{"id":3442,"date":"2012-08-30T19:04:22","date_gmt":"2012-08-30T19:04:22","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3442"},"modified":"2012-08-30T19:04:22","modified_gmt":"2012-08-30T19:04:22","slug":"governo-cede-a-ruralistas-para-votar-codigo-florestal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3442","title":{"rendered":"Governo cede a ruralistas para votar C\u00f3digo Florestal"},"content":{"rendered":"\n<p>Depois de mais de 20 dias de impasse, o governo e os ruralistas fecharam um acordo ontem e conclu\u00edram a vota\u00e7\u00e3o, na Comiss\u00e3o Especial, do novo C\u00f3digo Florestal. Agora, a proposta tem que ser votada pelos plen\u00e1rios da C\u00e2mara e do Senado at\u00e9 o dia 8 de outubro, quando a medida provis\u00f3ria perde validade. Para chegar a um entendimento, o Pal\u00e1cio do Planalto e os ambientalistas fizeram mais concess\u00f5es do que os ruralistas, que s\u00e3o maioria no Congresso. O resultado foi, mais uma vez, a diminui\u00e7\u00e3o da prote\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p>Entre as modifica\u00e7\u00f5es aprovadas est\u00e1 a redu\u00e7\u00e3o das faixas m\u00ednimas de recupera\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o em \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o na beira de rios. Tamb\u00e9m foi reduzida a \u00e1rea a ser recomposta em m\u00e9dias propriedades do Cerrado Amaz\u00f4nico. Em troca, os ruralistas restabeleceram a prote\u00e7\u00e3o dos rios que secam em determinado per\u00edodo do ano, os chamados tempor\u00e1rios. S\u00f3 os ef\u00eameros, que surgem quando chove, mas sequer s\u00e3o cursos d&#8221;\u00e1gua, ficar\u00e3o sem prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8211; A causa ambiental tem poucos votos no Congresso. Mas, do jeito que estava, era pior. Sem a prote\u00e7\u00e3o aos rios intermitentes. E, se a MP ca\u00edsse, deixaria principalmente os pequenos produtores na inseguran\u00e7a jur\u00eddica &#8211; disse o senador Jorge Viana (PT-AC), que negociou pelo governo.<\/p>\n<hr \/>\n<p>&#8216;Texto est\u00e1 cada vez pior&#8217;, dizem ambientalistas<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Para ONGs ambientalistas, os ruralistas conseguiram flexibilizar ainda mais as regras de recupera\u00e7\u00e3o de margem de rio desmatada que o governo j\u00e1 tinha suavizado com a MP. &#8220;A verdade \u00e9 que sempre pode ficar pior do que est\u00e1. \u00c9 perda atr\u00e1s de perda da prote\u00e7\u00e3o. Aos poucos os ruralistas est\u00e3o conseguindo anistia da recupera\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma Renata Camargo, do Greenpeace.<\/p>\n<p>A chamada &#8220;estadualiza\u00e7\u00e3o&#8221; da gest\u00e3o ambiental &#8211; agora os Estados definem quanto deve ser recuperado de margem de rio &#8211; tamb\u00e9m foi questionada. Para Kenzo Juc\u00e1, do WWF, isso \u00e9 pol\u00eamico porque quebra o princ\u00edpio da gest\u00e3o integrada com Uni\u00e3o, Estados e munic\u00edpios. &#8220;Assim, um rio que cruza de um Estado para outro pode correr o risco de ter as margens de cada lado de tamanhos diferentes.&#8221;<\/p>\n<hr \/>\n<p>BC diminui juros para 7,5% ao ano<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>Com a miss\u00e3o de fazer a economia reagir at\u00e9 o fim do ano, o Banco Central cortou ontem mais 0,5 ponto percentual da taxa b\u00e1sica de juros(Selic), estabelecendo um novo piso hist\u00f3rico. Foi a nona queda consecutiva ao longo de um ano, movimento que levou o indicador de 12,50% para 7,5% anuais. Segundo analistas, o BC deixou claro, no comunicado p\u00f3s-reuni\u00e3o do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom), que a continuidade no processo de baixa nos juros, em outubro pr\u00f3ximo, s\u00f3 se confirmar\u00e1 caso a atividade econ\u00f4mica se mantenha no atoleiro e a situa\u00e7\u00e3o externa piore. As portas, por\u00e9m, est\u00e3o abertas para pelo menos mais uma redu\u00e7\u00e3o de 0,25 ponto.<\/p>\n<p>Para sinalizar que o ciclo de afrouxamento monet\u00e1rio est\u00e1 pr\u00f3ximo fim, o BC mudou completamente o comunicado do Copom. Reconheceu que a economia est\u00e1 em marcha lenta e deixou claro que est\u00e1 perto do limite em que pode chegar sem comprometer o combate \u00e0 infla\u00e7\u00e3o \u2014 a meta para este ano e para 2013 \u00e9 de um \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) de 4,5%. &#8220;O Copom entende que, se o cen\u00e1rio prospectivo vier a comportar um ajuste adicional nas condi\u00e7\u00f5es monet\u00e1rias, esse movimento dever\u00e1 ser conduzido com m\u00e1xima parcim\u00f4nia&#8221;, disse o comunicado do Banco Central.<\/p>\n<p>Para Carlos Thadeu Filho, economista da gestora de recursos Franklin Templeton, ainda acredita em um corte de mais 0,25 ponto na Selic, para 7,25% ao ano. &#8220;Se houver possibilidade, haver\u00e1 mais uma baixa em outubro, mas vai depender da evolu\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o (que se mant\u00e9m acima de 5% em 12 meses) e da rea\u00e7\u00e3o da economia nos pr\u00f3ximos meses&#8221;, observou. Segundo executivo de um banco estrangeiro, ao reduzir os juros, mesmo com o custo de vida acima da meta, o BC deu um alento, sobretudo, ao empresariado que est\u00e1 preocupado com o desempenho das economias norte-americana, europeia e chinesa.<\/p>\n<p>O setor produtivo, no entender dos analistas, est\u00e1 com dificuldades para enxergar horizontes at\u00e9 mesmo de curto prazo e, por isso, adia planos de investimentos. Os mais pessimistas come\u00e7am a projetar, inclusive, expans\u00e3o de apenas 6% para a China no ano que vem, o que seria um problema para os exportadores brasileiros de commodities (produtos b\u00e1sicos com cota\u00e7\u00e3o internacional).<\/p>\n<p>Portas abertas<\/p>\n<p>Ilan Goldfajn, economista-chefe do Ita\u00fa Unibanco, ponderou que o BC deixou &#8220;a porta aberta&#8221; para decidir, em outubro, se continua a reduzir a Selic ou n\u00e3o. Na avalia\u00e7\u00e3o dele, a retomada da economia ainda est\u00e1 concentrada nos setores que receberam est\u00edmulo do governo e, na m\u00e9dia, o pa\u00eds ainda n\u00e3o respondeu como o esperado. N\u00e3o \u00e0 toa, o Minist\u00e9rio da Fazenda estendeu o prazo de redu\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de carros, eletrodom\u00e9sticos e materiais de constru\u00e7\u00e3o. Para ele, no geral, as vendas do varejo est\u00e3o em ritmo de crescimento ainda fraco.<\/p>\n<p>Outros economistas ouvidos pelo Correio observaram que, com a Selic caindo para 7,5% ao ano, o BC est\u00e1 confort\u00e1vel com o custo de vida acima da meta e disposto a aceitar um \u00edndice pr\u00f3ximo a 5,5%. Ou seja, para eles, o presidente da autoridade monet\u00e1ria, Alexandre Tombini tem duas miss\u00f5es: controlar a infla\u00e7\u00e3o e garantir uma taxa de crescimento m\u00ednima para o pa\u00eds. &#8220;\u00c9 uma administra\u00e7\u00e3o que est\u00e1 olhando, de um lado, para a infla\u00e7\u00e3o, que ainda se encontra acima da meta, e, de outro, para a fraqueza da economia&#8221;, observou Carlos Kawall, economista-chefe do Banco J. Safra. Segundo ele, a decis\u00e3o do BC deve ter sido tomada com base em proje\u00e7\u00f5es que indicam que o Brasil est\u00e1 crescendo bem abaixo de seu potencial.<\/p>\n<p>S\u00edlvio Campos Neto, economista da Tend\u00eancias Consultoria, tem opini\u00e3o semelhante. &#8220;O BC tenta passar para os agentes que a infla\u00e7\u00e3o est\u00e1 sob controle e caminhando para a meta&#8221;, disse. &#8220;Os n\u00fameros, por\u00e9m, mostram que essa converg\u00eancia (da infla\u00e7\u00e3o) n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o firme na pr\u00e1tica. At\u00e9 por conta disso, entendemos que, em outubro, deve haver o \u00faltimo ajuste nos juros&#8221;, argumentou. Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco WestLB, acredita que o BC adotar\u00e1 um tom cauteloso a partir de agora, sobretudo porque a economia brasileira retomar\u00e1 o crescimento e, consequentemente, haver\u00e1 mais press\u00e3o inflacion\u00e1ria. &#8220;Diante da maci\u00e7a inje\u00e7\u00e3o de est\u00edmulos, \u00e9 natural imaginar que a economia brasileira ir\u00e1, em algum momento, adentrar em um ciclo de recupera\u00e7\u00e3o mais robusto, provavelmente quando o cen\u00e1rio externo se tornar mais claro&#8221;, disse.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Mais dois meses de carro com desconto<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>Minist\u00e9rio da Fazenda prev\u00ea mais est\u00edmulos nos pr\u00f3ximos meses caso a atividade n\u00e3o reaja como o esperado<\/p>\n<p>Na tentativa de reativar a economia e salvar o Natal dos brasileiros, o governo anunciou ontem mais um pacote de medidas para estimular o consumo e convencer os empres\u00e1rios a retomarem os investimentos produtivos. A redu\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros e eletrodom\u00e9sticos da chamada linha branca (geladeira, fog\u00e3o e m\u00e1quina de lavar roupa), que venceria amanh\u00e3, foi novamente prorrogada. A ren\u00fancia fiscal, com esse programa, ser\u00e1 de R$ 1,6 bilh\u00e3o neste ano e de R$ 3,9 bilh\u00f5es em 2013.<\/p>\n<p>Para incentivar os investimentos do setor privado, no qual a confian\u00e7a est\u00e1 em baixa, o Minist\u00e9rio da Fazenda reduziu as taxas de juros dos financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) para a compra de bens de capital, de \u00f4nibus e de caminh\u00f5es. Os encargos ca\u00edram para at\u00e9 2,5% ao ano e as condi\u00e7\u00f5es de pagamento ficaram mais atraentes. O pacote veio dois dias antes de o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) divulgar mais um resultado fraco para o Produto Interno Bruto (PIB). Os analistas apostam em expans\u00e3o pr\u00f3xima de 0,5% no segundo trimestre.<\/p>\n<p>&#8220;Embora a economia j\u00e1 esteja dando sinais de recupera\u00e7\u00e3o, se for necess\u00e1rio, n\u00f3s continuaremos tomando medidas de redu\u00e7\u00e3o de custo&#8221;<\/p>\n<p>Guido Mantega, ministro da Fazenda<\/p>\n<p>Ao anunciar os incentivos, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo n\u00e3o descarta conceder novos est\u00edmulos \u00e0 economia, caso a esperada retomada da atividade n\u00e3o se concretize nos pr\u00f3ximos meses. &#8220;Embora a economia j\u00e1 esteja dando sinais de recupera\u00e7\u00e3o, se for necess\u00e1rio, n\u00f3s continuaremos tomando medidas de redu\u00e7\u00e3o de custo&#8221;, afirmou. A diminui\u00e7\u00e3o do IPI (veja tabela ao lado) vale at\u00e9 o fim do ano para os produtos da linha branca, m\u00f3veis e itens de casa. No caso de carros, o imposto menor acabar\u00e1 em 31 de outubro.<\/p>\n<p>Materiais de constru\u00e7\u00e3o e bens de capital, cujas desonera\u00e7\u00f5es venceriam somente no fim do ano, tiveram IPI prorrogado at\u00e9 31 de dezembro de 2013. E a deprecia\u00e7\u00e3o de compras de m\u00e1quinas e equipamentos, uma manobra para reduzir o imposto das empresas que investem e expandir as compras do setor, ser\u00e1 permitida at\u00e9 o fim deste ano.<\/p>\n<p>O al\u00edvio nos pre\u00e7os dos autom\u00f3veis, segundo Mantega, ser\u00e1 a medida mais &#8220;cara&#8221; para o governo, e custar\u00e1 aos cofres p\u00fablicos, sozinha, R$ 800 milh\u00f5es em tributos n\u00e3o arrecadados. O est\u00edmulo ao setor automotivo veio mesmo com o fato de os lucros das montadoras no Brasil serem at\u00e9 tr\u00eas vezes maiores do que em outros pa\u00edses, devido aos alt\u00edssimos pre\u00e7os que elas praticam aqui, mesmo com a redu\u00e7\u00e3o do IPI. O ministro disse estar atento aos exageros e assegurou que o governo &#8220;continuar\u00e1 trabalhando&#8221; para que os valores sejam alinhados aos praticados no exterior. &#8220;Espero que, um dia, os brasileiros tenham a oportunidade de comprar carros pelo mesmo pre\u00e7o em que s\u00e3o vendidos l\u00e1 fora&#8221;, frisou.<\/p>\n<p>Ao ser confrontado com a lucratividade recorde das montadoras, o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Fabricantes de Ve\u00edculos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini, titubeante, disse que essa era &#8220;uma quest\u00e3o dif\u00edcil de dizer&#8221;. Ele ressaltou que &#8220;as montadoras t\u00eam que ter lucratividade, porque o exemplo norte-americano mostra que, se n\u00e3o tiver, quebra&#8221;. Segundo ele, ap\u00f3s a redu\u00e7\u00e3o do IPI, o mercado automotivo brasileiro coleciona bons resultados. Em maio, sem o benef\u00edcio fiscal, os emplacamentos di\u00e1rios somaram 12,4 mil. Entre os meses de julho e agosto, saltaram 33,4%, para 16,6 mil.<\/p>\n<p>Sem surpresas<\/p>\n<p>O mercado n\u00e3o se surpreendeu com a prorroga\u00e7\u00e3o do IPI. &#8220;Era esperado. As reuni\u00f5es que o ministro teve com v\u00e1rios setores deixaram claro que o incentivo estava engatilhado&#8221;, afirmou o economista-chefe do Banco ABC Brasil, Lu\u00eds Ot\u00e1vio de Souza Leal. Para ele, o imposto menor n\u00e3o foi simplesmente para conter a infla\u00e7\u00e3o, que poderia sair do controle com um novo aumento nos pre\u00e7os de ve\u00edculos em torno de 10%. &#8220;Isso s\u00f3 faria sentido se o governo estivesse pensando em reajustar a gasolina&#8221;, afirmou. Ele aposta que, em outubro, o governo estender\u00e1 novamente o IPI menor dos autom\u00f3veis.<\/p>\n<p>Apesar de considerar a prorroga\u00e7\u00e3o do IPI para eletrodom\u00e9sticos e autom\u00f3veis positiva, a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) reafirmou que o benef\u00edcio \u00e9 pontual e beneficia setores espec\u00edficos da economia. A entidade defendeu a ado\u00e7\u00e3o de medidas mais amplas.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Caixa vai criar banco de investimento<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A Caixa Econ\u00f4mica deu a largada em um plano agressivo de expans\u00e3o. Pediu autoriza\u00e7\u00e3o do Banco Central para constituir um banco de investimento, come\u00e7a em outubro a operar com cr\u00e9dito rural para a safra 2012\/13 e anunciou que vai financiar exporta\u00e7\u00f5es. Para moderniza\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica criou, em uma sociedade da CaixaPar com a Funcef (fundo de pens\u00e3o dos economi\u00e1rios) e a IBM, uma empresa para desenvolver a nova plataforma digital para o cr\u00e9dito imobili\u00e1rio e adquiriu 24% da CPM Braxis, empresa do grupo franc\u00eas Capgemini, segunda maior companhia de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o do mundo.<\/p>\n<p>&#8220;Esse \u00e9 um movimento estrat\u00e9gico. \u00c9 ousadia com responsabilidade. N\u00e3o \u00e9 voluntarismo&#8221;, disse o presidente da institui\u00e7\u00e3o, Jorge Hereda, ao Valor. A Caixa pretende ser um dos tr\u00eas maiores bancos do pa\u00eds em dez anos, com atua\u00e7\u00e3o em todas as \u00e1reas. Hoje \u00e9 o quarto. Com a queda da taxa Selic &#8211; que ontem teve novo corte para 7,5% ao ano -, vislumbra-se um novo mundo onde os bancos ter\u00e3o de suar mais para ganhar dinheiro.<\/p>\n<p>Assuntos relacionados<\/p>\n<p>Hereda quer, com o banco de investimento, entrar no mercado de capitais, \u00e1rea que tem todas as condi\u00e7\u00f5es de crescer agora que os juros est\u00e3o mais baixos. Para tocar todo esse processo, ele discute mais uma capitaliza\u00e7\u00e3o do banco pelo Tesouro. Ser\u00e3o alguns bilh\u00f5es de reais.<\/p>\n<p>A joint venture com a IBM ainda n\u00e3o tem nome e seu estatuto estar\u00e1 conclu\u00eddo at\u00e9 o fim do ano. A IBM ter\u00e1 51% do capital. Com controle privado, ela nasce livre das restri\u00e7\u00f5es impostas pela Lei de Licita\u00e7\u00f5es e com um contrato de R$ 1,19 bilh\u00e3o com a Caixa.<\/p>\n<p>Amanh\u00e3 os tr\u00eas s\u00f3cios v\u00e3o aportar R$ 110 milh\u00f5es para integralizar parte do capital social, que pode chegar a R$ 170 milh\u00f5es. A opera\u00e7\u00e3o foi previamente aprovada pelo Banco Central e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econ\u00f4mica (Cade).<\/p>\n<p>Com o programa da IBM em rede, o cliente da Caixa que buscar um financiamento imobili\u00e1rio poder\u00e1 fazer praticamente tudo por meio eletr\u00f4nico e s\u00f3 ter\u00e1 de ir \u00e0 ag\u00eancia no momento de assinar o contrato. J\u00e1 a parceria com a CPM Braxis \u00e9 para modernizar toda a tecnologia de informa\u00e7\u00e3o do banco estatal.<\/p>\n<p>&#8220;Quem pular na frente nesse momento vai estar em vantagem no reposicionamento do sistema banc\u00e1rio em um mercado de juros mais baixos&#8221;, resumiu o presidente.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Juros negativos para m\u00e1quinas<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>No \u00e2mbito de uma nova rodada de medidas de est\u00edmulo ao investimento e ao consumo, anunciada ontem pelo governo, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) passar\u00e1 a cobrar juros reais negativos no Programa de Sustenta\u00e7\u00e3o do Investimento (PSI), voltado para aquisi\u00e7\u00e3o de bens de capital. A taxa de juros fixa para compra de m\u00e1quinas e equipamentos caiu de 5,5% para 2,5% ao ano, anunciou o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Essa taxa especial, contudo, vale apenas at\u00e9 dezembro.<\/p>\n<p>&#8220;Levando em considera\u00e7\u00e3o uma infla\u00e7\u00e3o de 4,5%, temos um juro real negativo. Estamos estimulando a compra de m\u00e1quinas e equipamentos&#8221;, disse ele, salientando a singularidade da decis\u00e3o. A ind\u00fastria de bens de capital foi beneficiada tamb\u00e9m pela prorroga\u00e7\u00e3o da redu\u00e7\u00e3o a zero do IPI at\u00e9 dezembro de 2013.<\/p>\n<p>Mesmo com o diagn\u00f3stico de que a economia brasileira d\u00e1 sinais de recupera\u00e7\u00e3o &#8211; que foi refor\u00e7ado pelo comunicado do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) ap\u00f3s cortar a Selic em mais 0,5 ponto percentual, para 7,5% ao ano &#8211; Mantega decidiu atender \u00e0 demanda da ind\u00fastria e prorrogar a redu\u00e7\u00e3o de IPI para v\u00e1rios setores, o que significar\u00e1 uma ren\u00fancia fiscal de R$ 5,5 bilh\u00f5es entre setembro deste ano e dezembro de 2013. &#8220;A economia brasileira est\u00e1 numa gradual recupera\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, \u00e9 preciso continuar dando est\u00edmulo para o investimento e o consumo&#8221;, disse o ministro, ao anunciar as medidas.<\/p>\n<p>No caso dos financiamentos do PSI, a vig\u00eancia das condi\u00e7\u00f5es especiais terminariam amanh\u00e3 e foram prorrogadas at\u00e9 dezembro. Isso foi necess\u00e1rio porque de uma autoriza\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito de R$ 230 bilh\u00f5es, o BNDES ainda tem R$ 78 bilh\u00f5es para emprestar, sinal de que a demanda dos empres\u00e1rios por m\u00e1quinas estava baixa.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos juros para m\u00e1quinas e equipamentos, ainda no PSI, o governo baixou a taxa de juros de financiamento de caminh\u00f5es e do programa Procaminhoneiro, todas agora fixadas em 2,5% ao ano. &#8220;Acho que \u00e9 a menor taxa que j\u00e1 existiu para um financiamento desta natureza&#8221;, ressaltou o ministro. O prazo de pagamento \u00e9 de 120 meses, com um ano de car\u00eancia. Para as demais linhas do PSI, n\u00e3o houve mudan\u00e7as nas taxas. Foi criada, tamb\u00e9m, uma linha especial para financiamento de bens de capital usados para ind\u00fastrias variadas como aeronaves comerciais, tratores, carretas, ferramentas usadas. Essa modalidade de cr\u00e9dito \u00e9 corrigida pela Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP), que atualmente \u00e9 de 5,5% ao ano, mais 1% e o risco da empresa.<\/p>\n<p>As empresas com dificuldades de pagamento tamb\u00e9m foram contempladas. O governo anunciou a cria\u00e7\u00e3o de uma linha de refinanciamento de bens de capital. Para a compra de caminh\u00f5es e vag\u00f5es, decidiu baixar de 48 para 12 meses a deprecia\u00e7\u00e3o acelerada. Ou seja, desta forma, as empresas v\u00e3o conseguir abater mais investimento no lucro, o que vai implicar menor pagamento de Imposto de Renda e Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) no pr\u00f3ximo ano. Com essa medida, o governo estima abdicar de R$ 586 milh\u00f5es em receitas no pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p>Para estimular o consumo dos brasileiros, o governo prorrogou a queda do IPI para o setor automotivo por mais dois meses, al\u00e9m de manter o incentivo para a linha branca (fog\u00f5es e geladeiras), m\u00f3veis, materiais de constru\u00e7\u00e3o e bens de capital. Assim, a compra de carros novos continua com benef\u00edcio fiscal at\u00e9 outubro.<\/p>\n<p>Para a linha branca a redu\u00e7\u00e3o do IPI, que terminaria amanh\u00e3, foi estendida at\u00e9 o fim do ano, aumentando a ren\u00fancia fiscal em R$ 361 milh\u00f5es. O ministro da Fazenda tamb\u00e9m anunciou a prorroga\u00e7\u00e3o do IPI reduzido para m\u00f3veis, pain\u00e9is, laminados e lumin\u00e1rias at\u00e9 o fim do ano, embora o prazo para este setor fosse final de setembro. Nesse caso, o impacto na arrecada\u00e7\u00e3o ser\u00e1 de R$ 393 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>No conjunto, o pacote representa um custo adicional aos cofres p\u00fablicos de R$ 1,6 bilh\u00e3o este ano e de R$ 3,9 bilh\u00f5es em 2013.<\/p>\n<p>As medidas anunciadas ontem d\u00e3o a dimens\u00e3o da preocupa\u00e7\u00e3o do governo de Dilma Rousseff com a baixa performance dos investimentos em amplia\u00e7\u00e3o da oferta de bens e servi\u00e7os no pa\u00eds e procuram, por outro lado, dar sustenta\u00e7\u00e3o ao consumo como instrumento de est\u00edmulo ao investimento.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o do governo \u00e9 de que, em um cen\u00e1rio de crise internacional que ainda deve perdurar, os investimentos s\u00e3o os que mais demoram a reagir e por isso precisariam de novos est\u00edmulos. Em setembro, as empresas come\u00e7am a seus planejamentos para o ano seguinte e esse elenco de benef\u00edcios pode influir favoravelmente nessas decis\u00f5es. O ministro explicou que a prorroga\u00e7\u00e3o da redu\u00e7\u00e3o do IPI para os autom\u00f3veis por um prazo de apenas dois meses decorreu do fato de que a rea\u00e7\u00e3o do consumidor e da ind\u00fastria foi mais r\u00e1pida do que em outros segmentos. De fato, desde que foi concedida a redu\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas do tributo, as montadoras reduziram seus estoques para n\u00edveis normais.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Estados t\u00eam 58 PPPs \u00e0 espera de licita\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A matura\u00e7\u00e3o das parcerias p\u00fablico-privadas (PPPs) nos \u00faltimos cinco anos rendeu para o setor uma &#8220;gaveta&#8221; de pelo menos 58 projetos, que podem ser licitados pelos Estados nos pr\u00f3ximos meses. Os projetos foram alvo, entre 2007 e 2012, de propostas da iniciativa privada, por meio dos Procedimentos de Manifesta\u00e7\u00e3o de Interesse (PMIs) -quando o Estado consulta as empresas sobre projetos que devem ser executados por meio de PPPs.<\/p>\n<p>Levantamento feito pelo portal Observat\u00f3rio PPP Brasil, obtido pelo Valor, mostra que a estrutura\u00e7\u00e3o de projetos deu um salto em 2011, quando foram editadas 25 medidas &#8211; em 2010, foram apenas tr\u00eas. O crescimento se repete no primeiro semestre deste ano e o n\u00famero de projetos encaminhados para sugest\u00f5es da iniciativa privada j\u00e1 se iguala ao de 2011.<\/p>\n<p>&#8220;As propostas editadas em 2011 e 2012 representam 76,9% da amostra coletada. Isso sinaliza um &#8220;retorno&#8221; das PPPs ao cen\u00e1rio pol\u00edtico e empresarial dos neg\u00f3cios entre iniciativa privada e Poder P\u00fablico&#8221;, diz o coordenador do PPP Brasil, Bruno Pereira.<\/p>\n<p>Segundo ele, a edi\u00e7\u00e3o da MP 575 no come\u00e7o de agosto, que diluiu o pagamento de impostos e tributos ao longo do contrato, desonerando o investimento, ainda n\u00e3o deve surtir efeitos na edi\u00e7\u00e3o de novos procedimentos de consulta, mas deve contribuir para tirar do papel os projetos submetidos \u00e0 iniciativa privada nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>&#8220;O crescimento das consultas em 2011 e 2012 tem a ver com o come\u00e7o do ciclo pol\u00edtico dos Estados. Agora, os chefes do Executivo devem licit\u00e1-los, executando projetos j\u00e1 em gesta\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma Pereira. O prazo m\u00e9dio entre a manifesta\u00e7\u00e3o de interesse das empresas e a execu\u00e7\u00e3o dos projetos, segundo o PPP Brasil, \u00e9 de 18 meses.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos cinco anos, os Estados publicaram 65 processos de manifesta\u00e7\u00e3o de interesse. Desses, apenas tr\u00eas j\u00e1 resultaram em licita\u00e7\u00f5es e assinatura de contratos. Em outros dois, as licita\u00e7\u00f5es est\u00e3o em andamento, o quer indica que existem pelo menos 58 no portf\u00f3lio dos Estados, que podem ser licitados a qualquer momento.<\/p>\n<p>As propostas publicadas foram feitas em 15 Estados e no Distrito Federal. O Cear\u00e1 possui o maior n\u00famero de projetos (dez), seguido de S\u00e3o Paulo (oito) e Minas (sete). A maior parte \u00e9 de mobilidade urbana -12 de log\u00edstica e 11 de transporte de passageiros.<\/p>\n<p>Pereira lembra que a consulta \u00e0s empresas n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3ria, mas constitui uma das principais etapas pr\u00e9vias \u00e0 publica\u00e7\u00e3o do edital de licita\u00e7\u00e3o, envolvendo a estrutura\u00e7\u00e3o do projeto e estudos de viabilidade. &#8220;Em contratos de longo prazo, como \u00e9 o caso das PPPs, essa etapa \u00e9 essencial, para que haja melhor uso de recursos p\u00fablicos.&#8221;<\/p>\n<p>O advogado Fabio Moura, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio FHCunha, especializado em infraestrutura, diz que, depois da edi\u00e7\u00e3o da MP 575, recebeu consultas de empresas interessadas em PPPs, mas acredita que as medidas n\u00e3o ser\u00e3o suficientes para deslanchar esse tipo de projeto. &#8220;Os investidores ainda n\u00e3o sabem quais s\u00e3o os riscos reais e precisam de incentivos mais claros.&#8221;<\/p>\n<p>Para o professor da Funda\u00e7\u00e3o Dom Cabral Paulo Vicente Alves, h\u00e1 dificuldades para a concretiza\u00e7\u00e3o dos projetos. &#8220;H\u00e1 medo do governo que dinheiro do estrangeiro vindo para c\u00e1 tome vulto muito forte. Os estrangeiros, por sua vez, temem investir em projetos p\u00fablicos,&#8221; diz Alves. Ele ressalta, no entanto, que as PPPs s\u00e3o uma das alternativas para resolver os gargalos de infraestrutura no Brasil.<\/p>\n<p>As PPPs foram regulamentadas em 2004, e o primeiro contrato foi celebrado em 2006. Desde ent\u00e3o, foram 18 contratos em esfera estadual, concentrados em oito Estados: S\u00e3o Paulo, Bahia, Distrito Federal, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Minas, Cear\u00e1 e Alagoas.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Governo quer operadora estrangeira com Infraero<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O governo quer convencer uma grande operadora internacional de aeroporto a ser s\u00f3cia minorit\u00e1ria da estatal Infraero para gerir terminais como os do Gale\u00e3o, no Rio, e de Confins, em Belo Horizonte. Em miss\u00e3o liderada pela ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, um grupo de autoridades embarcou ontem \u00e0 tarde para a Europa, onde manter\u00e1 conversas com operadores como a alem\u00e3 Fraport, a espanhola BAA, a francesa ADP e a holandesa Schipol.<\/p>\n<p>O plano do governo \u00e9 criar uma subsidi\u00e1ria da Infraero &#8211; a Infrapar -, para ser s\u00f3cia majorit\u00e1ria em associa\u00e7\u00f5es com operadoras estrangeiras. A Infrapar teria at\u00e9 60% do capital dos aeroportos e o s\u00f3cio estrangeiro, o restante.<\/p>\n<p>A gest\u00e3o dos aeroportos seria estatal, mas, a exemplo do que fez com a Petrobras, o governo daria \u00e0 Infrapar a possibilidade legal de ter maior flexibilidade nas licita\u00e7\u00f5es. A ideia \u00e9 liberar a nova estatal de obriga\u00e7\u00f5es burocr\u00e1ticas previstas na Lei 8.666.<\/p>\n<p>O governo decidiu consultar as operadoras internacionais porque n\u00e3o tem certeza da viabilidade do modelo idealizado. A princ\u00edpio, essas empresas n\u00e3o t\u00eam interesse em ser s\u00f3cias minorit\u00e1rias de uma estatal brasileira que n\u00e3o conhecem. Os cr\u00edticos da proposta, dentro do pr\u00f3prio governo, alegam que as operadoras dificilmente ser\u00e3o atra\u00eddas para um neg\u00f3cio no qual n\u00e3o v\u00e3o mandar e entrar\u00e3o apenas com o know-how.<\/p>\n<p>A ideia de associa\u00e7\u00e3o com operadoras estrangeiras \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o ao modelo de concess\u00e3o ao setor privado adotado nos leil\u00f5es dos terminais de Bras\u00edlia, Campinas (SP), Guarulhos (SP) e S\u00e3o Gon\u00e7alo do Amarante (RN). Se as empresas consultadas rejeitarem a proposta, o governo estudar\u00e1 op\u00e7\u00f5es, como a ado\u00e7\u00e3o de parceiras p\u00fablico-privadas. Neste momento, o modelo de concess\u00e3o est\u00e1 descartado.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Superavit 23% menor<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>O forte aumento das despesas com a m\u00e1quina p\u00fablica e as constantes desonera\u00e7\u00f5es de impostos est\u00e3o comprometendo o ajuste fiscal do governo. Apesar de, em julho, a economia para o pagamento de juros da d\u00edvida ter alcan\u00e7ado R$ 3,9 bilh\u00f5es (saldo 258% maior do que no m\u00eas anterior), no acumulado dos sete primeiros meses do ano, o superavit prim\u00e1rio encolheu 22,9% ante o mesmo per\u00edodo de 2011, totalizando R$ 51,9 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;A situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 se complicando. Mantida a atual trajet\u00f3ria das contas p\u00fablicas, com descompasso entre as receitas e as despesas, o governo n\u00e3o conseguir\u00e1 cumprir a meta cheia de superavit, de 3,1% do PIB (Produto Interno Bruto)&#8221;, disse Felipe Salto, economista da Tend\u00eancias Consultoria. N\u00e3o sem raz\u00e3o. Enquanto a arrecada\u00e7\u00e3o aumentou 7% entre janeiro e julho, as despesas deram um salto de 12%. O que mais assusta \u00e9 o fato de o ritmo dos investimentos em infraestrutura estar perdendo for\u00e7a e o dos gastos com a burocracia, ganhando.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do professor Jos\u00e9 Lu\u00eds Oreiro, da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), ainda n\u00e3o h\u00e1 sinais de descontrole. &#8220;Do ponto de vista de solv\u00eancia das contas p\u00fablicas, n\u00e3o vejo problema. Por enquanto. O que me preocupa \u00e9 a composi\u00e7\u00e3o das despesas. Est\u00e1 sobrando muito pouco para investimentos essenciais para a melhora da infraestrutura do pa\u00eds&#8221;, afirmou. &#8220;A boa not\u00edcia foi a decis\u00e3o da presidente Dilma Rousseff de barrar aumentos exagerados para o funcionalismo p\u00fablico&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>Para o secret\u00e1rio do Tesouro Nacional, Arno Augustin, tudo est\u00e1 dentro das previs\u00f5es. Ele acredita que, com a recupera\u00e7\u00e3o da atividade daqui por diante, as receitas v\u00e3o aumentar e ficar\u00e1 mais f\u00e1cil para o governo cumprir a meta de superavit prim\u00e1rio. &#8220;Os resultados das medidas antic\u00edclicas (de desonera\u00e7\u00e3o) que foram tomadas est\u00e3o come\u00e7ando a ser sentidos na economia e, portanto, os n\u00fameros estar\u00e3o melhores no pr\u00f3ximo ano&#8221;, garantiu.<\/p>\n<p>Confian\u00e7a<\/p>\n<p>A economia de R$ 51,9 bilh\u00f5es para o pagamento de juros nos sete primeiros meses do ano correspondeu a 2,06% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados do governo. At\u00e9 junho, essa rela\u00e7\u00e3o estava em 2,86%. Apesar da desacelera\u00e7\u00e3o, o secret\u00e1rio do Tesouro Nacional, Arno Augustin, assegurou que a &#8220;meta de superavit (de 3,1% do PIB) ser\u00e1 cumprida&#8221;, mesmo com a fragilidade da economia e da queda na arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Planalto antecipa desonera\u00e7\u00e3o de energia<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>O Planalto decidiu mudar o calend\u00e1rio de apresenta\u00e7\u00e3o dos pacotes de incentivo \u00e0 competitividade do pa\u00eds e dever\u00e1 antecipar para a pr\u00f3xima semana, antes do feriado de 7de setembro, o an\u00fancio da redu\u00e7\u00e3o dos impostos sobre as contas de luz. A ideia era divulgar primeiro as concess\u00f5es de portos e aeroportos, que complementam o esfor\u00e7o log\u00edstico j\u00e1 programado para rodovias e ferrovias, mas, como o modelo ainda n\u00e3o est\u00e1 fechado, o governo decidiu n\u00e3o passar a Semana da Independ\u00eancia em branco, sem apresentar uma medida concreta para estimular a economia.<\/p>\n<p>A esperada desonera\u00e7\u00e3o de tarifas de energia vai contemplar desde ind\u00fastrias exportadoras a resid\u00eancias humildes. Inicialmente, a equipe econ\u00f4mica planejava beneficiar s\u00f3 grandes consumidores, de olho na produ\u00e7\u00e3o. Mas o elevado n\u00edvel de endividamento das fam\u00edlias favoreceu a amplia\u00e7\u00e3o do alcance do benef\u00edcio.<\/p>\n<p>Se o pacote energ\u00e9tico est\u00e1 encaminhado, o Planalto ainda enfrenta o dilema na quest\u00e3o de portos e, sobretudo, aeroportos. Um grupo de ministros \u2014 Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Paulo S\u00e9rgio Passos (Transportes), Wagner Bittencourt (Avia\u00e7\u00e3o Civil) e Le\u00f4nidas Cristino (Portos) \u2014 embarcou ontem para a Europa, em busca de solu\u00e7\u00f5es para evitar a repeti\u00e7\u00e3o de erros cometidos na primeira rodada de leil\u00f5es, a dos terminais de Bras\u00edlia, Guarulhos (SP) e Campinas (SP). O governo lamentou que os vencedores n\u00e3o tenham o perfil de &#8220;administradores de ponta no setor de aeroportos&#8221;.<\/p>\n<p>A desonera\u00e7\u00e3o das contas de energia \u00e9 uma velha bandeira de empresas do setor el\u00e9trico e de grandes ind\u00fastrias. O alerta dos seus l\u00edderes sobre crescentes impactos negativos do custo elevado da eletricidade sobre a economia se intensificou nos \u00faltimos anos, com o apoio de entidades representativas. Estudo coordenado pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia (Abrace) mostrou que o Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todas as riquezas do pa\u00eds) pode alcan\u00e7ar ritmo m\u00e9dio anual de crescimento de 6,2% at\u00e9 2020 caso se reduzam encargos e impostos sobre a energia.<\/p>\n<p>Paulo Pedrosa, presidente da Abrace, aguarda o an\u00fancio com grande expectativa, ressaltando que &#8220;o pre\u00e7o da energia tem impacto sobre diferentes vari\u00e1veis da economia&#8221;. O levantamento de sua entidade aponta acr\u00e9scimo de 1,2 ponto percentual sobre o PIB, cuja proje\u00e7\u00e3o mais otimista \u00e9 de 5% para os pr\u00f3ximos anos. Isso, considerando que metade do custo da energia s\u00e3o impostos e encargos. Outros impactos positivos seriam percebidos na infla\u00e7\u00e3o, com corte de meio ponto ao ano no IPCA, na balan\u00e7a comercial, com mais R$ 11 bilh\u00f5es nas exporta\u00e7\u00f5es ao longo de 10 anos, e na gera\u00e7\u00e3o de empregos, com a abertura de mais 5 milh\u00f5es de vagas.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Lucros das empresas chinesas desabam<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Maior companhia a\u00e9rea internacional da China, a Air China anunciou ontem queda de 77% dos lucros no primeiro semestre ante igual per\u00edodo do ano passado, em um retrato do impacto da desacelera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica sobre os balan\u00e7os de v\u00e1rias empresas do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Os resultados an\u00eamicos de setores t\u00e3o distintos como fabrica\u00e7\u00e3o de a\u00e7o e venda de roupas esportivas levaram o \u00edndice da Bolsa de Xangai ao menor n\u00edvel desde 2009, auge da crise global.<\/p>\n<p>A China Southern, l\u00edder do mercado de avia\u00e7\u00e3o dom\u00e9stico, registrou no primeiro semestre lucro 85% menor que o obtido entre janeiro e junho de 2011. A gigante petroleira Sinopec viu seus resultados l\u00edquidos ca\u00edrem 40% no mesmo per\u00edodo, para o menor n\u00edvel desde 2008.<\/p>\n<p>Os lucros da fabricante de carros el\u00e9tricos BYD despencaram 94%, passando de 275 milh\u00f5es de yuans entre janeiro e junho de 2011 para 16 milh\u00f5es de yuans (US$ 2,5 milh\u00f5es) em igual per\u00edodo de 2012.<\/p>\n<p>A fraca demanda e a feroz competi\u00e7\u00e3o no setor levaram os lucros das produtoras de turbinas e\u00f3licas Sinovel e Goldwin encolherem 96% e 83%, respectivamente, para 24,7 milh\u00f5es de yuans (US$ 3,89 milh\u00f5es) e 72,1 milh\u00f5es de yuans (US$ 11,3 milh\u00f5es).<\/p>\n<p>Os menores resultados s\u00e3o consequ\u00eancia da acentuada desacelera\u00e7\u00e3o da economia chinesa, que teve expans\u00e3o de 7,6% no per\u00edodo de abril a junho, n\u00edvel mais baixo desde o in\u00edcio de 2009.<\/p>\n<p>A expectativa de rea\u00e7\u00e3o do crescimento no terceiro trimestre foi abandonada depois que indicadores mostraram n\u00edvel de atividade industrial abaixo do estimado nos meses de julho e agosto (segundo dados parciais).<\/p>\n<p>Os dados preliminares do \u00cdndice Gerente de Compras do HSBC, divulgado na semana passada, mostrou que os estoques em f\u00e1bricas e lojas da China tiveram neste m\u00eas o mais r\u00e1pido aumento desde 2004, quando a pesquisa come\u00e7ou a ser realizada.<\/p>\n<p>Perspectiva. Na avalia\u00e7\u00e3o de alguns analistas, a situa\u00e7\u00e3o vai se agravar mais, antes de come\u00e7ar a melhorar. Ontem, a Baosteel, maior fabricante de a\u00e7o da China, disse que o terceiro trimestre ser\u00e1 o pior em todo o ano. Os lucros da companhia no primeiro semestre ca\u00edram 53% em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo de 2011, para 2,38 bilh\u00f5es de yuans (US$ 375 milh\u00f5es).<\/p>\n<p>Diante da persistente queda de suas pap\u00e9is, a Baosteel anunciou anteontem um plano de investir 5 bilh\u00f5es de yuans na recompra de suas a\u00e7\u00f5es, em uma tentativa de elevar sua cota\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Empresas voltadas ao mercado consumidor dom\u00e9stico tamb\u00e9m enfrentam dificuldades. A principal marca de roupas esportivas chinesas, Li Ning, anunciou h\u00e1 uma semana que seu lucro entre janeiro e junho encolheu 85% e pode se transformar em perda at\u00e9 o fim do ano. Segunda maior rede de eletr\u00f4nicos do pa\u00eds, a Gome alertou que poder\u00e1 ter preju\u00edzo em 2012.<\/p>\n<p>Os lucros dos bancos continuam a crescer, mas \u00e9 cada vez maior o risco de aumento dos cr\u00e9ditos irrecuper\u00e1veis em seus balan\u00e7os. O China Construction Bank, segundo maior em ativos, afirmou que elevou em 6% as provis\u00f5es contra calote no primeiro semestre, para 14,7 bilh\u00f5es de yuans (US$ 2,31 bilh\u00f5es).<\/p>\n<p>V\u00e1rias empresas continuam com alta nos lucros, como a fabricante de computadores Lenovo, que ganhou US$ 142 milh\u00f5es l\u00edquidos no primeiro semestre, 30% mais do que em igual per\u00edodo de 2011. Mas a m\u00e9dia do setor industrial \u00e9 negativa. Segundo dados do Escrit\u00f3rio Nacional de Estat\u00edsticas, os lucros do setor ca\u00edram 5,7% em julho, depois de um decl\u00ednio de 1,7% no m\u00eas anterior.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Camargo Corr\u00eaa construir\u00e1 usina de US$ 1,1 bi na Col\u00f4mbia<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O cons\u00f3rcio liderado pela Construtora Camargo Corr\u00eaa venceu a licita\u00e7\u00e3o da Hidrel\u00e9trica de Ituango, na Col\u00f4mbia. O contrato para construir a usina, de 2,4 mil megawatts (MW) de pot\u00eancia, no Rio Cauca, a 180 quil\u00f4metros (km) de Medell\u00edn, \u00e9 de US$ 1,1 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>No total, cinco grupos diferentes participaram da disputa promovida pela Empresa P\u00fablica de Medell\u00edn (EPM), como os cons\u00f3rcios formados pelas brasileiras Odebrecht, Andrade Gutierrez e OAS, e de outros pa\u00edses como It\u00e1lia, Espanha, Coreia do Sul e China. O resultado da licita\u00e7\u00e3o, cujo processo foi iniciado h\u00e1 11 meses, saiu na ter\u00e7a-feira.<\/p>\n<p>Para entrar no leil\u00e3o, a Camargo Corr\u00eaa repetiu a parceria feita para a constru\u00e7\u00e3o da Hidrel\u00e9trica de Porce III, de 600 MW, conclu\u00edda no in\u00edcio do ano passado no pa\u00eds. Al\u00e9m da construtora, o cons\u00f3rcio \u00e9 formado pelas empresas colombianas Conconcreto e Conisa. Segundo o presidente da Construtora Camargo Corr\u00eaa, Dalton Avancini, as obras devem ter in\u00edcio imediato e durar seis anos &#8211; ou seja, ser\u00e1 conclu\u00edda por volta de 2018.<\/p>\n<p>Obra complexa. Ele explica que o empreendimento est\u00e1 localizado numa regi\u00e3o montanhosa e exigir\u00e1 grande volume de escava\u00e7\u00e3o em rocha. Al\u00e9m disso, a barragem ter\u00e1 225 metros de altura &#8211; a Hidrel\u00e9trica de Itaipu, a segunda maior do mundo, tem 196 metros de altura.<\/p>\n<p>&#8220;Vamos aplicar em Ituango toda nossa experi\u00eancia em obras complexas de grande parte.&#8221; O projeto prev\u00ea a constru\u00e7\u00e3o de uma casa de for\u00e7a subterr\u00e2nea para oito turbinas tipo Francis, de 300 MW cada, al\u00e9m de exigir a escava\u00e7\u00e3o de 10 km de t\u00faneis.<\/p>\n<p>No total, o empreendimento vai empregar 5 mil pessoas no pico da obra. A maioria ser\u00e1 da Col\u00f4mbia. &#8220;Eles t\u00eam m\u00e3o de obra qualificada e com um n\u00edvel de custo \u00e0s vezes mais barato que aqui&#8221;, destaca Avancini.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o dele, \u00e9 que entre 50 ou 70 profissionais do Brasil sigam para a Col\u00f4mbia gerenciar o projeto.<\/p>\n<p>De acordo com o executivo, embora a quest\u00e3o da seguran\u00e7a seja um ponto de aten\u00e7\u00e3o, fazer neg\u00f3cios no pa\u00eds vizinho tem sido bastante tranquilo. &#8220;A estatal respons\u00e1vel pela hidrel\u00e9trica \u00e9 s\u00e9ria e tem um planejamento que funciona muito bem.&#8221;<\/p>\n<p>Quando uma usina entra em licita\u00e7\u00e3o, diz ele, j\u00e1 h\u00e1 um projeto executivo pronto e todas as licen\u00e7as ambientais est\u00e3o liberadas. O resultado disso \u00e9 que a obra termina pelo valor contratado e os prazos s\u00e3o cumpridos. Al\u00e9m disso, completa Avancini, o sistema jur\u00eddico \u00e9 muito claro e a quest\u00e3o contratual \u00e9 respeitada. &#8220;Em Porce III, n\u00e3o tivemos aditivos significativos ao contrato.&#8221;<\/p>\n<p>No Brasil, a Camargo Corr\u00eaa participa da constru\u00e7\u00e3o das hidrel\u00e9tricas de Jirau, no Rio Madeira, e Belo Monte, no Rio Xingu.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Pre\u00e7os de im\u00f3veis do &#8216;Minha Casa&#8217; t\u00eam reajustes entre 11% e 33%<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Para despertar o interesse das construtoras, o governo federal decidiu reajustar os valores m\u00e1ximos dos pre\u00e7os dos im\u00f3veis que s\u00e3o adquiridos pelo Executivo para atender as fam\u00edlias com renda de at\u00e9 R$ 1,6 mil do Programa Minha Casa, Minha Vida. Neste caso, ser\u00e3o utilizados recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).<\/p>\n<p>Ontem, o Minist\u00e9rio das Cidades divulgou uma portaria, no &#8220;Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o&#8221;, elevando entre 11,11% a 33,33% os valores das moradias.<\/p>\n<p>Com a altera\u00e7\u00e3o, os novos valores do Minha Casa, Minha Vida v\u00e3o variar entre R$ 57 mil, em Estados como o Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul e Maranh\u00e3o, e R$ 76 mil, caso do Distrito Federal. O que representa um reajuste que pode variar, conforme a unidade da federa\u00e7\u00e3o, entre 11,11% a 33,33%.<\/p>\n<p>Antes, o pre\u00e7o m\u00e1ximo que poderia ser cobrado pela construtora do governo era R$ 65 mil (nas grandes cidades).<\/p>\n<p>Segundo informou o Minist\u00e9rio das Cidades, o c\u00e1lculo dos novos valores considerou a atualiza\u00e7\u00e3o dos custos do terreno do im\u00f3vel, a edifica\u00e7\u00e3o e a infraestrutura local.<\/p>\n<p>A portaria tamb\u00e9m estabeleceu que n\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7a do valor m\u00e1ximo no caso de apartamento ou casas, o que antes existia. O \u00faltimo reajuste que o governo havia feito nos valores m\u00e1ximos dos im\u00f3veis foi em julho de 2011 e sempre h\u00e1 a demanda das construtoras por aumento dos pre\u00e7os.<\/p>\n<p>O presidente da C\u00e2mara Brasileira da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o (Cbic), Paulo Safady Sim\u00e3o, comemorou a iniciativa do governo. De acordo com ele, o reajuste dos pre\u00e7os vai possibilitar uma acelera\u00e7\u00e3o nas contrata\u00e7\u00f5es para constru\u00e7\u00e3o de casas para fam\u00edlias com renda de at\u00e9 R$ 1,6 mil. Para ele, o que est\u00e1 faltando agora \u00e9 uma participa\u00e7\u00e3o maior dos Estados e munic\u00edpios no que diz respeito \u00e0 libera\u00e7\u00e3o e terrenos e o atendimento de infraestrutura b\u00e1sica.<\/p>\n<p>Sim\u00e3o ressaltou que a contrata\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis do programa Minha Casa, Minha Vida para a menor renda est\u00e1 praticamente parado. Isso porque, o que est\u00e1 sendo feito hoje se refere a financiamentos antigos. Com o reajuste dos valores, conforme Safady, haver\u00e1 espa\u00e7o para a apresenta\u00e7\u00e3o pelas construtoras de novos projetos.<\/p>\n<p>Para estimular o Minha Casa, Minha Vida, o governo resolveu nesta semana aumentar sua contribui\u00e7\u00e3o para a compra da casa pr\u00f3pria para fam\u00edlias com renda at\u00e9 R$ 1,6 mil. A parcela de comprometimento de renda desse p\u00fablico com o financiamento caiu de 10% para 5%, durante dez anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Globo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3442\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-3442","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-Tw","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3442","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3442"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3442\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3442"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3442"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3442"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}