{"id":33422,"date":"2025-12-07T13:53:13","date_gmt":"2025-12-07T16:53:13","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=33422"},"modified":"2025-12-08T12:44:53","modified_gmt":"2025-12-08T15:44:53","slug":"mulheres-vivas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33422","title":{"rendered":"Mulheres vivas!"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"33423\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33422\/attachment\/1000107618\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1000107618.jpg?fit=850%2C954&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"850,954\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"1000107618\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1000107618.jpg?fit=747%2C838&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-large wp-image-33423\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1000107618.jpg?resize=747%2C838&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"747\" height=\"838\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1000107618.jpg?resize=802%2C900&amp;ssl=1 802w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1000107618.jpg?resize=267%2C300&amp;ssl=1 267w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1000107618.jpg?resize=768%2C862&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1000107618.jpg?w=850&amp;ssl=1 850w\" sizes=\"auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Pelo direito de viver em paz, basta de viol\u00eancia e feminic\u00eddio!<\/p>\n<p>N\u00e3o existe lugar seguro para as mulheres no capitalismo! O contexto de viol\u00eancia sexual e de g\u00eanero em nosso pa\u00eds e no mundo vem se agravando. O feminic\u00eddio n\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno isolado; \u00e9 produto da rela\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica entre patriarcado e capitalismo. O sistema se sustenta na explora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho das mulheres e no trabalho dom\u00e9stico gratuito que recai sobre elas. Essa dupla explora\u00e7\u00e3o gera depend\u00eancia econ\u00f4mica, sobrecarga emocional e limita\u00e7\u00f5es materiais que dificultam a ruptura de ciclos de viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Somente em 2024, foram registrados 1.450 feminic\u00eddios no Brasil, o equivalente a uma mulher morta a cada 17 horas. Em S\u00e3o Paulo, os n\u00fameros de 2025 j\u00e1 configuram um recorde hist\u00f3rico: 53 casos registrados apenas entre janeiro e outubro na capital e 207 casos no estado, um aumento de 8% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. No Rio de Janeiro, foram 107 feminic\u00eddios em 2024, a maioria de mulheres negras e mortas dentro de casa. No Rio Grande do Sul, apesar da queda percentual, 72 mulheres foram assassinadas em 2024.<\/p>\n<p>No Rio Grande do Norte, a grande preocupa\u00e7\u00e3o est\u00e1 na escalada das tentativas de feminic\u00eddio, que aumentaram mais de 70% em 2024. Em Minas Gerais, foram 60 feminic\u00eddios apenas no primeiro semestre de 2025. Trazemos esses dados de diferentes regi\u00f5es para mostrar que essa \u00e9 uma realidade em cada canto do nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo que nossa luta vem conquistando avan\u00e7os, enfrentamos ataques e retrocessos constantes, al\u00e9m das consequ\u00eancias da divis\u00e3o sexual do trabalho, a imposi\u00e7\u00e3o de um trabalho dom\u00e9stico desgastante e a viol\u00eancia sob suas diferentes formas, em casa, na rua e no trabalho. O capitalismo, em sua l\u00f3gica de explora\u00e7\u00e3o, mant\u00e9m as mulheres, especialmente as da classe trabalhadora, sendo submetidas a m\u00faltiplas jornadas, sobrecarga emocional, depend\u00eancia econ\u00f4mica e precariza\u00e7\u00e3o da vida.<\/p>\n<p>Esse cen\u00e1rio agrava as condi\u00e7\u00f5es materiais que sustentam e promovem o ciclo da viol\u00eancia. A opress\u00e3o patriarcal, estruturada para controlar os corpos, a sexualidade e o trabalho das mulheres, \u00e9 parte importante da estrutura que sustenta o sistema: reduz sal\u00e1rios, garante trabalhos dom\u00e9stico gratuito e mant\u00e9m desigualdades que favorecem a acumula\u00e7\u00e3o capitalista.<\/p>\n<p>No Brasil, o reconhecimento da viol\u00eancia contra a mulher como um problema social \u00e9 muito recente, isso porque a primeira lei a punir os agressores pelas viol\u00eancias no ambiente p\u00fablico e privado se deu em 2006, com a Lei Maria da Penha. Somente em 2012, foram divulgados pela primeira vez, nacionalmente, dados sobre homic\u00eddios de mulheres no Mapa da Viol\u00eancia.<\/p>\n<p>As legisla\u00e7\u00f5es existentes (Maria da Penha-2006 e a Lei do Feminic\u00eddio-2015) foram conquistas do movimento de mulheres organizado e representam avan\u00e7os significativos. Contudo, a realidade demonstra que a garantia formal de direitos n\u00e3o basta. A aus\u00eancia de uma rede p\u00fablica de cuidado, a insufici\u00eancia de abrigos, a demora na concess\u00e3o de medidas protetivas e a falta de autonomia econ\u00f4mica mant\u00eam milhares de mulheres presas a rela\u00e7\u00f5es violentas. Sem enfrentar a base material da desigualdade, as leis atuam apenas depois da viol\u00eancia \u2014 n\u00e3o na preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso fortalecer uma rede de prote\u00e7\u00e3o ampla e que garanta acolhimento, moradia, sa\u00fade, trabalho, creches e condi\u00e7\u00f5es materiais de vida digna. E, sobretudo, \u00e9 preciso enfrentar as ra\u00edzes estruturais da viol\u00eancia. Isso s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel em uma sociedade que rompa com a l\u00f3gica capitalista de explora\u00e7\u00e3o e com o patriarcado que a sustenta.<\/p>\n<p>Precisamos estar organizadas em espa\u00e7os de luta para pensar melhores condi\u00e7\u00f5es de vida, e construir o projeto de sociedade que queremos viver, pelas nossas vidas e pelas vidas das que vir\u00e3o.<\/p>\n<p>Diante dos \u00faltimos casos brutais de feminic\u00eddio e do aumento alarmante dos \u00edndices de feminicidios e violencia, o Coletivo Feminista Classita Ana Montenegro se soma ao chamado para ocupar as ruas neste domingo 7\/12. A constru\u00e7\u00e3o de um mundo onde n\u00e3o exista viol\u00eancia e opress\u00e3o passa por uma transforma\u00e7\u00e3o profunda e estrutural que permita a emancipa\u00e7\u00e3o de toda a humanidade!<\/p>\n<p>Seguimos na luta pelo direito a uma vida sem viol\u00eancia, pelo fim de todas as formas de viol\u00eancia e opress\u00e3o, pela constru\u00e7\u00e3o do poder popular no rumo do socialismo!<\/p>\n<p>Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro<\/p>\n<p>Filiado \u00e0 FDIM<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33422\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[22,180,26],"tags":[219,246],"class_list":["post-33422","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c3-coletivo-ana-montenegro","category-feminista","category-c25-notas-politicas-do-pcb","tag-manchete","tag-np"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8H4","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33422","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33422"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33422\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33424,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33422\/revisions\/33424"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33422"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33422"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33422"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}