{"id":33487,"date":"2026-01-03T16:47:35","date_gmt":"2026-01-03T19:47:35","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=33487"},"modified":"2026-01-03T16:47:35","modified_gmt":"2026-01-03T19:47:35","slug":"venezuela-e-depois-a-china","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33487","title":{"rendered":"Venezuela e depois a China"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"33488\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33487\/unnamed-4-2\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/unnamed-4.jpg?fit=1600%2C1600&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1600,1600\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"unnamed (4)\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/unnamed-4.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/unnamed-4.jpg?fit=747%2C747&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-large wp-image-33488\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/unnamed-4.jpg?resize=747%2C747&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"747\" height=\"747\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/unnamed-4.jpg?resize=900%2C900&amp;ssl=1 900w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/unnamed-4.jpg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/unnamed-4.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/unnamed-4.jpg?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/unnamed-4.jpg?resize=1536%2C1536&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/unnamed-4.jpg?w=1600&amp;ssl=1 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>\u2013 Se os planos de Trump n\u00e3o forem neutralizados por outros atores internacionais, nada impedir\u00e1 que os EUA experimentem a mesma metodologia que hoje utilizam no Caribe em outros cantos do planeta<\/p>\n<p>Atilio Boron [*]<\/p>\n<p>A escalada da agress\u00e3o norte-americana \u00e0 Venezuela parece incontrol\u00e1vel, enquanto se acumulam as execu\u00e7\u00f5es extrajudiciais no Caribe e no Pac\u00edfico. As amea\u00e7as tornam-se cada vez mais intensas e os bloqueios navais e a\u00e9reos intensificam-se a cada hora que passa. Trata-se de medidas que violam a Carta das Na\u00e7\u00f5es Unidas e o Direito Internacional, mas Trump e os seus capangas parecem decididos a tudo. Resta saber, no entanto, se com uma invas\u00e3o pretendem criar o seu pr\u00f3prio Vietn\u00e3 ou o seu Afeganist\u00e3o; por outras palavras, se s\u00e3o t\u00e3o est\u00fapidos a ponto de provocar outro inc\u00eandio, mas desta vez n\u00e3o em terras distantes, mas no jardim da frente dos EUA.<\/p>\n<p>Os governantes europeus, autoproclamados defensores dos direitos humanos, da democracia e da justi\u00e7a, consentem com o seu sil\u00eancio os crimes de guerra que a Casa Branca j\u00e1 cometeu em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Venezuela. Outros governos, como o da Federa\u00e7\u00e3o Russa e da Rep\u00fablica Popular da China, t\u00eam expressado cada vez mais fortemente a sua desaprova\u00e7\u00e3o \u00e0 conduta de Washington e reiterado que ambos os pa\u00edses mant\u00eam uma \u00abparceria estrat\u00e9gica integral\u00bb com o governo bolivariano.<\/p>\n<p>Mas no ca\u00f3tico c\u00edrculo cortes\u00e3o de Trump, o secret\u00e1rio de Estado Marco Rubio, homem de antecedentes obscuros, receptor privilegiado de fundos do lobby sionista e da ind\u00fastria armamentista, inimigo jurado da Revolu\u00e7\u00e3o Cubana e de qualquer l\u00edder ou governo progressista na regi\u00e3o e furiosamente antichin\u00eas, pressiona sem pausa para alcan\u00e7ar \u201ca paz atrav\u00e9s da for\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Para Rubio, o ataque n\u00e3o deve se restringir \u00e0 Venezuela, mas chegou a hora de subjugar todos os pa\u00edses da regi\u00e3o. Col\u00f4mbia e M\u00e9xico est\u00e3o na lista, Honduras tamb\u00e9m, assim como qualquer outro governo que n\u00e3o esteja disposto a reduzir ao m\u00ednimo indispens\u00e1vel seu contato com qualquer pot\u00eancia \u201cextra-hemisf\u00e9rica\u201d, como manda a nova Estrat\u00e9gia de Seguran\u00e7a Nacional num eufemismo para se referir \u00e0 China, R\u00fassia e Ir\u00e3o.<\/p>\n<p>O que est\u00e1 em jogo hoje na Venezuela \u00e9 muito mais do que o roubo de sua imensa riqueza petrol\u00edfera. \u00c9 a tentativa desesperada de reconstruir o unipolarismo norte-americano, no qual Washington se arroga o direito de ser o gendarme planet\u00e1rio e o \u00fanico capaz de impor uma ordem mundial, diante da qual os demais pa\u00edses n\u00e3o t\u00eam outra op\u00e7\u00e3o a n\u00e3o ser obedecer. Esta \u00e9 uma leitura anacr\u00f4nica, absurda e profundamente errada da realidade internacional, mas \u00e9 a que hoje prevalece em Washington.<\/p>\n<p>Agora bem: se estes planos n\u00e3o forem neutralizados por outros atores no sistema internacional, nada impedir\u00e1 que os EUA experimentem a mesma metodologia que hoje utilizam nas Cara\u00edbas em outros cantos do planeta. Por exemplo, promovendo abertamente o independentismo de Taiwan e apoiando a sua eventual independ\u00eancia com a presen\u00e7a da S\u00e9tima Frota para dissuadir qualquer tentativa de Pequim de recuperar a prov\u00edncia rebelde.<\/p>\n<p>Ou bloquear ou, inclusive, tomar o Estreito de Malaca (entre a Mal\u00e1sia e a Indon\u00e9sia), absolutamente crucial para o com\u00e9rcio exterior da China. Este curso de \u00e1gua \u00e9 o de maior tr\u00e1fego mar\u00edtimo do mundo, por ser a rota de sa\u00edda das exporta\u00e7\u00f5es comerciais da China, bem como das importa\u00e7\u00f5es de g\u00e1s e petr\u00f3leo provenientes do Golfo P\u00e9rsico e dos minerais e metais provenientes de \u00c1frica. Um relat\u00f3rio relativamente recente da UNCTAD assegurava que aproximadamente metade do com\u00e9rcio mar\u00edtimo internacional passa anualmente pelo Estreito de Malaca.<\/p>\n<p>Ambas as iniciativas, patrocinar e apoiar a independ\u00eancia de Taiwan ou bloquear o Estreito de Malaca, seriam golpes muito duros para a Rep\u00fablica Popular da China. \u00c9 por isso que, neste tabuleiro convulso da pol\u00edtica internacional, Pequim tem de enviar um sinal claro e rotundo exigindo o fim da agress\u00e3o militar \u00e0 Venezuela. E para isso \u00e9 preciso muito mais do que palavras. A \u00fanica op\u00e7\u00e3o, ou talvez a melhor sem ser a \u00fanica, \u00e9 imitar o que os EUA fizeram e impor um bloqueio mar\u00edtimo e a\u00e9reo integral sobre Taiwan, mas sem abrir fogo ou disparar contra pequenas embarca\u00e7\u00f5es, como fizeram os EUA.<\/p>\n<p>Porque o que est\u00e1 em jogo nestes dias na Venezuela \u00e9 muito mais do que o seu petr\u00f3leo: \u00e9 a nova arquitetura do sistema internacional e as suas regras, uma das quais \u00e9 que nenhum pa\u00eds, por mais poderoso que seja, poder\u00e1 atacar outro e subjug\u00e1-lo pela for\u00e7a. Quem cala concorda, diz um velho ditado espanhol.<\/p>\n<p>Se a China limitar o seu protesto ao plano declarativo, mais cedo ou mais tarde os EUA lan\u00e7ar\u00e3o todo o seu enorme poderio militar para subjugar o \u00fanico ator do sistema internacional que, como dizem v\u00e1rios documentos oficiais de Washington, \u00abquer e pode\u00bb fundar uma nova ordem mundial. Consequentemente, a China tem de agir sem mais demora para evitar que o pesadelo hobbesiano da lei do mais forte reine no sistema internacional.<\/p>\n<p>O bloqueio de Taiwan \u00e9 a sua \u00fanica carta. N\u00e3o s\u00f3 para defender a Venezuela, mas tamb\u00e9m para prevenir uma futura agress\u00e3o por parte dos EUA. A hist\u00f3ria ensina que os imp\u00e9rios se tornam mais violentos e sanguin\u00e1rios na sua fase de decl\u00ednio. Por isso, \u00e9 necess\u00e1rio agir com a maior rapidez e colocar limites \u00e0 arrog\u00e2ncia imperial de Washington.<\/p>\n<p>[*] Soci\u00f3logo argentino.<br \/>\nO original encontra-se em www.lahaine.org\/mundo.php\/venezuela-y-despues-china<br \/>\nEste artigo encontra-se em resistir.info<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33487\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[73,65,75,10,45],"tags":[234],"class_list":["post-33487","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c86-anti-imperialismo","category-c78-internacional","category-c88-internacionalismo","category-s19-opiniao","category-c54-venezuela","tag-6b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8I7","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33487","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33487"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33487\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33489,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33487\/revisions\/33489"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33487"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33487"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33487"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}