{"id":3415,"date":"2012-08-24T14:50:33","date_gmt":"2012-08-24T17:50:33","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3415"},"modified":"2017-08-25T00:13:12","modified_gmt":"2017-08-25T03:13:12","slug":"declaracao-conjunta-do-partido-comunista-clandestino-da-colombia-e-do-partido-comunista-do-mexico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3415","title":{"rendered":"Declara\u00e7\u00e3o conjunta do Partido Comunista Clandestino da Col\u00f4mbia e do Partido Comunista do M\u00e9xico"},"content":{"rendered":"\n<p>21.Ago.12\u00a0<strong>::<\/strong> Outros autores<\/p>\n<p>1\u00ba Reuniram-se em Bogot\u00e1 delega\u00e7\u00f5es do Comit\u00e9 Central do Partido Comunista Clandestino da Col\u00f4mbia (PCCC) e do Comit\u00e9 Central do Partido Comunista do M\u00e9xico (PCM).<\/p>\n<p>2\u00ba Ambos os partidos trocaram opini\u00f5es sobre a situa\u00e7\u00e3o no M\u00e9xico, na Col\u00f4mbia, o Continente e o Mundo.<\/p>\n<p>3\u00ba Ambos os partidos t\u00eam por base ideol\u00f3gica comum o marxismo-leninismo, aplicando-o e enriquecendo-o criativamente com a luta de classes dos nossos pa\u00edses e com a hist\u00f3ria colectiva dos nossos povos, desde a resist\u00eancia ind\u00edgena e popular ao colonialismo, desde a d\u00e9cima nona insurrei\u00e7\u00e3o continental pela independ\u00eancia e emancipa\u00e7\u00e3o da qual sobressaem at\u00e9 aos nossos dias o contributo de Lautaro [1] e do libertador Sim\u00f3n Bol\u00edvar.<\/p>\n<p>4\u00ba O PCCC e o PCM lutam programaticamente pelo socialismo e o comunismo, e consideram que estes objectivos, al\u00e9m da sua urg\u00eancia, t\u00eam actualidade, pois constituem a alternativa vi\u00e1vel perante a decad\u00eancia do capitalismo \u2013 hoje em crise profunda de sobreprodu\u00e7\u00e3o e sobre-acumula\u00e7\u00e3o, em que a riqueza \u00e9 destinada pelos Estados ao resgate dos monop\u00f3lios \u2013 enquanto a classe oper\u00e1ria, os trabalhadores e as camadas m\u00e9dias, a pequena burguesia, s\u00e3o pauperizadas e massivamente atiradas para a mis\u00e9ria. Os nossos dois partidos comunistas actuam com firme orienta\u00e7\u00e3o de classe contra a desvaloriza\u00e7\u00e3o do trabalho, contra a b\u00e1rbara agress\u00e3o aos direitos sindicais e laborais dirigida pelos monop\u00f3lios contra as massas prolet\u00e1rias, ligando a defesa da vida e das reivindica\u00e7\u00f5es imediatas da classe oper\u00e1ria ao objectivo da conquista do poder e \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da nova sociedade sem exploradores nem explorados.<\/p>\n<p>5\u00ba O PCCC e o PCM defendem que nas ac\u00e7\u00f5es por novas revolu\u00e7\u00f5es socialistas \u00e9 de grande import\u00e2ncia a assimila\u00e7\u00e3o cr\u00edtica e a defesa da experi\u00eancia da constru\u00e7\u00e3o socialista na URSS e nos outros pa\u00edses socialistas, dando relevo ao estudo das causas que geraram a contra-revolu\u00e7\u00e3o, tais como o ressurgimento das novas rela\u00e7\u00f5es mercantis que minaram o poder oper\u00e1rio. A constru\u00e7\u00e3o da nova sociedade tem como pr\u00e9-condi\u00e7\u00e3o o poder popular, a socializa\u00e7\u00e3o dos meios de produ\u00e7\u00e3o concentrados e a planifica\u00e7\u00e3o da economia.<\/p>\n<p>6\u00ba A interdepend\u00eancia dos monop\u00f3lios refor\u00e7a a agressividade e a explora\u00e7\u00e3o dos povos pelo imperialismo, no mundo e no nosso continente. A NATO e as tropas norte-americanas, al\u00e9m dos crimes cometidos contra o Iraque, o Afeganist\u00e3o, a L\u00edbia \u2013 interven\u00e7\u00f5es avalizadas pela ONU \u00e0s quais nos opusemos \u2013, preparam novas campanhas contra a S\u00edria e o Ir\u00e3o, que desde j\u00e1 condenamos. Apelamos aos povos, aos Partidos Comunistas, \u00e0s for\u00e7as revolucion\u00e1rias da Am\u00e9rica Latina, a que rejeitem a crescente militariza\u00e7\u00e3o do continente, a reactiva\u00e7\u00e3o da Quarta Esquadra e a activa\u00e7\u00e3o de mais bases militares.<\/p>\n<p>7\u00ba Apelamos ao refor\u00e7o da luta pela ruptura dos tratados de livre com\u00e9rcio, tanto com os Estados Unidos como com a Uni\u00e3o Europeia, lesivos dos interesses dos trabalhadores.<\/p>\n<p>8\u00ba Ratificamos a nossa solidariedade com Cuba socialista, com o processo bolivariano na Venezuela, Equador e Bol\u00edvia; expressamos o nosso apoio aos povos das Honduras e Paraguai, que resistem aos golpes de estado.<\/p>\n<p>9\u00ba O PCCC e o PCM consideram que os nossos povos t\u00eam o inalien\u00e1vel direito a resistir e a desenvolver a insubmiss\u00e3o, a insubordina\u00e7\u00e3o, a alegre e desafiante rebeldia, e a exercer todas as formas de luta para romper as grilhetas da explora\u00e7\u00e3o que nos escravizam. O direito \u00e0 rebeli\u00e3o \u00e9 um direito irrenunci\u00e1vel dos povos; e as formas da sua manifesta\u00e7\u00e3o, pac\u00edfica ou violenta, dependem de variadas circunst\u00e2ncias. Opomo-nos ao dogmatismo e ao reformismo que tentam colocar aos nossos povos a camisa-de-for\u00e7as da \u201cinstitucionalidade\u201d, seguindo o falso caminho da putrefacta fachada democr\u00e1tica, que oculta a ditadura dos monop\u00f3lios. Se a via eleitoral serve para expressar os interesses populares, os nossos povos devem exerc\u00ea-la; se o caminho \u00e9 a greve, a paralisa\u00e7\u00e3o dos locais de trabalho, a luta de massas, por a\u00ed teremos de avan\u00e7ar, e se o caminho \u00e9 o da insurrei\u00e7\u00e3o, a luta armada para arrebatar o monop\u00f3lio da viol\u00eancia \u00e0s classes dominantes, sem d\u00favida alguma devemos eleger esse caminho, por maiores que sejam os sacrif\u00edcios, tal e como a luminosa experi\u00eancia hist\u00f3rica dos nossos povos ensina, desde Cuauht\u00e9moc, Tupac Amaru, Hidalgo, Morelos e Bol\u00edvar, os ex\u00e9rcitos de Villa e Zapata, at\u00e9 ao exemplo do movimento 26 de Julho em Cuba, a gesta do comandante Che Guevara e a epopeia da insurrei\u00e7\u00e3o colombiana, que desde Marquetalia, Camilo Torres, Jacobo Arenas, Ra\u00fal Reyes, Iv\u00e1n R\u00edos, Jorge Briceno, Alfonso Cano exemplarmente transcende, e sobretudo expressa na alta figura, exemplo de dignidade, do comandante Manuel Marulanda V\u00e9lez.<\/p>\n<p>10\u00ba Consequentemente, os nossos Partidos Comunistas refutam o discurso surgido nos centros imperialistas que qualificam a rebeldia dos nossos povos de \u00abterrorismo\u00bb, e criminalizam a solidariedade. Sem qualquer pausa, continua a colabora\u00e7\u00e3o entre os corpos repressivos, aumenta a sua coordena\u00e7\u00e3o. A isso devemos opor a coordena\u00e7\u00e3o dos partidos comunistas e revolucion\u00e1rios, superar os nossos atrasos, o que indubitavelmente potenciar\u00e1 qualitativamente as resist\u00eancias sociais, as mobiliza\u00e7\u00f5es sindicais, camponesas, ind\u00edgenas, estudantis e populares.<\/p>\n<p>11\u00ba Os nossos Partidos Comunistas consideram que devem continuar os encontros entre os partidos comunistas e oper\u00e1rios para criar condi\u00e7\u00f5es para um Encontro dos Partidos Comunistas e Oper\u00e1rios da Am\u00e9rica Latina e do Caribe, no qual se construa um di\u00e1logo frut\u00edfero e sem exclus\u00f5es, que generalize experi\u00eancias, donde emanem resolu\u00e7\u00f5es colectivas para a ac\u00e7\u00e3o comum e problemas de car\u00e1cter continental.<\/p>\n<p>12\u00ba \u00c9 por isso que saudamos com entusiasmo a continuidade do Encontro Internacional dos Partidos Comunistas e Oper\u00e1rios realizado no cent\u00e9simo sexag\u00e9simo primeiro anivers\u00e1rio do Manifesto do Partido Comunista, por iniciativa do KKE, e que este ano se reunir\u00e1 em Beirute, sob os ausp\u00edcios do Partido Comunista Liban\u00eas. Saudamos os encontros de car\u00e1cter regional que se realizam e as iniciativas comuns que v\u00e1rios partidos comunistas e oper\u00e1rios conseguem concretizar, como \u00e9 o caso da Revista Comunista Internacional.<\/p>\n<p>13\u00ba Ratificamos o nosso compromisso, apoio e solidariedade para com a Federa\u00e7\u00e3o Sindical Mundial, o Conselho Mundial da Paz e a iniciativa que na nossa Am\u00e9rica significa o Movimento Continental Bolivariano, um espa\u00e7o dos revolucion\u00e1rios para o debate e o compromisso da luta anti-imperialista pelo socialismo.<\/p>\n<p>14\u00ba O PCCC e o PCM consideram muito negativa a poss\u00edvel integra\u00e7\u00e3o do general Naranjo, um colombiano sinistro, promotor do para-militarismo e terrorismo estatal, da interliga\u00e7\u00e3o entre narcotr\u00e1fico e a institucionalidade, da viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos e do assass\u00ednio pol\u00edtico de centenas de patriotas colombianos, na direc\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a nacional no M\u00e9xico, augurando que deixar\u00e1 com a sua passagem uma esteira de sangrenta repress\u00e3o contra o povo mexicano.<\/p>\n<p>15\u00ba Ambos os partidos sa\u00fadam a crescente resist\u00eancia social do povo colombiano que se expressa em movimentos como a Marcha Patri\u00f3tica, o Congresso dos Povos, a Minga ind\u00edgena, as lutas das organiza\u00e7\u00f5es estudantis, as mobiliza\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas de resist\u00eancia \u00e0 actividade mineira, a explora\u00e7\u00e3o dos recursos minero-energ\u00e9ticos, e a luta do povo colombiano pela paz e a solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do conflito social e armado.<\/p>\n<p>Prolet\u00e1rios de todos os pa\u00edses, uni-vos!<\/p>\n<p>Comit\u00e9 Central do Partido Comunista Clandestino da Col\u00f4mbia<\/p>\n<p>Comit\u00e9 Central do Partido Comunista do M\u00e9xico<\/p>\n<p><em>Nota do tradutor<\/em><\/p>\n<p><em>[1] Lautaro, filho de um chefe mapuche foi raptado em menino pelo conquistador espanhol Pedro Vald\u00edria, governador da regi\u00e3o. Com os espanh\u00f3is aprendeu Lautaro t\u00e9cnicas b\u00e9licas antes de fugir e se juntar ao seu povo que dirigiu na batalha de Tucapel, onde as for\u00e7as de Vald\u00edria foram derrotados e quase todos mortos, e este, depois de feito prisioneiro, foi julgado e executado.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: ODiario.info\n\n\n\n\n\n\n\n\nPCCC e PCM \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3415\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-3415","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c39-colombia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-T5","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3415","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3415"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3415\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3415"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3415"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3415"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}