{"id":3432,"date":"2012-08-29T16:01:33","date_gmt":"2012-08-29T16:01:33","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3432"},"modified":"2012-08-29T16:01:33","modified_gmt":"2012-08-29T16:01:33","slug":"brasil-e-quarto-exportador-de-pistolas-e-rifles","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3432","title":{"rendered":"Brasil \u00e9 quarto exportador de pistolas e rifles"},"content":{"rendered":"\n<p>A venda de armas brasileiras dobrou em apenas tr\u00eas anos, e o Pa\u00eds se consolidou como o quarto maior exportador de pistolas e rifles do mundo. Dados divulgados nesta semana apontam que o com\u00e9rcio mundial de armas leves legalizadas \u00e9 duas vezes maior do que se estimava em 2006. O consumo foi impulsionado pelos gastos com conflitos no Iraque e no Afeganist\u00e3o e pela busca cada vez maior de armas pela pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Os c\u00e1lculos apresentados pela entidade Small Arms Survey, com base em dados da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), indicam que o com\u00e9rcio de armas como pistolas, rifles e mesmo fuzis Kalashnikov chegaria a US$ 8,5 bilh\u00f5es por ano. O valor foi calculado com base nas informa\u00e7\u00f5es de 2009, consideradas na ONU como as mais recentes e que envolveriam todos os pa\u00edses. Tr\u00eas anos antes, as vendas eram estimadas em US$ 4 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O posto de maior exportador mundial de armas leves \u00e9 dos Estados Unidos, com pelo menos US$ 705 milh\u00f5es em vendas. O segundo lugar \u00e9 da It\u00e1lia, com pouco mais de US$ 507 milh\u00f5es. A ind\u00fastria alem\u00e3 vem na terceira coloca\u00e7\u00e3o, com US$ 452 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Com vendas principalmente para os Estados Unidos, Mal\u00e1sia, Reino Unido, Alemanha e Col\u00f4mbia, a exporta\u00e7\u00e3o brasileira coloca o Pa\u00eds na quarta posi\u00e7\u00e3o, com US$ 382 milh\u00f5es, superando as vendas de tradicionais fabricantes de armas, como Jap\u00e3o, Su\u00ed\u00e7a, R\u00fassia e Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Pelos dados coletados pela entidade, as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras mais que dobraram em apenas tr\u00eas anos &#8211; em 2006, estavam no patamar de US$ 166 milh\u00f5es. Em rela\u00e7\u00e3o a 2004, as vendas nacionais praticamente se multiplicaram por tr\u00eas. Parte da expans\u00e3o se deu pelas vendas ao mercado americano, h\u00e1 dez anos o maior importador de armas.<\/p>\n<p>Pistolas, muni\u00e7\u00e3o e rifles de ca\u00e7a est\u00e3o entre os itens mais vendidos pela ind\u00fastria nacional, segundo o estudo. Mas a avalia\u00e7\u00e3o alerta que o registro de exporta\u00e7\u00f5es de armas no Brasil \u00e9 pouco transparente e que, na realidade, tudo levaria a crer que as vendas nacionais s\u00e3o bem superiores ao que apontam os dados da Small Arms Survey.<\/p>\n<p>&#8220;O Brasil n\u00e3o relatou as exporta\u00e7\u00f5es de armas militares, rev\u00f3lveres, pistolas, partes e acess\u00f3rios e muni\u00e7\u00f5es ao Contrade (base de dados da ONU) de 2009&#8221;, alertou o estudo. &#8220;Portanto, os valores dessas categorias, baseado nas informa\u00e7\u00f5es de importadores, est\u00e3o provavelmente subestimados.&#8221;<\/p>\n<p>Ilegalidade. Se a venda de armas ilegais fosse contabilizada, as estimativas apontam que o com\u00e9rcio do produto superaria US$ 10 bilh\u00f5es. O pr\u00f3prio secret\u00e1rio-geral da ONU, Ban Ki Moon, acredita que mais de 500 mil pessoas morrem anualmente atingidas por armas vendidas ilegalmente.<\/p>\n<p>H\u00e1 apenas um m\u00eas, a ONU fracassou em chegar a um acordo para a cria\u00e7\u00e3o de um tratado que regularia o com\u00e9rcio de armas e que, segundo as estimativas, movimenta, no geral, um total de US$ 60 bilh\u00f5es por ano.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Estoques chegam a patamares recordes com desacelera\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Os balan\u00e7os do segundo trimestre, os piores dos \u00faltimos anos, j\u00e1 ficaram para tr\u00e1s, junto com a desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial respons\u00e1vel por boa parte dos n\u00fameros ruins.<\/p>\n<p>No entanto, as empresas ainda n\u00e3o conseguiram se livrar de uma heran\u00e7a deixada pelo desaquecimento do consumo: os n\u00edveis de estoques, em reais ajustados pela infla\u00e7\u00e3o, s\u00e3o os maiores desde o fim de 2008, no pico da crise financeira que paralisou a economia mundial.<\/p>\n<p>Um levantamento com dados de 200 companhias de capital aberto feito pelo Valor com base em dados da consultoria Econom\u00e1tica mostra que os estoques chegaram a R$ 141,58 bilh\u00f5es no fim de junho, 8% maior que o volume de doze meses antes.<\/p>\n<p>Em termos absolutos, o valor de junho \u00e9 14% maior que o de dezembro de 2008, em n\u00fameros deflacionados. No entanto, numa compara\u00e7\u00e3o com o total do ativo circulante (onde fica a conta dos estoques no balan\u00e7o patrimonial), os estoques deste ano representavam 23,2% do ativo, enquanto em 2008 essa rela\u00e7\u00e3o era maior, de 25%. Ainda assim, a rela\u00e7\u00e3o deste ano \u00e9 a segunda maior da s\u00e9rie.<\/p>\n<p>O mercado aguardava uma melhora econ\u00f4mica para o come\u00e7o do ano, o que obviamente n\u00e3o aconteceu, explica o estrategista da Santander Corretora Leonardo Milane.<\/p>\n<p>&#8220;A melhora n\u00e3o veio, os indicadores pioraram e isso ficou refletido at\u00e9 em pre\u00e7os das a\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n<p>A pesquisa Sondagem Industrial, feita mensalmente pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), tem confirmado ao longo dos \u00faltimos meses a tend\u00eancia de alta dos estoques.<\/p>\n<p>&#8220;A utiliza\u00e7\u00e3o da capacidade instalada continua abaixo do usual para o per\u00edodo, os estoques cresceram e o processo de escoamento dos estoques indesejados segue de maneira lenta&#8221;, afirma a confedera\u00e7\u00e3o em sua pesquisa do m\u00eas de julho.<\/p>\n<p>Fl\u00e1vio Castelo Branco, gerente executivo de pol\u00edtica econ\u00f4mica da CNI, explicou em conversa com o Valor que esse cen\u00e1rio \u00e9 consequ\u00eancia da queda do consumo interno.<\/p>\n<p>A desacelera\u00e7\u00e3o aconteceu com a exaust\u00e3o de alguns est\u00edmulos do governo, o endividamento da popula\u00e7\u00e3o que esteve alto e os juros que s\u00f3 come\u00e7aram a cair em agosto do ano passado &#8211; e que demoram a surtir resultados na ind\u00fastria.<\/p>\n<p>&#8220;O n\u00edvel de estoques deve ter chegado no seu \u00e1pice na virada do primeiro para o segundo semestre, mas ainda n\u00e3o temos nenhum dado que confirme a supera\u00e7\u00e3o do problema&#8221;, comenta Castelo Branco. O especialista acrescenta que \u00e9 preciso esperar mais um pouco para ver se o processo se completou.<\/p>\n<p>Muitas empresas apostaram no recupera\u00e7\u00e3o da demanda neste ano e se deram mal. A fabricante de implementos rodovi\u00e1rios Randon fechou junho com o primeiro preju\u00edzo trimestral desde 2002. Seus estoques chegaram a patamares recordes.<\/p>\n<p>Com consequ\u00eancia, as empresa teve que buscar mais recursos e aumentar o endividamento para suprir, como explicou no material de divulga\u00e7\u00e3o dos resultados, &#8220;o aumento da necessidade de capital de giro causado pela rubrica de estoques, elevados por conta da posterga\u00e7\u00e3o de entregas&#8221; por conta da menor demanda dos clientes.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Jap\u00e3o rebaixa proje\u00e7\u00f5es e PIB pode cair<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O governo do Jap\u00e3o revisou para baixo a sua avalia\u00e7\u00e3o para o desempenho da terceira maior economia do mundo, no momento em que analistas preveem que o PIB do pa\u00eds poder\u00e1 se contrair no terceiro trimestre.<\/p>\n<p>Segundo relat\u00f3rio divulgado ontem, a economia japonesa est\u00e1 amea\u00e7ada por &#8220;uma maior desacelera\u00e7\u00e3o de economias no exterior e acentuadas flutua\u00e7\u00f5es nos mercados financeiro e de capital&#8221;.<\/p>\n<p>O governo previu pioras no consumo pessoal, na constru\u00e7\u00e3o civil, nas exporta\u00e7\u00f5es, importa\u00e7\u00f5es e na produ\u00e7\u00e3o industrial. No entanto, estimou uma melhora no mercado de trabalho. &#8220;A crise da d\u00edvida na Europa est\u00e1 tendo o efeito de um golpe para a economia do Jap\u00e3o&#8221;, disse Yoshimasa Maruyama, economista-chefe da Itochu, em T\u00f3quio. &#8220;As preocupa\u00e7\u00f5es sobre as perspectivas econ\u00f4micas do Jap\u00e3o provavelmente pressionar\u00e3o o banco central a aplicar mais est\u00edmulo monet\u00e1rio.&#8221;<\/p>\n<p>O JPMorgan Securities prev\u00ea uma retra\u00e7\u00e3o anualizada de 0,3% no PIB japon\u00eas entre julho e setembro, enquanto o BNP Paribas estima que a queda ser\u00e1 de 0,9%. Mas outros analistas ouvidos pela Bloomberg estimaram, em m\u00e9dia, alta de 1%, apoiada na reconstru\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o terremoto de 2011.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Militares esperam mais e Planalto ainda avalia<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O Pal\u00e1cio do Planalto est\u00e1 fazendo os \u00faltimos acertos com os Minist\u00e9rios da Fazenda e da Defesa para definir o porcentual do reajuste a ser dado aos militares. Nas \u00faltimas negocia\u00e7\u00f5es ficou decidido que aumento n\u00e3o ser\u00e1 inferior a 27,5%. Os militares esperam chegar aos 30%, em tr\u00eas parcelas para os pr\u00f3ximos tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>O principal impasse com a Fazenda, neste momento, \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o ao valor da primeira parcela. Os militares n\u00e3o querem reajuste divido por tr\u00eas por entender que est\u00e3o com os sal\u00e1rios muito defasados &#8211; e pedem um v alor maior na primeira parcela. O impacto estimado na folha de pagamentos \u00e9 de cerca de R$ 10 bilh\u00f5es, ao final dos tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>A presidente Dilma Rousseff j\u00e1 sinalizou que est\u00e1 disposta a dar um aumento maior do que o prometido aos civis. A Pol\u00edcia Federal tamb\u00e9m poder\u00e1 ser beneficiada com um reajuste bem acima dos 15,8% oferecido como m\u00e9dia aos demais servidores. Em tabela comparativa apresentada pelos militares, mostrando os aumentos que oito carreiras de Estado tiveram de dezembro de 2002 a julho de 2010, os militares ficaram com 85,29% &#8211; a menor parcela, seguidos pelos 95,15% da Pol\u00edcia Federal. Na ponta de cima, procuradores federais e os advogados da Uni\u00e3o foram contemplados com 212,34% e os diplomatas 202,54%. Uma das maiores dificuldades de concess\u00e3o de reajuste para os militares \u00e9 o peso da folha &#8211; que soma, entre ativa e reserva, 500 mil pessoas. O or\u00e7amento do Minist\u00e9rio da Defesa para 2012 \u00e9 de R$ 64,794 bilh\u00f5es. Desse total, 69,9%, v\u00e3o para pagamento de pessoal e encargos. Dos cerca de R$ 45,3 bilh\u00f5es destinados s\u00f3 a pessoal, R$ 28,5 bilh\u00f5es representam o pagamento de inativos e pensionistas.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Vale pode cortar plano de investimento de 2013 em 20%<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O novo plano de investimento da Vale para 2013 \u00e9 previsto pelo mercado entre US$ 17 bilh\u00f5es e US$ 17,2 bilh\u00f5es, devendo sofrer corte de 20% ante os US$ 21,4 bilh\u00f5es anunciados para 2012. O ajuste, projetado por analistas do Santander e do Goldman Sachs, \u00e9 consequ\u00eancia da queda do pre\u00e7o do min\u00e9rio. A commodity responde por 72% da receita da empresa, incluindo pelotas. Ontem, foi cotada a US$ 95,50 no spot chin\u00eas, o piso do ano at\u00e9 agora.<\/p>\n<p>A dire\u00e7\u00e3o da Vale deve divulgar o novo or\u00e7amento em novembro, no &#8220;Vale&#8221;s Day&#8221;, em Nova York. Para Felipe Reis e Marcelo Aguiar, analistas dos dois bancos, n\u00e3o deve anunciar cortes abruptos ou engavetamento de alguns dos 21 projetos org\u00e2nicos em desenvolvimento na companhia e j\u00e1 aprovados pelo conselho. O destaque da lista \u00e9 o S11D, Serra Sul, e sua log\u00edstica, considerado &#8220;intoc\u00e1vel&#8221; por Murilo Ferreira, presidente da companhia.<\/p>\n<p>A Vale, segundo entendimento de Reis e Aguiar, deve cortar capex (investimento) de manuten\u00e7\u00e3o e gastos em Pesquisa &amp; Desenvolvimento (P&amp;D) e manuten\u00e7\u00e3o [de projetos], itens administr\u00e1veis. A perspectiva de &#8220;cortar na carne&#8221; s\u00f3 ser\u00e1 vi\u00e1vel se o pre\u00e7o do min\u00e9rio continuar caindo por um bom per\u00edodo de tempo imprevisto, arriscam.<\/p>\n<p>Aguiar acredita ser poss\u00edvel haver mais lentid\u00e3o no ritmo de projetos, como o de pot\u00e1ssio de Rio Colorado, na Argentina, avaliado em quase US$ 5 bilh\u00f5es, no qual a companhia j\u00e1 dispendeu US$ 1 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>Em relat\u00f3rio sobre a companhia, Reis levantou os 21 projetos estrat\u00e9gicos em andamento na Vale, envolvendo min\u00e9rio, carv\u00e3o, cobre, n\u00edquel, pot\u00e1ssio, energia, a\u00e7o e log\u00edstica, cujo investimento total soma US$ 57,6 bilh\u00f5es. At\u00e9 agora, a empresa j\u00e1 investiu US$ 14,7 bilh\u00f5es desse montante. Falta ainda aplicar US$ 42,8 bilh\u00f5es em projetos que entrar\u00e3o em opera\u00e7\u00e3o at\u00e9 2016. Nos c\u00e1lculos de Reis, a Vale vai precisar dispender US$ 11 bilh\u00f5es por ano, nos pr\u00f3ximos quatro anos, para finalizar estes investimentos, em falar em gastos com manuten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No ambiente atual de retra\u00e7\u00e3o do min\u00e9rio, a perspectiva \u00e9 da Vale ter de recorrer a d\u00edvida para terminar os projetos ou, dependendo do cen\u00e1rio, congelar alguns. Hoje, as apostas do mercado e mesmo das mineradoras s\u00e3o de que o min\u00e9rio se recupere no final de 2012 ou em 2013 caso as minas da China, com custo marginal de produ\u00e7\u00e3o, desliguem sua produ\u00e7\u00e3o ou reduzam a oferta do produto. Isto abriria espa\u00e7o para a recupera\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o fortalecendo as gigantes do mercado transoce\u00e2nico: BHP Billiton, Vale e Rio Tinto.<\/p>\n<p>Nesse ambiente incerto, os analistas trabalham com perspectiva de forte redu\u00e7\u00e3o do caixa operacional dessas mineradoras neste ano e, consequentemente, dos investimento de US$ 21,4 bilh\u00f5es para o patamar de US$ 17 bilh\u00f5es para se adaptar a um resultado operacional (Ebitda) menor. Isso vai atingir tamb\u00e9m o pagamento de dividendos, estimado em US$ 6 bilh\u00f5es para este ano e US$ 4 bilh\u00f5es em 2013.<\/p>\n<p>As proje\u00e7\u00f5es de Ebitda da Vale em 2012 ficam entre US$ 19,7 bilh\u00f5es e US$ 20 bilh\u00f5es, segundo Santander e Goldman, bem menos que US$ 32 bilh\u00f5es e US$ 21,7 bilh\u00f5es de antes. Em 2013, projetam US$ 25,7 bilh\u00f5es e US$ 26,1 bilh\u00f5es, respectivamente. O Santander estima pre\u00e7o m\u00e9dio da tonelada do min\u00e9rio na China de US$ 120 este ano e US$ 129 em 2013. O pre\u00e7o m\u00e9dio de venda da Vale, incluindo desconto, estimado pelo Santander, \u00e9 de US$ 95 neste ano e US$ 104 em 2013.<\/p>\n<hr \/>\n<p>BCE enfrenta novo desafio para o euro<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, n\u00e3o vai participar do encontro anual de membros de bancos centrais em Jackson Hole no fim desta semana. Esperava-se que Draghi discursasse no encontro, mas a reuni\u00e3o no Estado americano de Wyoming acontece no momento em que as autoridades do BCE est\u00e3o elaborando os detalhes de um novo plano de compra de t\u00edtulos para combater a crise da d\u00edvida.<\/p>\n<p>Draghi ajudou o euro a sobreviver no m\u00eas de agosto. A pergunta \u00e9: conseguir\u00e1 salv\u00e1-lo em setembro? Este m\u00eas, o presidente do BCE n\u00e3o deu a menor import\u00e2ncia ao pessimismo dos operadores internacionais, convencidos de que o projeto da moeda comum europeia estava entrando em colapso.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 in\u00fatil apostar contra o euro. \u00c9 in\u00fatil vender posi\u00e7\u00f5es em euros no mercado futuro&#8221;, disse em uma coletiva no dia 2, uma semana depois de bradar ao mundo que o BCE faria tudo o que fosse necess\u00e1rio para salvar a uni\u00e3o do euro.<\/p>\n<p>Os investidores, ou pelo menos os que se aventuraram nos mercados pouco negociados neste m\u00eas, ficaram atentos.<\/p>\n<p>Desde o dia 2, o euro vem apresentando uma valoriza\u00e7\u00e3o de 3,1% em rela\u00e7\u00e3o ao d\u00f3lar. E o que \u00e9 mais not\u00e1vel, a\u00e7\u00f5es e t\u00edtulos afetados pelo mercado subiram vertiginosamente, porque os pessimistas correram para zerar suas apostas negativas, e at\u00e9 mesmo alguns operadores avessos ao risco preferiram ir em busca dos ativos que anteriormente haviam desprezado.<\/p>\n<p>Entretanto, ser\u00e1 o m\u00eas de setembro que testar\u00e1 de fato a coragem demonstrada por Draghi para fazer o mercado se mexer. No pr\u00f3ximo m\u00eas, ele sofrer\u00e1 fortes press\u00f5es para fornecer detalhes espec\u00edficos do seu plano destinado a respaldar os membros mais fracos da zona do euro comprando os t\u00edtulos de suas d\u00edvidas,<\/p>\n<p>O primeiro grande teste poder\u00e1 ocorrer no dia 6 de setembro, quando o Conselho Diretor do BCE se reunir. Depois disso, Draghi, mais uma vez, far\u00e1 uma coletiva para tentar explicar o que o banco central fez ou deixou de fazer. Os operadores pessimistas dever\u00e3o, mais uma vez, estremecer a qualquer sinal de hesita\u00e7\u00e3o do BCE.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, teme-se que a Alemanha se recuse a dar \u00e0 Gr\u00e9cia o tempo e os recursos imprescind\u00edveis para reduzir o seu endividamento, que poder\u00e1 expuls\u00e1-la do bloco monet\u00e1rio do euro. E h\u00e1 tamb\u00e9m a possibilidade de que uma decis\u00e3o da Corte Constitucional da Alemanha, prevista para o dia 12 de setembro, determine o n\u00e3o envolvimento da Alemanha no novo fundo de ajuda da regi\u00e3o, o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE).<\/p>\n<p>Divis\u00e3o. O cisma nos c\u00edrculos pol\u00edticos europeus acabou sendo revelado nos \u00faltimos dias. Em uma entrevista \u00e0 revista Der Spiegel, publicada no domingo, o presidente do banco central alem\u00e3o, Jens Weidmann, que tamb\u00e9m faz parte do Conselho Diretor do BCE, criticou energicamente a ideia de uma interven\u00e7\u00e3o do banco europeu nos mercados de t\u00edtulos.<\/p>\n<p>Mas na segunda-feira, Joerg Asmussen, membro alem\u00e3o do Conselho Executivo do BCE, que foi colega de Weidmann, no governo da chanceler Angela Merkel, disse em um discurso em Hamburgo que o BCE precisa comprar t\u00edtulos para estabilizar os mercados da d\u00edvida.<\/p>\n<p>As apostas para Draghi s\u00e3o t\u00e3o elevadas que, ontem, o BCE anunciou que ele decidira cancelar sua participa\u00e7\u00e3o na reuni\u00e3o anual dos presidentes de bancos centrais globais no fim desta semana, alegando estar assoberbado de trabalho.<\/p>\n<p>Apesar das incertezas, at\u00e9 os mais acirrados pessimistas em rela\u00e7\u00e3o ao euro agora parecem dispostos a dar a Draghi o benef\u00edcio da d\u00favida. E se ele conseguir sustentar sua posi\u00e7\u00e3o no mercado, ter\u00e1 resolvido um problema que atinge o cerne desta prolongada crise do euro: como convencer os operadores a comprarem e segurarem a\u00e7\u00f5es e t\u00edtulos denominados em euros nas economias de maior risco da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Voc\u00eas n\u00e3o v\u00e3o voltar para a lira ou para a dracma ou seja l\u00e1 o que for&#8221;, declarou Draghi na mesma coletiva no in\u00edcio de agosto.<\/p>\n<p>Referindo-se \u00e0 moeda anteriormente em vigor em seu pa\u00eds de origem, a It\u00e1lia, e colocando-a no mesmo n\u00edvel da combalida Gr\u00e9cia, Draghi &#8211; que teve um papel fundamental na cria\u00e7\u00e3o do euro &#8211; assinalou que estava tomando o ceticismo dos pessimistas em termos pessoais.<\/p>\n<p>A\u00e7\u00e3o. Do ponto de vista dos mercados financeiros, ele mostrou ter grande poder de fogo ao sugerir que o BCE poder\u00e1 comprar os t\u00edtulos de pa\u00edses como Espanha e It\u00e1lia, se estes se comprometerem a cumprir as rigorosas medidas destinadas a reduzir os d\u00e9ficits e a reestruturar suas economias.<\/p>\n<p>Desde que Draghi tomou as r\u00e9deas do BCE em Frankfurt, no fim do ano passado, os investidores apostam que ele n\u00e3o conseguir\u00e1 convencer o maior financista da zona do euro, o BC da Alemanha, a apoiar qualquer forma de compra sustentada de t\u00edtulos porque seria considerada uma ajuda a governos dados a gastos descontrolados.<\/p>\n<p>Entretanto, atualmente vem se espalhando a percep\u00e7\u00e3o de que Draghi pode estar perto de convencer a Alemanha de que alguma forma de interven\u00e7\u00e3o do banco central &#8211; por exemplo, comprometendo-se a comprar t\u00edtulos espanh\u00f3is ou italianos quando eles subirem acima de determinado juro &#8211; pode se justificar. O desafio \u00e9 apresent\u00e1-la simplesmente como mais um passo rumo \u00e0 uni\u00e3o fiscal se os membros da zona do euro em grave dificuldade cederem a Bruxelas uma parte maior do controle sobre seus or\u00e7amentos.<\/p>\n<hr \/>\n<p>BC deve cortar Selic hoje pela 9\u00aa vez seguida<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>H\u00e1 um ano, o Banco Central dava in\u00edcio ao mais pol\u00eamico ciclo de cortes da taxa b\u00e1sica de juros, que pode acabar em breve. A aposta praticamente un\u00e2nime do mercado financeiro \u00e9 que o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do BC anuncie no in\u00edcio desta noite o nono corte consecutivo da taxa Selic, dos atuais 8% para 7,5% ao ano. A d\u00favida agora \u00e9 se haver\u00e1 outras redu\u00e7\u00f5es da taxa que serve de par\u00e2metro para o pre\u00e7o do dinheiro na economia e para a poupan\u00e7a.<\/p>\n<p>Por isso, o foco dos economistas estar\u00e1, principalmente, no comunicado que acompanha o an\u00fancio do Copom. H\u00e1 basicamente tr\u00eas avalia\u00e7\u00f5es. A primeira \u00e9 que o BC pare de reduzir a taxa ap\u00f3s a decis\u00e3o de hoje, apostando na recupera\u00e7\u00e3o da economia daqui para a frente e de olho na expectativa de alta da infla\u00e7\u00e3o em 2013. Essa \u00e9 a vis\u00e3o da consultoria LCA, que conta com queda menor do juro agora e espera ainda que o BC n\u00e3o eleve t\u00e3o cedo a Selic no pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p>A aposta ainda predominante, no entanto, \u00e9 que a institui\u00e7\u00e3o reduza os juros novamente na reuni\u00e3o marcada para o in\u00edcio de outubro. Nesse caso, o BC pode optar por uma redu\u00e7\u00e3o para 7,25%, como prev\u00ea a maioria dos analistas, ou at\u00e9 chegar a 7%. Em todos os casos, trata-se dos menores n\u00edveis da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>No mercado de juros futuros, por exemplo, os contratos negociados ontem na BM&amp;F Bovespa apontavam para esse caminho. O juro projetado para janeiro de 2013 estava em 7,26%.<\/p>\n<p>Muitos tamb\u00e9m acreditam que o BC deixar\u00e1 &#8220;porta aberta&#8221;, ou seja, vai esperar novos dados para reavaliar a pol\u00edtica de juros. &#8220;O BC vai proceder com maior cautela ap\u00f3s essa reuni\u00e3o, devendo sinalizar para o mercado que o prolongamento do ciclo de afrouxamento monet\u00e1rio at\u00e9 a reuni\u00e3o de outubro depender\u00e1 da evolu\u00e7\u00e3o tanto da atividade econ\u00f4mica dom\u00e9stica quanto do cen\u00e1rio internacional&#8221;, diz o estrategista-chefe do Banco WestLB, Luciano Rostagno.<\/p>\n<p>No pr\u00f3ximo dia 31, far\u00e1 exatamente um ano que o BC iniciou o ciclo de corte dos juros que surpreendeu o mercado. Na \u00e9poca, a Selic estava em 12,5%. Apesar do risco de a infla\u00e7\u00e3o ultrapassar o limite da meta, a institui\u00e7\u00e3o disse na \u00e9poca que a crise internacional iria durar mais que o esperado e jogaria para baixo o crescimento da economia e tamb\u00e9m os \u00edndices de pre\u00e7os.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, a avalia\u00e7\u00e3o dos economistas \u00e9 que o BC est\u00e1 mais focado na recupera\u00e7\u00e3o da atividade do que nos riscos para a infla\u00e7\u00e3o, esta \u00faltima, sua miss\u00e3o oficial. Tamb\u00e9m \u00e9 quase un\u00e2nime o entendimento de que o BC acertou ao se antecipar \u00e0 desacelera\u00e7\u00e3o da atividade.<\/p>\n<p>Consumidor. At\u00e9 agora, os n\u00fameros da economia geram mais d\u00favidas do que certezas. O m\u00eas de junho apresentou os dados mais positivos desde o in\u00edcio de 2011, mas alguns indicadores de julho mostram que a atividade segue em ritmo lento, e economistas j\u00e1 veem um crescimento abaixo de 2% neste ano.<\/p>\n<p>Um dos principais objetivos do corte da taxa b\u00e1sica \u00e9 baratear o cr\u00e9dito. Os dados j\u00e1 divulgados mostram que, at\u00e9 agora, os juros ca\u00edram mais por causa da pol\u00edtica dos bancos p\u00fablicos de cortarem suas margens do que pela a\u00e7\u00e3o do BC.<\/p>\n<p>Outro efeito direto para o consumidor \u00e9 a rentabilidade menor da nova poupan\u00e7a. Com o juro b\u00e1sico em 8% ao ano, os dep\u00f3sitos feitos a partir de 4 de maio deste ano rendem 0,4551% ao m\u00eas, mais a varia\u00e7\u00e3o da TR. Os dep\u00f3sitos anteriores a essa data rendem 0,5% mais taxa referencial.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Usinas suspensas no Pantanal<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>A Justi\u00e7a Federal em Mato Grosso do Sul suspendeu as licen\u00e7as ambientais para instala\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas no Pantanal, at\u00e9 que seja realizado um estudo de impacto na regi\u00e3o. A decis\u00e3o judicial interrompeu o andamento dos projetos de 126 usinas em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, sendo a maioria delas pequenas centrais hidrel\u00e9tricas que podem gerar at\u00e9 30 megawatts de energia. Enquanto ambientalistas defendem a realiza\u00e7\u00e3o de novas pesquisas, o instituto que concede as licen\u00e7as afirma que o sistema das usinas n\u00e3o afetar\u00e1 o regime de seca e cheia dos afluentes. O Pantanal vive dos rios que descem do Planalto Central e inundam a plan\u00edcie.<\/p>\n<p>Concurso para estudantes universit\u00e1rios<\/p>\n<p>A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) promove o Pr\u00eamio SIP Universit\u00e1rios, voltado para estudantes do ensino superior, com o tema Liberdade de Express\u00e3o no nosso dia a dia. A premia\u00e7\u00e3o faz parte das a\u00e7\u00f5es de comemora\u00e7\u00e3o dos 70 anos da SIP e \u00e9 aberta a alunos matriculados em qualquer curso superior reconhecido pelo MEC. Para participar, os universit\u00e1rios devem se inscrever em uma das seguintes categorias: foto, texto ou videojornal\u00edstico. As inscri\u00e7\u00f5es podem ser realizadas pelo site: http:\/\/www.sipuniversitarios.com.br, at\u00e9 21 de setembro. Os materiais produzidos poder\u00e3o ser publicados em ve\u00edculos nacionais que formam o Comit\u00ea Anfitri\u00e3o, entre eles, os integrantes dos Di\u00e1rios Associados.<\/p>\n<p>Aluna consegue reforma na escola<\/p>\n<p>A iniciativa da menina Isadora Faber, 13 anos, de criar uma p\u00e1gina no Facebook para denunciar os problemas de infraestrutura na escola surtiu efeito. A secret\u00e1ria de Educa\u00e7\u00e3o de Florian\u00f3polis (SC), Sidneya Gaspar de Oliveira, determinou, em reuni\u00e3o na tarde de ontem, que ser\u00e1 feita uma reforma na Escola B\u00e1sica Maria Tom\u00e1zia Coelho. Em nota, a Sidneya elogiou a atitude da aluna e destacou que a p\u00e1gina Di\u00e1rio de Classe funciona como uma esp\u00e9cie de &#8220;ouvidoria&#8221;. Ao defender-se das alega\u00e7\u00f5es de que a escola teria censurado a p\u00e1gina, a diretora da institui\u00e7\u00e3o, Liziane Diaz Farias, declarou que s\u00f3 houve uma conversa com a m\u00e3e de Isadora, Mel Faber, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o de imagens dos alunos.<\/p>\n<p>Brasileira morta em casa na Fl\u00f3rida<\/p>\n<p>Uma brasileira foi encontrada morta a tiros em casa em Orlando, Fl\u00f3rida (EUA). Segundo o jornal Orlando Sentinel, policiais encontraram o corpo da massoterapeuta Jorgete Acarie, 43 anos, no \u00faltimo domingo. O filho dela de 2 anos tamb\u00e9m estava no apartamento e est\u00e1 sob cust\u00f3dia do Departamento da Inf\u00e2ncia e Fam\u00edlia. Segundo investiga\u00e7\u00f5es, o americano Kristofer Gould, 34, ex-namorado da brasileira, \u00e9 o principal suspeito. O casal teria terminado o relacionamento no in\u00edcio do ano passado e, desde ent\u00e3o, ele a perseguia. Jorgete j\u00e1 tinha, inclusive, feito registro na pol\u00edcia por causa da persegui\u00e7\u00e3o do homem, que est\u00e1 foragido. A assessoria de imprensa do Itamaraty informou que representa\u00e7\u00f5es brasileiras no pa\u00eds n\u00e3o foram contatadas at\u00e9 o momento sobre o caso.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Empres\u00e1rios fazem coro e pedem a Mantega manuten\u00e7\u00e3o de IPI menor<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Como era esperado, empres\u00e1rios de setores atendidos pela redu\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) aproveitaram o encontro com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para pedir prorroga\u00e7\u00e3o da medida e a inclus\u00e3o de novos produtos na lista dos desonerados. Mantega, apesar de ter considerado o resultado dos benef\u00edcios positivo, n\u00e3o sinalizou como o governo dever\u00e1 agir.<\/p>\n<p>Na sexta-feira, chegam ao fim os incentivos aos fabricantes da linha branca e do setor automotivo. Prevalecem na \u00e1rea econ\u00f4mica, por\u00e9m, d\u00favidas sobre se uma nova prorroga\u00e7\u00e3o do IPI reduzido continuar\u00e1 surtindo os mesmos resultados para a economia.<\/p>\n<p>&#8220;O ministro n\u00e3o se comprometeu com absolutamente nada, mas em pouco tempo tem que dar as solu\u00e7\u00f5es porque todas as medidas t\u00eam prazo de validade&#8221;, disse o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Comerciantes de Material de Constru\u00e7\u00e3o (Anamaco), Cl\u00e1udio Conz.<\/p>\n<p>Hoje, Mantega far\u00e1 uma nova rodada de avalia\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios concedidos \u00e0 ind\u00fastria automotiva. Ele vai se encontrar, pela manh\u00e3, com a Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Fabricantes de Ve\u00edculos Automotores (Anfavea) e Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de M\u00e1quinas e Equipamentos (Abimaq). Na reuni\u00e3o realizada ontem, Mantega afirmou que a economia est\u00e1 se recuperando de forma gradual. A perspectiva \u00e9 de que a economia brasileira cres\u00e7a num ritmo entre 4% e 4,5% no pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p>&#8220;O ministro aprendeu a li\u00e7\u00e3o com a presidente Dilma e quis saber os detalhes, incluindo o que est\u00e1 depois da v\u00edrgula&#8221;, contou o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de Materiais de Constru\u00e7\u00e3o (Abramat), Walter Cover. Ele quer que o IPI reduzido para o setor, que termina em 31 de dezembro deste ano, seja estendido at\u00e9 o fim de 2013. Al\u00e9m disso, pediu que a lista de produtos desonerados seja ampliada para mais 50 itens.<\/p>\n<p>O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria Eletro Eletr\u00f4nica (Abinee), Humberto Barbato, pediu para que o IPI reduzido para a linha branca seja prorrogado at\u00e9 o final do ano. Ele explicou que a produ\u00e7\u00e3o industrial do setor de eletro e eletr\u00f4nico teve uma queda de 10% no primeiro semestre, mesmo com o crescimento de 8,6% da produ\u00e7\u00e3o da linha branca. &#8220;Essas medidas [de desonera\u00e7\u00e3o] s\u00e3o positivas para o consumidor e para o crescimento da atividade industrial&#8221;, frisou. &#8220;Tenho uma expectativa positiva quanto \u00e0 prorroga\u00e7\u00e3o&#8221;, acrescentou Barbato. J\u00e1 o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletr\u00f4nicos (Eletros), que representa o setor da linha branca, Lourival Ki\u00e7ula, destacou que, se queda do IPI n\u00e3o for prorrogada por mais quatro meses &#8220;claramente as vendas v\u00e3o diminuir&#8221;. Caso o governo atenda o pedido da entidade, Ki\u00e7ula disse que este ser\u00e1 um ano &#8220;magn\u00edfico&#8221; para o setor.<\/p>\n<p>O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastrias do Mobili\u00e1rio (Abim\u00f3vel), Jos\u00e9 Luiz Fernandez, acredita que este \u00e9 o momento para o governo manter o IPI baixo para contemplar as vendas de Natal. A redu\u00e7\u00e3o do IPI para m\u00f3veis vale at\u00e9 dia 30 de setembro.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Estiagem vai aumentar o pre\u00e7o da energia em 2013<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A forte seca que atingiu o pa\u00eds neste ano deixou os reservat\u00f3rios mais secos, afetou o pre\u00e7o de energia no mercado livre e deve influenciar o valor das contas de luz dos consumidores cativos &#8211; residenciais, industriais e do com\u00e9rcio &#8211; no pr\u00f3ximo ano. O n\u00edvel dos reservat\u00f3rios do Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste est\u00e1 abaixo do normal para esta \u00e9poca do ano.<\/p>\n<p>De acordo com o controle do Operador Nacional do Sistema El\u00e9trico (ONS), a capacidade total dos reservat\u00f3rios do Nordeste encerrou julho com 60,4% de energia armazenada, quase um quarto abaixo do n\u00edvel registrado no mesmo per\u00edodo ano passado, quando ficou em 79,59%. Al\u00e9m disso, o n\u00edvel de julho deste ano foi o menor desde 2003. Com a persist\u00eancia da falta de chuva, a situa\u00e7\u00e3o se agravou em agosto. No dia 27, o ONS registrou n\u00edvel de 53,1% de energia armazenada nos reservat\u00f3rios da regi\u00e3o. No mesmo dia, em 2011, esse percentual havia sido de 75,1%.<\/p>\n<p>No sistema Sudeste\/Centro-Oeste, o principal na gera\u00e7\u00e3o das hidrel\u00e9tricas, o n\u00edvel em julho deste foi de 66,91% de energia armazenada, o mesmo de 2010 e tamb\u00e9m muito inferior ao mesmo m\u00eas do ano passado (80,65%). O ONS s\u00f3 havia registrado situa\u00e7\u00e3o mais cr\u00edtica na regi\u00e3o dez anos antes, quando os reservat\u00f3rios do sistema atingiram volume m\u00e9dio de 61,69%. No dia 27, os reservat\u00f3rios do sistema estavam com 59% de capacidade. Um ano antes, ele estava em 75,1%.<\/p>\n<p>A primeira consequ\u00eancia da queda do n\u00edvel dos reservat\u00f3rios foi o aumento do pre\u00e7o da energia no mercado livre. Segundo dados da comercializadora e gestora Safira Energia, o MWh foi comercializado, em m\u00e9dia, a R$ 102 em julho. No mesmo per\u00edodo de 2011, o pre\u00e7o havia sido de R$ 33. Mikio Kawai Junior, diretor-executivo da Safira, lembra que no ano passado a \u00e9poca de chuvas deixou os reservat\u00f3rios com um n\u00edvel muito elevado, enquanto neste ano o clima se mostrou at\u00edpico, com mar\u00e7o seco.<\/p>\n<p>&#8220;A queda no n\u00edvel e a perspectiva de que a esta\u00e7\u00e3o chuvosa ainda vai demorar alguns meses para come\u00e7ar fizeram com que o sistema nacional acionasse outros tipos de matriz energ\u00e9tica, como usinas a \u00f3leo e a g\u00e1s, que s\u00e3o substancialmente mais caras. Ano passado, quase toda a energia comercializada era de fonte h\u00eddrica&#8221;, explicou Kawai. Segundo o diretor, de janeiro a julho os reservat\u00f3rios de todo o pa\u00eds armazenaram 2.885 mil\u00edmetros de chuvas, quantidade 17% menor do que no mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p>Para Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), o custo do acionamento maior de usinas t\u00e9rmicas para abastecer a demanda s\u00f3 ser\u00e1 repassado ao mercado cativo ap\u00f3s o vencimento dos contratos anuais firmados pelas distribuidoras. &#8220;A compra mais cara de hoje vai sempre para o ano seguinte. As geradoras repassam logo o custo quando muda a matriz, diferentemente das distribuidoras, que amortecem o aumento. O pre\u00e7o de hoje \u00e9 fruto do cen\u00e1rio do ano passado, em que a energia de origem hidr\u00e1ulica teve maior participa\u00e7\u00e3o no consumo total&#8221;, informou.<\/p>\n<p>De acordo com o ONS, as t\u00e9rmicas representaram 4,5% do total de energia consumido no ano passado. Em 2010, quando a esta\u00e7\u00e3o seca teve caracter\u00edsticas como a deste ano, a fatia foi de 7,3%.<\/p>\n<p>Apesar de o retorno das chuvas estar previsto para outubro, apenas no m\u00eas seguinte o efeito de reservat\u00f3rios mais cheios deve chegar ao mercado. At\u00e9 l\u00e1, a estimativa \u00e9 que o pre\u00e7o m\u00e9dio para o mercado livre fique em torno de R$ 150, menos para a energia consumida pelos nordestinos, que est\u00e1 sendo mais afetada. &#8220;A seca est\u00e1 mais forte nessa regi\u00e3o. Esperamos um descolamento nos pre\u00e7os, com o MWh devendo chegar a at\u00e9 R$ 250&#8221;, disse Mikio Kawai Junior.<\/p>\n<p>Paulo Toledo, s\u00f3cio-diretor da Ecom Energia, prev\u00ea pre\u00e7os altos no segundo semestre. Segundo ele, caso setembro registre um volume consider\u00e1vel de chuvas, os pre\u00e7os entram na descendente em outubro. &#8220;O mercado est\u00e1 mais vol\u00e1til neste ano em fun\u00e7\u00e3o das flutua\u00e7\u00f5es at\u00edpicas e do tempo, mais seco que o normal&#8221;, disse.<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace) tamb\u00e9m projeta aumento de pre\u00e7os, mas n\u00e3o apenas para o consumidor livre. De acordo com o presidente-executivo da associa\u00e7\u00e3o, Paulo Pedrosa, o Pre\u00e7o de Liquida\u00e7\u00e3o de Diferen\u00e7a (PLD) da energia &#8211; que n\u00e3o conta o \u00e1gio na venda no mercado livre &#8211; est\u00e1 hoje em torno de R$ 140 o megawatt-hora. Com as reservas mais baixas, est\u00e3o sendo acionadas t\u00e9rmicas a g\u00e1s que produzem a cerca de R$ 150 o MWh.<\/p>\n<p>No entanto, at\u00e9 que o n\u00edvel de \u00e1gua nos reservat\u00f3rios aumente, a demanda far\u00e1 com que t\u00e9rmicas a combust\u00edvel, como o diesel, entrem em opera\u00e7\u00e3o, com pre\u00e7os ainda maiores, de cerca de R$ 400 o MWh segundo ele.<\/p>\n<p>As regi\u00f5es Sul e Norte, que juntas geram 10% no total da energia hidrel\u00e9trica produzida pelo pa\u00eds, tamb\u00e9m estavam em julho com um n\u00edvel que n\u00e3o era registrado nos \u00faltimos anos. No Norte, os reservat\u00f3rios operavam com 79,58% da capacidade, e no Sul, com 73,91%.<\/p>\n<p>A chamada &#8220;curva de avers\u00e3o ao risco&#8221;, calculada pelo ONS e que define a partir de que momento as t\u00e9rmicas s\u00e3o mais ou menos acionadas, foi elevada ontem, mas ainda indica um espa\u00e7o razo\u00e1vel para a opera\u00e7\u00e3o segura do sistema (ver reportagem abaixo). A curva \u00e9 o limite da capacidade dos reservat\u00f3rios antes que a oferta de energia el\u00e9trica seja comprometida. &#8220;N\u00e3o temos problema de seguran\u00e7a energ\u00e9tica. Estamos seguros, mas para isso usamos recursos mais caros, afetando todo o sistema. O que \u00e9 paradoxal em um ano em que o governo est\u00e1 tentando atacar o problema do pre\u00e7o da energia no pa\u00eds&#8221;, observou Pedrosa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nO Estado de S. 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