{"id":33037,"date":"2025-07-29T12:46:06","date_gmt":"2025-07-29T15:46:06","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=33037"},"modified":"2025-07-29T12:46:06","modified_gmt":"2025-07-29T15:46:06","slug":"nos-100-anos-de-patrice-lumumba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33037","title":{"rendered":"Nos 100 anos de Patrice Lumumba"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"33038\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33037\/image-5-7\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image-5-1.png?fit=630%2C400&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"630,400\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"image (5)\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image-5-1.png?fit=300%2C190&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image-5-1.png?fit=630%2C400&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-full wp-image-33038\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image-5-1.png?resize=630%2C400&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"630\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image-5-1.png?w=630&amp;ssl=1 630w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image-5-1.png?resize=300%2C190&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 630px) 100vw, 630px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Carlos Lopes Pereira<\/p>\n<p>ODIARIO.INFO<\/p>\n<p>Celebram-se os 100 anos do nascimento de Patrice Lumumba, uma das grandes refer\u00eancias do combate anticolonialista e anti-imperialista em \u00c1frica. Pagou com a vida a dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 causa do seu povo e \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o do seu pa\u00eds, o Congo, v\u00edtima da conspira\u00e7\u00e3o neocolonialista, da trai\u00e7\u00e3o e da a\u00e7\u00e3o do imperialismo. Os imperialistas assassinaram-no, mas n\u00e3o mataram as suas ideias \u2013 a urg\u00eancia dos povos lutarem contra o colonialismo, o neocolonialismo e o imperialismo, pela genu\u00edna independ\u00eancia e soberania dos seus pa\u00edses, pelo progresso social, pela paz \u2013, nem o seu exemplo de vida e o seu legado de revolucion\u00e1rio \u00edntegro.<\/p>\n<p>Passaram agora 100 anos do nascimento de Patrice Lumumba, combatente pela independ\u00eancia da sua p\u00e1tria, o Congo, lutador anticolonialista e anti-imperialista e defensor da emancipa\u00e7\u00e3o dos povos da \u00c1frica e de todo o mundo.<\/p>\n<p>Nasceu a 2 de julho de 1925, na aldeia de Onalua, na prov\u00edncia do Kasai, na ent\u00e3o col\u00f4nia do Congo belga (mais tarde Rep\u00fablica do Congo, depois Zaire e hoje Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo). Estudou numa escola cat\u00f3lica e, muito jovem, come\u00e7ou a trabalhar e a participar ativamente na vida pol\u00edtica da sua terra, consolidando os ideais independentistas e progressistas e sofrendo com isso a repress\u00e3o do colonialismo belga \u2013 foi v\u00e1rias vezes preso. Sindicalista, escreveu em jornais e, em 1958, fundou e tornou-se l\u00edder do maior partido congol\u00eas, o Movimento Nacional Congol\u00eas (MNC).<\/p>\n<p>No come\u00e7o de 1960, em Bruxelas, participou na confer\u00eancia belga-congolesa em que foi acordada, entre os nacionalistas congoleses e a pot\u00eancia colonial, a independ\u00eancia do Congo, conquistada pela longa resist\u00eancia popular e pelas reivindica\u00e7\u00f5es das for\u00e7as patri\u00f3ticas. Nas elei\u00e7\u00f5es legislativas de Maio, o MNC e partidos aliados conquistaram a maioria dos votos.<\/p>\n<p>Em 30 de junho de 1960 o Congo tornou-se independente e Patrice Lumumba foi nomeado primeiro-ministro. No discurso que proferiu naquele dia, em L\u00e9opoldville (a capital congolesa, mais tarde rebatizada Kinshasa), perante governantes da B\u00e9lgica e os novos dirigentes congoleses, denunciou explicitamente os b\u00e1rbaros crimes do colonialismo belga contra o povo congol\u00eas e tra\u00e7ou as perspectivas do futuro Congo, liberto das grilhetas da domina\u00e7\u00e3o estrangeira.<\/p>\n<p>Na sua interven\u00e7\u00e3o, depois de descrever \u00aba humilhante escravid\u00e3o\u00bb sofrida pelo povo congol\u00eas, afirmou: \u00abN\u00f3s, que sofremos nos nossos corpos e nos nossos cora\u00e7\u00f5es a opress\u00e3o colonialista, dizemos em voz alta: tudo isto terminou!\u00bb. E, voltando-se para o futuro, delineou o que queria para o seu pa\u00eds: \u00abA Rep\u00fablica do Congo foi proclamada e nosso querido pa\u00eds est\u00e1 agora nas m\u00e3os de seus pr\u00f3prios filhos. Juntos, meus irm\u00e3os e irm\u00e3s, come\u00e7aremos uma nova luta, uma luta sublime que levar\u00e1 o nosso pa\u00eds para a paz, a prosperidade e a grandeza. Estabeleceremos juntos a justi\u00e7a social e garantiremos que todos recebam um pagamento justo pelo seu trabalho. Mostraremos ao mundo o que o homem negro pode fazer quando trabalha em liberdade e faremos do Congo o centro que brilha em toda a \u00c1frica. Vamos garantir que a terra de nossa p\u00e1tria beneficie realmente seus filhos. Vamos rever todas as leis do passado e fazer novas que sejam justas e nobres. E por tudo isso, meus compatriotas, tenham a certeza de que poderemos contar n\u00e3o somente com as nossas enormes for\u00e7as e imensas riquezas, mas tamb\u00e9m com a ajuda de muitos pa\u00edses estrangeiros cuja coopera\u00e7\u00e3o aceitaremos sempre que for leal e n\u00e3o pretenda nos impor nenhum tipo de pol\u00edtica. Assim, o novo Congo que o meu governo criar\u00e1 ser\u00e1 um pa\u00eds rico, livre e pr\u00f3spero\u00bb.<\/p>\n<p>Os derrotados colonialistas belgas, respaldados pelo imperialismo estadunidense, uns e outros interessados em prosseguir a pilhagem das riquezas minerais congolesas e conluiados com dirigentes congoleses que atrai\u00e7oaram os ideais da independ\u00eancia \u2013 desde o presidente Joseph Kasabuvu at\u00e9 ao separatista Moise Tshombe, passando pelo chefe do ex\u00e9rcito, Joseph Mobutu, l\u00edder nos anos seguintes de dois golpes de Estado \u2013, n\u00e3o permitiram que Lumumba e seus apoiantes governassem o jovem pa\u00eds de acordo com a vontade do povo e sem tutelas estrangeiras.<\/p>\n<p>Em setembro de 1960, Lumumba \u2013 considerado pela CIA um \u00absimpatizante da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica\u00bb e por isso um alvo a abater \u2013 foi demitido do cargo de primeiro-ministro. Em novembro foi preso e, em 17 de janeiro de 1961, depois de semanas de deten\u00e7\u00e3o ilegal, foi barbaramente torturado e assassinado por separatistas do Katanga e mercen\u00e1rios belgas. N\u00e3o tinha ainda completado 36 anos de idade.<\/p>\n<p>Os imperialistas assassinaram Patrice Lumumba, mas n\u00e3o mataram as suas ideias, muito atuais \u2013 a urg\u00eancia dos povos lutarem contra o colonialismo, o neocolonialismo e o imperialismo, pela genu\u00edna independ\u00eancia e soberania dos seus pa\u00edses, pelo progresso social, pela paz \u2013, nem o seu exemplo de vida e o seu legado de revolucion\u00e1rio \u00edntegro.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.avante.pt\/pt\/2694\/argumentos\/180306\/Nos-100-anos-de-Lumumba.htm?tpl=179\">https:\/\/www.avante.pt\/pt\/2694\/argumentos\/180306\/Nos-100-anos-de-Lumumba.htm?tpl=179<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33037\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[65,10],"tags":[234],"class_list":["post-33037","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c78-internacional","category-s19-opiniao","tag-6b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8AR","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33037","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33037"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33037\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33039,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33037\/revisions\/33039"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33037"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33037"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33037"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}