{"id":34025,"date":"2026-07-09T11:52:18","date_gmt":"2026-07-09T14:52:18","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=34025"},"modified":"2026-07-09T11:52:18","modified_gmt":"2026-07-09T14:52:18","slug":"levantem-se-com-cuba-povos-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/34025","title":{"rendered":"Levantem-se com Cuba, povos do mundo!"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"34026\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/34025\/unnamed-76\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/unnamed.jpg?fit=862%2C525&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"862,525\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"unnamed\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/unnamed.jpg?fit=747%2C455&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-full wp-image-34026\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/unnamed.jpg?resize=747%2C455&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"747\" height=\"455\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/unnamed.jpg?w=862&amp;ssl=1 862w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/unnamed.jpg?resize=300%2C183&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/unnamed.jpg?resize=768%2C468&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Depois da invas\u00e3o imperialista \u00e0 Venezuela, no dia 3 de janeiro passado, ter arrancado do seio do seu povo o presidente Nicol\u00e1s Maduro e a sua esposa, Cilia Flores, a matilha fascista da pol\u00edtica estadunidense voltou a salivar por Cuba.<\/p>\n<p>\u2013 Em meio \u00e0 acirrada luta ideol\u00f3gica que acompanha esta batalha pela sobreviv\u00eancia de todo um povo, devemos impedir que o medo se disfarce de sensatez.<br \/>\nLa Tizza [*]<br \/>\n&#8220;Feriram-me. Viva Cuba!&#8221;<br \/>\nPrimeiro-Coronel L\u00e1zaro Evangelio Rodr\u00edguez [1]<\/p>\n<p>&#8220;O ar assume a forma de um tornado e nele est\u00e3o ligados a morte e o amor\u2026&#8221;<br \/>\nSilvio Rodr\u00edguez Dom\u00ednguez, &#8220;Prel\u00fadio de Gir\u00f3n&#8221;<\/p>\n<p>Mais uma vez tentar p\u00f4r fim \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o, com a esperan\u00e7a de que o brinde n\u00e3o fique apenas na ressaca.<\/p>\n<p>A morte de 32 her\u00f3is cubanos, num combate feroz e desigual contra os carniceiros da pilhagem ianque, n\u00e3o antecipa \u2014 como alguns pensam \u2014 a derrota de Cuba. O seu sacrif\u00edcio anuncia outra coisa: a ativa\u00e7\u00e3o da fibra mambisa, que \u00e9 a fibra-m\u00e3e da p\u00e1tria: &#8220;quem tentar apropriar-se de Cuba, recolher\u00e1 o p\u00f3 do seu solo encharcado de sangue, se n\u00e3o perecer na luta&#8221;. [2]<\/p>\n<p>Chegados a este ponto em que os porta-avi\u00f5es ianques espreitam as costas de Cuba, em que os rumores de incurs\u00f5es a\u00e9reas do inimigo pairam sobre o \u00e2nimo e as consci\u00eancias, o que falta ainda explicar?<\/p>\n<p>Com o bloqueio naval \u00e0 entrada de combust\u00edvel, coroando o meticuloso sistema de guerra econ\u00f4mica destinado a levar o nosso pa\u00eds ao colapso, que d\u00favidas restam para esclarecer?<\/p>\n<p>Agora que o direito internacional revela, como nunca antes, a quem pertence esse direito e entre quem \u00e9 disputado\u2026 Quando quase todos os governos &#8220;n\u00e3o alinhados&#8221;, ou de ret\u00f3rica &#8220;progressista&#8221;, olham para o outro lado; quando os blocos da suposta integra\u00e7\u00e3o,[3] as alian\u00e7as, os f\u00f3runs, as comiss\u00f5es mistas e os congressos evitam o compromisso pr\u00e1tico e concreto com Cuba e oferecem, no m\u00e1ximo, declara\u00e7\u00f5es de consterna\u00e7\u00e3o e impot\u00eancia; a quem recorrer em primeiro lugar, sen\u00e3o aos povos, para enfrentar este cerco imperialista que se intensifica quanto mais sozinha e abandonada \u00e0 sua sorte Cuba se v\u00ea?<\/p>\n<p>Os campos est\u00e3o se definindo. De um lado, quer simpatizem ou n\u00e3o com o governo cubano, quer sejam ou n\u00e3o comunistas, quer vivam em Cuba ou em qualquer outro lugar, quer acreditem em qualquer Deus ou em nenhum, agruparam-se aqueles que compreendem que a P\u00e1tria est\u00e1 amea\u00e7ada e que, com ela, \u00e9 preciso fechar fileiras. Nada valem, nestes dias, as diferen\u00e7as entre patriotas. Insistir hoje nessas diferen\u00e7as, com a besta \u00e0 nossa frente, \u00e9 um crime de lesa p\u00e1tria.<\/p>\n<p>Por outro lado, posicionaram-se os oportunistas, sem possibilidade nem desejo de se esconderem ou disfar\u00e7arem as suas inten\u00e7\u00f5es, apoiados como se sentem pelo imp\u00e9rio que os organiza. \u00c9 prefer\u00edvel que assim seja: poupa-nos o trabalho de os desmascarar e permite-nos passar diretamente \u00e0 confronta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nestas horas decisivas, em que toda a n\u00e9voa se dissipa e a luz permite ver melhor, ficou mais evidente para quem a perspetiva de agress\u00e3o contra Cuba n\u00e3o \u00e9 motivo de ang\u00fastia, indigna\u00e7\u00e3o ou rebeldia, mas sim uma oportunidade para mendigar.<\/p>\n<p>Os personagens da direita fascista cubano-americana \u2014 com as suas pat\u00e9ticas filiais na Am\u00e9rica Latina e na Europa \u2014 imploram ao imperador Trump que lhes conquiste o poder que n\u00e3o tiveram a aud\u00e1cia nem a coragem de conquistar por si pr\u00f3prios, e que depois complete a vingan\u00e7a contra o povo que fez a Revolu\u00e7\u00e3o e que nunca os respeitou.<\/p>\n<p>N\u00e3o conseguem sequer sentir vergonha de serem vistos a celebrar uma poss\u00edvel agress\u00e3o militar ou a pedir que Cuba seja governada por um vice-rei gringo, por um renegado das suas origens que se disfar\u00e7a de cubano quando o lobby do sul da Fl\u00f3rida assim o exige.<\/p>\n<p>J\u00e1 ningu\u00e9m poder\u00e1 escandalizar-se quando lhes chamarmos &#8220;anticubanos&#8221; ou &#8220;ap\u00e1tridas&#8221;.<\/p>\n<p>Mas na cal\u00e7ada do oportunismo n\u00e3o passeiam apenas os &#8220;MAGA-cubanos&#8221;. O arco do oportunismo estende-se desde os herdeiros de Batista at\u00e9 os carrascos morais de Carlos Pr\u00edo. Aqueles que aproveitam este momento de perigo extremo para, longe de cerrarem fileiras com a frente da p\u00e1tria, andarem a mendigar \u2014 eles acreditam que est\u00e3o exigindo, mas na realidade est\u00e3o mendigando \u2014 ao Estado cubano alguma prebenda, algum favor econ\u00f4mico, alguma concess\u00e3o, alguma cota de poder, como se o poder pudesse ser mendigado \u2014 ou oferecido! \u2014. O que s\u00e3o esses? Tamb\u00e9m s\u00e3o oportunistas! Porque hoje nenhuma agenda particular ou de grupo deveria estar acima da sobreviv\u00eancia da na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O problema dos imperialistas ianques n\u00e3o \u00e9 com o governo cubano; n\u00e3o \u00e9 com tal ou tal caracter\u00edstica da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica; n\u00e3o \u00e9 com a desigualdade ou a pobreza existentes. O problema deles n\u00e3o \u00e9 com &#8220;a situa\u00e7\u00e3o do povo cubano&#8221;, mas sim com o fato de nem o pa\u00eds nem essa situa\u00e7\u00e3o \u2014 apesar dos custos do seu bloqueio obstinado e fracassado \u2014 lhes pertencerem. O problema dos imperialistas ianques n\u00e3o \u00e9 de nomes, \u00e9 de conte\u00fados. Por isso \u00e9 que em Cuba houve &#8220;Rep\u00fablica&#8221;: deles; &#8220;Liberdade&#8221;: para lhes obedecer; &#8220;Democracia&#8221;: para que os seus servos se revezassem no banquete da explora\u00e7\u00e3o nacional. N\u00e3o lhes interessa se praticamos o capitalismo ou o socialismo \u2014 como demonstra a sua ofensiva no momento de maior consagra\u00e7\u00e3o da propriedade privada em Cuba \u2014. O que lhes preocupa \u00e9 que sejamos n\u00f3s a fazer as coisas aqui e n\u00e3o eles. Irrita-os que nos atrevamos a ser e que tenhamos descoberto os mist\u00e9rios da nossa identidade: para sermos, temos de ser contra eles, os imperialistas ianques. N\u00e3o h\u00e1 outra forma. \u00c9 por isso que na\u00e7\u00e3o e anti-imperialismo se pressup\u00f5em. \u00c9 por isso que justi\u00e7a social e liberdade est\u00e3o unidas na mesma bandeira.<\/p>\n<p>Os ativistas das redes sociais, rebeldes e iconoclastas perante o agredido, mas sempre cautelosos e bem-comportados perante o agressor; por que exigem de Cuba vontade de negociar? O que deve e como pode negociar com um assassino aquele que vive sendo emboscado pelo seu cortejo de perseguidores?<\/p>\n<p>Com o olhar fito no templo, &#8220;entendam-se&#8221;, &#8220;dialoguem&#8221;, &#8220;negociem&#8221; s\u00e3o recomenda\u00e7\u00f5es que, na realidade, se assemelham muito a um &#8220;rendam-se&#8221;. Em meio \u00e0 acirrada luta ideol\u00f3gica que acompanha esta batalha pela sobreviv\u00eancia de todo um povo, devemos impedir que o medo se disfarce de sensatez. Esta \u00faltima caberia aconselhar, em todo o caso, aos chefes espirituais da covardia, para quem a vida e a morte s\u00e3o cr\u00e9ditos de um videojogo que programam a partir da seguran\u00e7a e do conforto da sua casa de m\u00e1quinas.<\/p>\n<p>\u00c0queles que se apressaram a pedir reformas ao governo cubano, com a v\u00e3 ilus\u00e3o de que nos perdoar\u00e3o a revolu\u00e7\u00e3o que fizemos \u2014 embora a dignidade n\u00e3o sobreviva ao &#8220;favor&#8221; desse &#8220;perd\u00e3o&#8221; \u2014, saibam que a revolu\u00e7\u00e3o teve de ser socialista para ser de liberta\u00e7\u00e3o nacional. Foi essa a \u00fanica forma hist\u00f3rica pela qual se p\u00f4de concretizar a ideia que obcecou, durante mais de cem anos, os patriotas cubanos e que Diego, a personagem de Fresa y chocolate, resumiu de forma inigual\u00e1vel: &#8220;tamb\u00e9m n\u00e3o quero que venham os americanos, nem ningu\u00e9m!, para nos dizer o que temos de fazer&#8221;.<\/p>\n<p>A vontade de alcan\u00e7ar a soberania para os escravizados e para a na\u00e7\u00e3o em p\u00e9 de guerra tem marcado a hist\u00f3ria de Cuba desde h\u00e1 dois s\u00e9culos. Uma identidade que abriu caminho apesar de todas as previs\u00f5es, que lutou para existir contra a corrente de poderosas for\u00e7as dissolventes de ontem e de hoje. Os gendarmes do &#8220;norte turbulento e brutal que nos despreza&#8221; afirmam-se na medida em que possuem, na medida em que subjugam, na medida em que destroem, na medida em que compram e vendem, na medida em que saqueiam. Os cubanos e as cubanas, por outro lado, afirmamo-nos na medida em que somos, n\u00e3o no que quiseram fazer de n\u00f3s, mas no que quisemos ser por n\u00f3s pr\u00f3prios.<\/p>\n<p>A sanha contra Cuba esconde o terror que a nossa promessa lhes provoca, t\u00e3o sitiada e incompleta quanto irrenunci\u00e1vel.<\/p>\n<p>A derrota dessa promessa, a aceita\u00e7\u00e3o definitiva da posi\u00e7\u00e3o colonial e subordinada, n\u00e3o seria outra coisa sen\u00e3o o suic\u00eddio da na\u00e7\u00e3o: a morte daquilo que Cuba tem sido, n\u00e3o desde 1959, mas h\u00e1 mais de cento e cinquenta anos.<\/p>\n<p>Com o imperialismo n\u00e3o h\u00e1 acordo poss\u00edvel. A sua exist\u00eancia e a nossa s\u00e3o antag\u00f4nicas e continuar\u00e3o a colidir. A agressividade do imperialismo ianque para com Cuba \u2014 os seus bloqueios, as suas formas institucionais que oscilam entre o bast\u00e3o e a cenoura, as suas chantagens ao resto do mundo \u2014 s\u00f3 tem duas vias para desaparecer: a derrota total desse imperialismo ou a rendi\u00e7\u00e3o total de Cuba. A rela\u00e7\u00e3o bilateral entre os dois Estados n\u00e3o esgota tal dilema: est\u00e1 inserida nele.<\/p>\n<p>Perante este cen\u00e1rio, os dirigentes do Estado cubano, para liderarem a na\u00e7\u00e3o e cumprirem os seus deveres sagrados para com ela, n\u00e3o podem ser v\u00edtimas de hesita\u00e7\u00f5es nem fraquezas. Conceder a iniciativa ao inimigo \u2014 externo ou interno \u2014 n\u00e3o traria paz nem estabilidade, mas sim derrota.<\/p>\n<p>A defesa da soberania exige determina\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, clareza estrat\u00e9gica e lideran\u00e7a firme: ou, dito noutros termos que bem conhecemos: &#8220;desafiar for\u00e7as dominantes poderosas\u2026 lutar com aud\u00e1cia, intelig\u00eancia e realismo&#8221;.<\/p>\n<p>O bloqueio naval em vigor e as chantagens tarif\u00e1rias a terceiros, que impedem a chegada a Cuba de fornecimentos de petr\u00f3leo indispens\u00e1veis para sustentar a vida cotidiana, agravam um cen\u00e1rio de crise imposto e planejado, face ao qual a nossa capacidade de gerir a estreita margem de manobra se torna um fator de seguran\u00e7a nacional. Simultaneamente, desenrola-se uma sequ\u00eancia ininterrupta de opera\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas destinadas a gerar medo, ang\u00fastia, desespero e a ilus\u00e3o de um futuro nacional promissor sob a tutela ianque. Isto combina rumores e amea\u00e7as vagas com simula\u00e7\u00f5es da intelig\u00eancia artificial sobre o qu\u00e3o pr\u00f3speras e belas as nossas cidades pareceriam se este &#8220;mart\u00edrio&#8221; de 67 anos chegasse ao fim.<\/p>\n<p>Cuba n\u00e3o \u00e9 &#8220;a pr\u00f3xima&#8221; na lista, sempre foi a primeira. Desde Honduras em 2009 at\u00e9 a Venezuela em 2026, passando pelo Paraguai, Equador, Chile, Brasil, Argentina e Bol\u00edvia, atacaram-se os elos mais fracos da cadeia com um objetivo final, bem conhecido: isolar e asfixiar a Revolu\u00e7\u00e3o cubana. A interven\u00e7\u00e3o imperialista na Venezuela n\u00e3o foi apenas contra aquele povo, mas contra toda a Am\u00e9rica Latina e as Cara\u00edbas, e muito especialmente contra Cuba. N\u00e3o se tratou de um excesso nem de um desvio, mas sim do ponto de condensa\u00e7\u00e3o de uma estrat\u00e9gia regional.<\/p>\n<p>O contexto atual da solidariedade efetiva de outros governos para com Cuba \u00e9 vergonhoso, em contraste com a solidariedade que se manifesta de pessoa para pessoa e de povo para povo. Resta o M\u00e9xico como \u00fanico fornecedor de petr\u00f3leo e j\u00e1 est\u00e3o a ser exercidas fortes press\u00f5es para que essa ajuda termine. N\u00e3o \u00e9 um cen\u00e1rio descart\u00e1vel, tendo em conta o estilo de Donald Trump, que entrela\u00e7a agress\u00f5es brutais, chantagens diretas e press\u00f5es abertas de diversa natureza.<\/p>\n<p>A China e a R\u00fassia manifestam apoio e condena\u00e7\u00e3o ret\u00f3rica, mas nenhuma delas demonstrou disposi\u00e7\u00e3o para correr a mesma sorte do povo cubano perante uma agress\u00e3o direta. Apoio simb\u00f3lico, c\u00e1lculo estrat\u00e9gico e uma ilha empurrada a enfrentar, quase sozinha, a escalada b\u00e9lica cuidadosamente provocada. Das pot\u00eancias externas nada esperamos. Como afirmou Antonio Maceo: &#8220;mais vale subir ou cair sem ajuda do que contrair d\u00edvidas de gratid\u00e3o para com vizinhos t\u00e3o poderosos&#8221;. J\u00e1 t\u00ednhamos aprendido h\u00e1 muito tempo que, nos momentos decisivos, Cuba s\u00f3 pode contar com o seu pr\u00f3prio povo.<\/p>\n<p>\u00c0 solid\u00e3o junta-se o sil\u00eancio dos grandes aparelhos diplom\u00e1ticos na regi\u00e3o e no mundo. Estruturas que existem no papel, mas das quais n\u00e3o se recebem gestos concretos de apoio, capazes de alterar o curso dos acontecimentos.<\/p>\n<p>Todos aqueles que abandonam Cuba \u00e0 sua sorte \u2014 por c\u00e1lculo geopol\u00edtico, por pragmatismo diplom\u00e1tico ou por simples e puro medo \u2014 devem saber que n\u00e3o s\u00e3o neutros e que, por isso, se tornam colaboradores de fato. O seu sil\u00eancio ou ina\u00e7\u00e3o n\u00e3o evitam a guerra, mas abrem-lhe caminho \u00e0 dist\u00e2ncia. Cada gesto que n\u00e3o chega e cada apoio que se atrasa contribuem para a prepara\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio de uma invas\u00e3o contra Cuba ou de uma agita\u00e7\u00e3o social, resultado do desespero popular, que arrasar\u00e1 tudo \u00e0 sua passagem.<\/p>\n<p>Para aqueles que hoje, por a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o, se colocam a servi\u00e7o de uma agress\u00e3o contra o seu pr\u00f3prio pa\u00eds, deve ficar claro que n\u00e3o haver\u00e1 impunidade hist\u00f3rica nem pol\u00edtica. Os povos t\u00eam mem\u00f3ria, e as responsabilidades assumidas em momentos cruciais n\u00e3o se apagam nem com o tempo nem com o ex\u00edlio.<\/p>\n<p>Empenhados em combater o plano para transformar Cuba na Gaza das Cara\u00edbas, dirigimo-nos primeiro a ti, povo dos Estados Unidos, na tua infinita diversidade. A cada cidad\u00e3 e cidad\u00e3o que j\u00e1 n\u00e3o suporta o del\u00edrio ditatorial que governa a Casa Branca. A ti, que vives sitiado, sitiada pelos in\u00fameros problemas de uma sociedade que est\u00e1 longe de ser &#8220;grande outra vez&#8221;.<\/p>\n<p>Dirigimo-nos a ti, que te lembras de cada uma das guerras em que os ricos ficaram mais ricos e os pobres, mais pobres, e em que a \u00fanica coisa que regressou \u00e0 tua casa \u2014 quando algo regressou \u2014 foram os corpos indefesos dos teus filhos. Guerras alheias, decididas em gabinetes, travadas por jovens que, para ganhar a vida, foram obrigados a ceifar outras.<\/p>\n<p>Dirigimo-nos, al\u00e9m disso, \u00e0 numerosa comunidade de cubanos e cubanas que reside nos Estados Unidos e que n\u00e3o \u00e9 ref\u00e9m do \u00f3dio do &#8220;ex\u00edlio hist\u00f3rico&#8221;. Muitos foram educados no humanismo e na fraternidade das nossas escolas e ruas, e n\u00e3o est\u00e3o dispostos a consentir em sil\u00eancio uma agress\u00e3o contra o seu pr\u00f3prio povo.<\/p>\n<p>N\u00e3o deixes que os teus filhos v\u00e3o para outra guerra. N\u00e3o os deixem despedirem-se para irem morrer em Cuba, enfrentando outro povo que n\u00e3o \u00e9 teu inimigo.<\/p>\n<p>H\u00e1 muitas formas de se mobilizar. Convocamos os m\u00faltiplos grupos acad\u00eamicos que mant\u00eam rela\u00e7\u00f5es com Cuba, os Pastores pela Paz, o Conselho Mundial de Igrejas, personalidades da cultura, atores e atrizes que se manifestaram com veem\u00eancia contra a viola\u00e7\u00e3o dos direitos e a deriva fascista que Trump representa. Aos congressistas e senadores que, h\u00e1 muito tempo, exigem uma altera\u00e7\u00e3o nas rela\u00e7\u00f5es com Cuba, sem pretens\u00f5es de subjuga\u00e7\u00e3o nem \u00e2nsias belicistas.<\/p>\n<p>A todos aqueles que se sintam interpelados por este apelo para evitar a morte certa e inevit\u00e1vel no ataque que se prepara nas suas costas. Ajudem a impedir a barb\u00e1rie. Manifestem a vossa solidariedade com Cuba.<\/p>\n<p>Aos povos irm\u00e3os de Cuba, \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es solid\u00e1rias, \u00e0queles que sabem que a guerra imperialista nunca traz democracia nem liberdade: \u00e9 o momento de uma mobiliza\u00e7\u00e3o eficaz, sustentada e vis\u00edvel, por todas as vias poss\u00edveis, contra a guerra e em defesa da vida. Cada pa\u00eds e representa\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica devem tornar-se palcos de irmandade e compromisso. Cada embaixada dos Estados Unidos deve sentir o peso da solidariedade das massas.<\/p>\n<p>Se alguma vez foste atendido nas miss\u00f5es m\u00e9dicas cubanas; se alguma vez aprendeste a ler com o m\u00e9todo Eu sim posso, ou se estudaste nesta terra, dizemos-te: Levanta-te com Cuba!<\/p>\n<p>Povos de \u00c1frica que, ao vosso apelo, contaram com os nossos soldados, combatentes, m\u00e9dicos e professores: chegou a hora crucial da solidariedade com Cuba!<\/p>\n<p>Povos da Am\u00e9rica com quem o nosso destino ficou selado naquele \u00faltimo olhar do Che: mobilizem-se agora!<\/p>\n<p>Povos do mundo, Cuba oferece-vos um lugar para combater.<\/p>\n<p>Notas<br \/>\n[1] \u00daltimas palavras do Primeiro Coronel L\u00e1zaro Evangelio Rodr\u00edguez, ca\u00eddo em combate ao proteger o Presidente da Rep\u00fablica Bolivariana da Venezuela, Nicol\u00e1s Maduro Moros.<br \/>\n[2] Carta de Antonio Maceo ao patriota cubano Jos\u00e9 Dolores Poyo, diretor do jornal independentista El Yara, de Cayo Hueso, enviada a 13 de junho de 1884 a partir de San Pedro Sula, nas Honduras. Em: https:\/\/www.sld.cu\/sitios\/histologia\/temas.php?idv=15549<br \/>\n[3] Comunidade dos Estados Latino-Americanos (CELAC), Alian\u00e7a Bolivariana para os Povos da Nossa Am\u00e9rica \u2013 Tratado de Com\u00e9rcio dos Povos (ALBA-TCP), Movimento dos Pa\u00edses N\u00e3o Alinhados (MNOAL), entre outros.<br \/>\n\/Julho\/2026<\/p>\n<p>Ver tamb\u00e9m:<br \/>\nCuba na encruzilhada de um multilateralismo hip\u00f3crita, Josu\u00e9 Veloz Serrade<br \/>\n[*] Revista digital cubana.<br \/>\nO original encontra-se em <a href=\"http:\/\/latizzadecuba.org\/levantense-con-cuba-pueblos-del-mundo\/\">latizzadecuba.org\/levantense-con-cuba-pueblos-del-mundo\/<\/a><\/p>\n<p>Este editorial encontra-se em <a href=\"http:\/\/resistir.info\">resistir.info<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/34025\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[14,48,65,9,10,47,77],"tags":[228],"class_list":["post-34025","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s16-caribe","category-c58-cuba","category-c78-internacional","category-s10-internacional","category-s19-opiniao","category-c57-revolucao-cubana","category-c90-solidariedade-a-cuba","tag-5b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8QN","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34025","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34025"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34025\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34027,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34025\/revisions\/34027"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34025"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34025"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34025"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}