{"id":33804,"date":"2026-04-15T23:04:37","date_gmt":"2026-04-16T02:04:37","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=33804"},"modified":"2026-04-15T23:04:37","modified_gmt":"2026-04-16T02:04:37","slug":"que-tipo-de-ubes-precisamos-hoje","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33804","title":{"rendered":"Que tipo de UBES precisamos hoje?"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"33805\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33804\/image-46\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-1.png?fit=1600%2C2000&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1600,2000\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"image\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-1.png?fit=720%2C900&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-large wp-image-33805\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-1.png?resize=720%2C900&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"900\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-1.png?resize=720%2C900&amp;ssl=1 720w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-1.png?resize=240%2C300&amp;ssl=1 240w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-1.png?resize=768%2C960&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-1.png?resize=1229%2C1536&amp;ssl=1 1229w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-1.png?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-1.png?w=1494&amp;ssl=1 1494w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Manifesto da UJC e do MEP rumo ao 46\u00ba CONUBES<\/p>\n<p>No Brasil e no mundo<\/p>\n<p>Por meio das articuladas investidas das classes dominantes latino-americanas em conjunto com as for\u00e7as imperialistas, vivemos uma etapa hist\u00f3rica marcada pela crise estrutural do capitalismo e pelo avan\u00e7o da extrema-direita em diversas regi\u00f5es do mundo, fen\u00f4meno que n\u00e3o se limita a disputas eleitorais pontuais, mas expressa uma reorganiza\u00e7\u00e3o profunda das for\u00e7as pol\u00edticas da burguesia em escala internacional. Essa crise se desdobra em uma ofensiva imperialista renovada, na intensifica\u00e7\u00e3o das guerras e na reorganiza\u00e7\u00e3o da hegemonia burguesa global, atingindo de maneira particular os povos da Am\u00e9rica Latina, que se encontram como alvos permanentes de inger\u00eancias econ\u00f4micas e pol\u00edticas.<\/p>\n<p>No Brasil, embora Bolsonaro tenha sido derrotado eleitoralmente na disputa presidencial em 2022, isso n\u00e3o significou uma derrota pol\u00edtica e ideol\u00f3gica do bolsonarismo, nem da extrema-direita como um todo. Seus representantes, de car\u00e1ter tipicamente fascista, continuam organizados e mobilizando suas bases sociais, que seguem crescendo e levantando as bandeiras da classe dominante no Brasil. Diante desse cen\u00e1rio, o atual governo n\u00e3o s\u00f3 escolheu n\u00e3o encampar diversas das pautas centrais da classe trabalhadora, como tamb\u00e9m atuou ativamente pela aprova\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de estrangulamento do or\u00e7amento estatal voltado a \u00e1reas cruciais, como sa\u00fade, previd\u00eancia e educa\u00e7\u00e3o p\u00fablicas, em favor do setor privado, financeirizado e integrado internacionalmente.<\/p>\n<p>O teto de gastos, dispositivo de austeridade aprovado em 2016, durante o governo golpista de Temer, foi implementado dando sequ\u00eancia ao projeto neoliberal adotado como pol\u00edtica de Estado e segue sendo refor\u00e7ado por todos os governos desde ent\u00e3o. Isso n\u00e3o foi diferente no terceiro mandato de Lula, por meio da lei do arcabou\u00e7o fiscal, o chamado \u201cnovo teto de gastos\u201d, que d\u00e1 prosseguimento \u00e0 pol\u00edtica econ\u00f4mica de austeridade fiscal. Dessa forma, o atual governo busca legitimar a narrativa de que \u00e9 necess\u00e1rio cortar gastos prim\u00e1rios em setores essenciais para \u201cequilibrar as contas\u201d, ao mesmo tempo em que destina montantes estratosf\u00e9ricos ao pagamento da d\u00edvida p\u00fablica, favorecendo apenas a grande burguesia.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, isso significa menos direitos b\u00e1sicos para o conjunto dos trabalhadores e trabalhadoras em nosso pa\u00eds, que ainda se deparam com um poder de compra reduzido. Como parte dessa pol\u00edtica, o governo negocia com a burguesia e seus representantes e se nega a apostar na ampla mobiliza\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora, mesmo diante da n\u00edtida amplia\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o dos setores respons\u00e1veis pela tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023. Observa-se, no geral, uma continuidade e atualiza\u00e7\u00e3o de contrarreformas encabe\u00e7adas por governos anteriores, como a da previd\u00eancia de 2019, que se combinam com uma atua\u00e7\u00e3o voltada ao apassivamento da classe trabalhadora, t\u00edpica dos governos petistas, revelando uma pol\u00edtica rebaixada e distante daquela prometida em campanha.<\/p>\n<p>No campo da educa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o seria diferente. A contrarreforma do ensino m\u00e9dio, encabe\u00e7ada por Temer em 2017, n\u00e3o foi revogada pelo governo Lula ap\u00f3s 2022, que, em vez disso, prop\u00f4s atualiza\u00e7\u00f5es em 2024 com o chamado Novo Ensino M\u00e9dio (NEM). Com forte press\u00e3o do movimento estudantil, em 2025 o projeto sofreu altera\u00e7\u00f5es que buscaram promover uma falsa ideia de revoga\u00e7\u00e3o parcial, mas ainda no sentido oposto a qualquer tentativa concreta de revers\u00e3o do desmonte da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica dos \u00faltimos anos, operando pela manuten\u00e7\u00e3o de seu direcionamento pol\u00edtico.<\/p>\n<p>O NEM representou a implementa\u00e7\u00e3o de princ\u00edpios neoliberais na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), privilegiando disciplinas como empreendedorismo em detrimento de mat\u00e9rias essenciais para a forma\u00e7\u00e3o cr\u00edtica dos estudantes. Esse modelo neoliberal de educa\u00e7\u00e3o \u00e9 implementado com base no sistema educacional dos Estados Unidos, com o ensino estruturado para atender \u00e0s demandas do mercado de trabalho, particularmente do setor de com\u00e9rcio e servi\u00e7os, altamente precarizado, marcado pela terceiriza\u00e7\u00e3o, pela destrui\u00e7\u00e3o da CLT e pela quase inexist\u00eancia de direitos trabalhistas ou progress\u00e3o de carreira. Al\u00e9m disso, o modelo n\u00e3o dialoga com o Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio (ENEM), desfavorecendo ainda mais os estudantes de escolas p\u00fablicas, que n\u00e3o ter\u00e3o acesso adequado \u00e0s disciplinas fundamentais para a prepara\u00e7\u00e3o para o funil que \u00e9 o vestibular.<\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o que queremos: por uma Escola Popular!<\/p>\n<p>O Movimento por uma Escola Popular (MEP) e a Uni\u00e3o da Juventude Comunista (UJC), prop\u00f5e uma educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica em que seja poss\u00edvel uma participa\u00e7\u00e3o efetiva dos estudantes, docentes e da comunidade em geral, para al\u00e9m da formalidade, com um projeto radicalmente democr\u00e1tico. O projeto do MEP entende que para alcan\u00e7armos uma escola que contemple as necessidades de nossa classe e sua juventude, precisamos atuar enquanto classe e de maneira independente. Sendo assim, a Escola Popular deve ser criada por estudantes e trabalhadores no processo de luta de classes, orientada pela estrat\u00e9gia socialista. Portanto, a Escola Popular s\u00f3 poder\u00e1 ser plenamente desenvolvida junto \u00e0 tomada do poder pela classe trabalhadora no Brasil. Por\u00e9m, na luta pelo socialismo, existem conquistas imediatas que podem apontar sentido revolucion\u00e1rio, e servem para fortalecer o movimento estudantil e sindical, assim como combater a hegemonia burguesa junto aos jovens.<\/p>\n<p>Sendo assim, quando nos organizamos para lutar contra o NEM \u2013 para nos atermos a um exemplo \u2013 n\u00e3o lutamos apenas para que este seja revogado e por uma Educa\u00e7\u00e3o de mais qualidade, com liberdade para o pensamento cr\u00edtico e contra as novas express\u00f5es do ide\u00e1rio liberal, pr\u00f3prias da forma\u00e7\u00e3o da nossa juventude para o trabalho precarizado. Nossa mobiliza\u00e7\u00e3o contra o NEM \u00e9, tamb\u00e9m, de maneira indissoci\u00e1vel, uma disputa da juventude da classe trabalhadora para um horizonte socialista, por meio da articula\u00e7\u00e3o da luta cotidiana com a estrat\u00e9gia socialista. Nesse sentido, a Escola Popular, para articular essa luta, deve manter uma unidade de luta pol\u00edtica com estudantes, professores, respons\u00e1veis e a comunidade como um todo, compreendendo que \u00e9 uma coletiva.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma grande luta, e s\u00f3 pode ser levada adiante com os instrumentos adequados, sendo importante o trabalho junto a entidades de massa que sejam orientadas pela pr\u00e1tica revolucion\u00e1ria. A Escola Popular \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica, estatal, com or\u00e7amento e estrutura adequados para garantir uma educa\u00e7\u00e3o integral, polit\u00e9cnica e omnilateral, isto \u00e9, comprometida com toda a complexidade do conhecimento humano, cient\u00edfico, art\u00edstico e com o conhecimento das t\u00e9cnicas modernas de produ\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma institui\u00e7\u00e3o radicalmente democr\u00e1tica, com voto universal para todos os estudantes e trabalhadores, com a participa\u00e7\u00e3o destes na elabora\u00e7\u00e3o dos planejamentos pol\u00edtico-pedag\u00f3gicos e or\u00e7ament\u00e1rios da escola. \u00c9 uma institui\u00e7\u00e3o comprometida com o desenvolvimento da sua comunidade, com o horizonte hist\u00f3rico do Socialismo e com a constru\u00e7\u00e3o do Poder Popular.<\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o \u00e9, antes de tudo, um campo estrat\u00e9gico de disputa pol\u00edtica e ideol\u00f3gica; a escola n\u00e3o \u00e9 neutra, pois tem uma atua\u00e7\u00e3o fundamental na forma\u00e7\u00e3o de consci\u00eancias, valores e projetos de sociedade. N\u00e3o por acaso, tornou-se elemento central nas disputas eleitorais recentes, sendo constantemente instrumentalizada como bandeira ret\u00f3rica, ainda que as estruturas profundas permane\u00e7am intocadas. Ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es de 2022, longe de romper com o projeto anterior, o governo manteve a espinha dorsal das pol\u00edticas neoliberais na educa\u00e7\u00e3o. A perman\u00eancia do Novo Ensino M\u00e9dio evidencia essa continuidade, consolidando-o como parte central dos ataques \u00e0 juventude trabalhadora. O NEM promove um esvaziamento curricular evidente, reduzindo o espa\u00e7o das disciplinas cient\u00edficas e art\u00edsticas e fragmentando o conhecimento. Em seu lugar, avan\u00e7a o tecnicismo, o empreendedorismo abstrato e uma forma\u00e7\u00e3o voltada \u00e0 adapta\u00e7\u00e3o ao trabalho precarizado.<\/p>\n<p>Diante dessa conjuntura, defendemos a revoga\u00e7\u00e3o total e imediata do Novo Ensino M\u00e9dio como condi\u00e7\u00e3o m\u00ednima para reorganizar a educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica em bases realmente populares e cient\u00edficas. Entretanto, o ataque n\u00e3o se limita ao curr\u00edculo: a privatiza\u00e7\u00e3o avan\u00e7a por meio de terceiriza\u00e7\u00f5es, parcerias p\u00fablico-privadas e funda\u00e7\u00f5es empresariais que passam a definir conte\u00fados, avalia\u00e7\u00f5es e m\u00e9todos. Paralelamente, a militariza\u00e7\u00e3o e as escolas c\u00edvico-militares aprofundam a supress\u00e3o da democracia escolar, restringindo a liberdade de organiza\u00e7\u00e3o e express\u00e3o dos estudantes.<\/p>\n<p>J\u00e1 as condi\u00e7\u00f5es materiais de estudo tamb\u00e9m seguem precarizadas: alimenta\u00e7\u00e3o insuficiente, transporte irregular, salas sem climatiza\u00e7\u00e3o adequada e infraestrutura deteriorada s\u00e3o realidades cotidianas. A expans\u00e3o dos Institutos Federais, embora anunciada como avan\u00e7o, n\u00e3o vem acompanhada de garantia proporcional de or\u00e7amento e assist\u00eancia estudantil. Tal expans\u00e3o encontra limites objetivos na Lei Or\u00e7ament\u00e1ria Anual (LOA) de 2026 e no condicionamento via Projeto de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC), que subordina investimentos educacionais a crit\u00e9rios fiscais restritivos, que n\u00e3o enxergam a educa\u00e7\u00e3o como direito e apenas como gasto.<\/p>\n<p>Muitos estudantes t\u00eam seu direito a educa\u00e7\u00e3o constantemente cerceado pela viol\u00eancia policial, que coloca a vida de jovens em risco, fecha escolas e se justifica a partir do genoc\u00eddio da juventude pobre e negra em nosso pa\u00eds. \u00c9 importante apontar que a precariza\u00e7\u00e3o estrutural da educa\u00e7\u00e3o e essa pol\u00edtica de morte que coloca o jovem como alvo fazem parte de um mesmo projeto das classes dominantes para a juventude brasileira. Nessa perspectiva, a autonomia dos gr\u00eamios estudantis deve ser princ\u00edpio inegoci\u00e1vel da democracia escolar. Contudo, o que se observa \u00e9 a recorrente viol\u00eancia institucional contra os gr\u00eamios, por meio de intromiss\u00f5es de diretorias, burocratiza\u00e7\u00e3o excessiva e persegui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas a estudantes organizados.<\/p>\n<p>A UBES \u00e9 nossa! Por uma entidade combativa!<\/p>\n<p>A Uni\u00e3o Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) possui um hist\u00f3rico de lutas que \u00e9 motivo de orgulho para todo o movimento estudantil. Encabe\u00e7ou mobiliza\u00e7\u00f5es como \u201cO Petr\u00f3leo \u00e9 Nosso\u201d, a resist\u00eancia \u00e0 ditadura militar, a conquista do passe estudantil e a Primavera Secundarista de 2016. Por\u00e9m, com a chegada da chamada \u201conda rosa\u201d no Brasil e dos governos progressistas, esse processo culminou no deslocamento das \u00faltimas gest\u00f5es da UBES para a retaguarda da luta. As for\u00e7as dirigentes da entidade passaram a buscar a concilia\u00e7\u00e3o com setores da burguesia e a priorizar o alinhamento com as institui\u00e7\u00f5es governamentais.<\/p>\n<p>Assim, o principal instrumento de mobiliza\u00e7\u00e3o da luta secundarista deixou de cumprir sua fun\u00e7\u00e3o priorit\u00e1ria de liderar, representar e mobilizar os estudantes em busca de conquistas para a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, passando a se tornar um bra\u00e7o dos governos. Esse processo se d\u00e1, por um lado, como efeito da in\u00e9rcia da UBES: o afastamento dos pr\u00f3prios estudantes, que passam a ser contemplados com atividades voltadas ao cumprimento de agenda e com debates pol\u00edticos rebaixados, ou mesmo meramente virtuais. Por outro lado, a gest\u00e3o majorit\u00e1ria da entidade utiliza mecanismos para manter sua hegemonia no controle da UBES, limitando a participa\u00e7\u00e3o do campo de oposi\u00e7\u00e3o nos processos de tomada de decis\u00e3o.<\/p>\n<p>Desse modo, a democracia interna \u00e9 intencionalmente reduzida, de forma que o campo majorit\u00e1rio consiga impor uma agenda que s\u00f3 promove algum n\u00edvel de enfrentamento quando isso n\u00e3o entra em choque com os interesses do governo petista, como ocorreu durante o per\u00edodo da gest\u00e3o de extrema-direita de Jair Bolsonaro. Essa problem\u00e1tica se evidencia ainda mais quando os direitos estudantis n\u00e3o est\u00e3o presentes na agenda do governo do campo democr\u00e1tico-popular.<\/p>\n<p>A postura governista, de submiss\u00e3o ao Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, deve ser superada por meio da presen\u00e7a no ch\u00e3o da escola e do trabalho de base como eixo central da organiza\u00e7\u00e3o do movimento secundarista e da juventude como um todo. A juventude organizada tem a responsabilidade de guiar e direcionar os rumos da luta pela educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica p\u00fablica, gratuita e popular.<\/p>\n<p>Isso s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel quando revertermos o enfraquecimento dos gr\u00eamios estudantis, retomarmos a luta pela revoga\u00e7\u00e3o total do Novo Ensino M\u00e9dio, ampliarmos as pol\u00edticas de assist\u00eancia estudantil dentro e fora dos Institutos Federais e reconstruirmos uma dire\u00e7\u00e3o combativa da UBES. A Uni\u00e3o da Juventude Comunista e o Movimento por uma Escola Popular entendem que a UBES n\u00e3o \u00e9 um fim em si mesma, mas uma ferramenta de transforma\u00e7\u00e3o e emancipa\u00e7\u00e3o da juventude.<\/p>\n<p>Vem com a UJC e o MEP pela UBES combativa, porque A ESCOLA \u00c9 NOSSA!<\/p>\n<p>Movimento por uma Escola Popular (MEP)<br \/>\nUni\u00e3o da Juventude Comunista (UJC)<\/p>\n<p>Arte: <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/contra_capital_\">@contra_capital_<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/ujc.org.br\/manifesto-da-ujc-e-do-mep-rumo-ao-46o-conubes\/\">https:\/\/ujc.org.br\/manifesto-da-ujc-e-do-mep-rumo-ao-46o-conubes\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33804\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[6,27],"tags":[224,247],"class_list":["post-33804","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s5-juventude","category-c27-ujc","tag-3b","tag-jd"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8Ne","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33804","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33804"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33804\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33806,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33804\/revisions\/33806"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33804"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33804"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33804"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}