{"id":34083,"date":"2026-07-27T13:03:55","date_gmt":"2026-07-27T16:03:55","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=34083"},"modified":"2026-07-27T13:03:55","modified_gmt":"2026-07-27T16:03:55","slug":"pela-plena-mobilidade-territorial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/34083","title":{"rendered":"Pela plena mobilidade territorial!"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"34084\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/34083\/image-1-65\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-1-6.png?fit=1040%2C694&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1040,694\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"image (1)\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-1-6.png?fit=747%2C499&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-large wp-image-34084\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-1-6.png?resize=747%2C499&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"747\" height=\"499\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-1-6.png?resize=900%2C601&amp;ssl=1 900w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-1-6.png?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-1-6.png?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-1-6.png?w=1040&amp;ssl=1 1040w\" sizes=\"auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><!--more--><\/p>\n<p><strong>Sou comunista e n\u00e3o abro m\u00e3o da Tarifa Zero e da reestatiza\u00e7\u00e3o!<\/strong><\/p>\n<p>O deslocamento atrav\u00e9s do territ\u00f3rio, cuja capacidade \u00e9 chamada de mobilidade territorial, \u00e9 uma das muitas necessidades humanas; seja individual ou coletivamente, nos movemos a partir de meios de transporte espec\u00edficos, segundo motiva\u00e7\u00f5es diversas. Por\u00e9m, como muitos outros aspectos da produ\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o da nossa vida ao longo do nosso desenvolvimento hist\u00f3rico, a apropria\u00e7\u00e3o privada da mobilidade pela burguesia, sobretudo no imperialismo, tornou uma mercadoria aquilo que h\u00e1 muito tempo \u00e9 essencial para n\u00f3s.<\/p>\n<p>Quando falamos em Brasil, vemos que estamos majoritariamente presentes nas cidades: de acordo com o \u00faltimo Censo, quase 90% da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 em \u00e1reas urbanas. No contexto do neoliberalismo, a mobilidade urbana \u00e9 ditada, seja em cidades grandes, m\u00e9dias ou pequenas, pela privatiza\u00e7\u00e3o ou por concess\u00f5es realizadas no setor de transportes. Essas empresas se utilizam do que j\u00e1 existe de estrutura vi\u00e1ria e basicamente funcionam para enriquecer os capitalistas, que frequentemente n\u00e3o buscam realizar melhorias, ao passo que imp\u00f5em pre\u00e7os crescentes ao conjunto da popula\u00e7\u00e3o que precisa usufruir deste servi\u00e7o.<\/p>\n<p>Do lado de c\u00e1, al\u00e9m das tarifas cada vez mais abusivas, vivemos com in\u00fameros problemas que escancaram as contradi\u00e7\u00f5es do capitalismo. Entre eles, podemos citar atrasos e hor\u00e1rios restritos ao longo da semana, atraso no pagamento dos sal\u00e1rios e terceiriza\u00e7\u00e3o de funcion\u00e1rios, imposi\u00e7\u00e3o de dupla-fun\u00e7\u00e3o, extin\u00e7\u00e3o de direitos como a gratuidade para estudantes, pessoas idosas e com defici\u00eancia, redu\u00e7\u00e3o de itiner\u00e1rios e falta de cobertura do territ\u00f3rio, redu\u00e7\u00e3o de frota e superlota\u00e7\u00e3o, desconforto, quest\u00f5es de sa\u00fade e risco de vida pelas longas viagens, pela falta de infraestrutura ou de manuten\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos, e outros exemplos.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, como um representante dos interesses da classe dominante, o Estado burgu\u00eas acata toda e qualquer demanda feita pelos donos das empresas de transportes, geralmente conduzidos a partir de federa\u00e7\u00f5es ou sindicatos de empresas. Apresentam-se os motivos mais absurdos, desde amea\u00e7as de paralisa\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, passando por uma suposta redu\u00e7\u00e3o no uso nos \u00faltimos anos at\u00e9 a pr\u00e1tica isolada de pessoas \u2013 como furtos e depreda\u00e7\u00f5es \u2013, para justificar um \u201crepasse de custos\u201d que, na pr\u00e1tica, \u00e9 a garantia de lucro crescente para esse pequeno grupo.<\/p>\n<p>Frente ao que tem sido imposto, n\u00f3s comunistas entendemos a import\u00e2ncia de apresentar um programa pol\u00edtico ligado \u00e0 mobilidade territorial, que re\u00fana pautas imediatas, ao mesmo tempo que defende uma transforma\u00e7\u00e3o substantiva da sociedade que n\u00f3s vivemos que possa garantir n\u00e3o s\u00f3 a continuidade de nossos \u00eaxitos, mas tamb\u00e9m vit\u00f3rias posteriores. Nesse sentido, compreendemos que a mobiliza\u00e7\u00e3o popular de forma organizada e cont\u00ednua \u00e9 fundamental, pois, entre outras coisas, ela aumenta nossa chance de sucesso, por alterar a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as que se apresenta at\u00e9 agora.<\/p>\n<p><strong>Em defesa da tarifa zero e da estatiza\u00e7\u00e3o dos transportes!<\/strong><\/p>\n<p>Em meio a isso, temos como pauta hist\u00f3rica a luta pela tarifa zero, onde h\u00e1 o estabelecimento de gratuidade para um grupo de usu\u00e1rios \u2013 como estudantes e pessoas que n\u00e3o possuem um emprego \u2013 ou mesmo para todas as pessoas que utilizam um determinado transporte. Inclusive, pode-se aproveitar a conjuntura atual, em que alguns munic\u00edpios t\u00eam deixado de renovar concess\u00f5es para empresas privadas, quando o governo federal tem debatido a institui\u00e7\u00e3o de uma Pol\u00edtica Nacional de Tarifa Zero e o pr\u00f3prio per\u00edodo das elei\u00e7\u00f5es burguesas, em que \u00e9 mais favor\u00e1vel debater a pol\u00edtica nacional junto \u00e0 classe trabalhadora, no geral, e \u00e0 juventude trabalhadora, em espec\u00edfico.<\/p>\n<p>Essa luta \u00e9 travada h\u00e1 anos, por exemplo, pelo Movimento Passe Livre, criado em 2005 e bastante presente nas mobiliza\u00e7\u00f5es de 2013, que justamente tinham como um de seus motes mais importantes a luta contra o aumento das passagens e as prioridades dadas a projetos \u2013 inclusive de transportes \u2013 que, na pr\u00e1tica, n\u00e3o serviam ao conjunto da popula\u00e7\u00e3o. Fortalecendo esse movimento, podemos fazer ressurgir uma frente de lutas em defesa de uma pol\u00edtica popular de mobilidade territorial, aproveitando as possibilidades em termos de agita\u00e7\u00e3o e propaganda.<\/p>\n<p>Adiante, como parte de um programa mais avan\u00e7ado o qual deve ser nosso horizonte, defendemos o fim de todas as concess\u00f5es e a (re)estatiza\u00e7\u00e3o dos transportes ditos p\u00fablicos. Isso \u00e9 capaz de reformular os interesses envolvidos at\u00e9 ent\u00e3o, colocando a mobilidade territorial a favor da classe trabalhadora e do seu direito de circula\u00e7\u00e3o pelo espa\u00e7o geogr\u00e1fico. Isso deve ser acompanhado por um amplo debate, elabora\u00e7\u00e3o coletiva de planos de transporte e pelo controle popular direto sobre a opera\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, como a partir de conselhos deliberativos.<\/p>\n<p>Como consequ\u00eancia direta da estatiza\u00e7\u00e3o, os custos de opera\u00e7\u00e3o e de amplia\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o caem e os projetos de reestrutura\u00e7\u00e3o vi\u00e1ria mais amplos se tornam vi\u00e1veis, por estarem desvinculados da ideia de lucro. Conforme haja pol\u00edticas que produzam melhorias na infraestrutura, os usos desses modais se intensificam, tornando menos comum o uso de autom\u00f3veis e dinamizando a economia local e regional, enquanto se diminui os impactos ambientais. No mais, na medida em que se tornam funcion\u00e1rios p\u00fablicos, a estabilidade e consequentemente a qualidade de vida dos trabalhadores envolvidos no setor pode aumentar.<\/p>\n<p>\u00c9 fundamental que as nossas pautas sejam apresentadas por n\u00f3s, a fim de diferenciar nosso programa pol\u00edtico, de car\u00e1ter radical e revolucion\u00e1rio, de quaisquer ideias difundidas pelos setores liberais ou da social-democracia. Em s\u00edntese, garantindo uma conex\u00e3o entre as nossas demandas imediatas e nosso horizonte estrat\u00e9gico, s\u00e3o propostas a serem implementadas a curto prazo:<\/p>\n<p>Garantia de transporte gratuito para estudantes, na forma de passe livre;<br \/>\nImplementa\u00e7\u00e3o de transporte gratuito para pessoas desempregadas;<br \/>\nN\u00e3o renova\u00e7\u00e3o de quaisquer concess\u00f5es de transportes; e<br \/>\nProibi\u00e7\u00e3o de qualquer aumento no pre\u00e7o das passagens.<br \/>\nEnquanto isso, pensando em medidas a serem realizadas a m\u00e9dio prazo, n\u00e3o necessariamente ap\u00f3s as anteriores, n\u00f3s comunistas defendemos:<\/p>\n<p>Revoga\u00e7\u00e3o das concess\u00f5es de transportes existentes;<br \/>\nFim das privatiza\u00e7\u00f5es e (re)estatiza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de transportes;<br \/>\nTarifa zero universal, para todas as pessoas, em todos os dias;<br \/>\nGarantia de transporte noturno em hor\u00e1rios regulares; e<br \/>\nCria\u00e7\u00e3o de comit\u00eas populares nos locais de estudo, trabalho e moradia.<br \/>\nAinda, na forma de a\u00e7\u00f5es a longo prazo que envolvem uma reestrutura\u00e7\u00e3o profunda em termo pol\u00edtico-administrativo e territorial, temos como propostas:<\/p>\n<p>Amplia\u00e7\u00e3o da malha ferrovi\u00e1ria, metrovi\u00e1ria e aquavi\u00e1ria;<\/p>\n<p>Constru\u00e7\u00e3o de ciclovias e sua integra\u00e7\u00e3o com as outras malhas vi\u00e1rias;<br \/>\nControle direto dos transportes a partir da classe trabalhadora;<br \/>\nFormula\u00e7\u00e3o de Planos Territoriais Populares envolvendo os transportes; e<br \/>\nCria\u00e7\u00e3o de Conselhos Populares de Transportes.<br \/>\nRadicalizar o debate sobre o territ\u00f3rio, a partir dos transportes, \u00e9 lutar pela justi\u00e7a social, onde o uso e a apropria\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o seja universalizado. Isso precisa ser feito, em primeiro lugar, atrav\u00e9s do Estado, enquanto se promovem organismos que garantem a continuidade desses avan\u00e7os; nesse sentido, o controle radical das pol\u00edticas p\u00fablicas se dar\u00e1 por meio da constru\u00e7\u00e3o do Poder Popular, para promover a verdadeira revolu\u00e7\u00e3o no ordenamento territorial, retirando o car\u00e1ter de mercado dos servi\u00e7os e garantindo a sua verdadeira democratiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A luta pela mobilidade territorial, seja ela urbana ou n\u00e3o, deve acompanhar a luta pela revolu\u00e7\u00e3o socialista, porque \u00e9 a partir de um novo Estado que teremos condi\u00e7\u00f5es reais para pautar nossa demanda: um modo saud\u00e1vel de realizar nossos deslocamentos a partir de nossas in\u00fameras necessidades: n\u00e3o s\u00f3 para trabalho, mas tamb\u00e9m para estudo e para lazer. At\u00e9 l\u00e1, a luta \u00e9 todo dia, entendendo a urg\u00eancia da constru\u00e7\u00e3o de um novo mundo.<\/p>\n<p>SOU COMUNISTA E N\u00c3O ABRO M\u00c3O!<\/p>\n<p>DA TARIFA ZERO E DA REESTATIZA\u00c7\u00c3O!<\/p>\n<p>O PODER DO POVO VAI CONSTRUIR UM MUNDO NOVO!<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/ujc.org.br\/sou-comunista-e-nao-abro-mao-da-tarifa-zero-e-da-reestatizacao\/\">https:\/\/ujc.org.br\/sou-comunista-e-nao-abro-mao-da-tarifa-zero-e-da-reestatizacao\/<\/a><\/p>\n<p>Por Victor Hugo Arona<br \/>\nSecret\u00e1rio Nacional de Movimentos Populares e de Bairros da UJC<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/34083\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[6,20,27],"tags":[223],"class_list":["post-34083","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s5-juventude","category-c1-popular","category-c27-ujc","tag-3a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8RJ","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34083","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34083"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34083\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34085,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34083\/revisions\/34085"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34083"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34083"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34083"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}