{"id":33085,"date":"2025-08-12T15:05:43","date_gmt":"2025-08-12T18:05:43","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=33085"},"modified":"2025-08-12T15:05:43","modified_gmt":"2025-08-12T18:05:43","slug":"os-martires-da-palestina-e-suas-cameras-em-maos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33085","title":{"rendered":"Os m\u00e1rtires da Palestina e suas c\u00e2meras em m\u00e3os"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"33086\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33085\/531629403_1315006166653599_2595677948946671109_n\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/531629403_1315006166653599_2595677948946671109_n.jpg?fit=1024%2C1280&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1024,1280\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"531629403_1315006166653599_2595677948946671109_n\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/531629403_1315006166653599_2595677948946671109_n.jpg?fit=720%2C900&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-large wp-image-33086\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/531629403_1315006166653599_2595677948946671109_n.jpg?resize=720%2C900&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"900\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/531629403_1315006166653599_2595677948946671109_n.jpg?resize=720%2C900&amp;ssl=1 720w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/531629403_1315006166653599_2595677948946671109_n.jpg?resize=240%2C300&amp;ssl=1 240w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/531629403_1315006166653599_2595677948946671109_n.jpg?resize=768%2C960&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/531629403_1315006166653599_2595677948946671109_n.jpg?w=1024&amp;ssl=1 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Por Fran Rebelatto &#8211;\u00a0Fot\u00f3grafa, cineasta e jornalista,\u00a0Professora de Cinema na Unila e\u00a0Membro do Comit\u00ea Central do PCB<\/p>\n<p><strong>&#8220;Se suas fotos n\u00e3o s\u00e3o boas, voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 perto o bastante&#8221;<br \/>\n<\/strong>(Robert Capa)<\/p>\n<p>Quando iniciei meus estudos em fotografia, em meados dos anos 2000, aprendi a lidar com a diferen\u00e7a entre as objetivas tamb\u00e9m conhecidas como lentes fotogr\u00e1ficas. As mais angulares s\u00e3o aquelas que te d\u00e3o \u00e2ngulo de vis\u00e3o mais amplo, no entanto, te exigem maior aproxima\u00e7\u00e3o do que est\u00e1 sendo fotografado e podem provocar distor\u00e7\u00f5es. As \u2018normais\u2019 s\u00e3o aquelas que reproduzem ou se aproximam do \u00e2ngulo da vis\u00e3o humana, mais conhecidas como 50mm, j\u00e1 as teleobjetivas correspondem \u00e0s que aproximam o que est\u00e1 mais distante, recortando essa imagem, podendo provocar maior desfoque do fundo. Nada disso \u00e9 sobre t\u00e9cnica e est\u00e9tica, sempre \u00e9 sobre posi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Mas tamb\u00e9m \u00e9 sobre t\u00e9cnica e est\u00e9tica.<\/p>\n<p>Por um lado compreendia, desde este momento inicial, a provoca\u00e7\u00e3o de um dos mais importantes fot\u00f3grafos de guerra do s\u00e9culo XX, o fot\u00f3grafo h\u00fangaro Robert Capa, a partir da sua famosa frase \u201cse suas fotos n\u00e3o s\u00e3o boas, voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 perto o bastante&#8221;, ou seja, para o fot\u00f3grafo, era necess\u00e1rio estar pr\u00f3ximo ou envolvido o suficiente no tema e na realidade em que est\u00e1 fotografando, qui\u00e7\u00e1 consciente o suficiente do que n\u00e3o \u00e9 dito t\u00e3o somente na imagem registrada. Por outro lado, lembro-me que projetava a lente teleobjetiva como a ideal para fotografar regi\u00f5es de conflito e de guerras, pois \u00e9 esta lente grande e pesada que n\u00e3o s\u00f3 reproduzia o formato de uma arma, se n\u00e3o que tamb\u00e9m te permitia uma dist\u00e2ncia segura para disparar o clique.<\/p>\n<p>Sim, eu queria ser \u2018correspondente de guerra\u2019. N\u00e3o pelo fetiche da realidade dos territ\u00f3rios devastados e pela dor revelada nas imagens, mas por que sabia que enquanto houvesse capitalismo, imperialismo e regimes autorit\u00e1rios e racistas como o sionismo, a guerra seguiria existindo e estar ali &#8211; enquanto fotojornalista-, tamb\u00e9m era tomar uma posi\u00e7\u00e3o diante das contradi\u00e7\u00f5es do mundo. N\u00e3o me tornei uma fot\u00f3grafa de guerra, por mais que tenha me valido \u2013 e sigo -, da fotografia para registrar diferentes realidades de trabalhadores (as) e seus mais diversos povos da Am\u00e9rica Latina. Me refugiei na arte do cinema, menos no jornalismo, mas a c\u00e2mera segue me acompanhando: como escudo, como testemunha, como uma arma.<\/p>\n<p>Mas esse texto n\u00e3o \u00e9 sobre minha hist\u00f3ria, sobre a hist\u00f3ria das lentes, \u00e9 sobre a Palestina.<\/p>\n<p><strong>Quantos m\u00e1rtires com c\u00e2meras em m\u00e3os ser\u00e3o necess\u00e1rios mais?<\/strong><\/p>\n<p>Em menos de quinze dias na Palestina, se tornaram m\u00e1rtires o ativista Odeh Hadalin, que participou do document\u00e1rio Sem Ch\u00e3o (No Other Land ), vencedor do Oscar, assassinado friamente por um colono israelente. Ele registrou com uma c\u00e2mera em m\u00e3os seu pr\u00f3prio assassinato. Ele estava \u2018perto o bastante\u2019. Logo, se transformaram em m\u00e1rtires a equipe do grupo Al Jazeera, dentre eles, o jovem e reconhecido jornalista Anas al Sharif, de 28 anos, que permaneceu nesses quase dois anos \u2018perto o bastante\u2019 da realidade do seu povo. Esses cru\u00e9is assassinatos, em meio \u00e0 fome como arma de guerra, \u00e0 matan\u00e7a deliberada de civis em busca de comida, os bombardeiros di\u00e1rios e uma cifra incont\u00e1vel de m\u00e1rtires (dentre eles crian\u00e7as e mulheres) por um momento me fizeram pensar: Quem vai sobreviver? Quando nem uma c\u00e2mera mais \u00e9 capaz de proteger a dignidade da exist\u00eancia de um palestino?<\/p>\n<p>Desabei com o assassinato de Anas al Sharif, confesso. Desde outubro de 2023 o seguia cotidianamente nas redes sociais, n\u00e3o somente o seu perfil, mas de v\u00e1rios outros jornalistas e fot\u00f3grafos de Gaza, estudantes universit\u00e1rios, artistas, dentre outros. Tenho certeza que eles n\u00e3o escolheram ser fot\u00f3grafos (as) ou jornalistas de guerra. Essa decis\u00e3o lhes foi imposta h\u00e1 mais de sete d\u00e9cadas pelo avan\u00e7o do projeto sionista de aniquila\u00e7\u00e3o de um povo, de sua hist\u00f3ria, de suas oliveiras, dos rostos de suas gentes, dos sonhos de suas crian\u00e7as e de suas paisagens. Imagens sempre bonitas para os bons filmes \u00e1rabes.<\/p>\n<p>Desde que comecei a acompanh\u00e1-los o medo \u00e9 permanente de n\u00e3o ter mais not\u00edcias e ter conhecimento de que se tornaram m\u00e1rtires. O assassinato de Anas me bateu naquele lugar dos sonhos da juventude quando me debrucei &#8211; em muitos momentos na faculdade a conhecer aqueles (as) que tinham sido os (as) fot\u00f3grafos de guerra ou algumas das fotos mais emblem\u00e1ticas da hist\u00f3ria dos conflitos do s\u00e9culo XX. Sigo os trazendo para as aulas agora como docente de fotografia no Curso de Cinema e Audiovisual da Unila. Comecei por Robert Capa e sua companheira Gerda Taro, ambos mortos durante guerras.<\/p>\n<p>Capa foi o fot\u00f3grafo que desembarcou com os soldados aliados no Dia D durante a Segunda Guerra Mundial. Al\u00e9m disso, cobriu a Guerra Civil Espanhola, a Segunda Guerra Sino-japonesa, a Guerra \u00c1rabe-israelense, de 1948, e a Primeira Guerra da Indochina. Em 1954, durante a Primeira Guerra da Indochina, Capa pisou em uma mina terrestre e faleceu na hora. Gera Tardo, por sua vez, foi a primeira fot\u00f3grafa do sexo feminino a morrer em combate. Com ascend\u00eancia judia, ela fugiu da Alemanha para Paris na ascens\u00e3o do nazismo onde conheceu Capa. Ela participou da cobertura da Guerra Civil Espanhola e, em 1937, morreu em uma acidente durante uma fuga em uma \u00e1rea que seria bombardeada.<\/p>\n<p>Li tamb\u00e9m sobre Dmitri Baltermants, fot\u00f3grafo sovi\u00e9tico nascido na Pol\u00f4nia, tendo sido o fot\u00f3grafo oficial do Kremlin. Algumas das suas fotos mais importantes foi acompanhar o Ex\u00e9rcito Vermelho, inclusive a batalha de Stalingrado. No meu roll de fot\u00f3grafos de guerra, tamb\u00e9n estava Gilles Caron, fot\u00f3grafo franc\u00eas que tem entre seus trabalhos mais conhecidos as fotos tiradas na Guerra dos Seis Dias, em 1967, na Guerra do Vietn\u00e3 e nos protestos e confrontos civis de maio de 1968, na Fran\u00e7a. Caron desapareceu enquanto fazia a cobertura no Camboja em 1970, e foi dado como morto em 1978.<\/p>\n<p>Da mesma forma, estudei as fotos emblem\u00e1ticas de guerras, podendo citar, a &#8220;Menina do Napalm&#8221; de Nick Ut durante a Guerra do Vietn\u00e3, \u2018O Soldado Ca\u00eddo\u2019 de Robert Capa na Guerra Civil Espanhola. Me interessava, no entanto, tamb\u00e9m o olhar de fot\u00f3grafas e fot\u00f3grafos que registraram as condi\u00e7\u00f5es de trabalho e de vida das v\u00e1rias popula\u00e7\u00f5es do mundo, como o fot\u00f3grafo de origem ind\u00edgena Mart\u00edn Chambi que nasceu em Puno, uma das regi\u00f5es mais pobres do Peru e registrou os trabalhadores (as) daquele pa\u00eds, em especial, os das minas e suas condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Sebasti\u00e3o Salgado que nos ajudou a desvelar as contradi\u00e7\u00f5es do mundo do trabalho em v\u00e1rias regi\u00f5es do mundo. Me aproximei das fotografias de Lewis Hine sobre o trabalho infantil de migrantes nos EUA, ainda, a fot\u00f3grafa estadunidente Dorothea Lange que registrou o impacto da Grande Depress\u00e3o na vida dos (as) camponeses daquele pa\u00eds. Ainda, a italiana Tina Modotti que no M\u00e9xico fotografou, em especial, as mulheres campesinas. A lista \u00e9 grande e me deterei a esses poucos e necess\u00e1rios exemplos.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o posso esquecer de Yaser Murtaja, fot\u00f3grafo e cinemat\u00f3grafo palestino assassinado pelo ex\u00e9rcito israelense enquanto cobria uma manifesta\u00e7\u00e3o na Faixa de Gaza, em 2018. Murtaja tamb\u00e9m atuava para a Al Jazeera e sua produ\u00e7\u00e3o consistia em documentar as situa\u00e7\u00f5es de ataque aos direitos humanos que ocorriam naquela regi\u00e3o. Ele foi baleado por um sniper israelense enquanto cobria um protesto. Ele n\u00e3o foi o \u00fanico, e, infelizmente, n\u00e3o nos parece que ser\u00e1 o \u00faltimo.<\/p>\n<p>J\u00e1 s\u00e3o 186 jornalistas e fot\u00f3grafos assassinados pelo estado sionista e racista de Israel desde 07 de outubro de 2023, mais do que os 69 de toda a 2\u00aa Guerra Mundial, mais do que os muitos em v\u00e1rias outra guerras do S\u00e9culo XX e do S\u00e9culo XXI. O fato \u00e9 que as lentes, nem mesmo as teleobjetivas \u2013 aquela que poderia apresentar uma dist\u00e2ncia segura -, est\u00e3o sendo suficientes para salvaguardar o direito de existir e dar voz aos povos oprimidos do mundo.<\/p>\n<p>Anas al Sharif estava \u2018perto o bastante\u2019 e por isso, sua voz, fotos e interven\u00e7\u00f5es n\u00e3o eram s\u00f3 \u2018boas\u2019, eram necess\u00e1rias para que o mundo seguisse vendo o maior genoc\u00eddio da nossa hist\u00f3ria recente, televisionado, fotografado e denunciado cotidianamente pelos (as) muitos (as) jornalistas palestinos (as) que querem apenas deixar em seu testamento:<\/p>\n<p>\u201cConfio a voc\u00eas a Palestina \u2013 a joia da coroa do mundo mu\u00e7ulmano, o cora\u00e7\u00e3o de cada pessoa livre neste mundo. Confio a voc\u00eas seu povo, suas crian\u00e7as injusti\u00e7adas e inocentes que nunca tiveram tempo para sonhar ou viver em seguran\u00e7a e paz. Seus corpos puros foram esmagados por milhares de toneladas de bombas e m\u00edsseis israelenses, dilacerados e espalhados pelos muros. Pe\u00e7o a voc\u00eas que n\u00e3o deixem que as correntes os silenciem, nem que as fronteiras os impe\u00e7am. Sejam pontes para a liberta\u00e7\u00e3o da terra e de seu povo, at\u00e9 que o sol da dignidade e da liberdade nas\u00e7a sobre nossa p\u00e1tria roubada\u201d<\/p>\n<p>Anas al Sharif confiou a n\u00f3s, \u00e0 humanidade seu humanismo mais radical, o que faremos com seu testamento, com sua confian\u00e7a, com suas imagens? Qual \u00e9 a lente que vamos usar para seguir intervindo nesta realidade na qual n\u00e3o conseguimos visualizar um horizonte sem guerras? O qu\u00e3o perto bastante estaremos da op\u00e7\u00e3o de uma mudan\u00e7a radical deste estado de coisas?<\/p>\n<p>Nada disso \u00e9 somente sobre t\u00e9cnica, est\u00e9tica, como digo aos meus alunos, \u00e9 sempre sobre posi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica no mundo. Por Anas, por Odeh, por tantos m\u00e1rtires, suas imagens e sonhos: uma vida de luta!!<\/p>\n<p>Foz do Igua\u00e7u, 12 de agosto de 2025.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33085\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[65,10,78],"tags":[224],"class_list":["post-33085","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c78-internacional","category-s19-opiniao","category-c91-solidariedade-a-palestina","tag-3b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8BD","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33085","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33085"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33085\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33087,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33085\/revisions\/33087"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33085"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33085"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33085"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}