{"id":3310,"date":"2012-08-09T01:09:58","date_gmt":"2012-08-09T01:09:58","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3310"},"modified":"2012-08-09T01:09:58","modified_gmt":"2012-08-09T01:09:58","slug":"os-operarios-da-siderurgica-grega-derrubaram-os-planos-patronais-e-prosseguem-com-outras-formas-de-luta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3310","title":{"rendered":"Os oper\u00e1rios da \u201cSider\u00fargica Grega\u201d derrubaram os planos patronais e prosseguem com outras formas de luta"},"content":{"rendered":"\n<p>Os oper\u00e1rios da \u201cSider\u00fargica Grega\u201d que estavam em greve, depois de nove meses (272 dias), novamente entram na f\u00e1brica pela porta principal, fazendo uma manifesta\u00e7\u00e3o, cerrando os punhos e levando um cravo na m\u00e3o. Executam a decis\u00e3o de sua vig\u00e9sima assembl\u00e9ia geral realizada ao meio-dia de s\u00e1bado, segundo a qual eles entrariam na f\u00e1brica para continuar sua luta de outras formas e derrubando os planos do empregador uma vez mais. Manesis j\u00e1 tinha deixado claro que queria conduzir a greve \u00e0 derrota, desmantelar o sindicato dos trabalhadores e, para isso, contou com o apoio total do governo, que p\u00f4s \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o os meios estatais de repress\u00e3o.<\/p>\n<p>Os oper\u00e1rios em greve, juntamente com todos os membros da dire\u00e7\u00e3o do Sindicato da &#8220;Sider\u00fargica Grega&#8221;, chefiados pelo seu presidente, Giorgos Sifonios, passaram pela entrada de forma organizada, sendo os verdadeiros vencedores dessa batalha de greve que durou nove meses. Haviam se antecipado \u00e0s aspira\u00e7\u00f5es de ofensiva patronal, com os meios de repress\u00e3o estacionados na entrada para permitir a entrada para os trabalhadores um a um, ap\u00f3s mostrarem sua identidade e terem aprova\u00e7\u00e3o do empregador. Sua determina\u00e7\u00e3o obrigou o patr\u00e3o a retroceder. Com o retrocesso simult\u00e2neo dos meios de repress\u00e3o e das demais for\u00e7as policiais, os trabalhadores por si s\u00f3 abriram a porta principal e se dirigiram aos seus postos, sob os aplausos e palavras de ordem dos presentes: &#8220;Nove meses de greve, essa greve ser\u00e1 lembrada para sempre&#8221;, &#8220;o a\u00e7o \u00e9 feito com sangue e suor, os trabalhadores n\u00e3o abaixam a cabe\u00e7a&#8221;, &#8220;luta, ruptura, derrubada, os trabalhadores da Sider\u00fargicamostram o caminho&#8221;.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o de parar a greve e continuar a luta por outras formas se fez diante da proposta un\u00e2nime da dire\u00e7\u00e3o do sindicato, apresentada pelo seu presidente, Giorgos Sifonios, sendo apoiada pela imensa maioria da assembleia. Na proposta, entre outros pontos, dizia-se o seguinte:<\/p>\n<p>H\u00e1 272 dias, diante do dilema imposto por Manesis \u2013 de trabalharmos por cinco horas ou serem demitidos 180 oper\u00e1rios \u2013, por meio de nossa assembleia, respondemos unanimemente com a greve. Ou seja, fizemos o que devia fazer todo oper\u00e1rio com autorrespeito e com respeito pela sua classe. Nenhum de n\u00f3s, naquele momento, seria capaz de prever que come\u00e7\u00e1vamos uma greve que se tornaria uma das lutas mais brilhantes do movimento oper\u00e1rio de nosso pa\u00eds e internacionalmente, que se tornaria um ponto de refer\u00eancia. (&#8230;) A conclus\u00e3o \u00e9 de que nunca aprender\u00edamos e nunca conquistar\u00edamos se n\u00e3o venc\u00eassemos o medo. Se n\u00e3o tiv\u00e9ssemos entrado na luta unidos e decididos.<\/p>\n<p>Temos um balan\u00e7o muito bom.<\/p>\n<p>Organizamos 20 assembleias, nas quais coletivamente avaliamos a situa\u00e7\u00e3o e determinamos nossos passos seguintes. Ao lado da dire\u00e7\u00e3o do sindicato, constitu\u00edmos v\u00e1rios comit\u00eas que ajudavam na melhor organiza\u00e7\u00e3o, na seguran\u00e7a, na agita\u00e7\u00e3o e na solidariedade. Entraram todos os membros de nossas fam\u00edlias na luta, foram mulheres e filhos. Dirigimos um chamado aberto a toda a classe oper\u00e1ria e ao povo trabalhador, para que apoiassem nossa luta. Levantamos um movimento de solidariedade \u00fanico de todas as partes da Gr\u00e9cia, bem como de v\u00e1rios lugares do estrangeiro.<\/p>\n<p>Organizamos diante da f\u00e1brica mais de 50 atos, concentra\u00e7\u00f5es, manifesta\u00e7\u00f5es, shows, apresenta\u00e7\u00f5es de livros, atos para crian\u00e7as, para as mulheres&#8230; Passamos todos juntos o Natal, a v\u00e9spera de Natal, o carnaval, a P\u00e1scoa, tornamo-nos, atrav\u00e9s da luta, uma \u201cfam\u00edlia\u201d, tal como devem ser os oper\u00e1rios. Pela entrada da Sider\u00fargica, passaram milhares de trabalhadores, de jovens, de aposentados, de estudantes, de universit\u00e1rios, de trabalhadores de todo o mundo. Tornou-se uma escola de educa\u00e7\u00e3o classista. Levamos nossa luta para fora da porta da Sider\u00fargica, chegando at\u00e9 o fim do mundo. Conduzimos o chamado dos oper\u00e1rios da Sider\u00fargica a dezenas de f\u00e1bricas na \u00c1tica e em outras cidades. S\u00e3o centenas as manifesta\u00e7\u00f5es e os atos de solidariedade que tiveram lugar em toda a Gr\u00e9cia e em dezenas de cidades estrangeiras. Provocamos uma s\u00e9rie de greves de solidariedade em Triasio (assim se chama a regi\u00e3o onde se encontra a f\u00e1brica), na \u00c1tica, em Volos, para que se organizasse melhor a resist\u00eancia dos oper\u00e1rios em muitos postos de trabalho. Nossa luta se tornou uma fonte de inspira\u00e7\u00e3o de luta para os oper\u00e1rios, para os jovens, para os estudantes. S\u00e3o centenas de cartas emocionantes por parte dos estudantes prim\u00e1rios e secund\u00e1rios, que expressaram sua solidariedade. Escreveram-se poemas, fizeram-se can\u00e7\u00f5es e \u00e9 certo que seguir\u00e3o sendo escritos ainda mais no futuro. Nossa luta ser\u00e1 lida, ser\u00e1 contada, ser\u00e1 cantada por muitos anos mais.<\/p>\n<p>Nossa greve ofereceu uma experi\u00eancia rica e conclus\u00f5es que servir\u00e3o para as lutas do futuro. Por isso, sua contribui\u00e7\u00e3o \u00e9 muito grande. Alguns se perguntam com boa-f\u00e9 e outros com m\u00e1-f\u00e9: \u201co queessa luta resultou?\u201d, \u201co que os oper\u00e1rios ganharam da Sider\u00fargica, j\u00e1 que suas reivindica\u00e7\u00f5es n\u00e3o foram atendidas?\u201d. N\u00f3s dizemos que a resposta \u00e9 simples. Nenhuma grande luta se fez ou se far\u00e1 tendo garantidas as condi\u00e7\u00f5es para a vit\u00f3ria, tendo previstos sem erros todos os casos poss\u00edveis. Na vida n\u00e3o h\u00e1 lutas assim. Apenas na cabe\u00e7a dos burocratas, dos medrosos e dos conciliadores.<\/p>\n<p>O resultado da luta n\u00e3o se conta apenas com o que se ganha ou se deixa de ganhar materialmente. H\u00e1 lutas que oferecem muito mais do que \u00e9 oferecido materialmente, porque preparam os passos seguintes e as batalhas subsequentes da classe oper\u00e1ria como um todo. Ajudam na conscientiza\u00e7\u00e3o geral, para que se rompa com o terrorismo, tornam-se pontos de refer\u00eancia. Tal luta \u00e9 a luta dos oper\u00e1rios da Sider\u00fargica e como tal deve ser avaliada. Assim avaliaram todos os trabalhadores e, por isso, desde h\u00e1 muito tempo, nos consideram vencedores.<\/p>\n<p>O que conseguimos com nossa luta? Nossa luta colocou em evid\u00eancia a for\u00e7a e o valor da luta classista, a gl\u00f3ria e a for\u00e7a da solidariedade oper\u00e1ria. Ela mostrou os m\u00e9ritos e as boas tradi\u00e7\u00f5es do movimento oper\u00e1rio e popular em nosso pa\u00eds. Rompeu-se o medo, a imposi\u00e7\u00e3o da patronal, golpeou-se a submiss\u00e3o, a insatisfa\u00e7\u00e3o. Aplicou-se um importante golpe na realidade, na l\u00f3gica conciliat\u00f3ria do sindicalismo patronal e governamental, na fraude do chamado di\u00e1logo social.<\/p>\n<p>Provou-se, de forma muito expressiva, quem s\u00e3o os produtores da riqueza e quem a rouba.<\/p>\n<p>Na porta da Sider\u00fargica, revelou-se mais expressivamente o conflito de duas classes contradit\u00f3rias, de dois mundos, de duas civiliza\u00e7\u00f5es em contradi\u00e7\u00e3o. De um lado, a classe de Manesis, com seu governo, seu Estado, sua justi\u00e7a, seus meios de propaganda e sua gente nos sindicatos. De outro lado, os oper\u00e1rios da Sider\u00fargica, com sua classe, com o apoio e a solidariedade do movimento oper\u00e1rio classista e de seus aliados.<\/p>\n<p>Nenhum de nossos inimigos, Manesis, o governo, o sindicalismo governamental e patronal, nenhum deles esperava que f\u00f4ssemos t\u00e3o fortes. Subestimaram-nos, nos consideravam inferiores, medrosos, submissos \u2013 e perderam. Tentaram ainda caluniar o esfor\u00e7o que fizeram milhares de trabalhadores que apoiaram inclusive materialmente a nossa luta, dizendo que \u201cest\u00e3o nos pagando para fazer greve\u201d. Eles tentaram sabotar as ofertas de solidariedade dos trabalhadores, coletadas a partir dos recursos escassos da classe, para que n\u00f3s e nossas fam\u00edlias f\u00f4ssemos capazes de nos sustentarmos. Eles falharam, porque a nossa luta grandiosa n\u00e3o pode ser manchada. Vencemos todos eles, essa \u00e9 nossa conclus\u00e3o. Vencemos porque t\u00ednhamos raz\u00e3o, porque est\u00e1vamos unidos. Eles n\u00e3o conseguiram nos dividir, por mais que tivessem tentado. Porque n\u00f3s trabalhamos com base no lema &#8220;um por todos, todos por um&#8221;. Porque n\u00f3s lutamos e, ao mesmo tempo, protegemos nossa luta.<\/p>\n<p>Provou-se da melhor forma quem s\u00e3o os produtores da riqueza, quem tem a for\u00e7a em suas m\u00e3os, que \u201csem n\u00f3s, as engrenagens n\u00e3o giram\u201d&#8230;<\/p>\n<p>Conseguimos o que, possivelmente, seria considerado inacredit\u00e1vel alguns meses antes. Oper\u00e1rios em greve por nove meses para que seus colegas voltem ao trabalho. Demitidos em greve de nove meses para que voltem ao trabalho. Nunca se fez isso antes. Ao final, com tudo isso, o inimigo n\u00e3o conseguiu nos vencer e foi for\u00e7ado a tirar a m\u00e1scara da \u201cdemocracia e do di\u00e1logo\u201d e apresentar-se como realmente \u00e9, um tirano, um inimigo dos oper\u00e1rios. Foi for\u00e7ado a deixar de lado todos os pretextos para usar sua \u00faltima arma, os mecanismos de repress\u00e3o, algo que hoje \u00e9 mais forte do que n\u00f3s.<\/p>\n<p>Todo o mecanismo estatal, o governo, os partidos do capital, a justi\u00e7a classista, os meios de comunica\u00e7\u00e3o de massas, as dezenas de \u00f4nibus das for\u00e7as de repress\u00e3o, as dezenas de carros de pol\u00edcia e as centenas de agentes secretos se coordenaram para defender seu patr\u00e3o, Manesis. Para golpear seus inimigos, os oper\u00e1rios em greve. Para nos golpear, n\u00f3s que, h\u00e1 anos, com nosso suor, damos de comer a todos eles.<\/p>\n<p>Manesis em breve trar\u00e1 de volta \u00e0 mesa as exig\u00eancias para alterar as horas de trabalho e os sal\u00e1rios que s\u00e3o definidos pelo nosso acordo coletivo. Ele as retirou temporariamente devido \u00e0 greve. O inimigo tamb\u00e9m sabe disso, sabe que a luta n\u00e3o vai parar com o fim da greve e, por isso, ele tamb\u00e9m toma suas medidas para nos enfrentar daqui para frente.<\/p>\n<p>Podemos lidar com a nova situa\u00e7\u00e3o como temos lidado com outras fases dif\u00edceis da nossa luta. Unidos, coletivamente sob a dire\u00e7\u00e3o do Conselho de nosso sindicato. O inimigo agora busca romper isso, a fim de agir livremente no futuro. Tendo em conta a nova situa\u00e7\u00e3o e a necessidade de continuar lutando de forma organizada e coordenada, a dire\u00e7\u00e3o do sindicato prop\u00f5e a suspens\u00e3o dessa forma de luta.<\/p>\n<p>Voltamos a trabalhar por nossa pr\u00f3pria decis\u00e3o e vontade, de uma forma organizada e coordenada, mantendo a cabe\u00e7a erguida. Com nosso sindicato fortalecido na luta, continuamos usando diferentes formas de enfrentamento. Vamos continuar lutando para a conquista das nossas exig\u00eancias. Para que os nossos 40 colegas demitidos sejam recontratados imediatamente e o restante dos nossos colegas sejam recontratados dentro de um tempo razo\u00e1vel. Que n\u00e3o haja nenhuma nova contrata\u00e7\u00e3o at\u00e9 que nossos colegas demitidos sejam reincorporados. Todos juntos \u2013 a dire\u00e7\u00e3o do sindicato, o comit\u00ea das mulheres, a comiss\u00e3o dos colegas demitidos \u2013 continuamos lutando, como fizemos at\u00e9 hoje, em torno das quest\u00f5es relativas aos empr\u00e9stimos de nossos colegas junto aos bancos, \u00e0s contas das empresas p\u00fablicas, aos nossos problemas de acesso aos medicamentos, ao servi\u00e7o de sa\u00fade e muito mais. Estamos vigilantes e prontos para reagir direta e combativamente no caso de o patr\u00e3o exigir mais uma vez uma mudan\u00e7a no hor\u00e1rio de trabalho e sal\u00e1rios. Usaremos todos os meios a fim de investigar as den\u00fancias que chegaram a ser publicadas sobre a exist\u00eancia de material radioativo. Vamos recorrer a todos os recursos legais para resolver tais assuntos.<\/p>\n<p>Agradecemos do fundo do cora\u00e7\u00e3o a todos os trabalhadores da Gr\u00e9cia e do exterior por terem apoiado nossa luta por nove meses, tanto material quanto moralmente. Sobretudo agradecemos ao Pameque, ao longo de nossa luta, dia e noite, nos ajudou e continuar\u00e1 a nos ajudar. Apoiou praticamente todas as decis\u00f5es e iniciativas que tomamos, levou a mensagem dos oper\u00e1rios-her\u00f3is da Sider\u00fargica a todos os rinc\u00f5es do pa\u00eds, a todo o mundo. Precisamente por essa sua participa\u00e7\u00e3o, tem sido caluniado e combatido diariamente pelo inimigo.<\/p>\n<p>Sabemos que a Hist\u00f3ria nos fez vanguarda nessa luta. Mas n\u00e3o estamos voando nas nuvens, pois entendemos que uma pequena fra\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora, como somos, n\u00e3o pode lutar contra todos os aparelhos do Estado e alterar drasticamente a situa\u00e7\u00e3o caso toda a classe trabalhadora n\u00e3o siga o caminho dos metal\u00fargicos e se a correla\u00e7\u00e3o global de for\u00e7as n\u00e3o mudar, inclusive no movimento dos trabalhadores.<\/p>\n<p>Caros companheiros:<\/p>\n<p>Nossa luta j\u00e1 \u00e9 um grande legado. Nossos filhos caminhar\u00e3o com a cabe\u00e7a erguida, ficar\u00e3o orgulhosos porque seus pais fizeram seu dever. Porque mantiveram a cabe\u00e7a erguida, contestaram a humilha\u00e7\u00e3o e o terror patronal. Porque n\u00e3o se ajoelharam, lutaram por um futuro melhor para eles e seus filhos. Nossa luta ser\u00e1 objeto de discuss\u00e3o e admira\u00e7\u00e3o pelas futuras gera\u00e7\u00f5es, ser\u00e1 uma fonte de inspira\u00e7\u00e3o. Voltamos orgulhosos e, no momento, prosseguimos por outros meios a luta pela realiza\u00e7\u00e3o das nossas reivindica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Viva a luta her\u00f3ica dos oper\u00e1rios da Sider\u00fargica!<\/p>\n<p>Viva a classe oper\u00e1ria!<\/p>\n<p>Viva a solidariedade oper\u00e1ria!<\/p>\n<p>A luta continua at\u00e9 a vit\u00f3ria final!<\/p>\n<p>Na sua declara\u00e7\u00e3o, o secretariado executivo do Pame destaca, entre outras coisas, que: &#8220;a semente que foi plantada florescer\u00e1 nas novas lutas que surgir\u00e3o no per\u00edodo vindouro, pois se aproxima uma nova tormenta de medidas antitrabalho. Cada momento dessa luta de nove meses foi uma li\u00e7\u00e3o importante para a classe trabalhadora, que lhe permitiu chegar a conclus\u00f5es \u00fateis a respeito da luta de classes.<\/p>\n<p>Ela nos ensinou o significado do hero\u00edsmo e do sacrif\u00edcio pessoal! Mostrou a natureza da solidariedade de classe! Iluminou o conte\u00fado do conflito de v\u00e1rias maneiras! Mostrou a necessidade da luta organizada! Ela revelou o conflito incessante entre o capital e o trabalho assalariado. A luta dos oper\u00e1rios da Sider\u00fargica interrompeu temporariamente as t\u00e1ticas e os planos mais amplos dos empres\u00e1rios. A greve come\u00e7ou no momento em que nas gavetas de v\u00e1rias f\u00e1bricas j\u00e1 estavam colocadas as ordens para a rotatividade dos empregos, flexibiliza\u00e7\u00e3o dos turnos de trabalho e outras medidas gerais. Provou-se que apenas a linha da luta classista, do conflito com a patronal, com o governo e com os organismos imperialistas pode resultar nesse tipo de luta. A luta dos metal\u00fargicos desafiou o chamado realismo do sindicalismo governamental e patronal. Nessas condi\u00e7\u00f5es, pressionou as confedera\u00e7\u00f5es e as centrais que estavam ao lado da patronal, para que fizessem greves e paralisa\u00e7\u00f5es. Estamos orgulhosos dos metal\u00fargicos e daqueles que os apoiaram. O punho erguido por nove meses representa a for\u00e7a das lutas que se avizinham. A Assembl\u00e9ia Geral dos trabalhadores do sindicato considera que chegou o momento certo para concluir essa grande greve.<\/p>\n<p>Aqueles que fingiram ser lutadores e que tentaram impedir a radicaliza\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia dos trabalhadores procuraram durante todo esse tempo encontrar defeitos na greve. Tentaram isolar e caluniar os metal\u00fargicos e o sindicato dos trabalhadores. Agora eles tentam se apresentar como profetas e cr\u00edticos. No entanto, as lutas n\u00e3o t\u00eam a precis\u00e3o suficiente para que se saiba o que acontecer\u00e1 a seguir.<\/p>\n<p>A luta dos metal\u00fargicos mostrou que, quando a classe trabalhadora decide parar a engrenagem da explora\u00e7\u00e3o, esta n\u00e3o gira. Quando o forno permanece frio, todos os Manesis tornam-se nulos. Revelou-se a for\u00e7a intermin\u00e1vel que t\u00eam os trabalhadores quando acreditam em sua for\u00e7a e decidem entrar em confronto. A pr\u00f3pria vida j\u00e1 classificou nossa luta, entre as brilhantes e duras lutas de classes, como mais um tijolo na luta intermin\u00e1vel dos trabalhadores frente aos seus exploradores\u201d, conclui a declara\u00e7\u00e3o do Pame.<\/p>\n<p>Informa\u00e7\u00e3o da se\u00e7\u00e3o de RRII do KKE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: sapo.pt\n\n\n\n\n\n\n\n\nAspr\u00f3pirgos, da f\u00e1brica da \u201cSider\u00fargica Grega\u201d, segunda-feira, 30.7, 9:05 da manh\u00e3\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3310\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[71],"tags":[],"class_list":["post-3310","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c84-solidariedade"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-Ro","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3310","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3310"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3310\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3310"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3310"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3310"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}