{"id":33292,"date":"2025-10-29T18:22:14","date_gmt":"2025-10-29T21:22:14","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=33292"},"modified":"2025-11-01T12:46:10","modified_gmt":"2025-11-01T15:46:10","slug":"reconhecer-um-estado-e-impedir-que-ele-exista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33292","title":{"rendered":"Reconhecer um Estado e impedir que ele exista?"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/unnamed-2.jpg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"\" \/><!--more-->Cr\u00e9ditosLeszek Szymanski \/ EPA<\/p>\n<p>Por Jos\u00e9 Goul\u00e3o<\/p>\n<p>ABRIL ABRIL<\/p>\n<p>E, de repente, a esmagadora maioria dos pa\u00edses do chamado Ocidente Coletivo decidiram reconhecer o Estado da Palestina. Entre eles alguns dos mais fi\u00e9is aliados do regime sionista e c\u00famplices das suas atrocidades, como s\u00e3o a Fran\u00e7a, o Reino Unido, a Austr\u00e1lia, o Canad\u00e1 e at\u00e9, apesar do seu \u00ednfimo peso espec\u00edfico, o governo da Rep\u00fablica Portuguesa. Sabemos que a coer\u00eancia n\u00e3o \u00e9 o forte da clique de Montenegro: o reconhecimento \u00e9 declarado poucas semanas depois de o ministro dos Neg\u00f3cios Estrangeiros, Paulo Rangel, ter ido dar a b\u00ean\u00e7\u00e3o aos crimes do regime de Israel, precisamente numa das fases mais intensas da devasta\u00e7\u00e3o humana e f\u00edsica da Faixa de Gaza.<\/p>\n<p>Qualquer leitor se interrogar\u00e1, com toda a naturalidade, sobre o que levar\u00e1 agora tantos e t\u00e3o relevantes pa\u00edses deposit\u00e1rios da \u00abnossa civiliza\u00e7\u00e3o\u00bb a adotarem uma atitude que poderiam, e deveriam, ter assumido h\u00e1 anos. Ter\u00e1 sido a exposi\u00e7\u00e3o flagrante e dram\u00e1tica do genoc\u00eddio do povo palestino, velho de d\u00e9cadas, que flagela a Faixa de Gaza e que a hipocrisia das palavras sonantes e das mais belas inten\u00e7\u00f5es j\u00e1 n\u00e3o consegue esconder? Talvez um pouco, embora n\u00e3o devamos dar demasiado valor a este rebate porque vergonha \u00e9 coisa que n\u00e3o abunda nos governos ocidentais.<\/p>\n<p>Outra raz\u00e3o, esta com um significado pol\u00edtico e estrat\u00e9gico bem mais importante, \u00e9 a certeza de todos os declarantes de que a sua decis\u00e3o, al\u00e9m de ser proferida com abund\u00e2ncia de meias palavras, n\u00e3o tem qualquer efeito pr\u00e1tico sobre o real reconhecimento dos direitos dos palestinos e sobre a conduta assassina do Estado de Israel. Nos mesmos dias em que se sucederam as declara\u00e7\u00f5es de reconhecimento, o primeiro-ministro sionista, Benjamin Netanyahu, garantiu, com toda a convic\u00e7\u00e3o, que jamais existir\u00e1 um Estado Palestino. Um desafio \u00e0s atitudes dos pa\u00edses ocidentais e que estes receberam com o mais devoto sil\u00eancio.<\/p>\n<p>E agora?<br \/>\nA situa\u00e7\u00e3o mais relevante, e tamb\u00e9m a que levanta o maior n\u00famero de d\u00favidas sobre a genuinidade das inten\u00e7\u00f5es dos governos ocidentais em rela\u00e7\u00e3o ao resgate dos direitos do povo palestino, assenta numa simples pergunta: e agora?<\/p>\n<p>Sim, o que estas declara\u00e7\u00f5es de reconhecimento do Estado da Palestina poder\u00e3o alterar na situa\u00e7\u00e3o atual, controlada pelos impulsos fascistas do governo de Israel e da administra\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos, desta feita sob a batuta de Trump \u2013 como poderia estar, com os mesmos efeitos, sob as ordens dos auriculares de Biden?<\/p>\n<p>\u00c0 primeira vista, n\u00e3o alterar\u00e3o nada. A arbitrariedade colonial e expansionista prossegue a todo o vapor em Jerusal\u00e9m Leste e de Norte a Sul da Cisjord\u00e2nia, enquanto a terraplanagem humana e f\u00edsica de Gaza continua sem quaisquer barreiras, a n\u00e3o ser os focos de guerrilha do Hamas.<\/p>\n<p>Os governos ocidentais reconheceram um Estado abstrato e sem quaisquer poderes efetivos sobre o que deveria ser o seu territ\u00f3rio, a desaparecer todos os dias perante os avan\u00e7os genocidas das hordas de colonos importadas de todo o planeta. Os governos ocidentais fazem alguma coisa de concreto para obrigar Israel a parar com a coloniza\u00e7\u00e3o? Deixam de enviar armas para Israel? Contemplam a hip\u00f3tese de decretar san\u00e7\u00f5es capazes de asfixiar um Estado gerido por uma gangue criminosa e que n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es para viver por si pr\u00f3prio?<\/p>\n<p>N\u00e3o consta que algum dos reconhecedores ocidentais esteja disposto a dar estes passos, essenciais para que eventuais altera\u00e7\u00f5es qualitativas da rela\u00e7\u00e3o de for\u00e7as em toda a Palestina venham a proporcionar negocia\u00e7\u00f5es capazes de definir os caminhos para instaurar e aplicar o Direito Internacional na regi\u00e3o. Isso implicaria que, pelo menos nesse caso, os dirigentes ocidentais pusessem entre par\u00eanteses o seu acatamento burocr\u00e1tico da \u00abordem internacional baseada em regras\u00bb definida em Washington. A verdade \u00e9 que nenhum governo parece disposto a correr esse risco, o que, na pr\u00e1tica e nestas condi\u00e7\u00f5es, revela que reconhecer ou n\u00e3o reconhecer o Estado da Palestina vai dar no mesmo, isto \u00e9, mais do mesmo.<\/p>\n<p>Reconhecer sim, mas\u2026<br \/>\nOs governos ocidentais tiveram o cuidado (que abre a porta para darem o dito por n\u00e3o dito) de n\u00e3o reconhecer incondicionalmente o Estado da Palestina, continuando, deste modo, a manter no gelo a aplica\u00e7\u00e3o estrita dos princ\u00edpios estabelecidos pelo Direito Internacional. Portadores de uma autoridade e de um poder outorgados por cinco s\u00e9culos de viol\u00eancia colonial, e que lhes permitiram inventar uma entidade como o Estado de Israel, os governos ocidentais juntaram \u00e0 decis\u00e3o uma s\u00e9rie de condicionalismos. Levados \u00e0 letra, estes traduzem um reconhecimento sem reconhecer porque limitam, de fato, as capacidades de decis\u00e3o do povo palestino sobre os assuntos que lhe dizem respeito e sobre os quais s\u00f3 a ele compete deliberar.<\/p>\n<p>No \u00e2mbito de uma manobra que transfigura grande parte do que h\u00e1 de positivo no reconhecimento, os governos ocidentais tentam dar uma nova vida \u00e0 moribunda Autoridade Palestina de Mahmoud Abbas, circunscrita a Ramallah, responsabilizando-a por poderes que ela n\u00e3o conseguir\u00e1 desempenhar. Exigem tamb\u00e9m a sua rendi\u00e7\u00e3o absoluta perante Israel \u2013 exig\u00eancia escusada na situa\u00e7\u00e3o que se arrasta ao longo de todo este s\u00e9culo; e atribuem a responsabilidade \u00fanica pelo terrorismo na Palestina ao Hamas, enquanto ignoram o terror israelense \u2013 disfar\u00e7ado de \u00abseguran\u00e7a\u00bb e \u00abdireito \u00e0 exist\u00eancia\u00bb. Como sempre, dois pesos e duas medidas que, \u00e0 partida, viciam as pr\u00f3prias declara\u00e7\u00f5es de reconhecimento.<\/p>\n<p>A condi\u00e7\u00e3o que, por\u00e9m, demonstra como s\u00e3o hip\u00f3critas e, para j\u00e1, in\u00fateis as declara\u00e7\u00f5es de reconhecimento, relaciona-se com a exig\u00eancia de desarmamento n\u00e3o apenas do Hamas mas de todas as estruturas da Resist\u00eancia Palestina. Tais exig\u00eancias deixam todo o povo palestino ainda mais desamparado e \u00e0 merc\u00ea do livre arb\u00edtrio criminoso do regime sionista, que pode, deste modo, prosseguir o seu objetivo genocida, livre de quaisquer estorvos, al\u00e9m de continuar isento de prestar contas perante as inst\u00e2ncias internacionais. Nas consequ\u00eancias pr\u00e1ticas das medidas impostas pelos governos ocidentais em troca do reconhecimento do Estado da Palestina, encontraria o Estado sionista o melhor de todos os mundos e a concretiza\u00e7\u00e3o plena de todos os seus objetivos.<\/p>\n<p>A sombra do colaboracionismo<\/p>\n<p>Os mais recentes desenvolvimentos do processo de reconhecimento ajudam a dissipar algumas incertezas sobre interesses que se cruzam por detr\u00e1s da decis\u00e3o, e que n\u00e3o s\u00e3o favor\u00e1veis ao povo palestino.<\/p>\n<p>Percebeu-se desde o in\u00edcio que o reconhecimento da independ\u00eancia da Palestina por governos de pa\u00edses ocidentais n\u00e3o era, repete-se, incondicional. A generalidade dos discursos alusivos foram claros numa sobrevaloriza\u00e7\u00e3o da Autoridade Palestina, na pr\u00e1tica inativa e, mais grave do que isso, condicionada por inteiro \u00e0s exig\u00eancias de Israel. A gest\u00e3o \u00abpartilhada\u00bb de grande parte da Cisjord\u00e2nia entre o governo de Ramallah e as for\u00e7as de ocupa\u00e7\u00e3o sionista representa, de fato, que o primeiro foi colocado ao servi\u00e7o dos interesses das segundas. Uma circunst\u00e2ncia confirmada, com frequ\u00eancia, pela atua\u00e7\u00e3o das for\u00e7as policiais palestinas em a\u00e7\u00f5es repressivas contra a pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o palestina.<\/p>\n<p>Uma situa\u00e7\u00e3o deste tipo agrada aos governos ocidentais porque significa uma maleabilidade colaboracionista das autoridades de \u00abautonomia\u00bb que contraria os leg\u00edtimos interesses do povo palestiniano, de fato nunca reconhecidos pelos Estados ocidentais.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, o Ocidente atribui a representatividade \u00fanica dos palestinos \u00e0 decr\u00e9pita Autoridade Palestina e ao seu dirigente Mahmoud Abbas, na realidade eternizado no poder, apesar de completamente manietado por Israel e pelos Estados Unidos. Recorda-se, por ser factual, que o seu acesso \u00e0 presid\u00eancia se consumou atrav\u00e9s de um golpe brando organizado em 1994 pelos Estados Unidos, Israel e pot\u00eancias ocidentais em consequ\u00eancia do qual o dirigente hist\u00f3rico da Resist\u00eancia, Yasser Arafat, foi afastado das principais posi\u00e7\u00f5es de poder (para as quais fora eleito) e assassinado poucos meses depois.<\/p>\n<p>Recorda-se ainda que Mahmoud Abbas, muito recentemente qualificado de \u00abpragm\u00e1tico\u00bb por um \u00f3rg\u00e3o pr\u00f3-israelense como o seman\u00e1rio Expresso, foi recebido na Casa Branca, lugar de onde Arafat fora banido, logo a seguir a tomar posse como presidente da chamada \u00abAutonomia\u00bb, ainda nesse ano de 1994.<\/p>\n<p>Estas circunst\u00e2ncias ajudam a ler melhor os condicionalismos ocidentais que acompanharam o reconhecimento da independ\u00eancia. E conduzem \u00e0 conclus\u00e3o, elementar, de que n\u00e3o haver\u00e1 entidade representativa e atualizada da vontade do povo palestiniano sem a realiza\u00e7\u00e3o de elei\u00e7\u00f5es gerais democr\u00e1ticas livres, abertas e sob controle de inst\u00e2ncias internacionais tuteladas pela ONU. Um processo que n\u00e3o poder\u00e1 ter a interven\u00e7\u00e3o, por defini\u00e7\u00e3o viciada e interesseira, de Israel e dos Estados Unidos da Am\u00e9rica.<\/p>\n<p>Outra exig\u00eancia comum aos governos ocidentais \u00e9 o da \u00abren\u00fancia\u00bb da Resist\u00eancia (assimilada errada e malevolamente ao \u00abHamas\u00bb) ao terrorismo, isto \u00e9, \u00e0 luta armada, poupando sempre, repete-se, o terrorismo israelita. Essa \u00abren\u00fancia\u00bb ter\u00e1 de ser acompanhada pelo desarmamento da Resist\u00eancia, o que significa a entrega total do povo palestino ao poder discricion\u00e1rio e genocida de Israel. Nesta perspectiva, o reconhecimento da Palestina transforma-se num presente envenenado.<\/p>\n<p>O discurso de Abbas na Assembleia-Geral da ONU, proferido via internet porque, desta feita, a Administra\u00e7\u00e3o Trump recusou ilegalmente o visto ao presidente palestino para se deslocar a Nova Iorque, confirmou a exist\u00eancia de um perigoso colaboracionismo com os interesses coloniais israelenses e ocidentais.<\/p>\n<p>Mahmoud Abbas, enquanto presidente palestino, prometeu que \u00abo Hamas nunca ser\u00e1 governo\u00bb. Ora, como poder\u00e1 o mais destacado dirigente palestino, cujo partido foi derrotado nas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es gerais realizadas nos territ\u00f3rios ocupados, prometer que a for\u00e7a pol\u00edtica mais votada (segundo a \u00faltima aferi\u00e7\u00e3o, realizada h\u00e1 mais de 15 anos) n\u00e3o poder\u00e1 governar o Estado? Manipulando os resultados eleitorais? Adotando um regime de partido \u00fanico ou de ditadura pessoal? Impedindo que um partido com significativo apoio popular, o Hamas ou qualquer outro, seja parte leg\u00edtima e necess\u00e1ria \u00e0 exist\u00eancia de um governo de maioria?<\/p>\n<p>Lembremos que Abbas e os seus aliados ocidentais e \u00e1rabes impediram o Hamas de governar depois de obter a maioria absoluta em elei\u00e7\u00f5es livres; e que, apesar da multiplica\u00e7\u00e3o de negocia\u00e7\u00f5es e pretensos projetos de acordo, sabotaram sempre a concretiza\u00e7\u00e3o de \u00abgovernos de unidade nacional\u00bb que permitissem colocar Gaza, Cisjord\u00e2nia e Jerusal\u00e9m Leste sob o mesmo \u00abgoverno aut\u00f4nomo\u00bb. \u00abUm dos nossos objetivos estrat\u00e9gicos \u00e9 manter a separa\u00e7\u00e3o entre Gaza e a Cisjord\u00e2nia\u00bb, confessou Netanyahu ao grupo parlamentar do seu partido Likud. Nenhuma destas vias impl\u00edcitas no teor das declara\u00e7\u00f5es de reconhecimento corresponde aos \u00abvalores democr\u00e1ticos\u00bb proclamados pelo mundo ocidental, ao que parece disposto a impor, atrav\u00e9s da sua mais recente decis\u00e3o, uma \u00absolu\u00e7\u00e3o\u00bb autorit\u00e1ria e n\u00e3o-democr\u00e1tica centralizada em Abbas.<\/p>\n<p>No seu discurso, o presidente palestino afirmou que n\u00e3o pretende que a Palestina seja \u00abum Estado armado\u00bb. O que significar\u00e1 esta ideia, incompat\u00edvel com a exist\u00eancia de um Estado pleno como o estabelecido no Direito Internacional? A defesa e seguran\u00e7a da Palestina seriam entregues a Israel? O povo da Palestina deixaria de ter quem o defendesse, fosse a Resist\u00eancia armada ou o aparelho de Estado?<\/p>\n<p>Nos seus tempos, pouco antes de ser assassinado pelo sionismo, em 1995, o primeiro-ministro israelense, Isaac Rabin, admitiu que o estatuto m\u00e1ximo que admitiria a uma entidade palestina, no final do \u00abprocesso de paz\u00bb, seria o de \u00abmenos que um Estado\u00bb. Mahmoud Abbas e os dirigentes ocidentais que o manipulam recuperaram esta ideia? A Palestina \u00abmenos que um Estado\u00bb ser\u00e1 o Estado da Palestina futuramente entendido como tal? N\u00e3o haver\u00e1 melhor via, ent\u00e3o j\u00e1 considerada como \u00absolu\u00e7\u00e3o final\u00bb do problema, para a continua\u00e7\u00e3o do genoc\u00eddio e a cria\u00e7\u00e3o do Grande Israel \u2013 em toda a Palestina, como primeiro passo.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o de fundo, por\u00e9m, continua a ser: o que vir\u00e1 depois do reconhecimento da independ\u00eancia, uma vez que Israel ocupa quase todo o territ\u00f3rio onde esse Estado seria criado? O que far\u00e3o os pa\u00edses ocidentais para darem corpo \u00e0 sua decis\u00e3o? Recorda-se que o Direito Internacional determina a cria\u00e7\u00e3o de um Estado Palestino \u00abindependente e vi\u00e1vel\u00bb. Em termos prosaicos, um Estado como os outros. Ora, n\u00e3o \u00e9 isso que est\u00e1 a ser congeminado, com a colabora\u00e7\u00e3o da incapaz Autoridade Palestina. A vertiginosa pol\u00edtica israelense de cria\u00e7\u00e3o de colonatos vai \u00abcomendo\u00bb, dia-a-dia, o territ\u00f3rio indispens\u00e1vel \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de um Estado vi\u00e1vel.<\/p>\n<p>Numa perspectiva l\u00facida, o chefe de Estado de Portugal admitiu que qualquer dia n\u00e3o haver\u00e1 territ\u00f3rio para instaurar um Estado. Uma realidade que h\u00e1 muitos anos comecei a denunciar, porque se mete pelos olhos dentro e da qual Israel n\u00e3o faz qualquer segredo. Apesar de reconhecer essas circunst\u00e2ncias, o mundo ocidental nada faz de concreto para travar a coloniza\u00e7\u00e3o e viabilizar o Estado que disse reconhecer.<\/p>\n<p>Mais uma vez, o objetivo principal do Ocidente foi o de criar manobras de propaganda e dilat\u00f3rias e, com elas, tentar neutralizar a solidariedade cada vez mais forte, ativa e genu\u00edna dos povos ocidentais com o povo da Palestina. Esta n\u00e3o pode esmorecer, tem mesmo de se refor\u00e7ar, porque se nos fiarmos nas promessas e decis\u00f5es dos nossos governos, a maior v\u00edtima continuar\u00e1 a ser o povo palestino. E n\u00e3o podemos permitir que isso aconte\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33292\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[65,10,78],"tags":[233],"class_list":["post-33292","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c78-internacional","category-s19-opiniao","category-c91-solidariedade-a-palestina","tag-6a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8EY","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33292","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33292"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33292\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33297,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33292\/revisions\/33297"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33292"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33292"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33292"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}