{"id":33898,"date":"2026-05-22T11:22:58","date_gmt":"2026-05-22T14:22:58","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=33898"},"modified":"2026-05-22T11:22:58","modified_gmt":"2026-05-22T14:22:58","slug":"por-que-as-mulheres-precisam-se-organizar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33898","title":{"rendered":"Por que as mulheres precisam se organizar"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"33899\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33898\/image-1-52\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-1-3.png?fit=634%2C830&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"634,830\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"image (1)\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-1-3.png?fit=634%2C830&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-full wp-image-33899\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-1-3.png?resize=634%2C830&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"634\" height=\"830\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-1-3.png?w=634&amp;ssl=1 634w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-1-3.png?resize=229%2C300&amp;ssl=1 229w\" sizes=\"auto, (max-width: 634px) 100vw, 634px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Enquanto este texto \u00e9 escrito, cerca de quatro mulheres s\u00e3o assassinadas por dia no Brasil em raz\u00e3o da viol\u00eancia de g\u00eanero. Crian\u00e7as e adolescentes seguem sendo violentadas cotidianamente. Esses n\u00e3o s\u00e3o acontecimentos isolados, nem desvios individuais. S\u00e3o express\u00f5es de uma realidade que se reproduz todos os dias, sustentada por uma estrutura social que naturaliza a viol\u00eancia e transforma vidas em estat\u00edstica.<\/p>\n<p>O Brasil vive uma conjuntura marcada pela intensifica\u00e7\u00e3o dessa viol\u00eancia e pela rearticula\u00e7\u00e3o de ideologias regressivas. Fen\u00f4menos como a chamada \u201cmachosfera\u201d (ambiente digital que re\u00fane conte\u00fados e grupos que promovem a superioridade masculina e atacam o feminismo), o universo redpill (comunidades que difundem a ideia de que os homens estariam sendo prejudicados pelas mulheres) e iniciativas que buscam restaurar uma suposta autoridade masculina n\u00e3o podem ser tratados como meras manifesta\u00e7\u00f5es culturais ou comportamentais.<\/p>\n<p>Esses espa\u00e7os se organizam em torno de valores que combinam a naturaliza\u00e7\u00e3o da desigualdade entre homens e mulheres, a defesa da autoridade masculina no \u00e2mbito da fam\u00edlia, a desqualifica\u00e7\u00e3o das lutas por direitos e a ideia de que rela\u00e7\u00f5es sociais devem ser pautadas pela domina\u00e7\u00e3o e pela competi\u00e7\u00e3o. A autonomia feminina \u00e9 apresentada como amea\u00e7a, enquanto a submiss\u00e3o \u00e9 revalorizada como ordem natural.<br \/>\nNesse ambiente, elementos do pensamento ultraconservador ganham nova forma e circula\u00e7\u00e3o, combinando ressentimento social, nega\u00e7\u00e3o da igualdade e rejei\u00e7\u00e3o de direitos. N\u00e3o se trata apenas de machismo difuso, mas de uma constru\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica que, em di\u00e1logo com formas contempor\u00e2neas de extremismo pol\u00edtico, busca reorganizar valores sociais a partir da reafirma\u00e7\u00e3o de hierarquias, da naturaliza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia e da deslegitima\u00e7\u00e3o das lutas por emancipa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa opera\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica cumpre uma fun\u00e7\u00e3o precisa. Ao deslocar o conflito social para o campo da moralidade e da disputa entre indiv\u00edduos, obscurece-se o car\u00e1ter estrutural da desigualdade. Em vez de questionar as condi\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o, produz-se um cen\u00e1rio em que a amplia\u00e7\u00e3o de direitos \u00e9 apresentada como amea\u00e7a, e n\u00e3o como conquista.<\/p>\n<p>Tal ofensiva n\u00e3o se limita ao ambiente digital. Ela tamb\u00e9m se expressa em determinados segmentos religiosos que, especialmente no campo neopentecostal, t\u00eam atuado na difus\u00e3o de valores que refor\u00e7am hierarquias de g\u00eanero e restringem direitos. Em nome da defesa da fam\u00edlia e da moralidade, s\u00e3o mobilizadas concep\u00e7\u00f5es que reafirmam a submiss\u00e3o feminina, deslegitimam a autonomia das mulheres e atacam conquistas hist\u00f3ricas.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata da f\u00e9 como experi\u00eancia individual, mas do uso pol\u00edtico de discursos religiosos para sustentar uma ordem social desigual. Ao deslocar novamente o conflito social para o campo moral, esses discursos contribuem para obscurecer as rela\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o e refor\u00e7ar estruturas de domina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O patriarcado, neste sentido, n\u00e3o pode ser compreendido como res\u00edduo do passado. Ele se mant\u00e9m ativo porque cumpre fun\u00e7\u00f5es concretas na organiza\u00e7\u00e3o da sociedade. Ao controlar o corpo, o tempo e a vida das mulheres, garante-se a reprodu\u00e7\u00e3o de uma ordem que depende da desigualdade.<\/p>\n<p>O trabalho dom\u00e9stico e de cuidado, realizado majoritariamente por mulheres, permanece como base invis\u00edvel da reprodu\u00e7\u00e3o social. No Brasil, representa parcela significativa da riqueza produzida, embora n\u00e3o seja reconhecido nem remunerado. Ao mesmo tempo, as mulheres seguem concentradas nas ocupa\u00e7\u00f5es mais precarizadas do mercado de trabalho. Dados recentes indicam que mulheres recebem, em m\u00e9dia, cerca de 20% a menos que homens em fun\u00e7\u00f5es equivalentes e s\u00e3o maioria nas ocupa\u00e7\u00f5es informais. Al\u00e9m disso, acumulam jornadas que combinam trabalho remunerado e trabalho dom\u00e9stico, ampliando sua sobrecarga cotidiana.<\/p>\n<p>Essa posi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 acidental. Ela responde a uma l\u00f3gica que articula explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e desigualdade de g\u00eanero, garantindo a redu\u00e7\u00e3o de custos e a manuten\u00e7\u00e3o de hierarquias sociais. Tal realidade se aprofunda no contexto da crise contempor\u00e2nea do capitalismo. N\u00e3o se trata apenas de instabilidade econ\u00f4mica. A crise atinge o mundo do trabalho, corr\u00f3i direitos, amplia a inseguran\u00e7a e reorganiza a vida social em bases mais desiguais. Nesse cen\u00e1rio, o aumento da viol\u00eancia e a difus\u00e3o de discursos autorit\u00e1rios n\u00e3o s\u00e3o fen\u00f4menos paralelos, mas partes de um mesmo processo.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio ganha for\u00e7a em meio a transforma\u00e7\u00f5es no mundo do trabalho. Ao mesmo tempo em que as mulheres ampliam sua presen\u00e7a em diferentes setores, cresce a precariza\u00e7\u00e3o para amplos segmentos da classe trabalhadora. Esse movimento tensiona hierarquias tradicionais, ainda que de forma limitada. Paralelamente, observa-se o crescimento do sentimento de frustra\u00e7\u00e3o e deslocamento entre homens que enfrentam desemprego, perda de renda ou instabilidade. Em vez de se converter em questionamento das estruturas sociais, esse mal-estar \u00e9 frequentemente canalizado contra as mulheres.<\/p>\n<p>A machosfera e o universo redpill operam exatamente nesse ponto. Transformam inseguran\u00e7a material em ressentimento dirigido, refor\u00e7ando a ideia de que a amplia\u00e7\u00e3o de direitos femininos seria respons\u00e1vel pela perda de posi\u00e7\u00e3o masculina. Trata-se de uma opera\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica que converte um problema estrutural em conflito entre indiv\u00edduos. A viol\u00eancia contra mulheres e crian\u00e7as cumpre, nesse contexto, uma fun\u00e7\u00e3o social. Feminic\u00eddios, estupros e ass\u00e9dio n\u00e3o s\u00e3o apenas crimes isolados. S\u00e3o mecanismos que disciplinam, intimidam e restringem possibilidades.<\/p>\n<p>No Brasil, mais de 1.400 mulheres s\u00e3o assassinadas por ano, ao lado de dezenas de milhares de casos de viol\u00eancia sexual, muitos deles contra crian\u00e7as e adolescentes. A luta das mulheres conquistou avan\u00e7os importantes no campo institucional. A Lei Maria da Penha representou um marco ao reconhecer a viol\u00eancia dom\u00e9stica como viola\u00e7\u00e3o de direitos e estabelecer mecanismos de prote\u00e7\u00e3o. Mais recentemente, iniciativas em debate no Congresso buscam ampliar esse enfrentamento, incluindo propostas que reconhecem a misoginia como forma espec\u00edfica de viol\u00eancia e a articulam ao campo dos direitos humanos.<\/p>\n<p>Esse debate dialoga com compromissos internacionais assumidos pelo pa\u00eds, como a Conven\u00e7\u00e3o de Bel\u00e9m do Par\u00e1, que estabelece a obriga\u00e7\u00e3o dos Estados de prevenir, punir e erradicar a viol\u00eancia contra as mulheres. Ao atualizar essas refer\u00eancias, busca-se responder a formas contempor\u00e2neas de viol\u00eancia que extrapolam o espa\u00e7o dom\u00e9stico e se expandem tamb\u00e9m no ambiente digital e na esfera p\u00fablica. Estas conquistas s\u00e3o resultado de d\u00e9cadas de mobiliza\u00e7\u00e3o e n\u00e3o podem ser desconsideradas. Elas expressam o reconhecimento de que a viol\u00eancia contra as mulheres n\u00e3o \u00e9 quest\u00e3o privada, mas problema social e pol\u00edtico.<\/p>\n<p>No entanto, a exist\u00eancia de leis e pactos n\u00e3o elimina, por si s\u00f3, as condi\u00e7\u00f5es que produzem a viol\u00eancia. A perman\u00eancia de \u00edndices elevados de feminic\u00eddio, estupro e ass\u00e9dio revela os limites de respostas que n\u00e3o enfrentam as bases materiais e ideol\u00f3gicas dessa realidade. A viol\u00eancia assume contornos ainda mais brutais quando se trata de mulheres trans e travestis, frequentemente exclu\u00eddas do mercado de trabalho formal e empurradas para formas extremas de precariza\u00e7\u00e3o. A vulnerabilidade a que est\u00e3o expostas revela como a sociedade reage a corpos que rompem padr\u00f5es estabelecidos. Reconhecer essa realidade n\u00e3o fragmenta a luta; amplia sua compreens\u00e3o.<\/p>\n<p>Diante disso, \u00e9 necess\u00e1rio compreender que as possibilidades de transforma\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o abstratas. Elas existem, mas n\u00e3o se realizam automaticamente. Dependem das condi\u00e7\u00f5es concretas e das escolhas coletivas que uma sociedade \u00e9 capaz de fazer. Os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos ampliaram a capacidade de produzir riqueza. Em tese, isso permitiria reduzir jornadas de trabalho e ampliar o tempo dispon\u00edvel para a vida social. No entanto, o que se observa \u00e9 a intensifica\u00e7\u00e3o do trabalho, a precariza\u00e7\u00e3o e a concentra\u00e7\u00e3o de renda.<\/p>\n<p>A luta pela redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho, sem redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios, expressa de forma concreta essa disputa. Trata-se de definir se o tempo liberado pelo avan\u00e7o t\u00e9cnico ser\u00e1 apropriado coletivamente ou convertido em mais explora\u00e7\u00e3o. Essa disputa est\u00e1 diretamente ligada \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de vida das mulheres, que enfrentam jornadas extensas e acumulam responsabilidades que limitam sua participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e social.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria das mulheres demonstra que essa realidade sempre foi enfrentada por meio da organiza\u00e7\u00e3o coletiva. Em diferentes momentos, estiveram na linha de frente das lutas sociais, transformando a luta pela sobreviv\u00eancia em a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. O desafio colocado no presente \u00e9 claro. N\u00e3o se trata apenas de denunciar a viol\u00eancia, mas de enfrentar suas causas estruturais.<\/p>\n<p>O 8 de mar\u00e7o, nesse contexto, n\u00e3o \u00e9 uma data comemorativa. \u00c9 a express\u00e3o de uma luta em curso. E essa luta exige mais do que indigna\u00e7\u00e3o. Exige organiza\u00e7\u00e3o. N\u00e3o basta denunciar a viol\u00eancia se n\u00e3o enfrentarmos as estruturas que a produzem. N\u00e3o basta reconhecer a desigualdade se n\u00e3o construirmos formas coletivas de super\u00e1-la.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica das mulheres \u00e9 condi\u00e7\u00e3o para qualquer projeto de transforma\u00e7\u00e3o social. Organizar mulheres, ampliar sua presen\u00e7a nos espa\u00e7os de decis\u00e3o e fortalecer sua atua\u00e7\u00e3o nas lutas sociais \u00e9 tarefa urgente. Porque n\u00e3o haver\u00e1 emancipa\u00e7\u00e3o poss\u00edvel sem enfrentar o patriarcado e o capitalismo. E n\u00e3o haver\u00e1 transforma\u00e7\u00e3o real sem a a\u00e7\u00e3o consciente e organizada das mulheres trabalhadoras.<\/p>\n<p>O Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro\/PCB- Santos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/33898\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[22,180],"tags":[226],"class_list":["post-33898","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c3-coletivo-ana-montenegro","category-feminista","tag-4b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8OK","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33898","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33898"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33898\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33900,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33898\/revisions\/33900"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33898"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33898"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33898"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}