{"id":3385,"date":"2012-08-20T17:14:51","date_gmt":"2012-08-20T17:14:51","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3385"},"modified":"2012-08-20T17:14:51","modified_gmt":"2012-08-20T17:14:51","slug":"uruguai-quer-barrar-o-capital-especulativo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3385","title":{"rendered":"Uruguai quer barrar o capital especulativo"},"content":{"rendered":"\n<p>Pela primeira vez em sua hist\u00f3ria, o Uruguai ir\u00e1 barrar a entrada de capital especulativo no pa\u00eds. A partir de outubro, os bancos que adquirem em nome de n\u00e3o residentes t\u00edtulos p\u00fablicos em pesos ter\u00e3o que acompanhar a aplica\u00e7\u00e3o de um dep\u00f3sito compuls\u00f3rio de 40%. A medida, anunciada na quarta-feira, provocou uma desvaloriza\u00e7\u00e3o do peso uruguaio de 1,5% no dia seguinte.<\/p>\n<p>O pa\u00eds tornou-se atraente para investidores desde que recebeu grau de investimento das empresas de classifica\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito em abril deste ano. Do total da d\u00edvida p\u00fablica uruguaia, que corresponde a 49% do PIB, segundo dados do FMI, 79% est\u00e3o em moeda local e 14% correspondem \u00e0 compra de t\u00edtulos p\u00fablicos por parte de n\u00e3o residentes, de acordo com dados de mar\u00e7o do Banco Central do Uruguai. A taxa de juros b\u00e1sica fixada pela institui\u00e7\u00e3o est\u00e1 em 8,75%.<\/p>\n<p>A medida valer\u00e1 apenas para os t\u00edtulos emitidos pelo Banco Central, que somam US$ 6,1 bilh\u00f5es, ou cerca de 12% do PIB. Esses pap\u00e9is em sua maioria s\u00e3o de curto prazo, com 79% desse montante vencendo em menos de um ano. O governo do Uruguai emite pap\u00e9is predominantemente de m\u00e9dio e longo prazo.<\/p>\n<p>&#8220;Essa foi uma medida prudencial. Mais do que o volume, o que nos preocupa \u00e9 a din\u00e2mica. Identificamos nas \u00faltimas semanas uma mudan\u00e7a de tend\u00eancia, que indicava que a entrada de capital para aplica\u00e7\u00f5es de curto prazo poderia ter efeitos prejudiciais. O objetivo \u00e9 reduzir a volatilidade&#8221;, afirmou o vice-ministro de Economia do Uruguai, Luis Porto.<\/p>\n<p>Segundo o comunicado divulgado pelo Banco Central, a emiss\u00e3o de t\u00edtulos &#8220;tem como prop\u00f3sito regular a liquidez no mercado, e n\u00e3o obter financiamento a longo prazo&#8221;. A iniciativa, de acordo com o comunicado, deve fazer com que o custo seja repassado aos clientes, &#8221; o que reduzir\u00e1 substancialmente a rentabilidade de capitais do exterior aplicados a t\u00edtulos, preservando dessa maneira os mecanismos de pol\u00edtica monet\u00e1ria&#8221;.<\/p>\n<p>At\u00e9 2007, o Uruguai era considerado um para\u00edso fiscal, pelas regras estritas de sigilo banc\u00e1rio e pela facilidade para a abertura de sociedades com caracter\u00edsticas &#8220;off shore&#8221;. Em meados da d\u00e9cada passada, de acordo com Porto, a aplica\u00e7\u00e3o de recursos de n\u00e3o residentes chegou a corresponder a 40% da d\u00edvida em t\u00edtulos p\u00fablicos. Desde ent\u00e3o, o pa\u00eds adotou uma s\u00e9rie de reformas para perder essas caracter\u00edsticas.<\/p>\n<p>Neste ano, o Uruguai assinou acordos de coopera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria com Brasil e Argentina. O acordo argentino prev\u00ea mecanismos para evitar a dupla tributa\u00e7\u00e3o e estabelece troca de informa\u00e7\u00f5es. O acerto com o Brasil dever\u00e1 ter duas etapas. &#8220;J\u00e1 assinamos o termo para o interc\u00e2mbio de informa\u00e7\u00f5es e o fim dos impostos superpostos ser\u00e1 discutido mais adiante&#8221;, disse o vice-ministro.<\/p>\n<p>&#8221; Todo o esfor\u00e7o nos \u00faltimos anos esteve direcionado para deixarmos de ser um pa\u00eds para ingressos de capitais na \u00e1rea de servi\u00e7os e passarmos a ser um destino de investimentos na \u00e1rea produtiva. Mas a diferen\u00e7a da taxa de juros do Uruguai em rela\u00e7\u00e3o a outros pa\u00edses continuava gerando a entrada de capital vol\u00e1til&#8221;, afirmou Porto.<\/p>\n<p>A economia uruguaia \u00e9 fortemente influenciada pelo comportamento de Brasil e Argentina. Nos \u00faltimos meses, o Brasil passou a ter uma trajet\u00f3ria descendente de juros, diminuindo a rentabilidade dos pap\u00e9is do pa\u00eds. Na Argentina, as restri\u00e7\u00f5es cambiais est\u00e3o diminuindo o espa\u00e7o para aplica\u00e7\u00f5es em d\u00f3lares e a alta infla\u00e7\u00e3o torna pouco atraentes os investimentos em pesos. Porto n\u00e3o detalhou a origem do capital vol\u00e1til. &#8220;Essa n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o relevante&#8221;, desconversou.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Bancos miram conta-sal\u00e1rio<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Mais do que a transfer\u00eancia de cr\u00e9dito, o grande interesse dos bancos est\u00e1 na portabilidade da conta-sal\u00e1rio dos trabalhadores. Por isso, as institui\u00e7\u00f5es financeiras t\u00eam atrelado as melhores ofertas de juros \u00e0 migra\u00e7\u00e3o da conta onde a pessoa \u00e9 paga todo m\u00eas. Caixa e Santander, por exemplo, isentam de tarifa quem migrar a conta-sal\u00e1rio.<\/p>\n<p>No in\u00edcio deste ano, abriu-se a possibilidade de os 13 milh\u00f5es de funcion\u00e1rios p\u00fablicos escolherem onde querem receber o sal\u00e1rio. Essa op\u00e7\u00e3o j\u00e1 existia para os trabalhadores da iniciativa privada. Os n\u00fameros desse movimento n\u00e3o s\u00e3o p\u00fablicos, mas os bancos est\u00e3o se armando para ver quem conquista mais o assalariado.<\/p>\n<p>&#8220;A portabilidade de sal\u00e1rio \u00e9 mais importante do que qualquer outra. \u00c9 ela que vai definir o relacionamento banc\u00e1rio mais forte&#8221;, diz Pedro Coutinho, vice-presidente do Santander Brasil.<\/p>\n<p>O banco treinou 500 funcion\u00e1rios s\u00f3 para lidar com quest\u00f5es de portabilidade de contas-sal\u00e1rio. Para ganhar um novo trabalhador, vale acess\u00e1-lo pelo telemarketing. \u00c9 um trabalho de formiga, bastante diferente dos leil\u00f5es de folhas de pagamento de entidades p\u00fablicas dos quais os bancos est\u00e3o acostumados a participar, com milhares de funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>O Santander, por exemplo, est\u00e1 empenhado em reconquistar a base de funcion\u00e1rios do Estado de S\u00e3o Paulo. Hoje \u00e9 uma folha que pertence ao Banco do Brasil, mas que por anos foi do Banespa, banco comprado pelo Santander.<\/p>\n<p>&#8220;Hoje ainda n\u00e3o se percebe um rouba monte entre os bancos. Por enquanto, todo mundo s\u00f3 est\u00e1 mostrando que est\u00e1 no jogo&#8221;, afirma Coutinho. Procurados pela reportagem, Ita\u00fa Unibanco e Bradesco n\u00e3o concederam entrevista.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Unasul apoia Equador<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A Unasul (Uni\u00e3o de Na\u00e7\u00f5es Sul-Americanas) apoiou ontem o asilo pol\u00edtico concedido pelo Equador ao criador do site Wikileaks, Julian Assange, que est\u00e1 refugiado h\u00e1 dois meses na embaixada equatoriana em Londres. O governo brit\u00e2nico, por\u00e9m, quer extradit\u00e1-lo para a Su\u00e9cia (onde ele \u00e9 acusado de abuso sexual) e se recusa a dar um salvo-conduto para que Assange deixe a embaixada sem o risco de ser detido. A Unasul pediu que Equador e Reino Unido cheguem a uma solu\u00e7\u00e3o para o impasse. Em Londres, Assange fez um pronunciamento ontem buscando se caracterizar como um perseguido pelos EUA. Ele pediu que o presidente Barack Obama pare com a ca\u00e7a \u00e0s bruxas contra o Wikileaks.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Cresce otimismo nos EUA apesar de retomada inst\u00e1vel<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Os americanos est\u00e3o ganhando confian\u00e7a na economia do pa\u00eds, indicou um novo relat\u00f3rio, mas continuam preocupados com as amea\u00e7as que poderiam acabar com o progresso modesto alcan\u00e7ado durante tr\u00eas anos de uma recupera\u00e7\u00e3o inst\u00e1vel.<\/p>\n<p>Uma s\u00e9rie de dados encorajadores divulgados nas \u00faltimas semanas &#8211; que se seguiram a um t\u00edmido come\u00e7o de segundo semestre &#8211; aliviaram os temores de uma recess\u00e3o e, ao mesmo tempo, ressaltaram o ritmo irregular e lento da recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O \u00edndice de confian\u00e7a do consumidor publicado pela Universidade de Michigan subiu de 72,3, em julho, para 73,6 na leitura preliminar de agosto, o melhor resultado desde maio. O aumento do emprego ganhou for\u00e7a em julho, e as demiss\u00f5es diminu\u00edram depois de um pico no segundo trimestre. As exporta\u00e7\u00f5es &#8211; um fator de peso na recupera\u00e7\u00e3o americana at\u00e9 aqui &#8211; v\u00eam se mostrando surpreendentemente resistentes apesar da recess\u00e3o na Europa e da redu\u00e7\u00e3o do crescimento na \u00c1sia. E os consumidores passaram a gastar mais em quase tudo, de carros a restaurantes.<\/p>\n<p>O crescimento da economia continua caminhando a passos de tartaruga. A produ\u00e7\u00e3o aumentou um mero 1,5% no segundo trimestre, e a maioria dos economistas espera um desempenho s\u00f3 um pouco melhor no segundo semestre. O perfil ondulante da recupera\u00e7\u00e3o se refletiu no relat\u00f3rio da confian\u00e7a do consumidor, divulgado na sexta-feira, que mostrou que os consumidores est\u00e3o mais animados com as condi\u00e7\u00f5es presentes, mas mais pessimistas sobre o futuro.<\/p>\n<p>Os sinais recentes de melhora do cen\u00e1rio poderiam complicar uma decis\u00e3o que o Federal Reserve est\u00e1 prestes a tomar. As autoridades do banco central dos Estados Unidos v\u00eam h\u00e1 meses manifestando preocupa\u00e7\u00e3o com o fato de a economia estar crescendo devagar demais para diminuir o desemprego. Elas indicaram no come\u00e7o do m\u00eas que estavam inclinadas a tomar novas medidas para estimular o crescimento.<\/p>\n<p>Mas, com a economia dando sinais de estar ganhando impulso por conta pr\u00f3pria, alguns membros do Fed poderiam mudar de ideia, embora os dados provavelmente n\u00e3o tenham melhorado o suficiente, e nem por um tempo longo o bastante, para alterar drasticamente a vis\u00e3o que maioria das autoridades tem do cen\u00e1rio econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Se o Fed resolver esperar, esses dados econ\u00f4micos melhores podem vir a ser uma faca de dois gumes para investidores que v\u00eam torcendo por uma nova rodada de est\u00edmulos do banco central.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, os mercados financeiros fizeram eco \u00e0 pequena melhora da economia. O mercado de a\u00e7\u00f5es est\u00e1 se aproximando do seu n\u00edvel mais alto em quatro anos. A m\u00e9dia industrial Dow Jones subiu por seis semanas seguidas, a sequ\u00eancia de altas mais longa desde janeiro de 2011. Desde o in\u00edcio de junho, a Dow Jones j\u00e1 subiu 9,7%. O \u00edndice ganhou 25,09 pontos na sexta-feira, fechando em 13.275,20.<\/p>\n<p>&#8220;Essa disparada que vimos desde junho est\u00e1 ligada \u00e0 estabiliza\u00e7\u00e3o e a algumas melhoras no quadro econ\u00f4mico&#8221;, disse Jim McDonald, estrategista-chefe de investimento da Northern Trust Corp. em Chicago, que administra US$ 704 bilh\u00f5es em ativos.<\/p>\n<p>Os dados recentes assinalam uma n\u00edtida melhora em rela\u00e7\u00e3o a uns dois meses atr\u00e1s, quando o crescimento estagnado do emprego e o decl\u00ednio nos gastos dos consumidores levaram muitos economistas a sugerir que os EUA estavam caindo de volta numa recess\u00e3o. Alguns economistas argumentaram que isso de fato j\u00e1 aconteceu. Mas, entre os extremos de recess\u00e3o e expans\u00e3o, est\u00e1 a dolorosa realidade que vem assolando a recupera\u00e7\u00e3o desde o in\u00edcio: a economia dos EUA est\u00e1 presa a um ritmo de crescimento lento e inconstante.<\/p>\n<p>Desde que a recess\u00e3o acabou, mais de tr\u00eas anos atr\u00e1s, a economia dos EUA v\u00e1rias vezes pareceu estar a ponto de decolar, apenas para perder for\u00e7a em seguida. Por outro lado, apesar dos repetidos alarmes, ela nunca voltou a parar de vez. Nos \u00faltimos tr\u00eas anos, o crescimento e o emprego subiram nos primeiros meses, mas esmoreceram notavelmente em meados do ano.<\/p>\n<p>&#8220;O cen\u00e1rio geral \u00e9 de uma recupera\u00e7\u00e3o an\u00eamica&#8221;, disse Joshua Shapiro, economista da MFR. &#8220;\u00c9 um processo muito longo de recupera\u00e7\u00e3o depois do estouro das bolhas de cr\u00e9dito e ativos, e n\u00f3s ainda n\u00e3o chegamos ao fim.&#8221;<\/p>\n<p>Hank Sybesma experimentou em primeira m\u00e3o as paradas e arrancadas da recupera\u00e7\u00e3o. Sua empresa de eletr\u00f4nicos e consertos em Michigan, a Sybesma&#8221;s Electronics, acostumou-se bastante aos clientes que faziam pedidos e os cancelavam ao constatar que as vendas deles estavam aqu\u00e9m do esperado.<\/p>\n<p>&#8220;Temos uma empresa que chega e diz: &#8220;Precisamos fazer isso&#8221;, e eu penso &#8220;Oba!&#8221;. E ent\u00e3o, de repente, eles voltam com m\u00e1s not\u00edcias e o servi\u00e7o desaparece&#8221;, disse Sybesma. &#8220;Esse \u00e9 o lado ruim da economia neste momento: ela est\u00e1 imposs\u00edvel de se prever.&#8221;<\/p>\n<p>Um crescimento acelerado vem se mostrando dif\u00edcil de se materializar em grande parte porque, apesar dos pontos fortes, o motor da economia nunca p\u00f4de movimentar todos os seus cilindros. O mercado imobili\u00e1rio e as novas constru\u00e7\u00f5es &#8211; motores cr\u00edticos de toda recupera\u00e7\u00e3o americana no p\u00f3s-guerra &#8211; permanecem em n\u00edveis raqu\u00edticos. As empresas v\u00eam aproveitando os juros baixos para investir em novos equipamentos, mas o setor p\u00fablico se mant\u00e9m acorrentado a or\u00e7amentos apertados. Embora os pre\u00e7os continuem baixos e as finan\u00e7as das fam\u00edlias comecem a se equilibrar, a combina\u00e7\u00e3o de desemprego alto e crescimento lento dos sal\u00e1rios diminui a capacidade ou a disposi\u00e7\u00e3o do consumidor de gastar.<\/p>\n<p>Essa fraqueza ampla e persistente deixou a economia americana mais vulner\u00e1vel aos choques externos. H\u00e1 um ano, foram as interrup\u00e7\u00f5es na cadeia de suprimento causadas pelo terremoto no Jap\u00e3o e a disparada nos pre\u00e7os no petr\u00f3leo deflagrada pelas agita\u00e7\u00f5es no Oriente M\u00e9dio. Hoje, as amea\u00e7as incluem o lento crescimento no exterior, a possibilidade de que a crise financeira europeia abale os mercados dos EUA e a perspectiva de o Congresso americano n\u00e3o ser capaz de resolver o iminente &#8220;abismo fiscal&#8221;: os bilh\u00f5es de d\u00f3lares em aumento de impostos e cortes de gastos do governo marcados para 2013. ]<\/p>\n<hr \/>\n<p>Produ\u00e7\u00e3o industrial d\u00e1 sinais de fraqueza<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A queda nas vendas de computadores e celulares no varejo, detectada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico sinal de desacelera\u00e7\u00e3o do setor. A produ\u00e7\u00e3o industrial, considerado outro term\u00f4metro, tamb\u00e9m sugere que o segmento n\u00e3o vive mais a fase de expans\u00e3o acelerada de outrora.<\/p>\n<p>No primeiro semestre, a produ\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas para escrit\u00f3rio e equipamentos de inform\u00e1tica, categoria que inclui os PCs, registrou queda de 11,8%, segundo o IBGE. No caso dos aparelhos de telecomunica\u00e7\u00f5es &#8211; sob a qual est\u00e3o os celulares -, a produ\u00e7\u00e3o industrial recuou 17,1% em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano anterior.<\/p>\n<p>S\u00f3 em junho, a fabrica\u00e7\u00e3o de celulares diminuiu 34,3% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas de 2011. O desempenho negativo foi t\u00e3o expressivo que chegou a influenciar a queda de mais de 4% na produ\u00e7\u00e3o de bens de consumo dur\u00e1veis, segundo o IBGE. O instituto n\u00e3o divulga dados mensais sobre a produ\u00e7\u00e3o de computadores. Em junho, a produ\u00e7\u00e3o industrial como um todo recuou 5,5% na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas do ano passado.<\/p>\n<p>Um dos principais motivos apontados pela ind\u00fastria para a redu\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de celulares foi o n\u00edvel elevado de estoques remanescentes do fim de 2011. Os fabricantes refor\u00e7aram suas opera\u00e7\u00f5es ao longo do ano passado devido \u00e0 forte demanda. A procura foi grande, mas n\u00e3o correspondeu ao esfor\u00e7o no ch\u00e3o de f\u00e1brica, o que elevou os estoques. A solu\u00e7\u00e3o, no in\u00edcio deste ano, foi colocar o p\u00e9 no freio.<\/p>\n<p>A categoria na qual est\u00e3o os computadores apresenta quedas mensais sucessivas, em termos de produ\u00e7\u00e3o, desde mar\u00e7o do ano passado. J\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o de equipamentos de comunica\u00e7\u00e3o, na qual est\u00e1 inclu\u00edda a montagem dos celulares, passou a apresentar queda em janeiro deste ano, sempre na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas do ano anterior.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o industrial, o ritmo de importa\u00e7\u00e3o de aparelhos celulares tamb\u00e9m diminuiu. No primeiro semestre, as importa\u00e7\u00f5es ca\u00edram 60,5% em compara\u00e7\u00e3o com os primeiros seis meses de 2011. As exporta\u00e7\u00f5es tiveram queda de 53% frente ao primeiro semestre de 2011, de acordo com informa\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior.<\/p>\n<p>A importa\u00e7\u00e3o de itens da categoria equipamentos de inform\u00e1tica, produtos eletr\u00f4nicos e \u00f3pticos caiu 5,1% na primeira metade do ano na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado. As exporta\u00e7\u00f5es desses produtos tiveram uma queda ainda mais expressiva, com um recuo de 19% no per\u00edodo.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Espanha parece rumar para o resgate inevit\u00e1vel<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Depois de duas semanas de sil\u00eancio das autoridades da zona do euro, a chanceler Angela Merkel deu um sinal, em uma entrevista no Canad\u00e1, de que apoia a monetiza\u00e7\u00e3o das d\u00edvidas dos pa\u00edses perif\u00e9ricos &#8211; leia-se Espanha e It\u00e1lia.<\/p>\n<p>Houve certo desapontamento desde a fala do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, em 26 de julho, quando disse com todas as letras que faria o que fosse poss\u00edvel para defender o euro e que o euro \u00e9 &#8220;irrevers\u00edvel&#8221;. Na reuni\u00e3o do BCE, em 2 de agosto, n\u00e3o houve novas indica\u00e7\u00f5es, nenhuma a\u00e7\u00e3o concreta, e o que ficou no ar foi a expectativa de que &#8220;nas pr\u00f3ximas semanas&#8221;, como disse Draghi, algo fosse anunciado.<\/p>\n<p>De fato, o mercado reconsiderou a apreens\u00e3o e a urg\u00eancia. Os rendimentos exigidos para o financiamento da d\u00edvida espanhola de 10 anos, que bateram em 7,16% no dia da reuni\u00e3o do BCE, recuaram para 6,46%. Na ponta curta da curva (prazo de dois anos), os &#8220;yields&#8221; (rendimentos) foram de 4,83% para 3,76%.<\/p>\n<p>Contribui tamb\u00e9m para a menor press\u00e3o o cronograma de vencimentos mais leve em agosto e setembro &#8211; \u20ac 10 bilh\u00f5es e \u20ac 1,5 bilh\u00e3o, respectivamente. Em outubro, por outro lado, o desafio ser\u00e1 rolar os \u20ac 33,6 bilh\u00f5es, entre principal e juros. J\u00e1 os yields de pa\u00edses centrais como EUA e Alemanha voltaram a subir, deixando para tr\u00e1s os pisos hist\u00f3ricos atingidos nos piores dias da crise.<\/p>\n<p>O voto de confian\u00e7a no BCE vem sendo respaldado pela esperan\u00e7a de que a Alemanha flexibilize sua posi\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 compra de t\u00edtulos soberanos dos pa\u00edses do sul, seja via BCE, seja via os fundos de resgate. O imbr\u00f3glio passa pelo pr\u00f3prio papel do banco central. Ele n\u00e3o pode fazer pelos pa\u00edses aquilo que \u00e9 tarefa inerente aos governos: equilibrar suas contas fiscais.<\/p>\n<p>N\u00e3o se sabe se a fala de Merkel se transformar\u00e1, na pr\u00e1tica, em alguma sa\u00edda mais r\u00e1pida para a zona do euro, j\u00e1 que os problemas continuam onde sempre estiveram nas \u00faltimas semanas. A Gr\u00e9cia continua na berlinda esperando por uma extens\u00e3o no prazo de enquadramento nas metas da troica, e a Espanha (principalmente) sofrendo com indicadores sociais em n\u00edveis desesperadores e uma sangria no sistema financeiro.<\/p>\n<p>Nesse ponto, chama aten\u00e7\u00e3o o n\u00edvel recorde de depend\u00eancia de cr\u00e9dito dos bancos espanh\u00f3is junto ao BCE em julho: foram \u20ac 375 bilh\u00f5es, um n\u00famero sete vezes maior do que em julho de 2011. A inadimpl\u00eancia no setor financeiro tamb\u00e9m bateu um n\u00edvel recorde em junho (\u00faltimo dado), chegando a 9,42% da carteira de cr\u00e9dito (\u20ac 164,4 bilh\u00f5es), ante 6,7% em julho de 2011 (\u20ac 121,6 bilh\u00f5es). O pacote j\u00e1 aprovado de at\u00e9 \u20ac 100 bilh\u00f5es para o sistema financeiro continua, portanto, urgente.<\/p>\n<p>De concreto, a espera \u00e9 pelo pedido formal da Espanha (e talvez da It\u00e1lia) por ajuda, o que implica condicionalidades, embora, ao que tudo indica, menos draconianas do que as impostas \u00e0 Gr\u00e9cia, Portugal e Irlanda. Isso porque o pa\u00eds j\u00e1 vem fazendo cortes no or\u00e7amento com o objetivo de cumprir as metas de d\u00e9ficit or\u00e7amental neste e no pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do socorro ao sistema financeiro, as regi\u00f5es aut\u00f4nomas est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o financeira delicada. Das 17 regi\u00f5es, duas j\u00e1 pediram ajuda formal ao governo central &#8211; Murcia e Val\u00eancia -, mas h\u00e1 outras na fila. O governo espanhol, frente a essa realidade, criou o Fundo de Liquidez Aut\u00f4nomo, com aporte de \u20ac 18 bilh\u00f5es para emprestar \u00e0s regi\u00f5es sob condicionalidades impostas por Madri.<\/p>\n<p>No fim de julho, o Conselho de Pol\u00edtica Fiscal e Financeira estabeleceu limites para o endividamento das regi\u00f5es aut\u00f4nomas at\u00e9 2015. O d\u00e9ficit n\u00e3o pode ultrapassar 1,5% do PIB regional em 2012, 0,7% em 2013 e 0,2% em 2014. Em 2015, a previs\u00e3o \u00e9 de super\u00e1vit de 0,2%. J\u00e1 o limite para a d\u00edvida global das 17 regi\u00f5es \u00e9 de 15,1% do PIB da Espanha em 2012, 16% em 2013, 15,9% em 2014 e 15,5% em 2015.<\/p>\n<p>Segundo o \u00faltimo boletim estat\u00edstico do banco central espanhol, em mar\u00e7o de 2012 a d\u00edvida global regional representava 13,5% do PIB da Espanha, ou \u20ac 145 bilh\u00f5es &#8211; ou seja, est\u00e1 dentro do limite acordado. Entre as 17 regi\u00f5es, apenas o Pa\u00eds Basco ultrapassava seu teto, com excedente de \u20ac 97 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Os tetos para a d\u00edvida variam de uma regi\u00e3o para outra. Em Val\u00eancia e Murcia, que j\u00e1 pediram resgate ao governo espanhol, n\u00e3o podem ultrapassar 22,18% e 12,55% de seu PIB, respectivamente. Val\u00eancia, como se sabe, est\u00e1 no centro do rombo do Bankia, hoje nacionalizado.<\/p>\n<p>At\u00e9 o fim do ano, contudo, mais oito comunidades aut\u00f4nomas dever\u00e3o ultrapassar o limite de endividamento. Evid\u00eancia disso \u00e9 o cronograma de vencimentos da d\u00edvida regional. Em 2012, vencem \u20ac 35,6 bilh\u00f5es das d\u00edvidas das 17 regi\u00f5es, dos quais \u20ac 31 bilh\u00f5es entre mar\u00e7o e dezembro. A d\u00edvida regional espanhola ao fim do ano, portanto, dever\u00e1 ser de, no m\u00ednimo, \u20ac 176 bilh\u00f5es &#8211; a soma entre o retrato da d\u00edvida em mar\u00e7o e os vencimentos previstos para o resto do ano. Em vista deste c\u00e1lculo, as regi\u00f5es aut\u00f4nomas devem encerrar o ano sem cumprir a meta de 15,1% do PIB da Espanha, o que representa \u20ac 160,1 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Dado o cronograma de vencimentos, nove regi\u00f5es podem n\u00e3o honrar a meta: Andaluzia, Castilla-La Mancha, Catalunha, La Rioja, Madri, Murcia, Navarra, Pa\u00eds Basco e Val\u00eancia.<\/p>\n<p>Catalunha \u00e9 a regi\u00e3o que, provavelmente, ficar\u00e1 mais longe de cumprir o seu limite de endividamento de \u20ac 45,1 bilh\u00f5es e poder\u00e1 pedir socorro em breve. Sua d\u00edvida no primeiro trimestre do ano somava \u20ac 42 bilh\u00f5es e chegar\u00e1 a \u20ac 54,7 bilh\u00f5es no fim de 2012, com os \u20ac 12,7 bilh\u00f5es vincendos entre mar\u00e7o e dezembro.<\/p>\n<p>Val\u00eancia, que chegou a pedir ajuda formal de \u20ac 3,5 bilh\u00f5es no dia 20 de julho, dever\u00e1 ultrapassar o n\u00edvel m\u00e1ximo de d\u00edvida em \u20ac 4,7 bilh\u00f5es. Murcia, que solicitou aporte de \u20ac 200 milh\u00f5es a \u20ac 300 milh\u00f5es em 23 de julho, deve mostrar excedente de \u20ac 266 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o fiscal da Espanha, portanto, \u00e9 delicada. Tendo em vista as metas de d\u00e9ficit de 6,3% e 4,5% do PIB para o pa\u00eds para 2012 e 2013, respectivamente, \u00e9 custoso acreditar que todo o esfor\u00e7o do pa\u00eds individualmente pode ser prof\u00edcuo. Diante desses n\u00fameros todos, o socorro parece inevit\u00e1vel.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Desacelera\u00e7\u00e3o chega a PC e celular<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, computadores e celulares pareciam imunes \u00e0s dificuldades econ\u00f4micas, com vendas impulsionadas pelo mercado residencial, em especial o consumidor da classe C. Esse cen\u00e1rio, por\u00e9m, mudou. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) mostram que as vendas no varejo da categoria que inclui os dois itens &#8211; a de equipamentos de escrit\u00f3rio, inform\u00e1tica e comunica\u00e7\u00e3o &#8211; ca\u00edram 14,6% em junho na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado. Em rela\u00e7\u00e3o a maio, a redu\u00e7\u00e3o foi de 8,9%. Foi o \u00fanico setor a apresentar retra\u00e7\u00e3o no levantamento do IBGE.<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o nos volumes de vendas ocorreu em 7 dos 12 Estados cujos n\u00fameros s\u00e3o detalhados pelo IBGE. Parte desse movimento pode ser atribu\u00eddo a uma base de compara\u00e7\u00e3o bem mais alta, disse ao Valor Reinaldo Pereira, pesquisador do IBGE. Em junho de 2011, as vendas haviam crescido 34,7%.<\/p>\n<p>Esse efeito, no entanto, n\u00e3o \u00e9 meramente num\u00e9rico. A ind\u00fastria sentiu fortemente o impacto da desacelera\u00e7\u00e3o. A Positivo Inform\u00e1tica, cujo lucro caiu 76% no segundo trimestre, atribuiu a diminui\u00e7\u00e3o da demanda ao desaquecimento da economia.<\/p>\n<p>A constata\u00e7\u00e3o no mercado de PCs \u00e9 que o n\u00edvel de endividamento do consumidor registrado no fim de 2011 fez com que as pessoas adiassem novas compras. De acordo com a empresa de pesquisa GfK, s\u00f3 em dezembro foram vendidos 1,3 milh\u00e3o de PCs no varejo, um recorde para o m\u00eas e um volume alto mesmo para o per\u00edodo de Natal.<\/p>\n<p>De acordo com Alex Ivanov, diretor da \u00e1rea de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o (TI) da GfK, junho \u00e9 tradicionalmente fraco para o varejo: o que acontece \u00e9 uma esp\u00e9cie de ressaca por conta das vendas do Dia das M\u00e3es, em maio. Em junho deste ano, por\u00e9m, a consultoria registrou vendas de PCs foram mais fracas que em anos anteriores. O recuo foi de 24% frente \u00e0 queda de 17,9% de 2011.<\/p>\n<p>No mercado de celulares, um dos motivos da queda, segundo um executivo do setor que prefere n\u00e3o se identificar, foi a decis\u00e3o das operadoras de reduzir os subs\u00eddios nos aparelhos para melhorar seu desempenho financeiro. As teles, de maneira geral, t\u00eam apresentado resultados fracos. A Vivo, por exemplo, teve uma redu\u00e7\u00e3o de 38,2% na receita com aparelhos m\u00f3veis no primeiro semestre. As vendas ca\u00edram de R$ 566 milh\u00f5es em 2011 para R$ 350 milh\u00f5es neste ano.<\/p>\n<p>Com menos promo\u00e7\u00f5es e incentivos \u00e0 compra de aparelhos, o consumidor afastou-se das lojas. Al\u00e9m disso, houve um repasse de varia\u00e7\u00e3o cambial por parte dos fabricantes, o que contribuiu para elevar os pre\u00e7os. Segundo a GfK, a venda de celulares no varejo em junho caiu 3% em n\u00famero de unidades.<\/p>\n<p>Apesar das dificuldades, analistas do setor observam um cen\u00e1rio mais positivo quando avaliam um prazo mais longo. No acumulado do ano, os dados da GfK n\u00e3o indicam retra\u00e7\u00e3o no segmento de computadores. As vendas de PCs cresceram 21,5% de janeiro a junho em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado. O desempenho foi impulsionado, principalmente, pelos equipamentos port\u00e1teis, cujas vendas cresceram 44% na compara\u00e7\u00e3o com os primeiros seis meses de 2011. A mesma tend\u00eancia \u00e9 percebida no segmento de celulares, cujas vendas acumuladas no ano mostram uma expans\u00e3o de 9% em volume, segundo a GfK.<\/p>\n<p>Para algumas varejistas, a queda nas vendas dos dois segmentos n\u00e3o foi relevante. A Viavarejo, que controla as redes Casas Bahia e Pontofrio, informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que n\u00e3o sentiu &#8220;nenhum efeito de queda ou desacelera\u00e7\u00e3o de vendas em suas lojas&#8221; com rela\u00e7\u00e3o a equipamentos de inform\u00e1tica e celulares.<\/p>\n<p>Executivos e analistas do setor tamb\u00e9m preveem uma revers\u00e3o do quadro negativo at\u00e9 o fim do ano. Al\u00e9m da retomada do crescimento econ\u00f4mico, eles esperam que a renova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica prevista para o quarto trimestre volte a despertar o interesse do consumidor. Entre os atrativos est\u00e3o o lan\u00e7amento do Windows 8, o novo sistema operacional da Microsoft, e de novos equipamentos de campe\u00e3s de vendas, como a Apple.<\/p>\n<p>&#8220;J\u00e1 vemos um aumento dos pedidos. O d\u00f3lar est\u00e1 mais alto, mas pelo menos n\u00e3o sofre tanta oscila\u00e7\u00e3o. A perspectiva tamb\u00e9m \u00e9 de um endividamento mais sob controle por parte do consumidor&#8221;, afirmou Marcus Daniel, presidente da fabricante de telefones celulares Alcatel One Touch.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Corte no IPI salva o ano de montadoras<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O socorro \u00e0 ind\u00fastria automobil\u00edstica anunciado pelo governo no dia 21 de maio est\u00e1 salvando o ano de cinco das doze grandes montadoras instaladas no pa\u00eds. O apoio vindo de Bras\u00edlia &#8211; que incluiu a redu\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e medidas para destravar o cr\u00e9dito &#8211; inverteu a tend\u00eancia negativa apresentada at\u00e9 maio por Fiat, Volkswagen e Ford, al\u00e9m das japonesas Honda e Toyota.<\/p>\n<p>Seja pelo sucesso de novos modelos, seja pelo posicionamento em linhas estimuladas pela desonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, algumas marcas conseguiram aproveitar melhor do que outras o ciclo de incentivos do governo. Tirando da an\u00e1lise a dupla franco-japonesa Renault \/ Nissan &#8211; que j\u00e1 vinha em r\u00e1pida expans\u00e3o desde o in\u00edcio do ano -, Honda e Toyota foram as que mais cresceram ap\u00f3s o corte nas al\u00edquotas do IPI.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da matura\u00e7\u00e3o de lan\u00e7amentos feitos no in\u00edcio do ano, o desempenho das marcas nip\u00f4nicas reflete a recupera\u00e7\u00e3o dos resultados negativos de 2011, quando a produ\u00e7\u00e3o foi comprometida pela falta de pe\u00e7as por fornecedores da \u00c1sia, ap\u00f3s o tsunami que atingiu o Jap\u00e3o em mar\u00e7o do ano passado.<\/p>\n<p>No grupo de elite, formado por Fiat, Volkswagen, General Motors (GM) e Ford &#8211; respons\u00e1veis por 70% dos carros vendidos no pa\u00eds -, todas conseguiram aumentar os volumes nos \u00faltimos dois meses &#8211; comparativamente a igual per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p>A GM, contudo, n\u00e3o acompanhou o ritmo dos concorrentes, perdeu mercado e segue em queda no acumulado do ano, assim como a dupla Peugeot \/ Citro\u00ebn, que n\u00e3o consegue se levantar apesar dos est\u00edmulos governamentais (veja gr\u00e1fico).<\/p>\n<p>Envolta numa crise trabalhista em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos &#8211; onde deixou de produzir recentemente os modelos Corsa, Meriva e Zafira -, a montadora americana conseguiu aumentar as vendas em 11,1% entre junho e julho, mas a participa\u00e7\u00e3o de mercado acumulada no ano cedeu de 18% para 17,6% de maio &#8211; m\u00eas de an\u00fancio dos incentivos &#8211; a julho.<\/p>\n<p>Na soma dos sete primeiros meses de 2012, as vendas da GM ficaram 1,4% abaixo dos volumes de um ano antes, totalizando 349,7 mil carros de passeio e utilit\u00e1rios leves. Fiat e Volkswagen, na dire\u00e7\u00e3o oposta, passaram a ter crescimento no ano: de 2,8% e 4,5%, respectivamente. Na Ford, quarta no ranking, a evolu\u00e7\u00e3o nos sete meses foi mais t\u00edmida, de 1,1%.<\/p>\n<p>Aliada a descontos praticados pelas marcas, a redu\u00e7\u00e3o do IPI &#8211; de metade at\u00e9 a totalidade da al\u00edquota, no caso dos carros populares &#8211; permitiu o acesso de novos consumidores ao mercado. &#8220;Aumentou muito a possibilidade de compra de um autom\u00f3vel&#8221;, diz Roberto Akiyama, gerente comercial da Honda.<\/p>\n<p>Por outro lado, carros importados &#8211; de grifes voltadas a p\u00fablicos abastados, como BMW e Porsche, a modelos mais populares de marcas chinesas como Chery e JAC Motors &#8211; seguiram em queda livre. Al\u00e9m dos 30 pontos adicionais de IPI &#8211; cobrados desde 16 de dezembro -, marcas sem f\u00e1brica no pa\u00eds tiveram competitividade abalada pela recupera\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar e amargaram um recuo de 41,4% nas vendas nos dois \u00faltimos meses.<\/p>\n<p>Na Hyundai &#8211; que, pelas m\u00e3os do grupo Caoa, monta o Tucson e o utilit\u00e1rio HR em An\u00e1polis (GO), mas importa a maior parte do que vende no Brasil -, houve queda de quase 20% no per\u00edodo.<\/p>\n<p>Os efeitos foram intensos nos segmentos de maior giro do mercado automotivo: dos modelos compactos de entrada &#8211; os mais baratos, como Gol, Uno e Palio &#8211; aos sed\u00e3s m\u00e9dios, de pre\u00e7os mais altos, como o Corolla, da Toyota, o Civic, da Honda, e o Cruze, lan\u00e7amento da GM.<\/p>\n<p>Em julho, a Volkswagen comemorou seu melhor m\u00eas em 59 anos de hist\u00f3ria no Brasil, marcando emplacamentos de 78,3 mil carros. Na Toyota, as vendas do Corolla subiram 39,1% sem a cobran\u00e7a do IPI cheio.<\/p>\n<p>O movimento nas concession\u00e1rias segue forte em agosto, na esteira da corrida dos consumidores para aproveitar o que pode ser o \u00faltimo m\u00eas de IPI reduzido. Em suas manifesta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, o governo garante que os benef\u00edcios n\u00e3o ser\u00e3o estendidos. Mas a ind\u00fastria quer desfrutar por mais tempo dos incentivos e seus dirigentes &#8211; incluindo a entidade representativa Anfavea -v\u00eam alertando que sem eles o mercado n\u00e3o conseguir\u00e1 sustentar o atual ritmo.<\/p>\n<p>Na sexta-feira, a Fenabrave &#8211; entidade que abriga as concession\u00e1rias de ve\u00edculos &#8211; defendeu a manuten\u00e7\u00e3o dos incentivos, al\u00e9m de medidas, como a libera\u00e7\u00e3o de compuls\u00f3rios, para melhorar o cr\u00e9dito no mercado de motocicletas, que recua 8,5% no ano.<\/p>\n<p>Balan\u00e7o da entidade mostra que as vendas de autom\u00f3veis e comerciais leves somaram 169,8 mil unidades na primeira metade de dias \u00fateis de agosto, o que configura uma alta de 21,5% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2011. Na compara\u00e7\u00e3o com a primeira quinzena de julho, as vendas mostraram leve queda de 0,45%. A Fiat liderou as vendas no per\u00edodo, com participa\u00e7\u00e3o de 24%. Na sequ\u00eancia, aparecem Volkswagen (22%), GM (19,5%) e Ford (7,5%).<\/p>\n<hr \/>\n<p>Brasil puxa resultado de m\u00faltis para baixo<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O Brasil passou de &#8220;salvador&#8221; a &#8220;vil\u00e3o&#8221; nos resultados de multinacionais que vendem produtos de bens de consumo. O pa\u00eds, que puxava os balan\u00e7os das empresas para cima nos \u00faltimos dois anos, foi alvo das reclama\u00e7\u00f5es nesta safra de demonstra\u00e7\u00f5es financeiras. Mas analistas ouvidos pelo Valor dizem que a situa\u00e7\u00e3o vai melhorar neste segundo semestre.<\/p>\n<p>Em alguns casos, o recuo ou a estagna\u00e7\u00e3o nas vendas foi t\u00e3o acentuado &#8211; caso da Arcos Dorados (controladora do McDonald&#8221;s na Am\u00e9rica Latina) e da montadora Volvo &#8211; que as empresas reduziram suas proje\u00e7\u00f5es para o ano.<\/p>\n<p>Kraft, Avon, Fiat, Peugeot e TIM reclamaram do desempenho do Brasil em seus relat\u00f3rios trimestrais. O Walmart, a maior varejista do mundo, teve preju\u00edzo no Brasil e o comando nos Estados Unidos declarou que estava reduzindo o ritmo de abertura de lojas no mercado brasileiro em 2012. A empresa inaugurou 52 lojas no pa\u00eds no ano passado, e a meta era repetir o n\u00famero em 2012, mas agora menos de 50 unidades ser\u00e3o inauguradas.<\/p>\n<p>A argentina Arcos Dorados vendeu mais no trimestre, mas o lucro l\u00edquido caiu e a empresa reduziu sua estimativa para o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, deprecia\u00e7\u00e3o e amortiza\u00e7\u00e3o) ajustado para o ano: de 10% a 12% para 8% a 10%. No relat\u00f3rio do balan\u00e7o, o Brasil foi apontado como o principal motivo para o ajuste, pois apresentou consumo abaixo do esperado e desvaloriza\u00e7\u00e3o da moeda ante o d\u00f3lar.<\/p>\n<p>Desde 2010, com o aprofundamento da crise financeira na Europa e nos Estados Unidos, e o aumento do consumo no Brasil, o pa\u00eds se tornou alvo de empresas e investidores estrangeiros. No ano passado, na confer\u00eancia com analistas sobre o balan\u00e7o do segundo trimestre, o Brasil foi citado pelo diretor de opera\u00e7\u00f5es Sergio Alonso como &#8220;um excelente exemplo&#8221; de lideran\u00e7a e crescimento, abertura de restaurantes e penetra\u00e7\u00e3o na classe m\u00e9dia.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, a receita da divis\u00e3o brasileira cresceu 27% na compara\u00e7\u00e3o anual, e 10,2% no quesito &#8220;mesmas lojas&#8221;. Alonso justificou esse incremento exatamente pelas condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas do pa\u00eds: aumento do PIB, da renda do cidad\u00e3o e da queda na taxa de juros.<\/p>\n<p>O segundo trimestre deste ano foi outro para a Arcos Dorados. Mas analistas avaliam que isso \u00e9 passageiro. &#8220;No Brasil, as pessoas estavam bastante endividadas, com parte da renda comprometida&#8221;, diz Cau\u00ea Pinheiro, analista da corretora SLW. &#8220;Foi um trimestre mais fraco, mas n\u00e3o \u00e9 tend\u00eancia. Pelo contr\u00e1rio, a tend\u00eancia \u00e9 aumentar a refei\u00e7\u00e3o fora de casa&#8221;, acrescenta. &#8220;A gente v\u00ea empresas como Brasil Foods e Marfrig destacando o setor de &#8220;food service&#8221; para como um dos que mais crescem.&#8221;<\/p>\n<p>A fabricante americana de alimentos Kraft Foods viu sua receita no pa\u00eds estagnar durante o segundo trimestre, em parte porque as compras de chocolates para a P\u00e1scoa foram feitas em fevereiro e mar\u00e7o, e entraram nos resultados do primeiro trimestre (a festa caiu na primeira semana de abril em 2012). No semestre, o avan\u00e7o foi de 5%.<\/p>\n<p>Redu\u00e7\u00e3o na demanda e impacto cambial fizeram Walmart, Volvo e Arcos Dorados mudar proje\u00e7\u00f5es para o ano<\/p>\n<p>Mas as vendas de chiclete (Trident, Bubballoo, entre outros), que n\u00e3o sofrem efeito sazonal, tamb\u00e9m recuaram no pa\u00eds, disse Irene Rosenfeld, presidente do conselho e CEO da companhia em confer\u00eancia com analistas.<\/p>\n<p>O Brasil representa menos de 5% do faturamento global da multinacional americana, segundo David Brearton, vice-presidente executivo e CFO da Kraft Foods, na mesma confer\u00eancia. Mesmo assim, a Kraft acendeu o sinal amarelo para o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Questionado por um analista sobre quais mercados poderiam preocupar, Brearton deixou claro que Brasil e R\u00fassia, que tamb\u00e9m sofreu desacelera\u00e7\u00e3o, s\u00e3o os mais significativos entre os emergentes. O recuo nesses pa\u00edses foi compensado pelo aumento em vendas em outros lugares. &#8220;Conseguimos compensar o enfraquecimento em mercados como o Brasil registrando crescimento robusto em outras regi\u00f5es, como Europa Central e Leste Europeu&#8221;, disse Irene.<\/p>\n<p>A receita da Procter &amp; Gamble (P&amp;G) recuou 1% no Brasil no quarto trimestre fiscal, encerrado em 30 junho de 2012. Mas o volume de vendas de produtos de cuidados com o cabelo cresceu mais de 20% no Brasil, impulsionado pela marca Head &amp; Shoulders e pelo lan\u00e7amento da Wella Pro Series. J\u00e1 a concorrente Unilever informa que a expans\u00e3o no Brasil foi de &#8220;dois d\u00edgitos&#8221; durante o segundo trimestre.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o da americana Avon \u00e9 um pouco diferente das outras, pois a empresa enfrenta uma situa\u00e7\u00e3o delicada no pa\u00eds h\u00e1 quatro trimestres. No entanto, a receita entre abril e junho de 2012 teve o maior recuo, de 19%, ap\u00f3s uma queda de 4% no primeiro trimestre, &#8220;puxada por um decl\u00ednio no n\u00famero de revendedoras e por menor demanda, que foi parcialmente afetada pelo aumento na concorr\u00eancia, assim como por pre\u00e7os n\u00e3o competitivos&#8221;, informou a empresa em comunicado sobre o resultado.<\/p>\n<p>A Avon admitiu que a recupera\u00e7\u00e3o n\u00e3o vir\u00e1 no curto prazo. Al\u00e9m de enfrentar uma concorr\u00eancia maior, a empresa precisa ajustar seu n\u00edvel de servi\u00e7o, acertar pre\u00e7os e trabalhar seus produtos e reconstruir a imagem no pa\u00eds, abalada por problemas no sistema de distribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A brasileira Natura, por sua vez, aproveitou a fraqueza da concorrente e teve um segundo trimestre bem diferente, com aumento de receita e de lucro.<\/p>\n<p>O setor automotivo tamb\u00e9m sentiu a economia esfriar. A Volvo reduziu as proje\u00e7\u00f5es para a produ\u00e7\u00e3o no pa\u00eds este ano, de 105 mil para 90 mil caminh\u00f5es; a tamb\u00e9m sueca Scania relatou redu\u00e7\u00e3o das vendas no pa\u00eds em 42% na compara\u00e7\u00e3o anual.<\/p>\n<p>A americana General Motors informou que o desaquecimento econ\u00f4mico na Am\u00e9rica Latina e na Europa ofuscou o bom desempenho da empresa em outros mercados. A francesa Peugeot terminou o semestre com baixa de 0,3% no Brasil.<\/p>\n<p>Por aqui, as 860 mil unidades vendidas pela italiana Fiat entre abril e junho ficaram praticamente em linha com o volume de 2011. A alem\u00e3 Volkswagen foi a exce\u00e7\u00e3o: cresceu 21,5% na Am\u00e9rica do Sul no primeiro semestre.<\/p>\n<p>No setor de telecomunica\u00e7\u00f5es, America Movil (Claro) e Telecom It\u00e1lia (TIM), tiveram desempenho mais fraco do que no ano passado. Mas o resultado era esperado: &#8220;Nossa base [de telefonia no Brasil] est\u00e1 t\u00e3o alta que era de se esperar um movimento de desacelera\u00e7\u00e3o das taxas de crescimento&#8221;, diz Jacqueline Lison, analista da Fator Corretora. &#8220;\u00c9 cedo para falar sobre desacelera\u00e7\u00e3o, s\u00f3 vimos uma empresa falar disso, que \u00e9 a TIM.&#8221;<\/p>\n<p>Anderson Ramires, s\u00f3cio da PwC Brasil, concorda. &#8220;A Oi passa por reestrutura\u00e7\u00e3o grande, Vivo e Telef\u00f4nica terminam sinergias da fus\u00e3o, a TIM vem ganhando mercado. Foi per\u00edodo [primeiro semestre] que, na m\u00e9dia, acabou pela manuten\u00e7\u00e3o dos patamares [dos resultados]&#8221;, diz, acrescentando que a perspectiva para o setor no segundo semestre \u00e9 &#8220;muito boa&#8221;, de grandes investimentos, aumento de rede e redu\u00e7\u00e3o de tarifas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nValor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3385\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-3385","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-SB","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3385","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3385"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3385\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3385"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3385"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3385"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}