{"id":3319,"date":"2012-08-09T17:50:08","date_gmt":"2012-08-09T17:50:08","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3319"},"modified":"2012-08-09T17:50:08","modified_gmt":"2012-08-09T17:50:08","slug":"franca-se-aproxima-da-recessao-alerta-bc-do-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3319","title":{"rendered":"Fran\u00e7a se aproxima da recess\u00e3o, alerta BC do pa\u00eds"},"content":{"rendered":"\n<p>A Fran\u00e7a, segunda maior economia da zona do euro, pode entrar em recess\u00e3o neste terceiro trimestre, ampliando as dificuldades do governo socialista de Fran\u00e7ois Hollande e piorando as perspectivas da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>O Banco Central franc\u00eas advertiu que o PIB pode sofrer contra\u00e7\u00e3o de 0,1%, o que representa a economia em recess\u00e3o, definida como dois trimestres consecutivos de baixa do PIB.<\/p>\n<p>Conforme o BC, a confian\u00e7a no setor industrial est\u00e1 no seu mais baixo n\u00edvel desde meados de 2009. O setor automotivo \u00e9 uma das principais preocupa\u00e7\u00f5es diante da acumula\u00e7\u00e3o de dificuldades.<\/p>\n<p>A contra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica vai dificultar ainda mais o plano do governo Hollande de conseguir uma redu\u00e7\u00e3o do d\u00e9ficit p\u00fablico a 4,5% do PIB neste ano e 3% em 2013, ao mesmo tempo em que tenta fazer reformas de estruturas, come\u00e7ando pela competitividade, custo do trabalho, financiamento da economia.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m ontem, a Fran\u00e7a anunciou que o d\u00e9ficit na balan\u00e7a comercial alcan\u00e7ou \u20ac 34,9 bilh\u00f5es no primeiro semestre deste ano, ao mesmo tempo em que a vizinha Alemanha registrava super\u00e1vit comercial de \u20ac 93,3 bilh\u00f5es no per\u00edodo.<\/p>\n<p>A Alemanha continua fazendo melhor que a Fran\u00e7a e o Reino Unido, apesar da queda na produ\u00e7\u00e3o industrial, nas exporta\u00e7\u00f5es e nas importa\u00e7\u00f5es em junho, que confirmam que est\u00e1 havendo uma perda de dinamismo da maior economia da Europa.<\/p>\n<p>A queda da produ\u00e7\u00e3o industrial alem\u00e3 foi de 0,9%, menos ruim do que o esperado, mas pesquisas apontam para maior contra\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n<p>Com o ultracompetitivo setor manufatureiro alem\u00e3o em recess\u00e3o, as perspectivas do resto da zona do euro tornam-se mais inquietantes. A Espanha, sem surpresa, anunciou tamb\u00e9m ontem contra\u00e7\u00e3o de 6,3% na produ\u00e7\u00e3o industrial em junho, num ambiente que complica ainda mais o progresso na \u00e1rea fiscal.<\/p>\n<p>Em junho, as exporta\u00e7\u00f5es alem\u00e3s ca\u00edram 1,5%, ap\u00f3s alta de 4,1% em maio. Mas a surpresa foi o tamanho da queda das importa\u00e7\u00f5es, de 3% comparado \u00e0 alta de 6,2% em maio.<\/p>\n<p>A fragilidade nas importa\u00e7\u00f5es pode estar relacionada \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de estoques, que por sua vez refletiriam expectativas de menos exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O Banco Central do Reino Unido tamb\u00e9m sinalizou que a recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica ser\u00e1 mais lenta e mais fr\u00e1gil desde o in\u00edcio da crise global em 2008.<\/p>\n<p>Por sua vez, o Jap\u00e3o anunciou que seu d\u00e9ficit da balan\u00e7a comercial para o primeiro semestre foi de US$ 31,8 bilh\u00f5es, cinco vezes maior do que no mesmo per\u00edodo de 2011.<\/p>\n<p>O resultado coloca press\u00e3o por mais interven\u00e7\u00f5es do Banco Central para conter a valoriza\u00e7\u00e3o do iene, que produtores dizem causar problemas para as exporta\u00e7\u00f5es e os lucros das empresas.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Mantega cobra de bancos privados mais cr\u00e9dito<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>O governo voltou a cobrar dos bancos privados maior empenho na concess\u00e3o de cr\u00e9dito e redu\u00e7\u00e3o de juros para estimular a economia. Numa reuni\u00e3o ontem com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e com o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, os banqueiros ganharam um pux\u00e3o de orelha por terem pisado no freio na concess\u00e3o de empr\u00e9stimos, por medo da inadimpl\u00eancia.<\/p>\n<p>Os calotes e o ritmo menor da atividade achataram os lucros das institui\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias, conforme balan\u00e7os semestrais divulgados recentemente por Bradesco, Ita\u00fa, HSBC e Santander. Esses bancos revisaram para baixo as proje\u00e7\u00f5es de suas carteiras.<\/p>\n<p>Os presidentes dos bancos p\u00fablicos tamb\u00e9m estiverem presentes na reuni\u00e3o. Mas, segundo interlocutores, por uma quest\u00e3o de praxe. Depois do encontro, eles foram os \u00fanicos a dar declara\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Participaram do encontro os presidentes de Ita\u00fa (Roberto Set\u00fabal), Santander (Marcial Portela), Citibank (H\u00e9lio Magallh\u00e3es) e HSBC (Andr\u00e9 Brand\u00e3o); e os vice-presidentes de Bradesco (J\u00falio Ara\u00fajo), Safra (S\u00edlvio Aparecido de Carvalho) e BTG (P\u00e9rsio Arida).<\/p>\n<p>&#8211; O pensamento de todos os bancos \u00e9 que a economia vai retomar e vamos ter um segundo semestre muito melhor do que o primeiro &#8211; disse o presidente da Caixa Econ\u00f4mica Federal, Jorge Hereda.<\/p>\n<p>Para o presidente do Banco do Brasil (BB), Aldemir Bendine, a economia est\u00e1 reagindo bem e h\u00e1 uma &#8220;perspectiva positiva&#8221; no setor. Segundo fontes, o governo quer que as institui\u00e7\u00f5es n\u00e3o apenas ofere\u00e7am mais empr\u00e9stimos, mas tamb\u00e9m aumentem a &#8220;base eleg\u00edvel&#8221; de pessoas que podem tomar cr\u00e9dito, al\u00e9m de cobrar juros mais baratos em todos os empr\u00e9stimos.<\/p>\n<p>Mantega cobrou dos banqueiros velocidade maior de corte de juros, avaliando que o barateamento das taxas refletiu a queda da taxa b\u00e1sica de juros (Selic) e o repasse do IOF. O movimento teria sido liderado por bancos p\u00fablicos.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Lei anti-Cuba trava projeto da Odebrecht<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O grupo Odebrecht est\u00e1 negociando os \u00faltimos detalhes para come\u00e7ar a atuar como investidor em um projeto de US$ 500 milh\u00f5es em torno do aeroporto de Miami, no Estado da Fl\u00f3rida (Estados Unidos). Batizado de Airport City, o complexo inclui escrit\u00f3rios comerciais, dois hot\u00e9is e um centro de servi\u00e7os em volta daquele que j\u00e1 \u00e9 o segundo aeroporto mais movimentado do pa\u00eds. Embora j\u00e1 tenha vencido a concorr\u00eancia pelo projeto, a companhia pode encontrar dificuldades no \u00e2mbito pol\u00edtico gra\u00e7as \u00e0 lei anti-Cuba sancionada recentemente pelo governador.<\/p>\n<p>Esse seria o primeiro projeto da Odebrecht USA como investidora no pa\u00eds. At\u00e9 hoje, a subsidi\u00e1ria de constru\u00e7\u00e3o do grupo brasileiro nos Estados Unidos sempre atuou como prestadora de servi\u00e7os, utilizando o capital do contratante para as obras. Segundo Gilberto Neves, presidente da Odebrecht USA, a modelagem financeira prev\u00ea uma parceria com s\u00f3cios para o investimento &#8211; ser\u00e3o institui\u00e7\u00f5es financeiras e empresas oriundas do ramo de constru\u00e7\u00e3o pesada.<\/p>\n<p>Hoje, est\u00e3o sendo negociadas modifica\u00e7\u00f5es no projeto, solicitadas pelo condado de Miami-Dade. A previs\u00e3o \u00e9 come\u00e7ar a executar o empreendimento at\u00e9 fevereiro de 2013. Antes, o projeto ainda segue para receber a aprova\u00e7\u00e3o de autoridades aeroportu\u00e1rias do governo federal, o que deve ocorrer &#8211; conforme o Valor apurou. Em seguida, segue para an\u00e1lise final do conselho do condado. \u00c9 exatamente essa \u00faltima etapa que pode se transformar num entrave para a empresa.<\/p>\n<p>Segundo uma autoridade ligada ao condado de Miami-Dade, que pediu para sua identidade ser preservada, h\u00e1 d\u00favidas se o projeto consegue ser aprovado pelo governo local neste momento. Os executivos da Odebrecht concordam. O motivo \u00e9 que a lei anti-Cuba aprovada recentemente acendeu os \u00e2nimos na pol\u00edtica local.<\/p>\n<p>Criada no come\u00e7o do ano, a legisla\u00e7\u00e3o impede que empresas com neg\u00f3cios em Cuba sejam contratadas tamb\u00e9m pelo governo da Fl\u00f3rida ou por suas municipalidades &#8211; e a companhia brasileira executa projetos nos dois locais. &#8220;Os contratos de servi\u00e7os da Odebrecht s\u00e3o os melhores para o condado. Mas eu tamb\u00e9m entendo a dor que \u00e9 lidar com a quest\u00e3o cubana. Fico no meio&#8221;, disse a autoridade.<\/p>\n<p>A lei tem um vi\u00e9s eleitoral, j\u00e1 que grande parte da popula\u00e7\u00e3o em Miami \u00e9 de refugiados cubanos e de seus descentes e a lei pode despertar a simpatia desses eleitores. Embora ainda n\u00e3o esteja em vigor gra\u00e7as a um recurso da Odebrecht, a aprova\u00e7\u00e3o dela como investidora de um projeto grande como o do Airport City pode causar indigna\u00e7\u00e3o dentre a popula\u00e7\u00e3o neste momento.<\/p>\n<p>&#8220;Se for colocado hoje [para discuss\u00e3o], n\u00e3o vai ser aprovado&#8221;, diz Neves. A Odebrecht USA entrou com um recurso na Justi\u00e7a americana questionando a lei. &#8220;Eu estava na corte no dia [do julgamento do recurso]. O juiz foi muito r\u00e1pido, simplesmente disse que n\u00e3o \u00e9 prerrogativa do Estado legislar sobre isso, mas sim um assunto do governo federal&#8221;, conta ele, dizendo estar confiante na n\u00e3o aprova\u00e7\u00e3o da lei. A expectativa \u00e9 que o projeto seja debatido at\u00e9 o fim do ano no conselho do condado de Miami-Dade.<\/p>\n<p>Neves disse que a decis\u00e3o de contestar a lei na Justi\u00e7a americana foi discutida com o diretor-presidente do grupo brasileiro, Marcelo Odebrecht, e com os integrantes do conselho de administra\u00e7\u00e3o da companhia. &#8220;Foi uma coisa muito pensada, debatida. Nunca entrar\u00edamos na Justi\u00e7a achando que ter\u00edamos uma possibilidade grande de perder&#8221;, afirmou o executivo.<\/p>\n<p>O presidente da subsidi\u00e1ria americana diz que a companhia vai questionar a lei na Justi\u00e7a at\u00e9 onde for poss\u00edvel. &#8220;Temos um monte de advogados trabalhando nisso, mais do que eu queria&#8221;.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos projetos em execu\u00e7\u00e3o, o grupo disputa neg\u00f3cios de mais de US$ 1,5 bilh\u00e3o na Fl\u00f3rida. Paralelamente &#8211; piv\u00f4 do imbr\u00f3glio que amea\u00e7a os neg\u00f3cios da Odebrecht na Fl\u00f3rida -, em Cuba o grupo participa do projeto de expans\u00e3o do Porto de Mariel, obra avaliada em quase US$ 1 bilh\u00e3o e financiada pelo BNDES. Considerado importante para a economia cubana, o empreendimento foi visitado pela presidente Dilma Rousseff em janeiro. Al\u00e9m disso, h\u00e1 informa\u00e7\u00f5es de que a Odebrecht tem planos no setor de a\u00e7\u00facar por meio da subsidi\u00e1ria cubana.<\/p>\n<p>Em abril, a delega\u00e7\u00e3o brasileira em visita aos EUA chegou a discutir a lei com o governo americano, em conversas paralelas ao encontro de Dilma com o l\u00edder daquele pa\u00eds, Barack Obama. &#8220;A preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 grande porque a Odebrecht tem contratos importantes nos Estados Unidos e em Cuba&#8221;, disse na \u00e9poca o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel.<\/p>\n<p>A conversa, no entanto, n\u00e3o impediu que o governador da Fl\u00f3rida, Rick Scott, sancionasse a lei em maio &#8211; embora, nos bastidores, n\u00e3o concorde com ela. Scott, candidato \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o, n\u00e3o teria for\u00e7a para enfrentar a base anticastrista do Estado. Um dos autores do projeto \u00e9 o deputado estadual Michael Bileca, casado com uma cubana.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Deputados sugerem mudar o cr\u00e9dito consignado<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O cr\u00e9dito consignado &#8211; que foi utilizado at\u00e9 mesmo em opera\u00e7\u00f5es do &#8220;mensal\u00e3o&#8221; em raz\u00e3o dos contenciosos que criou, come\u00e7a a ficar na mira da C\u00e2mara dos Deputados, onde 13 projetos de lei buscam ordenar essa modalidade de empr\u00e9stimos que ganhou grande espa\u00e7o no sistema financeiro.<\/p>\n<p>O governo Lula criou esse sistema de reten\u00e7\u00e3o do pagamento dos empr\u00e9stimos na folha de sal\u00e1rios visando a aumentar a demanda dom\u00e9stica. O objetivo foi alcan\u00e7ado, mas em detrimento da poupan\u00e7a, que ficou reduzida e sem a qual n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel financiar investimentos. A facilidade com que \u00e9 poss\u00edvel obter recursos a custo baixo est\u00e1, certamente, na base de dramas familiares como o do aumento da inadimpl\u00eancia.<\/p>\n<p>Entre os projetos em discuss\u00e3o, boa parte pode-se considerar acertada. Um, que certamente n\u00e3o ser\u00e1 aprovado pelo governo, limita, por lei, a 30% do sal\u00e1rio o desconto a t\u00edtulo de consignado. \u00c9 uma sugest\u00e3o importante para conter despesas que logo se mostram insustent\u00e1veis. Outro projeto veda a contrata\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es de consignado quando houver outra em andamento, o que representa um freio muito \u00fatil para se precaver contra a inadimpl\u00eancia.<\/p>\n<p>Mais sutil \u00e9 o que veda opera\u00e7\u00f5es de consignado por aposentado ou pensionista mediante procura\u00e7\u00e3o. De fato, em algumas fam\u00edlias se pressiona o aposentado a fornecer procura\u00e7\u00e3o para levantar o empr\u00e9stimo, o que reduz a sua renda dispon\u00edvel. Paralelamente, sugere-se que pessoas idosas exibam autoriza\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia para obter um empr\u00e9stimo consignado, o que pode evitar que sejam induzidas pelos bancos a comprometer parte da sua renda em opera\u00e7\u00e3o desnecess\u00e1ria.<\/p>\n<p>N\u00e3o nos parecem felizes tanto o projeto que limita a 15% ao ano a taxa de juros do cr\u00e9dito consignado quanto o projeto que imp\u00f5e a TJLP &#8211; taxa praticada em algumas opera\u00e7\u00f5es de longo prazo do BNDES &#8211; acrescida da infla\u00e7\u00e3o. Nada justifica uma taxa de juros irreal para favorecer mais consumo das fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o faz sentido a exig\u00eancia de homologa\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es em cart\u00f3rios, o que teria como efeito o aumento do custo das opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Na fase atual da pol\u00edtica monet\u00e1ria, em que o governo insiste para que os bancos aumentem suas opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito em favor de pessoas f\u00edsicas, n\u00e3o acreditamos que ele estar\u00e1 aberto a algumas dessas sugest\u00f5es limitativas do cr\u00e9dito. Na pr\u00e1tica, apesar do alerta de economistas, inclusive do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI), o governo continua a favorecer a demanda em detrimento dos investimentos.<\/p>\n<hr \/>\n<p>ANP cobra produ\u00e7\u00e3o maior<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>A diretora-geral da Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP), Magda Chambriard, afirmou ontem que a ag\u00eancia est\u00e1 preocupada com o ritmo de produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo no Brasil e disse que est\u00e1 pedindo \u00e0s empresas que operam campos no pa\u00eds para atualizarem, at\u00e9 30 de setembro, seus planos de desenvolvimento para os campos altamente produtores no Brasil<\/p>\n<p>&#8211; Estamos com produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo no Brasil que poderia ser melhor. A produ\u00e7\u00e3o de maio de 2012 foi menor do que a de maio de 2011 &#8211; disse Magda, que foi reconduzida ao posto, depois de sabatinada e aprovada pelo plen\u00e1rio do Senado.<\/p>\n<p>Segundo ela, o \u00f3leo do pr\u00e9-sal j\u00e1 representa 8% da produ\u00e7\u00e3o brasileira, mas a maior parte ainda vem do p\u00f3s-sal, principalmente da Bacia de Campos. No entanto, campos como Marlin, que j\u00e1 produziu 600 mil barris de petr\u00f3leo por dia, hoje produz cerca de 200. Ela disse que o Brasil pode duplicar o volume de reservas de petr\u00f3leo e g\u00e1s comprovadas, &#8220;em um futuro pr\u00f3ximo&#8221;, se acelerar as pesquisas geol\u00f3gicas em seu territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>&#8211; Menos de 5% da nossa \u00e1rea sedimentar (onde \u00e9 poss\u00edvel haver petr\u00f3leo), de 7,5 milh\u00f5es em quil\u00f4metros quadrados, s\u00e3o explorados pelo Brasil. H\u00e1 enorme necessidade de expandirmos nossa \u00e1rea de explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o &#8211; disse. Diante dos anseios de senadores sobre descobertas de reservas em seus estados, Magda insistiu que s\u00f3 perfurando ser\u00e1 poss\u00edvel comprovar a exist\u00eancia de novos campos.<\/p>\n<p>&#8211; No Brasil, as possibilidades explorat\u00f3rias v\u00e3o muito al\u00e9m do pr\u00e9-sal. \u00c9 preciso perfurar &#8211; diz.<\/p>\n<p>O governo, por\u00e9m, n\u00e3o faz um novo leil\u00e3o de concess\u00f5es de \u00e1reas desde 2008, alegando estar \u00e0 espera de uma defini\u00e7\u00e3o sobre o novo marco regulat\u00f3rio e sobre os royalties do pr\u00e9-sal.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Anfavea otimista<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>As montadoras est\u00e3o otimistas com o aumento nas vendas de ve\u00edculos, mesmo sem a prorroga\u00e7\u00e3o do desconto do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos carros fabricados no pa\u00eds, no Mercosul e no M\u00e9xico, que expira dia 31 deste m\u00eas. &#8220;Trabalhamos com um cen\u00e1rio extremamente positivo para o segundo semestre. Tivemos vendas muito boas em julho e acreditamos que as condi\u00e7\u00f5es macroecon\u00f4micas e a disponibilidade maior do financiamento ser\u00e3o suficientes para manter as vendas e recuperar a produ\u00e7\u00e3o, independentemente da prorroga\u00e7\u00e3o do desconto do IPI&#8221;, garantiu o vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Fabricantes de Ve\u00edculos Automotores (Anfavea), Luiz Moan.<\/p>\n<p>O executivo destacou que o n\u00edvel de cr\u00e9dito dispon\u00edvel no mercado para a compra de ve\u00edculos j\u00e1 se normalizou. &#8220;De cada 10 financiamentos, sete s\u00e3o aprovados. No n\u00edvel mais baixo, chegamos a ter aprova\u00e7\u00e3o de apenas tr\u00eas&#8221;, afirmou. Segundo ele, a entidade prev\u00ea um crescimento de 4% nas vendas este ano em rela\u00e7\u00e3o a 2011, quando foram comercializados quase 3,5 milh\u00f5es de unidades, 3,4% acima do ano anterior.<\/p>\n<p>Regime<\/p>\n<p>Moan esteve reunido ontem com o secret\u00e1rio executivo do Minist\u00e9rio da Fazenda, Nelson Barbosa, e outros dirigentes da entidade. Eles apresentaram uma lista de sugest\u00f5es para o novo regime automotivo que valer\u00e1 de 2013 at\u00e9 2017. De acordo com o executivo, as cotas para importa\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos n\u00e3o foram discutidas e o governo n\u00e3o informou a data de publica\u00e7\u00e3o do decreto com as novas regras. &#8220;Tratamos de medidas operacionais, como a forma de apresenta\u00e7\u00e3o dos relat\u00f3rios cont\u00e1beis, e os investimentos em pesquisa e desenvolvimento e em engenharia.&#8221;<\/p>\n<hr \/>\n<p>Am\u00e9rica do Sul j\u00e1 se ressente dos efeitos da crise na Europa<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>A Am\u00e9rica do Sul j\u00e1 sente os efeitos da acelera\u00e7\u00e3o da crise na Europa, da expans\u00e3o moderada nos EUA e do crescimento menor da China. Queda no valor das exporta\u00e7\u00f5es para a Uni\u00e3o Europeia (UE), redu\u00e7\u00e3o de investimentos estrangeiros e revis\u00e3o dos projetos de investimentos s\u00e3o alguns dos efeitos, segundo especialistas. O consumo interno, no entanto, ainda deve permitir crescimento na regi\u00e3o, mesmo que menor.<\/p>\n<p>&#8211; Os mais dependentes da Europa j\u00e1 t\u00eam impacto no com\u00e9rcio, como Chile, Uruguai e Brasil. Outro aspecto importante \u00e9 a dificuldade das multinacionais europeias, muito fortes por aqui, de manterem investimentos &#8211; afirma o diretor do escrit\u00f3rio da Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica para a Am\u00e9rica Latina e o Caribe (Cepal) no Brasil, Carlos Mussi.<\/p>\n<p>Dados da Cepal mostram que o valor das exporta\u00e7\u00f5es do Chile para a UE caiu 16,9% no primeiro trimestre frente a igual per\u00edodo de 2011, embora tenha crescido 1,4% para o mundo. No Uruguai, a queda foi de 9%, contra alta de 12,5% nas vendas para o mundo. O recuo de remessas de imigrantes tamb\u00e9m preocupa. Segundo Eduardo Plastino, analista s\u00eanior da consultoria Oxford Analytica, as remessas responderam por 6,6% do PIB da Bol\u00edvia em 2009.<\/p>\n<p>A esperan\u00e7as \u00e9 o consumo interno. A Cepal projeta alta de 3,5% do PIB de dez pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul em 2012 (Brasil, Chile, Col\u00f4mbia, Peru, Argentina, Paraguai, Uruguai, Bol\u00edvia, Equador e Venezuela), ante 4,5% em 2011, com taxas variando entre os 2,7% do Brasil e os 5,7% do Peru. A exce\u00e7\u00e3o \u00e9 o Paraguai, que deve encolher 1,5%.<\/p>\n<p>&#8211; O dinamismo do mercado interno foi um dos instrumentos importantes para que a Am\u00e9rica do Sul sa\u00edsse da crise depois de 2008. O consumo ainda garante o crescimento, mas j\u00e1 se discute em pa\u00edses como o Chile, al\u00e9m do Brasil, quanto mais se pode expandir o consumo &#8211; diz Mussi.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Petrobras lan\u00e7a plano de R$ 3 bi para pr\u00e9-sal<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O governo decidiu acelerar seu projeto de utilizar a explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na camada pr\u00e9-sal como plataforma para a virada tecnol\u00f3gica da economia brasileira. Na segunda-feira, na sede da Petrobras (centro do Rio) ser\u00e1 lan\u00e7ado o programa Inova Petro, com disponibilidade inicial de R$ 3 bilh\u00f5es a serem desembolsados at\u00e9 2016 pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e pelo BNDES em partes iguais. Os recursos ser\u00e3o alocados na forma de empr\u00e9stimo, de subven\u00e7\u00e3o e de participa\u00e7\u00e3o acion\u00e1ria e poder\u00e3o ser ampliados na medida da demanda.<\/p>\n<p>De acordo com a mec\u00e2nica tra\u00e7ada para o funcionamento do programa, a Finep ficar\u00e1 respons\u00e1vel pela distribui\u00e7\u00e3o dos recursos sob forma de subven\u00e7\u00e3o (fundo perdido), cr\u00e9dito e tamb\u00e9m pelo est\u00edmulo \u00e0 articula\u00e7\u00e3o entre universidades e empresas. Ao BNDES caber\u00e1 a aloca\u00e7\u00e3o de recursos pelas vias do empr\u00e9stimo e da participa\u00e7\u00e3o acion\u00e1ria. A Petrobras dar\u00e1 apoio t\u00e9cnico, participando da an\u00e1lise dos projetos que se candidatarem, al\u00e9m de analisar os planos de neg\u00f3cios dos proponentes, podendo garantir demanda futura dos equipamentos e servi\u00e7os, al\u00e9m de dar apoio t\u00e9cnico durante o desenvolvimento do projeto.<\/p>\n<p>&#8220;Uma parte importante da fronteira tecnol\u00f3gica mundial e das necessidades de novos materiais estar\u00e1 aqui, na nossa Costa&#8221;, explica Jo\u00e3o De Negri, diretor de Inova\u00e7\u00e3o da Finep, justificando o esfor\u00e7o que ser\u00e1 feito para, por interm\u00e9dio da explora\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal, impulsionar a capacidade tecnol\u00f3gica brasileira.<\/p>\n<p>A ambi\u00e7\u00e3o do governo \u00e9 que ao longo dos at\u00e9 60 anos estimados para a explora\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal as empresas brasileiras que busquem investir em tecnologia possam no futuro disputar mercados com as grandes empresas de servi\u00e7os e gerenciamento de obras do setor, como a francesa Schlumberger e a americana Baker Hughes. Admitindo os riscos da empreitada e o longo prazo de matura\u00e7\u00e3o, &#8220;o Estado vai compartilhar esse risco&#8221;, disse o diretor da Finep.<\/p>\n<p>De Negri, cuja equipe liderou a formata\u00e7\u00e3o do programa, compara o pr\u00e9-sal, dados os desafios envolvidos e as necessidades de novas tecnologias, equipamentos e forma\u00e7\u00e3o de pessoal, \u00e0 corrida espacial que levou o homem \u00e0 lua. Ele avalia que, assim como as tecnologias desenvolvidas pela Nasa, a ag\u00eancia espacial americana, se espraiaram por v\u00e1rios ramos da atividade humana, o mesmo ocorra com o pr\u00e9-sal.<\/p>\n<p>As condi\u00e7\u00f5es e limites de cada forma de apoio ser\u00e3o divulgadas na segunda-feira. J\u00e1 est\u00e1 definido que v\u00e3o participar dos processos de sele\u00e7\u00e3o empresas ou grupos econ\u00f4micos brasileiros com receita operacional bruta superior a R$ 16 milh\u00f5es. \u00c9 certo tamb\u00e9m que os projetos ter\u00e3o que ser integralmente desenvolvidos em territ\u00f3rio nacional e que n\u00e3o ser\u00e3o aceitos projetos de tropicaliza\u00e7\u00e3o ou internaliza\u00e7\u00e3o de tecnologias embora se admita parcerias com empresas estrangeiras para absor\u00e7\u00e3o de tecnologia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Valor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3319\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-3319","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-Rx","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3319","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3319"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3319\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3319"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3319"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3319"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}