{"id":33434,"date":"2025-12-09T16:40:49","date_gmt":"2025-12-09T19:40:49","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=33434"},"modified":"2025-12-09T16:40:49","modified_gmt":"2025-12-09T19:40:49","slug":"a-proposito-da-civilizacao-ocidental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33434","title":{"rendered":"A prop\u00f3sito da &#8220;civiliza\u00e7\u00e3o ocidental&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"33435\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33434\/unnamed-1-15\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/unnamed-1.jpg?fit=1200%2C873&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1200,873\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"unnamed (1)\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/unnamed-1.jpg?fit=747%2C544&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-large wp-image-33435\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/unnamed-1.jpg?resize=747%2C544&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"747\" height=\"544\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/unnamed-1.jpg?resize=900%2C655&amp;ssl=1 900w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/unnamed-1.jpg?resize=300%2C218&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/unnamed-1.jpg?resize=768%2C559&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/unnamed-1.jpg?w=1200&amp;ssl=1 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Prabhat Patnaik [*]<\/p>\n<p>De acordo com uma reportagem publicada no Times of India (23 de novembro), os Estados Unidos pediram aos pa\u00edses europeus que restringissem a imigra\u00e7\u00e3o a fim de preservar a &#8220;civiliza\u00e7\u00e3o ocidental&#8221;. Muitos no Terceiro Mundo considerariam o termo &#8220;civiliza\u00e7\u00e3o ocidental&#8221; rid\u00edculo, especialmente se for usado no sentido de denotar algo precioso e que vale a pena preservar. As atrocidades cometidas pelos pa\u00edses imperialistas ocidentais contra povos de todo o mundo ao longo dos \u00faltimos s\u00e9culos foram t\u00e3o horrendas que usar o termo &#8220;civiliza\u00e7\u00e3o&#8221; para encobrir tal comportamento parece grotesco. Desde o colonialismo brit\u00e2nico, que provocou fomes na \u00cdndia que mataram milh\u00f5es na sua tentativa voraz de extrair receitas de camponeses infelizes, at\u00e9 \u00e0 brutalidade indescrit\u00edvel do rei Leopoldo da B\u00e9lgica contra o povo do que antes se chamava Congo, passando pelos campos de exterm\u00ednio alem\u00e3es na Nam\u00edbia que liquidaram tribos inteiras, \u00e9 uma hist\u00f3ria de crueldade horr\u00edvel infligida a pessoas inocentes sem outra raz\u00e3o sen\u00e3o a pura gan\u00e2ncia. N\u00e3o \u00e9 surpreendente, neste contexto, que Gandhi, quando questionado por um jornalista sobre o que achava da &#8220;civiliza\u00e7\u00e3o ocidental&#8221;, tenha respondido ironicamente: &#8220;seria uma ideia muito boa&#8221;.<\/p>\n<p>Mas vamos ignorar toda essa crueldade e concentrar-nos apenas no avan\u00e7o material alcan\u00e7ado pelo Ocidente. Este progresso material foi alcan\u00e7ado com base numa rela\u00e7\u00e3o de explora\u00e7\u00e3o que os pa\u00edses imperialistas ocidentais desenvolveram em rela\u00e7\u00e3o ao Terceiro Mundo, uma rela\u00e7\u00e3o que deixou este \u00faltimo num estado tal que os seus habitantes hoje est\u00e3o desesperados para escapar dele. A prosperidade ocidental n\u00e3o \u00e9 um estado separado e independente alcan\u00e7ado apenas atrav\u00e9s da dilig\u00eancia ocidental; foi alcan\u00e7ada atrav\u00e9s de um processo de dizima\u00e7\u00e3o das economias dos pa\u00edses de onde os imigrantes est\u00e3o fugindo. O que \u00e9 ainda mais impressionante \u00e9 que o imperialismo ocidental n\u00e3o quer apenas impedir o afluxo de imigrantes; quer impedir, mesmo atrav\u00e9s de interven\u00e7\u00e3o armada, qualquer mudan\u00e7a na estrutura social dos pa\u00edses de origem dos emigrados que possa levar a um desenvolvimento que impe\u00e7a esse afluxo de pessoas.<\/p>\n<p>O meu argumento pode, naturalmente, ser descartado como exagero. Afinal, as economias ocidentais t\u00eam sido caracterizadas pela introdu\u00e7\u00e3o de inova\u00e7\u00f5es not\u00e1veis que aumentaram drasticamente a produtividade do trabalho, o que, por sua vez, possibilitou um aumento dos sal\u00e1rios reais e dos rendimentos reais das popula\u00e7\u00f5es ocidentais. \u00c9 essa capacidade de inova\u00e7\u00e3o que distingue o Ocidente e que falta ao Terceiro Mundo; ela constitui a differentia specifica entre as duas partes do mundo, a causa fundamental dos seus desempenhos econ\u00f4micos divergentes, devido aos quais os migrantes procuram mudar-se de uma parte para outra.<\/p>\n<p>No entanto, h\u00e1 duas coisas a serem observadas sobre as inova\u00e7\u00f5es. Primeiro, as inova\u00e7\u00f5es s\u00e3o normalmente introduzidas quando se espera que o mercado para o produto que resultaria da inova\u00e7\u00e3o se expanda, raz\u00e3o pela qual as inova\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o introduzidas durante as depress\u00f5es. Segundo, as inova\u00e7\u00f5es por si s\u00f3 n\u00e3o aumentam os sal\u00e1rios reais; elas s\u00f3 o fazem quando h\u00e1 uma escassez no mercado de trabalho que surge por raz\u00f5es independentes. Durante um longo per\u00edodo da hist\u00f3ria, a expectativa de expans\u00e3o do mercado para os produtos ocidentais foi gerada pela conquista dos mercados do Terceiro Mundo. A Revolu\u00e7\u00e3o Industrial na Gr\u00e3-Bretanha, que deu in\u00edcio \u00e0 era do capitalismo industrial, n\u00e3o poderia ter sido sustentada se n\u00e3o houvesse mercados coloniais onde a produ\u00e7\u00e3o artesanal local pudesse ser substitu\u00edda pelos novos produtos fabricados por m\u00e1quinas. O outro lado da inova\u00e7\u00e3o ocidental foi, portanto, a desindustrializa\u00e7\u00e3o das economias coloniais, que criou enormes reservas de m\u00e3o-de-obra nessas regi\u00f5es.<\/p>\n<p>Mesmo nos pa\u00edses onde foram introduzidas inova\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m foram criadas reservas de m\u00e3o-de-obra devido ao progresso tecnol\u00f3gico, mas essas reservas foram reduzidas devido \u00e0 migra\u00e7\u00e3o em grande escala de m\u00e3o-de-obra para regi\u00f5es temperadas de coloniza\u00e7\u00e3o no estrangeiro, como o Canad\u00e1, os Estados Unidos, a Austr\u00e1lia, a Nova Zel\u00e2ndia e a \u00c1frica do Sul, onde massacraram e deslocaram as tribos locais das terras que ocupavam e cultivavam. Dentro dos pa\u00edses inovadores, portanto, a escassez foi introduzida no mercado de trabalho por meio dessa emigra\u00e7\u00e3o em grande escala, devido \u00e0 qual os sal\u00e1rios reais puderam aumentar juntamente com as inova\u00e7\u00f5es que aumentaram a produtividade do trabalho. As reservas de m\u00e3o-de-obra criadas nas col\u00f4nias e semicol\u00f4nias, no entanto, n\u00e3o puderam migrar para as regi\u00f5es temperadas; elas foram mantidas confinadas \u00e0s regi\u00f5es tropicais e subtropicais, presas num s\u00edndrome de baixos sal\u00e1rios, por meio de leis de imigra\u00e7\u00e3o restritivas que perduram at\u00e9 hoje. Se o capital da metr\u00f3pole pudesse ter flu\u00eddo a fim de aproveitar os seus baixos sal\u00e1rios para produzir bens para o mercado mundial com as novas tecnologias, ent\u00e3o a diferen\u00e7a salarial poderia ter desaparecido. Mas isso n\u00e3o aconteceu. Apesar dos seus baixos sal\u00e1rios, o capital das regi\u00f5es temperadas n\u00e3o entrou nessas economias, exceto nos setores produtores de commodities prim\u00e1rias; e os bens manufaturados produzidos por produtores locais, utilizando essa m\u00e3o-de-obra mal remunerada e adotando as novas tecnologias, n\u00e3o puderam entrar nos mercados das regi\u00f5es temperadas devido \u00e0s altas tarifas. Em suma, a inova\u00e7\u00e3o ocidental produziu prosperidade material na metr\u00f3pole, porque foi complementada por uma estrutura segmentada da economia mundial.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o \u00e9 tudo. A difus\u00e3o do capitalismo verificou-se dentro dessa estrutura segmentada: juntamente com a m\u00e3o-de-obra da Europa que migrou para as regi\u00f5es temperadas, como a Am\u00e9rica do Norte, Austr\u00e1lia, Nova Zel\u00e2ndia e \u00c1frica do Sul, o capital da Europa tamb\u00e9m come\u00e7ou a ser investido nessas novas terras como complemento \u00e0 migra\u00e7\u00e3o de m\u00e3o-de-obra. No entanto, este capital foi extra\u00eddo das col\u00f4nias e semicol\u00f4nias tropicais e subtropicais atrav\u00e9s da apreens\u00e3o gratuita das suas receitas cambiais proveniente do resto do mundo, que constitu\u00edam grande parte do seu excedente econ\u00f4mico, um processo que ficou conhecido como a &#8220;drenagem&#8221; do excedente.<\/p>\n<p>A difus\u00e3o do capitalismo durante o &#8220;longo s\u00e9culo XIX&#8221; da Gr\u00e3-Bretanha para a Europa Continental, Canad\u00e1 e Estados Unidos assumiu a forma de manuten\u00e7\u00e3o de mercados brit\u00e2nicos abertos para os bens dessas regi\u00f5es e de, em simult\u00e2neo, exporta\u00e7\u00f5es de capital para elas; ou seja, a Gr\u00e3-Bretanha tinha tanto um d\u00e9ficit na conta corrente como na conta de capital em rela\u00e7\u00e3o a essas regi\u00f5es. O d\u00e9ficit total, somando as contas correntes e de capital, da Gr\u00e3-Bretanha em rela\u00e7\u00e3o a essas tr\u00eas regi\u00f5es mais proeminentes em 1910 era de 120 milh\u00f5es de libras. Metade desse montante, de acordo com as estimativas do historiador econ\u00f3mico S.B.Saul, foi liquidado \u00e0s custas da \u00cdndia, atrav\u00e9s da apropria\u00e7\u00e3o pela Gr\u00e3-Bretanha de todo o excedente de exporta\u00e7\u00e3o da \u00cdndia em rela\u00e7\u00e3o ao resto do mundo, e tamb\u00e9m do pagamento pela \u00cdndia das importa\u00e7\u00f5es desindustrializantes da Gr\u00e3-Bretanha que excediam as commodities prim\u00e1rias que vendia \u00e0 Gr\u00e3-Bretanha. Se considerarmos apenas a Europa Continental e os EUA, o d\u00e9ficit total da Gr\u00e3-Bretanha era de 95 milh\u00f5es de libras, dos quais quase dois ter\u00e7os foram liquidados desta maneira \u00e0s custas da \u00cdndia.<\/p>\n<p>Assim, todo o desenvolvimento do capitalismo ocorreu historicamente atrav\u00e9s da cria\u00e7\u00e3o de um mundo segmentado. A inova\u00e7\u00e3o que supostamente est\u00e1 na base da prosperidade material do Ocidente tamb\u00e9m ocorreu atrav\u00e9s dessa segmenta\u00e7\u00e3o. Portanto, n\u00e3o \u00e9 a inova\u00e7\u00e3o que explica por que o Ocidente se tornou pr\u00f3spero enquanto o Terceiro Mundo estagnou e entrou em decl\u00ednio, mas sim esse fato da segmenta\u00e7\u00e3o. Afinal, mesmo teorias como a de Joseph Schumpeter, que enfatizam as inova\u00e7\u00f5es como a causa da prosperidade material, mostram que todos os trabalhadores se beneficiam das inova\u00e7\u00f5es. Mas, se apenas alguns trabalhadores s\u00e3o os benefici\u00e1rios (al\u00e9m dos capitalistas, \u00e9 claro), enquanto outros pertencentes a uma regi\u00e3o diferente s\u00e3o exclu\u00eddos desses benef\u00edcios, ent\u00e3o a causa dessa diverg\u00eancia deve estar em outro lugar, n\u00e3o no fato de a inova\u00e7\u00e3o estar confinada a apenas uma regi\u00e3o. A ess\u00eancia dessa segmenta\u00e7\u00e3o era a exclus\u00e3o deliberada de uma regi\u00e3o do processo de desenvolvimento material, atrav\u00e9s da imposi\u00e7\u00e3o de barreiras tarif\u00e1rias contra os seus produtos, da proibi\u00e7\u00e3o de impor barreiras tarif\u00e1rias pr\u00f3prias contra os produtos da regi\u00e3o metropolitana e da aquisi\u00e7\u00e3o gratuita por parte desta \u00faltima de uma parte do excedente econ\u00f4mico produzido.<\/p>\n<p>Os dias do colonialismo acabaram; al\u00e9m disso, o capital da metr\u00f3pole agora est\u00e1 dispon\u00edvel a fluir para o Terceiro Mundo para produzir bens para o mercado mundial usando m\u00e3o-de-obra local mal remunerada e novas tecnologias. Por que, ent\u00e3o, a pobreza do Terceiro Mundo continua a permanecer nesta nova situa\u00e7\u00e3o? Voltamos aqui \u00e0 proposi\u00e7\u00e3o de que as inova\u00e7\u00f5es, como tais, n\u00e3o aumentam os sal\u00e1rios reais; teorias como a de Schumpeter, que afirmam o contr\u00e1rio, assumindo uma tend\u00eancia espont\u00e2nea do capitalismo para esgotar as reservas de m\u00e3o-de-obra e avan\u00e7ar para o pleno emprego, est\u00e3o simplesmente erradas. O progresso tecnol\u00f3gico no Terceiro Mundo atrav\u00e9s da dissemina\u00e7\u00e3o de inova\u00e7\u00f5es, seja sob a \u00e9gide do capital metropolitano ou do capital local, que tende tipicamente a economizar m\u00e3o-de-obra, n\u00e3o reduz portanto o tamanho relativo de suas reservas de m\u00e3o-de-obra e, consequentemente, a magnitude relativa da pobreza. A m\u00e3o-de-obra do Terceiro Mundo n\u00e3o tem como migrar para as regi\u00f5es temperadas.<\/p>\n<p>Dois fatores ir\u00e3o agravar esta situa\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3ximos tempos: um s\u00e3o as tarifas de Trump que procuram exportar o desemprego dos EUA para o resto do mundo, especialmente para o Terceiro Mundo; e o outro \u00e9 a introdu\u00e7\u00e3o da Intelig\u00eancia Artificial no quadro do capitalismo.<\/p>\n<p>[*] Economista, indiano, ver Wikipedia<br \/>\nO original encontra-se em <a href=\"http:\/\/peoplesdemocracy.in\/2025\/1130_pd\/apropos-\u201cwestern-civilisation\u201d\">peoplesdemocracy.in\/2025\/1130_pd\/apropos-\u201cwestern-civilisation\u201d<\/a><br \/>\nEste artigo encontra-se em resistir.info<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33434\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[65,10],"tags":[234],"class_list":["post-33434","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c78-internacional","category-s19-opiniao","tag-6b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8Hg","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33434","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33434"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33434\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33436,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33434\/revisions\/33436"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33434"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33434"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33434"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}