{"id":34358,"date":"2026-10-19T12:28:05","date_gmt":"2026-10-19T15:28:05","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=34358"},"modified":"2026-10-19T12:28:05","modified_gmt":"2026-10-19T15:28:05","slug":"a-juventude-quer-um-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/34358","title":{"rendered":"A juventude quer um futuro"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"34359\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/34358\/image-2-34\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-2.png?fit=1173%2C1500&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1173,1500\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"image (2)\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-2.png?fit=704%2C900&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-large wp-image-34359\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-2.png?resize=704%2C900&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"704\" height=\"900\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-2.png?resize=704%2C900&amp;ssl=1 704w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-2.png?resize=235%2C300&amp;ssl=1 235w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-2.png?resize=768%2C982&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/image-2.png?w=1173&amp;ssl=1 1173w\" sizes=\"auto, (max-width: 704px) 100vw, 704px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Clara Ledesma (R\u00e9publique dominicaine), Universo con Luna Roja, 1971.<\/p>\n<p>Vijay Prashad<\/p>\n<p>Caros amigos<\/p>\n<p>Sa\u00fado-vos a partir das instala\u00e7\u00f5es do Instituto Tricontinental de Investiga\u00e7\u00e3o Social.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos dois anos, os jovens t\u00eam sa\u00eddo \u00e0s ruas nos quatro cantos do mundo. Do Qu\u00eania ao Nepal, da Indon\u00e9sia \u00e0s Filipinas, de Madag\u00e1scar ao Marrocos, passando pelo Peru, est\u00e3o se revoltando e se mobilizando. Os jornalistas referem-se frequentemente a estas revoltas como sendo da \u00abGera\u00e7\u00e3o Z\u00bb, como se se tratasse de um segmento de mercado. A express\u00e3o remete para a juventude dos manifestantes, para a sua familiaridade com as plataformas digitais e para a sua impaci\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s institui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas estabelecidas. No entanto, ela oculta mais do que esclarece a realidade pol\u00edtica da nossa \u00e9poca.<\/p>\n<p>Uma gera\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma classe: nem todos os jovens partilham a mesma experi\u00eancia socioecon\u00f4mica. Al\u00e9m disso, cada uma destas revoltas insere-se numa hist\u00f3ria que lhe \u00e9 pr\u00f3pria. Assim, no Qu\u00eania, as manifesta\u00e7\u00f5es de junho de 2024 foram desencadeadas por um projeto de lei or\u00e7ament\u00e1rio que pretendia fazer recair o peso da d\u00edvida e da austeridade sobre os trabalhadores, enquanto no Nepal foi a corrup\u00e7\u00e3o e a ostenta\u00e7\u00e3o das elites pol\u00edticas que acenderam o rastilho em setembro de 2025 e desencadearam um movimento que se intensificou quando o governo tentou restringir o acesso \u00e0s redes sociais. No Marrocos, no final do mesmo m\u00eas, os jovens manifestam-se contra a degrada\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, enquanto somas colossais s\u00e3o destinadas aos preparativos para o Campeonato do Mundo de Futebol de 2030. Em Madag\u00e1scar, ainda em setembro, eclodiram manifesta\u00e7\u00f5es devido \u00e0s dificuldades de acesso \u00e0 \u00e1gua e \u00e0 eletricidade. No Peru, em setembro e outubro de 2025, os protestos visavam simultaneamente o poder pol\u00edtico degenerado, o crime organizado e um sistema de pens\u00f5es que retira dinheiro dos jovens sem lhes garantir a m\u00ednima seguran\u00e7a. Estas revoltas n\u00e3o s\u00e3o id\u00eanticas, mas expressam um mesmo sentimento: h\u00e1 dinheiro para os est\u00e1dios, mas n\u00e3o para os hospitais; para os credores estrangeiros, mas n\u00e3o para dar trabalho aos jovens; para a pol\u00edcia, mas n\u00e3o para as escolas.<\/p>\n<p>A corrup\u00e7\u00e3o \u00e9 a palavra mais frequentemente invocada. Mas por tr\u00e1s dela esconde-se uma ordem social que sacrifica o futuro.<\/p>\n<p>Um s\u00edmbolo singular surge em v\u00e1rios destes movimentos: a bandeira pirata do mang\u00e1 japon\u00eas \u00abOne Piece\u00bb. Este conta a hist\u00f3ria de um grupo de jovens que parte para o mar em busca de um tesouro apropriado pelos poderosos e enfrenta um governo mundial que se autoproclama leg\u00edtimo, embora recorra \u00e0 viol\u00eancia. Por si s\u00f3, esta bandeira n\u00e3o veicula qualquer programa pol\u00edtico. Expressa, antes, um sentimento: a ordem estabelecida se assenta numa mentira e \u00e9 preciso, agora, aventurar-se por novos caminhos que v\u00e3o al\u00e9m dela. Como se os jovens dissessem: \u00abPartamos em busca de um futuro menos desesperante do que o presente!\u00bb<\/p>\n<p>O novo relat\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), \u00abTend\u00eancias Globais do Emprego Juvenil 2026: Regresso ao Futuro\u00bb, revela as raz\u00f5es materiais desta revolta. Depois de ter ca\u00eddo em 2023 para o seu n\u00edvel mais baixo dos \u00faltimos 20 anos, a taxa de desemprego entre os 15 e os 24 anos voltou a subir para 12,4 % em 2025. Por outras palavras, 67 milh\u00f5es de jovens procuram ativamente trabalho sem o encontrar. Entre 2023 e 2025, o desemprego juvenil aumentou em oito das onze sub-regi\u00f5es do mundo.<\/p>\n<p>No entanto, a taxa de desemprego d\u00e1 apenas uma imagem parcial da realidade, uma vez que deixa de fora aqueles e aquelas que desistiram de procurar emprego. \u00c9 por isso que a categoria mais reveladora \u00e9 a dos NEET, ou seja, os jovens que n\u00e3o est\u00e3o \u00abnem a trabalhar, nem a estudar, nem em forma\u00e7\u00e3o\u00bb. Em 2025, mais de 257 milh\u00f5es de jovens \u2014 ou seja, um em cada cinco \u2014 encontravam-se nesta situa\u00e7\u00e3o, o que representa mais nove milh\u00f5es do que em 2023.<\/p>\n<p>Por tr\u00e1s desta sigla fria escondem-se vidas em suspenso. Um jovem termina os estudos, procura emprego durante meses e acaba por perceber que n\u00e3o h\u00e1 vagas dispon\u00edveis. Desiste ent\u00e3o da procura, resigna-se a voltar a viver numa casa familiar superlotada e adia o momento de casar, de constituir fam\u00edlia ou, simplesmente, de levar uma vida independente. O tempo passa, mas a vida n\u00e3o avan\u00e7a.<\/p>\n<p>Este fardo \u00e9 fortemente marcado pelo g\u00eanero. Mais de dois ter\u00e7os dos jovens NEET s\u00e3o mulheres. Entre as jovens, a taxa de NEET atinge os 27,4 %, ou seja, mais do dobro dos 13,1 % observados entre os jovens do sexo masculino. Esta disparidade n\u00e3o se explica pela falta de forma\u00e7\u00e3o, mas sim pelo peso das tarefas dom\u00e9sticas n\u00e3o remuneradas, pela discrimina\u00e7\u00e3o e pela escassez de empregos dignos, que as excluem da vida econ\u00f3mica.<\/p>\n<p>Nos Estados \u00e1rabes e do Norte da \u00c1frica, cerca de um ter\u00e7o dos jovens enquadra-se na categoria dos NEET. Na \u00c1frica Subsaariana, a taxa oficial de desemprego juvenil parece mais baixa, situando-se nos 8,4 %. No entanto, este n\u00famero reflete menos uma abund\u00e2ncia de empregos do que o peso de uma economia informal ditada pela pobreza. Para sobreviver, os jovens t\u00eam de aceitar qualquer atividade informal ou criar seus pr\u00f3prios meios para ganhar a vida. Nos pa\u00edses de rendimento baixo e de rendimento m\u00e9dio-baixo, quase nove em cada dez jovens trabalhadores trabalham no setor informal, sem se beneficiarem de prote\u00e7\u00e3o social e profissional.<\/p>\n<p>Muitos, no entanto, ouviram dizer que a educa\u00e7\u00e3o era a escada para sair da precariedade. Endividam-se, estudam, adquirem qualifica\u00e7\u00f5es e, por vezes, emigram, para acabarem por se deparar com o que a OIT descreve como o \u00abencolhimento\u00bb dos empregos de qualifica\u00e7\u00e3o m\u00e9dia. Os empregadores exigem experi\u00eancia por parte daqueles que procuram o seu primeiro emprego, enquanto a intelig\u00eancia artificial amea\u00e7a uma parte dos primeiros degraus da carreira que permitiam adquirir essa experi\u00eancia. A educa\u00e7\u00e3o suscita expectativas, mas a economia n\u00e3o consegue satisfaz\u00ea-las.<\/p>\n<p>A desilus\u00e3o dos jovens n\u00e3o poderia ter sido reduzida a uma simples crise de sa\u00fade mental, como se esta estivesse desligada da economia pol\u00edtica. Um inqu\u00e9rito realizado em 2025 pela UNICEF junto de mais de 5.600 jovens revelou que seis em cada dez se sentiam submergidos pela atualidade, enquanto apenas um em cada dois sabia onde encontrar ajuda em mat\u00e9ria de sa\u00fade mental. No entanto, 60 % deles afirmam ainda manter a esperan\u00e7a e querer contribuir para construir um futuro melhor.<\/p>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade indica que uma em cada seis pessoas no mundo sofre de solid\u00e3o, sendo que esta taxa ascende a 17-21 % entre os 13 e os 29 anos. Contrariamente a uma ideia generalizada, \u00e9 nos pa\u00edses de baixos rendimentos que a solid\u00e3o \u00e9 mais comum. N\u00e3o est\u00e1 apenas associada \u00e0 depress\u00e3o e \u00e0 ansiedade: est\u00e1 tamb\u00e9m ligada a rendimentos baixos, a infraestruturas p\u00fablicas insuficientes e \u00e0 exclus\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o e do emprego.<\/p>\n<p>A solid\u00e3o n\u00e3o \u00e9 simplesmente a aus\u00eancia de companhia. \u00c9 o sentimento de n\u00e3o ser \u00fatil \u00e0 sociedade. Os jovens est\u00e3o certamente ligados a milhares de pessoas gra\u00e7as aos seus smartphones, mas desligados das institui\u00e7\u00f5es que permitem levar uma vida digna: o local de trabalho, o sindicato, a associa\u00e7\u00e3o de bairro, o centro cultural ou a organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. O mercado oferece comunica\u00e7\u00e3o sem comunidade, visibilidade sem autonomia de a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A esta solid\u00e3o junta-se um clima geral de incerteza. At\u00e9 mesmo as institui\u00e7\u00f5es que se expressam na linguagem do capital constatam esta instabilidade. O \u00cdndice Mundial de Incerteza (World Uncertainty Index) registra as ocorr\u00eancias do termo \u00abincerteza\u00bb nos relat\u00f3rios nacionais publicados pela Economist Intelligence Unit, um servi\u00e7o de investiga\u00e7\u00e3o utilizado por empresas, institui\u00e7\u00f5es financeiras e governos. Os seus picos coincidem com guerras, crises financeiras, pandemias, rupturas pol\u00edticas e conflitos comerciais \u2014 tantas crises que tornam a vida cotidiana prec\u00e1ria para milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>Mas a incerteza medida pelo capital n\u00e3o \u00e9 a mesma que a classe trabalhadora vive. Para os financiadores, a incerteza significa que um investimento corre o risco de perder valor. Para um jovem trabalhador, significa n\u00e3o saber se ainda ter\u00e1 trabalho no m\u00eas que vem, se conseguir\u00e1 pagar a renda, se ter\u00e1 o que comer, ou se a guerra ou as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas vir\u00e3o destruir a sua habita\u00e7\u00e3o. As classes dirigentes medem, assim, uma incerteza que elas pr\u00f3prias geram.<\/p>\n<p>As revoltas da chamada \u00abGera\u00e7\u00e3o Z\u00bb marcam a entrada na cena pol\u00edtica de uma gera\u00e7\u00e3o cujo futuro foi comprometido. Esta revolta ainda n\u00e3o constitui um projeto pol\u00edtico organizado. A c\u00f3lera espont\u00e2nea pode abrir caminho \u00e0 solidariedade e \u00e0 reconstru\u00e7\u00e3o socialista; pode tamb\u00e9m ser desviada para o cinismo, o chauvinismo ou a extrema-direita. A quest\u00e3o decisiva \u00e9 saber se organiza\u00e7\u00f5es duradouras conseguir\u00e3o transformar a solid\u00e3o do ecr\u00e3 numa comunidade de luta.<\/p>\n<p>Estas revoltas contaram com a participa\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios poetas e artistas: Hamza Raid e El Mahdi Lyoubi no Marrocos, Eduardo Ruiz S\u00e1enz no Peru \u2014 morto pela pol\u00edcia durante as manifesta\u00e7\u00f5es de 2025 \u2014 ou ainda Javan the Poet no Qu\u00eania. O poema de Javan de 2019, \u00abKiller Breed\u00bb (Ra\u00e7a assassina), retrata a determina\u00e7\u00e3o da juventude. Escrito em sheng, a l\u00edngua vern\u00e1cula das cidades quenianas que mistura o sua\u00edli, o ingl\u00eas e outras l\u00ednguas do pa\u00eds, evoca a viol\u00eancia infligida aos jovens rebeldes por um Estado recalcitrante e corrosivo:<\/p>\n<p>Cidad\u00e3os sem lei, sem amor,<br \/>\nOs Land Cruisers transformaram-se em carros funer\u00e1rios<br \/>\nTransportando sacos mortu\u00e1rios para terrenos florestais repletos de partes de corpos<br \/>\nSe as pessoas s\u00e3o animais<br \/>\nPelas esquadras de morte<br \/>\nQue disparam e enfiam balas nas gargantas<br \/>\nE depois s\u00e3o aplaudidos pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 luz<br \/>\nPorque a sa\u00edda do t\u00fanel est\u00e1 fechada<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 mudan\u00e7a<br \/>\nPorque o cora\u00e7\u00e3o da juventude parou<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 justi\u00e7a<br \/>\nPorque os processos est\u00e3o suspensos h\u00e1 anos<br \/>\nQueres ver a minha identifica\u00e7\u00e3o?<br \/>\nSe apresentares o n\u00famero do crach\u00e1 de testemunha ocular<br \/>\nNa cena do crime, a identidade \u00e9 revelada abertamente<br \/>\nIsso significa que n\u00e3o h\u00e1 um sistema justo<br \/>\n\u00c9 escurid\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 luz<br \/>\nN\u00e3o s\u00e3o as armas, mas as nossas vozes que desafiar\u00e3o o teu poder.<br \/>\nJuu Tu e Tu e Tu e Tu<br \/>\nN\u00e3o sois agentes da lei<br \/>\nSois uma ra\u00e7a de assassinos<br \/>\nSois uma ra\u00e7a de assassinos<br \/>\nSois uma ra\u00e7a de assassinos<br \/>\nCidad\u00e3os e lei: entre eles, n\u00e3o h\u00e1 amor<\/p>\n<p>Com amizade,<br \/>\nVijay<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/materialistes.fr\/article\/la-jeunesse-veut-un-avenir-la-39e-newsletter-2026\">https:\/\/materialistes.fr\/article\/la-jeunesse-veut-un-avenir-la-39e-newsletter-2026<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/34358\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[65,10],"tags":[227],"class_list":["post-34358","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c78-internacional","category-s19-opiniao","tag-5a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8Wa","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34358","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34358"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34358\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34360,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34358\/revisions\/34360"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34358"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34358"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34358"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}