{"id":34333,"date":"2026-10-05T21:20:45","date_gmt":"2026-10-06T00:20:45","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=34333"},"modified":"2026-10-05T21:20:45","modified_gmt":"2026-10-06T00:20:45","slug":"a-integracao-impossivel-e-o-caos-europeu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/34333","title":{"rendered":"A integra\u00e7\u00e3o imposs\u00edvel e o caos europeu"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"34334\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/34333\/unnamed-1-17\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/unnamed-1.jpg?fit=705%2C470&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"705,470\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"unnamed (1)\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/unnamed-1.jpg?fit=705%2C470&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-full wp-image-34334\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/unnamed-1.jpg?resize=705%2C470&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"705\" height=\"470\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/unnamed-1.jpg?w=705&amp;ssl=1 705w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/unnamed-1.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 705px) 100vw, 705px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Cr\u00e9ditos Manuel de Almeida \/ Ag\u00eancia Lusa<\/p>\n<p>Por Jos\u00e9 Goul\u00e3o &#8211; ABRIL ABRIL<\/p>\n<p>Estamos assistindo \u00e0 desagrega\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia atrav\u00e9s da restaura\u00e7\u00e3o, no concreto, de mem\u00f3rias hist\u00f3ricas fatais que, devido \u00e0 degenera\u00e7\u00e3o e fal\u00eancia do modelo da chamada \u00abdemocracia ocidental\u00bb, renomeada \u00abdemocracia liberal\u00bb, e \u00e0 profunda crise social e humanit\u00e1ria por ela provocada, est\u00e3o subindo convictamente \u00e0 superf\u00edcie.<\/p>\n<p>Se h\u00e1 coisa que a Uni\u00e3o Europeia tem feito muito bem, embora essa n\u00e3o seja, injustamente, diga-se, uma das suas atribui\u00e7\u00f5es program\u00e1ticas, \u00e9 a recupera\u00e7\u00e3o de todos os mais terr\u00edveis fantasmas e mitos que assombram a hist\u00f3ria do Continente ao longo dos s\u00e9culos e estiveram, at\u00e9, na base das duas grandes conflagra\u00e7\u00f5es mundiais. Os federalistas convictos, e os imitadores que abundam apenas como oportunos artefatos de divisionismo e da propaganda, ainda se atrevem a insistir na tese de que a Uni\u00e3o Europeia tem conseguido evitar a guerra na Europa desde 1945.<\/p>\n<p>Tr\u00eas simples observa\u00e7\u00f5es a prop\u00f3sito, que nos dariam vontade de rir caso n\u00e3o se tratasse de guerra e de vivermos tempos de imin\u00eancia de um conflito maior gerado pela pr\u00f3pria confraria OTAN\/Uni\u00e3o Europeia. Pelo menos essa \u00e9 a entidade que mais faz soar os tambores do militarismo.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, quando se fala no papel da Uni\u00e3o na inexist\u00eancia de guerras, o feito cinge-se apenas \u00e0 sua capacidade, de que tanto se ufana, de evitar que a Fran\u00e7a e a Alemanha se envolvessem num confronto militar direto. Passemos, portanto, ao lado do envolvimento ativo da Uni\u00e3o Europeia, ou atrav\u00e9s da OTAN e outras interpostas entidades, nas guerras do Afeganist\u00e3o, do Iraque, contra a Palestina, da S\u00edria, da que levou \u00e0 erradica\u00e7\u00e3o da L\u00edbia do mapa, do Sahel. Portanto, n\u00e3o existe qualquer rela\u00e7\u00e3o entre a Uni\u00e3o Europeia e a confabula\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia de \u00abtempos de paz\u00bb entre guerras. Se as guerras n\u00e3o foram ou n\u00e3o s\u00e3o territorialmente no continente, tiveram e continuam a ter sempre a participa\u00e7\u00e3o de pa\u00edses europeus.<\/p>\n<p>Em segundo lugar \u2013 e fica apenas uma alus\u00e3o, porque o tema d\u00e1 um livro, n\u00e3o uma simples reflex\u00e3o \u2013 a Uni\u00e3o Europeia \u00e9 a entidade que mais tem alimentado o clima de guerra contra a R\u00fassia, depois de tamb\u00e9m ser diretamente respons\u00e1vel pelas transforma\u00e7\u00f5es na Ucr\u00e2nia que deram origem ao conflito entre Kiev e Moscovo. Esta \u00e9 a hist\u00f3ria real, que n\u00e3o corresponde, nem poderia corresponder, \u00e0s mistifica\u00e7\u00f5es de uma realidade paralela que, pol\u00edtica e midiaticamente, tenta convencer o Ocidente das suas pr\u00f3prias raz\u00f5es.<\/p>\n<p>A terceira observa\u00e7\u00e3o, que incide sobre o enorme paradoxo dos nossos tempos, diz-nos que a exist\u00eancia e a atua\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia est\u00e3o provocando uma desagrega\u00e7\u00e3o continental como h\u00e1 muito n\u00e3o existia, gra\u00e7as ao reaparecimento, em for\u00e7a, de tend\u00eancias nefastas, a maioria das quais atravessaram e flagelaram o continente ao longo da hist\u00f3ria; e algumas novas, ou atualizadas, capazes de gerar contradi\u00e7\u00f5es at\u00e9 no pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o do imp\u00e9rio.<\/p>\n<p>Sem aprofundar muito o tema, \u00e9 mais do que evidente a agudiza\u00e7\u00e3o da influ\u00eancia nazista e neonazista, o regresso \u00e0 tona de velhas manifesta\u00e7\u00f5es de \u00f3dios \u00e9tnicos, de xenofobia, de instabilidade das fronteiras, de culto dos totalitarismos de castas burguesas e aristocr\u00e1ticas. Sem esquecer o recurso \u00e0s enraizadas fraturas religiosas como combust\u00edvel para alimentar ambi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, \u00e9tnicas, expansionistas e chauvinistas.<\/p>\n<p>O complexo de Poltava<\/p>\n<p>A Uni\u00e3o Europeia est\u00e1 desmentindo a sua pr\u00f3pria designa\u00e7\u00e3o e se fragmentando em blocos regionais. Os europe\u00edstas fan\u00e1ticos, incapazes de enfrentar a realidade, alegam que o aparecimento de polos regionais a Norte e a Leste, com interesses parcialmente desligados do n\u00facleo ocidental que deu corpo \u00e0 fal\u00e1cia da \u00abintegra\u00e7\u00e3o europeia\u00bb, contribui para a sa\u00fade e a din\u00e2mica da pr\u00f3pria Uni\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma tese que n\u00e3o tem ponta por onde se lhe pegue, a n\u00e3o ser a de se considerar que estas fragmenta\u00e7\u00f5es resultantes da afirma\u00e7\u00e3o de centros regionais de influ\u00eancia e poder contribuem, de maneira casu\u00edstica, para o refor\u00e7o do poder ocidental, de que a Uni\u00e3o Europeia pretende considerar-se a bandeira.<\/p>\n<p>Dois blocos que t\u00eam se afirmado a Norte e a Leste do Continente refletem, por\u00e9m, muito mais diverg\u00eancias do que fatores de uni\u00e3o. S\u00e3o todos contra a R\u00fassia \u2013 o principal fator de converg\u00eancia enquanto for poss\u00edvel agitar, de maneira minimamente cred\u00edvel, gra\u00e7as a esfor\u00e7os de propaganda que n\u00e3o resultar\u00e3o eternamente, o velho fantasma da amea\u00e7a moscovita \u2013 outrora sovi\u00e9tica, hoje putinista.<\/p>\n<p>A guerra na Ucr\u00e2nia tem \u00abcolado\u00bb estas uni\u00f5es, mas n\u00e3o se pode prever a evolu\u00e7\u00e3o do quadro quando for encontrada uma solu\u00e7\u00e3o para este conflito. Nestas condi\u00e7\u00f5es, uma in\u00e9rcia previs\u00edvel da \u00abamea\u00e7a russa\u00bb fragilizar\u00e1 as raz\u00f5es de uni\u00e3o e far\u00e1 vir ao de cima as abundantes diverg\u00eancias. \u00c9 um fato que alguns dos pa\u00edses envolvidos nestas uni\u00f5es n\u00e3o est\u00e3o apaziguados com as fronteiras atuais, t\u00eam velhas e sangrentas contas a ajustar com os vizinhos, cultivam correntes de superioridade \u00e9tnica e ainda sonham at\u00e9 com tempos de grandezas imperiais.<\/p>\n<p>Esfarelando-se o argumento de \u00abtodos com a Ucr\u00e2nia\u00bb banderista poder\u00e3o se manifestar as enraizadas contradi\u00e7\u00f5es entre blocos e, chegados a esse limite, ent\u00e3o adeus Uni\u00e3o Europeia, nada a salvar\u00e1 porque nem como pilar do imp\u00e9rio ser\u00e1 necess\u00e1ria. Outros desempenhar\u00e3o essa tarefa sem necessitarem sequer de invocar o cada vez mais d\u00e9bil e esquecido pretexto da \u00abdefesa da democracia\u00bb.<\/p>\n<p>Os dois blocos em evid\u00eancia s\u00e3o o Intermarium, que pretende se tornar insubstitu\u00edvel no alegado papel de defender o fundamentalismo xen\u00f3fobo anti-russo (o Ocidente e o imp\u00e9rio apenas s\u00e3o para aqui chamados de maneira colateral) nos mares Negro e B\u00e1ltico. Trata-se do renascimento da estrat\u00e9gia contra a R\u00fassia (ent\u00e3o Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica) montada por Josef Pidulsky, ditador polaco entre guerras, para unir a Pol\u00f4nia, a Litu\u00e2nia, os setores banderistas ucranianos e com pretens\u00f5es de envolver tamb\u00e9m a Est\u00f4nia e a Let\u00f4nia.<\/p>\n<p>O Intermarium nasceu como uma ideia de conspira\u00e7\u00e3o e guerra e o seu reaparecimento reproduz esse padr\u00e3o com toda a fidelidade. Integra a Pol\u00f4nia, a Ucr\u00e2nia banderista, a Litu\u00e2nia e surge vocacionado para funcionar sob prote\u00e7\u00e3o alem\u00e3, pretendendo ainda estender-se \u00e0 totalidade dos Estados b\u00e1lticos ex-sovi\u00e9ticos e \u00e0 Ge\u00f3rgia. Um bloco assim estratificado cumpre as normas estrat\u00e9gicas estabelecidas pela administra\u00e7\u00e3o Trump para a implanta\u00e7\u00e3o de um \u00abcord\u00e3o sanit\u00e1rio\u00bb contra a R\u00fassia. O ponto mais fraco desta associa\u00e7\u00e3o \u00e9 a guerra pela lideran\u00e7a operacional do bloco entre a Pol\u00f4nia e a Ucr\u00e2nia ocidental, uma diverg\u00eancia hist\u00f3rica muito enraizada por raz\u00f5es de dom\u00ednio territorial e, sobretudo, de car\u00e1ter racista, agravadas pelas recentes homenagens de Kiev e Zelensky a genocidas banderistas, ide\u00f3logos da superioridade racial ucraniana em rela\u00e7\u00e3o aos poloneses e que praticaram a\u00e7\u00f5es de exterm\u00ednio de comunidades com esta origem. H\u00e1 um evidente mal-estar entre Vars\u00f3via e o banderismo de Kiev, apenas (mal) disfar\u00e7ado pelas exig\u00eancias da coliga\u00e7\u00e3o de guerra contra a R\u00fassia.<\/p>\n<p>Menos afetado por circunst\u00e2ncias divisionistas est\u00e1 o Bloco Viking, j\u00e1 institucionalizado no contexto europeu, assentado num \u00abacordo comum de defesa\u00bb como ponto de partida. A chamada \u00abintegra\u00e7\u00e3o europeia\u00bb assume cada vez mais o seu car\u00e1cter militarista e belicista, como se comprova.<\/p>\n<p>Os subscritores deste pacto s\u00e3o a Su\u00e9cia, a Dinamarca, a Noruega, a Isl\u00e2ndia e a Finl\u00e2ndia. Um bloco assim definido cai como uma luva na ideia de \u00abcord\u00e3o sanit\u00e1rio\u00bb lan\u00e7ada por Trump, tem um papel estrat\u00e9gico essencial no controle do B\u00e1ltico (Dinamarca, Su\u00e9cia e Finl\u00e2ndia), com extens\u00e3o de import\u00e2ncia insubstitu\u00edvel ao Mar do Norte e, sobretudo, ao Oceano \u00c1rtico. O Bloco Viking extravasa ostensivamente a Uni\u00e3o Europeia (minimizando-a neste contexto) atrav\u00e9s do alargamento \u00e0 Isl\u00e2ndia, \u00e0 Noruega e \u00e0 pr\u00f3pria Groenl\u00e2ndia, que apesar de colonizada pela Dinamarca escolheu ficar de fora da vassalagem a Bruxelas. No imediato, o Bloco Viking pode funcionar tamb\u00e9m como um amortecedor das ambi\u00e7\u00f5es de Trump sobre a grande ilha, desde que esta cumpra os objetivos estrat\u00e9gicos pretendidos pelo imp\u00e9rio no controle do \u00c1rtico e como base militar nas opera\u00e7\u00f5es contra a R\u00fassia.<\/p>\n<p>Apesar do peso econ\u00f4mico da Noruega, a Su\u00e9cia assume o comando do Bloco Viking. Uma Su\u00e9cia que renegou qualquer ilus\u00e3o sobre a \u00abexperi\u00eancia social-democrata\u00bb, a fal\u00e1cia de um capitalismo com uma veia social entranhada, a partir do fat\u00eddico dia 28 de fevereiro de 1986, data do assassinato, at\u00e9 hoje n\u00e3o esclarecido, do primeiro-ministro Olof Palme, que aconteceu quando este se preparava para uma viagem hist\u00f3rica \u00e0 Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. Desde esse dia nada mais foi como at\u00e9 ent\u00e3o e as transforma\u00e7\u00f5es pol\u00edticas foram arrasadoras para o sistema \u00absocial-democrata\u00bb. O Partido Social Democrata tornou-se neoliberal, o partido governamental \u00abModerados\u00bb \u00e9 de direita neoliberal e os neofascistas chamam-se \u00abDemocratas da Su\u00e9cia\u00bb, al\u00e9m de serem plenamente admitidos como sujeito nos jogos de poder e na \u00e1rea governamental.<\/p>\n<p>Estas grandes altera\u00e7\u00f5es trouxeram gradualmente \u00e0 superf\u00edcie, sobretudo a partir do momento em que se deu a ades\u00e3o \u00e0 OTAN e em que as dores dos banderistas de Kiev foram assumidas pela OTAN e a Uni\u00e3o Europeia, as velhas contas que o hist\u00f3rico expansionismo sueco acha que tem de acertar com Moscou. No quadro do Bloco Viking e do \u00abcord\u00e3o sanit\u00e1rio\u00bb, a Su\u00e9cia vai agora participar operacionalmente do controle da fronteira da Finl\u00e2ndia com a R\u00fassia, 217 anos depois de as tropas suecas ocupantes comandadas pelo rei Carlos XII terem sido derrotadas na Batalha de Poltava (hoje Ucr\u00e2nia) pelas tropas russas de Pedro o Grande e for\u00e7adas a regressar para casa com pouco mais de cinco centenas de soldados. Acabou nessa humilha\u00e7\u00e3o o per\u00edodo expansionista sueco, o chamado Imp\u00e9rio Sueco, que permitiu a Estocolmo, a partir do s\u00e9culo XVII, dominar a Finl\u00e2ndia, a Est\u00f4nia, a Liv\u00f4nia, a \u00cdngria (tomada da R\u00fassia em 1617) e outras possess\u00f5es ao redor do B\u00e1ltico.<\/p>\n<p>Esta esp\u00e9cie de regresso ao passado com o reaparecimento de tropas suecas nas fronteiras russas poder\u00e1 ser um ninho de provoca\u00e7\u00f5es e servir os interesses de quem, dentro da Uni\u00e3o Europeia, explora os caminhos para uma grande confronta\u00e7\u00e3o. Carlos XII da Su\u00e9cia chegou a manter, at\u00e9 1700, uma fortaleza e uma pequena cidade a que chamou Narva em territ\u00f3rio russo, no qual o vitorioso imperador Pedro o Grande construiu S\u00e3o Petersburgo a partir de 1703.<\/p>\n<p>Depois de perder Narva, Carlos XII foi derrotado pelas tropas russas em Poltava (1709), tentou aliar-se com o vizir otomano, que lhe deu guarida mas acabou por tra\u00ed-lo. Foi na R\u00fassia que se iniciou a derrocada do imp\u00e9rio sueco; \u00e9 agora, \u00e0 cabe\u00e7a do Bloco Viking, que a monarquia sueca (com uma fam\u00edlia real, os Bernardotte, \u00abimportada\u00bb de Fran\u00e7a no s\u00e9culo XIX) parece decidida a acertar contas com a R\u00fassia, sonhando ainda com quase dois s\u00e9culos e meio de dom\u00ednio perdido.<\/p>\n<p>Existe, por\u00e9m, um outro lado da moeda: estamos assistindo a desagrega\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia atrav\u00e9s da restaura\u00e7\u00e3o, no concreto, de mem\u00f3rias hist\u00f3ricas fatais que, devido \u00e0 degenera\u00e7\u00e3o e fal\u00eancia do modelo da chamada \u00abdemocracia ocidental\u00bb, renomeada \u00abdemocracia liberal\u00bb, e \u00e0 profunda crise social e humanit\u00e1ria por ela provocada, est\u00e3o subindo convictamente \u00e0 superf\u00edcie para restaurar algumas das piores tend\u00eancias que marcaram a hist\u00f3ria continental. A desde sempre invi\u00e1vel \u00abintegra\u00e7\u00e3o europeia\u00bb parece trazer no bojo mais uma vers\u00e3o do enraizado e militarista caos europeu.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/34333\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[9,65,10],"tags":[223],"class_list":["post-34333","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s10-internacional","category-c78-internacional","category-s19-opiniao","tag-3a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8VL","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34333","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34333"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34333\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34335,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34333\/revisions\/34335"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34333"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34333"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34333"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}