{"id":33822,"date":"2026-04-25T19:35:20","date_gmt":"2026-04-25T22:35:20","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=33822"},"modified":"2026-04-25T19:35:20","modified_gmt":"2026-04-25T22:35:20","slug":"unidade-de-classe-contra-a-lgbtfobia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33822","title":{"rendered":"Unidade de classe contra a LGBTfobia!"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"33823\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33822\/image-2-24\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-2-1.png?fit=1600%2C900&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1600,900\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"image (2)\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-2-1.png?fit=747%2C420&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-large wp-image-33823\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-2-1.png?resize=747%2C420&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"747\" height=\"420\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-2-1.png?resize=900%2C506&amp;ssl=1 900w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-2-1.png?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-2-1.png?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-2-1.png?resize=1536%2C864&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/image-2-1.png?w=1600&amp;ssl=1 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><!--more--><\/p>\n<p><strong>Nenhuma opress\u00e3o a mais, nenhuma luta a menos!<\/strong><\/p>\n<p>Nos \u00faltimos dias, tem se feito um debate na internet relativo ao movimento LGBTI+ e \u00e0 luta revolucion\u00e1ria da classe trabalhadora. Na figura de influenciadores de esquerda na internet, tem se discutido se a classe trabalhadora em si defende ou n\u00e3o a luta da popula\u00e7\u00e3o LGBTI+ e se todo trabalhador de esquerda, alinhado com os ideais revolucion\u00e1rios, \u201cprecisa ou n\u00e3o defender o movimento LGBTI+\u201d. O que se v\u00ea nesse debate s\u00e3o aspectos e caracter\u00edsticas estruturais que v\u00eam de uma cultura de LGBTfobia, machismo e misoginia enraizados em grande parte da popula\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>Esse debate parte de uma falsa separa\u00e7\u00e3o entre a popula\u00e7\u00e3o LGBTI+ e a classe trabalhadora. A ideia de que as pautas da popula\u00e7\u00e3o LGBTI+ seriam externas ou secund\u00e1rias, quando comparadas \u00e0 luta da classe trabalhadora, \u00e9 t\u00e3o antiga quanto atrasada e equivocada. Essa divis\u00e3o artificial ignora que as opress\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o secund\u00e1rias, mas estruturais na forma como a explora\u00e7\u00e3o se organiza e se reproduz. Separar a luta revolucion\u00e1ria do combate \u00e0 LGBTfobia n\u00e3o \u00e9 apenas um erro te\u00f3rico, mas uma posi\u00e7\u00e3o que, na pr\u00e1tica, reproduz as mesmas estruturas que se pretende destruir.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o LGBTI+ n\u00e3o est\u00e1 fora da classe trabalhadora, ela \u00e9 parte constitutiva dela. Pessoas LGBTI+ trabalham, produzem riqueza e est\u00e3o inseridas nas mesmas rela\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o que qualquer outro trabalhador, muitas vezes em condi\u00e7\u00f5es ainda mais precarizadas. A LGBTfobia atua como um mecanismo que empurra esses sujeitos para o subemprego, para a informalidade e para a exclus\u00e3o de direitos b\u00e1sicos, intensificando sua explora\u00e7\u00e3o. Por isso n\u00e3o se trata de duas lutas separadas, mas de uma mesma realidade vivida por uma classe diversa, na qual a opress\u00e3o de g\u00eanero e sexualidade se soma \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de classe, refor\u00e7ando que sem a luta contra a opress\u00e3o sofrida pela popula\u00e7\u00e3o LGBTI+ nunca haver\u00e1 de fato uma quebra da estrutura patriarcal, LGBTf\u00f3bica e cisheteronormativa.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m de mecanismo de opress\u00e3o, a LGBTfobia tamb\u00e9m atua como mecanismo de manuten\u00e7\u00e3o da estrutura familiar capitalista, uma estrutura mis\u00f3gina e opressiva que visa \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de mais-valia e \u00e0 manipula\u00e7\u00e3o sociocultural de como se d\u00e3o as estruturas familiares tratadas como corretas e \u201cnormais\u201d. O objetivo do capital, ao ter a LGBTfobia como elemento de manuten\u00e7\u00e3o dessa estrutura, \u00e9 refor\u00e7ar a no\u00e7\u00e3o opressiva de que os corpos LGBT n\u00e3o se encaixam no ideal familiar proposto pela burguesia capitalista, no\u00e7\u00e3o que se estende \u00e0 estrutura familiar dos trabalhadores por meio da manipula\u00e7\u00e3o de classe sobre classe.<\/p>\n<p>Nesse sentido, a imposi\u00e7\u00e3o de um modelo \u00fanico de fam\u00edlia \u00e9 uma quest\u00e3o econ\u00f4mica e pol\u00edtica. Ao delimitar quais formas de afeto, conviv\u00eancia e reprodu\u00e7\u00e3o s\u00e3o leg\u00edtimas, o capitalismo organiza a pr\u00f3pria reprodu\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho, transferindo para o n\u00facleo familiar responsabilidades que deveriam ser socializadas independente dos pap\u00e9is de g\u00eanero. A marginaliza\u00e7\u00e3o de pessoas LGBTI+, portanto, n\u00e3o \u00e9 acidental, mas funcional a essa l\u00f3gica, por refor\u00e7ar normas r\u00edgidas de g\u00eanero e sexualidade que sustentam a divis\u00e3o sexual do trabalho e a explora\u00e7\u00e3o cotidiana da classe trabalhadora.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o haver\u00e1 revolu\u00e7\u00e3o enquanto houver qualquer tipo de opress\u00e3o!<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 nossa tarefa, enquanto juventude do Partido Comunista Brasileiro (PCB), que se prop\u00f5e a ser um partido de vanguarda na organiza\u00e7\u00e3o da nossa classe, apontar que, sem o combate a todo tipo de opress\u00e3o, n\u00e3o existe revolu\u00e7\u00e3o. Nossos corpos, enquanto pessoas LGBTI+, j\u00e1 s\u00e3o submetidos a agress\u00f5es, a expuls\u00f5es prematuras de nossas casas, a subempregos, \u00e0 marginalidade e \u00e0 morte prematura. O Brasil j\u00e1 lidera o ranking dos pa\u00edses que mais matam pessoas LGBTI+, com destaque para pessoas trans e travestis, e debates como esse devem nos apontar um norte organizativo que priorize, cada vez mais, evidenciar a incongru\u00eancia de argumentos que separem a luta LGBTI+ da luta revolucion\u00e1ria dos trabalhadores.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o LGBTI+ existe, e um debate firmado em posi\u00e7\u00f5es LGBTf\u00f3bicas e machistas n\u00e3o deve ser pauta no nosso meio, mas um exemplo do que deve-se corrigir.<\/p>\n<p>Pelo fim do patriarcado, da cisheteronormatividade e do capitalismo!<\/p>\n<p>Por Yuri Amizadai, militante da UJC no Mato Grosso do Sul<\/p>\n<p>Foto: Lucas Nogueira \/ UJC Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33822\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[182,20],"tags":[224],"class_list":["post-33822","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-lgbt","category-c1-popular","tag-3b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8Nw","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33822","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33822"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33822\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33824,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33822\/revisions\/33824"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33822"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33822"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33822"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}