{"id":3483,"date":"2012-09-04T19:49:26","date_gmt":"2012-09-04T19:49:26","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3483"},"modified":"2012-09-04T19:49:26","modified_gmt":"2012-09-04T19:49:26","slug":"atraso-no-pagamento-de-emprestimo-cresce-80-na-china","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3483","title":{"rendered":"Atraso no pagamento de empr\u00e9stimo cresce 80% na China"},"content":{"rendered":"\n<p>Os grandes bancos chineses registraram alta de at\u00e9 80% no volume de atrasos no pagamento de empr\u00e9stimos, em um sinal de que a quantidade de cr\u00e9ditos de m\u00e1 qualidade em seus balan\u00e7os tende a crescer. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 agravada pela desacelera\u00e7\u00e3o al\u00e9m do esperado da economia chinesa, que corre o risco de ter expans\u00e3o inferior \u00e0 meta de 7,5% fixada pelo governo para este ano.<\/p>\n<p>As dificuldades financeiras tiveram destaque ontem na imprensa oficial chinesa A ag\u00eancia estatal de not\u00edcias Xinhua distribuiu reportagem com o t\u00edtulo &#8220;Risco de cr\u00e9ditos ruins paira sobre o setor banc\u00e1rio&#8221;. Citando fontes an\u00f4nimas do segmento, o Global Times, editado pelo Partido Comunista, alertou: &#8220;Bancos encontrar\u00e3o per\u00edodo dif\u00edcil a qualquer momento&#8221;.<\/p>\n<p>A Xinhua observou que sete dos 16 bancos chineses com capital aberto registraram aumento no porcentual de empr\u00e9stimos irrecuper\u00e1veis no primeiro semestre, segundo resultados financeiros divulgados nos \u00faltimos dias. Ainda assim, a m\u00e9dia geral de cr\u00e9ditos podres n\u00e3o subiu e ficou em 0,9%.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que a demora na quita\u00e7\u00e3o de financiamentos teve altas consider\u00e1veis, em uma indica\u00e7\u00e3o de que pelo menos parte deles n\u00e3o ser\u00e1 paga no futuro.<\/p>\n<p>&#8220;Os bancos comerciais chineses enfrentam um elevado risco de aumento nos empr\u00e9stimos de m\u00e1 qualidade, em parte como consequ\u00eancia da farra de cr\u00e9dito para sustentar o massivo pacote de est\u00edmulo de tr\u00eas anos atr\u00e1s&#8221;, ressaltou o texto da Xinhua.<\/p>\n<p>Segundo a ag\u00eancia de not\u00edcias, o risco pode se agravar em raz\u00e3o da tentativa de alguns governos locais de lan\u00e7ar uma nova onda de est\u00edmulo diante de crescentes sinais de desacelera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o com a deteriora\u00e7\u00e3o da sa\u00fade do setor financeiro em um ambiente de menor crescimento \u00e9 um dos fatores que inibe uma a\u00e7\u00e3o mais agressiva de Pequim para reverter o movimento de desacelera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>O \u00cdndice de Compra de Gerentes do HSBC divulgado ontem caiu pelo d\u00e9cimo m\u00eas consecutivo e fechou em 47,6 pontos, o menor patamar desde mar\u00e7o de 2009.<\/p>\n<p>Resultados inferiores a 50 indicam contra\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica. Com o menor crescimento, um n\u00famero cada vez maior de empresas enfrenta dificuldades para saldar suas d\u00edvidas.<\/p>\n<p>C\u00e1lculo da Bloomberg apontou eleva\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 27% no atraso de pagamentos de empr\u00e9stimos dos cinco maiores bancos do pa\u00eds nos seis meses terminados em junho, quando o valor do potencial calote atingiu 416 bilh\u00f5es de yuans (R$ 133,23 bilh\u00f5es).<\/p>\n<p>Maior banco do pa\u00eds, o Industrial and Commercial Bank of China disse que o volume de cr\u00e9ditos de m\u00e1 qualidade caiu de 0,94% do total em dezembro para 0,89% em junho.<\/p>\n<p>Mas seu balan\u00e7o indicou que a situa\u00e7\u00e3o vai piorar no futuro: os atrasos de pagamento inferiores a 90 dias tiveram alta de 60%, para 80 bilh\u00f5es de yuans (R$ 25,62 bilh\u00f5es). Os que superaram 90 dias aumentaram em 7%, para 62 bilh\u00f5es de yuans (R$ 19,86 bilh\u00f5es).<\/p>\n<hr \/>\n<p>Com crise, setor industrial cai em todo o mundo<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>A divulga\u00e7\u00e3o ontem do chamado \u00cdndice de Gerentes de Compras de Produ\u00e7\u00e3o Industrial (PMI, em ingl\u00eas), medido pelo instituto Markit, de v\u00e1rios pa\u00edses voltou a pintar um quadro cinza dos efeitos da crise global no setor industrial. Na Uni\u00e3o Europeia (UE), o setor industrial recuou mais rapidamente que o previsto por analistas. Sem apoio dos governos, que lutam para reduzir seus d\u00e9ficits fiscais, nem mesmo os descontos de pre\u00e7os efetuados pelo setor estimularam as encomendas \u00e0s ind\u00fastrias europeias. A contra\u00e7\u00e3o, antes concentrada nas economias perif\u00e9ricas do bloco, agora chegou a pa\u00edses como Alemanha e Fran\u00e7a. O PMI dos 17 pa\u00edses da zona do euro caiu para 45,1 pontos, abaixo da leitura preliminar de 45,3, por\u00e9m melhor do que os 44 pontos de julho. \u00c9 o 13\u00ba m\u00eas em que o \u00edndice fica abaixo de 50 pontos.<\/p>\n<p>Na China, segundo motor da economia mundial, o setor industrial tamb\u00e9m mostra sinais de abalo com a crise global. O PMI do setor em agosto foi de 47,6 pontos, menor n\u00edvel desde mar\u00e7o de 2009. Em julho, o \u00edndice fora de 49,3. J\u00e1 o PMI oficial do governo chin\u00eas recuou para 49,2. Neste caso, foi a primeira vez desde novembro de 2011 que o PMI oficial ficou abaixo de 50 pontos.<\/p>\n<p>No Brasil, o setor mostrou contra\u00e7\u00e3o pelo quinto m\u00eas consecutivo, embora o recuo tenha sido menos intenso. Em agosto, o PMI brasileiro alcan\u00e7ou 49,3 pontos, comparados a 48,7 em julho e 48,5 em junho. Um valor abaixo de 50 indica contra\u00e7\u00e3o. Segundo o instituto, &#8220;os dados de agosto indicaram uma deteriora\u00e7\u00e3o marginal apenas nas condi\u00e7\u00f5es de neg\u00f3cios do setor industrial do Brasil&#8221;.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa, v\u00e1rias empresas citaram os elevados pre\u00e7os de venda como motivo para a redu\u00e7\u00e3o das novas encomendas. O volume de novos pedidos para exporta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m caiu ao longo do m\u00eas, numa tend\u00eancia observada desde abril de 2011. Por\u00e9m, a taxa de decl\u00ednio foi a mais fraca desde mar\u00e7o. Cerca de 5% das empresas relataram uma redu\u00e7\u00e3o na entrada de novos trabalhos provenientes do exterior, com 2% registrando aumento, citando a fraqueza da economia global.<\/p>\n<hr \/>\n<p>BCE d\u00e1 mais um sinal de interven\u00e7\u00e3o no mercado<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O Banco Central Europeu (BCE) deu ontem mais um sinal de que vai intervir no mercado de d\u00edvidas soberanas. De acordo com balan\u00e7o divulgado em Frankfurt, a autoridade monet\u00e1ria manteve congelado seu Programa de Mercados de T\u00edtulos (SMP) na \u00faltima semana, o que, somado a declara\u00e7\u00f5es de Mario Draghi, foi interpretado pelos mercados como mais um indicativo de que a institui\u00e7\u00e3o vai substituir o mecanismo de interven\u00e7\u00e3o. A iniciativa, que gera atritos com a Alemanha, deve ser anunciada na quinta-feira.<\/p>\n<p>O SMP havia sido criado em maio de 2010, ainda na gest\u00e3o do ex-presidente do BCE Jean-Claude Trichet, na primeira vez em que a autoridade monet\u00e1ria interveio comprando d\u00edvida. H\u00e1 seis meses, ele segue inoperante, o que deixou no caixa da institui\u00e7\u00e3o \u20ac 209 bilh\u00f5es em obriga\u00e7\u00f5es soberanas.<\/p>\n<p>Para os investidores europeus, o fato de que a autoridade monet\u00e1ria tenha mais uma vez decidido manter essa reserva \u00e9 sinal de que um novo programa de compra de t\u00edtulos est\u00e1 em gesta\u00e7\u00e3o. Nos bastidores de Frankfurt, Berlim, Paris e Bruxelas, l\u00edderes pol\u00edticos e autoridades econ\u00f4micas negociam os detalhes do programa de compra de t\u00edtulos que dever\u00e1 ser lan\u00e7ado na pr\u00f3xima reuni\u00e3o de pol\u00edtica monet\u00e1ria do BCE.<\/p>\n<p>A tend\u00eancia \u00e9 de que a compra seja feita com recursos do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira e do Mecanismo Europeu de Estabilidade, assim como de fundos regionais. A aquisi\u00e7\u00e3o deve se concentrar em t\u00edtulos de curta maturidade, para evitar contesta\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas em pa\u00edses como a Alemanha e ainda manter a press\u00e3o sobre os benefici\u00e1rios para que encaminhem reformas estruturais.<\/p>\n<p>O BCE pretende passar a intervir no mercado secund\u00e1rio de t\u00edtulos da d\u00edvida &#8211; onde s\u00e3o negociadas obriga\u00e7\u00f5es que est\u00e3o em poder de investidores privados &#8211; para reduzir a press\u00e3o sobre os juros de Espanha e It\u00e1lia.<\/p>\n<p>Desde que Mario Draghi indicou que o BCE adotaria essa medida, os juros sobre pap\u00e9is com longa maturidade &#8211; dez anos &#8211; ca\u00edram. Em reuni\u00e3o fechada do Parlamento Europeu, Draghi voltou a afirmar que a crise da zona do euro &#8220;justifica o papel voluntarista do BCE&#8221;. Para ele, \u00e9 responsabilidade da autoridade monet\u00e1ria &#8220;intervir no mercado de d\u00edvida&#8221;.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o do conselho do BCE de adotar o programa contraria o presidente do Banco Central da Alemanha (Bundesbank), Jens Weidmann, que reclamou em p\u00fablico na semana passada contra a aquisi\u00e7\u00e3o de obriga\u00e7\u00f5es soberanas. Ainda assim, as declara\u00e7\u00f5es de Draghi, reveladas por deputados que participaram da reuni\u00e3o, animaram os mercados ontem. Todas as bolsas da Europa fecharam no azul.<\/p>\n<p>Embora a prov\u00e1vel interven\u00e7\u00e3o no mercado de d\u00edvidas esteja reduzindo a instabilidade nas bolsas, a turbul\u00eancia do sistema financeiro da Espanha segue preocupando os investidores. Ontem, o Tesouro de Madri anunciou a inje\u00e7\u00e3o de \u20ac 4,5 bilh\u00f5es na recapitaliza\u00e7\u00e3o do banco Bankia, o mais abalado pela crise de liquidez do sistema financeiro local.<\/p>\n<p>Socorro. Ainda ontem, Andaluzia se tornou a quarta &#8220;comunidade aut\u00f4noma&#8221; da Espanha a solicitar socorro financeiro ao governo central. O pedido, de \u20ac 1 bilh\u00e3o, reitera a gravidade da crise financeira na qual o pa\u00eds est\u00e1 submerso. Antes da Andaluzia, M\u00farcia, Val\u00eancia e Catalunha j\u00e1 haviam solicitado aux\u00edlio.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Periferia do euro fracassa em cumprir metas fiscais<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Mais uma regi\u00e3o da Espanha pedindo ajuda de urg\u00eancia e a &#8220;troica&#8221; de credores da Gr\u00e9cia aparentemente sugerindo seis dias de trabalho por semana ilustraram ontem como pa\u00edses da periferia da zona do euro enfrentam crescentes dificuldades para cumprir as duras metas de ajuste fiscal.<\/p>\n<p>O governo regional de Andaluzia, a regi\u00e3o mais populosa da Espanha, anunciou que pedir\u00e1 socorro de urg\u00eancia de \u20ac 1 bilh\u00e3o junto ao governo central, diante de seus problemas de liquidez.<\/p>\n<p>Trata-se da quarta regi\u00e3o espanhola a pedir resgate, depois de Catalunha, Val\u00eancia e M\u00farcia. O governo de Mariano Rajoy, que criou um fundo especial de \u20ac 18 bilhoes para as regi\u00f5es, est\u00e1 por sua vez sendo empurrado a acelerar um pedido de resgate junto \u00e0 Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>A periferia europeia tem dificuldades para cumprir as metas fiscais sem implementar novas medidas de austeridade, que s\u00e3o tamb\u00e9m politicamente dif\u00edceis.<\/p>\n<p>Nos sete primeiros meses do ano, o d\u00e9ficit or\u00e7ament\u00e1rio espanhol alcan\u00e7ou 4,6% do PIB, mais alto do que no ano passado. O resultado \u00e9 atribu\u00eddo ao aumento de quase 10% nas despesas, principalmente nas transfer\u00eancias para regi\u00f5es em crise de liquidez.<\/p>\n<p>O governo de Rajoy insiste que baixar\u00e1 o d\u00e9ficit publico de 8,9% do PIB em 2011 a 6,3% neste ano. Mas analistas notam que a Espanha fez a mesma promessa no ano passado, e o resultado foi d\u00e9ficit de 3% do PIB a mais do que a meta.<\/p>\n<p>A Gr\u00e9cia enfrenta por sua vez mais riscos. A troica de credores da Gr\u00e9cia (Fundo Monet\u00e1rio Internacional, Uni\u00e3o Europeia e Banco Central Europeu) retorna nesta semana a Atenas para decidir se o pa\u00eds fez o suficientemente para obter a libera\u00e7\u00e3o da parcela de \u20ac 31 bilh\u00f5es da ajuda internacional.<\/p>\n<p>Mas os dados de julho mostram super\u00e1vit prim\u00e1rio abaixo do previsto e receita fiscal 9% inferior ao esperado, refletindo a fragilidade da economia do pa\u00eds. Apesar de penosas medidas de austeridade, o sentimento comum \u00e9 de que gregos dificilmente conseguir\u00e3o baixar o d\u00e9ficit publico de 9,3% atualmente para menos de 3% at\u00e9 2014.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, a troica j\u00e1 teria recomendado ao governo grego uma profunda flexibiliza\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho, incluindo a amplia\u00e7\u00e3o da semana de trabalho para seis dias, segundo not\u00edcia de um jornal grego repetida no resto da imprensa europeia ontem. A troica teria tamb\u00e9m sugerido que as demiss\u00f5es sejam facilitadas.<\/p>\n<p>A It\u00e1lia tamb\u00e9m continua no radar. O ministro das Finan\u00e7as Vittorio Grilli admitiu que o pa\u00eds vai ultrapassar sua meta de d\u00e9ficit p\u00fablico por causa de uma conjuntura econ\u00f4mica pior do que a esperada. A expectativa \u00e9 de que o PIB italiano caia 2,4% neste ano. Mas o ministro insistiu que o governo n\u00e3o far\u00e1 corte adicional nas despesas, porque est\u00e1 em linha com as promessas feitas \u00e0 Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>A profunda recess\u00e3o em Portugal igualmente afetou muito as finan\u00e7as p\u00fablicas. O d\u00e9ficit p\u00fablico caiu at\u00e9 julho. De um lado, a receita fiscal declinou 3,5%, mas de outro os gastos com sal\u00e1rios baixaram significativamente. Analistas acreditam que a troica de credores poder\u00e1 agora elevar a meta de d\u00e9ficit p\u00fablico de 3,5% para 4,5% do PIB em 2012.<\/p>\n<p>A Irlanda, por sua vez, continua se saindo melhor que os pa\u00edses do sul. O d\u00e9ficit parece sob controle e a expectativa \u00e9 de o pa\u00eds voltar ao mercado para vender t\u00edtulos p\u00fablicos antes dos outros em crise.<\/p>\n<p>Enquanto a periferia da zona do euro afunda na crise da d\u00edvida, a Alemanha tem outro problema: o que fazer para melhorar o rendimento de seu excesso de poupan\u00e7a de \u20ac 1,2 trilh\u00e3o, acumulado gra\u00e7as a enormes super\u00e1vits nas contas correntes.<\/p>\n<p>Thomas Meyer, economista do Deutsche Bank, e Daniel Gros, diretor do Ceps, um respeitado centro de estudos em Bruxelas, sugerem a cria\u00e7\u00e3o por Berlim de um fundo soberano para o pa\u00eds investir no exterior e ter melhor rendimento.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Troica sugere a gregos trabalhar no s\u00e1bado<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O grupo de credores da Gr\u00e9cia, que inclui o Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI), a Comiss\u00e3o Europeia e o Banco Central Europeu (BCE), sugeriu que o pa\u00eds aumente a semana de trabalho no pa\u00eds dos atuais cinco para seis dias, como forma de aumentar a produtividade e melhorar as perspectivas econ\u00f4micas do pa\u00eds. A informa\u00e7\u00e3o foi publicada pelo di\u00e1rio financeiro Imerisia, na semana em que a Gr\u00e9cia recebe a visita de representantes do grupo, conhecido como troica, credor do resgate de \u20ac 130 bilh\u00f5es concedido aos gregos.<\/p>\n<p>O pa\u00eds finaliza um plano de cortes de \u20ac 11,6 bilh\u00f5es para reduzir seu d\u00e9ficit or\u00e7ament\u00e1rio. Segundo o jornal Kathimerini, metade do volume cortado est\u00e1 nos rendimentos da previd\u00eancia social. Outras sugest\u00f5es da troica, segundo a m\u00eddia local, foram a redu\u00e7\u00e3o para 11 horas do tempo de descanso entre uma jornada e da indeniza\u00e7\u00e3o aos demitidos e do tempo do aviso pr\u00e9vio pela metade.<\/p>\n<p>Os gregos precisam aprovar os cortes at\u00e9 o fim do m\u00eas para que a receber segunda parcela, de \u20ac 31 bilh\u00f5es, do resgate. Caso a destina\u00e7\u00e3o da verba seja rejeitada, Atenas precisar\u00e1 decretar morat\u00f3ria por n\u00e3o poder pagar os vencimentos mais urgentes da d\u00edvida p\u00fablica.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Vendas de carros no Brasil t\u00eam recorde: 420 mil<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>O temor de que o governo pusesse fim \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que foi prorrogada por mais dois meses, fez as vendas de carros dispararem em agosto. Com um salto de 15,3% sobre julho, que j\u00e1 tinha sido um bom m\u00eas, com 364,2 mil unidades vendidas, o com\u00e9rcio de ve\u00edculos no m\u00eas passado alcan\u00e7aram o total de 420.080 (incluindo autom\u00f3veis, comerciais leves, \u00f4nibus e caminh\u00f5es), nova marca hist\u00f3rica do setor. O recorde anterior era dezembro de 2010, com 381,6 mil unidades comercializadas. Em compara\u00e7\u00e3o a agosto de 2011, as vendas do m\u00eas passado foram 28% maiores.<\/p>\n<p>Se considerados somente autom\u00f3veis e comerciais leves, o segmento mais beneficiado pelos descontos e isen\u00e7\u00e3o do IPI pelo governo, foram 405 mil unidades vendidas, tamb\u00e9m o maior volume para um \u00fanico m\u00eas nos 55 anos de hist\u00f3ria da ind\u00fastria automobil\u00edstica no Brasil. A m\u00e9dia de vendas di\u00e1rias tamb\u00e9m subiu, passando de 16 mil em julho para cerca de 18 mil em agosto.<\/p>\n<p>Assim, nos oito primeiros meses do ano o total de ve\u00edculos vendidos no pa\u00eds j\u00e1 soma 2.501.430 unidades, volume 5,5% acima do total vendido em igual per\u00edodo de 2011.<\/p>\n<p>Segundo uma fonte da ind\u00fastria, o corte do IPI n\u00e3o s\u00f3 neutralizou a queda das vendas &#8211; que at\u00e9 maio haviam recuado 4,8% sobre os cinco primeiros meses de 2011 &#8211; como deve garantir mais um ano de expans\u00e3o do mercado automotivo brasileiro. A alta ficaria pr\u00f3xima da previs\u00e3o inicial da entidade, da ordem de 4% a 5%, ou cerca de 4 milh\u00f5es de unidades vendidas.<\/p>\n<p>&#8211; A expectativa \u00e9 que o mercado mantenha esse ritmo din\u00e2mico das vendas, mas abaixo da base de agosto &#8211; disse a fonte.<\/p>\n<p>Economista: volume n\u00e3o se sustenta<\/p>\n<p>Para o economista e consultor de varejo automotivo Ayrton Fontes, o recorde hist\u00f3rico de vendas em agosto deveu-se exclusivamente \u00e0 antecipa\u00e7\u00e3o de compra de mais de cem mil ve\u00edculos, motivada pelo temor dos consumidores de perderem o benef\u00edcio de um IPI menor. Para ele, esse n\u00edvel de vendas n\u00e3o se sustenta e dever\u00e1 ser &#8220;descontado&#8221; nos meses de setembro e outubro. As fortes campanhas publicit\u00e1rias nos meios de comunica\u00e7\u00e3o, enfatizando a perspectiva de o governo de acabar com o benef\u00edcio do IPI, tamb\u00e9m ajudaram na decis\u00e3o de antecipar as compras do carro novo.<\/p>\n<p>&#8211; Esse volume de vendas n\u00e3o se sustenta nos pr\u00f3ximos meses, em que as vendas podem ficar abaixo dos 300 mil ve\u00edculos. O consumidor est\u00e1 endividado, o cr\u00e9dito j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais o mesmo, e os prazos mais longos, apesar de existirem no papel, est\u00e3o muito limitados &#8211; avalia Fontes.<\/p>\n<p>O economista prev\u00ea que o crescimento anual das vendas do setor n\u00e3o deve passar de 2%.<\/p>\n<p>&#8211; O que \u00e9 um bom resultado. Se n\u00e3o houvesse esse benef\u00edcio do IPI, o setor fecharia no negativo &#8211; completou Fontes.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Vale \u00e9 punida por Justi\u00e7a na Su\u00ed\u00e7a<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>A Vale foi derrotada ontem no Tribunal Federal da Su\u00ed\u00e7a. A Justi\u00e7a daquele pa\u00eds rejeitou um recurso da empresa, que em mar\u00e7o foi multada em valor equivalente a US$ 233 milh\u00f5es por ser acusada de repatriar lucros de suas atividades internacionais para a Su\u00ed\u00e7a, justamente onde se beneficia de uma exonera\u00e7\u00e3o fiscal. Agora, a Justi\u00e7a Su\u00ed\u00e7a tem caminho livre para reduzir os benef\u00edcios fiscais dados \u00e0 empresa e exigir o pagamento da multa pelo desrespeitado ao acordo fiscal com o pa\u00eds.<\/p>\n<p>A Vale informou, por escrito, que &#8220;a decis\u00e3o n\u00e3o \u00e9 final, n\u00e3o trata do m\u00e9rito e n\u00e3o tem, portanto, qualquer consequ\u00eancia imediata&#8221;, acrescentando que n\u00e3o comenta &#8220;processos em andamento&#8221;.<\/p>\n<p>A empresa \u00e9 acusada de repatriar de forma irregular lucros de todas suas atividades pelo mundo para a Su\u00ed\u00e7a, justamente onde se beneficiava de uma exonera\u00e7\u00e3o fiscal que agora est\u00e1 sendo questionada. Gra\u00e7as a manobras fiscais e seu escrit\u00f3rio na Su\u00ed\u00e7a, autoridades suspeitam que a Vale deixou de pagar US$ 3 bilh\u00f5es em impostos desde 2006.<\/p>\n<p>Um processo havia sido aberto pelas autoridades federais su\u00ed\u00e7as para modificar de forma substancial a exonera\u00e7\u00e3o fiscal que a Vale havia recebido em 2006, quando abriu seu escrit\u00f3rio na regi\u00e3o de Vaud. Na \u00e9poca, a brasileira indicou que o usaria como sua sede europeia. Naquele ano, a Vale previa lucros de US$ 35 milh\u00f5es e criaria empregos na regi\u00e3o. Entre 2006 e 2011, pagou menos de US$ 300 milh\u00f5es em impostos gra\u00e7as ao conv\u00eanio.<\/p>\n<p>Mas c\u00e1lculos do governo mostraram que a empresa acabou repatriando para os bancos su\u00ed\u00e7os todo lucro de suas atividades internacionais, no valor de mais de US$ 5 bilh\u00f5es ao ano, ferindo os compromissos e se beneficiando da exonera\u00e7\u00e3o de taxas.<\/p>\n<p>De acordo com a investiga\u00e7\u00e3o das autoridades, a Vale passou a registrar tamb\u00e9m em Vaud suas filiais que estavam espalhadas por v\u00e1rios pa\u00edses, principalmente as que estavam em centros offshore (para\u00edsos fiscais). Segundo a Junta Comercial de Vaud, depois da instala\u00e7\u00e3o da Vale International na regi\u00e3o, outras sete empresas se incorporaram \u00e0 companhia brasileira, entre elas a Itabira Rio Doce Company e a RDIF Overseas Limited.<\/p>\n<p>As duas empresas, antes de serem transferidas a Vaud, tinham sede em Nassau, nas Bahamas. Outras que se incorporaram \u00e0 Vale International foram a CVRD Overseas Ltd e a SRV Reinsurance Company SA , ambas de Georgetown nas Ilhas Cayman. De Bermudas vieram a Brasamerican Ltd e CMM Overseas SA.<\/p>\n<p>Revis\u00e3o. O governo su\u00ed\u00e7o levou o caso aos tribunais, exigindo revis\u00e3o do tratamento dado \u00e0 Vale, como uma puni\u00e7\u00e3o por n\u00e3o ter respeitado os acordos. A administra\u00e7\u00e3o federal considerou, h\u00e1 cinco meses, que a Vale n\u00e3o cumpriu sua palavra e, como puni\u00e7\u00e3o, quase dobrou a cobran\u00e7a relativa aos lucros entre 2006 e 2009. Para completar, a isen\u00e7\u00e3o foi reduzida de 80% para 60%.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, a mineradora decidiu apelar, alegando que n\u00e3o havia violado acordos e tentando barrar o processo de revis\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Por enquanto, tratamos da quest\u00e3o de procedimento&#8221;, disse o chefe da Administra\u00e7\u00e3o de Impostos de Vaud, Philippe Maillard. &#8220;Agora que o Tribunal Federal se pronunciou, vamos continuar para definir a quest\u00e3o de fundo&#8221;, completou.<\/p>\n<p>A empresa chegou a justificar para parte da imprensa que a briga era uma disputa pol\u00edtica entre partidos da regi\u00e3o de Vaud, onde tem seu escrit\u00f3rio. Mas documentos obtidos pelo Estado mostram que o assunto j\u00e1 estava no radar do Departamento de Finan\u00e7as da Su\u00ed\u00e7a. Ontem, o Tribunal tamb\u00e9m obrigou a empresa a pagar US$ 66 mil em custos do processo.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Maioria dos alem\u00e3es quer a Gr\u00e9cia fora do euro<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Uma pesquisa do Instituto Harris divulgada ontem pelo jornal brit\u00e2nico &#8220;Financial Times&#8221; apontou que 54% dos alem\u00e3es querem ver a Gr\u00e9cia fora da zona do euro e apenas 26% acreditam que o pa\u00eds conseguir\u00e1 pagar os empr\u00e9stimos. A sondagem mostra a forte animosidade da opini\u00e3o p\u00fablica da maior economia da Europa em rela\u00e7\u00e3o ao pa\u00eds que mais precisou ser socorrido at\u00e9 aqui. Para efeitos de compara\u00e7\u00e3o, na It\u00e1lia apenas 21% da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 contra o uso da moeda \u00fanica pelos gregos. Na Espanha, s\u00e3o 27%. Entre os franceses, 32% entendem que seria melhor a Gr\u00e9cia deixar a zona do euro.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Investimento em ferrovias pode crescer R$ 25 bi ap\u00f3s concess\u00f5es<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O pacote de concess\u00f5es anunciado pelo governo federal poder\u00e1 ampliar em R$ 25 bilh\u00f5es os investimentos em ferrovias de 2013 a 2016. A estimativa \u00e9 do superintendente da \u00c1rea de Acompanhamento e Pesquisa Econ\u00f4mica (APE) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), Fernando Puga.<\/p>\n<p>Segundo c\u00e1lculos do Instituto de Log\u00edstica e Supply Chain (Ilos), por\u00e9m, os valores calculados pelo governo no pacote anunciado h\u00e1 duas semanas podem estar superestimados, o que pode inflar as estimativas.<\/p>\n<p>A equipe de economistas do BNDES est\u00e1 revisando o levantamento sobre perspectivas de investimentos para os pr\u00f3ximos quatro anos. O mapeamento atual refere-se ao per\u00edodo 2012-2015. A edi\u00e7\u00e3o 2013-2016 do estudo, que incorporar\u00e1 os investimentos previstos nas concess\u00f5es, est\u00e1 previsto para ser divulgado neste m\u00eas. A estimativa em rodovias levar\u00e1 mais tempo, pois o trabalho de revis\u00e3o n\u00e3o terminou, completou Puga.<\/p>\n<p>&#8220;O investimento projetado em ferrovias para os pr\u00f3ximos quatro anos aumentou em 50% com esse PAC (Concess\u00f5es)&#8221;, afirmou Puga ao Estado, referindo-se a como o pacote de concess\u00f5es foi apelidado.<\/p>\n<p>A vers\u00e3o mais recente do estudo do BNDES, atualizada em maio, previa investimento de R$ 45 bilh\u00f5es em ferrovias de 2012 a 2015. A revis\u00e3o que j\u00e1 estava em curso em julho ampliaria o valor para cerca de R$ 50 bilh\u00f5es. Na edi\u00e7\u00e3o 2013-2016, os investimentos em ferrovias dever\u00e3o ficar em torno de R$ 75 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>No mapeamento datado de maio, o setor ferrovi\u00e1rio \u00e9 o quarto que mais investe. No total, a perspectiva de investimento em infraestrutura est\u00e1 em R$ 401 bilh\u00f5es, com destaque para os setores de energia el\u00e9trica (R$ 158 bilh\u00f5es), telecomunica\u00e7\u00f5es (R$ 74 bilh\u00f5es) e transporte rodovi\u00e1rio (R$ 53 bilh\u00f5es). Esses valores tamb\u00e9m est\u00e3o em revis\u00e3o.<\/p>\n<p>O exagero nas estimativas oficiais pode chegar a tr\u00eas vezes, segundo c\u00e1lculos do Ilos. No pacote anunciado pelo governo em 15 de agosto, foram previstos R$ 91 bilh\u00f5es em investimentos para 10 mil quil\u00f4metros em ferrovias. Na m\u00e9dia, o investimento seria de R$ 9,1 milh\u00f5es por quil\u00f4metro.<\/p>\n<p>Segundo Paulo Fleury, professor da Coppead (UFRJ) e diretor do Ilos, a equipe do instituto j\u00e1 fez esse c\u00e1lculo com valores divulgados em projetos do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC), em 2009. O resultado foi cerca de R$ 3 milh\u00f5es por quil\u00f4metro de ferrovia.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Produ\u00e7\u00e3o tem 5\u00ba m\u00eas seguido de contra\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Em meio ao recuo da produ\u00e7\u00e3o e do volume de novos neg\u00f3cios, a ind\u00fastria brasileira recuou pelo quinto m\u00eas seguido em agosto. O ritmo, por\u00e9m, foi menos intenso, voltando aos n\u00edveis de abril e maio, segundo o \u00cdndice de Gerentes de Compras de Produ\u00e7\u00e3o Industrial (PMI) divulgado ontem. Hoje, o IBGE divulga os dados de julho da produ\u00e7\u00e3o industrial.<\/p>\n<p>Em agosto o PMI, compilado pelo instituto Markit, atingiu 49,3, ante 48,7 em julho e 48,5 em junho. Apesar da melhora no indicador, ele permanece abaixo da marca de 50 que separa contra\u00e7\u00e3o de expans\u00e3o, segundo pesquisa. &#8220;Os dados de agosto indicaram uma deteriora\u00e7\u00e3o marginal apenas nas condi\u00e7\u00f5es de neg\u00f3cios do setor industrial do Brasil&#8221;, disse o instituto em nota.<\/p>\n<p>Tanto a produ\u00e7\u00e3o quanto o volume de novos pedidos ca\u00edram ao longo do m\u00eas pela quinta vez seguida, por\u00e9m as taxas de contra\u00e7\u00e3o foram marginais e as mais fracas nos \u00faltimos cinco meses. De acordo com a pesquisa, v\u00e1rias empresas citaram os pre\u00e7os altos como motivo para a redu\u00e7\u00e3o das novas encomendas.<\/p>\n<p>O volume de novos pedidos para exporta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m caiu ao longo do m\u00eas, em tend\u00eancia observada desde abril de 2011. Por\u00e9m, a taxa de decl\u00ednio foi a mais fraca desde mar\u00e7o. Cerca de 5% das empresas relataram redu\u00e7\u00e3o na entrada de novos trabalhos vindos do exterior, com 2% registrando aumento, citando a fraqueza da economia global. &#8220;As evid\u00eancias sugeriram que as exporta\u00e7\u00f5es foram afetadas pelas condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas globais fracas&#8221;, afirmou o Markit.<\/p>\n<p>Acompanhando esse cen\u00e1rio, o n\u00edvel de emprego industrial tamb\u00e9m recuou pelo quinto m\u00eas seguido, e 6% das empresas reduziram pessoal em rela\u00e7\u00e3o a julho, ante 3% que contrataram. Mesmo assim, a taxa de redu\u00e7\u00e3o foi a mais fraca em tr\u00eas meses.<\/p>\n<p>As empresas ainda relataram a alta de pre\u00e7os de transporte, de produtos aliment\u00edcios e do a\u00e7o. Al\u00e9m disso, a taxa de infla\u00e7\u00e3o de pre\u00e7o de insumos igualou em agosto o recorde de 14 meses.<\/p>\n<p>Outros pa\u00edses. O PMI chin\u00eas caiu para 47,6 em agosto, no menor n\u00edvel desde mar\u00e7o de 2009, ante 49,3 de julho. O indicador de Alemanha e Fran\u00e7a, as duas maiores economias da zona do euro, se fortaleceram em agosto, enquanto na It\u00e1lia houve uma piora. Nos tr\u00eas pa\u00edses, por\u00e9m, o \u00edndice continuou abaixo de 50, o que significa que o setor permaneceu em contra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Cabral confirma parceria privada no Gale\u00e3o<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>O governador do Rio de Janeiro, S\u00e9rgio Cabral, confirmou ontem que a presidente Dilma Rousseff dever\u00e1 optar por uma parceria com um grande operador privado para administrar o Aeroporto do Gale\u00e3o. Ap\u00f3s reuni\u00e3o no Minist\u00e9rio da Fazenda, onde obteve a amplia\u00e7\u00e3o dos limites de endividamento do estado, o governador disse que a presidente apontou que a Infraero vai se associar a uma empresa com larga experi\u00eancia em administra\u00e7\u00e3o de aeroportos para fazer a gest\u00e3o compartilhada do Gale\u00e3o.<\/p>\n<p>Antes um ferrenho defensor da privatiza\u00e7\u00e3o, Cabral elogiou a decis\u00e3o do Pal\u00e1cio do Planalto, por considerar que ela vai &#8220;encurtar caminhos&#8221;.<\/p>\n<p>&#8211; O Gale\u00e3o teve, a meu ver, a solu\u00e7\u00e3o mais inteligente que a presidente encontrou para encurtar caminhos. Existe o modelo tradicional de concess\u00f5es. OK, ele \u00e9 bom. Mas o modelo que a presidente encontrou de gest\u00e3o compartilhada, a meu ver, \u00e9 moderno e inteligente &#8211; considerou.<\/p>\n<p>Conforme o GLOBO mostrou no \u00faltimo dia 24, depois de conceder os terminais de Guarulhos (SP), Viracopos (Campinas) e Bras\u00edlia \u00e0 iniciativa privada, o Pal\u00e1cio do Planalto repensou a estrat\u00e9gia de administra\u00e7\u00e3o dos aeroportos e passou a considerar que n\u00e3o apenas o Gale\u00e3o, mas Confins (MG), tenha um novo modelo de administra\u00e7\u00e3o, para assegurar efici\u00eancia na gest\u00e3o dos dois terminais que tiveram o maior crescimento de fluxo de passageiros em 2011 &#8211; de 21% e 31,9%, respectivamente &#8211; e evitar preju\u00edzos \u00e0 Infraero.<\/p>\n<p>A expectativa \u00e9 que a Infraero tenha de cortar 15% dos custeios, sobretudo nos novos contratos com fornecedores, para compensar a perda de receitas que ter\u00e1 a partir de outubro, quando entra em vigor o novo modelo de administra\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas aeroportos concedidos \u00e0 iniciativa privada, pelo qual a participa\u00e7\u00e3o da Infraero cair\u00e1 de 100% pra 49%.<\/p>\n<p>Justificando a mudan\u00e7a de rumo, Cabral disse que o Gale\u00e3o precisa investir em gest\u00e3o:<\/p>\n<p>&#8211; Queremos que a escada rolante funcione, que a bagagem chegue rapidamente, que o banheiro funcione, que esteja limpo, que a manuten\u00e7\u00e3o seja feita com qualidade. Precisamos de gest\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Brasil s\u00f3 recupera 6\u00ba lugar entre os ricos em 2015<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O Brasil s\u00f3 deve recuperar a sexta posi\u00e7\u00e3o no ranking das maiores economias do mundo em 2015. At\u00e9 l\u00e1, o Reino Unido mant\u00e9m o sexto lugar e o Brasil permanece um passo atr\u00e1s, em s\u00e9timo, segundo levantamento da Austin Rating, preparado a pedido da Ag\u00eancia Estado. O estudo levou em considera\u00e7\u00e3o as estimativas do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) tanto para a expans\u00e3o do PIB quanto para o c\u00e2mbio, de 2012 a 2015.<\/p>\n<p>A economia brasileira cresceu menos do que o esperado em 2012, mas o c\u00e2mbio teve um papel consider\u00e1vel na perda de posi\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds no ranking das principais economias do planeta. Enquanto houve forte desvaloriza\u00e7\u00e3o do real frente ao d\u00f3lar, a libra esterlina sofreu valoriza\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 moeda americana.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio n\u00e3o deve se alterar at\u00e9 o fim do ano, a menos que haja uma invers\u00e3o na tend\u00eancia do c\u00e2mbio ou que a economia brasileira cres\u00e7a mais do que os 2,5% esperados pelo FMI, e a economia brit\u00e2nica fique abaixo dos 0,2% de expans\u00e3o no ano.<\/p>\n<p>&#8220;A diferen\u00e7a entre o PIB do Reino Unido e do Brasil \u00e9 bem pequena, de US$ 2,929 bilh\u00f5es. O FMI far\u00e1 uma revis\u00e3o nas estimativas no fim de setembro. O Brasil at\u00e9 pode manter a posi\u00e7\u00e3o conquistada (a 6\u00aa posi\u00e7\u00e3o), mas desde que o c\u00e2mbio mude ou que a previs\u00e3o para o crescimento do Reino Unido tamb\u00e9m&#8221;, calculou Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, respons\u00e1vel pelo levantamento.<\/p>\n<p>Agostini explica que o FMI estima uma desvaloriza\u00e7\u00e3o de 10% do real frente ao d\u00f3lar em 2012, seguida de uma desvaloriza\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 3,5% at\u00e9 2015. J\u00e1 para o Reino Unido, o FMI projeta uma valoriza\u00e7\u00e3o de 2% da libra esterlina sobre o d\u00f3lar em 2012, seguida de uma desvaloriza\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de apenas 0,1% at\u00e9 2015.<\/p>\n<p>Paralelamente, o fundo estima um crescimento de 2,5% do PIB brasileiro em 2012, e de 0,2% para o Reino Unido no ano.<\/p>\n<p>Entretanto, para o per\u00edodo de 2013 em diante, enquanto a proje\u00e7\u00e3o do Brasil fica relativamente est\u00e1vel, em 4,1%, a estimativa de avan\u00e7o no PIB para o Reino Unido sobe.<\/p>\n<p>&#8220;Ou seja, mesmo o PIB do Brasil subindo de 2,5% em 2012 para 4,2% em 2013, a perda da desvaloriza\u00e7\u00e3o do real \u00e9 maior do que a da libra. Al\u00e9m disso, o crescimento do Reino Unido aumenta de patamar at\u00e9 2015, enquanto o Brasil fica est\u00e1vel em 4,1%&#8221;, atentou Agostini.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Redu\u00e7\u00e3o de proje\u00e7\u00e3o do PIB de 2012 por analistas \u00e9 generalizada entre setores<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o da proje\u00e7\u00e3o para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2012 pela quinta semana consecutiva no boletim Focus, do Banco Central, foi disseminada entre os tr\u00eas setores que comp\u00f5em o indicador. Nesta semana, a mediana das proje\u00e7\u00f5es de crescimento para o PIB recuou de 1,73% para 1,64%. Para 2013, a expectativa se manteve em crescimento de 4%.<\/p>\n<p>O previs\u00e3o para o PIB industrial foi a que sofreu maior reajuste nesta semana. No \u00faltimo boletim, o mercado esperava crescimento de 0,51% do PIB do setor em 2012. No Focus desta semana, a expectativa recuou para crescimento de 0,05%.<\/p>\n<p>De acordo com dados do IBGE divulgados na sexta-feira, o PIB da ind\u00fastria recuou 2,5% no segundo trimestre deste ano, na compara\u00e7\u00e3o dessazonalizada com o trimestre anterior. Na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado, houve contra\u00e7\u00e3o de 2,4%.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o de PIB do setor agropecu\u00e1rio em 2012 tamb\u00e9m foi reajustada, de queda de 0,40% na semana passada para queda de 0,48% nesta semana. O PIB agropecu\u00e1rio cresceu 4,9% na compara\u00e7\u00e3o dessazonalizada entre o segundo e o primeiro trimestre deste ano, segundo o IBGE.<\/p>\n<p>J\u00e1 o setor de servi\u00e7os, que responde pela maior parte da economia brasileira, teve suas proje\u00e7\u00f5es de crescimento em 2012 revisadas de 2,48% na semana passada para 2,42% nesta semana. No PIB do segundo trimestre, servi\u00e7os cresceu 0,7% na compara\u00e7\u00e3o dessazonalizada com o trimestre anterior.<\/p>\n<p>Para o economista Flavio Serrano, do BES Investimento, a redu\u00e7\u00e3o na estimativa de crescimento do PIB em 2012, apontada pelo boletim Focus, resulta de um ajuste de dados, ap\u00f3s contabilizadas as informa\u00e7\u00f5es sobre o desempenho da economia brasileira no segundo trimestre, divulgadas na sexta-feira.<\/p>\n<p>De acordo com Serrano, n\u00e3o houve no mercado uma mudan\u00e7a de expectativa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 atividade econ\u00f4mica no Brasil em 2012. &#8220;Os dados do PIB do segundo trimestre s\u00f3 refor\u00e7aram um cen\u00e1rio que j\u00e1 era conhecido, de investimento fraco e consumo ainda forte. O que vemos agora no Focus s\u00e3o apenas ajustes.&#8221;<\/p>\n<p>O economista explica que, devido ao baixo n\u00edvel de crescimento projetado para a economia brasileira neste ano, pequenas modifica\u00e7\u00f5es fazem diferen\u00e7a. &#8220;Se os dados confirmados do trimestre trazem alguma diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00fameros estimados, ainda que m\u00ednima, isso altera a proje\u00e7\u00e3o para o ano, mesmo que n\u00e3o tenha havido mudan\u00e7a nas estimativas para os trimestres seguintes.&#8221;<\/p>\n<p>J\u00e1 os n\u00fameros da produ\u00e7\u00e3o industrial, diz Serrano, foram influenciados tamb\u00e9m pela proximidade de divulga\u00e7\u00e3o da Pesquisa Industrial Mensal de Produ\u00e7\u00e3o F\u00edsica. Hoje, o IBGE apresentar\u00e1 os resultados referentes a julho.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Governo avalia incentivos para o Mercado de Capitais<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Com a queda da taxa b\u00e1sica de juros (Selic), o governo prepara a regulamenta\u00e7\u00e3o de um elenco de novos produtos financeiros &#8211; sobretudo de instrumentos de d\u00edvida privada &#8211; para dar impulso ao mercado de capitais. Est\u00e3o na lista a concess\u00e3o de isen\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda (IR) para Fundos de Investimento em Direitos Credit\u00f3rios (FIDC) de infraestrutura e a cria\u00e7\u00e3o, com possivel incentivo fiscal, de novos formatos de Exchange Traded Funds (ETF), fundos com cotas negociadas na bolsa. Hoje no Brasil h\u00e1 ETFs de a\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o existem produtos de renda fixa ou os chamados ETFs sint\u00e9ticos, que usam derivativos para reproduzir o comportamento dos ativos de refer\u00eancia.<\/p>\n<p>Outra discuss\u00e3o refere-se a est\u00edmulos para os residentes no pa\u00eds aplicarem em pap\u00e9is de longo prazo emitidos pelo setor privado. Ao contr\u00e1rio dos investidores estrangeiros, os dom\u00e9sticos n\u00e3o s\u00e3o isentos do Imposto de Renda.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es de outubro o Minist\u00e9rio da Fazenda vai propor ao Congresso Nacional essas isen\u00e7\u00f5es, dentre outras iniciativas. H\u00e1 um grupo de trabalho no Minist\u00e9rio da Fazenda, coordenado pelo secret\u00e1rio executivo, Nelson Barbosa, cujo objetivo \u00e9 preparar medidas de desenvolvimento do mercado de capitais, oportunidade que se abre agora, quando a taxa b\u00e1sica real aproxima-se da normalidade. Um dos princ\u00edpios que norteiam esse trabalho \u00e9 desindexar a ind\u00fastria de fundos do DI (Dep\u00f3sito Interfinanceiro, o juro praticado no interbanc\u00e1rio) e da taxa de c\u00e2mbio e alongar os prazos dos investimentos. Longo prazo, nesse debate, \u00e9 entendido como prazo m\u00e9dio superior a 4 anos.<\/p>\n<p>Tudo ser\u00e1 feito na forma de incentivos, tanto para atrelar a remunera\u00e7\u00e3o dos t\u00edtulos a uma taxa prefixada ou a um \u00edndice de pre\u00e7os quanto o alongamento de prazos.<\/p>\n<p>Em entrevista ao Valor, Barbosa afirmou que o governo analisa sugest\u00e3o vinda do pr\u00f3prio mercado financeiro de desonerar do IR, \u00e0 semelhan\u00e7a do que j\u00e1 ocorre hoje com as deb\u00eantures, os FIDCs de infraestrutura. Trata-se, por\u00e9m, de um desenho mais complicado, explicou, por que esse \u00e9 um fundo de receb\u00edveis que, nos moldes das deb\u00eantures, n\u00e3o pode ter prazo inferior a 4 anos. O FIDC tem tr\u00eas fluxos de caixa: o da empresa de infraestrutura, o do fundo e o do cotista. A ideia \u00e9 isentar do IR o fluxo de caixa da empresa. A regulamenta\u00e7\u00e3o ser\u00e1 feita sobre a forma do contrato da empresa (por exemplo, a que vai administrar o aeroporto de Guarulhos) com o fundo, de tal maneira que o fundo reproduza as mesmas condi\u00e7\u00f5es de uma deb\u00eanture.<\/p>\n<p>A expectativa do governo \u00e9 que os fundos de receb\u00edveis de infraestrutura sejam um instrumento de forte atra\u00e7\u00e3o do capital estrangeiro para as novas concess\u00f5es rec\u00e9m anunciadas, de rodovias e ferrovias, e para as que ainda v\u00e3o ser divulgadas, de portos e aeroportos. Ser\u00e3o, tamb\u00e9m, instrumentos atrativos para os fundos de pens\u00e3o que ter\u00e3o que buscar rendimentos para al\u00e9m da Selic, conforme suas metas atuariais.<\/p>\n<p>Os argumentos que os representantes do mercado financeiro levaram ao secret\u00e1rio executivo s\u00e3o de que o capital externo j\u00e1 conhece bem os fundos de receb\u00edveis no Brasil e eles trazem menos risco do que as deb\u00eantures.<\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o ainda em an\u00e1lise \u00e9 se eles ter\u00e3o liquidez di\u00e1ria ou n\u00e3o. Se o investidor abrir m\u00e3o da liquidez di\u00e1ria, poder\u00e1 usufruir de maior taxa de retorno. &#8220;O mercado diz que se fizermos isso vai entrar muito recurso externo nas concess\u00f5es&#8221;, disse Barbosa.<\/p>\n<p>Atualmente os estrangeiros s\u00e3o isentos do IR tanto nas aplica\u00e7\u00f5es em t\u00edtulos p\u00fablicos quanto privados de longo prazo, especificamente em pap\u00e9is ligados \u00e0 infraestrutura e a investimentos. J\u00e1 os residentes pagam IR nos t\u00edtulos federais e nos privados de longo prazo, mas n\u00e3o pagam quando os t\u00edtulos s\u00e3o vinculados a obras de infraestrutura. Como o Minist\u00e9rio da Fazenda n\u00e3o pretende estender o benef\u00edcio fiscal para estimular os residentes a aplicarem em pap\u00e9is privados de mais longo prazo &#8211; conceito que envolve &#8220;duration&#8221; (prazo m\u00e9dio do papel, ponderado pelo fluxo de caixa da amortiza\u00e7\u00e3o do principal da d\u00edvida ao investidor) superior a 4 anos &#8211; a ideia \u00e9 desenvolver algum outro tipo de atrativo. &#8220;Podemos trabalhar no conceito de &#8220;duration&#8221;&#8221;, disse Barbosa.<\/p>\n<p>&#8221; Qual a &#8220;duration&#8221; de uma LFT? Ela \u00e9 de cinco anos, mas, como \u00e9 um t\u00edtulo indexado \u00e0 taxa Selic, na verdade o prazo dela \u00e9 de um dia. \u00c9 isso que estamos estudando com o pessoal de mercado financeiro. Uma LFT de cinco anos (atrelada \u00e0 Selic) n\u00e3o \u00e9 igual a uma NTN-B de cinco anos (indexada ao IPCA).&#8221;<\/p>\n<p>Os Exchange Traded Funds (ETF) s\u00e3o fundos que reproduzem a rentabilidade de um determinado ativo &#8211; por exemplo, uma a\u00e7\u00e3o de uma empresa &#8211; e o governo quer instituir de forma mais disseminada esse tipo de investimento no pa\u00eds, que \u00e9 bastante popular no exterior. &#8220;O Ibovespa \u00e9 meio isso, mas n\u00e3o est\u00e1 bem formatado. O PIBB do BNDES, tamb\u00e9m&#8221;, comentou Barbosa.<\/p>\n<p>O que se discute no grupo de trabalho \u00e9 como ser\u00e1 a tributa\u00e7\u00e3o do rendimento desse fundo e se o governo pode dar incentivo fiscal, como a isen\u00e7\u00e3o do IR, num papel que est\u00e1 sempre trocando de ativos e cujo prazo dever\u00e1 ser de mais de dez anos. Isso est\u00e1 sendo avaliado junto \u00e0 Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM), explicou o secret\u00e1rio.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dessas iniciativas, o grupo est\u00e1 preparando a regulamenta\u00e7\u00e3o das empresas de &#8220;factoring&#8221;, dentre outras propostas sob exame.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Proposta de Or\u00e7amento infla receitas<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Mesmo com todas as desonera\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias que est\u00e3o programadas para o pr\u00f3ximo ano, o governo prev\u00ea recorde hist\u00f3rico da arrecada\u00e7\u00e3o em 2013. A receita bruta total da Uni\u00e3o estimada na proposta or\u00e7ament\u00e1ria, encaminhada na semana passada ao Congresso Nacional, equivale a 24,7% do Produto Interno Bruto (PIB), patamar nunca antes atingido. Em 2011, a receita bruta ficou em 23,92% do PIB, e em 22,45% do PIB em 2010.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o preliminar feita por consultores da Comiss\u00e3o Mista de Or\u00e7amento do Congresso sobre a proposta or\u00e7ament\u00e1ria \u00e9 que a previs\u00e3o do governo para a arrecada\u00e7\u00e3o veio muito alta, o que pressup\u00f5e um forte crescimento econ\u00f4mico no pr\u00f3ximo ano. Caso contr\u00e1rio, haver\u00e1 frustra\u00e7\u00e3o de receita, o que ter\u00e1 implica\u00e7\u00f5es negativas na execu\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria, principalmente no tocante \u00e0 obten\u00e7\u00e3o da meta de super\u00e1vit prim\u00e1rio.<\/p>\n<p>Em valores nominais, a arrecada\u00e7\u00e3o bruta total da Uni\u00e3o, ou seja, antes das transfer\u00eancias constitucionais para Estados e munic\u00edpios, deve atingir R$ 1,229 trilh\u00e3o, segundo a previs\u00e3o do governo &#8211; R$ 139,2 bilh\u00f5es a mais do que o estimado para este ano no relat\u00f3rio de avalia\u00e7\u00e3o de receitas e despesas relativo ao terceiro bimestre.<\/p>\n<p>A arrecada\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria administrada pela Receita Federal (n\u00e3o inclui a receita previdenci\u00e1ria), por exemplo, atingir\u00e1 R$ 762,9 bilh\u00f5es no pr\u00f3ximo ano, segundo estimativa do governo. Isso representar\u00e1 um aumento de 12,7% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 previs\u00e3o para este ano, que consta do relat\u00f3rio de avalia\u00e7\u00e3o do terceiro bimestre. O crescimento, no entanto, ser\u00e1 ainda maior, porque a previs\u00e3o para este ano n\u00e3o incorpora a frustra\u00e7\u00e3o de cerca de R$ 5 bilh\u00f5es ocorrida em julho.<\/p>\n<p>Neste ano, a desacelera\u00e7\u00e3o da economia provocou uma grande frustra\u00e7\u00e3o da arrecada\u00e7\u00e3o administrada pela Receita, em virtude, principalmente, da queda da lucratividade das empresas. Durante a entrevista que concedeu na apresenta\u00e7\u00e3o da proposta or\u00e7ament\u00e1ria para 2013, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a estimativa da receita foi elaborada com base na previs\u00e3o de crescimento de 4,5% da economia em 2013. Segundo o ministro, quando a economia cresce muito, a receita tribut\u00e1ria aumenta ainda mais.<\/p>\n<p>O governo prev\u00ea tamb\u00e9m uma forte expans\u00e3o da receita previdenci\u00e1ria no pr\u00f3ximo ano, que deve atingir R$ 314,1 bilh\u00f5es ante R$ 272,3 bilh\u00f5es neste ano, de acordo com o relat\u00f3rio do terceiro bimestre. O aumento nominal ser\u00e1, portanto, de 15,3%. Na previs\u00e3o da receita previdenci\u00e1ria para 2013, no entanto, o governo incluiu um repasse de R$ 5,2 bilh\u00f5es do Tesouro para os cofres da Previd\u00eancia Social por conta de compensa\u00e7\u00f5es por perdas relacionadas com a desonera\u00e7\u00e3o da folha de sal\u00e1rios das empresas de alguns setores da economia. Essas empresas foram autorizadas a substituir a contribui\u00e7\u00e3o patronal ao INSS por uma contribui\u00e7\u00e3o sobre o faturamento e o Tesouro ter\u00e1 que cobrir eventuais perdas.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o para a receita com royalties do petr\u00f3leo (cota parte de compensa\u00e7\u00f5es financeiras) \u00e9 de R$ 45,1 bilh\u00f5es em 2013 ante R$ 36,2 bilh\u00f5es projetados para este ano, segundo o relat\u00f3rio do terceiro bimestre &#8211; um aumento de 24,6%. Ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel identificar as raz\u00f5es para uma expans\u00e3o dessa magnitude, pois o mercado n\u00e3o projeta uma eleva\u00e7\u00e3o muito expressiva do pre\u00e7o do petr\u00f3leo no mercado internacional no pr\u00f3ximo ano e a cota\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar est\u00e1 estabilizada em torno de R$ 2.<\/p>\n<p>A estimativa para a arrecada\u00e7\u00e3o com dividendos das empresas estatais de R$ 26,3 bilh\u00f5es tamb\u00e9m foi considerada fora do padr\u00e3o pelos consultores. Isso porque, nos \u00faltimos anos, o governo tem colocado na proposta or\u00e7ament\u00e1ria valores baixos para os dividendos. Ao longo do ano, para compensar frustra\u00e7\u00f5es de outras receitas, ele eleva a estimativa dessa receita. Neste ano, por exemplo, a previs\u00e3o que constava da proposta or\u00e7ament\u00e1ria era de R$ 20,4 bilh\u00f5es e, no relat\u00f3rio do terceiro bimestre, a proje\u00e7\u00e3o foi elevada para R$ 26,5 bilh\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" O Estado de S. 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