{"id":334,"date":"2010-03-16T03:53:47","date_gmt":"2010-03-16T03:53:47","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=334"},"modified":"2010-03-16T03:53:47","modified_gmt":"2010-03-16T03:53:47","slug":"farc-qnao-somos-belicistas-nem-lutamos-por-vingancas-pessoais-q","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/334","title":{"rendered":"FARC: &#8220;N\u00e3o somos belicistas nem lutamos por vingan\u00e7as pessoais ..&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Terceiro<\/strong>: A dificuldade que a Col\u00f4mbia tem enfrentado para conseguir a reconcilia\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do di\u00e1logo e de acordos se deve ao conceito de paz olig\u00e1rquica do regime, que s\u00f3 aceita a submiss\u00e3o absoluta da insurg\u00eancia \u00e0 chamada &#8220;ordem estabelecida&#8221;, ou, como alternativa, \u00e0 &#8220;paz das cemit\u00e9rios&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Quarto<\/strong>: N\u00e3o temos lutado toda a nossa vida contra um regime excludente e violento, corrupto, injusto e anti-patriota, para agora, sem altera\u00e7\u00f5es em sua estrutura, aderirmos a ele.<\/p>\n<p><strong>Quinto<\/strong>: Na Col\u00f4mbia, muitas pessoas boas e capazes que queriam um pa\u00eds melhor e que lutaram por esses objetivos por meios pac\u00edficos, como Jaime Pardo Leal, Bernardo Jaramillo, Manuel Cepeda, entre outros, foram assassinados de forma premeditada, vil e covardemente pelos servi\u00e7os de intelig\u00eancia do Estado em alian\u00e7a com os paramilitares e bandidos, inimigos do povo, em um genoc\u00eddio sem precedentes que liquidou fisicamente todo um movimento pol\u00edtico din\u00e2mico e em pleno crescimento: A UNI\u00c3O PATRI\u00d3TICA.<\/p>\n<p>Por conta dessa estrat\u00e9gia de Terrorismo de Estado, falhou-se na busca da solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, durante as administra\u00e7\u00f5es de Belisario Betancur e Virgilio Barco e, em Caracas e no M\u00e9xico, durante o governo de C\u00e9sar Gaviria.<\/p>\n<p><strong>Sexto<\/strong>: Em El Cagu\u00e1n, como o Presidente Pastrana reconheceu em seu livro e em declara\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, o regime procurou apenas ganhar tempo para reconstruir a abatida for\u00e7a militar do estado com um cronograma, diretrizes, instru\u00e7\u00f5es e financiamento da Casa Branca, integrado ao Plano Col\u00f4mbia e impostas pela administra\u00e7\u00e3o de Bill Clinton para abortar uma solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica democr\u00e1tica para o conflito colombiano, e dar in\u00edcio a sua campanha para reverter as mudan\u00e7as progressivas que desde ent\u00e3o avan\u00e7am no continente. O satanizado processo de Cagu\u00e1n estava condenado ao fracasso antes mesmo de come\u00e7ar, como tem corroborado o ex-presidente Pastrana, pois seu governo nunca buscou preparar o caminho para a paz, sen\u00e3o para refor\u00e7ar e aperfei\u00e7oar seu aparato de domina\u00e7\u00e3o para continuar a guerra.<\/p>\n<p><strong>S\u00e9timo<\/strong>: Estes fatos n\u00e3o invalidam a possibilidade de uma solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica para o conflito colombiano. Evidenciam sim, a inten\u00e7\u00e3o quase nula da classe dirigente colombiana de ceder em sua hegemonia e sua intoler\u00e2ncia frente a outras correntes ou op\u00e7\u00f5es pol\u00edticas de oposi\u00e7\u00e3o que questionam seu regime pol\u00edtico e seu alinhamento internacional incondicional a favor dos interesses imperiais dos Estados Unidos, em detrimento de nossa soberania e contra os mais caros e significativos interesses da na\u00e7\u00e3o e da p\u00e1tria.Sua concep\u00e7\u00e3o sobre o exerc\u00edcio do poder \u00e9 marcada e sustentada pela viol\u00eancia, pela corrup\u00e7\u00e3o e pela gan\u00e2ncia, o que torna ainda mais dif\u00edcil uma sa\u00edda sem derramamento de sangue; de todas as formas, uma solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica continuar\u00e1 sendo bandeira das FARC \u2013 EP, e certamente de amplos setores do povo que, afinal, s\u00e3o os que sofrem os efeitos da hegemonia olig\u00e1rquica.<\/p>\n<p><strong>Oitavo<\/strong>: Os interesses dos diferentes setores sociais est\u00e3o se confrontando permanentemente. Em momentos e por per\u00edodos definidos, a oligarquia exerce sua ditadura a fundo, sem respostas transcendentes por parte das maiorias em fun\u00e7\u00e3o da press\u00e3o, repress\u00e3o, guerra suja e desqualifica\u00e7\u00e3o que se desenvolve desde o Estado at\u00e9 elas de diferentes maneiras; em outros, as respostas s\u00e3o importantes, mas n\u00e3o s\u00e3o suficientes; por\u00e9m, ap\u00f3s um ac\u00famulo de fatores sociais transbordantes, a resposta popular \u00e9 contundente. N\u00f3s entendemos que os interesses dos diferentes setores de uma sociedade como a nossa est\u00e3o em constante movimento e choque, nunca paralisados. Assim, falar na Col\u00f4mbia de hoje do <em>p\u00f3s-conflito<\/em> \u00e9 propaganda enganosa.<\/p>\n<p><strong><em>Nono<\/em><\/strong>: Esta reflex\u00e3o \u00e9 pertinente, posto que as causas geradoras da revolta armada em nosso pa\u00eds existem mais vivas e pujantes do que h\u00e1 46 anos, o que reclama, se queremos construir um futuro de conviv\u00eancia democr\u00e1tica, maiores esfor\u00e7os, desprendimento, compromisso, generosidade e imagina\u00e7\u00e3o realista para atacar a raiz dos problemas e n\u00e3o as consequ\u00eancias do mesmo.<\/p>\n<p><strong>D\u00e9cimo<\/strong>: Ap\u00f3s 12 anos da ofensiva total contra as FARC &#8211; EP por parte do governo dos Estados Unidos e do Estado colombiano, os assassinatos oficiais, verdadeiros crimes contra a humanidade, hoje chamados de <em>falsos positivos<\/em>, o terror crescente da nova m\u00e1scara do narcoparamilitarismo denominada bandos criminosos, a asquerosa trucul\u00eancia do presidente para permanecer no poder atrav\u00e9s de trapa\u00e7as, a desenfreada corrup\u00e7\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o e da iniciativa privada, que em troca dessa mesma corrup\u00e7\u00e3o e de milion\u00e1rias somas apoia o governo, a descarada invas\u00e3o do ex\u00e9rcito gringo na Col\u00f4mbia e a crescente injusti\u00e7a social com desemprego elevado, sem acesso aos servi\u00e7os de sa\u00fade para a maioria, com um alt\u00edssimo \u00eaxodo interno, com um rid\u00edculo sal\u00e1rio m\u00ednimo em oposi\u00e7\u00e3o aos enormes lucros dos banqueiros, latifundi\u00e1rios e empresas multinacionais, e depois de haver rapinado com uma reforma trabalhista as conquistas salariais mais significativas dos trabalhadores do campo e da cidade, tudo que alcan\u00e7aram foi adubar ainda mais o terreno para o crescimento da insurg\u00eancia revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>SEGUNDA PARTE<\/strong><\/p>\n<p>1. O conflito armado colombiano possui profundas ra\u00edzes hist\u00f3ricas, sociais e pol\u00edticas. N\u00e3o foi a inven\u00e7\u00e3o de nenhum demiurgo, produto de \u00e2nimos sect\u00e1rios, nem consequ\u00eancia de alguma especula\u00e7\u00e3o te\u00f3rica, mas o resultado e a resposta a formas determinadas de domina\u00e7\u00e3o espec\u00edficas, impostas pelas classes governantes desde os germes do Estado &#8211; na\u00e7\u00e3o cujo eixo tem sido a sistem\u00e1tica viol\u00eancia terrorista anti-popular, propiciada desde o Estado, especialmente nos \u00faltimos 60 anos.<\/p>\n<p>2. Super\u00e1-lo, por vias pac\u00edficas, sup\u00f5e que preliminarmente exista total disposi\u00e7\u00e3o para abordar as quest\u00f5es do poder e do regime pol\u00edtico, se a decis\u00e3o \u00e9 encontrar solu\u00e7\u00f5es s\u00f3lidas e duradouras.<\/p>\n<p>3. Temos levantado a necessidade de conversar, em princ\u00edpio, para lograr acordos de troca, o que permitiria n\u00e3o s\u00f3 a liberdade dos prisioneiros de guerra de ambos os lados, mas tamb\u00e9m avan\u00e7ar na humaniza\u00e7\u00e3o do conflito e, certamente, ganhar terreno no caminho para acordos definitivos.<\/p>\n<p>4. Conversar, buscar conjuntamente solu\u00e7\u00f5es para os principais problemas do pa\u00eds, n\u00e3o deve ser considerada como uma concess\u00e3o de ningu\u00e9m, mas como um cen\u00e1rio realista poss\u00edvel de se tentar, mais uma vez, p\u00f4r fim \u00e0 guerra entre os colombianos a partir da civilidade dos di\u00e1logos.<\/p>\n<p>5. Reunir-se para conversar sobre trocas e uma solu\u00e7\u00e3o pac\u00edfica sup\u00f5e plenas garantias para faz\u00ea-lo sem qualquer press\u00e3o, tendo por certo que aquele que pode outorgar-lhe, \u00e9, exclusivamente, o governo de turno, se realmente tiver vontade de encontrar caminhos de di\u00e1logo.<\/p>\n<p>6. A nossa hist\u00f3rica e permanente disposi\u00e7\u00e3o para encontrar cen\u00e1rios de conflu\u00eancia atrav\u00e9s do di\u00e1logo e a busca coletiva de acordos de conviv\u00eancia democr\u00e1tica que n\u00e3o dependam de conjuntura especial ou da correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as pol\u00edticas \u00e9, sensivelmente, parte da nossa dificuldade program\u00e1tica.<\/p>\n<p>7. Durante os \u00faltimos 45 anos temos sido objeto de toda sorte de ofensivas pol\u00edticas, propagand\u00edsticas, militares, com a presen\u00e7a aberta ou velada do Pent\u00e1gono, com todo tipo de ultimatos e amea\u00e7as de autoridades civis e militares, sob uma permanente agress\u00e3o terrorista contra a popula\u00e7\u00e3o civil nas \u00e1reas em que atuamos, etc, que n\u00e3o prejudicou a nossa determina\u00e7\u00e3o e vontade de lutar, por qualquer meio que nos deixem, por uma Col\u00f4mbia soberana, democr\u00e1tica e com justi\u00e7a social.<\/p>\n<p>8. Entendemos os di\u00e1logos, na busca de caminhos para a paz, n\u00e3o como uma negocia\u00e7\u00e3o, porque n\u00e3o o s\u00e3o, mas como um enorme esfor\u00e7o coletivo para chegar a acordos que possibilitem atacar as ra\u00edzes que originam o conflito colombiano.<\/p>\n<p><strong>TERCEIRA PARTE<\/strong><\/p>\n<p>As FARC somos resposta \u00e0 viol\u00eancia e \u00e0 injusti\u00e7a do Estado. A nossa insurg\u00eancia \u00e9 um ato leg\u00edtimo, um exerc\u00edcio do direito universal que assiste a todos os povos do mundo a se rebelarem contra a opress\u00e3o. De nossos libertadores aprendemos que, &#8220;quando o poder \u00e9 opressor, a virtude tem o direito de aniquil\u00e1-lo&#8221;, e que, &#8220;o homem social pode conspirar contra toda lei impositiva que tenha curvado seu pesco\u00e7o\u201d.<\/p>\n<p>Tal como foi proclamado pelo Programa Agr\u00e1rio dos Guerrilheiros, as FARC &#8220;somos uma organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica militar que recolhe as bandeiras bolivarianas e as tradi\u00e7\u00f5es libert\u00e1rias do nosso povo para lutar pelo poder e levar a Col\u00f4mbia ao exec\u00edcio pleno de sua soberania nacional e fazer vigente a soberania popular. Lutamos pelo estabelecimento de um regime democr\u00e1tico que garanta a paz com justi\u00e7a social, o respeito aos direitos humanos e um desenvolvimento econ\u00f4mico com bem-estar para todos que vivem na Col\u00f4mbia.&#8221;<\/p>\n<p>Uma organiza\u00e7\u00e3o com estas proje\u00e7\u00f5es, que busca a realiza\u00e7\u00e3o do projeto social e pol\u00edtico do pai da Rep\u00fablica, o Libertador Sim\u00f3n Bol\u00edvar, irradia em sua t\u00e1tica e estrat\u00e9gia um car\u00e1ter eminentemente pol\u00edtico imposs\u00edvel de refutar. Somente o governo de Bogot\u00e1, que atua como uma col\u00f4nia de Washington, nega o car\u00e1ter pol\u00edtico do conflito. O faz no marco da sua estrat\u00e9gia de guerra sem fim para negar a sa\u00edda pol\u00edtica que reivindica mais de 70% da popula\u00e7\u00e3o. Este pretende impor pela for\u00e7a uma antipatri\u00f3tica concep\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a idealizada pelos estrategistas do Comando Sul do ex\u00e9rcito dos Estados Unidos, relegando para um lugar secund\u00e1rio a dignidade da na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para o governo de Uribe, na Col\u00f4mbia n\u00e3o h\u00e1 conflito pol\u00edtico-social, mas uma guerra do Estado contra o \u201cterrorismo\u201d, e com este pressuposto, complementado pela mais intensa manipula\u00e7\u00e3o informativa, acredita-se com justificativa e carta branca para desencadear o seu terror de Estado contra a popula\u00e7\u00e3o, e negar a solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e o direito \u00e0 paz.<\/p>\n<p>Agora que a Col\u00f4mbia \u00e9 um pa\u00eds formalmente invadido, ocupado militarmente por tropas estadunidenses, essa absurda percep\u00e7\u00e3o ser\u00e1 refor\u00e7ada, resultando no agravamento do conflito.<\/p>\n<p>Uribe n\u00e3o foi instru\u00eddo por seus mestres em Washington para a troca de prisioneiros pol\u00edticos nem para a paz.<\/p>\n<p>O presidente da Col\u00f4mbia cria fantasmas para justificar a sua imobilidade frente \u00e0 quest\u00e3o da troca de prisioneiros: que o acordo implica um reconhecimento do estatuto de beligerante do advers\u00e1rio e que a libera\u00e7\u00e3o de guerrilheiros provocaria uma grande desmoraliza\u00e7\u00e3o das tropas &#8230; \u00c9 a sua maneira de atravessar pedras no caminho do entendimento. Esta intransig\u00eancia desnecess\u00e1ria do governo tem sido a causa da prolonga\u00e7\u00e3o do cativeiro de prisioneiros de ambos os lados. Quando Bol\u00edvar assinou o armist\u00edcio com Morillo em novembro de 1820, prop\u00f4s ao general espanhol aproveitar a vontade de entendimento reinante para acordar um tratado de regulamenta\u00e7\u00e3o da guerra &#8220;conforme as leis das na\u00e7\u00f5es civilizadas e os princ\u00edpios liberais e filantr\u00f3picos\u201d. Sua iniciativa foi aceita, proporcionando a troca de prisioneiros, a recupera\u00e7\u00e3o dos corpos dos mortos em combate, e o respeito \u00e0 popula\u00e7\u00e3o civil n\u00e3o-combatente. Qu\u00e3o distante est\u00e1 Uribe desses imperativos \u00e9ticos de humanidade.<\/p>\n<p>Sem d\u00favida, associa Uribe a solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do conflito com o fracasso e a inutilidade de sua Doutrina de Seguran\u00e7a Nacional e a melanc\u00f3lica finalidade de seu frenesi b\u00e9lico em aplastar pela for\u00e7a das armas o crescente descontentamento social. Parece um soldado da II Guerra Mundial, perdido em uma ilha, atirando em inimigos imagin\u00e1rios em meio \u00e0 sua loucura.<\/p>\n<p>Aos participantes deste interc\u00e2mbio sobre o conflito colombiano, reiteramos as observa\u00e7\u00f5es feitas recentemente aos presidentes da UNASUL e da ALBA:<\/p>\n<p>&#8220;&#8230; Com Uribe imbu\u00eddo com o frenesi da guerra e encorajado pelas bases norte-americanas, n\u00e3o haver\u00e1 paz na Col\u00f4mbia nem estabilidade na regi\u00e3o. Se n\u00e3o frearem o belicismo &#8211; agora repotenciado \u2013 incrementar-se-\u00e1 em propor\u00e7\u00e3o dantesca a trag\u00e9dia humanit\u00e1ria na Col\u00f4mbia. \u00c9 hora da Nossa Am\u00e9rica e o mundo voltarem seus olhos para este pa\u00eds violento desde o poder. N\u00e3o se pode condenar eternamente a Col\u00f4mbia a ser o pa\u00eds dos &#8220;falsos positivos&#8221;, do assassinato de milhares de civis n\u00e3o-combatentes pelas for\u00e7as de seguran\u00e7a, das valas comuns, do despejo de suas terras, o deslocamento for\u00e7ado de milh\u00f5es de camponeses, as deten\u00e7\u00f5es em massa de cidad\u00e3os, da tirania e da impunidade dos agressores protegidos pelo Estado &#8220;.<\/p>\n<p>Como um princ\u00edpio de solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do conflito, solicitamos o reconhecimento do status de for\u00e7a beligerante \u00e0s Farc. Seria o in\u00edcio da marcha em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 paz na Col\u00f4mbia. Se estamos falando de paz, as tropas norte-americanas devem deixar o pa\u00eds, e o senhor Uribe deve abandonar a sua campanha goebbeliana de qualificar de terrorista as FARC. De nossa parte, estamos prontos para levar a discuss\u00e3o sobre a organiza\u00e7\u00e3o do Estado e da economia, da pol\u00edtica social e da doutrina que ir\u00e1 guiar as novas For\u00e7as Armadas da na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com os melhores cumprimentos.<\/p>\n<p>Compatriotas,<\/p>\n<p><strong>Secretariado do Estado-Maior das FARC. <\/strong><\/p>\n<p><em>Montanhas da Col\u00f4mbia, fevereiro de 2010<\/em><\/p>\n<p><em><\/p>\n<p><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: MCB\n\n\n\n\nMemorando para um interc\u00e2mbio sobre o conflito colombiano. \nPrimeiro: Sempre acreditamos numa solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica para o conflito. Mesmo antes da agress\u00e3o a Marquetalia, e durante esses 46 anos, temos reiterado, expressado e lutado por esse objetivo.\nSegundo: N\u00e3o somos belicistas, nem lutamos por vingan\u00e7as pessoais. N\u00e3o temos patrim\u00f4nios materiais ou privil\u00e9gios a defender, somos revolucion\u00e1rios comprometidos com nossa consci\u00eancia, e desde sempre, com a busca de uma sociedade justa e soberana, profundamente humanistas, desprovidos de qualquer interesse pessoal mesquinho. N\u00f3s amamos nosso pa\u00eds acima de tudo e somos obrigados a desenvolver a guerra contra uma classe dominante posta de joelhos perante o imp\u00e9rio, que tem usado de maneira sistem\u00e1tica a viol\u00eancia e os atentados pessoais como uma arma pol\u00edtica para manter-se no poder desde 25 de setembro 1828, quando buscou assassinar o Libertador Sim\u00f3n Bol\u00edvar, e at\u00e9 os dias de hoje, em que utiliza as pr\u00e1ticas de terrorismo de Estado para manter o status quo.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/334\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-334","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c39-colombia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5o","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/334","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=334"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/334\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=334"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=334"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=334"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}