{"id":34377,"date":"2026-10-23T13:36:29","date_gmt":"2026-10-23T16:36:29","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=34377"},"modified":"2026-10-23T13:36:29","modified_gmt":"2026-10-23T16:36:29","slug":"quando-o-fascismo-bate-a-nossa-porta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/34377","title":{"rendered":"Quando o fascismo bate \u00e0 nossa porta"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"34378\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/34377\/creator-gd-jpeg-v1-0-using-ijg-jpeg-v62-quality-100\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/172632-scaled.jpg?fit=2560%2C2152&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"2560,2152\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;CREATOR: gd-jpeg v1.0 (using IJG JPEG v62), quality = 100?&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;CREATOR: gd-jpeg v1.0 (using IJG JPEG v62), quality = 100?&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"CREATOR: gd-jpeg v1.0 (using IJG JPEG v62), quality = 100?\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;CREATOR: gd-jpeg v1.0 (using IJG JPEG v62), quality = 100?&lt;\/p&gt;\n\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/172632-scaled.jpg?fit=747%2C628&amp;ssl=1\" class=\"size-large wp-image-34378\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/172632.jpg?resize=747%2C628&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"747\" height=\"628\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/172632-scaled.jpg?resize=900%2C757&amp;ssl=1 900w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/172632-scaled.jpg?resize=300%2C252&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/172632-scaled.jpg?resize=768%2C646&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/172632-scaled.jpg?resize=1536%2C1291&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/172632-scaled.jpg?resize=2048%2C1722&amp;ssl=1 2048w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/172632-scaled.jpg?w=2241&amp;ssl=1 2241w\" sizes=\"auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Milton Pinheiro *<\/p>\n<p>Na primeira noite eles se aproximam<br \/>\ne roubam uma flor do nosso jardim.<br \/>\nE n\u00e3o dizemos nada.<br \/>\nNa segunda noite, j\u00e1 n\u00e3o se escondem: pisam as flores, matam nosso c\u00e3o<br \/>\ne n\u00e3o dizemos nada.<br \/>\nAt\u00e9 que um dia, o mais fr\u00e1gil deles<br \/>\nentra sozinho em nossa casa,<br \/>\nrouba-nos a luz e,<br \/>\nconhecendo nosso medo,<br \/>\narranca-nos a voz da garganta.<br \/>\nE j\u00e1 n\u00e3o podemos dizer nada<\/p>\n<p>(&#8220;No Caminho com Maiak\u00f3vski&#8221;, poema de Eduardo Alves da Costa)<\/p>\n<p>A noite do dia 4 de outubro, quando as urnas foram abertas, o pavor tomou conta de amplos setores da esquerda brasileira, desde aqueles contemplados pelo espectro governista at\u00e9 a esquerda socialista com projeto estrat\u00e9gico radical. O susto imposto pela vota\u00e7\u00e3o obtida pelo representante do grande capital, das mil\u00edcias delinquentes, dos operadores do racismo-misoginia-legbtfobia e do fundamentalismo religioso, trouxe, tamb\u00e9m, um momento de reflex\u00e3o e de procura por sa\u00eddas imediatas para reverter o quadro eleitoral de vantagem neofascista.<\/p>\n<p>No entanto, para al\u00e9m de procurar culpados sociais e esconder-se atr\u00e1s dos div\u00e3s da pol\u00edtica, \u00e9 necess\u00e1rio abrir, no car\u00e1ter da emerg\u00eancia pol\u00edtica, algumas pistas que possam com celeridade nos recolocar, enquanto pot\u00eancia, na disputa eleitoral em curso. O tempo \u00e9 ex\u00edguo, contudo, vanguarda e massas populares ainda podem balan\u00e7ar o mapa do voto em nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>O Brasil, no cen\u00e1rio pol\u00edtico da crise org\u00e2nica do capital, \u00e9 dirigido por um governo que n\u00e3o tem conseguido se desvencilhar das armadilhas impostas pela \u201cl\u00f3gica\u201d da austeridade fiscal, o que impacta na n\u00e3o resolu\u00e7\u00e3o de graves problemas sociais e na falta de perspectiva pol\u00edtica para dialogar com as massas populares, prolet\u00e1rias e a juventude. As pol\u00edticas sociais s\u00e3o extremamente focalizadas e de curto alcance diante da parca oferta.<\/p>\n<p>Sucumbir ao discurso do capital financeiro de \u201cajuste fiscal\u201d \u00e9 a porta de entrada para derrotas pol\u00edticas e sociais. O grande capital financeiro construiu uma ideologia para disputar na sociedade a ideia de governan\u00e7a. O neoliberalismo se estabeleceu com a premissa de que o Estado \u00e9 o inimigo dos pobres e perif\u00e9ricos, isso se constituiu numa ideologia de forte apelo social, que tem levado ao conjunto das massas populares o movimento de transitar para a direita nos processos eleitorais e em suas lutas particulares, apartando-se da centralidade dos seus interesses.<\/p>\n<p>A nova \u201cdesordem\u201d do trabalho que, paulatinamente, corroeu a organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e seu papel enquanto sujeito coletivo, tem favorecido o individualismo, o empreendedorismo, a fragmenta\u00e7\u00e3o da classe e possibilitado a captura do trabalhador pela l\u00f3gica do fundamentalismo religioso que prega a teologia da \u201cprosperidade\u201d. S\u00e3o tempos de invers\u00f5es ideol\u00f3gicas e de profunda aliena\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, quando o sujeito social n\u00e3o consegue desvelar seus interesses de classe.<\/p>\n<p>Nesse complexo cen\u00e1rio societ\u00e1rio, passamos a ter um papel extremamente deseducativo das diversas sociais democracias pelo mundo, em especial na Europa e no Brasil, que n\u00e3o conseguem sair do arcabou\u00e7o fiscal, com seus diversos ajustes em defesa da burguesia mundial e interna. A a\u00e7\u00e3o do governo Lula, diante de algumas quest\u00f5es cruciais como a do STF\/Vorcaro, dos acordos com o Centr\u00e3o, da forma como se coloca diante de pautas importantes sem chamamento dos interessados para as ruas, dificultou o rendimento eleitoral do candidato \u00e0 presid\u00eancia.<\/p>\n<p>A burguesia mundial, dirigida pelo grande capital financeiro, construiu um esp\u00edrito de \u00e9poca, a partir da ideologia neoliberal, que armou a extrema-direita e os fascistas para agirem como seu bra\u00e7o armado no enfrentamento da esquerda e da classe trabalhadora. Esse esp\u00edrito de \u00e9poca tem fomentado uma fuga das pautas do mundo trabalho para o mundo das identidades que tem deixado turva a centralidade da luta.<\/p>\n<p>Enfrentar esse projeto da classe dominante requer a\u00e7\u00f5es em que as media\u00e7\u00f5es t\u00e1ticas e as lutas das identidades estejam organizadas pelo projeto estrat\u00e9gico. Essa perspectiva metodol\u00f3gica de organizar a a\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m deve estar muito atenta \u00e0 presen\u00e7a do bra\u00e7o armado da burguesia e do grande capital mundial nesse come\u00e7o do s\u00e9culo XXI. O fascismo est\u00e1 nas institui\u00e7\u00f5es e nas ruas.<\/p>\n<p>O fascismo, em sua nova configura\u00e7\u00e3o, embora seja herdeiro do que surgiu na It\u00e1lia e na Alemanha nas d\u00e9cadas de 1920\/30, \u00e9 um modelo pol\u00edtico e ideol\u00f3gico que se bate pela constru\u00e7\u00e3o de um Estado totalit\u00e1rio, centrado no culto \u00e0 viol\u00eancia, operando para disseminar e constituir o medo social e pol\u00edtico, fomentando um papel de destrui\u00e7\u00e3o da diversidade, inclusive no campo da religi\u00e3o e do pensamento, manifestando de forma obscurantista uma vis\u00e3o \u00fanica sobre a fam\u00edlia.<\/p>\n<p>O neofascismo continua afirmando que o l\u00edder deve agir com apelo militar, procuram de todas as formas fabricar um inimigo, divulgando um nacionalismo fundamentalista, colocando-se contra a pluralidade de ideias e da cultura, sua ideologia criou o medo de qualquer possibilidade de transforma\u00e7\u00e3o que possa apresentar o novo, por isso eles exercem a censura, a persegui\u00e7\u00e3o aos opositores, reafirmam a obedi\u00eancia ao l\u00edder, tudo isso metodologicamente articulado por uma imensa propaganda que se conecta ao momento de crise da ordem do capital. Sua estrat\u00e9gia \u00e9 o enfraquecimento das institui\u00e7\u00f5es e a viol\u00eancia social, constru\u00eddas pela mentira para criar um fundamental arcabou\u00e7o de medo. Por fim, crise e concentra\u00e7\u00e3o de poder para efetivar um projeto articulado de enfraquecimento da democracia.<\/p>\n<p>Portanto, diante da presen\u00e7a perigosa dessas hordas na confec\u00e7\u00e3o de um ambiente social de desordem coletiva, como agiu o governo e a esquerda que operam no espa\u00e7o da ordem pol\u00edtica e social nesse momento eleitoral? Podemos afirmar que tivemos um quadro de desmobiliza\u00e7\u00e3o org\u00e2nica da esquerda que contagiou uma postura pol\u00edtica que n\u00e3o construiu sentidos para as a\u00e7\u00f5es do campo prolet\u00e1rio e popular. Lula e a coordena\u00e7\u00e3o da sua campanha evitaram uma a\u00e7\u00e3o no corpo-a-corpo e nas ruas. Isso pavimentou o espa\u00e7o pol\u00edtico para o crescimento da candidatura do seu opositor, expressamente conformado no ambiente do fascismo.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m dessas reflex\u00f5es, necess\u00e1rias para sugerir um novo ritmo social e pol\u00edtico para reverter o quadro eleitoral, devemos nos indagar se o procedimento de n\u00e3o ter uma candidatura do PSOL no primeiro turno n\u00e3o nos desarmou para o segundo turno. Essa possibilidade de candidatura poderia ter ampliado um leque para o discurso da esquerda que apresentaria seus projetos e enfrentaria o fascismo de forma mais educativa para as massas populares.<br \/>\nSeria importante ter se somado ao PCB, PSTU e UP na disputa pol\u00edtica. No entanto, o PSOL preferiu, numa elei\u00e7\u00e3o em dois turnos, se dispersar na coaliz\u00e3o de Lula e talvez n\u00e3o tenha muito o que apresentar no segundo turno. E mais importante teria sido se o campo popular e prolet\u00e1rio tivesse tido uma candidatura unificada no primeiro turno.<\/p>\n<p>Mas devemos, tamb\u00e9m, ter outras preocupa\u00e7\u00f5es. Na cena pol\u00edtica n\u00e3o desvelada pela aus\u00eancia do operador social e pol\u00edtico, um fator muito impactante, com m\u00e9todo dirigido de interven\u00e7\u00e3o nas redes, apresentou a vers\u00e3o da extrema direita, forjando a\u00e7\u00f5es em massa atrav\u00e9s dos algor\u00edtimos. As Bigs Tecs tornaram o espa\u00e7o da terra plana extremamente convincente, com bizarria, obscurantismo, fake News e entretenimento. Isso alavancou a candidatura do miliciano.<br \/>\n\u00c9 importante registrar que desde o momento do plebiscito do Brexit no Reino Unido at\u00e9 as \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es na Col\u00f4mbia, Peru, Equador, EUA, pa\u00edses do leste europeu e no Brasil, sistemas operados, a exemplo da Cambridge Analytica e esquemas montados ao estilo do Steve Bannon, est\u00e3o sendo colocados em a\u00e7\u00e3o pela direita que tem tornado as pesquisas totalmente inapropriadas para informar sobre os reais resultados eleitorais.<\/p>\n<p>O resultado do primeiro turno foi dram\u00e1tico e impactante. Lula perdeu essa primeira volta por pouco menos de 2%. Contudo, tivemos 33,4 milh\u00f5es de n\u00e3o votantes, 3,7 milh\u00f5es de votos nulos e 2,3 de votos em brancos. H\u00e1 muitas possibilidades de altera\u00e7\u00e3o do quadro eleitoral e pol\u00edtico. A juventude, a esquerda organizada e as massas populares entraram em cena, isso pode ser fator decisivo na virada de Lula no segundo turno.<\/p>\n<p>N\u00e3o fomos apenas derrotados no primeiro turno pela segunda coloca\u00e7\u00e3o de Lula, fomos derrotados tamb\u00e9m atrav\u00e9s do que foi eleito para o parlamento, em especial para o senado. \u00c9 um quadro de vertigem institucional que, a depender da correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as nas ruas, podem proporcionar outro golpe por dentro das institui\u00e7\u00f5es. Com forte ataque contra a classe trabalhadora, a seguridade social, a prote\u00e7\u00e3o ao trabalho, as pol\u00edticas sociais e o arcabou\u00e7o de funcionamento da sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a. Sem falar na possibilidade de reformas constitucionais delet\u00e9rias para o Estado brasileiro e o conjunto da sociedade.<\/p>\n<p>Estamos numa situa\u00e7\u00e3o muito complexa. Abriu-se um drama pol\u00edtico entre as ruas e as redes de cont\u00e1gio. O candidato do fascismo, com suas fazendas em redes, de onde tem sido disparado um conjunto significativo de fake news, tem operado com muita for\u00e7a. Por\u00e9m, a esquerda conseguiu avan\u00e7ar nas redes e com o susto pol\u00edtico do dia 4 passou a ter uma grande a\u00e7\u00e3o de mobiliza\u00e7\u00e3o que tem gerado um poderoso movimento ao levar milh\u00f5es de pessoas para as ruas. A multid\u00e3o pr\u00f3 Lula tem tomado conta da iniciativa pol\u00edtica que tem ocupado pra\u00e7as e ruas por todo o Brasil, e em alguns lugares no exterior.<\/p>\n<p>Nesses poucos dias que faltam para o segundo turno, ainda precisamos de projetos, den\u00fancia do que far\u00e1 o fascista se chegar ao governo, e projetar nossas vozes com maior alcance. \u00c9 necess\u00e1rio chegar aos rinc\u00f5es do Brasil. Se vamos vencer \u00e9 uma inc\u00f3gnita, no entanto, precisamos avan\u00e7ar na luta e propor, Lula ganhando ou n\u00e3o, um novo dia para o Brasil.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio um projeto de classe, cuja a\u00e7\u00e3o de media\u00e7\u00e3o t\u00e1tica esteja submetida ao projeto estrat\u00e9gico, \u00e9 necess\u00e1ria a unidade da esquerda socialista, trabalho pol\u00edtico e org\u00e2nico, a\u00e7\u00e3o coletiva tendo como centro a quest\u00e3o da classe e do trabalho, mas tamb\u00e9m, identidades incorporadas ao projeto da classe trabalhadora.<\/p>\n<p>O ciclo pol\u00edtico liderado pelo PT, embora em crise, ainda n\u00e3o acabou; todavia s\u00f3 ser\u00e1 superado quando um projeto \u00e0 esquerda surgir com independ\u00eancia de classe, perspectiva universal e unidade do campo prolet\u00e1rio e popular, se apresentando para representar um novo ciclo de lutas com perspectiva revolucion\u00e1ria para agir com a classe trabalhadora nas batalhas anticapitalistas e anti-imperialista.<br \/>\nIndependentemente do resultado do pleito eleitoral, n\u00e3o podemos sair das ruas. A classe trabalhadora tem que ter protagonismo para defender e lutar por sua pauta, com Lula ou sem Lula. Mas \u00e9 evidente que as liberdades democr\u00e1ticas com Lula tendem a ser preservadas. Estamos em luta, a juventude nas ruas nos mostrou o caminho e a possibilidade de vencer.<\/p>\n<p>Venceremos!<\/p>\n<p>* Milton Pinheiro \u00e9 cientista pol\u00edtico, professor Titular\/Pleno de Hist\u00f3ria Pol\u00edtica da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e Secret\u00e1rio Nacional de Forma\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica do Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/34377\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[17,59,389,66,10],"tags":[228],"class_list":["post-34377","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s21-eleicoes","category-c70-eleicoes","category-eleicoes-2026","category-c79-nacional","category-s19-opiniao","tag-5b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8Wt","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34377","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34377"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34377\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34379,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34377\/revisions\/34379"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34377"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34377"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34377"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}