{"id":3356,"date":"2012-08-15T16:56:07","date_gmt":"2012-08-15T16:56:07","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3356"},"modified":"2012-08-15T16:56:07","modified_gmt":"2012-08-15T16:56:07","slug":"classe-c-compromete-463-da-renda-com-dividas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3356","title":{"rendered":"Classe C compromete 46,3% da renda com d\u00edvidas"},"content":{"rendered":"\n<p>As fam\u00edlias brasileiras, em especial as de classe C, est\u00e3o mais endividadas que o recomendado pelos especialistas. Estudo da Proteste (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Defesa do Consumidor) mostra que as d\u00edvidas comprometem, em m\u00e9dia, 42% da renda familiar, sendo que o limite ideal \u00e9 de 30%. O porcentual cresce quando analisados apenas os integrantes da classe C: 46,3%.<\/p>\n<p>Para o \u00f3rg\u00e3o, esse grau de comprometimento \u00e9 resultado da combina\u00e7\u00e3o entre juros altos, falta de planejamento nas finan\u00e7as e as facilidades em se obter cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>A Proteste entrevistou 200 fam\u00edlias nos Estados de S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro, concentradas principalmente entre as classes C (60,5% da amostra) e B (27,5%). A renda e d\u00edvida m\u00e9dias apuradas foram de R$ 2.401 e R$ 1.009,45, respectivamente. Desdobrado, o dado mostra que a maior parte (56,6%) tem d\u00edvidas de at\u00e9 R$ 500. Uma parcela consider\u00e1vel (38%), por\u00e9m, deve mais de R$ 5 mil, o que explica a m\u00e9dia situada em R$ 1 mil. Contas de aluguel e de servi\u00e7os (como \u00e1gua e luz) foram desconsideradas.<\/p>\n<p>A m\u00e9dia dos pesquisados declarou que tem tr\u00eas d\u00edvidas ativas, sendo que um quinto deles se endividou novamente desde abril (quando come\u00e7ou o movimento de queda dos juros). O uso cart\u00e3o de cr\u00e9dito \u00e9 uma das principais fontes de problemas \u00e0 sa\u00fade financeira das fam\u00edlias &#8211; 56% t\u00eam um ou dois pl\u00e1sticos e 38,1% afirmam que n\u00e3o conseguem pagar as faturas na data de vencimento &#8211; o gasto m\u00e9dio \u00e9 de at\u00e9 R$ 500.<\/p>\n<p>Queda. Dois indicadores divulgados ontem mostraram al\u00edvio na inadimpl\u00eancia em julho. O Indicador Serasa Experian de Inadimpl\u00eancia do Consumidor recuou 1,5%. E os registros de novos inadimplentes medidos pela Boa Vista Servi\u00e7os ca\u00edram 4%.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Nove pa\u00edses da UE est\u00e3o em recess\u00e3o<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>A crise das d\u00edvidas soberanas no sul da Europa e os sucessivos planos de austeridade levaram a zona do euro a uma queda de 0,2% na atividade econ\u00f4mica no segundo trimestre de 2012, depois da estagna\u00e7\u00e3o entre janeiro e mar\u00e7o. \u00c9 o primeiro passo para que a Europa entre oficialmente em recess\u00e3o no pr\u00f3ximo trimestre, segundo proje\u00e7\u00f5es de Bruxelas.<\/p>\n<p>Dos 27 pa\u00edses do bloco, um ter\u00e7o tem crescimento negativo, entre os quais Reino Unido, It\u00e1lia e Espanha, terceira, quarta e quinta maiores economias da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es foram publicadas pelo Escrit\u00f3rio Estat\u00edstico das Comunidades Europeias (Eurostat) ontem, em Bruxelas, e sintetizam o quadro de estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica pelo qual o continente atravessa. Os efeitos da desacelera\u00e7\u00e3o foram sentidos nas duas maiores economias da Europa, Alemanha e Fran\u00e7a. A primeira ainda resistiu \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o da atividade com um avan\u00e7o, embora modesto, de 0,3%. J\u00e1 a Fran\u00e7a est\u00e1 estagnada h\u00e1 seis meses e s\u00f3 escapou da recess\u00e3o por apresentar crescimento zero. &#8220;A Fran\u00e7a n\u00e3o est\u00e1 em recess\u00e3o, ao contr\u00e1rio da maior parte de nossos parceiros&#8221;, disse o ministro da Economia, Pierre Moscovici.<\/p>\n<p>Se o discurso franc\u00eas serve apenas como consolo, Moscovici tem raz\u00e3o ao afirmar que a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais grave nos pa\u00edses vizinhos. O Reino Unido, terceiro maior PIB da UE, teve seu terceiro trimestre seguido de recuo do crescimento: 0,4%, 0,3% e por fim 0,7% no segundo per\u00edodo de 2012. Em 12 meses, o pa\u00eds que acaba de receber os Jogos Ol\u00edmpicos enfrenta um encolhimento de 0,8% do PIB.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros aumentaram a press\u00e3o sobre o secret\u00e1rio do Tesouro, George Osborne, amea\u00e7ado de demiss\u00e3o por apresentar estat\u00edsticas bem piores que os da zona do euro &#8211; \u00e0 qual atribui a crise brit\u00e2nica. Enquanto o primeiro-ministro, David Cameron, segue justificando suas dificuldades pelas da Europa continental, o secret\u00e1rio pediu mais um voto de confian\u00e7a, desta vez no pacote de investimentos anunciado neste ano.<\/p>\n<p>Queda. Al\u00e9m do Reino Unido, gigantes como It\u00e1lia e Espanha tamb\u00e9m enfrentam situa\u00e7\u00e3o problem\u00e1tica. Em Roma, o instituto de estat\u00edstica apontou recuo do PIB de 0,8% no primeiro trimestre e de 0,7% no segundo, consolidando a recess\u00e3o t\u00e9cnica. Na Espanha, embora o desemprego seja maior e a crise atinja o sistema financeiro, o desempenho foi menos pior: quedas de 0,3% e 0,4% nos dois trimestres.<\/p>\n<p>Rep\u00fablica Checa, Chipre, Hungria, Portugal tamb\u00e9m est\u00e3o em recess\u00e3o, enquanto Irlanda deve confirmar nos pr\u00f3ximos dias. J\u00e1 a Gr\u00e9cia n\u00e3o anunciou n\u00fameros trimestrais, mas enfrenta o pior cen\u00e1rio, com recuo que vai superar os 6% em 2012.<\/p>\n<p>Um dos sintomas da estagna\u00e7\u00e3o na Europa \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o industrial, que recuou 0,6% em junho na zona do euro, revertendo a alta de maio, de 0,9%. Em n\u00fameros anuais, \u00e9 pior: de junho de 2011 ao mesmo m\u00eas deste ano, a produ\u00e7\u00e3o caiu 2,1% no bloco de 17 pa\u00edses que usam a moeda \u00fanica e 2,2% no conjunto de 27 membros da UE. Uma das piores quedas foi mais uma vez no Reino Unido, de 2,5%. Mas nesse crit\u00e9rio nem a Alemanha escapou, com queda de 2%.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Gr\u00e9cia vai pedir extens\u00e3o de 2 anos para seu ajuste<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>A Gr\u00e9cia vai buscar uma extens\u00e3o de dois anos no seu mais recente programa de austeridade com os credores internacionais do pa\u00eds, informa o Financial Times na sua edi\u00e7\u00e3o online.<\/p>\n<p>Segundo documento obtido pelo jornal brit\u00e2nico, o plano do governo grego prop\u00f5e um ajuste mais lento nas contas p\u00fablicas do pa\u00eds com cortes distribu\u00eddos ao longo de quatro anos at\u00e9 2016, com o d\u00e9ficit or\u00e7ament\u00e1rio declinando 1,5 ponto porcentual em rela\u00e7\u00e3o ao Produto Interno Bruto (PIB) anualmente, abaixo dos 2,5 pontos porcentuais previstos no acordo atual da Gr\u00e9cia com a troica &#8211; formada pelo Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI), Banco Central Europeu (BCE) e Comiss\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>De acordo com o documento citado pelo FT, a Gr\u00e9cia precisaria de 20 bilh\u00f5es adicionais para dar suporte ao or\u00e7amento, uma vez que a redu\u00e7\u00e3o anual do d\u00e9ficit seria menor em 2013-14 do que o planejado.<\/p>\n<p>O jornal brit\u00e2nico informa, no entanto, que o governo grego pretende buscar esses recursos sem ajuda dos parceiros europeus.<\/p>\n<p>O volume de recursos adicionais que o pa\u00eds precisar\u00e1 para fechar as contas seria levantado por meio de um empr\u00e9stimo existente com o FMI, por emiss\u00f5es de t\u00edtulos do Tesouro e por meio de um adiamento no in\u00edcio dos pagamentos do primeiro empr\u00e9stimo obtido pela Gr\u00e9cia junto ao FMI e Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>O governo grego pretende convencer os credores a adiarem o come\u00e7o dos vencimentos, previsto para 2016, para 2020, ano em que est\u00e1 previsto o in\u00edcio dos pagamentos do segundo pacote de resgate obtido pelo pa\u00eds.<\/p>\n<p>De acordo com o jornal, o primeiro-ministro grego Antonis Samaras deve definir a proposta na pr\u00f3xima semana em negocia\u00e7\u00f5es com Angela Merkel, chanceler alem\u00e3, e com o presidente franc\u00eas, Fran\u00e7ois Hollande. A economia grega registrou contra\u00e7\u00e3o de 6,2% anualizado no segundo trimestre deste ano.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Brasil perde lideran\u00e7a na produ\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>L\u00edder no mercado mundial de min\u00e9rio de ferro at\u00e9 a deflagra\u00e7\u00e3o da crise financeira de 2008, o Brasil perdeu para a Austr\u00e1lia a hegemonia, embora a Vale ainda lidere, isoladamente, o com\u00e9rcio do insumo. A mineradora brasileira trabalha agora com um horizonte de cinco anos para que o Pa\u00eds recupere o mercado perdido em meio \u00e0 crise.<\/p>\n<p>O diretor de Rela\u00e7\u00f5es com Investidores da Vale, Roberto Castelo Branco, disse ontem que o prazo de 2017 para retomada da posi\u00e7\u00e3o ocupada at\u00e9 2008 se baseia na entrada em opera\u00e7\u00e3o do megaprojeto Serra Sul, no Par\u00e1. Or\u00e7ado em US$ 20 bilh\u00f5es, o investimento &#8211; que aguarda ainda a libera\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es ambientais &#8211; \u00e9 o maior do setor de minera\u00e7\u00e3o no mundo.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s brasileiros perdemos participa\u00e7\u00e3o para a Austr\u00e1lia, mas com esse projeto vamos recuperar participa\u00e7\u00e3o de mercado&#8221;, afirmou o executivo, que participou do semin\u00e1rio Brazil Economic Summit. Desde 2008, a Vale vem perdendo participa\u00e7\u00e3o no segmento. Nos \u00faltimos anos, a Vale n\u00e3o conseguiu ampliar significativamente sua capacidade.<\/p>\n<p>Mas, para Castelo Branco, o horizonte \u00e9 promissor. Para 2013, a expectativa \u00e9 aumentar em 40 milh\u00f5es de toneladas a capacidade das minas de Caraj\u00e1s, no Par\u00e1. O projeto de Serra Sul permitir\u00e1 um salto ainda maior, acrescentando em 90 milh\u00f5es de toneladas a produ\u00e7\u00e3o anual.<\/p>\n<p>Lideran\u00e7a. A Vale lidera o setor com folga, com 300 milh\u00f5es de toneladas por ano. O segundo lugar fica com a anglo-australiana Rio Tinto, com uma produ\u00e7\u00e3o bem inferior, de 190 milh\u00f5es de toneladas de min\u00e9rio por ano. &#8220;\u00c9 uma diferen\u00e7a grande, que pretendemos ampliar&#8221;, disse. E completou: &#8220;A Vale est\u00e1 bem preparada para enfrentar os desafios futuros&#8221;.<\/p>\n<p>Castelo Branco disse que o projeto Serra Sul est\u00e1 com o cronograma em dia, apesar dos problemas com o licenciamento ambiental da obra de expans\u00e3o da ferrovia que integra o projeto: &#8220;Estamos recorrendo \u00e0 inst\u00e2ncia superior e acreditamos que vamos vencer, pois n\u00e3o fizemos nada de errado. Estamos fazendo as coisas certas&#8221;.<\/p>\n<p>China. O diretor tra\u00e7ou um cen\u00e1rio de mudan\u00e7as estruturais e crescimento mais baixo para a China, mas descarta uma recess\u00e3o ou desacelera\u00e7\u00e3o muito forte. Segundo ele, se o crescimento chin\u00eas ficar entre 7% e 8% ao ano j\u00e1 ser\u00e1 muito bom. Mas as taxas de crescimento da economia chinesa em torno de 10% ficaram para tr\u00e1s.<\/p>\n<hr \/>\n<p>38% d\u00e3o calote em cart\u00e3o<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>Pouco adianta a queda nas taxas de juros \u2014 j\u00e1 constatada por in\u00fameras pesquisas \u2014 se os consumidores n\u00e3o d\u00e3o conta de pagar o que j\u00e1 devem. O grande vil\u00e3o da sa\u00fade financeira, segundo pesquisa da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) divulgada ontem, \u00e9 o rotativo do cart\u00e3o de cr\u00e9dito, ou seja, os juros acumulados no saldo devedor dos casos em que a fatura n\u00e3o \u00e9 paga integralmente. Nada menos que 38,1% das fam\u00edlias disseram n\u00e3o conseguir quitar as compras feitas com o pl\u00e1stico na data de vencimento. O valor m\u00e9dio das contas \u00e9 de R$ 500.<\/p>\n<p>O cr\u00e9dito rotativo \u00e9 a modalidade mais cara do endividamento. Outro levantamento feito pela Proteste mostra que os juros nesse caso chegam a 323% ao ano no Brasil, a maior taxa cobrada entre seis pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina analisados. A m\u00e9dia \u00e9 de 197,47% ao ano. Com tributos t\u00e3o elevados, n\u00e3o \u00e9 de se surpreender que as fam\u00edlias brasileiras, sobretudo as de classe C, estejam superendividadas. De acordo com a entidade de defesa do consumidor, os d\u00e9bitos comprometem, em m\u00e9dia, 42% da renda familiar \u2014 o ideal \u00e9 que n\u00e3o passassem dos 30%.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o, esse grau de comprometimento dos proventos \u00e9 resultado da combina\u00e7\u00e3o dos juros altos, da falta de planejamento nas finan\u00e7as e das facilidades para obter cr\u00e9dito. O desinteresse pela organiza\u00e7\u00e3o dos recursos fica evidente em outro estudo da Proteste, no qual 39% dos entrevistados declararam nem sequer saber informar quanto pagam por m\u00eas pela manuten\u00e7\u00e3o da conta corrente no banco. &#8220;O consumidor sabe pouco sobre os produtos e os servi\u00e7os banc\u00e1rios contratados e tende a perder oportunidades de pagar menos por eles&#8221;, cita a pesquisa.<\/p>\n<p>Conservadores<\/p>\n<p>Mesmo diante da portabilidade de cr\u00e9dito e de sal\u00e1rio, os consumidores s\u00e3o conservadores. Cerca de 74% dos clientes mant\u00eam a conta-corrente no mesmo banco em que recebem sal\u00e1rio ou pens\u00e3o. Diante dessa realidade, s\u00f3 resta aos brasileiros reduzir o consumo para conseguir pagar as d\u00edvidas antigas. Isso j\u00e1 vem sendo feito por um quinto das fam\u00edlias pesquisadas: as novas despesas, feitas a partir de abril, tiveram como objetivo quitar compromissos assumidos anteriormente. Para os pesquisadores, os valores devidos t\u00eam impacto na qualidade de vida dos entrevistados, pois 57% admitiram ter de limitar os gastos em lazer, cultura, divers\u00e3o ou consumo de bens.<\/p>\n<p>Inadimpl\u00eancia menor<\/p>\n<p>O calote dos consumidores registrou queda de 1,5% em julho, na compara\u00e7\u00e3o com junho, segundo o Indicador Serasa Experian de Inadimpl\u00eancia do Consumidor. Esse \u00e9 o segundo encolhimento mensal consecutivo da medi\u00e7\u00e3o: em junho, na compara\u00e7\u00e3o com maio, houve redu\u00e7\u00e3o de 0,5%. Nos 12 meses terminados em julho, no entanto, as d\u00edvidas em atraso ainda apresentam alta de 10,5%. Segundo os economistas da Serasa Experian, a retra\u00e7\u00e3o de julho \u00e9 pontual, reflexo dos juros mais baixos e dos lotes recordes de restitui\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda, que colaboraram para que muitos consumidores conseguissem pagar as d\u00edvidas. Normalmente, as d\u00edvidas crescem no s\u00e9timo m\u00eas do ano por conta das compras parceladas do Dia das M\u00e3es e do Dia dos Namorados, al\u00e9m dos gastos com as f\u00e9rias escolares. Desde que o indicador da Serasa Experian foi criado, em 1999, essa \u00e9 a segunda queda notada em um m\u00eas de julho \u2014 a primeira aconteceu em 2005, com encolhimento de 3,9% ante junho.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Para empresas, oportunidades de neg\u00f3cios chegam a R$ 100 bilh\u00f5es<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A iniciativa privada j\u00e1 n\u00e3o esconde o interesse nos projetos de infraestrutura a serem anunciados pelo governo federal. Na conta das empresas, o informalmente apelidado &#8220;PAC das Concess\u00f5es&#8221; vai criar oportunidades de investimentos que podem chegar a R$ 100 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>A CCR, especializada em concess\u00f5es de infraestrutura de transporte, informou que enxerga o pacote com &#8220;bons olhos&#8221;. &#8220;H\u00e1 uma inten\u00e7\u00e3o do governo para usar os investimentos [privados] em infraestrutura para resolver gargalos. Para todos os participantes desse setor, \u00e9 algo muito bem-vindo&#8221;, disse o diretor-financeiro, Arthur Piotto.<\/p>\n<p>&#8220;Pelo que ouvimos, o pacote deve gerar oportunidades de R$ 80 bilh\u00f5es a R$ 100 bilh\u00f5es. Ent\u00e3o cabe muita gente [muitas empresas]&#8221;, disse. Mesmo que parte dos projetos n\u00e3o seja necessariamente de concess\u00f5es, mas no modelo de parceria p\u00fablico-privada (PPP), a companhia mant\u00e9m o interesse. &#8220;Temos dois projetos no portf\u00f3lio [Linha 4-Amarela do metr\u00f4 paulistano e a Transol\u00edmpica, no Rio]. O hist\u00f3rico \u00e9 bem sucedido e n\u00e3o vemos nenhum problema com isso.&#8221;<\/p>\n<p>Atuante em concess\u00f5es de estradas e atividades de log\u00edstica, a EcoRodovias (tamb\u00e9m de capital aberto), confirmou interesse no pacote. A companhia j\u00e1 comprou um terminal de cargas em Santos neste ano (Tecondi), e tem interesse em concess\u00f5es portu\u00e1rias. A companhia sinalizou a forma\u00e7\u00e3o de parcerias para fazer frente aos investimentos necess\u00e1rios. &#8220;Em aeroportos, j\u00e1 temos a parceria com a [operadora alem\u00e3] Fraport &#8220;, lembrou Marcelo Guidotti, diretor-financeiro e de rela\u00e7\u00f5es com o investidor da EcoRodovias.<\/p>\n<p>Embora deva ficar de fora do an\u00fancio de hoje, o aeroporto do Gale\u00e3o (regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro) \u00e9 um dos mais mencionados como oportunidade. &#8220;Ainda n\u00e3o sabemos qual ser\u00e1 o modelo, mas estamos acompanhando&#8221;, disse. Caso o modelo do aeroporto seja uma PPP, a EcoRodovias diz manter o interesse.<\/p>\n<p>O diretor de neg\u00f3cios da alem\u00e3 Fraport, Felix Von Berg, confirmou a jornalistas neste m\u00eas o interesse da sociedade no aeroporto de Confins (Minas Gerais) e, principalmente, no Gale\u00e3o. Quem tamb\u00e9m j\u00e1 anunciou interesse no Gale\u00e3o, h\u00e1 uma semana, foi o presidente da Triunfo Participa\u00e7\u00f5es e Investimentos, Carlo Alberto Bottarelli.<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00f3 companhias abertas afirmaram o interesse. Em entrevista ao Valor neste m\u00eas, o presidente do grupo Galv\u00e3o, Dario Galv\u00e3o, anunciou que tem interesse no pacote.<\/p>\n<hr \/>\n<p>&#8216;Tempestade perfeita&#8217; atinge balan\u00e7os<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A safra de balan\u00e7os do segundo trimestre foi a pior dos \u00faltimos tempos. Entre 153 companhias abertas n\u00e3o financeiras que haviam divulgado seus n\u00fameros at\u00e9 a manh\u00e3 de ontem, 43 amargaram preju\u00edzo no per\u00edodo, o que equivale a quase 30% do total e mais do que o dobro do verificado no mesmo per\u00edodo de 2011.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros foram compilados pelo Valor Data e t\u00eam como base os dados da Economatica.<\/p>\n<p>O maior estrago nos balan\u00e7os foi causado pelo efeito da alta de 11% do d\u00f3lar sobre a d\u00edvida das empresas (veja mais abaixo).<\/p>\n<p>Mas diferentemente do que ocorreu no terceiro trimestre de 2011, quando o d\u00f3lar tinha subido quase 20%, ou mesmo no auge da crise de 2008, desta vez o lado operacional n\u00e3o compensou o efeito cambial negativo.<\/p>\n<p>Pelo contr\u00e1rio. Embora a receita desse grupo de 153 empresas tenha crescido 10,6% na compara\u00e7\u00e3o anual, para R$ 275 bilh\u00f5es de abril a junho, o lucro bruto das companhias recuou 4,7%, para R$ 80 bilh\u00f5es, e o lucro operacional diminuiu 27%, para R$ 37 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Olhando de outra forma, isso significa que as margens est\u00e3o mais apertadas &#8211; ou seja, a cada R$ 100 em vendas, sobra uma parcela menor de lucro.<\/p>\n<p>A margem bruta, que \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o entre o lucro bruto e a receita, caiu de quase 35% para 29%, o que \u00e9 um sinal de perda for\u00e7a competitiva. J\u00e1 a margem operacional (antes do resultado financeiro), que \u00e9 uma medida de efici\u00eancia e sofre bastante impacto da alta de gasto com pessoal, teve redu\u00e7\u00e3o de 7 pontos, para 13,4%.<\/p>\n<p>N\u00e3o bastasse o desempenho fraco na opera\u00e7\u00e3o, o resultado financeiro l\u00edquido das companhias &#8211; fortemente afetado pelo c\u00e2mbio &#8211; saiu de um ganho de R$ 1,78 bilh\u00e3o no segundo trimestre de 2011 para uma despesa de R$ 23,98 bilh\u00f5es de abril a junho deste ano.<\/p>\n<p>Isso fez com que a \u00faltima linha do balan\u00e7o das empresas tenha ficado em R$ 12,16 bilh\u00e3o, com queda de 67% em um ano.<\/p>\n<p>Maior empresa do pa\u00eds, a Petrobras foi a que chamou mais aten\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s ter registrado perda de R$ 1,35 bilh\u00e3o no trimestre &#8211; o primeiro preju\u00edzo trimestral desde a maxidesvaloriza\u00e7\u00e3o do real, no primeiro trimestre de 1999.<\/p>\n<p>Mas pode-se dizer que o desempenho negativo no segundo trimestre foi &#8220;democr\u00e1tico&#8221;, atingindo empresas de diferentes portes e setores, como petroqu\u00edmico, avia\u00e7\u00e3o, papel e celulose, bens de capital, incorpora\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria e agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Da amostra de 153 companhias, 92 tiveram piora no resultado l\u00edquido trimestral em compara\u00e7\u00e3o com igual per\u00edodo de 2011.<\/p>\n<p>A fabricante de implementos rodovi\u00e1rios Randon, por exemplo, teve o primeiro preju\u00edzo trimestral desde 2002. Segundo a empresa, &#8220;o desempenho refletiu as incertezas sobre o cen\u00e1rio macroecon\u00f4mico no pa\u00eds, provocadas pelo prolongamento da crise europeia e pela lenta recupera\u00e7\u00e3o dos EUA&#8221;.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m no vermelho, a Ind\u00fastrias Romi deixou o otimismo de lado. &#8220;Para efeito de planejamento, n\u00f3s estamos considerando o pior cen\u00e1rio&#8221;, disse Livaldo Aguiar dos Santos, presidente da companhia, na divulga\u00e7\u00e3o do balan\u00e7o.<\/p>\n<p>Depois do preju\u00edzo de R$ 715 milh\u00f5es, provocado pela alta do d\u00f3lar e pelo combust\u00edvel mais caro, a Gol reduziu todas as estimativas de desempenho para este ano e passou a prever margem operacional negativa.<\/p>\n<p>A incorporadora Cyrela, uma das maiores do setor, tamb\u00e9m reconheceu ontem que j\u00e1 considera improv\u00e1vel crescer de 10% a 15% em lan\u00e7amentos no ano, como esperava anteriormente.<\/p>\n<p>Para o diretor financeiro da ALL, Rodrigo Campos, o segundo trimestre &#8220;foi um dos mais dif\u00edceis enfrentados pela empresa&#8221;. Diante desse cen\u00e1rio, a meta de longo prazo, de crescimento anual de 10% no volume, n\u00e3o ser\u00e1 alcan\u00e7ada.<\/p>\n<p>Como consequ\u00eancia dos resultados e da perspectiva pouco otimista, diversas empresas est\u00e3o revendo seus planos.<\/p>\n<p>Segundo Carlos Fadigas, presidente da petroqu\u00edmica Braskem, a companhia vai rever o ritmo de investimento, com o objetivo de manter a liquidez e a rigidez financeira em um cen\u00e1rio de crise.<\/p>\n<p>O frigor\u00edfico Minerva foi outro que mostrou cautela e aumentou a posi\u00e7\u00e3o de caixa em R$ 260 milh\u00f5es. &#8220;N\u00e3o vemos uma situa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito bem resolvida&#8221;, disse o diretor financeiro, Edson Ticle.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nO Estado de S. 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