00e3o dissimulada operado pelo neoliberalismo. Esse projeto n\u00e3o se restringe \u00e0s dimens\u00f5es materiais, mas tamb\u00e9m inclui as ideol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>A ofensiva conservadora tamb\u00e9m se expressa em pautas e pr\u00e1ticas excludentes dentro da pr\u00f3pria universidade. A resist\u00eancia \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o de cotas \u2014 como as cotas trans \u2014 e o fortalecimento de setores reacion\u00e1rios dentro das reitorias e colegiados demonstram o avan\u00e7o da l\u00f3gica neoliberal e autorit\u00e1ria nas estruturas universit\u00e1rias.<\/p>\n<p>Apesar desse cen\u00e1rio, \u00e9 nas universidades p\u00fablicas que pulsa a resist\u00eancia. S\u00e3o elas os espa\u00e7os por excel\u00eancia da luta em defesa da educa\u00e7\u00e3o como direito e n\u00e3o como mercadoria. Nelas emergem mobiliza\u00e7\u00f5es estudantis, greves docentes, ocupa\u00e7\u00f5es e projetos coletivos que confrontam diretamente o projeto neoliberal. A universidade p\u00fablica \u00e9, ainda hoje, vanguarda na constru\u00e7\u00e3o de um projeto popular de educa\u00e7\u00e3o: gratuita, laica, socialmente referenciada, com financiamento p\u00fablico, valoriza\u00e7\u00e3o das carreiras e ampla assist\u00eancia estudantil.<\/p>\n<p>A defesa da universidade p\u00fablica deve ser parte estrat\u00e9gica da luta pela soberania nacional e por um projeto de pa\u00eds para a classe trabalhadora. Sua destrui\u00e7\u00e3o \u00e9 a destrui\u00e7\u00e3o do futuro do povo brasileiro. O avan\u00e7o da privatiza\u00e7\u00e3o, da precariza\u00e7\u00e3o e do conservadorismo precisa ser enfrentado com mobiliza\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o popular e enfrentamento direto ao capital. Defender as universidades p\u00fablicas \u00e9 defender um Brasil onde o saber n\u00e3o esteja a servi\u00e7o da explora\u00e7\u00e3o, da opress\u00e3o e da devasta\u00e7\u00e3o, mas sim da vida, da justi\u00e7a e da transforma\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>A Universidade Popular<br \/>\nSeguindo essa linha na defesa das universidades p\u00fablicas, n\u00f3s, da Uni\u00e3o da Juventude Comunista (UJC) e do Movimento Por Uma Universidade Popular (MUP), defendemos ir al\u00e9m e n\u00e3o s\u00f3 defender, mas tamb\u00e9m garantir que elas sirvam como polo de conhecimento para as necessidades do povo brasileiro, que busca superar os problemas da sociedade. A universidade popular n\u00e3o \u00e9 um projeto abstrato de universidade, mas um projeto poss\u00edvel e necess\u00e1rio, um real contraponto ao programa pol\u00edtico neoliberal, com alternativas concretas para o cen\u00e1rio atual.<\/p>\n<p>O projeto latino-americano de universidade, g\u00eanese da universidade popular, n\u00e3o \u00e9 recente, mas iniciou sua formula\u00e7\u00e3o h\u00e1 mais de um s\u00e9culo. As experi\u00eancias daquilo que foi fundado pelas m\u00e3os da classe trabalhadora e por ela ainda mantido mostram a vis\u00e3o de ensino-aprendizagem oriunda dessa classe e o car\u00e1ter que a universidade deve possuir. Historicamente, s\u00e3o ac\u00famulos educativos caracterizados pelas fortes rela\u00e7\u00f5es com as organiza\u00e7\u00f5es prolet\u00e1rias que at\u00e9 hoje defendemos e enxergamos inclu\u00eddos num projeto de Brasil.<\/p>\n<p>A Universidade Popular (re)estabelece o v\u00ednculo direto e indissoci\u00e1vel entre a universidade e a sociedade. Esse conceito tamb\u00e9m tem rela\u00e7\u00e3o com a cr\u00edtica ao imperialismo, que tenta intervir com seus modelos pr\u00f3prios e objetivos particulares voltados \u00e0 acumula\u00e7\u00e3o crescente e exponencial e \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de uma for\u00e7a de trabalho adequada para tal.<\/p>\n<p>Falando objetivamente, nosso projeto coloca bandeiras claras para que a universidade n\u00e3o seja uma f\u00e1brica de t\u00edtulos, nem um espa\u00e7o de mercadoria para buscar somente um meio de ganhar a vida. Pelo contr\u00e1rio, defendemos que a universidade influencia de maneira direta a vida social e que tem como fun\u00e7\u00e3o primordial a socializa\u00e7\u00e3o do conhecimento. Esse tamb\u00e9m foi o projeto levado pela UNE Volante nos anos 1960, que debateu profundamente a Reforma Universit\u00e1ria com a base dos estudantes em uma experi\u00eancia que, nos dias atuais, buscamos resgatar!<\/p>\n<p>O contexto atual mostra que \u00e9 essencial que a Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes apresente a suas bases um projeto estrat\u00e9gico que defenda n\u00e3o apenas o car\u00e1ter p\u00fablico, gratuito e de qualidade da educa\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m a produ\u00e7\u00e3o de ci\u00eancia e tecnologia pautada pelas demandas da classe trabalhadora. Nesse projeto n\u00e3o cabe a ilus\u00e3o com uma \u201ceduca\u00e7\u00e3o inclusiva para a na\u00e7\u00e3o\u201d, a partir da defesa de um novo ciclo de crescimento econ\u00f4mico do capitalismo brasileiro.<\/p>\n<p>Essa universidade que defendemos tem como objetivo promover o papel intelectual, cr\u00edtico e criador da universidade, rompendo com projetos de educa\u00e7\u00e3o que t\u00eam o mercado como condi\u00e7\u00e3o e o lucro como fim. Por isso, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel falar em uma universidade que atenda aos interesses de nossa classe contemporizando com iniciativas de vi\u00e9s liberal e sob o discurso do empreendedorismo, como Empresas Juniores e Incubadoras de Empresa, nem com submiss\u00e3o a parcerias p\u00fablico-privadas e funda\u00e7\u00f5es que est\u00e3o ligadas a outro projeto estrat\u00e9gico de sociedade.<\/p>\n<p>Na Universidade Popular, essa conex\u00e3o entre universidade e sociedade ocorre de forma espec\u00edfica na produ\u00e7\u00e3o de conhecimento, em que o desenvolvimento de pesquisa e inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica se vincula \u00e0 necessidade de superar os principais obst\u00e1culos ao livre desenvolvimento de todos e de cada um, denunciando as consequ\u00eancias geradas pelo capitalismo e expondo as contradi\u00e7\u00f5es de sua ideologia. Al\u00e9m disso, insere os n\u00edveis t\u00e9cnico, de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em um prop\u00f3sito de formar profissionais tecnicamente preparados e cr\u00edticos \u2014 n\u00e3o para atender ao gerenciamento e desenvolvimento da sociabilidade burguesa, mas comprometidos com um projeto emancipat\u00f3rio e revolucion\u00e1rio de sociedade.<\/p>\n<p>Por tudo isso, definimos a luta por uma universidade popular como projeto alternativo de educa\u00e7\u00e3o e como nossa media\u00e7\u00e3o t\u00e1tica da estrat\u00e9gia socialista no \u00e2mbito da luta pela educa\u00e7\u00e3o. A universidade popular \u00e9 uma universidade formada pela e para a classe trabalhadora, que visa construir e produzir conhecimento cr\u00edtico, combater a depend\u00eancia, o subdesenvolvimento e o colonialismo cultural, e ser um instrumento da transi\u00e7\u00e3o socialista dentro da revolu\u00e7\u00e3o brasileira!<\/p>\n<p>Assim, apresentamos alguns elementos que definem a Universidade Popular e que se expressam como eixos para nortear a luta:<\/p>\n<p>Uma institui\u00e7\u00e3o n\u00e3o mercantilizada, que possui esfor\u00e7os de ensino, pesquisa e extens\u00e3o definidos a partir das necessidades da classe trabalhadora e da soberania popular;<br \/>\nUm organismo estatal, gratuito, laico, com alto compromisso t\u00e9cnico, cient\u00edfico e social, de acesso universal. O sistema universit\u00e1rio p\u00fablico deve passar por uma franca expans\u00e3o, balizada, necessariamente, pela exig\u00eancia de alta qualidade e por pol\u00edticas de perman\u00eancia;<br \/>\nUma institui\u00e7\u00e3o amplamente democr\u00e1tica que respeite suas caracter\u00edsticas intr\u00ednsecas por meio de uma administra\u00e7\u00e3o exercida, dada sua complexidade, de forma colegiada com todos os seus segmentos de trabalhadores \u2014 incluindo representa\u00e7\u00f5es da comunidade externa;<br \/>\nUm organismo financiado plenamente pelo or\u00e7amento estatal, garantindo os recursos para sua correta manuten\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o;<br \/>\nUma institui\u00e7\u00e3o engajada, que possui papel pol\u00edtico na luta pelas transforma\u00e7\u00f5es sociais, contrapondo-se \u00e0 hegemonia cultural, pol\u00edtica e ideol\u00f3gica burguesa a partir de posicionamentos e iniciativas anticapitalistas e anti-imperialistas;<br \/>\nUm instrumento que entende como conhecimento popular todo aquele que \u00e9 produzido pela e para a classe trabalhadora, quebrando assim a dicotomia criada por essa sociedade entre o conhecimento apropriado pela academia e o criado pelas pessoas \u00e0 sua margem, ressaltando que esse conhecimento existe no contexto de uma sociedade em que a burguesia e suas ideias dominam;<br \/>\nO estabelecimento de um sistema nacional de universidades aut\u00f4nomas, em substitui\u00e7\u00e3o ao modelo atual, para garantir elevados padr\u00f5es de qualidade para todas as institui\u00e7\u00f5es, respeitando sua diversidade;<br \/>\nUma luta vinculada ao projeto de edifica\u00e7\u00e3o da sociedade socialista, tendo o comunismo como horizonte, engendrada pelo e para o poder popular, visando a supera\u00e7\u00e3o do capitalismo e a constru\u00e7\u00e3o da nova sociedade, do novo homem e da nova mulher, sustentada t\u00e9cnica e cientificamente por sua capacita\u00e7\u00e3o interna.<br \/>\nMovimento estudantil<br \/>\nA Uni\u00e3o da Juventude Comunista, juventude do Partido Comunista Brasileiro (PCB), orgulha-se de ser fundadora da UNE e de seguir construindo essa hist\u00f3rica entidade em seus quase noventa anos de vida no Movimento Estudantil Brasileiro. Desde 1930, sempre procuramos fortalecer uma UNE das massas, edificada pela base e vinculada a um projeto de educa\u00e7\u00e3o para os trabalhadores. Estivemos na luta da campanha \u201cO Petr\u00f3leo \u00c9 Nosso!\u201d, promovendo a alfabetiza\u00e7\u00e3o no interior do pa\u00eds, levando cultura e arte para todos os rinc\u00f5es do Brasil com os CPCs e resistindo aos golpes e \u00e0s ditaduras.<\/p>\n<p>Justamente por seu passado de resist\u00eancia e combatividade, defendemos uma UNE diferente da que vemos atualmente. O cen\u00e1rio nos mostra uma estrat\u00e9gia pol\u00edtica dos governos aliados ao campo democr\u00e1tico popular e \u00e0 coaliz\u00e3o com a burguesia, especialmente ap\u00f3s a redemocratiza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds nos \u00faltimos 30 anos, que vem aparelhando, imobilizando e submetendo os interesses dos estudantes aos interesses da burguesia.<\/p>\n<p>A pandemia evidenciou a fragilidade da atua\u00e7\u00e3o da maior entidade estudantil da Am\u00e9rica Latina junto \u00e0s bases. A falta de articula\u00e7\u00e3o e o esvaziamento dos Centros Acad\u00eamicos e DCEs, em meio \u00e0 virtualiza\u00e7\u00e3o do ensino, deixaram os estudantes \u00e0 merc\u00ea de medidas autorit\u00e1rias e prec\u00e1rias.<\/p>\n<p>Atualmente, com sua dire\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria representando um bra\u00e7o do governo federal, a UNE tem se tornado uma entidade cada vez mais imobilista e burocr\u00e1tica. Um exemplo disso \u00e9 o posicionamento t\u00edmido da UNE frente \u00e0s lutas da educa\u00e7\u00e3o federal, que se intensificaram desde 2023, com paralisa\u00e7\u00f5es de docentes, t\u00e9cnicos e estudantes por todo o pa\u00eds. As categorias organizadas no ANDES, SINASEFE e FASUBRA t\u00eam travado uma luta leg\u00edtima por recomposi\u00e7\u00e3o salarial, melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho e financiamento p\u00fablico para a educa\u00e7\u00e3o \u2014 luta essa que n\u00e3o teve envolvimento direto da dire\u00e7\u00e3o da UNE em 2024.<\/p>\n<p>\u00c9 urgente que a UNE rompa com sua pol\u00edtica de concilia\u00e7\u00e3o de classes e recupere sua independ\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o ao governo federal. A defesa acr\u00edtica do governo enfraquece o movimento estudantil e o distancia da realidade vivida pela parcela majorit\u00e1ria dos estudantes. A UNE deve somar-se ativamente \u00e0 luta das categorias grevistas, organizando mobiliza\u00e7\u00f5es nas universidades e nos territ\u00f3rios, em unidade com os sindicatos e movimentos populares.<\/p>\n<p>A aus\u00eancia da UNE perante as lutas da educa\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos anos escancara uma entidade constru\u00edda de cima para baixo, com pouca capacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o e que se ausenta de seu papel de radicalidade. A cada CONUNE, vemos um suposto \u201caumento\u201d da presen\u00e7a dos estudantes, em detrimento da politiza\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os do congresso, bem como o crescimento das t\u00e1ticas da majorit\u00e1ria para tentar minar a relev\u00e2ncia do campo de Oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 Esquerda dentro da entidade.<\/p>\n<p>H\u00e1 cada vez menos debates pol\u00edticos nos espa\u00e7os congressuais, menos disputa, mais aparelhamento e mais fraudes. De dois em dois anos, a UJS tenta modificar o regime eleitoral de delegados para alterar a propor\u00e7\u00e3o do n\u00famero de estudantes. Atualmente, temos a propor\u00e7\u00e3o de 1 delegado para cada 1.000 estudantes matriculados nas universidades. Por\u00e9m, desde o \u00faltimo Conselho Nacional de Entidades de Base (CONEB), est\u00e1 sendo apresentada uma proposta absurda pela UJS que reduz drasticamente a participa\u00e7\u00e3o dos estudantes no CONUNE: 1 delegado para cada 2.000 estudantes, al\u00e9m da proposta de que todas as elei\u00e7\u00f5es sejam realizadas virtualmente, independentemente de as universidades terem polo EAD ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>Tais propostas visam minar a relev\u00e2ncia das for\u00e7as na UNE, principalmente da Oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 Esquerda, aumentando o tamanho relativo da UJS na dire\u00e7\u00e3o e diminuindo cada vez mais a independ\u00eancia da entidade. J\u00e1 presenciamos dezenas de elei\u00e7\u00f5es fraudadas, o surgimento de entidades fantasmas a cada CONEG que s\u00f3 servem para contar como mais um voto nas plen\u00e1rias finais e medidas antidemocr\u00e1ticas para manter a hegemonia da corrente majorit\u00e1ria: uma elei\u00e7\u00e3o virtual abriria margem para que esse tipo de fraude aumentasse ainda mais.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso revitalizar o movimento estudantil e fazer jus ao seu car\u00e1ter transformador e social. Mostrar \u00e0 base estudantil que a universidade pode sim ser diferente, se constru\u00edda de forma coletiva, e que uma entidade combativa e presente n\u00e3o s\u00f3 garante os direitos estudantis, mas os amplia.<\/p>\n<p>O problema enfrentado hoje pelo Movimento Estudantil n\u00e3o pode ser caracterizado apenas como uma crise de dire\u00e7\u00e3o. Tal afirma\u00e7\u00e3o nos levaria a concluir que, para superarmos as dificuldades com que os estudantes hoje se deparam, bastaria trocar a dire\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria da UNE, e os obst\u00e1culos pol\u00edtico-organizativos seriam naturalmente superados. Infelizmente, essa vis\u00e3o, que consideramos equivocada, continua a orientar a a\u00e7\u00e3o de boa parte das organiza\u00e7\u00f5es que comp\u00f5em a Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes.<\/p>\n<p>Apontamos tal leitura pol\u00edtica como um erro. Orientadas por essa an\u00e1lise e visando alcan\u00e7ar o maior n\u00famero poss\u00edvel de delegados para dar fim ao modelo de dire\u00e7\u00e3o que a majorit\u00e1ria imprime na UNE, as organiza\u00e7\u00f5es acabam por concentrar todos os seus esfor\u00e7os somente na disputa pelas cadeiras da entidade, em detrimento do necess\u00e1rio trabalho de base e da reoxigena\u00e7\u00e3o de entidades mais pr\u00f3ximas do cotidiano dos estudantes (CAs, DAs, DCEs, executivas e federa\u00e7\u00f5es de curso). Essa l\u00f3gica viciada e degenerada do ME brasileiro tem, em sua raiz, a falta de um debate real sobre um projeto para a educa\u00e7\u00e3o e, em espec\u00edfico, para a universidade da classe trabalhadora.<\/p>\n<p>N\u00e3o basta mudarmos o campo majorit\u00e1rio da dire\u00e7\u00e3o da UNE se n\u00e3o mudarmos a orienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que estimula uma competi\u00e7\u00e3o burguesa. \u00c9 imprescind\u00edvel haver uma reorganiza\u00e7\u00e3o nas estrat\u00e9gias de atua\u00e7\u00e3o da UNE, que promova uma democracia interna e reafirme seu compromisso pol\u00edtico com os estudantes. \u00c9 hora de massificar a Oposi\u00e7\u00e3o de Esquerda dentro e fora da UNE, o que significa romper tamb\u00e9m com a rivalidade entre as organiza\u00e7\u00f5es do campo, buscando focar na constru\u00e7\u00e3o coletiva com estudantes independentes.<\/p>\n<p>Precisamos reconstruir o movimento estudantil real, de luta e pela base, com foco na retomada dos DCEs, CAs e DAs, na forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dos estudantes e no fortalecimento das entidades estaduais, como as UEEs. Precisamos superar a divis\u00e3o hist\u00f3rica entre a UNE e as executivas e federa\u00e7\u00f5es de curso, construindo uma rede unificada, combativa e democr\u00e1tica, que atue em todas as frentes \u2014 pol\u00edtica, cultural, acad\u00eamica e social. O papel das executivas e federa\u00e7\u00f5es de curso na mobiliza\u00e7\u00e3o das entidades de base para a disputa cr\u00edtica da UNE \u00e9 fundamental.<\/p>\n<p>Rompendo com os v\u00edcios do sectarismo e do corporativismo, deve-se compreender que o Movimento Estudantil deve ser analisado por um ponto de vista amplo, em que todas as demandas estudantis sejam contempladas com a perspectiva de unificar a luta da juventude trabalhadora, apresentando um projeto de educa\u00e7\u00e3o popular que confronte de fato o atual projeto neoliberal da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa posi\u00e7\u00e3o n\u00e3o aponta para o caminho da unidade cega, mas sim para o di\u00e1logo, alinhamento e prioriza\u00e7\u00e3o das pautas comuns da esquerda. Em muitos momentos, mesmo dentro de nosso campo, h\u00e1 uma prefer\u00eancia pela desmobiliza\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os pol\u00edticos, caso haja chance de que alguma organiza\u00e7\u00e3o \u201cdiminua\u201d sua influ\u00eancia nesses espa\u00e7os. Somos muito poucos frente ao capital privado na educa\u00e7\u00e3o e ao dom\u00ednio da ideologia burguesa nas universidades; romper com essa l\u00f3gica \u00e9 urgente.<\/p>\n<p>A Uni\u00e3o da Juventude Comunista reafirma seu compromisso com a Unidade para resistir ao fascismo e com a Ousadia para retomar as conquistas. O fim do governo Bolsonaro n\u00e3o implicou o fim do bolsonarismo e muito menos do fascismo. A unidade precisa ser fortalecida frente \u00e0s pautas historicamente defendidas pela esquerda: que n\u00e3o deixemos de avan\u00e7ar nas conquistas diariamente, n\u00e3o abaixemos nossas bandeiras e nos coloquemos para retomar uma UNE novamente combativa e protagonista nesse papel!<\/p>\n<p>A UJC e o MUP se colocam na defesa do fortalecimento dos f\u00f3runs nacionais, estaduais e locais, construindo as entidades gerais e de base org\u00e2nicas contra as fraudes. Esse \u00e9 um come\u00e7o necess\u00e1rio para retomar a entidade para o lado das lutas combativas e radicais. Colocamos como alternativa de projeto de educa\u00e7\u00e3o a universidade popular.<\/p>\n<p>A universidade popular n\u00e3o \u00e9 apenas um horizonte a ser alcan\u00e7ado, mas constru\u00e7\u00f5es di\u00e1rias de quem est\u00e1 na universidade. Alguns pilares s\u00e3o urgentes e essenciais. Queremos uma entidade nacional \u00e0 altura que consiga atender a ambos! Por uma UNE combativa!<\/p>\n<p>Nesse sentido, o Movimento por uma Universidade Popular prop\u00f5e:<\/p>\n<p>Etapas locais de debate das teses apresentadas ao Congresso da UNE, organizadas pelas UEEs e DCEs, a fim de democratizar o acesso aos debates realizados no CONUNE;<br \/>\nFortalecimento e democratiza\u00e7\u00e3o dos F\u00f3runs da entidade, com amplia\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os de debate para abranger mais entidades de base;<br \/>\nPeriodiza\u00e7\u00e3o das reuni\u00f5es ampliadas envolvendo as UEEs na constru\u00e7\u00e3o das campanhas da entidade;<br \/>\nConselho Fiscal composto pelas entidades gerais;<br \/>\nRegulariza\u00e7\u00e3o dos repasses financeiros para as UEEs como forma de fortalecer a carteira de estudantes e incentivar sua produ\u00e7\u00e3o nas bases;<br \/>\nRealiza\u00e7\u00e3o de balan\u00e7o financeiro peri\u00f3dico para aproximar o conjunto da diretoria das condi\u00e7\u00f5es de manuten\u00e7\u00e3o da entidade;<br \/>\nReuni\u00f5es peri\u00f3dicas entre os diretores das respectivas pastas para atualiza\u00e7\u00e3o do plano de trabalho formulado no in\u00edcio das gest\u00f5es, com balan\u00e7o anual p\u00fablico para aproximar as bases da agenda pol\u00edtica e dos ac\u00famulos no seio da entidade.<br \/>\nUni\u00e3o da Juventude Comunista (UJC)<br \/>\nMovimento por uma Universidade Popular (MUP)<br \/>\n4 de julho de 2025<\/p>\n<p>Gloss\u00e1rio<br \/>\nANDES \u2013 Sindicato Nacional dos Docentes das Institui\u00e7\u00f5es de Ensino Superior;<br \/>\nCA \u2013 Centro Acad\u00eamico, entidade que representa os estudantes de um curso;<br \/>\nCONEB \u2013 Conselho Nacional de Entidades de Base;<br \/>\nCONEG \u2013 Conselho Nacional de Entidades Gerais;<br \/>\nCONUNE \u2013 Congresso da Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes;<br \/>\nCPCs \u2013 Centros Populares de Cultura;<br \/>\nDA \u2013 Diret\u00f3rio Acad\u00eamico, entidade que representa os estudantes de um conjunto de cursos afins;<br \/>\nDCE \u2013 Diret\u00f3rio Central dos Estudantes;<br \/>\nDIEESE \u2013 Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos;<br \/>\nEaD \u2013 Ensino a Dist\u00e2ncia;<br \/>\nEC 95\/2016 \u2013 Emenda Constitucional 95\/2016 (Teto de Gastos);<br \/>\nEdTechs \u2013 Educational Technologies (Tecnologias Educacionais);<br \/>\nFASUBRA \u2013 Federa\u00e7\u00e3o de Sindicatos de Trabalhadores T\u00e9cnico-Administrativos em Institui\u00e7\u00f5es de Ensino Superior P\u00fablicas do Brasil;<br \/>\nIFEs \u2013 Institui\u00e7\u00f5es Federais de Ensino;<br \/>\nIR \u2013 Imposto de Renda;<br \/>\nME \u2013 Movimento Estudantil;<br \/>\nMST \u2013 Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra;<br \/>\nMUP \u2013 Movimento por uma Universidade Popular;<br \/>\nPCB \u2013 Partido Comunista Brasileiro;<br \/>\nPIBID \u2013 Programa Institucional de Bolsas de Inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 Doc\u00eancia;<br \/>\nPL \u2013 Partido Liberal;<br \/>\nPLP 93\/2023 \u2013 Projeto de Lei Complementar 93\/2023 (Novo Arcabou\u00e7o Fiscal);<br \/>\nPM \u2013 Pol\u00edcia Militar;<br \/>\nPSD \u2013 Partido Social Democr\u00e1tico;<br \/>\nPT \u2013 Partido dos Trabalhadores;<br \/>\nSFL \u2013 Students for Liberty (Estudantes pela Liberdade);<br \/>\nSINASEFE \u2013 Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica, Profissional e Tecnol\u00f3gica;<br \/>\nSUS \u2013 Sistema \u00danico de Sa\u00fade;<br \/>\nUB \u2013 Uni\u00e3o Brasil (partido pol\u00edtico);<br \/>\nUEE \u2013 Uni\u00e3o Estadual dos Estudantes;<br \/>\nUEMG \u2013 Universidade do Estado de Minas Gerais;<br \/>\nUFF \u2013 Universidade Federal Fluminense;<br \/>\nUJC \u2013 Uni\u00e3o da Juventude Comunista;<br \/>\nUJL \u2013 Uni\u00e3o Juventude e Liberdade;<br \/>\nUNE \u2013 Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes;<br \/>\nUJS \u2013 Uni\u00e3o da Juventude Socialista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" 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