{"id":3306,"date":"2012-08-08T15:07:30","date_gmt":"2012-08-08T15:07:30","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3306"},"modified":"2012-08-08T15:07:30","modified_gmt":"2012-08-08T15:07:30","slug":"itau-unibanco-fecha-9-mil-vagas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3306","title":{"rendered":"Ita\u00fa Unibanco fecha 9 mil vagas"},"content":{"rendered":"\n<p>O Ita\u00fa Unibanco, o maior banco privado do Pa\u00eds, fechou 9 mil postos de trabalho em um ano &#8211; mais de 40% apenas no segundo trimestre. A redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de vagas acompanha uma tend\u00eancia do setor, mas \u00e9 mais expressiva que nos concorrentes. O assunto preocupa o sindicato dos banc\u00e1rios e se tornou tema da campanha salarial da categoria, que come\u00e7ou ontem.<\/p>\n<p>De acordo com dados obtidos no balan\u00e7o do banco, o Ita\u00fa Unibanco empregava 92.517 pessoas no Pa\u00eds em junho deste ano, 9.014 menos que em junho de 2011. Boa parte dessa redu\u00e7\u00e3o ocorreu recentemente, com um corte de 3.777 vagas entre mar\u00e7o e junho. De janeiro a junho, o saldo \u00e9 negativo em 5.741 postos.<\/p>\n<p>Bradesco e Santander tamb\u00e9m reduziram o n\u00famero de trabalhadores no segundo trimestre, mas em volume menos significativo. Foram fechadas 571 vagas no Bradesco e 135 no Santander de mar\u00e7o a junho. No acumulado do ano, o saldo \u00e9 negativo em 153 postos no Bradesco e positivo em 316 no Santander.<\/p>\n<p>Entre junho de 2011 e junho deste ano, Bradesco e Santander registraram aumento no n\u00famero de funcion\u00e1rios &#8211; 6.214 e 1.557 novas vagas, respectivamente. No Bradesco, com a perda do Banco Postal para o Banco do Brasil, houve abertura de novas ag\u00eancias e contrata\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Procurado pelo Estado, o Ita\u00fa Unibanco informou por meio de nota que os recentes desligamentos est\u00e3o ligados \u00e0 venda da processadora de cart\u00f5es Orbitall &#8211; cerca de 40% do total &#8211; e que na fus\u00e3o remanejou 2 mil funcion\u00e1rios. &#8220;A prioridade do Ita\u00fa Unibanco \u00e9 a busca constante de efici\u00eancia, n\u00e3o demitindo e, sim, realocando profissionais.&#8221;<\/p>\n<p>Para os representantes dos trabalhadores, os cortes ainda s\u00e3o um reflexo da fus\u00e3o. Em 2008, os dois bancos empregavam 108.458 pessoas &#8211; 77.354 no Ita\u00fa e 37.104 no Unibanco. Em rela\u00e7\u00e3o ao total de colaboradores hoje, foram fechados 15.941 postos.<\/p>\n<p>Os sindicalistas tamb\u00e9m atribuem os cortes de vagas ao crescimento dos correspondentes banc\u00e1rios &#8211; casas lot\u00e9ricas, lojas de roupas, farm\u00e1cias e outros varejistas que realizam opera\u00e7\u00f5es como abertura de conta-corrente, servi\u00e7o de cobran\u00e7a e cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>Segundo o Banco Central, entre maio de 2011 e julho deste ano, os correspondentes banc\u00e1rios sa\u00edram de 160 mil para 332 mil. Os tr\u00eas maiores bancos privados registraram crescimento dos correspondentes, mas em magnitudes diferentes: a alta foi de 5,0% no Santander, 64% no Bradesco e 256% no Ita\u00fa Unibanco.<\/p>\n<p>&#8220;O emprego banc\u00e1rio est\u00e1 sendo deslocado&#8221;, afirma Juvandia Moreira, presidente do Sindicato dos Banc\u00e1rios de S\u00e3o Paulo, Osasco e regi\u00e3o. Para B\u00e1rbara Vallejos, t\u00e9cnica do Departamento Intersindical de Estat\u00edsticas e Estudos S\u00f3cio Econ\u00f4micos (Dieese), os bancos est\u00e3o atendendo os novos clientes da classe C por meio do correspondente banc\u00e1rio, enquanto mant\u00eam nas ag\u00eancias as contas maiores.<\/p>\n<p>Revers\u00e3o. O emprego no setor banc\u00e1rio, que vinha crescendo com vigor, sofreu uma revers\u00e3o, acompanhando o desaquecimento da economia. No primeiro semestre, foram abertos 2.350 novos postos, abaixo dos 11.978 do mesmo per\u00edodo de 2011, revela pesquisa do Dieese e da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), com base em dados do Minist\u00e9rio do Trabalho.<\/p>\n<p>O resultado s\u00f3 foi positivo por conta da Caixa Econ\u00f4mica Federal, que aumentou em 3.492 o n\u00famero de vagas. Nos bancos m\u00faltiplos com carteira comercial, que inclui Ita\u00fa Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil, o saldo foi negativo em 1.209 postos de trabalho.<\/p>\n<p>&#8220;Os bancos privados se esconderam atr\u00e1s dos bancos p\u00fablicos, que est\u00e3o contratando&#8221;, disse Carlos Cordeiro, presidente da Contraf. Para o sindicalista, os bancos querem ampliar sua efici\u00eancia reduzindo o n\u00famero de trabalhadores, porque perderam rentabilidade com a queda da taxa de juros promovida pelo governo federal.<\/p>\n<p>Em nota enviada \u00e0 reportagem, a Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (Febraban) informou que o quadro total de funcion\u00e1rios do setor continua crescendo. Em junho de 2012, eram 509 mil pessoas, uma alta de 0,4% em rela\u00e7\u00e3o aos 506.723 de dezembro de 2011. No ano passado, foram criados mais de 20 mil empregos, um aumento de 4,9% comparado com 2010. &#8220;O sistema banc\u00e1rio apresenta a menor rotatividade dentre todos os setores da economia&#8221;, diz a nota.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Produ\u00e7\u00e3o cai 7,3% na agroind\u00fastria<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de derivados de cana-de-a\u00e7\u00facar determinou a queda do setor de produtos industriais derivados da agricultura de 7,3% no primeiro semestre do ano, ante o mesmo per\u00edodo do ano passado. A produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar cristal caiu 38% e a de \u00e1lcool, 28,5%.<\/p>\n<p>Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), a safra prejudicou o resultado dos derivados da cana-de-a\u00e7\u00facar. Houve redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea plantada e menor produtividade, em fun\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas desfavor\u00e1veis, que atrasaram o in\u00edcio da moagem e reduziram o teor de sacarose da cana-de-a\u00e7\u00facar. Al\u00e9m disso, influenciou o desempenho a considera\u00e7\u00e3o dos motoristas de abastecer os seus carros com gasolina, em vez de \u00e1lcool hidratado.<\/p>\n<hr \/>\n<p>It\u00e1lia afunda na recess\u00e3o e PIB pode cair at\u00e9 2,5%<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A It\u00e1lia afunda na recess\u00e3o e caminha para queda de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, ilustrando os enormes problemas econ\u00f4micos e fiscais do pa\u00eds. Ao mesmo tempo, a Alemanha surpreendeu ontem com a composi\u00e7\u00e3o da fragilidade das novas encomendas industriais: o decl\u00ednio foi causado sobretudo pela menor demanda interna alem\u00e3 e n\u00e3o pelos mercados de exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Qualquer atenua\u00e7\u00e3o na crise europeia ser\u00e1 ben\u00e9fica para o crescimento da economia mundial, mas at\u00e9 agora os indicadores econ\u00f4micos inquietantes se repetem m\u00eas a m\u00eas. Na It\u00e1lia, terceira maior economia da zona do euro, o setor de estat\u00edsticas do governo estimou que o PIB declinou 0,7% no segundo trimestre e foi 2,5% inferior ao mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p>Alem da It\u00e1lia, Espanha e B\u00e9lgica j\u00e1 anunciaram o resultado do segundo trimestre com contra\u00e7\u00f5es de 0,4% e 0,6%, respectivamente. As tr\u00eas economias representam um ter\u00e7o do PIB da zona do euro e os dados sugerem contra\u00e7\u00e3o forte em toda a regi\u00e3o.<\/p>\n<p>No caso da It\u00e1lia, o decl\u00ednio na atividade dom\u00e9stica n\u00e3o surpreendeu. Houve enorme queda de vendas no varejo e o sentimento dos consumidores est\u00e1 em n\u00edvel negativo recorde, indicando que os gastos das fam\u00edlias podem ter declinado mais 1%. Os empr\u00e9stimos dos bancos para empresas tamb\u00e9m diminu\u00edram, e talvez os investimentos tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Analistas n\u00e3o esperam melhoras em breve. Dados da produ\u00e7\u00e3o industrial de junho mostram contra\u00e7\u00e3o maior que prevista, de 1,4% no m\u00eas. Somado ao baixo sentimento no setor privado, a industria continuar\u00e1 a derrubar o PIB.<\/p>\n<p>A proje\u00e7\u00e3o do governo de contra\u00e7\u00e3o de apenas 1,2% do PIB neste ano est\u00e1 superada. Analistas j\u00e1 apontam queda de 2,5%, em linha com as estimativas da Confindustria, a Fiesp italiana. A boa noticia \u00e9 que o fisco italiano aumentou a coleta de impostos em 4,3% no primeiro semestre, totalizando \u20ac 191 bilh\u00f5es, num cen\u00e1rio de reintrodu\u00e7\u00e3o de taxa sobre a primeira resid\u00eancia, por exemplo.<\/p>\n<p>O governo de Mario Monti insiste que vai cumprir a meta de reduzir o d\u00e9ficit publico para 2% neste ano, dos 3,9 % de 2011, mesmo com a recess\u00e3o e a alta no custo de financiamento da divida.<\/p>\n<p>Se a It\u00e1lia n\u00e3o surpreendeu, na Alemanha a quest\u00e3o ontem era por que a fragilidade das novas encomendas industriais vem sobretudo do mercado interno, em total diverg\u00eancia com a percep\u00e7\u00e3o geral sobre a for\u00e7a alem\u00e3 comparada a outras economias, principalmente na zona do euro. Uma explica\u00e7\u00e3o seria a hesita\u00e7\u00e3o por companhias alem\u00e3s em investir.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Senado conclui vota\u00e7\u00e3o e MPs do Brasil Maior v\u00e3o \u00e0 san\u00e7\u00e3o presidencial<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O Senado aprovou ontem os projetos de lei de convers\u00e3o resultantes das medidas provis\u00f3rias 563 e 564, com medidas de incentivo \u00e0 ind\u00fastria nacional previstas no Plano Brasil Maior. Os senadores mantiveram os textos aprovados pela C\u00e2mara antes do recesso parlamentar, porque as MPs perderiam a validade se n\u00e3o fossem votadas at\u00e9 o dia 15. Ontem foi o primeiro dia de vota\u00e7\u00f5es do esfor\u00e7o concentrado do Senado. Os textos v\u00e3o \u00e0 san\u00e7\u00e3o presidencial.<\/p>\n<p>A MP 563 prev\u00ea redu\u00e7\u00e3o de impostos e desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos de alguns setores, na tentativa de estimular o crescimento da economia.<\/p>\n<p>A oposi\u00e7\u00e3o tentou suprimir o artigo 73, que muda a Lei de Licita\u00e7\u00f5es (8.666, de 21 de junho de 1993). O texto permite dispensa da licita\u00e7\u00e3o na contrata\u00e7\u00e3o de produtos estrat\u00e9gicos para o Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), em que houver transfer\u00eancia de tecnologia. Os senadores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e \u00c1lvaro Dias (PSDB-PR), l\u00edder da bancada tucana, alertaram para o risco que a proposta traz \u00e0 lisura de compras. Para os tucanos, a reda\u00e7\u00e3o n\u00e3o restringe a dispensa de licita\u00e7\u00e3o a medicamentos, j\u00e1 que fala em &#8220;produtos estrat\u00e9gicos&#8221; a serem definidos por uma comiss\u00e3o. &#8220;Estra\u00e7alha a Lei de Licita\u00e7\u00f5es&#8221;, disse Dias.<\/p>\n<p>Derrotada na tentativa de suprimir o artigo, a oposi\u00e7\u00e3o votou a favor da MP, mas, sobretudo da parte do senador A\u00e9cio Neves (PSDB-MG), houve cr\u00edticas \u00e0 falta de conex\u00e3o entre as mat\u00e9rias tratadas pela MP. &#8220;S\u00e3o 27 temas absolutamente sem conex\u00e3o&#8221;, disse, protestando contra a demora da C\u00e2mara dos Deputados de deliberar sobre Proposta de Emenda Constitucional (PEC) aprovada pelo Senado alterando o rito de tramita\u00e7\u00e3o das medidas provis\u00f3rias.<\/p>\n<p>Editada pela presidente Dilma Rousseff, em 3 de abril deste ano, com 54 artigos, a MP sai do Congresso com 79. Entre os assuntos tratados, a MP estabelece nova fonte de recursos para a preven\u00e7\u00e3o e o combate ao c\u00e2ncer e para a preven\u00e7\u00e3o e a reabilita\u00e7\u00e3o da pessoa com defici\u00eancia, promove a inclus\u00e3o digital nas escolas das redes p\u00fablicas de ensino, incentiva a infraestrutura de acesso \u00e0 internet em banda larga, estimula a ind\u00fastria nacional, com foco na competitividade, na agrega\u00e7\u00e3o de conte\u00fado nacional, no investimento, na inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, na produ\u00e7\u00e3o local, na exporta\u00e7\u00e3o e na diminui\u00e7\u00e3o dos encargos sobre alguns setores.<\/p>\n<p>O relator na comiss\u00e3o mista que analisou a MP, senador Romero Juc\u00e1 (PMDB-RR), lembrou terem sido acatadas, parcialmente ou totalmente, 32 emendas, e apresentadas outras 23, de autoria do relator.<\/p>\n<p>Do artigo 1\u00ba ao 14, o projeto tratar do Pronon (Programa Nacional de Apoio \u00e0 Aten\u00e7\u00e3o Oncol\u00f3gica), que d\u00e1 incentivos fiscais a doa\u00e7\u00f5es, e tamb\u00e9m do Pronas (Programa de Apoio \u00e0 Pessoa com Defici\u00eancia). Do artigo 15 ao 23, trata do programa &#8220;Um computador por aluno&#8221; e define regime tribut\u00e1rio para produ\u00e7\u00e3o de computadores para educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Dos artigos 24 a 27, cria um regime especial para constru\u00e7\u00e3o de creches e pr\u00e9-escola, dando o mesmo tratamento dado pelo programa &#8220;Minha Casa, Minha Vida&#8221;, portanto com 1% de tributa\u00e7\u00e3o para essas obras. O artigo 28 cria o Regime de Especial de Tributa\u00e7\u00e3o do Programa Nacional de Banda Larga para Implanta\u00e7\u00e3o de Redes de Telecomunica\u00e7\u00f5es (REPNBL- Redes). E d\u00e1 vantagens para construir infraestrutura de banda larga, atendendo principalmente as regi\u00f5es menos desenvolvidas do pa\u00eds. Os artigos 34 a 38 tratam de incentivos \u00e0 telecomunica\u00e7\u00e3o rural e tamb\u00e9m ao programa de m\u00e1quina para m\u00e1quina, baixando a taxa de fiscaliza\u00e7\u00e3o do sistema.<\/p>\n<p>O artigo 39 trata de altera\u00e7\u00f5es do Reporto, ampliando as a\u00e7\u00f5es para log\u00edstica, capacita\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a. Os artigos de 40 a 44 disp\u00f5em de regras do Inovar-Auto, novo regime automotivo que d\u00e1 incentivo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o nacional e \u00e0 melhoria do controle ambiental de autom\u00f3veis produzidos no Brasil. O artigo 46 d\u00e1 destina\u00e7\u00e3o e apreens\u00e3o de mercadorias n\u00e3o autorizadas apreendidas nos portos brasileiros. O 47 d\u00e1 possibilidade de aliena\u00e7\u00e3o, mediante leil\u00e3o, de mercadorias apreendidas.<\/p>\n<p>Os artigos 48 a 52 mudam as regras de pre\u00e7o e transfer\u00eancia para importa\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o dentro do mesmo grupo econ\u00f4mico. O projeto tamb\u00e9m prev\u00ea a renegocia\u00e7\u00e3o das d\u00edvidas banc\u00e1rias.<\/p>\n<p>Dos artigos 54 ao 56, o texto trata de desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento, com amplia\u00e7\u00e3o de setores para o pr\u00f3ximo ano, principalmente de transporte aquavi\u00e1rio, urbano e aerovi\u00e1rios. Trata, neste ano, da desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento para t\u00eaxteis, confec\u00e7\u00f5es, autope\u00e7as, couros, cal\u00e7ados, hot\u00e9is, tecnologia de informa\u00e7\u00e3o, entre outros, e reduz as al\u00edquotas &#8211; de 2,5% para 2% &#8211; para empresas de servi\u00e7o e &#8211; de 1,5% para 1% para empresas industriais.<\/p>\n<p>Os artigos 57 e 58 tratam de incentivo tribut\u00e1rio ao programa de semicondutores. Dos artigos 59 ao 61 baixam o \u00edndice de necessidade de exporta\u00e7\u00e3o para que a empresa seja reconhecida como predominantemente exportadora. O artigo 62 traz para a &#8220;Lei do Bem&#8221;, reduzindo impostos, smart fones, roteadores digitais e computadores para educa\u00e7\u00e3o. Os artigos 67 e 68 ampliam a fiscaliza\u00e7\u00e3o na fabrica\u00e7\u00e3o de cigarros, tornando mais dura a legisla\u00e7\u00e3o do setor. O artigo 69 prorroga por mais cinco anos os incentivos fiscais do imposto de renda da Sudene e da Sudam.<\/p>\n<p>O artigo 70 trata do enquadramento das ag\u00eancias de fomento como agentes financeiros. O 72 trata de ajuste no cadastro positivo. E o artigo 77, inclu\u00eddo na C\u00e2mara, traz isen\u00e7\u00e3o de PIS, cofins e IPI para produtos alimentares da cesta b\u00e1sica. Os produtos ser\u00e3o definidos por comiss\u00e3o interministerial. Juc\u00e1 explicou que o projeto tamb\u00e9m reduz as exig\u00eancias da lei de deb\u00eantures para investimentos.<\/p>\n<p>Na MP 564, que trata da revitaliza\u00e7\u00e3o do BNDES e lhe transfere R$ 45 bilh\u00f5es do Tesouro Nacional para o banco de fomento federal.<\/p>\n<p>Uma das principais mudan\u00e7as feitas na C\u00e2mara, mantida pelo Senado, foi o aumento na capitaliza\u00e7\u00e3o do Banco do Nordeste (BNB) e do Banco da Amaz\u00f4nia (Basa). Inicialmente, o governo queria ceder apenas R$ 1 bilh\u00e3o ao BNB e R$ 500 milh\u00f5es ao Basa at\u00e9 2014. O projeto aprovado aumentou para R$ 4 bilh\u00f5es e R$ 1 bilh\u00e3o, respectivamente.<\/p>\n<p>O relator tamb\u00e9m ampliou os setores beneficiados pela subven\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica concedidos pela MP 564 (um dos pilares do Brasil Maior), incluindo as &#8220;empresas de processamento de prote\u00edna animal; pesca e aquicultura; \u00f3leo de palma; torrefa\u00e7\u00e3o e moagem de caf\u00e9 e fabrica\u00e7\u00e3o de sol\u00favel; castanha de caju; e ceras de origem vegetal, a nossa cera de carna\u00faba&#8221;. Nenhum desses setores estava previsto na medida provis\u00f3ria original.<\/p>\n<p>Outra medida que n\u00e3o estava no original \u00e9 a prorroga\u00e7\u00e3o dos incentivos fiscais da Superintend\u00eancia de Desenvolvimento da Amaz\u00f4nia (Sudam) e do Nordeste (Sudene) at\u00e9 2018 e a cobertura dos Fundos \u00e0s PPPs estaduais com a contragarantia da Uni\u00e3o pela vincula\u00e7\u00e3o de receitas tribut\u00e1rias dos Estados. Ap\u00f3s negocia\u00e7\u00e3o com o governo, j\u00e1 na vota\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara foi inclu\u00edda na MP maior flexibilidade aos bancos administradores dos fundos constitucionais para negociar as opera\u00e7\u00f5es que descumpram os contratos.<\/p>\n<hr \/>\n<p>SP tem o menor peso na cria\u00e7\u00e3o de vaga na d\u00e9cada<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o da economia paulista na cria\u00e7\u00e3o de empregos no primeiro semestre foi a menor para o per\u00edodo em dez anos. O Estado de S\u00e3o Paulo foi respons\u00e1vel por 32,1% do saldo de vagas do Brasil, que contabilizou 1.047.914 postos, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego.<\/p>\n<p>Em 2002, a participa\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo no primeiro semestre foi de 40% dos quase 762 mil empregos criados no Brasil. Em 2006, no auge, chegou a 45,6%.<\/p>\n<p>O peso de S\u00e3o Paulo caiu este ano sobretudo por causa da crise enfrentada pela ind\u00fastria. Como o Estado concentra boa parte da produ\u00e7\u00e3o industrial, sofre mais com a desacelera\u00e7\u00e3o do setor. Segundo o Caged, no primeiro semestre, o saldo do emprego da ind\u00fastria no Brasil foi 127,5 mil mais baixo do que o verificado no mesmo per\u00edodo de 2011.<\/p>\n<p>&#8220;O mercado internacional est\u00e1 adverso, ficou mais dif\u00edcil para exportar. A concorr\u00eancia da produ\u00e7\u00e3o brasileira com produtos de outros pa\u00edses, em especial com os asi\u00e1ticos, tamb\u00e9m prejudicou a ind\u00fastria. Al\u00e9m disso, at\u00e9 maio, o d\u00f3lar ainda estava bastante desfavor\u00e1vel&#8221;, diz Anselmo Luis dos Santos, professor da Unicamp e diretor adjunto do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit).<\/p>\n<p>O fraco desempenho do setor industrial n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico respons\u00e1vel pela descentraliza\u00e7\u00e3o do emprego no Pa\u00eds. Por tr\u00e1s da redu\u00e7\u00e3o do peso paulista, est\u00e3o incentivos fiscais promovidos por alguns Estados, busca das empresas por locais com m\u00e3o de obra mais barata e at\u00e9 aumento real do sal\u00e1rio m\u00ednimo, que criou e fortaleceu novos centros consumidores pelo Pa\u00eds nos \u00faltimos anos, sobretudo no Nordeste e Norte.<\/p>\n<p>Crise. A queda na participa\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo no saldo do emprego do Pa\u00eds se acentuou a partir de 2010, quando a economia brasileira se recuperou dos efeitos da crise internacional. Naquele ano, o peso da economia paulista no primeiro semestre caiu para 35,7% ante 40,3%, em 2009. Houve um leve aumento em 2011 (36,7%), mas revertido neste semestre.<\/p>\n<p>Apesar da menor participa\u00e7\u00e3o na cria\u00e7\u00e3o de empregos, S\u00e3o Paulo mant\u00e9m uma lideran\u00e7a folgada na compara\u00e7\u00e3o com os outros locais. Depois da economia paulista, aparecem Minas Gerais , Paran\u00e1, Rio de Janeiro e Goi\u00e1s. Esses dois \u00faltimos Estados, ali\u00e1s, foram os que tiveram maior aumento entre 2002 e 2012.<\/p>\n<p>Maior peso<\/p>\n<p>Nesses dez anos, impulsionado por novas oportunidades, o Rio de Janeiro aumentou seu peso na cria\u00e7\u00e3o de empregos de 3,9% para atuais 8,3%. Entre 2002 e 2012, tiveram in\u00edcio os investimentos para a explora\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal e a cidade do Rio foi eleita a sede dos Jogos Ol\u00edmpicos de 2016.<\/p>\n<p>&#8220;O setor de servi\u00e7os \u00e9 muito forte no Rio e tamb\u00e9m \u00e9 intensivo em m\u00e3o de obra. Como o setor ainda cresce, o emprego aqui no Rio segue esse ritmo&#8221;, diz Jos\u00e9 Marcio Camargo, professor da PUC-Rio e economista da Opus Investimentos.<\/p>\n<p>J\u00e1 Goi\u00e1s, assim como todo o Centro-Oeste, aproveitou o aumento das cota\u00e7\u00f5es dos produtos b\u00e1sicos exportados pelo Brasil. Entre 2002 e 2012, a participa\u00e7\u00e3o da economia goiana no primeiro semestre avan\u00e7ou de 4,0% para 7,1%.<\/p>\n<p>&#8220;Nesse caso, o dinamismo vem do meio rural, e isso transborda para o meio urbano com impactos diretos e indiretos, influenciando todos os setores&#8221;, diz Santos, da Unicamp.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Dividendos de estatais bem abaixo da meta<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Em fevereiro, o governo federal estimou que sua receita deste ano com dividendos das empresas estatais seria de R$ 19,8 bilh\u00f5es. Nos meses seguintes, foi elevando essa previs\u00e3o, como uma forma de compensar a frustra\u00e7\u00e3o da receita tribut\u00e1ria deste ano, que est\u00e1 muito abaixo do previsto, em virtude do desaquecimento da economia. Em maio, ele ampliou a estimativa para R$ 23,5 bilh\u00f5es e, no m\u00eas passado, subiu para R$ 26,5 bilh\u00f5es. A receita de dividendos passou a ser, portanto, uma vari\u00e1vel de ajuste.<\/p>\n<p>No primeiro semestre deste ano, contudo, o cen\u00e1rio macroecon\u00f4mico afetou o resultado das empresas brasileiras, entre elas as estatais. Como consequ\u00eancia, a receita com dividendos foi de apenas R$ 7,96 bilh\u00f5es, segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Esse resultado foi R$ 2,3 bilh\u00f5es inferior ao registrado no mesmo per\u00edodo do ano passado. Ele est\u00e1 de acordo com a situa\u00e7\u00e3o real da economia, pois a atividade em 2012 est\u00e1 menos aquecida e a lucratividade das empresas, menor.<\/p>\n<p>O lucro semestral da Petrobras no primeiro semestre de 2012 somou R$ 7,8 bilh\u00f5es, 64% menor que o registrado no primeiro semestre de 2011, quando ela teve lucro de R$ 21,928 bilh\u00f5es. A pior contribui\u00e7\u00e3o para esse resultado veio do per\u00edodo abril-junho, devendo afetar o repasse de dividendos nos pr\u00f3ximos meses. No segundo trimestre de 2012, a Petrobras teve preju\u00edzo de R$ 1,3 bilh\u00e3o (ante R$ 10,9 bilh\u00f5es de lucro no segundo trimestre de 2011), e foi o primeiro resultado negativo da estatal em 13 anos<\/p>\n<p>Caixa Econ\u00f4mica e Banco do Brasil ainda n\u00e3o divulgaram seus resultados do segundo trimestre, mas os valores sempre foram bem menos expressivos do que os da petroleira. O Banco do Brasil teve um lucro l\u00edquido de R$ 2,5 bilh\u00f5es no primeiro trimestre deste ano, valor 14,66% inferior ao registrado em igual per\u00edodo de 2011. A Caixa teve um lucro l\u00edquido de R$ 1,2 bilh\u00e3o no primeiro trimestre de 2012, o que representou um crescimento de 46,1% na compara\u00e7\u00e3o com igual trimestre do ano passado.<\/p>\n<p>Para atingir sua previs\u00e3o de R$ 26,5 bilh\u00f5es com dividendos este ano, o governo ter\u00e1 que obter mais R$ 18,5 bilh\u00f5es at\u00e9 dezembro. Como a lucratividade da Petrobras vai de mal a pior e as perspectivas dos analistas para o Banco do Brasil n\u00e3o s\u00e3o de expressiva recupera\u00e7\u00e3o frente ao primeiro trimestre, resta ao governo apelar para o BNDES e para a Caixa Econ\u00f4mica Federal.<\/p>\n<p>Nessas duas institui\u00e7\u00f5es, o governo pode definir a pol\u00edtica de distribui\u00e7\u00e3o de dividendos que achar mais conveniente, pois tem 100% do capital desses bancos. Os dividendos do BNDES dependem diretamente do volume de empr\u00e9stimos que ele vem recebendo do Tesouro nos \u00faltimos anos. Antes desses repasses, os dividendos repassados pelo BNDES ao Tesouro eram bem baixos. Em 2007, foram de apenas R$ 920 milh\u00f5es. Em 2009, o BNDES recebeu R$ 100 bilh\u00f5es do Tesouro e pagou R$ 14,4 bilh\u00f5es em dividendos. Foi um recorde. At\u00e9 agora.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Eletrobras fecha acordo com pa\u00edses vizinhos<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A Eletrobras vai assinar este m\u00eas memorando de entendimento entre empresas e governos da Guiana, Guiana Francesa e Suriname para o desenvolvimento de estudos de aproveitamento do potencial h\u00eddrico dos tr\u00eas pa\u00edses para a gera\u00e7\u00e3o de energia de forma integrada. A afirma\u00e7\u00e3o foi feita pelo superintendente de opera\u00e7\u00f5es no exterior da Eletrobras, Sinval Zaidan Gama. A ideia, segundo o executivo, \u00e9 analisar a possibilidade de escoar a produ\u00e7\u00e3o de energia dos tr\u00eas pa\u00edses para o Brasil, al\u00e9m do Caribe e Venezuela.<\/p>\n<p>Gama afirmou que, em princ\u00edpio, est\u00e1 sendo analisada a constru\u00e7\u00e3o de duas usinas hidrel\u00e9tricas na Guiana, no rio Mazaruni, e uma no Suriname, no rio Aper, que somariam total de 3 mil megawatts (MW) de pot\u00eancia. No entanto, pondera que o potencial das usinas, a constru\u00e7\u00e3o de linhas de transmiss\u00e3o e os investimentos necess\u00e1rios ser\u00e3o definidos nos pr\u00f3ximos quatro anos.<\/p>\n<p>Segundo Gama, o objetivo da estatal \u00e9 contribuir com o desenvolvimento da Guiana, Suriname e Guiana Francesa, oferecendo conhecimento e tecnologia. &#8220;Por outro lado, temos possibilidade de conectar esse sistema ao brasileiro&#8221;, disse. O executivo participou ontem do Semin\u00e1rio Internacional de Integra\u00e7\u00e3o El\u00e9trica da Am\u00e9rica do Sul, organizado pelo Grupo de Estudo do Setor de Energia El\u00e9trica (Gesel), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).<\/p>\n<p>Estudos de viabilidade j\u00e1 est\u00e3o sendo feitos na Guiana por duas empresas brasileiras: Queiroz Galv\u00e3o e OAS. J\u00e1 no Suriname, a EBS, estatal do setor el\u00e9trico do pa\u00eds, lan\u00e7ou um edital para a contrata\u00e7\u00e3o de empresas para a elabora\u00e7\u00e3o desses estudos. &#8220;O BID [Banco Interamericano de Desenvolvimento] vai financiar o governo da Guiana e do Suriname a contratar esses estudos, que s\u00e3o caros&#8221;, disse Gama, que n\u00e3o revelou o valor do aporte.<\/p>\n<p>Gama explicou que na confer\u00eancia Rio+20, em junho, a Eletrobras assinou memorandos de entendimento individualmente com os tr\u00eas pa\u00edses. Um dos memorandos foi com o governo da Guiana, outro com a EBS, do Suriname, e o terceiro com a \u00c9lectricit\u00e9 de France (EDF), da Guiana Francesa.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Ociosidade cresce na ind\u00fastria e sugere volta lenta do investimento<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A ind\u00fastria chegou na metade de 2012 com uma expressiva capacidade ociosa, indicando que o setor pode elevar a oferta sem novos investimentos. Pesquisa da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) apontou que o n\u00edvel de utiliza\u00e7\u00e3o da capacidade recuou para 80,8% em junho, quase dois pontos abaixo de igual m\u00eas de 2011, quando a ind\u00fastria operou com 82,4% de sua capacidade. Em meados de 2009, auge da desacelera\u00e7\u00e3o provocada pela crise internacional, esse \u00edndice foi de 79,5%.<\/p>\n<p>Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, diz que esse dado indica uma volta muito suave dos investimentos. Ele explica que esse fator se soma \u00e0s incertezas quanto \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica de Europa e Estados Unidos no fim do ano, devido ao risco de um &#8220;abismo fiscal&#8221;, como foi chamado por Ben Bernanke, presidente do Fed, o banco central americano. &#8220;Quando h\u00e1 esse grau de incerteza, \u00e9 natural vermos o investimento demorar a voltar&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Para Julio Gomes de Almeida, consultor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), o aumento da capacidade ociosa da ind\u00fastria desestimula novos investimentos. Ele explica que um n\u00edvel de utiliza\u00e7\u00e3o da capacidade baixo abre margem para que a produ\u00e7\u00e3o cres\u00e7a sem novos projetos ou compra de m\u00e1quinas. &#8220;O investimento \u00e9 balizado pela ociosidade da ind\u00fastria, da empresa ou da economia, pela expectativa de demanda e pelo custo desse investimento. Quanto maior for o espa\u00e7o para que a empresa aumente sua produ\u00e7\u00e3o quando necess\u00e1rio, mais ela vai faz\u00ea-lo sem novos investimentos, j\u00e1 que existe capacidade instalada que comporte esse crescimento. Essa \u00e9 a nossa situa\u00e7\u00e3o atual&#8221;, explica.<\/p>\n<p>A ind\u00fastria elevou em 3,1% o faturamento no primeiro semestre, apesar da redu\u00e7\u00e3o da ocupa\u00e7\u00e3o, usando mais insumos importados. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 do gerente-executivo de pol\u00edtica econ\u00f4mica da CNI, Fl\u00e1vio Castelo Branco. &#8220;O movimento reflete, cada vez mais, o uso de componentes importados, o que acaba impactando o faturamento.&#8221; Castelo Branco diz, por\u00e9m, que a alta no faturamento n\u00e3o \u00e9 suficiente para reverter o que a CNI tem chamado de &#8220;semestre perdido&#8221;. Para ele, o maior uso de insumos importados leva a &#8220;produzir e empregar menos&#8221;.<\/p>\n<p>O aumento do faturamento tamb\u00e9m n\u00e3o significa, necessariamente, aumento no lucro, explicou o economista. Isso porque a massa salarial e o rendimento m\u00e9dio real (ambos com alta de 6,8% entre os primeiros semestres de 2011 e 2012) t\u00eam elevado os custos para o setor. &#8220;O n\u00edvel de estoques acima do desej\u00e1vel tamb\u00e9m tem impactado no uso da capacidade&#8221;, reiterou Castelo Branco. Em junho foi observado uma &#8220;certa redu\u00e7\u00e3o desses ac\u00famulos em alguns segmentos estimulados pelas pol\u00edticas econ\u00f4micas [como o de autom\u00f3veis, que teve uma redu\u00e7\u00e3o no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)]&#8221;, citou.<\/p>\n<p>A pesquisa da CNI tamb\u00e9m mostrou que o faturamento real da ind\u00fastria subiu 2,9% em junho, ante maio, feitos os ajustes sazonais, e aumentou 2,4% na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas do ano passado. O emprego dessazonalizado cresceu 0,3% em junho na compara\u00e7\u00e3o com o m\u00eas anterior, mas teve retra\u00e7\u00e3o de 0,2% ante junho de 2011. O n\u00famero de horas trabalhadas aumentou 1,8% na ind\u00fastria em junho, ante maio, com ajuste. Ante junho de 2011, contudo, houve diminui\u00e7\u00e3o de 1,8%.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nO Estado de S. 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