{"id":3331,"date":"2012-08-10T14:24:38","date_gmt":"2012-08-10T14:24:38","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3331"},"modified":"2012-08-10T14:24:38","modified_gmt":"2012-08-10T14:24:38","slug":"cuba-a-ilha-da-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3331","title":{"rendered":"Cuba, a ilha da sa\u00fade"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Ap\u00f3s a Revolu\u00e7\u00e3o, a medicina virou prioridade e transformou a ilha em refer\u00eancia; hoje, Cuba concentra o maior n\u00famero de m\u00e9dicos por habitante<\/strong><\/p>\n<p>Desde o triunfo da Revolu\u00e7\u00e3o de 1959, o desenvolvimento da medicina tem sido a grande prioridade do governo cubano, o que transformou a ilha do Caribe em uma refer\u00eancia mundial neste campo. Atualmente, Cuba \u00e9 o pa\u00eds que concentra o maior n\u00famero de m\u00e9dicos por habitante.<\/p>\n<p>Em 2012, Cuba formou mais 11 mil novos m\u00e9dicos, os quais completaram sua forma\u00e7\u00e3o de seis anos em faculdades de medicina reconhecidas pela excel\u00eancia no ensino. Trata-se da maior promo\u00e7\u00e3o m\u00e9dica da hist\u00f3ria do pa\u00eds, que tornou o desenvolvimento da medicina e o bem-estar social as prioridades nacionais. Entre esses m\u00e9dicos rec\u00e9m-graduados, 5.315 s\u00e3o cubanos e 5.694 v\u00eam de 59 pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, \u00c1frica, \u00c1sia e at\u00e9 mesmo dos Estados Unidos, com maioria de bolivianos (2.400), nicaraguenses (429), peruanos (453), equatorianos (308), colombianos (175) e guatemaltecos (170). Em um ano, Cuba formou quase o dobro de m\u00e9dicos do total que dispunha em 1959. [1]<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o triunfo da Revolu\u00e7\u00e3o, Cuba contava somente com 6.286 m\u00e9dicos. Dentre eles, tr\u00eas mil decidiram deixar o pa\u00eds para ir para os Estados Unidos, atra\u00eddos pelas oportunidades profissionais que Washington oferecia. Em nome da guerra pol\u00edtica e ideol\u00f3gica que se opunha ao novo governo de Fidel Castro, o governo Eisenhower decidiu esvaziar a na\u00e7\u00e3o de seu capital humano, at\u00e9 o ponto de criar uma grave crise sanit\u00e1ria. [2]<\/p>\n<p>Como resposta, Cuba se comprometeu a investir de forma maci\u00e7a na medicina. Universalizou o acesso ao ensino superior e estabeleceu a educa\u00e7\u00e3o gratuita para todas as especialidades. Assim, existem hoje 24 faculdades de medicina (contra apenas uma em 1959) em treze das quinze prov\u00edncias cubanas, e o pa\u00eds disp\u00f5e de mais de 43 mil professores de medicina. Desde 1959, se formaram cerca de 109 mil m\u00e9dicos em Cuba. [3] Com uma rela\u00e7\u00e3o de um m\u00e9dico para 148 habitantes (67,2 m\u00e9dicos para 10 mil habitantes ou 78.622, no total), segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, Cuba \u00e9 a na\u00e7\u00e3o mais bem dotada neste setor. O pa\u00eds disp\u00f5e de 161 hospitais e 452 cl\u00ednicas. [4]<\/p>\n<p>No ano universit\u00e1rio 2011-2012, o n\u00famero total de graduados em Ci\u00eancias M\u00e9dicas, que inclui 21 perfis profissionais (m\u00e9dicos, dentistas, enfermeiros, psic\u00f3logos, tecnologia da sa\u00fade etc.), sobe para 32.171, entre cubanos e estrangeiros. [5]<\/p>\n<p>Sede da Escola Latino-Americana de Medicina em Havana<\/p>\n<p><strong>A ELAM<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m dos cursos dispon\u00edveis nas 24 faculdades de medicina do pa\u00eds, Cuba forma estudantes estrangeiros na Elam (Escola Latino-Americana de Medicina de Havana). Em 1998, depois que o furac\u00e3o Mitch atingiu a Am\u00e9rica Central e o Caribe, Fidel Castro decidiu criar a Elam \u2013 inaugurada em 15 de novembro de 1999 \u2013 com o intuito de formar em Cuba os futuros m\u00e9dicos do mundo subdesenvolvido.<\/p>\n<p>\u201cFormar m\u00e9dicos prontos para ir onde eles s\u00e3o mais necess\u00e1rios e permanecer quanto tempo for necess\u00e1rio, esta \u00e9 a raz\u00e3o de ser da nossa escola desde a sua funda\u00e7\u00e3o\u201d, explica a doutora Miladys Castilla, vice-reitora da Elam. [6] Atualmente, 24 mil estudantes de 116 pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, \u00c1frica, \u00c1sia, Oceania e Estados Unidos (500 por turma) cursam uma faculdade de medicina gratuita em Cuba. Entre a primeira turma de 2005 e 2010, 8.594 jovens doutores sa\u00edram da Elam. [7] As formaturas de 2011 e 2012 foram excepcionais com cerca de oito mil graduados. No total, cerca de 15 mil m\u00e9dicos se formaram na Elam em 25 especialidades distintas. [8]<\/p>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade prestou uma homenagem ao trabalho da Elam: \u201cA Escola Latino-Americana de Medicina acolhe jovens entusiasmados dos pa\u00edses em desenvolvimento, que retornam para casa como m\u00e9dicos formados. \u00c9 uma quest\u00e3o de promover a equidade sanit\u00e1ria (\u2026). A Elam (\u2026) assumiu a premissa da \u201cresponsabilidade social\u201d. A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade define a responsabilidade social das faculdades de medicina como o dever de conduzir suas atividades de forma\u00e7\u00e3o, investiga\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os para suprir as necessidades priorit\u00e1rias de sa\u00fade da comunidade, regi\u00e3o ou pa\u00eds ao qual devem servir.<\/p>\n<p>A finalidade da Elam \u00e9 formar m\u00e9dicos principalmente para fornecer servi\u00e7o p\u00fablico em comunidades urbanas e rurais desfavorecidas, por meio da aquisi\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias em atendimento prim\u00e1rio integral, que v\u00e3o desde a promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade at\u00e9 o tratamento e a reabilita\u00e7\u00e3o. Em troca do compromisso n\u00e3o obrigat\u00f3rio de atender regi\u00f5es carentes, os estudantes recebem bolsa integral e uma pequena remunera\u00e7\u00e3o, e assim, ao se formar, n\u00e3o t\u00eam d\u00edvidas com a institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>[No que diz respeito ao processo seletivo], \u00e9 dada prefer\u00eancia aos candidatos de baixa renda, que de outra forma n\u00e3o poderiam pagar os estudos m\u00e9dicos. \u201cComo resultado, 75% dos estudantes prov\u00eam de comunidades que precisam de m\u00e9dicos, incluindo uma ampla variedade de minorias \u00e9tnicas e povos ind\u00edgenas\u201d.<\/p>\n<p>Os novos m\u00e9dicos trabalham na maioria dos pa\u00edses americanos, incluindo os Estados Unidos, v\u00e1rios pa\u00edses africanos e grande parte do Caribe de l\u00edngua inglesa.<\/p>\n<p>Faculdades como a Elam prop\u00f5em um desafio no setor da educa\u00e7\u00e3o m\u00e9dica do mundo todo para que adote um maior compromisso social. Como afirmou Charles Boelen, ex-coordenador do programa de Recursos Humanos para a Sa\u00fade da OMS: \u201cA ideia da responsabilidade social merece aten\u00e7\u00e3o no mundo todo, inclusive nos c\u00edrculos m\u00e9dicos tradicionais&#8230; O mundo precisa urgentemente de pessoas comprometidas que criem os novos paradigmas da educa\u00e7\u00e3o m\u00e9dica\u201d. [9]<\/p>\n<p><strong>A solidariedade internacional<\/strong><\/p>\n<p>No \u00e2mbito dos programas de colabora\u00e7\u00e3o internacional, Cuba tamb\u00e9m forma, por ano, cerca de 29 mil estudantes estrangeiros em ci\u00eancias m\u00e9dicas, em tr\u00eas especialidades: medicina, enfermagem e tecnologia da sa\u00fade, em oito pa\u00edses (Venezuela, Bol\u00edvia, Angola, Tanz\u00e2nia, Guin\u00e9-Bissau, Guin\u00e9 Equatorial, Timor Leste). [10]<\/p>\n<p>Desde 1963 e o envio da primeira miss\u00e3o m\u00e9dica humanit\u00e1ria a Arg\u00e9lia, Cuba se comprometeu a curar as popula\u00e7\u00f5es pobres do planeta, em nome da solidariedade internacional e dos sete princ\u00edpios da medicina cubana (equidade, generosidade, solidariedade, acessibilidade, universalidade, responsabilidade e justi\u00e7a). [11] As miss\u00f5es humanit\u00e1rias cubanas abrangem quatro continentes e t\u00eam um car\u00e1ter \u00fanico. De fato, nenhuma outra na\u00e7\u00e3o do mundo, nem mesmo as mais desenvolvidas, teceram semelhante rede de coopera\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria ao redor do planeta. Desde o seu lan\u00e7amento, cerca de 132 mil m\u00e9dicos e outros profissionais da sa\u00fade trabalharam voluntariamente em 102 pa\u00edses. [12] No total, os m\u00e9dicos cubanos curaram 85 milh\u00f5es de pessoas e salvaram 615 mil vidas.\u00a0 [13] Atualmente, 31 mil colaboradores m\u00e9dicos oferecem seus servi\u00e7os em 69 na\u00e7\u00f5es do Terceiro Mundo. [14]<\/p>\n<p>Segundo o Pnud (Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento), \u201cum dos exemplos mais bem sucedidos da coopera\u00e7\u00e3o cubana com o Terceiro Mundo \u00e9 o Programa Integral de Sa\u00fade para Am\u00e9rica Central, Caribe e \u00c1frica\u201d. [15]<\/p>\n<p>Nos termos da Alba (Alian\u00e7a Bolivariana para os Povos da Nossa Am\u00e9rica), Cuba e Venezuela decidiram lan\u00e7ar em julho de 2004 uma ampla campanha humanit\u00e1ria continental com o nome de Opera\u00e7\u00e3o Milagre. Consiste em operar gratuitamente latino-americanos pobres, v\u00edtimas de cataratas e outras doen\u00e7as oftalmol\u00f3gicas, que n\u00e3o tenham possibilidade de pagar por uma opera\u00e7\u00e3o que custa entre cinco e dez mil d\u00f3lares. Esta miss\u00e3o humanit\u00e1ria se disseminou por outras regi\u00f5es (\u00c1frica e \u00c1sia). A Opera\u00e7\u00e3o Milagre possui 49 centros oftalmol\u00f3gicos em 15 pa\u00edses da Am\u00e9rica Central e do Caribe. [16] Em 2011, mais de dois milh\u00f5es de pessoas de 35 pa\u00edses recuperaram a vis\u00e3o. [17]<\/p>\n<p><strong>A medicina de cat\u00e1strofe<\/strong><\/p>\n<p>No que se refere \u00e0 medicina de cat\u00e1strofe, o Centro para a Pol\u00edtica Internacional de Washington, dirigido por Wayne S. Smith, ex-embaixador dos Estados Unidos em Cuba, afirma em um relat\u00f3rio que \u201cn\u00e3o h\u00e1 d\u00favida quanto \u00e0 efici\u00eancia do sistema cubano. Apenas alguns cubanos perderam a vida nos 16 maiores furac\u00f5es que atingiram a ilha na \u00faltima d\u00e9cada e a probabilidade de perder a vida em um furac\u00e3o nos Estados Unidos \u00e9 15 vezes maior do que em Cuba\u201d. [18]<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio acrescenta que: \u201cao contr\u00e1rio dos Estados Unidos, a medicina de cat\u00e1strofe em Cuba \u00e9 parte integrante do curr\u00edculo m\u00e9dico e a educa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o sobre como agir come\u00e7a na escola prim\u00e1ria [\u2026]. At\u00e9 mesmo as crian\u00e7as menores participam dos exerc\u00edcios e aprendem os primeiros socorros e t\u00e9cnicas de sobreviv\u00eancia, muitas vezes atrav\u00e9s de desenhos animados, e ainda como plantar ervas medicinais e encontrar alimento em caso de desastre natural. O resultado \u00e9 a assimila\u00e7\u00e3o de uma forte cultura de preven\u00e7\u00e3o e de uma prepara\u00e7\u00e3o sem igual\u201d. [19]<\/p>\n<p><strong>Alto IDH<\/strong><\/p>\n<p>Esse investimento no campo da sa\u00fade (10% do or\u00e7amento nacional) permitiu que Cuba alcan\u00e7asse resultados excepcionais. Gra\u00e7as \u00e0 sua medicina preventiva, a ilha do Caribe tem a taxa de mortalidade infantil mais baixa da Am\u00e9rica e do Terceiro Mundo \u2013 4,9 por mil (contra 60 por mil em 1959) \u2013 inferior a do Canad\u00e1 e dos Estados Unidos. Da mesma forma, a expectativa de vida dos cubanos \u2013 78,8 anos (contra 60 anos em 1959) \u2013 \u00e9 compar\u00e1vel a das na\u00e7\u00f5es mais desenvolvidas. [20]<\/p>\n<p>As principais institui\u00e7\u00f5es internacionais elogiam esse desenvolvimento humano e social. O Fundo de Popula\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas observa que Cuba \u201cadotou h\u00e1 mais de meio s\u00e9culo programas sociais muito avan\u00e7ados, que possibilitaram ao pa\u00eds alcan\u00e7ar indicadores sociais e demogr\u00e1ficos compar\u00e1veis aos dos pa\u00edses desenvolvidos\u201d. O Fundo acrescenta que \u201cCuba \u00e9 uma prova de que as restri\u00e7\u00f5es das economias em desenvolvimento n\u00e3o s\u00e3o necessariamente um obst\u00e1culo intranspon\u00edvel ao progresso da sa\u00fade, \u00e0 mudan\u00e7a demogr\u00e1fica e ao bem-estar\u201d. [21]<\/p>\n<p>Cuba continua sendo uma refer\u00eancia mundial no campo da sa\u00fade, especialmente para as na\u00e7\u00f5es do Terceiro Mundo. Mostra que \u00e9 poss\u00edvel atingir um alto n\u00edvel de desenvolvimento social, apesar dos recursos limitados e de um estado de s\u00edtio econ\u00f4mico extremamente grave, imposto pelos Estados Unidos desde 1960, que situe o ser humano no centro do projeto de sociedade.<\/p>\n<p><em>*Doutor em Estudos Ib\u00e9ricos e Latinoamericanos pela Univerdade Paris Sorbonne-Paris IV, Salim Lamrani \u00e9 professor encarregado de cursos na Universidade Paris-Sorbonne-Paris IV e na Universidade Paris-Est Marne-la-Vall\u00e9e e jornalista, especialista nas rela\u00e7\u00f5es entre Cuba e Estados Unidos. Seu libro mais recente \u00e9 \u201cEtat de si\u00e8ge. Les sanctions \u00e9conomiques des Etats-Unis contre Cuba\u201d (\u201cEstado de s\u00edtio. As san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas dos Estados Unidos contra Cuba\u201d, em tradu\u00e7\u00e3o livre), Paris, Edi\u00e7\u00f5es Estrella, 2011, com pr\u00f3logo de Wayne S. Smith e pref\u00e1cio de Paul Estrade. Contato:\u00a0<a href=\"mailto:Salim.Lamrani@univ-mlv.fr\" target=\"_blank\">Salim.Lamrani@univ-mlv.fr<\/a> \/P\u00e1gina no Facebook:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/SalimLamraniOfficiel\" target=\"_blank\">https:\/\/www.facebook.com\/SalimLamraniOfficiel<\/a><\/em><\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas:<\/strong><\/p>\n<p>[1] Jos\u00e9 A. de la Osa, \u201cEgresa 11 mil m\u00e9dicos de Universidades cubanas\u201d, Granma, 11 de julho de 2012.<\/p>\n<p>[2]\u00a0 Elizabeth Newhouse, \u201cDisaster Medicine: U.S. Doctors Examine Cuba\u2019s Approach\u201d, Center for International Policy, 9 de julho de 2012.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ciponline.org\/research\/html\/disaster-medicine-us-doctors-examine-cubas-approach\" target=\"_blank\">http:\/\/www.ciponline.org\/research\/html\/disaster-medicine-us-doctors-examine-cubas-approach<\/a> (site consultado em 18 de julho de 2012).<\/p>\n<p>[3] Jos\u00e9 A. de la Osa, \u201cEgresa 11 mil m\u00e9dicos de Universidades cubanas\u201d, op. cit.; Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, \u201cGraduados por la Revoluci\u00f3n m\u00e1s de 100.000 m\u00e9dicos\u201d, 16 de julho de 2009.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.cubaminrex.cu\/MirarCuba\/Articulos\/Sociedad\/2009\/Graduados.html\" target=\"_blank\">http:\/\/www.cubaminrex.cu\/MirarCuba\/Articulos\/Sociedad\/2009\/Graduados.html<\/a> (site consultado em 18 de julho de 2012).<\/p>\n<p>[4] Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, \u201cCuba: Health Profile\u201d, 2010.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.who.int\/gho\/countries\/cub.pdf\" target=\"_blank\">http:\/\/www.who.int\/gho\/countries\/cub.pdf<\/a> (site consultado em 18 de julho de 2012); Elizabeth Newhouse, \u201cDisaster Medicine: U.S. Doctors Examine Cuba\u2019s Approach\u201d, op. cit.<\/p>\n<p>[5] Jos\u00e9 A. de la Osa, \u00ab Egresa 11 mil m\u00e9dicos de Universidades cubanas \u00bb, op.cit.<\/p>\n<p>[6] Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, \u201cCuba ayuda a formar m\u00e1s m\u00e9dicos\u201d, 1\u00ba de maio de 2010.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.who.int\/bulletin\/volumes\/88\/5\/10-010510\/es\/\" target=\"_blank\">http:\/\/www.who.int\/bulletin\/volumes\/88\/5\/10-010510\/es\/<\/a> (site consultado em 18 de julho de 2012).<\/p>\n<p>[7] Escola Latino-Americana de Medicina de Cuba, \u201cHistoria de la ELAM\u201d.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.sld.cu\/sitios\/elam\/verpost.php?blog=http:\/\/articulos.sld.cu\/elam&amp;post_id=22&amp;c=4426&amp;tipo=2&amp;idblog=156&amp;p=1&amp;n=ddn\" target=\"_blank\">http:\/\/www.sld.cu\/sitios\/elam\/verpost.php?blog=http:\/\/articulos.sld.cu\/elam&amp;post_id=22&amp;c=4426&amp;tipo=2&amp;idblog=156&amp;p=1&amp;n=ddn<\/a> (site consultado em 18 de julho de 2012).<\/p>\n<p>[8] Ag\u00eancia cubana de not\u00edcias, \u201cOver 15,000 Foreign Physicians Gratuated in Cuba in Seven Years\u201d, 14 de julho de 2012.<\/p>\n<p>[9] OMS, \u201cCuba ayuda a formar m\u00e1s m\u00e9dicos\u201d, op. cit.<\/p>\n<p>[10] Jos\u00e9 A. de la Osa, \u201cEgresa 11 mil m\u00e9dicos de Universidades cubanas\u201d, op. cit.<\/p>\n<p>[11] Ladys Marlene Le\u00f3n Corrales, \u201cValor social de la Misi\u00f3n Milagro en el contexto venezolano\u201d, Biblioteca Virtual en Salud de Cuba,\u00a0 mar\u00e7o de 2009.\u00a0<a href=\"http:\/\/bvs.sld.cu\/revistas\/spu\/vol35_4_09\/spu06409.htm\" target=\"_blank\">http:\/\/bvs.sld.cu\/revistas\/spu\/vol35_4_09\/spu06409.htm<\/a> (site consultado em 18 de julho de 2012).<\/p>\n<p>[12] Felipe P\u00e9rez Roque, \u201cDiscurso del canciller de Cuba en la ONU\u201d, Bohemia Digital, 9 de novembro de 2006.<\/p>\n<p>[13] CSC News, \u201cMedical Brigades Have Treated 85 million\u201d, 4 de abril de 2008.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.cuba-solidarity.org.uk\/news.asp?ItemID=1288\" target=\"_blank\">http:\/\/www.cuba-solidarity.org.uk\/news.asp?ItemID=1288<\/a> (site consultado em 18 de julho de 2012).<\/p>\n<p>[14] Felipe P\u00e9rez Roque, \u201cDiscurso del canciller de Cuba en la ONU\u201d, op. cit.<\/p>\n<p>[15] PNUD, Investigaci\u00f3n sobre ciencia, tecnolog\u00eda y desarrollo humano en Cuba, 2003, p.117-119.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.undp.org.cu\/idh%20cuba\/cap6.pdf\" target=\"_blank\">http:\/\/www.undp.org.cu\/idh%20cuba\/cap6.pdf<\/a> (site consultado em 18 de julho de 2012).<\/p>\n<p>[16] Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, \u201cCelebra Operaci\u00f3n Milagro cubana en Guatemala\u201d, Rep\u00fablica de Cuba, 15 de novembro de 2010.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.cubaminrex.cu\/Cooperacion\/2010\/celebra1.html\" target=\"_blank\">http:\/\/www.cubaminrex.cu\/Cooperacion\/2010\/celebra1.html<\/a> (site consultado em 18 de julho de 2012) Operaci\u00f3n Milagro, \u201c\u00bfQu\u00e9 es la Operaci\u00f3n Milagro?\u201d.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.operacionmilagro.org.ar\/\" target=\"_blank\">http:\/\/www.operacionmilagro.org.ar\/<\/a> (site consultado em 18 de julho de 2012).<\/p>\n<p>[17] Operaci\u00f3n Milagro, \u00ab\u00bfQu\u00e9 es la Operaci\u00f3n Milagro?\u00bb, op. cit.<\/p>\n<p>[18] Elizabeth Newhouse, \u201cDisaster Medicine: U.S. Doctors Examine Cuba\u2019s Approach\u201d, op. cit.<\/p>\n<p>[19] Ibid.<\/p>\n<p>[20] Ibid.<\/p>\n<p>[21] Raquel Marrero Yanes, \u201cCuba muestra indicadores sociales y demogr\u00e1ficos de pa\u00edses desarrollados\u201d, Granma, 12 de julho de 2012.<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/operamundi.uol.com.br\/conteudo\/opiniao\/23324\/cuba+a+ilha+da+saude.shtml\" target=\"_blank\">http:\/\/operamundi.uol.com.br\/conteudo\/opiniao\/23324\/cuba+a+ilha+da+saude.shtml<\/a><\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: RD\n\n\n\n\n\n\n\n\nSalim Lamrani\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3331\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-3331","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c57-revolucao-cubana"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-RJ","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3331","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3331"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3331\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3331"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3331"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3331"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}