{"id":3424,"date":"2012-08-27T17:34:53","date_gmt":"2012-08-27T17:34:53","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3424"},"modified":"2012-08-27T17:34:53","modified_gmt":"2012-08-27T17:34:53","slug":"farc-ep-sobre-o-nosso-carater-politico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3424","title":{"rendered":"FARC-EP: Sobre o nosso car\u00e1ter pol\u00edtico"},"content":{"rendered":"\n<p>Somos um movimento de esquerda que luta pela supera\u00e7\u00e3o do modelo econ\u00f4mico e pol\u00edtico existente e por uma na\u00e7\u00e3o plena de dignidade e soberania.<\/p>\n<p>As FARC-EP s\u00e3o acusadas de duas coisas. A primeira, de ser o pau que trava a roda para um verdadeiro desenvolvimento e consolida\u00e7\u00e3o da esquerda na Col\u00f4mbia, e a segunda, de ser os art\u00edfices do paulatino giro da vida pol\u00edtica para formas abertas de fascismo durante a \u00faltima d\u00e9cada.\u00a0<\/p>\n<p><strong>As FARC-EP somos uma tranqueira que impede o avan\u00e7o das tend\u00eancias de esquerda na Col\u00f4mbia?<\/strong><\/p>\n<p>A pergunta surge, ao nosso ver, de duas situa\u00e7\u00f5es: o desconhecimento sobre a nossa hist\u00f3ria e atividade como organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria, de um lado, e pelo outro, uma obvia inten\u00e7\u00e3o de desligar-nos do campo das esquerdas na hist\u00f3ria do nosso pa\u00eds. \u00c9 como se nosso surgimento e desenvolvimento obedecessem a uma sorte de gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea militar \u00fanica na hist\u00f3ria universal.<\/p>\n<p>A realidade contrasta com o anterior. Nossa hist\u00f3ria \u00e9 produto da converg\u00eancia das mais diversas express\u00f5es das lutas sociais do povo colombiano. Se analisamos o caso dos nossos dois maiores timoneiros, Manuel Marulanda V\u00e9lez e Jacobo Arenas, veremos que se juntaram \u00e0s lutas dos colonos camponeses liberais e comunistas da cordilheira central e o turbilh\u00e3o prolet\u00e1rio do povo santanderiano. Dois homens, duas cordilheiras, duas lutas transformadas em uma nas trincheiras de Marquet\u00e1lia.<\/p>\n<p>No processo de surgimento das frentes e companhias das FARC obt\u00eam-se muitas das tradi\u00e7\u00f5es pol\u00edtico-culturais do campo popular colombiano. Assim \u00e9 como contamos com camaradas oriundos do movimento ind\u00edgena, dos campesinato rebelde, da luta estudantil, dos afrodescendentes, mulheres rebeldes, do proletariado, dos intelectuais, artistas e do movimento cooperativo.<\/p>\n<p><strong>Vale a pena rever um pouco de historia<\/strong><\/p>\n<p>O assassinato de Rafael Uribe Uribe, a persegui\u00e7\u00e3o a tiros e a convers\u00e3o em assunto de guerra do socialismo revolucion\u00e1rio de Maria Cano, o massacre das bananeiras, a cruzada santa decretada contra o jovem Partido Comunista por Laureano G\u00f3mez, o assassinato de Jorge Eli\u00e9cer Gait\u00e1n e subsequente per\u00edodo denominado de \u201cA Viol\u00eancia\u201d, assim como a persegui\u00e7\u00e3o internacional dos partidos pol\u00edticos colombianos empreendida pro Rojas Pinilla, junto das suas selvagens guerras contra Villarrica e Sumapaz, constituem acontecimentos de profunda repercuss\u00e3o na Col\u00f4mbia, todos ocorridos antes da exist\u00eancia das FARC.<\/p>\n<p>A repress\u00e3o contra a esquerda, o assassinato seletivo dos seus l\u00edderes e a busca do desmembramento de suas organiza\u00e7\u00f5es tem sido uma constante de longa data na hist\u00f3ria colombiana, cuja responsabilidade recai diretamente no regime reacion\u00e1rio e antidemocr\u00e1tico. E, o mais importante, esta constante n\u00e3o foi interrompida com o surgimento das guerrilhas revolucion\u00e1rias, incluindo obviamente as FARC-EP.<\/p>\n<p>A persegui\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica contra a Uni\u00e3o Patri\u00f3tica, Luchar e o Frente Popular, assim como a desatada contra in\u00fameras organiza\u00e7\u00f5es civis, sindicais, camponesas, \u00e9tnicas ou comunit\u00e1rias, n\u00e3o pode ser examinada como processos isolados ou casualidades pol\u00edticas, mas como exerc\u00edcio continuo da repress\u00e3o antipopular e retrograda que sempre imperou na Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p>Quando o povo ainda chorava, a pl\u00eaiade de grandes dirigentes assassinados pelo militarismo, nos anos 80, uma Assembl\u00e9ia Nacional Constituinte, convocada com o estilo bomb\u00e1stico de quem pretende chamar a aten\u00e7\u00e3o pelo fato de gritar e n\u00e3o pelo que grita, proclamava a Carta Magna de 1991. Esta era a premissa para a imposi\u00e7\u00e3o imperialista das pol\u00edticas neoliberais, que significavam o saque aberto do patrim\u00f4nio e recursos da Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p>Esta Constitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi o momento nem o cen\u00e1rio para uma verdadeira constru\u00e7\u00e3o da paz, pelo contr\u00e1rio, foi o carimbo perfeito para a coopta\u00e7\u00e3o de um importante setor do campo popular que se convertia agora em defensor da suposta legitimidade do Estado. A dispers\u00e3o da esquerda n\u00e3o foi imposta pela insurg\u00eancia, mas patrocinada pelo regime.<\/p>\n<p>Eis ai outro sinal que os nossos cr\u00edticos pretendem ignorar. Por que n\u00e3o falam da coopta\u00e7\u00e3o de dezenas de intelectuais e analistas, antes ultra revolucion\u00e1rios e incendi\u00e1rios, pelas institui\u00e7\u00f5es, a academia e os meios de comunica\u00e7\u00e3o? Por que iludem a atua\u00e7\u00e3o corrupta e reacion\u00e1ria de uma grande parte dos integrantes de grupos revolucion\u00e1rios que renunciaram \u00e0 luta e se acolheram \u00e0 desmobiliza\u00e7\u00e3o? O governo de \u00c1lvaro Uribe n\u00e3o esteve repleto de ex-revolucion\u00e1rios? Hoje, Santos n\u00e3o consulta sua pol\u00edtica de seguran\u00e7a com aqueles que, h\u00e1 vinte anos, o consideravam um oligarca?<\/p>\n<p>Este tipo de acontecimento n\u00e3o pode ser visto como uma simples sucess\u00e3o de coincid\u00eancias, voca\u00e7\u00f5es tardias ou refluxos ideol\u00f3gicos. Trata-se de outra estrat\u00e9gia chave do funcionamento do Estado contra a unidade das esquerdas colombianas. A infiltra\u00e7\u00e3o, a dela\u00e7\u00e3o, a perf\u00eddia e o engano t\u00eam sido tretas permanentes que fizeram florescer ciclicamente o oportunismo e a divis\u00e3o da esquerda. O atual debate permite elucidar novos elementos nesta longa hist\u00f3ria de trai\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio ressaltar que as FARC-EP t\u00eam participado ativamente dentro do campo das esquerdas colombianas desde a sua funda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com as comunidades camponesas de Marquet\u00e1lia, El Davis e Riochiquito, de maioria liberal, somente a esquerda colombiana e mundial se manifestaram solid\u00e1rias. Os partidos tradicionais do Frente Nacional incitaram a desocupa\u00e7\u00e3o, o despojo e a sevicia contra alguns lavradores e ind\u00edgenas que se negavam a entregar anos de \u00e1rdua coloniza\u00e7\u00e3o. Esse m\u00e9rito marcou nosso rumo na luta pela paz, a democracia e o socialismo. O camarada Jacobo enfatizava em Riochiquito, h\u00e1 mais de quarenta anos, que a solu\u00e7\u00e3o dos problemas das massas camponesas somente podia ocorrer a partir do triunfo de um frente pol\u00edtico, que inclu\u00edsse todas as esquerdas e os verdadeiros democratas e patriotas do nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>Na Uni\u00e3o Patri\u00f3tica, na Coordenadoria Guerrilheira Sim\u00f3n Bolivar e muitos outros espa\u00e7os de converg\u00eancia e unidade temos manifestado nosso car\u00e1ter definido de combatentes pela liberdade e pela constru\u00e7\u00e3o de uma Nova Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p>Somos um movimento de esquerda que luta pela supera\u00e7\u00e3o do modelo econ\u00f4mico e pol\u00edtico existente e por uma na\u00e7\u00e3o plena de dignidade e soberania. Sabemos que estes objetivos n\u00e3o derivam de uma a\u00e7\u00e3o solit\u00e1ria da nossa parte. Por isso estamos abertos ao dialogo com todas as esquerdas.<\/p>\n<p>Durante todos estes anos temos dialogado com diversos representantes da nossa esquerda. Maoistas, marxistas-leninistas, socialistas, trotskistas, socialdemocratas, indigenistas e muitas outras vertentes, em esp\u00edrito de solidariedade, respeito e franca critica. Esta tradi\u00e7\u00e3o, que sem duvida, tem tido pausas lament\u00e1veis dentro do contexto pol\u00edtico p\u00e1trio, n\u00e3o pode ser abandonada e seremos reiterativos nela.<\/p>\n<p>N\u00e3o se pode achacar, de boa f\u00e9, a responsabilidade plena sobre o desenvolvimento atual da esquerda colombiana. Certamente teremos uma carga determinada, mas a magnitude desta teria de ser elucidada em um debate franco e coletivo de todas as organiza\u00e7\u00f5es que constituem o campo popular e das esquerdas do nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>Ao nosso ver, os que mant\u00eam a exist\u00eancia de uma estendida e generalizada crise da esquerda colombiana, s\u00e3o os mesmos que a concebem simplesmente como uma representa\u00e7\u00e3o parlamentar, assumindo que o \u00eaxito ou fracasso est\u00e1 no n\u00famero de cadeiras e na popularidade das pesquisas. A esquerda real n\u00e3o se circunscreve unicamente ao cen\u00e1rio eleitoral, mas tem um componente vivo, m\u00f3bil e mut\u00e1vel no agitado universo dos movimentos sociais.<\/p>\n<p>\u00c9 ai onde qualquer observador acostumado encontrar\u00e1 que na Col\u00f4mbia se vivencia um florescimento de ricas e novas experi\u00eancias organizativas dentro do campo popular, que se manifestam em heterog\u00eaneas manifesta\u00e7\u00f5es de movimentos, converg\u00eancias, express\u00f5es e plataformas que saudamos com a alegria de quem encontra novos amigos e companheiros para sua luta di\u00e1ria. As FARC-EP n\u00e3o v\u00eam neste crescente e novo turbilh\u00e3o popular um inimigo ou um contr\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>As FARC-EP s\u00e3o coadjuvantes da extrema direita na Col\u00f4mbia?<\/strong><\/p>\n<p>Quis\u00e9ramos partir de uma afirma\u00e7\u00e3o categ\u00f3rica. Quem sustenta esta teoria s\u00e3o, fundamentalmente, os porta-vozes da socialdemocracia e o liberalismo.<\/p>\n<p>Assim, cada vez que atuamos militarmente, em a\u00e7\u00f5es legitimas pr\u00f3prias da guerra de guerrilhas, pululam cr\u00edticos e analistas para nos apontar como sustentadores da pretendida validade de governos de m\u00e3o de ferro e, como tranqueiras no caminho de uma suposta esquerda, descafe\u00ednada e a v\u00e1cuo, que resulta n\u00e3o ser sequer oposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Trata-se de todas as luzes do roteiro das teorias da conspira\u00e7\u00e3o t\u00e3o em voga nestes dias. Um grupo de revolucion\u00e1rios que combate contra o Estabelecimento, sua for\u00e7a militar e sue paramilitarismo, com o secreto fim de favorecer politicamente aos seus misteriosos e clandestinos amigos fascistas. Um livreto repleto de absurdos e contradi\u00e7\u00f5es que somente pode caber na cabe\u00e7a daqueles que pretendem que se continue com a fal\u00e1cia de n\u00f3s rotularem como delinquentes sem princ\u00edpios, que no passado tivemos origem revolucion\u00e1ria, mas que agora n\u00e3o somos mais do que vulgares narcotraficantes.<\/p>\n<p>Tal hip\u00f3tese se contradiz completamente com a realidade. Milhares de combatentes farianos lutam por toda a geografia nacional contra o fascismo e imperialismo, expondo suas vidas e entregando tudo pela revolu\u00e7\u00e3o. A pergunta \u00e9: ser\u00e3o eles coadjuvantes, agentes conscientes ou colaboradores telep\u00e1ticos do projeto da extrema direita?<\/p>\n<p>Fa\u00e7amos um exerc\u00edcio de mem\u00f3ria pol\u00edtico-militar. Em 1999, surgiu o Bloco Calima realizando massacres, execu\u00e7\u00f5es, torturas e viola\u00e7\u00f5es na regi\u00e3o centro-oriental do Valle del Cauca. Suas a\u00e7\u00f5es criminosas, abertas e escandalosas, n\u00e3o foram em momento algum repelidos pelo Ex\u00e9rcito ou Pol\u00edcia, nem muito menos recha\u00e7ados publicamente pelos poderes locais e regionais. Foram os homens e mulheres do Bloco M\u00f3vel Arturo Ruiz, o Comando Conjunto do Ocidente e integrantes do ent\u00e3o existente Movimento Jaime Bateman Cay\u00f3n, que enfrentaram eficazmente as tropas fascistas, levando-as \u00e0 sua completa derrota e ao fracasso do seu projeto nessa parte do pa\u00eds.\u00a0<\/p>\n<p>Ter\u00e1 sentido afirmar que isto permitiu o fortalecimento de tend\u00eancias de direita na regi\u00e3o? Que levou \u00e0 consolida\u00e7\u00e3o de grupos fascistas em Valle del Cauca?<\/p>\n<p>Est\u00e1 claro que, no andaime discursivo montado pelos grandes meios contra as FAR-EP, existem duas pr\u00e1ticas de uso intenso:<\/p>\n<p>A primeira, de uso corrente e orientada ao p\u00fablico popular, \u00e9 o discurso do narcoterrorismo que n\u00e3o \u00e9 mais do que a readapta\u00e7\u00e3o do cl\u00e1ssico terror vermelho da Guerra Fria, que bebe nos mais retr\u00f3grados mitos do anticomunismo.<\/p>\n<p>A segunda, segundo a qual a guerrilha teria, nesta vers\u00e3o, origens medianamente justos, ofuscados infelizmente pelo desenvolvimento ulterior, a ado\u00e7\u00e3o do narcotr\u00e1fico como suposta forma de vida e a convers\u00e3o numa difusa m\u00e1quina de guerra, ao mesmo tempo petrificada e m\u00edope politicamente, assim como macabra no plano militar. Dentro desta trama os guerrilheiros seriamos simples fichas dos truculentos comandantes que, al\u00e9m disso, buscam contribuir com suas a\u00e7\u00f5es ao fortalecimento do seu inimigo.<\/p>\n<p>Que projetos passam pela mente daqueles que defendem semelhante hip\u00f3tese?<\/p>\n<p><strong>Montanhas da Col\u00f4mbia, agosto de 2012 <\/strong><img border=\"0\" alt=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/tracker\/2891208492651262968-2349150470738846148?l=farccom.blogspot.com\" width=\"1\" height=\"1\" \/><\/p>\n<p><strong>(*) Pablo Catatumbo \u00e9 integrante do Secretariado das FARC-EP<\/strong> <\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/farccom.blogspot.com.es\/2012\/08\/pablo-catatumbo-farc-ep-acerca-de.html#%21\/2012\/08\/pablo-catatumbo-farc-ep-acerca-de.html\" target=\"_blank\">http:\/\/farccom.blogspot.com.es\/2012\/08\/pablo-catatumbo-farc-ep-acerca-de.html#!\/2012\/08\/pablo-catatumbo-farc-ep-acerca-de.html<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: 4.bp.blogspot\n\n\n\n\n\n\n\n\nPablo Catatumbo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3424\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-3424","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c39-colombia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-Te","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3424","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3424"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3424\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3424"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3424"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3424"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}