{"id":33286,"date":"2025-10-29T18:09:16","date_gmt":"2025-10-29T21:09:16","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=33286"},"modified":"2025-10-29T18:09:16","modified_gmt":"2025-10-29T21:09:16","slug":"a-democracia-dos-ricos-e-a-guerra-aos-pobres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33286","title":{"rendered":"A democracia dos ricos e a guerra aos pobres"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"33287\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33286\/573297633_18320174332244758_6103909188867280969_n\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/573297633_18320174332244758_6103909188867280969_n.jpg?fit=1080%2C1365&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1080,1365\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"573297633_18320174332244758_6103909188867280969_n\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/573297633_18320174332244758_6103909188867280969_n.jpg?fit=712%2C900&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-large wp-image-33287\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/573297633_18320174332244758_6103909188867280969_n.jpg?resize=712%2C900&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"712\" height=\"900\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/573297633_18320174332244758_6103909188867280969_n.jpg?resize=712%2C900&amp;ssl=1 712w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/573297633_18320174332244758_6103909188867280969_n.jpg?resize=237%2C300&amp;ssl=1 237w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/573297633_18320174332244758_6103909188867280969_n.jpg?resize=768%2C971&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/573297633_18320174332244758_6103909188867280969_n.jpg?w=1080&amp;ssl=1 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 712px) 100vw, 712px\" \/><!--more--><\/p>\n<p><strong>Nota Pol\u00edtica da UJC RJ<br \/>\n<\/strong><br \/>\nNeste dia 28\/10, Dia do Servidor P\u00fablico, o governo de Cl\u00e1udio Castro realizou a maior chacina policial da hist\u00f3ria do Rio de Janeiro, em mais um epis\u00f3dio de carnificina generalizada. A opera\u00e7\u00e3o de hoje \u00e9, mais uma vez, a express\u00e3o leg\u00edtima do que a burguesia tem a oferecer para a juventude e para classe trabalhadora nas favelas e periferias: morte e viol\u00eancia em estado puro. A aus\u00eancia de garantia de direitos e intensifica\u00e7\u00e3o da precariza\u00e7\u00e3o da vida n\u00e3o v\u00eam acompanhadas da viol\u00eancia de Estado por coincid\u00eancia, fazem parte do projeto da burguesia para a juventude brasileira. A agress\u00e3o, o encarceramento e o assassinato da nossa juventude visam controlar a franja marginal do nosso pa\u00eds. S\u00e3o mais de 60 mortos, quatro deles servidores descart\u00e1veis para o teatro eleitoral de Cl\u00e1udio Castro.<\/p>\n<p>Desde a coloniza\u00e7\u00e3o, a militariza\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia no Brasil se sustenta em torno do combate a um inimigo interno. Antes, visava controlar a popula\u00e7\u00e3o escravizada do pa\u00eds. Hoje, o inimigo \u00e9 o \u201ctr\u00e1fico de drogas\u201d. O discurso varia, mas a pr\u00e1tica sempre se materializa na repress\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o negra e pobre do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Num contexto de acirramento da luta de classes em n\u00edvel global, com novas investidas do imperialismo estadunidense pela Am\u00e9rica Latina, a \u201cguerra \u00e0s drogas\u201d, verdadeira guerra aos pobres, ganha novo papel: a extrema-direita lan\u00e7a m\u00e3o da ideia de \u201cnarcoterrorismo\u201d para legitimar interven\u00e7\u00f5es estrangeiras em nosso solo. Na semana passada, Fl\u00e1vio Bolsonaro elogiou os ataques de Trump a navios no Caribe, dizendo que sentia \u201cinveja\u201d e colocando um alvo na Ba\u00eda de Guanabara ao afirmar que \u201couviu dizer\u201d que havia barcos como aqueles, supostamente carregando drogas, circulando em nossa cidade.<\/p>\n<p>Claudio Castro d\u00e1 continuidade a um projeto centen\u00e1rio que estruturou a forma\u00e7\u00e3o racista do capitalismo brasileiro. Ele n\u00e3o o faz de forma velada: \u201cEstamos excedendo, se tiver que exceder mais excederemos\u201d. \u00c9 assim que ele trata um genoc\u00eddio deliberado. Percebe-se tal fato pelo hist\u00f3rico de chacinas no governo. Desde 2021, quando iniciou seu governo, foram promovidas as maiores chacinas da hist\u00f3ria do estado, como a Chacina no Jacarezinho, em 2021, com cerca de 21 pessoas assassinadas. Em 2022, em outra opera\u00e7\u00e3o no Complexo da Penha, outra, com cerca de 23 pessoas assassinadas. Em 2023 e 2024 elas n\u00e3o pararam, opera\u00e7\u00f5es no Complexo do Salgueiro, Alem\u00e3o, Penha e Cidade de Deus com mais de 20 mortes tamb\u00e9m aconteceram, para citar apenas as maiores.<\/p>\n<p>A chacina promovida no dia 28\/10 n\u00e3o foi \u201cexcesso\u201d nem \u201cdesvio operacional\u201d, ela \u00e9 resultado direto da articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que mant\u00e9m Castro e Eduardo Paes alinhados num mesmo projeto de poder. A militariza\u00e7\u00e3o do cotidiano e o terror policial n\u00e3o s\u00e3o efeito colateral, s\u00e3o as estrat\u00e9gias. Essa alian\u00e7a opera como moeda eleitoral, convertendo corpos negros em capital pol\u00edtico e punitivismo midi\u00e1tico em campanha antecipada, no meio de um teatro de sangue.<\/p>\n<p>Enquanto Paes se aproxima do PL para assegurar governabilidade e compor um bloco mais amplo para 2026, Castro entrega o bra\u00e7o armado do Estado como vitrine de for\u00e7a. Essa engrenagem se retroalimenta, Paes \u201clava\u201d a imagem institucional, Castro executa a guerra \u00e0s favelas enquanto sustenta a costura territorial e empresarial por tr\u00e1s dessa l\u00f3gica. O que estamos vendo hoje \u00e9 o uso da m\u00e1quina p\u00fablica para produzir morte e controle pol\u00edtico, e n\u00e3o combate ao crime. Enquanto isso, o Prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes abandona cada vez mais sua m\u00e1scara progressista em favor do uso eleitoreiro do aparato repressivo do Estado contra o povo trabalhador, como estamos vendo com a cria\u00e7\u00e3o da guarda armada. Sua aproxima\u00e7\u00e3o com o bolsonarismo e acenos pro PL destacam sua postura oportunista e de apoio \u00e0s pol\u00edticas de exterm\u00ednio e de genoc\u00eddio, visando a sua disputa para o governo do estado do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Eduardo Paes surfa na onda da pol\u00edtica genocida de Claudio Castro, mas o governador d\u00e1 uma demonstra\u00e7\u00e3o de for\u00e7a ap\u00f3s a sinaliza\u00e7\u00e3o de apoio por parte do prefeito: se quer o apoio, deve aceitar o pacote completo. A fala de Cl\u00e1udio Castro, tensionando com o governo federal ao acus\u00e1-lo de ina\u00e7\u00e3o, foi calculada em um contexto em que, inclusive de forma pouco usual, a Pol\u00edcia Federal realiza uma opera\u00e7\u00e3o de intelig\u00eancia contra o PCC que impactou fortemente os rendimentos da fac\u00e7\u00e3o criminosa.<\/p>\n<p>Ao se deparar com uma pol\u00edtica de seguran\u00e7a que n\u00e3o contribui para a manuten\u00e7\u00e3o do expediente genocida, Cl\u00e1udio Castro dobra a aposta e, numa cidade chave para a pol\u00edtica nacional, reafirma seu compromisso com opera\u00e7\u00f5es midi\u00e1ticas que enxugam gelo, prejudicam o povo trabalhador, ceifam vidas, mas rendem votos. Marca-se com isso uma posi\u00e7\u00e3o clara de um bloco da extrema-direita no pa\u00eds: n\u00e3o por coincid\u00eancia o governador Romeu Zema parabeniza Castro e refor\u00e7a a narrativa contra o chamado \u201cnarcoterrorismo\u201d.<\/p>\n<p>As invas\u00f5es policiais tamb\u00e9m desencadearam o fechamento de dezenas de vias, \u00f4nibus incendiados, tiroteios, caos e terror em diversos bairros do Rio de Janeiro, atingindo diretamente grande parte da popula\u00e7\u00e3o trabalhadora carioca. O tr\u00e2nsito foi paralisado, chegando a um n\u00edvel de caos completo, \u00f4nibus e metr\u00f4s ficaram lotados em ambos os sentidos e em hor\u00e1rios que estariam vazios.<\/p>\n<p>Esse cen\u00e1rio piorou com a decis\u00e3o certamente pensada por parte do governo de jogar o feriado do Dia dos Servidores para sexta-feira, o que fez desta ter\u00e7a um dia mais movimentado do que seria em condi\u00e7\u00f5es normais. A ideia, fica claro, era gerar o maior transtorno poss\u00edvel. Al\u00e9m disso, decretaram fim do expediente administrativo para a pol\u00edcia hoje, deslocando batalh\u00f5es dos mais diversos para as ruas. O caos urbano n\u00e3o foi falta de planejamento, foi consequ\u00eancia direta dele.<br \/>\nUm avan\u00e7o real na seguran\u00e7a p\u00fablica do Rio de Janeiro depende da DESMILITARIZA\u00c7\u00c3O da pol\u00edcia militar, que s\u00f3 ser\u00e1 alcan\u00e7ada com a organiza\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o do povo, e com uma pol\u00edtica de seguran\u00e7a digna de seu nome, que se preocupa verdadeiramente com a vida e com o povo, n\u00e3o com eleitoralismo barato. N\u00e3o existe democracia e dignidade para os trabalhadores em meio a um territ\u00f3rio que convive diariamente com uma guerra!<\/p>\n<p>PELO FIM DO PROJETO GENOCIDA NEOLIBERAL!<br \/>\nVIDA DIGNA E SEGURAN\u00c7A PARA TODOS E TODAS!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33286\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[6,207,27],"tags":[226],"class_list":["post-33286","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s5-juventude","category-lutas-nos-estados","category-c27-ujc","tag-4b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8ES","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33286","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33286"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33286\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33288,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33286\/revisions\/33288"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33286"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33286"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33286"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}