{"id":3421,"date":"2012-08-24T19:15:56","date_gmt":"2012-08-24T19:15:56","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3421"},"modified":"2012-08-24T19:15:56","modified_gmt":"2012-08-24T19:15:56","slug":"setor-textil-pede-barreira-a-importacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3421","title":{"rendered":"Setor t\u00eaxtil pede barreira \u00e0 importa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>O setor privado solicitou ao governo que adote uma barreira contra a importa\u00e7\u00e3o de roupas. A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria T\u00eaxtil (Abit) protocolou ontem um pedido de investiga\u00e7\u00e3o de salvaguarda para vestu\u00e1rio, alegando que est\u00e1 ocorrendo um &#8220;surto&#8221; de importa\u00e7\u00f5es de roupas no Pa\u00eds, que causa preju\u00edzos \u00e0 ind\u00fastria nacional.<\/p>\n<p>Se o pleito for atendido, as roupas que chegam ao Brasil, vindas de qualquer origem, estar\u00e3o sujeitas a cotas ou a uma sobretaxa. A medida prejudica os interesses de grandes varejistas, como C&amp;A, Lojas Renner, Riachuelo e Marisa. Procurada pela reportagem, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do Varejo T\u00eaxtil (Abvtex) preferiu n\u00e3o se pronunciar.<\/p>\n<p>O assunto \u00e9 pol\u00eamico e divide opini\u00f5es no governo. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, incentivou o setor a entrar com o pedido e v\u00ea a demanda com bons olhos. No fim do ano passado, chegou a falar em trocar as tarifas de importa\u00e7\u00e3o de vestu\u00e1rio de &#8220;ad valorem&#8221; (porcentagem) para &#8220;ad rem&#8221; (um valor fixo), mas a ideia n\u00e3o prosperou. No Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, o assunto provoca desconforto e o \u00f3rg\u00e3o promete uma avalia\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica. O Itamaraty v\u00ea com receio o impacto para a imagem do Brasil no exterior.<\/p>\n<p>O setor t\u00eaxtil est\u00e1 pedindo ao governo que adote, preferencialmente, cotas para a importa\u00e7\u00e3o de 60 produtos de vestu\u00e1rio, que representam 82% das importa\u00e7\u00f5es. Est\u00e3o na lista camisas, camisetas, cal\u00e7as, vestidos, saias, roupa infantil, moda praia, roupa \u00edntima, entre outros. S\u00f3 n\u00e3o foram inclu\u00eddos itens que o Pa\u00eds praticamente n\u00e3o produz.<\/p>\n<p>&#8220;A crise gerou um excedente de vestu\u00e1rio na \u00c1sia, que aumentou as vendas para o Brasil. Uma camisa que entra de forma desleal mata toda a cadeia, desde a planta\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o at\u00e9 a confec\u00e7\u00e3o&#8221;, disse Aguinaldo Diniz Filho, presidente da Abit.<\/p>\n<p>Preju\u00edzo. Em um processo de mais de 2 mil p\u00e1ginas, dividido em oito volumes, a entidade argumenta que a crise provocou um surto de importa\u00e7\u00e3o no Brasil, que gerou um &#8220;preju\u00edzo grave&#8221; para a ind\u00fastria. Segundo dados do IBGE, citados nos documentos, a produ\u00e7\u00e3o nacional de vestu\u00e1rio caiu 13% no primeiro semestre deste ano, enquanto as importa\u00e7\u00f5es subiram 30%.<\/p>\n<p>A salvaguarda \u00e9 um instrumento de defesa menos utilizado que o antidumping, que \u00e9 aplicado para um produto e contra um pa\u00eds. Na salvaguarda, \u00e9 protegido todo o setor, que reconhece que n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de competir e pede um tempo de ajuste, que pode chegar a 10 anos.<\/p>\n<p>O Brasil aplicou salvaguarda contra a importa\u00e7\u00e3o de brinquedos por mais de uma d\u00e9cada, mas n\u00e3o se transformou em grande produtor. &#8220;A salvaguarda tem um car\u00e1ter mais protecionista e o pa\u00eds que aplica muito n\u00e3o \u00e9 bem visto. N\u00e3o \u00e9 o caso do Brasil&#8221;, diz Juliana Oliveira Domingues, professora da USP e advogada no escrit\u00f3rio L.O. Batista.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Com procura menor por vagas, taxa de desemprego diminui em julho<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O recuo da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa (PEA) em julho, na compara\u00e7\u00e3o com junho, foi o principal respons\u00e1vel pela queda na taxa de desemprego nesse intervalo. Considerando-se apenas as quatro regi\u00f5es metropolitanas, cujos dados foram apresentados ontem na Pesquisa Mensal de Emprego (PME), a taxa de desemprego passou de 5,4%, em junho, para 5,2% no m\u00eas passado.<\/p>\n<p>Pelo segundo m\u00eas consecutivo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) n\u00e3o publicou a taxa m\u00e9dia de desemprego e de outros indicadores da PME referentes \u00e0s seis maiores regi\u00f5es metropolitanas do pa\u00eds: Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador, Recife Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo. A divulga\u00e7\u00e3o n\u00e3o ocorreu em raz\u00e3o da greve de parte dos funcion\u00e1rios do IBGE. Para o m\u00eas de julho n\u00e3o foram divulgados dados da regi\u00e3o metropolitana de Rio de Janeiro e de Salvador. No m\u00eas anterior, n\u00e3o foram publicadas informa\u00e7\u00f5es apenas sobre o Rio.<\/p>\n<p>Na passagem de junho para julho, 151 mil pessoas sa\u00edram da PEA, segundo o IBGE. Ao mesmo tempo, o n\u00famero de ocupados diminuiu 61 mil e 90 mil deixaram de se considerar desempregados. Ou seja, a redu\u00e7\u00e3o na taxa de desocupa\u00e7\u00e3o de 5,4% para 5,2% de junho para julho foi justificada principalmente pelo recuo da PEA, e n\u00e3o devido a contrata\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Para Caio Machado, economista da LCA Consultores, um fator que contribui para o crescimento mais moderado da PEA, \u00e9 o fato de os jovens estarem cada vez mais adiando a entrada no mercado de trabalho. &#8220;Eles est\u00e3o preferindo estudar mais e se qualificar para poderem entrar no mercado de trabalho com sal\u00e1rios maiores&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Machado destaca que, em junho, o crescimento da PEA havia sido de 1,7%, na compara\u00e7\u00e3o com igual m\u00eas de 2011, considerando apenas as quatro regi\u00f5es. Em julho, o avan\u00e7o da PEA ficou em 0,5%. &#8220;Se a PEA tivesse um crescimento constante, o desemprego n\u00e3o teria recuado tanto. O crescimento da ocupa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m perdeu for\u00e7a, mas em ritmo bem menor.&#8221;<\/p>\n<p>A PME mostrou que o desemprego na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo ficou em 5,7% em julho. A taxa ficou bem abaixo da apurada no m\u00eas anterior, de 6,5%. A Grande S\u00e3o Paulo tem peso de cerca de 40% na PME. O desemprego em Porto Alegre caiu para 3,8%, ante 4% em junho. No mesmo per\u00edodo, o desemprego em Belo Horizonte cedeu a 4,4%, menor que os 4,5% em junho. No Recife, a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o subiu para 6,5% em julho &#8211; era de 6,3% em junho.<\/p>\n<p>De acordo com estimativas da Tend\u00eancias Consultoria, a taxa de desemprego ficou em 5,5% no m\u00eas de julho para o conjunto das seis regi\u00f5es metropolitanas consideradas pelo IBGE. O economista Rafael Bacciotti estimou o crescimento da popula\u00e7\u00e3o ocupada e da PEA do Rio e Salvador, dados n\u00e3o anunciados pela pesquisa. Em julho do ano passado, a taxa de desemprego ficou em 6% no conjunto das seis regi\u00f5es. O \u00faltimo \u00edndice divulgado pela entidade que contemplava todas as seis regi\u00f5es da pesquisa, referente a maio, apontou a desocupa\u00e7\u00e3o em 5,8%.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Cimar Azeredo, gerente da coordena\u00e7\u00e3o de trabalho e rendimento do IBGE, o mercado de trabalho n\u00e3o mostra ind\u00edcios de reaquecimento da economia brasileira, apesar da queda na taxa de desemprego em tr\u00eas das quatro regi\u00f5es, j\u00e1 que o n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o avan\u00e7ou.<\/p>\n<p>&#8220;Os resultados n\u00e3o mostram qualquer influ\u00eancia de um eventual reaquecimento da economia. N\u00e3o observamos aquecimento no mercado de trabalho, porque a desocupa\u00e7\u00e3o est\u00e1 caindo, mas a ocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 aumentando&#8221;, diz. A ocupa\u00e7\u00e3o caiu em duas das quatro regi\u00f5es analisadas entre junho e julho, (1,3% no Recife e 2,8% em Porto Alegre), enquanto em S\u00e3o Paulo subiu apenas 0,1% e, em Belo Horizonte, ficou est\u00e1vel.<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o com igual m\u00eas do ano anterior, a popula\u00e7\u00e3o ocupada nas quatro regi\u00f5es cresceu 1,1% em julho. Em junho, o crescimento da popula\u00e7\u00e3o ocupada tinha sido de 1,9% na mesma compara\u00e7\u00e3o. Machado, da LCA, afirma que o crescimento da popula\u00e7\u00e3o ocupada vem se desacelerando ao longo deste ano em fun\u00e7\u00e3o das incertezas sobre a atividade, mas as expectativas positivas para o segundo semestre devem surtir algum efeito positivo.<\/p>\n<p>O rendimento m\u00e9dio real habitual caiu em tr\u00eas das quatro regi\u00f5es na compara\u00e7\u00e3o entre julho e junho. Em S\u00e3o Paulo, onde foi registrado o maior valor, o rendimento caiu 1,1%, chegando a R$ 1.834,30 em julho. De acordo com c\u00e1lculos da LCA, na compara\u00e7\u00e3o com igual m\u00eas do ano anterior, o avan\u00e7o do rendimento real no conjunto das quatro regi\u00f5es metropolitanas se desacelerou de 5,4% em junho para 2,5% em julho.<\/p>\n<p>Para Bacciotti, da Tend\u00eancias, houve acomoda\u00e7\u00e3o no rendimento no segundo trimestre, devido \u00e0 atividade mais fraca. No primeiro trimestre, o reajuste do sal\u00e1rio m\u00ednimo ajudou o avan\u00e7o na compara\u00e7\u00e3o com o m\u00eas anterior, segundo ele. &#8220;Os reajustes salariais t\u00eam acontecido, mas de forma mais contida do que no mesmo per\u00edodo do ano passado&#8221;, avalia. A expectativa da Tend\u00eancias \u00e9 que o rendimento m\u00e9dio real volte a se acelerar no segundo semestre e cres\u00e7a 2% em 2012, ante 2011, no conjunto das seis regi\u00f5es metropolitanas.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Greve e aumento de demanda provocam falta de diesel<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O aumento da demanda por \u00f3leo diesel e a greve em \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, entre eles a Receita Federal e a Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa), est\u00e3o afetando o suprimento do produto para postos do Rio de Janeiro e Paran\u00e1. O consumo do combust\u00edvel no pa\u00eds no primeiro semestre (26 bilh\u00f5es de litros) cresceu 7% em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo de 2011. Para atender o mercado, a Petrobras elevou o volume de importa\u00e7\u00e3o de diesel, mas as cargas est\u00e3o retidas nos portos, devido \u00e0 greve.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 algum tipo de atraso no fornecimento de diesel pela Petrobras. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 pelo aumento da demanda, mas at\u00e9 por fatores imprevis\u00edveis, como a greve do funcionalismo p\u00fablico, que atrasa a atraca\u00e7\u00e3o e a descarga de navios&#8221;, disse ontem o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combust\u00edveis e Lubrificantes (Sindicom), Al\u00edsio Vaz, na feira ExpoPostos &amp; Conveni\u00eancia, no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>O superintendente de abastecimento da Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP), Dirceu Amorelli, afirmou que \u00f3rg\u00e3o regulador j\u00e1 notificou a Petrobras por &#8220;n\u00e3o atendimento&#8221; aos postos.<\/p>\n<p>O diretor de abastecimento da Petrobras, Jos\u00e9 Carlos Cosenza, negou haver problemas de suprimento de diesel. Segundo ele, o \u00fanico caso do tipo ocorreu no Esp\u00edrito Santo, por causa de incidentes em navios, mas que j\u00e1 foi resolvido com o envio de produto do Rio. O executivo explicou que o aumento da demanda por diesel se deve \u00e0 safra de gr\u00e3os no Paran\u00e1 e que ser\u00e1 preciso importar ainda mais combust\u00edvel.<\/p>\n<p>Em nota, a Petrobras informou que entregar\u00e1 nos pr\u00f3ximos dias 40 mil metros c\u00fabicos de diesel, em Paranagu\u00e1, al\u00e9m do volume j\u00e1 contratado com a Refinaria Presidente Get\u00falio Vargas (Repar), para suprir a demanda adicional de diesel no Estado.<\/p>\n<p>Ontem, o ministro da Sa\u00fade, Alexandre Padilha, disse que n\u00e3o h\u00e1 e nem haver\u00e1 falta de medicamentos e insumos hospitalares no pa\u00eds em raz\u00e3o da greve de parte dos servidores da Anvisa, ao contr\u00e1rio do que as empresas e sindicatos v\u00eam afirmando.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos monitorando diariamente toda a situa\u00e7\u00e3o&#8221;, afirmou Padilha, em entrevista coletiva no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad, no Rio. Segundo ele, todos os insumos e medicamentos hospitalares s\u00e3o vistoriados em car\u00e1ter de urg\u00eancia pelos t\u00e9cnicos da ag\u00eancia.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Alta nos estoques assusta chineses<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Depois de tr\u00eas d\u00e9cadas de intensa expans\u00e3o, a China est\u00e1 enfrentando um problema estranho com a sua economia: o ac\u00famulo de produtos n\u00e3o vendidos que est\u00e1 atravancando pisos de lojas, entupindo concession\u00e1rias de ve\u00edculos e enchendo armaz\u00e9ns de f\u00e1brica.<\/p>\n<p>O excesso de tudo, desde aparelhos de a\u00e7o e utens\u00edlios dom\u00e9sticos a carros e apartamentos, est\u00e1 dificultando os esfor\u00e7os do governo chin\u00eas para recuperar a economia. Os elevados estoques tamb\u00e9m produziram sucessivas guerras de pre\u00e7os e levaram os fabricantes a redobrarem os esfor\u00e7os para exportar o que n\u00e3o conseguem vender no mercado dom\u00e9stico.<\/p>\n<p>A gravidade do problema tem sido cuidadosamente mascarada pelo bloqueio ou ajuste de dados econ\u00f4micos divulgados pelo governo chin\u00eas &#8211; tudo parte de um esfor\u00e7o para sustentar a confian\u00e7a dos investidores. Mas uma pesquisa n\u00e3o governamental feita com empres\u00e1rios chineses revelou que os estoques de produtos industriais aumentaram muito mais rapidamente em agosto do que em qualquer outro m\u00eas desde que a pesquisa come\u00e7ou a ser feita, em abril de 2004.<\/p>\n<p>O recorde anterior para elevados estoques, segundo a pesquisa do HSBC\/Markit, foi registrado em junho. Maio e julho tamb\u00e9m apresentaram aumentos.<\/p>\n<p>A fraqueza da economia da China significa menos importa\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os em um momento em que a crise da d\u00edvida na Europa j\u00e1 prejudica a demanda, aumenta a perspectiva de um excesso de oferta global de produtos, pre\u00e7os em queda e fraca produ\u00e7\u00e3o ao redor do mundo.<\/p>\n<p>O ritmo das exporta\u00e7\u00f5es chinesas tem recuado. As importa\u00e7\u00f5es, principalmente de mat\u00e9rias-primas, est\u00e3o em n\u00edveis baix\u00edssimos. O pre\u00e7o dos im\u00f3veis caiu bruscamente e o dinheiro tem deixado o pa\u00eds por uma variedade de canais legais e ilegais.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Espanha vai pedir socorro<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>Pa\u00eds j\u00e1 negocia com parceiros europeus plano de resgate para evitar a insolv\u00eancia da economia e endurece controle dos bancos<\/p>\n<p>Madri e Paris \u2014 A Espanha est\u00e1 negociando com a Zona do Euro as condi\u00e7\u00f5es de um plano de ajuda internacional para diminuir os juros dos financiamentos ao Tesouro e \u00e0 economia do pa\u00eds, que v\u00eam se mantendo excessivamente elevados nos \u00faltimos meses, amea\u00e7ando criar uma situa\u00e7\u00e3o irrevers\u00edvel de insolv\u00eancia. A informa\u00e7\u00e3o foi repassada \u00e0 Reuters por tr\u00eas fontes com conhecimento do assunto.<\/p>\n<p>O governo espanhol, no entanto, ainda n\u00e3o tomou a decis\u00e3o de pedir o resgate, disseram as fontes. A op\u00e7\u00e3o preferida \u00e9 que o Fundo Europeu de Estabiliza\u00e7\u00e3o Financeira (EFSF, na sigla em ingl\u00eas), mecanismo criado no bloco monet\u00e1rio para apoiar pa\u00edses em dificuldades, compre t\u00edtulos do governo em leil\u00f5es prim\u00e1rios (quando os pap\u00e9is s\u00e3o emitidos), enquanto o Banco Central Europeu (BCE) interviria no mercado secund\u00e1rio para conter os juros nas transa\u00e7\u00f5es entre investidores.<\/p>\n<p>Nenhum n\u00famero espec\u00edfico foi discutido nas negocia\u00e7\u00f5es, que come\u00e7aram h\u00e1 v\u00e1rias semanas. O gabinete do primeiro-ministro, Mariano Rajoy, n\u00e3o quis fazer coment\u00e1rios. Uma porta-voz do Minist\u00e9rio da Economia disse que a Espanha vai esperar at\u00e9 a pr\u00f3xima reuni\u00e3o do conselho do BCE, em 6 de setembro, para conhecer detalhes dos planos de interven\u00e7\u00e3o da autoridade monet\u00e1ria e, ent\u00e3o, decidir o que fazer.<\/p>\n<p>No in\u00edcio deste m\u00eas, o presidente do BCE, Mario Draghi, informou que a institui\u00e7\u00e3o poderia socorrer economias em dificuldades, mas apenas se os governos pedissem, antes, ajuda ao fundo de resgate. Segundo as fontes, embora a Espanha j\u00e1 tenha adotado duras medidas de austeridade, um plano de socorro global poder\u00e1 implicar uma agenda mais exigente de monitoramento.<\/p>\n<p>Sistema financeiro<\/p>\n<p>O governo j\u00e1 est\u00e1 endurecendo a postura frente aos bancos, como condi\u00e7\u00e3o para receber a ajuda de 100 bilh\u00f5es de euros prometida por seus parceiros europeus para salvar o sistema financeiro espanhol. Um novo decreto deve dar ao banco central \u00a0poderes para intervir mais rapidamente em institui\u00e7\u00f5es com dificuldades.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Merkel pede que Gr\u00e9cia &#8216;cumpra compromissos&#8217;<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>As press\u00f5es crescentes da Gr\u00e9cia por uma flexibiliza\u00e7\u00e3o dos prazos de reequil\u00edbrio fiscal (at\u00e9 2016) e de in\u00edcio do pagamento das d\u00edvidas (at\u00e9 2020) foram recusadas ontem pela chanceler da Alemanha, Angela Merkel. Em reuni\u00e3o com o presidente da Fran\u00e7a, Fran\u00e7ois Hollande, a chefe de governo pediu que Atenas &#8220;cumpra seus compromissos&#8221;, em um ind\u00edcio de que bloquear\u00e1 a renegocia\u00e7\u00e3o pedida pelo primeiro-ministro grego, Antonis Samaras. O premi\u00ea argumentou que seu pa\u00eds &#8220;pode ser salvo&#8221;, mas que para isso precisa voltar a crescer rapidamente.<\/p>\n<p>O encontro bilateral aconteceu em Berlim e serviu para que os dois l\u00edderes pol\u00edticos acertassem o discurso frente a Samaras, que se encontrar\u00e1 com Merkel e Hollande hoje e amanh\u00e3. Os dois decidiram que v\u00e3o esperar o relat\u00f3rio da auditoria realizada por t\u00e9cnicos da Comiss\u00e3o Europeia, do BCE e do FMI nas contas do governo grego, antes de se pronunciar sobre qualquer renegocia\u00e7\u00e3o. O documento ficar\u00e1 pronto no in\u00edcio de setembro.<\/p>\n<p>Mas, antes mesmo de conhecer o teor do relat\u00f3rio, Merkel deu um indicativo de sua posi\u00e7\u00e3o, em entrevista coletiva ao lado de Hollande. &#8220;Para mim \u00e9 importante que n\u00f3s cumpramos nossos compromissos e que n\u00f3s esperemos o documento da troica para ver quais s\u00e3o os resultados&#8221;, disse, antecipando: &#8220;N\u00f3s vamos&#8230; eu vou encorajar a Gr\u00e9cia a seguir na via das reformas, que exigem muito dos gregos.&#8221;<\/p>\n<p>Ao seu lado, Hollande repetiu o discurso, dizendo ser &#8220;importante que todos mantenham seus engajamentos&#8221; e se dizendo pronto a &#8220;encorajar o pa\u00eds a manter suas reformas&#8221;. &#8220;Eu quero que a Gr\u00e9cia esteja na zona do euro. Cabe ao pa\u00eds fazer esfor\u00e7os indispens\u00e1veis para que atinjamos esse objetivo.&#8221;<\/p>\n<p>Mais cedo, o jornal Le Monde, de Paris, havia publicado uma entrevista com Samaras na qual ele explica sua proposta. &#8220;Se n\u00f3s fizermos o nosso trabalho, a Gr\u00e9cia pode ser salva. Todo mundo tem a ganhar vendo a Gr\u00e9cia se transformar em uma &#8220;success story&#8221;&#8221;, afirmou. Segundo ele, Atenas quer conciliar a retomada do crescimento com o rigor fiscal, que teria reduzido a renda per capita em 35% desde o in\u00edcio da crise, enquanto os cortes fiscais j\u00e1 somam 25% do PIB. &#8220;N\u00f3s n\u00e3o questionamos os objetivos do programa para suprimir d\u00e9ficits, trazer a d\u00edvida de volta a um n\u00edvel suport\u00e1vel, privatizar e realizar as reformas estruturais&#8221;, reiterou, frisando no entanto a necessidade de desenvolvimento. &#8220;Se n\u00f3s retomarmos o crescimento, teremos arrecada\u00e7\u00e3o fiscal maior e menos d\u00e9ficit nos anos que vir\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>O maior obst\u00e1culo \u00e0 renegocia\u00e7\u00e3o de prazos solicitada \u00e9 a avers\u00e3o crescente da opini\u00e3o p\u00fablica da Alemanha, a maior economia da Europa. Ontem, uma pesquisa realizada pelo instituto Emnid e pela rede de TV N24 revelou que 75% dos entrevistados s\u00e3o contra qualquer tipo de concess\u00e3o extra \u00e0 Gr\u00e9cia, contra 15% de opini\u00f5es a favor. Um total de 69% \u00e9 contr\u00e1rio \u00e0 negocia\u00e7\u00e3o de um terceiro pacote de aux\u00edlio &#8211; que nem mesmo \u00e9 cogitado por Bruxelas &#8211; e 68% n\u00e3o acreditam que o governo grego est\u00e1 fazendo as reformas que precisa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nO Estado de S. 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