{"id":33360,"date":"2025-11-19T17:05:00","date_gmt":"2025-11-19T20:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=33360"},"modified":"2025-11-19T17:05:19","modified_gmt":"2025-11-19T20:05:19","slug":"o-escandalo-do-banco-master","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33360","title":{"rendered":"O esc\u00e2ndalo do Banco Master"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"33361\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33360\/charge-banqueiro-jpg\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/charge-banqueiro-jpg.jpg?fit=480%2C387&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"480,387\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"charge-banqueiro-jpg\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/charge-banqueiro-jpg.jpg?fit=480%2C387&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-full wp-image-33361\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/charge-banqueiro-jpg.jpg?resize=480%2C387&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"387\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/charge-banqueiro-jpg.jpg?w=480&amp;ssl=1 480w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/charge-banqueiro-jpg.jpg?resize=300%2C242&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>PELA ESTATIZA\u00c7\u00c3O DOS BANCOS SOB CONTROLE POPULAR!<\/p>\n<p>Nota Pol\u00edtica do Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n<p>Nesta ter\u00e7a-feira, dia 18\/11, o povo brasileiro tomou conhecimento de uma opera\u00e7\u00e3o policial contra uma organiza\u00e7\u00e3o criminosa que desviou bilh\u00f5es de reais do Banco de Bras\u00edlia e comprometeu outros bilh\u00f5es de reais em recursos de fundos de previd\u00eancia de munic\u00edpios e do Estado do Rio de Janeiro. Como a sede desta organiza\u00e7\u00e3o criminosa se situa na Avenida Faria Lima, um dos endere\u00e7os mais luxuosos do pa\u00eds, a opera\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Federal prendeu v\u00e1rios criminosos do colarinho branco sem disparar um s\u00f3 tiro.<\/p>\n<p>No centro da trama criminosa financeira est\u00e1 o Banco Master e seu propriet\u00e1rio e presidente, Daniel Vorcaro. Em 2018, Vorcaro adquiriu o que ent\u00e3o tinha o nome de Banco M\u00e1xima (oriundo da corretora M\u00e1xima fundada nos anos 1970 e transformada em banco nos anos 1990), que j\u00e1 naquela \u00e9poca passava por dificuldades financeiras.<\/p>\n<p>Vorcaro catapultou o crescimento do Master, que multiplicou seu patrim\u00f4nio l\u00edquido 25 vezes em apenas cinco anos. Tal crescimento exponencial foi baseado em duas estrat\u00e9gias: oferecimento de rentabilidade acima do mercado e contatos pol\u00edticos, especialmente no Centr\u00e3o e na extrema-direita bolsonarista. Estes contatos facilitaram a participa\u00e7\u00e3o do Master em oferta de cr\u00e9dito consignado e foram decisivos para a verdadeira rela\u00e7\u00e3o incestuosa de aut\u00eanticos \u201cg\u00eameos siameses financeiros\u201d entre o Master e o Banco Regional de Bras\u00edlia, o BRB.<\/p>\n<p>Desde 2022, j\u00e1 se sabia no mercado financeiro que o Master estava mal das pernas. Em 2024, ainda no governo Bolsonaro, estourou a den\u00fancia de que gerentes da \u00e1rea financeira da Caixa Econ\u00f4mica Federal haviam perdido o cargo ap\u00f3s barrarem uma opera\u00e7\u00e3o \u201cat\u00edpica e arriscada\u201d que pretendia aportar R$500 milh\u00f5es da Caixa Participa\u00e7\u00f5es no Banco Master.<\/p>\n<p>Nesta investiga\u00e7\u00e3o de agora, o Banco Central e a Pol\u00edcia Federal detectaram que o BRB transferiu R$16 bilh\u00f5es para o Master, pelo pagamento de uma carteira de cr\u00e9dito fraudulenta que teria sido emitida originalmente por uma empresa de fachada \u2013 a Tirreno, de propriedade de um ex-funcion\u00e1rio do Master \u2013 sendo que o Master n\u00e3o pagou um centavo sequer por esta carteira. Como em mar\u00e7o deste ano o Master negociava sua aquisi\u00e7\u00e3o pelo BRB, a suspeita \u00e9 de que este repasse esdr\u00faxulo seria uma forma de venda dissimulada de parte do banco.<\/p>\n<p>Na v\u00e9spera da liquida\u00e7\u00e3o, Vorcaro anunciou estar negociando com a holding financeira Fictor e um cons\u00f3rcio de investidores dos Emirados \u00c1rabes Unidos a aquisi\u00e7\u00e3o do Master com um aporte de R$3 bilh\u00f5es. Vorcaro foi preso no aeroporto quando se preparava para embarcar num jatinho rumo \u00e0 ilha de Malta; sua defesa alega que seu destino final era Dubai, para se encontrar com os investidores \u00e1rabes.<\/p>\n<p>A novela de negociatas tem mais um cap\u00edtulo escabroso: o governo Cl\u00e1udio Castro aportou R$ 960 milh\u00f5es do RioPrevid\u00eancia \u2013 fundo previdenci\u00e1rio dos\/as funcion\u00e1rios\/as aposentados\/as do Estado do RJ \u2013 em tr\u00eas fundos de investimento do Banco Master, mesmo depois de v\u00e1rios of\u00edcios do Tribunal de Contas do Estado desaconselhando as opera\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m a estatal CEDAE aportou mais de R$250 milh\u00f5es em um \u00fanico CDB; antes da liquida\u00e7\u00e3o do Master, a CEDAE tentou o resgate parcial deste investimento, sem sucesso. Certamente n\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia que a rede de relacionamentos pol\u00edticos de Vorcaro na direita brasileira tenha estendido seus bra\u00e7os para o dinheiro administrado pelo governo estadual do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Como resposta \u00e0 rela\u00e7\u00e3o incestuosa entre o criminoso de colarinho branco do Banco Master e a direita pol\u00edtica da Diretoria do Banco Regional de Bras\u00edlia, analistas financeiros informam que o Banco Central estuda a federaliza\u00e7\u00e3o do BRB, uma esp\u00e9cie de \u201cinterven\u00e7\u00e3o branca\u201d. O PCB considera que tal medida \u00e9 positiva, mas extremamente insuficiente.<\/p>\n<p>Para o Partido Comunista Brasileiro, negociatas no sistema financeiro privado n\u00e3o s\u00e3o surpresa nem novidade. Desde que estourou o esc\u00e2ndalo das liga\u00e7\u00f5es do crime organizado do PCC com os banqueiros da Faria Lima paulistana, tem ficado cada vez mais evidente que todo banco privado \u00e9, na sua ess\u00eancia, uma organiza\u00e7\u00e3o criminosa de colarinho branco.<\/p>\n<p>Portanto, o PCB entende que devemos recuperar uma bandeira hist\u00f3rica que durante muito tempo foi defendida pela esquerda brasileira, mas que foi abandonada neste s\u00e9culo por boa parte dos setores progressistas: a estatiza\u00e7\u00e3o do sistema financeiro sob controle popular! O caso criminoso do BRB demonstra que n\u00e3o basta estatizar os bancos: \u00e9 preciso instaurar controle social e popular sobre o sistema financeiro.<\/p>\n<p>PUNI\u00c7\u00c3O PARA OS CRIMINOSOS FINANCEIROS!<\/p>\n<p>ESTATIZA\u00c7\u00c3O DO SISTEMA FINANCEIRO SOB CONTROLE POPULAR!<\/p>\n<p>Partido Comunista Brasileiro \u2013 Comit\u00ea Central<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33360\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[26],"tags":[221,246],"class_list":["post-33360","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c25-notas-politicas-do-pcb","tag-2a","tag-np"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8G4","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33360","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33360"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33360\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33363,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33360\/revisions\/33363"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33360"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33360"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33360"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}