{"id":33891,"date":"2026-05-21T19:00:59","date_gmt":"2026-05-21T22:00:59","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=33891"},"modified":"2026-05-21T19:00:59","modified_gmt":"2026-05-21T22:00:59","slug":"quando-os-trabalhadores-de-niteroi-perderam-a-paciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33891","title":{"rendered":"Quando os trabalhadores de Niter\u00f3i perderam a paci\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"33892\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33891\/image-1-51\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-1-2.png?fit=940%2C504&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"940,504\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"image (1)\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-1-2.png?fit=747%2C401&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-large wp-image-33892\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-1-2.png?resize=747%2C401&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"747\" height=\"401\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-1-2.png?resize=900%2C483&amp;ssl=1 900w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-1-2.png?resize=300%2C161&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-1-2.png?resize=768%2C412&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-1-2.png?w=940&amp;ssl=1 940w\" sizes=\"auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>A Revolta das Barcas de 22 de maio de 1959<\/p>\n<p>Por Lucas Corr\u00eaa, secret\u00e1rio de movimentos populares do PCB-RJ<\/p>\n<p>O dia 22 de maio de 1959 deve ser recuperado pela classe trabalhadora como uma data memor\u00e1vel: o dia em que as trabalhadoras e trabalhadores de Niter\u00f3i perderam a paci\u00eancia! Ap\u00f3s esse dia, depois de anos do monop\u00f3lio corrupto e ineficiente do transporte aquavi\u00e1rio pelo grupo privado Carreteiro, as barcas foram encampadas pelo Estado, voltando a ser um servi\u00e7o p\u00fablico estatal. Para entender o que levou esses trabalhadores a perderem a paci\u00eancia e a forma que eles agiram quando isso aconteceu, \u00e9 necess\u00e1rio entender um pouco mais sobre Niter\u00f3i e o partido da classe trabalhadora fundado nesta cidade, o PCB.<\/p>\n<p>O Congresso de funda\u00e7\u00e3o do PCB foi iniciado no Rio de Janeiro, ent\u00e3o Distrito Federal, no dia 25 de mar\u00e7o de 1922, no Sindicato dos Alfaiates e Metal\u00fargicos do Rio de Janeiro. Por quest\u00f5es de seguran\u00e7a, entretanto, o Congresso seria finalizado, com a funda\u00e7\u00e3o do Partido em Niter\u00f3i, no dia 27 de mar\u00e7o, na rua Visconde do Rio Branco 651, onde se localizava, ent\u00e3o, a casa de parentes do jornalista e dirigente comunista Astrojildo Pereira.<\/p>\n<p>A escolha de Niter\u00f3i para a continuidade do Congresso, entretanto, n\u00e3o se deveu a um acaso. Astrojildo cita a exist\u00eancia de um Grupo Comunista de Niter\u00f3i, entre os 6 representados em sua funda\u00e7\u00e3o: Porto Alegre, Recife, S\u00e3o Paulo, Cruzeiro, Rio de Janeiro e Niter\u00f3i \u2013 havia ainda os grupos comunistas de Santos e Juiz de Fora, que n\u00e3o conseguiram enviar delegados (Pereira, 2022, pp. 61 e 62).<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a cidade apresentava um movimento oper\u00e1rio forte e din\u00e2mico, com significativas demonstra\u00e7\u00f5es de for\u00e7a como a da Greve da Cantareira de 1918, mobilizando a importante categoria dos trabalhadores do transporte aquavi\u00e1rio. A greve dos mar\u00edtimos da Companhia Cantareira, que atravessava diariamente a Ba\u00eda de Guanabara, levando milhares de trabalhadores, come\u00e7ou no dia 2 de agosto, principalmente com a luta pela diminui\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho e aumento salarial.<\/p>\n<p>A tentativa de repress\u00e3o fortaleceu a greve, que recebeu ades\u00e3o dos trabalhadores da F\u00e1brica de Tecidos do Barreto, dos trabalhadores dos bondes e da Estrada de Ferro da Leopoldina. Em 7 de agosto, a rea\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia do estado em defesa dos patr\u00f5es, transformou um com\u00edcio dos grevistas em uma batalha campal na Pra\u00e7a da Cantareira. Naquele momento, alguns soldados do ex\u00e9rcito do 58\u00ba Batalh\u00e3o de Ca\u00e7adores tamb\u00e9m se uniram aos trabalhadores. No dia 11 de agosto, ap\u00f3s dias de lutas, com mortos e feridos de ambos os lados, os mar\u00edtimos conseguiram uma importante vit\u00f3ria: 15% de aumento e revoga\u00e7\u00e3o da puni\u00e7\u00e3o aos grevistas (Machado, 2018).<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a funda\u00e7\u00e3o do PCB, Niter\u00f3i se consolidou como um territ\u00f3rio de lutas e organiza\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora. Em seu breve per\u00edodo de legalidade, nas elei\u00e7\u00f5es de 1945, os comunistas demonstraram grande inser\u00e7\u00e3o entre os trabalhadores: se nacionalmente o candidato do Partid\u00e3o \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica teria 10% dos votos, em Niter\u00f3i, Yedo Fiuza chegaria aos 22%. Nestas mesmas elei\u00e7\u00f5es, o candidato \u00e0 Deputado Federal mais votado de Niter\u00f3i, assim como na cidade de S\u00e3o Gon\u00e7alo, seria o oper\u00e1rio e dirigente do PCB, Claudino Jos\u00e9 da Silva (Amaral, 2023, pp.196,197).<\/p>\n<p>Nos anos 1950, apesar do retorno for\u00e7ado \u00e0 clandestinidade e da cassa\u00e7\u00e3o de seus parlamentares, o PCB manteve importantes trabalhos sindicais e populares. Na cidade de Niter\u00f3i, os Centros Pr\u00f3-Melhoramentos e os Comit\u00eas Populares Democr\u00e1ticos se espalhavam pela cidade, organizados e influenciados pelos militantes do PCB e trabalhadores do seu entorno. Bairros e regi\u00f5es como o Barreto, Morro do Estado, Vila Ipiranga, Engenhoca, Morro do Caval\u00e3o, Fonseca, Sap\u00ea, entre outros, contavam com essas organiza\u00e7\u00f5es, que ampliavam os trabalhos das c\u00e9lulas do partido. A Associa\u00e7\u00e3o Feminina Fluminense (AFF), tamb\u00e9m organizada por militantes do PCB e com presen\u00e7a de comunistas como Maria Felizberta Trindade, organizou em 1949, a 1a Conven\u00e7\u00e3o Feminina Pr\u00f3-Paz e Contra a Carestia do estado do Rio (Amaral, 2023).<\/p>\n<p>Entre 27 e 29 de Maio de 1950 houve a I Confer\u00eancia Sindical Fluminense, no Teatro Municipal de Niter\u00f3i, reunindo cerca de 450 pessoas. A Confer\u00eancia reconstituiu a Uni\u00e3o Geral dos Trabalhadores Fluminenses (UGTF), com dire\u00e7\u00e3o de militantes do partido, como Claudino Jos\u00e9 da Silva e Jaime Augusto Teixeira (Amaral, 2023).<\/p>\n<p>Dentro desse contexto, o principal acontecimento que precede a Revolta das Barcas de 1959 e demonstra a for\u00e7a e organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores de Niter\u00f3i, em especial dos mar\u00edtimos, foi a Greve Geral dos Mar\u00edtimos de 1953. Antes da greve, um ato marcou a for\u00e7a das bases e o avan\u00e7o pol\u00edtico dos trabalhadores: a substitui\u00e7\u00e3o dos pelegos na dire\u00e7\u00e3o do Sindicato dos Oper\u00e1rios Navais do Rio de Janeiro (SONRJ) pelo comunistas, liderados pelo mar\u00edtimo Irineu Jos\u00e9 de Souza, levado por uma multid\u00e3o at\u00e9 o sindicato, para garantir sua posse.<\/p>\n<p>A greve, deflagrada em 16 de junho de 1953, teve a ades\u00e3o de dezenas de milhares de trabalhadores de todo pa\u00eds e de todas as categorias dos mar\u00edtimos, dos oficiais n\u00e1uticos aos oper\u00e1rios navais (Amaral, 2023, p.241). Com dura\u00e7\u00e3o de cerca de 10 dias, a greve arrancou vit\u00f3rias importantes para os mar\u00edtimos, e deu exemplos de organiza\u00e7\u00e3o. O Jornal Voz Oper\u00e1ria, em duas edi\u00e7\u00f5es acompanhou e saudou a greve. A edi\u00e7\u00e3o 215 de 1953, relata um caso em que um fura-greve \u00e9 expulso do navio pela multid\u00e3o de apoiadores, com o t\u00edtulo: \u201cAtiva solidariedade: o povo arranca um fura-greve de dentro de um navio em Niter\u00f3i\u201d (Voz Oper\u00e1ria, 1953).<\/p>\n<p>Apenas compreendendo esse contexto de grande organiza\u00e7\u00e3o, de trabalho sindical e popular, de presen\u00e7a constante no dia a dia dos trabalhadores de Niter\u00f3i, nas f\u00e1bricas, nos estaleiros, nos bairros, durante d\u00e9cadas, \u00e9 poss\u00edvel entender as movimenta\u00e7\u00f5es espont\u00e2neas de revolta popular em 22 de maio de 1959. Em 1959, cerca de 100 mil pessoas realizavam diariamente a travessia entre Niter\u00f3i, capital do estado, e o Rio de Janeiro, distrito federal. Aproximadamente \u201c45% da popula\u00e7\u00e3o ocupada de Niter\u00f3i fazia uso dos servi\u00e7os de travessia\u201d (Nunes, 2000, p.29). Esses servi\u00e7os eram monopolizados pelo grupo Carreteiro.<\/p>\n<p>Durante toda a d\u00e9cada de 1950, em especial nos anos e meses que se precederam a Revolta, as reclama\u00e7\u00f5es dos trabalhadores usu\u00e1rios dos servi\u00e7os, dos trabalhadores mar\u00edtimos e at\u00e9 de parlamentares e do governo do estado se acumulavam. O servi\u00e7o de travessia era extremamente perigoso, tendo muitos acidentes com v\u00edtimas fatais; o pre\u00e7o da passagem era caro e tinha aumentos regulares; as filas de passageiros eram quilom\u00e9tricas e os atrasos frequentes; a empresa n\u00e3o pagava todos os direitos aos trabalhadores, mesmo recebendo altas subven\u00e7\u00f5es do estado para garantir estes pagamentos; por esses motivos, as greves eram frequentes e os trabalhadores estavam constantemente mobilizados.<\/p>\n<p>Na noite de 21 de maio, os trabalhadores reunidos deflagraram a greve exigindo o pagamento dos sal\u00e1rios atrasados. Na manh\u00e3 de 22 de maio, a guarda e organiza\u00e7\u00e3o dos passageiros da Esta\u00e7\u00e3o Cantareira era composta por 18 fuzileiros navais e a travessia estava sendo realizada por duas lanchas da Marinha, que n\u00e3o conseguiam dar escoamento \u00e0quela multid\u00e3o de trabalhadores que precisavam chegar aos seus trabalhos.<\/p>\n<p>Os atrasos foram aumentando, assim como a irrita\u00e7\u00e3o dos trabalhadores nas longas filas e a viol\u00eancia dos militares que tentavam conter a popula\u00e7\u00e3o. Coronhadas, empurr\u00f5es e, por fim, uma rajada de metralhadora foi disparada pelos fuzileiros navais. Os protestos se intensificaram, a popula\u00e7\u00e3o fez recuar os militares e incendiou a esta\u00e7\u00e3o das barcas. Com a esta\u00e7\u00e3o incendiada, milhares de pessoas foram em dire\u00e7\u00e3o aos escrit\u00f3rios comerciais do grupo Carreteiro, destruindo e incendiando tudo. Ap\u00f3s isso, a popula\u00e7\u00e3o se dirigiu para as mans\u00f5es da fam\u00edlia Carreteiro, que foram igualmente destru\u00eddas: \u201cPianos, quadros, caixas de u\u00edsque, colares e j\u00f3ias, camas, colch\u00f5es, roupas \u00edntimas de mulheres, tudo foi atirado pelas janelas e sacadas das resid\u00eancias\u201d (Nunes, 2000, pp. 83,84). Foram feitas grandes fogueiras para queimar os bens dos Carreteiros. Na parede de uma das mans\u00f5es destru\u00eddas o povo escreveu: \u201cAqui jazem as fortunas do Grupo Carreteiro, acumuladas com o sacrif\u00edcio do povo\u201d.<\/p>\n<p>A Revolta durou o dia inteiro e, no dia seguinte, o servi\u00e7o de travessia das barcas foi estatizado, representando uma vit\u00f3ria popular, assim como dos trabalhadores mar\u00edtimos que defendiam a bandeira da estatiza\u00e7\u00e3o havia anos. O jornal do PCB, Novos Rumos estampou na sua capa a manchete: A LI\u00c7\u00c3O DE NITER\u00d3I. Segundo o jornal, os acontecimentos de Niter\u00f3i:<\/p>\n<p>\u201crevelam, antes de tudo, que o povo j\u00e1 n\u00e3o aceita resignadamente os sacrif\u00edcios desumanos que lhe querem impor as classes dominantes e o governo que as representa. O povo brasileiro atingiu um grau de consci\u00eancia pol\u00edtica que n\u00e3o se coaduna com a condi\u00e7\u00e3o de rebanho conformado e passivo [\u2026] o povo j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 disposto a esperar das autoridades solu\u00e7\u00e3o para os problemas. Cansou-se de clamar sem resultado. Esgotou sua toler\u00e2ncia diante da alta insuport\u00e1vel do custo de vida, do descalabro dos servi\u00e7os p\u00fablicos. [&#8230;] O povo j\u00e1 n\u00e3o aceita viver como antes. E se os que det\u00eam o poder n\u00e3o cedem \u00e0 vontade popular, a revolta surda que explode em protestos espor\u00e1dicos pode converter-se em revolta aberta e organizada, esmagadora e irreprim\u00edvel. (NOVOS RUMOS n.14, 1953).<\/p>\n<p>A Revolta foi vitoriosa, assustando os empres\u00e1rios e seus representantes nos governos estadual e federal, assim como no parlamento e na imprensa. A Revolta foi espont\u00e2nea, mas o espont\u00e2neo tem hist\u00f3ria, tem processo, \u00e9 resultado de ac\u00famulos produzidos antes da fa\u00edsca se transformar em inc\u00eandio incontrol\u00e1vel. A popula\u00e7\u00e3o de Niter\u00f3i sabia quem eram seus inimigos, n\u00e3o culparam os trabalhadores em greve, seus iguais. A solidariedade de classe estava treinada, a consci\u00eancia de classe fortalecida. A derrota dos pelegos nos sindicatos, o crescimento das greves n\u00e3o apenas em n\u00famero, mas em organiza\u00e7\u00e3o e capacidade de di\u00e1logo com a popula\u00e7\u00e3o, a presen\u00e7a dos Centros Pr\u00f3-Melhoramentos e dos Comit\u00eas Populares Democr\u00e1ticos, a Associa\u00e7\u00e3o Feminina Fluminense, o PCB com c\u00e9lulas em todos os bairros oper\u00e1rios e populares, com os comunistas lutando todas as lutas imediatas ao lado da popula\u00e7\u00e3o. Assim, quando os trabalhadores perderam a paci\u00eancia em Niter\u00f3i, eles sabiam contra quem a sua ira deveria se abater.<\/p>\n<p>Hoje, assim como em 1959, o custo de vida tem revoltado a popula\u00e7\u00e3o. Quase metade da popula\u00e7\u00e3o de Niter\u00f3i est\u00e1 endividada, com um n\u00famero de inadimplentes que chega a 236.990 pessoas! O desemprego, o subemprego e o emprego informal apresentam n\u00fameros alarmantes em nossa cidade, com 32,7% dos jovens de Niter\u00f3i desempregados. A desindustrializa\u00e7\u00e3o, especialmente no setor naval, e a falta de uma pol\u00edtica de empregos, transforma cada vez mais Niter\u00f3i em uma cidade dormit\u00f3rio, v\u00edtima da especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria. Enquanto isso a popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de rua cresce, cada vez mais desassistida e vulner\u00e1vel.<\/p>\n<p>Cresce tamb\u00e9m a luta, com as pautas pela diminui\u00e7\u00e3o da escala de trabalho, contra a escala 6&#215;1, mas tamb\u00e9m pelas 30 horas semanais sem redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rio, assim como a luta por tarifa zero e pela cria\u00e7\u00e3o de uma empresa p\u00fablica de mobilidade urbana. Outras lutas antigas precisam ser fortalecidas, como o retorno das barcas da madrugada e a constru\u00e7\u00e3o da esta\u00e7\u00e3o de barcas de S\u00e3o Gon\u00e7alo. A luta de classes continua, \u00e9 preciso ampliar e organizar os trabalho de base, o trabalho com a juventude, com os sindicatos e movimentos populares, para que quando novas revoltas vierem, os trabalhadores se lembrem de 22 de maio de 1959, saibam quem s\u00e3o seus inimigos e conquistem suas vit\u00f3rias.<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS<\/p>\n<p>A SEGUIR NITER\u00d3I. Morador de Niter\u00f3i tem mais d\u00edvidas que a m\u00e9dia dos devedores do Rio e do Brasil <a href=\"https:\/\/aseguirniteroi.com.br\/noticias\/morador-de-niteroi-tem-mais-dividas-que-a-media-dos-devedores-do-rio-e-do-brasil\/\">https:\/\/aseguirniteroi.com.br\/noticias\/morador-de-niteroi-tem-mais-dividas-que-a-media-dos-devedores-do-rio-e-do-brasil\/<\/a><\/p>\n<p>AMARAL, Luciana Pucu Wollmann do. Niter\u00f3i Oper\u00e1ria: Trabalhadores (as), pol\u00edtica e lutas sociais (1942-1964). Rio de Janeiro, APERJ, 2023.<\/p>\n<p>MACHADO, A. F. da C. M. As batalhas da Cantareira:a luta dos mar\u00edtimos em Niter\u00f3i (1918-1928). Revista Espa\u00e7o Acad\u00eamico, 18(210), 50-62. <a href=\"https:\/\/periodicos.uem.br\/ojs\/index.php\/EspacoAcademico\/article\/view\/44720\">https:\/\/periodicos.uem.br\/ojs\/index.php\/EspacoAcademico\/article\/view\/44720<\/a><\/p>\n<p>NOVOS RUMOS. A LI\u00c7\u00c3O DE NITER\u00d3I. JORNAL NOVOS RUMOS n.14, 1959. <a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/tematica\/jornais\/novos\/pdf\/per122831_1959_00014.pdf\">https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/tematica\/jornais\/novos\/pdf\/per122831_1959_00014.pdf<\/a><\/p>\n<p>NUNES, E. A Revolta das Barcas. Rio de Janeiro, Garamond, 2000.<\/p>\n<p>PEREIRA, Astrojildo. Forma\u00e7\u00e3o do PCB: 1922\/1928: notas e documentos. S\u00e3o Paulo, Boitempo, 2022.<\/p>\n<p>WOLLMANN, Luciana Pucu; CORR\u00caA, Lucas. LMT#106: Rua Visconde do Rio Branco 651, Niter\u00f3i (RJ) <a href=\"https:\/\/lehmt.org\/lmt106-rua-visconde-do-rio-branco-651-niteroi-rj-luciana-pucu-wollmann-e-lucas-correa\">https:\/\/lehmt.org\/lmt106-rua-visconde-do-rio-branco-651-niteroi-rj-luciana-pucu-wollmann-e-lucas-correa<\/a>\/<\/p>\n<p>VOZ OPER\u00c1RIA. JORNAL VOZ OPER\u00c1RIA n.215, 1953.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/tematica\/jornais\/voz-operaria\/pdf\/per154512_1953_00215.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">Clique para acessar o per154512_1953_00215.pdf<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33891\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[46],"tags":[234],"class_list":["post-33891","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c56-memoria","tag-6b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8OD","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33891","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33891"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33891\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33893,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33891\/revisions\/33893"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33891"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33891"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33891"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}