{"id":33763,"date":"2026-04-01T20:01:11","date_gmt":"2026-04-01T23:01:11","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=33763"},"modified":"2026-04-01T20:01:45","modified_gmt":"2026-04-01T23:01:45","slug":"sobre-as-contradicoes-interimperialistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33763","title":{"rendered":"Sobre as contradi\u00e7\u00f5es interimperialistas"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"33764\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33763\/image-8-7\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-8.png?fit=696%2C379&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"696,379\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"image (8)\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-8.png?fit=696%2C379&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-full wp-image-33764\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-8.png?resize=696%2C379&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"379\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-8.png?w=696&amp;ssl=1 696w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-8.png?resize=300%2C163&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 696px) 100vw, 696px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Jorge Cadima<\/p>\n<p>ODIARIO.INFO<\/p>\n<p>Assistimos a um acirrar de contradi\u00e7\u00f5es entre os EUA e outras pot\u00eancias imperialistas. Mas ao contr\u00e1rio do que se passou na virada dos S\u00e9culos XIX-XX, quando os imperialistas se digladiavam pelo controle de recursos, col\u00f4nias e mercados para assegurar a sua ulterior ascens\u00e3o e poder, a agudiza\u00e7\u00e3o das contradi\u00e7\u00f5es interimperialistas nos nossos dias \u00e9 marcada pela disputa para ver quem poder\u00e1 melhor escapar ao decl\u00ednio. \u00c9 o salve-se quem puder no conv\u00e9s do Titanic. A for\u00e7a e a viol\u00eancia, engolindo e pilhando quem for poss\u00edvel, s\u00e3o a forma privilegiada de melhorar a posi\u00e7\u00e3o relativa dos EUA. Mesmo que isso signifique pilhar os \u2018aliados\u2019 como a UE, Canad\u00e1, Inglaterra ou Jap\u00e3o. As verdadeiras raz\u00f5es destas disputas residem nas dificuldades que as velhas pot\u00eancias imperialistas est\u00e3o encontrando para perpetuar a sua domina\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria.<\/p>\n<p>\u00c9 da Hist\u00f3ria<\/p>\n<p>No bin\u00f4mio concerta\u00e7\u00e3o\/rivalidade que caracteriza o campo imperialista, a rivalidade ressurge com for\u00e7a. As contradi\u00e7\u00f5es entre grandes pot\u00eancias imperialistas n\u00e3o s\u00e3o uma novidade. L\u00eanin analisou em profundidade essa caracter\u00edstica permanente do capitalismo na sua fase imperialista. Na primeira metade do S\u00e9culo XX as rivalidades agudizaram-se a tal ponto que deram origem \u00e0 I Guerra Mundial e, embora com outras particularidades (exist\u00eancia da URSS), marcaram tamb\u00e9m a II Guerra Mundial. A profunda altera\u00e7\u00e3o na correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as verificada no final da II Grande Guerra (1) e o grande desafio hist\u00f3rico ao capitalismo mundial representado pelas revolu\u00e7\u00f5es socialistas (2), pelo poderoso ascenso do movimento de liberta\u00e7\u00e3o nacional e pelos enormes avan\u00e7os do movimento comunista no plano mundial, foram decisivos para que, durante anos, essas contradi\u00e7\u00f5es interimperialistas tenham passado para segundo plano (3). Face \u00e0 realidade sa\u00edda da derrota do nazifascismo, as classes dirigentes das restantes pot\u00eancias imperialistas aceitaram subordinar-se \u00e0 superpot\u00eancia norte-americana que encabe\u00e7ava a cruzada anticomunista da \u2018Guerra Fria\u2019. Essa subordina\u00e7\u00e3o manteve-se ap\u00f3s as contrarrevolu\u00e7\u00f5es que puseram temporariamente fim ao socialismo na Europa, no final do S\u00e9culo XX. As pot\u00eancias europeias procuraram manter a sua influ\u00eancia e os seus lucros no plano mundial participando ativamente, embora numa posi\u00e7\u00e3o de vassalos, na ofensiva global desencadeada pelo poderoso imperialismo norte-americano para recolonizar o planeta e reverter os avan\u00e7os de liberta\u00e7\u00e3o nacional e social que haviam marcado a fase anterior. Foi assim, da guerra para destruir a Iugosl\u00e1via at\u00e9 o genoc\u00eddio em Gaza.<\/p>\n<p>Hoje as contradi\u00e7\u00f5es interimperialistas estalam por toda a parte. A troca da \u2018economia real\u2019 pela fic\u00e7\u00e3o financeira que marcou as pot\u00eancias imperialistas nas \u00faltimas d\u00e9cadas, embora tenha assegurado superlucros parasit\u00e1rios, minou a sua for\u00e7a industrial e produtiva. Ao faz\u00ea-lo, minou a sua hegemonia planet\u00e1ria. Por debaixo da capa de um poder ilimitado do grande capital financeiro, com centro nos EUA, foram ocorrendo transforma\u00e7\u00f5es (deslocaliza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, desindustrializa\u00e7\u00e3o, endividamento massivo dos Estados imperialistas, crescimento galopante das desigualdades, da pobreza e da concentra\u00e7\u00e3o da riqueza) que provocam a (des)ordem mundial. Com a impetuosa ascens\u00e3o da China, a realidade econ\u00f4mica e produtiva j\u00e1 n\u00e3o corresponde hoje \u00e0 velha hegemonia pol\u00edtica das grandes pot\u00eancias imperialistas. As sucessivas bolhas especulativas (como a que atualmente rodeia a chamada Intelig\u00eancia Artificial) mascaram temporariamente a realidade, mas o multiplicar de crises econ\u00f4micas e financeiras prova que os problemas s\u00e3o de fundo. O descontentamento social e pol\u00edtico de largas massas nos pr\u00f3prios centros imperialistas \u00e9 uma realidade incontorn\u00e1vel, que condiciona a capacidade de domina\u00e7\u00e3o do grande capital financeiro (4). As atuais rivalidades interimperialistas refletem esta crise e a dificuldade do centro imperialista em encontrar uma sa\u00edda que preserve os seus lucros e o seu poder.<\/p>\n<p>Trump e a Estrat\u00e9gia de Seguran\u00e7a Nacional dos EUA<\/p>\n<p>A face mais vis\u00edvel da agudiza\u00e7\u00e3o das contradi\u00e7\u00f5es entre as grandes pot\u00eancias capitalistas \u00e9 representada pela Presid\u00eancia de Trump e pelos seus ataques, n\u00e3o apenas contra advers\u00e1rios, mas tamb\u00e9m contra os tradicionais vassalos dos EUA. A nova Estrat\u00e9gia de Seguran\u00e7a Nacional dos Estados Unidos (NSS, Dezembro de 2025) afirma explicitamente a sua ambi\u00e7\u00e3o de controle total do Hemisf\u00e9rio Ocidental (ou seja, do continente americano), com o chamado \u00abCorol\u00e1rio Trump da Doutrina Monroe\u00bb (5). Esse \u2018corol\u00e1rio\u2019 \u00e9 descrito assim: \u00abnegar aos concorrentes n\u00e3o-hemisf\u00e9ricos a possibilidade de [\u2026] adquirir ou controlar bens estrategicamente vitais no nosso Hemisf\u00e9rio\u00bb. As afirma\u00e7\u00f5es e a\u00e7\u00f5es de Trump mostram que esse objetivo n\u00e3o passa apenas por impedir que a China tenha normais rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas nas Am\u00e9ricas. Passa tamb\u00e9m por uma \u2018governan\u00e7a direta\u2019 dos EUA sobre os pa\u00edses do continente (como Trump afirmou querer fazer na Venezuela); um controle direto sobre os pontos de tr\u00e2nsito comercial (como o Canal do Panam\u00e1 ou os portos); a anexa\u00e7\u00e3o pelos EUA da Groenl\u00e2ndia, territ\u00f3rio sob jurisdi\u00e7\u00e3o da Dinamarca (pa\u00eds da UE e fervoroso \u2018aliado\u2019 dos EUA na OTAN); ou a amea\u00e7a expressa de anexar o pr\u00f3prio Canad\u00e1. Mas se os Estados Unidos querem negar a outros a possibilidade de ter normais rela\u00e7\u00f5es comerciais no Hemisf\u00e9rio Ocidental, n\u00e3o se cansam de afirmar que os EUA t\u00eam \u2018interesses vitais\u2019 um pouco por todo o mundo, da \u00c1sia-Pac\u00edfico ao Oriente M\u00e9dio e \u00c1frica.<\/p>\n<p>Quem pense que os EUA est\u00e3o \u2018recuando\u2019 de um papel global, encerrando-se no \u2018seu\u2019 Hemisf\u00e9rio, v\u00ea o desmentido logo na abertura da nova Estrat\u00e9gia de Seguran\u00e7a (NSS), que afirma a Am\u00e9rica Primeiro (America First): \u00abAssegurar que a Am\u00e9rica continue a ser, nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, o pa\u00eds mais forte, mais rico, mais poderoso e mais bem sucedido\u00bb. O problema \u00e9 que, como a NSS candidamente reconhece, os EUA n\u00e3o est\u00e3o hoje em condi\u00e7\u00f5es de alcan\u00e7ar esse objetivo: \u00abAs nossas elites enganaram-se de forma dram\u00e1tica ao avaliar a disponibilidade da Am\u00e9rica para suportar eternamente fardos globais que o povo americano n\u00e3o sentia como ligados ao interesse nacional. Superestimaram a capacidade de a Am\u00e9rica financiar, simultaneamente, um gigantesco Estado de bem-estar, regulamentado e administrativo, em conjunto com um enorme complexo militar, diplom\u00e1tico, de servi\u00e7os secretos e ajuda externa. Apostaram enormemente e de forma errada no globalismo e no chamado \u2018com\u00e9rcio livre\u2019, que esgar\u00e7ou a pr\u00f3pria classe m\u00e9dia e a base industrial sobre a qual assentava a proemin\u00eancia econ\u00f4mica e militar americana. [\u2026] Em suma, as nossas elites n\u00e3o apenas visaram um objetivo fundamentalmente indesej\u00e1vel e imposs\u00edvel, como, ao faz\u00ea-lo, minaram os pr\u00f3prios meios necess\u00e1rios para o alcan\u00e7ar\u00bb. Trump prop\u00f5e-se a reverter este estado de coisas. Se vai conseguir, ou se vai acabar por acelerar ulteriormente o decl\u00ednio dos EUA, \u00e9 o que est\u00e1 hoje em jogo. Mas, debaixo da fanfarronice agressiva, h\u00e1 reais debilidades e at\u00e9 desespero.<\/p>\n<p>\u00c9 rid\u00edculo o papel de v\u00edtima que Trump sistematicamente adota, queixando-se de que todo o planeta tem se \u2018aproveitado\u2019 a \u2018roubar\u2019 os Estados Unidos. A verdade \u00e9 precisamente o contr\u00e1rio: os EUA criaram as institui\u00e7\u00f5es internacionais vigentes e t\u00eam roubado e se aproveitado do resto do planeta. S\u00f3 que esse sistema, que durante d\u00e9cadas gerou superlucros para o grande capital dos EUA, deixou de garantir a sua hegemonia mundial. Foi com as regras made in USA que a China deu um salto qualitativo e retomou o seu lugar como maior economia mundial (6). E o gigante norte-americano j\u00e1 n\u00e3o tem a for\u00e7a econ\u00f4mica, financeira e mesmo militar, para sustentar as guerras em que se quer envolver em m\u00faltiplas frentes. O endividamento galopante faz com que o gigantesco or\u00e7amento militar dos EUA seja hoje ultrapassado pelos juros da descontrolada d\u00edvida p\u00fablica. A renova\u00e7\u00e3o da d\u00edvida expirada \u00e9 cada vez mais dif\u00edcil, face aos juros altos e \u00e0s desconfian\u00e7as crescentes sobre a seguran\u00e7a do dinheiro que aflui aos EUA. O papel do d\u00f3lar como moeda de reserva mundial est\u00e1 hoje amea\u00e7ado, e com ele um pilar fundamental do poderio global dos EUA.<\/p>\n<p>A NSS 2025 pode resumir-se na ideia de que os EUA precisam de uma reorienta\u00e7\u00e3o, de ganhar for\u00e7as e reindustrializar (\u00abo futuro pertence a quem fabrica\u00bb), a fim de poder voltar a impor (pela for\u00e7a) a sua supremacia mundial. Para isso precisam intimidar, para que n\u00e3o parem os investimentos e as compras de d\u00edvida dos EUA. E precisam que outros compartilhem os custos da sua gigantesca m\u00e1quina militar, que tanto tem contribu\u00eddo para o endividamento dos EUA. Da\u00ed a exig\u00eancia de um rearmamento acelerado dos seus \u2018aliados\u2019 europeus, com a ordem, prontamente aceita pela UE, de aumentar as suas despesas militares para 5% do PIB. Da\u00ed que a NSS queira ver os \u2018aliados\u2019 asi\u00e1ticos (como o Jap\u00e3o) \u00abincrementar e investir e \u2013 o que \u00e9 mais importante, fazer \u2013 muito mais em prol da defesa coletiva\u00bb. Tudo, naturalmente, sob as ordens de Washington.<\/p>\n<p>A NSS explicita que os EUA t\u00eam de refor\u00e7ar a sua base industrial militar, que j\u00e1 mostrou as suas lacunas: \u00abUma for\u00e7a militar forte e capaz n\u00e3o pode existir sem uma base industrial forte e capaz. A enorme clivagem revelada em conflitos recentes entre, por um lado drones e m\u00edsseis de baixo custo, e por outro os dispendiosos sistemas necess\u00e1rios para a defesa contra eles, tornou clara a nossa necessidade de mudar e nos adaptarmos. [\u2026] e temos de o fazer urgentemente\u00bb. Reconhecendo a incapacidade actual de ganhar a guerra da OTAN contra a R\u00fassia \u00e9 adiado o objectivo expresso na anterior Estrat\u00e9gia de Seguran\u00e7a Nacional de Biden (2022), de transformar a guerra na Ucr\u00e2nia num \u00abfracasso estrat\u00e9gico para a R\u00fassia\u00bb. Agora afirma-se que \u00ab\u00e9 interesse central dos Estados Unidos negociar uma r\u00e1pida cessa\u00e7\u00e3o de hostilidades na Ucr\u00e2nia, de forma a estabilizar as economias europeias, impedir uma escalada n\u00e3o intencional ou o alastramento da guerra, e restabelecer uma estabilidade estrat\u00e9gica com a R\u00fassia\u00bb. Pode ter mudado a t\u00e1tica, mas n\u00e3o mudou o objetivo. A NSS tamb\u00e9m modera o tom da confronta\u00e7\u00e3o com a China, mas todo o documento aponta no sentido de preparar um futuro conflito. Significativamente, afirma-se a \u00abprioridade estrat\u00e9gica fundamental [de] restabelecer a domina\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica americana (em petr\u00f3leo, g\u00e1s, carv\u00e3o e nuclear)\u00bb. Essa domina\u00e7\u00e3o permite \u2018fechar a torneira\u2019 aos concorrentes. Tamb\u00e9m por isso os ataques \u00e0 Venezuela e ao Ir\u00e3, e o apoio incondicional a Israel como ponta de lan\u00e7a da domina\u00e7\u00e3o do Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n<p>A NSS enquadra os ataques de Trump aos seus \u2018aliados\u2019 europeus. Afirma que \u00aba Europa permanece estrat\u00e9gica e culturalmente vital para os Estados Unidos. [\u2026] N\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o nos podemos dar ao luxo de dispensar a Europa [como] faz\u00ea-lo seria dar um tiro no p\u00e9 nos objetivos visados por esta Estrat\u00e9gia\u00bb. Mas n\u00e3o deixa de expressar a vontade de substituir os atuais dirigentes europeus, tal como o trumpismo faz nas estruturas de poder dos EUA. A NSS declara querer \u00abcultivar a resist\u00eancia no seio das na\u00e7\u00f5es europeias \u00e0 atual traject\u00f3ria da Europa\u00bb e \u00abpermitir que a Europa se erga sobre os seus p\u00e9s e que aja como um grupo de na\u00e7\u00f5es soberanas alinhadas, incluindo atrav\u00e9s da sua responsabiliza\u00e7\u00e3o pela sua pr\u00f3pria defesa\u00bb. \u00c9 revelador que os dirigentes europeus, lacaios dos EUA desde h\u00e1 muitos anos, se vejam agora com uma faca \u00e0s costas, empunhada n\u00e3o pela R\u00fassia que tanto combatem mas pela pot\u00eancia que sempre serviram sem hesita\u00e7\u00f5es e que agora exige ainda maior vassalagem, a bem de Tornar de Novo Grande a Am\u00e9rica (MAGA). Trump quer um \u2018cerrar de fileiras\u2019 imperialistas, sob as ordens dos EUA, para escalar o ataque contra os pa\u00edses que resistem e persistem em afirmar a sua soberania (Cuba, Venezuela, Palestina, entre outros) e criar condi\u00e7\u00f5es para o grande objetivo confessado de conter a China.<\/p>\n<p>Davos e as confiss\u00f5es de Carney<\/p>\n<p>As contradi\u00e7\u00f5es foram vis\u00edveis em janeiro de 2026 durante o F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial de Davos, que tradicionalmente junta a fina flor do grande capital mundial. O verniz estalou, sobretudo em torno da Groenl\u00e2ndia. O Ministro do Com\u00e9rcio dos EUA, Lutnick, afirmou: \u00abestamos em Davos para tornar algo cristalinamente claro: com o Presidente Trump o capitalismo tem um novo xerife da aldeia\u00bb. Provocou sa\u00eddas tempestuosas de v\u00e1rias personalidades dum jantar oficial, incluindo a Presidente do BCE Lagarde (7).<\/p>\n<p>Os dirigentes europeus aceitaram calados a destrui\u00e7\u00e3o \u00e0 bomba (no tempo de Biden) do seu gasoduto NordStream2, encomendado pela Alemanha para assegurar energia fi\u00e1vel e barata vinda da R\u00fassia. Foram entusi\u00e1sticos na sucess\u00e3o de pacotes de san\u00e7\u00f5es que, como disse de in\u00edcio o Ministro das Finan\u00e7as franc\u00eas, Le Maire, representam uma \u00abguerra econ\u00f4mica e financeira total\u00bb que iria \u00abcolapsar a economia\u00bb da R\u00fassia (Reuters, 1.3.22), mas que apenas tem ajudado a colapsar as economias europeias. Aceitam a acelerada desindustrializa\u00e7\u00e3o em curso na Alemanha e o endividamento galopante, resultante da pol\u00edtica de forte militariza\u00e7\u00e3o, que querem ainda incrementar. Desarmaram-se, enviando parte importante do seu arsenal militar para ser destru\u00eddo na Ucr\u00e2nia. Tudo isso aumentou a sua depend\u00eancia face aos EUA. E agora v\u00eaem-se rejeitados pelo amo que t\u00e3o empenhadamente serviram e que ataca a UE e amea\u00e7a anexar a Groenl\u00e2ndia (talvez para comemorar os 250 anos da independ\u00eancia dos EUA, em julho?)<\/p>\n<p>Falou-se muito do discurso em Davos do Primeiro Ministro do Canad\u00e1, Mark Carney, saudado por muitos como um novo guru anti-Trump. Carney n\u00e3o \u00e9 apenas PM do Canad\u00e1. Faz parte da elite da alta finan\u00e7a e, inusitadamente, foi Governador dos Bancos Centrais de dois diferentes pa\u00edses: Canad\u00e1 (2008-13) e Inglaterra (2013-20). N\u00e3o fala s\u00f3 por si. Mas vale a pena ler aquilo que Carney realmente afirmou. Trata-se de uma confiss\u00e3o not\u00e1vel: \u00abDurante d\u00e9cadas, pa\u00edses como o Canad\u00e1 prosperaram sob aquilo a que cham\u00e1vamos ordem internacional baseada em regras (8). Aderimos \u00e0s suas institui\u00e7\u00f5es, elogiamos os seus princ\u00edpios e nos beneficiamos da sua previsibilidade. [\u2026] Sab\u00edamos que a hist\u00f3ria desta ordem internacional era parcialmente falsa. Que os mais fortes se eximiriam quando lhes fosse conveniente. Que as regras comerciais eram aplicadas de forma assim\u00e9trica. E que o direito internacional se aplicava com rigor variado, dependendo da identidade do acusado ou da v\u00edtima. Esta fic\u00e7\u00e3o foi \u00fatil [\u2026]. E foi por isso que colocamos o cartaz na vitrine. Participamos dos rituais. E evitamos, em boa parte, salientar a clivagem entre ret\u00f3rica e realidade. Este acordo j\u00e1 n\u00e3o funciona.\u00bb Tradu\u00e7\u00e3o: enquanto ganhamos alguns trocos, mentimos (conscientemente) e fomos coniventes. Mas agora querem nos cortar a mesada e assim j\u00e1 n\u00e3o queremos brincar. Soa bem dizer: \u00abN\u00e3o se pode viver numa mentira de benef\u00edcio m\u00fatuo pela via da integra\u00e7\u00e3o, quando a integra\u00e7\u00e3o se torna a fonte da nossa subordina\u00e7\u00e3o. [\u2026] E tudo isto traz de volta a soberania\u00bb. Podia estar falando da Uni\u00e3o Europeia, mas n\u00e3o est\u00e1: n\u00e3o questiona essa mentira. Durante d\u00e9cadas o Canad\u00e1 \u2013 e a UE \u2013 participaram nas guerras e agress\u00f5es conduzidas pelos EUA para impor a mentira e destruir a soberania de terceiros (9). Nem o genoc\u00eddio em Gaza provocou a ruptura. Carney, enquanto Governador do Banco de Inglaterra, foi pessoalmente respons\u00e1vel pelo congelamento do ouro da Venezuela depositado em Londres (10). A \u00abfic\u00e7\u00e3o\u00bb estava bem quando o Canad\u00e1\/UE (ou melhor, o grande capital do Canad\u00e1\/UE) com ela lucrava. Mas deixou de ser aceit\u00e1vel agora que os EUA querem tudo para si. Bem prega Frei Tom\u00e1s Carney\u2026<\/p>\n<p>Com um \u00fanico discurso, Carney deitou por terra a nova liturgia de que estamos perante um confronto entre \u2018democracias\u2019 e \u2018autoritarismos\u2019. O autoritarismo era \u2018democr\u00e1tico\u2019 e \u2018liberal\u2019 quando o capital financeiro euro-canadiano tamb\u00e9m recebia uma comiss\u00e3o. Passou a n\u00e3o ser \u00abaceit\u00e1vel\u00bb quando os EUA querem decidir a partilha do butim. E porque haveria de ser \u00abaceit\u00e1vel\u00bb para os povos do mundo que sempre foram v\u00edtimas da \u00abfic\u00e7\u00e3o\u00bb? E a \u00abfic\u00e7\u00e3o\u00bb voltar\u00e1 a ser \u00abaceit\u00e1vel\u00bb se amanh\u00e3 as comadres fizerem as pazes (com ou sem Trump)? \u00c9 que ficou escrito que era tudo uma fic\u00e7\u00e3o. E quando as m\u00e1scaras caem, fica a mem\u00f3ria da verdadeira cara que elas escondiam.<\/p>\n<p>As \u00abpot\u00eancias m\u00e9dias\u00bb n\u00e3o parecem querer romper com a sua vassalagem, mas gemem. A prociss\u00e3o de seus dirigentes rumo \u00e0 China nos \u00faltimos meses confirma isso. O que \u00e9 certo \u00e9 que a UE est\u00e1 se aproveitando da confus\u00e3o para, violando as suas pr\u00f3prias regras, refor\u00e7ar o federalismo e esmagar ainda mais a soberania dos seus pa\u00edses, ao mesmo tempo que acelera a militariza\u00e7\u00e3o (e o endividamento).<\/p>\n<p>Igualmente certo \u00e9 que todas as pot\u00eancias imperialistas coincidem no ataque aos povos e na destrui\u00e7\u00e3o dos seus direitos, bem como na pilhagem dos sistemas p\u00fablicos de seguran\u00e7a social e nas poupan\u00e7as dos cidad\u00e3os, para financiar os seus planos militaristas e belicistas.<\/p>\n<p>O futuro dir\u00e1 se o acirramento das contradi\u00e7\u00f5es vai prosseguir ou n\u00e3o. E em que medida vai contribuir para acentuar o decl\u00ednio conjunto de todas as velhas pot\u00eancias imperialistas (11).<\/p>\n<p>Os povos<\/p>\n<p>Como \u00e9 evidente, nada disto \u00e9 do interesse dos povos. \u00c9 bom que as comadres se zanguem, para nos irem contando algumas verdades. Mas as contradi\u00e7\u00f5es que agora se evidenciam entre diferentes grupos do grande capital e diferentes Estados imperialistas n\u00e3o s\u00e3o \u2018a nossa guerra\u2019. Nada de bom h\u00e1 a esperar, nem de Trump, nem de Carney, nem de von der Leyen ou Costa.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o quer dizer que seja indiferente para os povos o rumo que os acontecimentos venham a tomar ou as caracter\u00edsticas espec\u00edficas (e for\u00e7a relativa) das v\u00e1rias fac\u00e7\u00f5es em confronto. A Hist\u00f3ria do S\u00e9culo XX ensina que as rivalidades podem rapidamente escalar para confronta\u00e7\u00f5es abertas, e tamb\u00e9m para um salto qualitativo do militarismo e autoritarismo que sempre acompanha a passagem \u00e0 fase da confronta\u00e7\u00e3o. Mas \u00e9 na for\u00e7a e a\u00e7\u00e3o dos povos que reside a sa\u00edda.<\/p>\n<p>A deriva fascizante do poder trumpiano mostra, sem m\u00e1scaras, a verdadeira (mas n\u00e3o nova) natureza do imperialismo norte-americano. N\u00e3o atinge apenas pa\u00edses terceiros. S\u00e3o todos os povos que est\u00e3o na mira, incluindo o povo dos EUA, como mostra a ocupa\u00e7\u00e3o militar de v\u00e1rias cidades pelos capangas do ICE, que em Minneapolis se transformou numa luz verde para fuzilamentos nas ruas (12). O terror sionista contra o povo da Palestina est\u00e1 fazendo escola junto das for\u00e7as militarizadas ou policiais que patrulham as ruas dos EUA, o que n\u00e3o \u00e9 uma coincid\u00eancia pois boa parte delas s\u00e3o treinadas pelas suas cong\u00eaneres israelenses (13). Mas a escalada autorit\u00e1ria e militarista tamb\u00e9m \u00e9 uma realidade aqu\u00e9m-Atl\u00e2ntico, como se v\u00ea na inqualific\u00e1vel repress\u00e3o \u00e0 solidariedade com a Palestina em pa\u00edses como a Alemanha e Inglaterra; na viol\u00eancia da repress\u00e3o das lutas de massas na Fran\u00e7a; na insist\u00eancia da UE na tresloucada escalada de confronta\u00e7\u00e3o com a R\u00fassia; na sua recusa em romper com o desrespeito sistem\u00e1tico do direito internacional; na insist\u00eancia na ofensiva contra os trabalhadores e os povos. N\u00e3o deve haver ilus\u00f5es sobre a natureza da UE. A coniv\u00eancia com a barb\u00e1rie de Gaza fala por si. Est\u00e1 na continuidade do passado colonialista e fascista dos imperialismos europeus.<\/p>\n<p>Os tempos atuais s\u00e3o muito perigosos. O ascenso do fascismo, do militarismo, do anticomunismo e dos ataques \u00e0 democracia a que assistimos um pouco por toda a parte n\u00e3o \u00e9 um acaso. \u00c9 fruto deste aprofundar da crise do imperialismo e da promo\u00e7\u00e3o pelo grande capital do \u2018partido da guerra\u2019. As rivalidades e clivagens crescentes contribuem para aprofundar ainda mais essa crise. N\u00e3o se pode excluir, num prazo mais ou menos curto, viragens repentinas, uma escalada descontrolada das agress\u00f5es e guerras, ou a eclos\u00e3o de novas e mais violentas crises financeiras, com os j\u00e1 conhecidos custos para os trabalhadores e povos.<\/p>\n<p>Ainda h\u00e1 poucos anos nos garantiam que, com a vaga contrarrevolucion\u00e1ria do final do s\u00e9culo, a Hist\u00f3ria tinha chegado ao fim. Que isso era fic\u00e7\u00e3o at\u00e9 j\u00e1 \u00e9 reconhecida pelos pr\u00f3prios. A Hist\u00f3ria, e a luta, continuam. \u00c9 importante lembrar as li\u00e7\u00f5es do passado e aprender rapidamente as li\u00e7\u00f5es do presente. Para que os povos fa\u00e7am ouvir a sua voz. Antes que seja tarde.<\/p>\n<p>Notas<br \/>\n(1) A correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as, global e entre pot\u00eancias imperialistas, foi profundamente alterada pelo prest\u00edgio e for\u00e7a da vitoriosa Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e por avan\u00e7os revolucion\u00e1rios no plano mundial; pela derrota da Alemanha, It\u00e1lia e Jap\u00e3o; pela esmagadora hegemonia econ\u00f3mica e financeira com que os EUA emergiram da Guerra; pelo decl\u00ednio resultante do endividamento do Imp\u00e9rio Brit\u00e2nico face aos EUA e o colaboracionismo da classe dirigente da Fran\u00e7a com Hitler; pela luta dos povos colonizados que viria a p\u00f4r fim aos imp\u00e9rios coloniais.<br \/>\n(2) Ap\u00f3s o triunfo da Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro na R\u00fassia, foram as revolu\u00e7\u00f5es na China, Vietn\u00e3, Coreia, Cuba, entre outros pa\u00edses.<br \/>\n(3) Sem desaparecer totalmente. Vejam-se, por exemplo, a crise do Suez em 1956 ou as clivagens em torno da invas\u00e3o do Iraque em 2003.<br \/>\n(4) Ver o discurso de Larry Fink, patr\u00e3o do gigantesco fundo financeiro BlackRock, no F\u00f3rum Econ\u00f3mico de Davos, em Janeiro de 2026.<br \/>\n(5) Sobre os 200 anos da Doutrina Monroe original, ver artigo in O Militante, N.\u00ba 388, Janeiro de 2024.<br \/>\n(6) Apesar das taxas aduaneiras e das san\u00e7\u00f5es de Trump, o excedente comercial da China atingiu $1,2 bilh\u00f5es em 2025, ultrapassando pela primeira vez o bilh\u00e3o de d\u00f3lares (https:\/\/apnews.com\/article\/china-economy-trade-surplus-record-59f6fcc80ee3afc204a024f57766d319<br \/>\n(7) financialexpress.com, 21.1.2026<br \/>\n(8) N\u00e3o confundir esta express\u00e3o com o direito internacional. A \u2018ordem internacional baseada em regras\u2019 \u00e9 um chav\u00e3o inventado para encobrir as viola\u00e7\u00f5es do direito internacional levadas a cabo pelo imperialismo.<br \/>\n(9) A lista de guerras e agress\u00f5es ilegais \u00e9 infind\u00e1vel: Palestina, Iraque, L\u00edbia, S\u00edria, L\u00edbano, Afeganist\u00e3o, Ir\u00e3, Iugosl\u00e1via, Cuba, Venezuela, Vietname, Coreia, etc.<br \/>\n(10) Why is Venezuela\u2019s gold still frozen in the Bank of England?, https:\/\/www.declassifieduk.org<br \/>\n(11) O esc\u00e2ndalo Epstein confirma, n\u00e3o apenas a podrid\u00e3o que grassa no seio das classes dominantes, mas tamb\u00e9m que a chantagem \u00e9 uma arma importante para manter alinhados os executantes das pol\u00edticas determinadas por quem realmente comanda.<br \/>\n(12) \u00c9 de registar a not\u00e1vel resposta de massas da popula\u00e7\u00e3o de Minneapolis: https:\/\/twitter.com\/i\/status\/2014841137802969216<br \/>\n(13) E j\u00e1 assim era em 2016, antes da primeira elei\u00e7\u00e3o de Trump: https:\/\/www.amnestyusa.org\/blog\/with-whom-are-many-u-s-police-departments-training-with-a-chronic-human-rights-violator-israel\/<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.omilitante.pcp.pt\/pt\/401\/Internacional\/2247\/Sobre-as-contradi%C3%A7%C3%B5es-inter-imperialistas.htm?tpl=142\">https:\/\/www.omilitante.pcp.pt\/pt\/401\/Internacional\/2247\/Sobre-as-contradi%C3%A7%C3%B5es-inter-imperialistas.htm?tpl=142<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33763\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[73,38,65,10],"tags":[228],"class_list":["post-33763","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c86-anti-imperialismo","category-c43-imperialismo","category-c78-internacional","category-s19-opiniao","tag-5b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8Mz","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33763","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33763"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33763\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33765,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33763\/revisions\/33765"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33763"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33763"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33763"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}