{"id":33428,"date":"2025-12-09T16:17:38","date_gmt":"2025-12-09T19:17:38","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=33428"},"modified":"2025-12-09T16:17:38","modified_gmt":"2025-12-09T19:17:38","slug":"basta-de-violencia-contra-as-mulheres-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33428","title":{"rendered":"Basta de viol\u00eancia contra as mulheres!"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"33429\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33428\/sem-titulo-23\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Sem-titulo.jpg?fit=853%2C568&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"853,568\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Sem t\u00edtulo\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Sem-titulo.jpg?fit=747%2C497&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-full wp-image-33429\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Sem-titulo.jpg?resize=747%2C497&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"747\" height=\"497\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Sem-titulo.jpg?w=853&amp;ssl=1 853w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Sem-titulo.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Sem-titulo.jpg?resize=768%2C511&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>21 DIAS DE ATIVISMO PELO FIM DA VIOL\u00caNCIA CONTRA AS MULHERES<\/p>\n<p>Misoginia e fascismo no Brasil<\/p>\n<p>Por Nath\u00e1lia Mozer \u2013 educadora popular NEP 13 de maio, c\u00e9lula Chico Bravo PCB Nova Friburgo<\/p>\n<p>No contexto da grande crise capitalista que explodiu em 2008 e na qual o sistema n\u00e3o d\u00e1 sinais de recupera\u00e7\u00e3o, observamos o aprofundamento dessa crise atrav\u00e9s da decad\u00eancia burguesa nos \u00e2mbitos ideol\u00f3gico, cultural, pol\u00edtico, inclusive com a reciclagem de ideias de per\u00edodos pr\u00e9-capitalistas, revelando mais uma vez que a burguesia n\u00e3o tem interesse algum em resolver os problemas da humanidade.<\/p>\n<p>Com esse cen\u00e1rio violento e turbulento, intensificaram-se nos \u00faltimos 15 anos os conflitos b\u00e9licos, a sanha do grande capital sobre os servi\u00e7os p\u00fablicos, a degrada\u00e7\u00e3o ambiental e ampliou-se a explora\u00e7\u00e3o do proletariado, tendo as mulheres e popula\u00e7\u00f5es n\u00e3o brancas como as fra\u00e7\u00f5es prolet\u00e1rias mais atacadas. \u00c9 nesse caldo da crise que o fascismo volta como op\u00e7\u00e3o preferencial de setores cada vez mais amplos do grande capital para dar cabo dos seus interesses, entre eles a necessidade de controlar a queda das taxas de natalidade, da\u00ed tantos ataques e viol\u00eancias contra os direitos reprodutivos das mulheres.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a conjuntura que torna cada vez mais necess\u00e1rio o combate \u00e0 viol\u00eancia contra as mulheres, como a lembran\u00e7a das atividades iniciadas no 25 de Novembro ao redor do mundo. No dia 25 de novembro, Dia Internacional de N\u00e3o Viol\u00eancia Contra as Mulheres, inicia-se uma jornada de 16 dias de ativismo pelo fim da viol\u00eancia sistem\u00e1tica contra as mulheres. A iniciativa \u00e9 estendida para 21 dias no Brasil para come\u00e7ar no Dia da Consci\u00eancia Negra, apontando a vulnerabilidade das mulheres negras. O per\u00edodo engloba datas importantes, sendo o Dia Internacional para a Elimina\u00e7\u00e3o da Viol\u00eancia contra as Mulheres em 25 de novembro e o Dia Internacional dos Direitos Humanos em 10 de dezembro.<\/p>\n<p>O dia foi estabelecido no primeiro encontro feminista da Am\u00e9rica Latina e do Caribe, que aconteceu em julho de 1981 em Bogot\u00e1 e remete \u00e0 mem\u00f3ria das irm\u00e3s Mirabal (Minerva, P\u00e1tria e Maria Teresa) \u2013 \u201cLas Mariposas\u201d, como eram conhecidas clandestinamente. Elas foram brutalmente assassinadas devido \u00e0 luta contra a ditadura sanguin\u00e1ria de Rafael Trujillo, na Rep\u00fablica Dominicana (1930 \u2013 1961).<\/p>\n<p>Em um contexto digital marcado pela r\u00e1pida dissemina\u00e7\u00e3o de ideologias e comunidades online, surge o movimento &#8220;Red Pill&#8221;, termo utilizado para um grupo de homens que defendem uma \u201cmasculinidade dominante\u201d. A autodenomina\u00e7\u00e3o dessa esp\u00e9cie de movimento remete ao filme \u201cMatrix\u201d (1999), na cena em que \u00e9 dada a op\u00e7\u00e3o ao personagem principal de tomar a p\u00edlula azul ou a vermelha &#8211; a azul o manteria na ignor\u00e2ncia, a vermelha (red pill) lhe daria consci\u00eancia sobre a verdade do mundo. Na pr\u00e1tica, propaga uma vis\u00e3o de \u00f3dio \u00e0s mulheres e a narrativa de que os homens s\u00e3o as verdadeiras v\u00edtimas da sociedade moderna, &#8220;castrados&#8221; pelo feminismo, que teria concedido privil\u00e9gios excessivos \u00e0s mulheres e tornado os homens fracos e desprezados.<\/p>\n<p>Esse movimento surge como uma rea\u00e7\u00e3o aos avan\u00e7os conquistados pela luta organizada dos movimentos de mulheres. Na medida em que a conquista de direitos de leis e prote\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres, parte de certos homens v\u00ea seus privil\u00e9gios hist\u00f3ricos serem desafiados. Com a finalidade de esconder de onde realmente vem a explora\u00e7\u00e3o dos homens, o movimento oferece uma resposta, que em si n\u00e3o responde a coisa alguma ao reafirmar uma supremacia masculina, baseado em domina\u00e7\u00e3o, manipula\u00e7\u00e3o e \u00f3dio contra as mulheres \u2013 imputando a elas a responsabilidade pela explora\u00e7\u00e3o e opress\u00e3o que trabalhadores homens sofrem diariamente da classe dominante.<\/p>\n<p>As ideias propagadas por esses setores reacion\u00e1rios nada mais s\u00e3o do que \u00f3culos ideol\u00f3gicos que oferecem uma vis\u00e3o distorcida da realidade, impedindo a emancipa\u00e7\u00e3o de trabalhadoras e trabalhadores, estimulando divis\u00f5es e viol\u00eancias que impedem a unidade das massas contra os verdadeiros inimigos: a classe que nos explora!<\/p>\n<p>A misoginia \u00e9 uma armadilha para os trabalhadores, pois refor\u00e7a estere\u00f3tipos falsos que os adoecem e violentam as trabalhadoras, gerando isolamento, fragilidade social e emocional que a ideologia burguesa imp\u00f5e aos homens desde crian\u00e7as &#8211; al\u00e9m de aprofundar a divis\u00e3o de classes, que muito favorece a classe que tem interesse em continuar nos explorando.<\/p>\n<p>O di\u00e1logo com os trabalhadores em rela\u00e7\u00e3o a esses problemas perpassa pela luta na defesa dos direitos sociais, da sa\u00fade p\u00fablica e da educa\u00e7\u00e3o de qualidade, da revoga\u00e7\u00e3o imediata das contrarreformas trabalhista e da previd\u00eancia, do fim da escala 6&#215;1 com 30 horas semanais de jornada, da reforma agr\u00e1ria popular, da revers\u00e3o das privatiza\u00e7\u00f5es, da estatiza\u00e7\u00e3o do sistema banc\u00e1rio e financeiro, entre outras medidas que v\u00e3o no sentido de melhorar substancialmente a vida da classe trabalhadora.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o basta a defesa desses direitos sociais, \u00e9 necess\u00e1rio tamb\u00e9m, enquanto esquerda revolucion\u00e1ria e setores comprometidos com o campo do trabalho no combate ao capital, que estimulemos cada vez mais a autodefesa das mulheres contra as diversas formas de viol\u00eancia, divulgando informa\u00e7\u00f5es \u00fateis de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, dando amparo e for\u00e7a emocional para as mulheres denunciarem, bem como formulando e operando t\u00e1ticas de autodefesa f\u00edsica. Organizar as mulheres \u00e9 parte imprescind\u00edvel do processo de combate \u00e0 viol\u00eancia e conscientiza\u00e7\u00e3o do proletariado. De igual modo n\u00e3o podemos esquecer de algumas bandeiras fundamentais como: cria\u00e7\u00e3o de estrutura para acolhimento e cuidado das crian\u00e7as, restaurantes e lavanderias coletivas (socializa\u00e7\u00e3o do trabalho dom\u00e9stico); defesa e amplia\u00e7\u00e3o dos direitos das trabalhadoras; amplia\u00e7\u00e3o e massifica\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas para combate \u00e0 viol\u00eancia contra mulheres; transporte p\u00fablico de qualidade, etc\u2026<\/p>\n<p>O capital explora os extratos da classe trabalhadora de maneira diferente, e \u00e9 vis\u00edvel que mulheres sofrem de fato os impactos da explora\u00e7\u00e3o de maneira mais intensa e isso se manifesta nos espa\u00e7os de organiza\u00e7\u00e3o da nossa classe, quando vemos muitos mais homens nos espa\u00e7os pol\u00edticos do que mulheres. Este fen\u00f4meno ocorre porque, somada \u00e0 explora\u00e7\u00e3o do capital no mercado de trabalho, as mulheres realizam uma extensa jornada de trabalho invis\u00edvel \u2013 o trabalho dom\u00e9stico e de reprodu\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho \u2013 que \u00e9 fundamental para a manuten\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o de classe e para a extra\u00e7\u00e3o de mais-valor. Essa dupla carga torna a organiza\u00e7\u00e3o das mulheres mais complexa e dificulta sua const\u00e2ncia nos espa\u00e7os de organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 mais poss\u00edvel taparmos o sol com a peneira e acreditar que, nas nossas organiza\u00e7\u00f5es, homens e mulheres tenham as mesmas possibilidades de cumprir com as tarefas, que homens e mulheres saiam do mesmo lugar no que se trata de se organizar politicamente, nem que tenham a mesma carga de trabalho s\u00f3 por comporem a mesma classe. No que tange \u00e0s nossas tarefas organizativas, \u00e9 urgente reconhecer as dificuldades que as trabalhadoras t\u00eam para se manterem organizadas e buscar coletivamente maneiras de diminuir os impactos impostos pelo capital \u00e0s trabalhadoras. Essa deve ser uma preocupa\u00e7\u00e3o de todos os militantes comunistas que atuam ativamente para a emancipa\u00e7\u00e3o da nossa classe!<\/p>\n<p>A defesa e o aumento intransigente dos direitos das mulheres nessa conjuntura vai adquirindo contornos centrais no combate ao fascismo na pr\u00f3xima quadra hist\u00f3rica. N\u00f3s, militantes revolucion\u00e1rios, n\u00e3o podemos nos furtar de atuar nessa trincheira, n\u00e3o s\u00f3 nesses 21 dias de ativismo, n\u00e3o s\u00f3 nos atos que aconteceram no domingo (07\/12), n\u00e3o s\u00f3 quando feminic\u00eddios s\u00e3o noticiados\u2026 A supera\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia contra mulheres perpassa pela supera\u00e7\u00e3o do modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista pra ontem!<\/p>\n<p>Por Allane de Souza e Layse Costa!<\/p>\n<p>Pela vidas das mulheres!<\/p>\n<p>Pelo Poder Popular no rumo do Socialismo!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33428\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[180,66,10],"tags":[224],"class_list":["post-33428","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-feminista","category-c79-nacional","category-s19-opiniao","tag-3b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8Ha","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33428","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33428"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33428\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33430,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33428\/revisions\/33430"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33428"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33428"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33428"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}