{"id":34336,"date":"2026-10-05T21:23:49","date_gmt":"2026-10-06T00:23:49","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=34336"},"modified":"2026-10-05T21:23:49","modified_gmt":"2026-10-06T00:23:49","slug":"os-minerais-criticos-e-o-corolario-trump","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/34336","title":{"rendered":"Os minerais cr\u00edticos e o corol\u00e1rio Trump"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"34337\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/34336\/image-1-76\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-1.png?fit=967%2C760&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"967,760\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"image (1)\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-1.png?fit=747%2C587&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-large wp-image-34337\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-1.png?resize=747%2C587&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"747\" height=\"587\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-1.png?resize=900%2C707&amp;ssl=1 900w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-1.png?resize=300%2C236&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-1.png?resize=768%2C604&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-1.png?w=967&amp;ssl=1 967w\" sizes=\"auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>John Moenakeefe Mohl (\u00c1frica do Sul), Mineiros ao p\u00f4r do sol, alguns em servi\u00e7o, outros de folga, perto de Carletonville, c. 1970\u20131975.<\/p>\n<p>Vijay Prashad &#8211; Instituto Tricontinental de Pesquisa<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/thetricontinental.org\/pt-pt\/newsletterissue\/corolario-trump-minerais-criticos\/\">https:\/\/thetricontinental.org\/pt-pt\/newsletterissue\/corolario-trump-minerais-criticos\/<\/a><\/p>\n<p>O mapa da nova guerra por minerais se estende das plan\u00edcies de l\u00edtio da Am\u00e9rica do Sul aos dep\u00f3sitos de terras raras da Groenl\u00e2ndia. Seu vocabul\u00e1rio \u00e9 familiar: resili\u00eancia da cadeia de suprimentos, seguran\u00e7a nacional, diversifica\u00e7\u00e3o e parceria. Por tr\u00e1s dessas express\u00f5es neutras, esconde-se um projeto mais antigo. Os Estados Unidos querem reorganizar a riqueza mineral do Hemisf\u00e9rio Ocidental em torno de suas pr\u00f3prias necessidades industriais e militares, mantendo a China bem longe. O nome mais recente para essa ambi\u00e7\u00e3o \u00e9 o Corol\u00e1rio \u00e0 Doutrina Monroe de 1823 do presidente Donald Trump \u2013 apelidado de \u201cDoutrina Donroe\u201d. A piada \u00e9 grosseira, mas a pol\u00edtica n\u00e3o.<\/p>\n<p>Minerais cr\u00edticos n\u00e3o s\u00e3o inerentemente cr\u00edticos. Cobre, l\u00edtio, grafite, cobalto, n\u00edquel e terras raras tornam-se cr\u00edticos dentro de um sistema de produ\u00e7\u00e3o espec\u00edfico que exige cada vez mais redes el\u00e9tricas, baterias, centros de dados, semicondutores, sat\u00e9lites e aeronaves de combate. A Ag\u00eancia Internacional de Energia prev\u00ea que a demanda por esses minerais quase dobrar\u00e1 at\u00e9 2040, de acordo com as pol\u00edticas estabelecidas, com a demanda por l\u00edtio mais que triplicando. O gargalo decisivo n\u00e3o \u00e9 a geologia, mas o dom\u00ednio da metalurgia, das patentes, das finan\u00e7as, da separa\u00e7\u00e3o, do refino e dos mercados. A China refina mais de 90% do g\u00e1lio, grafite, mangan\u00eas e diversas categorias importantes de terras raras do mundo. Esse \u00e9 o fato industrial que os documentos de seguran\u00e7a de Washington traduzem na linguagem da \u201camea\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Em abril de 2025, a Casa Branca ordenou uma investiga\u00e7\u00e3o da Se\u00e7\u00e3o 232 sobre minerais cr\u00edticos processados e seus derivados, tratando a depend\u00eancia de importa\u00e7\u00f5es como uma poss\u00edvel amea\u00e7a \u00e0 seguran\u00e7a nacional. Em janeiro de 2026, ap\u00f3s a conclus\u00e3o da investiga\u00e7\u00e3o de que tais importa\u00e7\u00f5es de fato amea\u00e7avam a seguran\u00e7a dos EUA, o presidente Trump orientou negocia\u00e7\u00f5es com parceiros comerciais e prop\u00f4s pre\u00e7os m\u00ednimos e outras restri\u00e7\u00f5es comerciais. Em julho, ele invocou a Lei de Produ\u00e7\u00e3o de Defesa para a recupera\u00e7\u00e3o de minerais cr\u00edticos a partir de sucatas e bens usados. Em conjunto, essas medidas do governo dos Estados Unidos descrevem uma pol\u00edtica industrial beligerante, respaldada por tarifas e amea\u00e7as militares.<\/p>\n<p>A pol\u00edtica dos EUA para minerais cr\u00edticos visa n\u00e3o apenas buscar minas no exterior, mas tamb\u00e9m impor sua autoridade pol\u00edtica sobre onde esses minerais podem ser vendidos, cuja tecnologia pode process\u00e1-los e quais bancos podem financiar a cadeia produtiva. A ordem executiva de Trump de 2025 sobre minerais do fundo do mar declarou seu objetivo com uma clareza incomum: os Estados Unidos fortalecer\u00e3o \u201cparcerias com aliados e a ind\u00fastria para contrabalan\u00e7ar a crescente influ\u00eancia da China sobre os recursos minerais do fundo do mar\u201d. O Corol\u00e1rio Trump estende essa l\u00f3gica por todo o hemisf\u00e9rio, tratando a Am\u00e9rica Latina e o Caribe n\u00e3o como uma regi\u00e3o de projetos de desenvolvimento soberanos, mas como o exterior pr\u00f3ximo dos Estados Unidos: um reservat\u00f3rio protegido de produtos agr\u00edcolas, metais, minerais, portos e rotas mar\u00edtimas. Em seu livro monumental As veias abertas da Am\u00e9rica Latina (1971), Eduardo Galeano escreveu sobre a \u201cmortalidade da riqueza\u201d \u2013 como a abund\u00e2ncia natural da regi\u00e3o trouxe sofrimento aos seus povos. Essa dolorosa contradi\u00e7\u00e3o entre riqueza e explora\u00e7\u00e3o persiste.<\/p>\n<p>A Groenl\u00e2ndia revela o Corol\u00e1rio Trump em sua forma mais crua. Longe de ser um espa\u00e7o vazio, como frequentemente retratada, a sociedade inu\u00edte [povos ind\u00edgenas origin\u00e1rios das regi\u00f5es \u00e1rticas e sub\u00e1rticas da Am\u00e9rica do Norte] de aproximadamente 57 mil pessoas tem uma longa hist\u00f3ria de dom\u00ednio colonial dinamarqu\u00eas e uma luta inacabada por sua autodetermina\u00e7\u00e3o. Sua posi\u00e7\u00e3o entre a Am\u00e9rica do Norte e a Europa, a base militar estadunidense em Pituffik, a abertura de rotas mar\u00edtimas no \u00c1rtico e os dep\u00f3sitos que incluem minerais de terras raras a tornaram objeto de renovada aten\u00e7\u00e3o. O desejo reiterado de Trump de adquirir a Groenl\u00e2ndia reduz a terra natal do povo inu\u00edte a bens im\u00f3veis e estrat\u00e9gia militar. Trump afirma ter tomado a Groenl\u00e2ndia da Dinamarca, mas os detalhes do acordo de seguran\u00e7a s\u00e3o muito mais amb\u00edguos do que suas postagens nas redes sociais.<\/p>\n<p>A press\u00e3o sobre a Groenl\u00e2ndia e sobre a Am\u00e9rica Latina faz parte da mesma imagina\u00e7\u00e3o imperial. Os EUA veem a primeira como seu escudo no norte e a segunda como seu dep\u00f3sito no sul. Em ambos os casos, o objetivo declarado \u00e9 impedir que o capital, a infraestrutura e a tecnologia chineses conquistem uma posi\u00e7\u00e3o duradoura. O que est\u00e1 em jogo n\u00e3o \u00e9 a liberdade de investimento chinesa, mas a soberania dos pa\u00edses para definirem suas pr\u00f3prias pol\u00edticas externas e econ\u00f4micas independentes. A quest\u00e3o \u00e9 que Washington reivindica a autoridade para decidir quais rela\u00e7\u00f5es s\u00e3o permitidas. A promessa de soberania se torna condicionada ao alinhamento com as ambi\u00e7\u00f5es imperialistas dos EUA.<\/p>\n<p>A Am\u00e9rica Latina vivenciou essa hist\u00f3ria. O livro de Galeano detalha a jornada da prata da Bol\u00edvia, do guano e cobre do Peru, dos nitratos e cobre do Chile, do min\u00e9rio de ferro do Brasil e do petr\u00f3leo da Venezuela at\u00e9 os sucessivos centros de acumula\u00e7\u00e3o capitalista. A commodity muda de pa\u00eds para pa\u00eds, mas a estrutura permanece: extra\u00e7\u00e3o na periferia, tecnologia e financiamento em outros lugares e danos socializados no local da mina. A chamada transi\u00e7\u00e3o verde pode remodelar essa estrutura sem derrub\u00e1-la.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros revelam tanto a oportunidade quanto o perigo. A Ag\u00eancia Internacional de Energia relata que, excluindo o l\u00edtio, os pa\u00edses latino-americanos refinaram, em m\u00e9dia, apenas 20% dos principais minerais energ\u00e9ticos que extra\u00edram em 2025. Com os projetos existentes, a regi\u00e3o poderia capturar cerca de 185 bilh\u00f5es de d\u00f3lares em valor econ\u00f4mico at\u00e9 2035, mas apenas um quinto disso viria do refino. Um maior refino local poderia elevar esse valor para aproximadamente 220 bilh\u00f5es de d\u00f3lares. A Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Com\u00e9rcio e Desenvolvimento defende uma pol\u00edtica industrial regional com maior investimento p\u00fablico em infraestrutura e educa\u00e7\u00e3o, regras claras para bens e m\u00e3o de obra de origem local (regras de conte\u00fado local) e transfer\u00eancia de tecnologia, al\u00e9m de controle sobre o ritmo e os termos da extra\u00e7\u00e3o. A quest\u00e3o \u00e9 se essas ferramentas servir\u00e3o ao planejamento p\u00fablico ou se apenas subsidiar\u00e3o as corpora\u00e7\u00f5es estrangeiras.<\/p>\n<p>O epicentro desse debate \u00e9 o Brasil, que det\u00e9m cerca de 23% das reservas conhecidas de terras raras, mas produz aproximadamente 1% da produ\u00e7\u00e3o global e carece de uma cadeia de processamento integrada que abranja desde a separa\u00e7\u00e3o, passando pela produ\u00e7\u00e3o de metais e ligas, at\u00e9 a fabrica\u00e7\u00e3o de \u00edm\u00e3s permanentes. Na mina Pela Ema, em Goi\u00e1s, o Grupo Serra Verde produz um carbonato misto de terras raras. As etapas mais complexas e lucrativas ocorrem no exterior. O Brasil mant\u00e9m a extra\u00e7\u00e3o, alguns empregos e impostos, al\u00e9m das responsabilidades ambientais, enquanto a produ\u00e7\u00e3o de maior valor agregado, as patentes e o controle estrat\u00e9gico deixam o pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que a proposta de aquisi\u00e7\u00e3o da Serra Verde pela USA Rare Earth, apoiada pelos EUA, \u00e9 relevante. O dep\u00f3sito cont\u00e9m dispr\u00f3sio e t\u00e9rbio, indispens\u00e1veis para \u00edm\u00e3s de alto desempenho usados em motores el\u00e9tricos e sistemas militares. O financiamento e os compromissos de compra dos EUA transformam a aquisi\u00e7\u00e3o em algo mais do que uma transa\u00e7\u00e3o privada: faz parte de uma tentativa estatal de construir uma cadeia de suprimentos que exclua a China. Ao redor da mina, comunidades rurais e quilombolas enfrentam c\u00f3rregos polu\u00eddos, amea\u00e7as \u00e0s suas terras e concess\u00f5es de minera\u00e7\u00e3o que amea\u00e7am assentamentos de reforma agr\u00e1ria. Um mineral n\u00e3o pode ser considerado \u201cverde\u201d quando seus custos s\u00e3o repassados para as pessoas que vivem acima dele.<\/p>\n<p>A resposta do Brasil n\u00e3o pode ser uma simples mudan\u00e7a de cliente. A coopera\u00e7\u00e3o com a China, os Estados Unidos ou a Europa deve ser avaliada pelo conhecimento e pela capacidade que ainda existem no Brasil, e n\u00e3o pela nacionalidade do comprador. Certas regras b\u00e1sicas devem ser aplicadas:<\/p>\n<p>Controle p\u00fablico sobre informa\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas e dep\u00f3sitos estrat\u00e9gicos.<br \/>\nFinanciamento p\u00fablico por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES).<br \/>\nInvestiga\u00e7\u00e3o p\u00fablica do impacto ecol\u00f3gico, incluindo licenciamento ambiental para examinar os impactos cumulativos nas bacias hidrogr\u00e1ficas.<br \/>\nAs comunidades ind\u00edgenas, quilombolas e agr\u00e1rias locais devem ter direito garantido \u00e0 consulta livre, pr\u00e9via e informada.<br \/>\nAn\u00e1lise rigorosa das aquisi\u00e7\u00f5es de minas por estrangeiros.<br \/>\nRequisitos de transfer\u00eancia de tecnologia previstos em contrato.<br \/>\nPesquisa liderada por universidades brasileiras e institutos p\u00fablicos de pesquisa.<br \/>\nSepara\u00e7\u00e3o e refino obrigat\u00f3rios do min\u00e9rio em territ\u00f3rio nacional.<br \/>\nCoopera\u00e7\u00e3o regional para ampliar a escala de produ\u00e7\u00e3o de baterias, produtos qu\u00edmicos, m\u00e1quinas, \u00edm\u00e3s e reciclagem.<\/p>\n<p>Os pa\u00edses do Sul devem rejeitar a falsa dicotomia entre servir a uma cadeia de suprimentos centrada na China e entrar em uma controlada pelos EUA. Os movimentos sociais devem lutar pela soberania popular, o que exigiria que esses acordos fossem feitos com empresas p\u00fablicas, por meio de institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, com mandatos transparentes, padr\u00f5es ambientais comuns e pesquisa compartilhada. A extra\u00e7\u00e3o de metais e minerais deve ser planejada para usos socialmente necess\u00e1rios e n\u00e3o pelos ditames do consumo de luxo e da guerra permanente.<\/p>\n<p>A vulnerabilidade mais profunda exposta pela disputa mineral n\u00e3o \u00e9 a depend\u00eancia de um \u00fanico pa\u00eds. \u00c9 a subordina\u00e7\u00e3o da vida a cadeias de suprimentos governadas por outros. O Corol\u00e1rio Trump promete garantir o hemisf\u00e9rio e suas riquezas para os Estados Unidos. Uma doutrina popular garantiria os recursos naturais para o benef\u00edcio daqueles que vivem na terra, priorizando eletricidade em vez de exporta\u00e7\u00f5es, \u00e1gua em vez de res\u00edduos, conhecimento em vez de royalties e soberania em vez de alinhamento. A riqueza sob o solo deve se tornar vis\u00edvel em escolas, hospitais, centros de pesquisa, laborat\u00f3rios, ecossistemas restaurados e vidas dignas \u2013 um futuro que n\u00e3o pode ser enviado em sacos de concentrado.<\/p>\n<p>Em 1904, o poeta nicaraguense Rub\u00e9n Dar\u00edo escreveu \u201cA Roosevelt\u201d [Para Roosevelt]. Dirigido ao presidente dos EUA, Theodore Roosevelt, o poema \u00e9 uma poderosa acusa\u00e7\u00e3o ao imperialismo yanqui. As estrofes abaixo aludem \u00e0 \u201cLe Message de Grant\u201d [Mensagem de Grant] de Victor Hugo, de 1872, na qual Hugo escreve ao presidente dos EUA, Ulysses S. Grant, que a bandeira dos EUA, \u201csemeada com estrelas\u201d, est\u00e1 \u201cobscurecida\u201d com uma \u201cmancha de lama\u201d (tache de boue):<\/p>\n<p>Los Estados Unidos son potentes y grandes.<br \/>\nCuando ellos se estremecen hay un hondo temblor<br \/>\nque pasa por las v\u00e9rtebras enormes de los Andes.<br \/>\nSi clam\u00e1is, se oye como el rugir del le\u00f3n.<br \/>\nYa Hugo a Grant le dijo: \u201cLas estrellas son vuestras\u201d.<br \/>\n(Apenas brilla, alz\u00e1ndose, el argentino sol<br \/>\ny la estrella chilena se levanta\u2026) Sois ricos.<br \/>\nJunt\u00e1is al culto de H\u00e9rcules el culto de Mamm\u00f3n;<br \/>\ny alumbrando el camino de la f\u00e1cil conquista,<br \/>\nla Libertad levanta su antorcha en Nueva York.<\/p>\n<p>Os Estados Unidos s\u00e3o potentes e grandes.<br \/>\nQuando eles se estremecem h\u00e1 um profundo tremor<br \/>\nque passa pelas enormes v\u00e9rtebras dos Andes.<br \/>\nSe gritarem, se escuta como o rugido de um le\u00e3o.<br \/>\nHugo j\u00e1 disse a Grant: \u201cAs estrelas s\u00e3o suas\u201d.<br \/>\n(Mal brilha, ao alto, o sol argentino<br \/>\ne a estrela chilena se levanta\u2026) Voc\u00eas s\u00e3o ricos.<br \/>\nVoc\u00eas juntam o culto de H\u00e9rcules ao culto de Mammon;<br \/>\ne iluminando o caminho da conquista f\u00e1cil,<br \/>\nA Liberdade levanta sua tocha em Nova York.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/34336\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[164,73,385,165,65,10],"tags":[222],"class_list":["post-34336","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-america-do-norte","category-c86-anti-imperialismo","category-critica-da-economia-politica","category-eua","category-c78-internacional","category-s19-opiniao","tag-2b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8VO","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34336","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34336"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34336\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34338,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34336\/revisions\/34338"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34336"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34336"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34336"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}