{"id":3505,"date":"2012-09-06T18:22:20","date_gmt":"2012-09-06T18:22:20","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3505"},"modified":"2012-09-06T18:22:20","modified_gmt":"2012-09-06T18:22:20","slug":"brasil-e-o-maior-mercado-mundial-de-crack-de-cocaina-so-fica-atras-dos-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3505","title":{"rendered":"Brasil \u00e9 o maior mercado mundial de crack; de coca\u00edna, s\u00f3 fica atr\u00e1s dos EUA"},"content":{"rendered":"\n<p>Pelo menos 2,8 milh\u00f5es de pessoas no Brasil usaram coca\u00edna de forma inalada ou fumada &#8211; via consumo de crack ou de oxi &#8211; nos \u00faltimos 12 meses. Esses n\u00fameros transformam o Pa\u00eds no segundo principal mercado consumidor de coca\u00edna do mundo, atr\u00e1s apenas dos EUA, onde 4,1 milh\u00f5es usaram coca\u00edna no \u00faltimo ano.<\/p>\n<p>Caso sejam considerados s\u00f3 aqueles que consumiram crack, o total chega a 1 milh\u00e3o de pessoas no Pa\u00eds, o que torna o Brasil o principal mercado consumidor do planeta. Mas, como os demais pa\u00edses pesquisados n\u00e3o separam o consumo de coca\u00edna inalada e fumada, \u00e9 dif\u00edcil apontar o tamanho do mercado consumidor de crack nas outras na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Os dados s\u00e3o da pesquisa feita pelo Instituto Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia para Pol\u00edticas P\u00fablicas do \u00c1lcool e Drogas, apresentada ontem. Foram ouvidas 4.607 pessoas com mais de 14 anos em 149 cidades.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao mercado de coca\u00edna, o Brasil fica \u00e0 frente, at\u00e9 mesmo, de continentes inteiros, como a \u00c1sia, onde 2,3 milh\u00f5es de pessoas usaram coca\u00edna no per\u00edodo. No Reino Unido, que ocupa a terceira posi\u00e7\u00e3o no n\u00famero de consumidores, h\u00e1 1,1 milh\u00e3o de usu\u00e1rios.<\/p>\n<p>Produ\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m de se destacar pelo tamanho da demanda, o Brasil tem uma oferta que torna o produto bastante acess\u00edvel. Entre aqueles que consumiram coca\u00edna, 78% acham f\u00e1cil conseguir a mercadoria no Brasil. &#8220;H\u00e1 30 anos, o mercado de coca\u00edna era quase inexistente. O Brasil foi um dos pa\u00edses com mais r\u00e1pido crescimento do consumo de coca\u00edna&#8221;, afirma o m\u00e9dico Ronaldo Laranjeira, organizador do estudo. &#8220;Esse trabalho mostra a necessidade de que haja um pensamento estrat\u00e9gico capaz de desmontar essa rede.&#8221;<\/p>\n<p>Caso seja considerada a propor\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o que j\u00e1 usou coca\u00edna, a situa\u00e7\u00e3o brasileira se assemelha \u00e0 dos demais pa\u00edses. Assim como nos Estados Unidos, Canad\u00e1, Reino Unido, It\u00e1lia e Austr\u00e1lia, 2% da popula\u00e7\u00e3o brasileira usou coca\u00edna inalada ou fumada no \u00faltimo ano. Na Espanha e na Argentina, esse porcentual chega a 3%.<\/p>\n<p>Recente. Outros n\u00fameros da pesquisa confirmam o crescimento recente no consumo de coca\u00edna no Brasil. Nos Estados Unidos, por exemplo, quando os consumidores s\u00e3o questionados se j\u00e1 usaram coca\u00edna na vida, o n\u00famero chega a 15% da popula\u00e7\u00e3o. No Canad\u00e1, o total \u00e9 de 11% e na Argentina e Espanha, 8%. No Brasil, esse total \u00e9 de 4%, o que representa 6 milh\u00f5es de consumidores. Os dados brasileiros s\u00f3 se destacam dos demais quando \u00e9 considerado o consumo nos \u00faltimos 12 meses. &#8220;Isso mostra que o consumo no Brasil cresceu mais recentemente&#8221;, diz Laranjeira.<\/p>\n<p>A psic\u00f3loga Clarice Sandi Madruga, da coordena\u00e7\u00e3o do estudo, ressalta que os resultados tendem a ser subestimados, principalmente em rela\u00e7\u00e3o ao crack. Tanto que mais de 20% dos brasileiros conhecem pessoas com problemas com coca\u00edna.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Ap\u00f3s a ind\u00fastria, setor de servi\u00e7os recua pelo mundo<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A degrada\u00e7\u00e3o da atividade de servi\u00e7os ampliou as inquieta\u00e7\u00f5es sobre o crescimento econ\u00f4mico global, e a expectativa est\u00e1 agora em a\u00e7\u00f5es do Banco Central Europeu (BCE) hoje e provavelmente do Federal Reserve (Fed, o BC americano) na semana que vem.<\/p>\n<p>O \u00cdndice de Gerente de Compras (PMI) composto (industrial e de servi\u00e7os) de agosto caiu para 46,3 em agosto ante 46,5 em julho, no s\u00e9timo m\u00eas consecutivo de contra\u00e7\u00e3o (n\u00famero inferior a 50 indica contra\u00e7\u00e3o da atividade e acima disso indica expans\u00e3o).<\/p>\n<p>A deteriora\u00e7\u00e3o \u00e9 encabe\u00e7ada pelas manufaturas, mas os dados publicados ontem pela consultoria Markit mostram que o setor de servi\u00e7os continuou a se contrair.<\/p>\n<p>O \u00edndice de servi\u00e7os para a zona do euro, China, Jap\u00e3o, \u00cdndia e R\u00fassia indica coletivamente que a economia global toma o rumo de outro trimestre desapontador, liderado por um retorno da recess\u00e3o nos pa\u00edses da moeda comum europeia, conforme a consultoria.<\/p>\n<p>&#8220;O forte decl\u00ednio em novas encomendas nos fornecedores de manufaturas e servi\u00e7os, al\u00e9m de mais perdas de empregos, significa que h\u00e1 poucas possibilidades de melhora sustent\u00e1vel nas condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas no curto prazo&#8221;, acha Rob Dobson, da Markit.<\/p>\n<p>Na zona do euro, o PMI de servi\u00e7os mostrou sinais de &#8220;decl\u00ednio acelerado&#8221; na Alemanha. Com isso, todas as quatro maiores economias da zona do euro (Alemanha, Fran\u00e7a, It\u00e1lia e Espanha) t\u00eam s\u00f3lidas taxas de decl\u00ednio da atividade &#8211; com situa\u00e7\u00e3o mais grave na Espanha e na It\u00e1lia.<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o com a Europa foi seguida ontem pela baixa no PMI de servi\u00e7os para a China, de 53.1 para 52.0, confirmando estagna\u00e7\u00e3o da economia chinesa em agosto. Segundo a Markit, como os dados sugerem que o crescimento econ\u00f4mico pode diminuir de novo no terceiro trimestre, as autoridades chinesas podem revigorar em breve a economia. O premi\u00ea Wen Jinbao recentemente indicou que o governo est\u00e1 mais relaxado sobre est\u00edmulo adicional, diante da queda recente da infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os no Jap\u00e3o \u00e9 menos negativa, e o \u00edndice subiu de 47,5 para 49,3 em agosto, mas isso vem no rastro de 16 meses de baixa. O PMI do setor na \u00cdndia tamb\u00e9m subiu ligeiramente, mas junto com o de manufaturas aponta um crescimento modesto do Produto Interno Bruto (PIB).<\/p>\n<p>No caso da R\u00fassia, houve melhora ap\u00f3s resultado desapontador em julho, mas a Markit nota que a economia do pa\u00eds continua em marcha lenta.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, as aten\u00e7\u00f5es est\u00e3o voltadas para os bancos centrais. Mario Draghi, o presidente do BCE, dever\u00e1 detalhar o plano de mais aquisi\u00e7\u00f5es de t\u00edtulos p\u00fablicos, para ajudar pa\u00edses em dificuldade e preservar a zona do euro. Analistas se dividem sobre a possibilidade de novo an\u00fancio hoje de corte de juro para apoiar a economia.<\/p>\n<p>Nos EUA, certos analistas consideram como altamente prov\u00e1vel que o Fed lan\u00e7ar\u00e1 a terceira rodada de compra de ativos na semana que vem, diante da persist\u00eancia do desemprego no pa\u00eds. Uma possibilidade \u00e9 de o Fed anunciar compra de pelo menos US$ 500 bilhoes de ativos, ou deixar um programa aberto e fazer compras de US$ 50 bilh\u00f5es por m\u00eas at\u00e9 o momento em que julgar j\u00e1 ter havido suficiente progresso na redu\u00e7\u00e3o da taxa de desemprego.<\/p>\n<p>&#8220;Independentemente do que o Fed fizer, o crescimento provavelmente continuar\u00e1 sem brilho se n\u00e3o houver decl\u00ednio no n\u00edvel de desemprego&#8221;, avalia Paul Ashworth, da Capital Economics.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Suspens\u00e3o do Paraguai no Mercosul criou problema jur\u00eddico, diz Patriota<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O governo brasileiro, segundo reconheceu ontem o ministro de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, Ant\u00f4nio Patriota, ainda n\u00e3o sabe como resolver um problema jur\u00eddico criado em junho com a suspens\u00e3o do Paraguai no Mercosul e a incorpora\u00e7\u00e3o da Venezuela &#8211; pa\u00eds cujo ingresso foi rejeitado em agosto pelo Senado paraguaio. Embora a decis\u00e3o do Senado no Paraguai tenha efeito simb\u00f3lico, porque o pa\u00eds est\u00e1 suspenso das atividades pol\u00edticas do bloco, o veto \u00e0 Venezuela criar\u00e1 um dilema, quando, como se espera, os paraguaios forem readmitidos no Mercosul, ap\u00f3s realizarem suas elei\u00e7\u00f5es presidenciais, em abril de 2013.<\/p>\n<p>&#8220;O assunto est\u00e1 sendo examinado em conjunto pelos membros do Mercosul e da Unasul (Uni\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es da Am\u00e9rica do Sul)&#8221;, disse Patriota, \u00e0 sa\u00edda da Comiss\u00e3o de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores da C\u00e2mara dos Deputados, onde ouviu cr\u00edticas de deputados da oposi\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as no bloco econ\u00f4mico. O ministro explicou que, com a decis\u00e3o in\u00e9dita da suspens\u00e3o do Paraguai, foi criado um grupo de alto n\u00edvel com representantes dos tr\u00eas governos restantes para avaliar e monitorar a situa\u00e7\u00e3o interna do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O grupo espera encontrar meios para a &#8220;normaliza\u00e7\u00e3o no mais breve prazo&#8221; da situa\u00e7\u00e3o paraguaia, comentou Patriota, que admitiu n\u00e3o ter, ainda, como dizer como absorver a recusa do Senado paraguaio \u00e0 entrada da Venezuela.<\/p>\n<p>Patriota disse que o Paraguai \u00e9 um vizinho de &#8220;primeira import\u00e2ncia&#8221; para o Brasil e que est\u00e1 no centro da pol\u00edtica externa brasileira restabelecer as rela\u00e7\u00f5es pol\u00edticas com o pa\u00eds. O governo brasileiro teve o cuidado de evitar danos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o paraguaia, mantendo os la\u00e7os econ\u00f4micos e de financiamento com o vizinho, comentou.<\/p>\n<p>O ministro ouviu cr\u00edticas duras ao governo por n\u00e3o se manifestar contra as viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos na Venezuela, como fez em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ruptura da ordem democr\u00e1tica no Paraguai. Patriota rejeitou a compara\u00e7\u00e3o dos dois casos, lembrando que o Brasil buscou adotar uma sa\u00edda multilateral no caso paraguaio.<\/p>\n<p>No Paraguai houve manifesta\u00e7\u00e3o un\u00e2nime de todos os governos da Am\u00e9rica do Sul, &#8220;inclusive de pa\u00edses com acordo de livre com\u00e9rcio com os Estados Unidos&#8221; contra o processo de impeachment do presidente Fernando Lugo em &#8220;rito sumar\u00edssimo&#8221;. Na Venezuela n\u00e3o houve manifesta\u00e7\u00e3o semelhante de nenhum pa\u00eds vizinho, e os venezuelanos t\u00eam participado ativamente dos esfor\u00e7os de negocia\u00e7\u00e3o para desmobilizar a guerrilha das For\u00e7as Armadas Revolucion\u00e1rias da Col\u00f4mbia (Farc), lembrou.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o existe mais toler\u00e2ncia ou aceita\u00e7\u00e3o de aventuras antidemocr\u00e1ticas na regi\u00e3o, a democracia \u00e9 o pressuposto do aprofundamento da integra\u00e7\u00e3o&#8221;, disse o ministro, para quem a imprensa venezuelana, com forte presen\u00e7a da oposi\u00e7\u00e3o, tem &#8220;plena liberdade&#8221;. &#8220;Todos os pa\u00edses (da Am\u00e9rica do Sul) tiraram seus embaixadores de Assun\u00e7\u00e3o, um gesto muito importante, de recha\u00e7o, rep\u00fadio&#8221;, comentou. &#8220;Isso a\u00ed n\u00e3o ocorre em rela\u00e7\u00e3o a outros pa\u00edses da regi\u00e3o, temos de ter a medida da import\u00e2ncia da unanimidade.&#8221;<\/p>\n<p>Patriota defendeu a entrada da Venezuela no Mercosul por trazer uma grande pot\u00eancia energ\u00e9tica ao bloco, al\u00e9m de outras consequ\u00eancias econ\u00f4micas e comerciais e argumentou que a inclus\u00e3o do pa\u00eds caribenho serve, ainda, para mostrar que o bloco n\u00e3o beneficia apenas os Estados brasileiros da regi\u00e3o sul. Durante a audi\u00eancia na comiss\u00e3o, o ministro foi elogiado at\u00e9 por deputados da oposi\u00e7\u00e3o que criticaram duramente a pol\u00edtica externa pela rea\u00e7\u00e3o ao golpe paraguaio e pelo relacionamento cordial com pa\u00edses como Venezuela e Equador. Ele anunciou que o Brasil, na presid\u00eancia tempor\u00e1ria do Mercosul, neste semestre, pretende fazer uma reuni\u00e3o com empres\u00e1rios dos pa\u00edses do Mercosul, para colher propostas capazes de facilitar a integra\u00e7\u00e3o e o aumento do com\u00e9rcio no bloco.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Governo pode ter de gastar R$ 4 bi por ano para concess\u00e3o de ferrovias vingar<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>No in\u00edcio do funcionamento do novo sistema de concess\u00f5es de ferrovias, o Tesouro Nacional pode ter de desembolsar at\u00e9 R$ 4 bilh\u00f5es ao ano, segundo admitiu o presidente da estatal Valec, Jos\u00e9 Eduardo Castello Branco, em entrevista \u00e0 &#8220;Ag\u00eancia Estado&#8221;.<\/p>\n<p>O modelo anunciado no m\u00eas passado prev\u00ea que a Valec comprar\u00e1 100% da capacidade de transporte de carga das novas linhas f\u00e9rreas e as revender\u00e1 a empresas interessadas em transportar mercadorias ou pessoas em trens. Assim, se n\u00e3o houver interessados, o gasto ficar\u00e1 na conta do governo.<\/p>\n<p>O risco de preju\u00edzo, principalmente no in\u00edcio da opera\u00e7\u00e3o das novas linhas, \u00e9 abertamente admitido pelo governo porque n\u00e3o h\u00e1, no Pa\u00eds, uma grande quantidade de empresas operadoras de carga por trem.<\/p>\n<p>&#8220;A Valec vai vender capacidade, mas vai vender para quem? Precisa ter um mercado que adquira essa capacidade. Ent\u00e3o, \u00e9 importante que esse mercado seja estimulado a existir&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o h\u00e1, diferentemente da \u00e1rea rodovi\u00e1ria, um mercado consolidado de transportadores ferrovi\u00e1rios. S\u00f3 existem aqueles que j\u00e1 atuam nas concess\u00f5es de hoje, que devem ser fortes candidatos a se tornar futuros operadores em locais onde ainda n\u00e3o atuam&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Para evitar sobrecarga ao Tesouro, est\u00e3o em discuss\u00e3o medidas para estimular a forma\u00e7\u00e3o de um mercado de operadoras de carga. O modelo ainda n\u00e3o est\u00e1 definido, disse o presidente da Valec.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 uma coisa que est\u00e1 em estudo. N\u00e3o h\u00e1 ainda nenhuma defini\u00e7\u00e3o precisa sobre esse ponto, mas, como o assunto envolve muitas frentes de atua\u00e7\u00e3o, esse \u00e9 um assunto que vai merecer aten\u00e7\u00e3o especial&#8221;, afirmou. &#8220;Vai ter de ter incentivo fiscal, IPI reduzido, algo do g\u00eanero. Vai ter de ter alguns mecanismos para esse mercado&#8221;, prev\u00ea.<\/p>\n<p>Capacidade. O c\u00e1lculo do potencial de preju\u00edzo ao Tesouro toma como base os R$ 91 bilh\u00f5es em investimentos previstos para construir e manter os 10.000 quil\u00f4metros de ferrovias a serem concedidos \u00e0 iniciativa privada, pelo prazo de 25 anos. Dividindo-se o montante a ser investido pelo prazo da concess\u00e3o, a cifra \u00e9 de aproximadamente R$ 4 bilh\u00f5es por ano.<\/p>\n<p>&#8220;Se o governo n\u00e3o vender capacidade nenhuma, vai gastar todo ano R$ 4 bilh\u00f5es&#8221;, explicou Castello Branco. &#8220;Se vender R$ 1 bilh\u00e3o em capacidade, o Tesouro s\u00f3 precisar\u00e1 aportar R$ 3 bilh\u00f5es.&#8221; O governo garante, por\u00e9m, que as linhas ter\u00e3o demanda de usu\u00e1rios, pois v\u00e3o passar por \u00e1reas de escoamento de produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os e min\u00e9rios.<\/p>\n<p>&#8220;Temos de otimizar essa venda de capacidade para n\u00e3o ficar tudo nas costas do Tesouro. Claro que o governo n\u00e3o quer ter lucro com isso. Se der diferen\u00e7a para menos, o Tesouro cobre. Mas n\u00e3o podemos descuidar dessa quest\u00e3o. \u00c9 preciso que tenhamos uma pol\u00edtica comercial agressiva.&#8221;<\/p>\n<p>Construtoras interessadas. Se ainda n\u00e3o existem operadores, as novas ferrovias j\u00e1 atraem o interesse de algumas construtoras. Castello Branco afirmou que empreiteiras como Andrade Gutierrez, Galv\u00e3o Engenharia, Camargo Corr\u00eaa e Queiroz Galv\u00e3o, que possuem contratos com a Valec, j\u00e1 manifestaram interesse nos novos projetos apresentados.<\/p>\n<p>&#8220;A maioria delas demonstra interesse nesse novo modelo&#8221;, garantiu. Ele acredita ainda que os empreendimentos ser\u00e3o alvo tamb\u00e9m de construtoras internacionais.<\/p>\n<p>&#8220;Diante desse card\u00e1pio de investimentos t\u00e3o vasto, \u00e9 poss\u00edvel que essas construtoras internacionais, por causa das dificuldades nos Estados Unidos e na Europa, venham a desembarcar aqui no Brasil. \u00c9 a expectativa que temos.&#8221;<\/p>\n<hr \/>\n<p>Governo manobra contas p\u00fablicas com antecipa\u00e7\u00e3o de dividendos de 2013<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Sem alarde, o governo colocou em curso uma manobra para facilitar o cumprimento da meta de super\u00e1vit prim\u00e1rio (diferen\u00e7a entre receitas e despesas n\u00e3o financeiras) das contas do setor p\u00fablico em 2012. Um decreto e duas portarias publicados nos \u00faltimos dias permitiram que a Caixa Econ\u00f4mica Federal e o BNDES transferissem R$ 4,5 bilh\u00f5es aos cofres do Tesouro Nacional em agosto, a t\u00edtulo de resgate antecipado de t\u00edtulos que venceriam em 2027 e 2035.<\/p>\n<p>Esses t\u00edtulos foram usados para que os dois bancos p\u00fablicos pagassem antecipadamente dividendos \u00e0 Uni\u00e3o que, na pr\u00e1tica, s\u00f3 deveriam ser recolhidos no ano que vem. Assim, as receitas que ingressaram nos cofres do Tesouro no m\u00eas de agosto de 2012 receberam um refor\u00e7o de R$ 4,5 bilh\u00f5es, contribuindo para elevar o super\u00e1vit. A Caixa entregou R$ 1,49 bilh\u00e3o e o BNDES mais R$ 3,06 bilh\u00f5es de pap\u00e9is.<\/p>\n<p>No caso da Caixa, a antecipa\u00e7\u00e3o de dividendos ocorreu poucos dias depois de o banco haver recebido um aporte de capital de R$ 1,5 bilh\u00e3o. O dinheiro para isso saiu do Fundo Soberano, onde est\u00e3o aplicados recursos do Tesouro. Do ponto de vista cont\u00e1bil, essa opera\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi registrada como nova despesa, portanto n\u00e3o reduziu o super\u00e1vit. Assim, o dinheiro da Uni\u00e3o foi para a Caixa e voltou, mas de uma forma que aumentou o resultado fiscal.<\/p>\n<p>Com essa antecipa\u00e7\u00e3o de receitas futuras, a equipe econ\u00f4mica volta a tirar &#8220;coelhos da cartola&#8221; para conseguir receitas adicionais e tentar fechar o ano com o cumprimento da meta integral de super\u00e1vit prim\u00e1rio, de R$ 139,8 bilh\u00f5es &#8211; compromisso que vem sendo defendido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, para facilitar a queda dos juros pelo Banco Central.<\/p>\n<p>Para possibilitar a manobra, a presidente Dilma Rousseff editou um decreto na semana passada, flexibilizado as regras para a Uni\u00e3o receber mais dividendos do BNDES. O decreto permitiu que a conta do BNDES que era destinada apenas ao aumento de capital fosse tamb\u00e9m usada para pagar dividendos ao Tesouro. At\u00e9 ent\u00e3o, os dividendos eram retirados somente do resultado do lucro apurado.<\/p>\n<p>&#8220;Fator de ajuste&#8221;. O governo j\u00e1 havia avisado que usaria o recolhimento de dividendos das estatais como &#8220;fator de ajuste&#8221; das receitas, ap\u00f3s a arrecada\u00e7\u00e3o federal haver ficado abaixo do esperado nos primeiros meses do ano. A despeito da perspectiva de menor lucratividade das estatais, a previs\u00e3o das receitas com dividendos em 2012 foi elevada de R$ 19,8 bilh\u00f5es para R$ 26,5 bilh\u00f5es. At\u00e9 julho, no entanto, o governo havia recebido R$ 10,3 bilh\u00f5es em dividendos ante R$ 11,8 bilh\u00f5es arrecadados no mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica de fazer ajuste no super\u00e1vit com os dividendos tem sido comum nos \u00faltimos anos. Mas agora os superdividendos ocorrem num cen\u00e1rio em que as tr\u00eas principais empresas geradoras dessas receitas para a Uni\u00e3o &#8211; BNDES, Banco do Brasil e Petrobr\u00e1s &#8211; tiveram quedas fortes nos seus lucros no primeiro semestre, diz o economista Fernando Montero, da Conven\u00e7\u00e3o Corretora. &#8220;Trata-se de uma manobra&#8221;, afirmou. Ele acrescentou que os dividendos, sozinhos, n\u00e3o ser\u00e3o suficientes para permitir ao governo atingir a meta.<\/p>\n<p>Montero diz ainda que as manobras corroem o efeito sobre expectativas que Mantega tanto insiste obter com o cumprimento da meta fiscal. Para o economista, h\u00e1 pouca diferen\u00e7a entre chegar ao fim do ano atingindo o objetivo \u00e0 custa desse tipo de expediente ou entregar um resultado um pouco menor, complementado com o abatimento dos investimentos do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC) do conjunto de despesas, como prev\u00ea a lei.<\/p>\n<p>Procurado pela reportagem do Estado, o Minist\u00e9rio da Fazenda n\u00e3o quis se manifestar.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Fundos de pens\u00e3o v\u00e3o reduzir meta de rentabilidade<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O Conselho Nacional de Previd\u00eancia Complementar (CNPC) deve analisar este m\u00eas uma proposta de redu\u00e7\u00e3o da meta de rentabilidade dos investimentos feitos por fundos de pens\u00e3o. Com a diminui\u00e7\u00e3o do rendimento das aplica\u00e7\u00f5es financeiras &#8211; reflexo dos cortes de juros -, tem sido cada vez mais dif\u00edcil achar investimentos que garantam um ganho de 6% acima da infla\u00e7\u00e3o, que \u00e9 a meta atual.<\/p>\n<p>A ideia do CNPC \u00e9 fixar uma meta atuarial menor, ajustada \u00e0 realidade de juros mais baixos da economia brasileira. A meta vale como regra geral (teto m\u00e1ximo) para as funda\u00e7\u00f5es. Cada fundo pode definir a sua refer\u00eancia, desde que respeitado o teto. Com uma meta menor, os gestores dos fundos evitariam assumir riscos desnecess\u00e1rios, ao buscar a todo custo um rendimento muito alto para as aplica\u00e7\u00f5es, que pudessem comprometer o pagamento dos benef\u00edcios de seus participantes no futuro.<\/p>\n<p>O diretor de Assuntos Atuariais, Cont\u00e1beis e Econ\u00f4micos da Superintend\u00eancia Nacional de Previd\u00eancia Complementar (Previc), Edevaldo Fernandes, informou ao Estado que uma minuta de projeto para a redu\u00e7\u00e3o da meta ser\u00e1 analisada na reuni\u00e3o de setembro do Conselho.<\/p>\n<p>&#8220;At\u00e9 2007, as entidades compravam t\u00edtulos p\u00fablicos e garantiam qualquer meta atuarial, porque as taxas de juros eram muito maiores do que a meta de 6% ao ano&#8221;, disse. Agora, a realidade \u00e9 outra.<\/p>\n<p>Das 292 funda\u00e7\u00f5es ativas no Pa\u00eds, 57% j\u00e1 se anteciparam e fizeram a revis\u00e3o da meta. Na m\u00e9dia, esses fundos reduziram o indicador para um patamar entre 5,5% e 5% de rentabilidade. Mas j\u00e1 h\u00e1 algumas entidades que trabalham com uma meta entre 4,5% e 4%.<\/p>\n<p>Adequa\u00e7\u00e3o. Se a mudan\u00e7a for aprovada pelos integrantes do CNPC, as funda\u00e7\u00f5es que ainda n\u00e3o revisaram suas metas ter\u00e3o que se adequar ao novo par\u00e2metro. Como a meta \u00e9 utilizada para o c\u00e1lculo do valor presente dos pagamentos futuros, uma redu\u00e7\u00e3o pode implicar aportes maiores de recursos pelos participantes.<\/p>\n<p>Segundo Fernandes, como os fundos t\u00eam um colch\u00e3o de solv\u00eancia, com recursos garantidores em volume bem maior do que as obriga\u00e7\u00f5es, e ativos comprados a taxa superiores das praticadas hoje no mercado, o CNPC n\u00e3o precisar\u00e1 ser t\u00e3o agressivo na redu\u00e7\u00e3o da meta.<\/p>\n<p>Para o diretor da Previc, os fundos de pens\u00e3o est\u00e3o se preparando para o atual quadro de juros menores e destacou que o processo de migra\u00e7\u00e3o dos ativos vem sendo feito com seguran\u00e7a. &#8220;As entidades n\u00e3o podem, n\u00e3o devem e n\u00e3o est\u00e3o ficando acomodadas&#8221;, disse.<\/p>\n<p>O diretor destacou que as funda\u00e7\u00f5es formaram ao longo dos \u00faltimos sete anos uma carteira de ativos bastante qualificada. &#8220;Elas possuem um colch\u00e3o de liquidez em t\u00edtulos p\u00fablicos que d\u00e1 qualidade e um retorno at\u00e9 diferenciado vis a vis os pre\u00e7os hoje de mercado&#8221;, disse. Em 2011, ressaltou, na m\u00e9dia os fundos n\u00e3o conseguiram obter o retorno previsto, mas ao longo dos \u00faltimos anos j\u00e1 tinham acumulado um ganho 29% superior \u00e0 rentabilidade esperada de 2002 para c\u00e1. &#8220;Eles j\u00e1 t\u00eam essa gordura, porque acumularam reservas que t\u00eam provido ganhos superiores \u00e0 meta atuarial&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>Funcef. O fundo de pens\u00e3o dos funcion\u00e1rios da Caixa Econ\u00f4mica Federal (Funcef) vai avaliar ainda este ano a possibilidade de redu\u00e7\u00e3o da sua meta atuarial. Desde 2008, a meta aplicada pela funda\u00e7\u00e3o \u00e9 de 5,5%.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Crise nas incorporadoras de im\u00f3veis<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A incorporadora Rossi prepara um aumento de capital de R$ 500 milh\u00f5es, com recursos dos acionistas controladores e potenciais investidores, para melhorar a estrutura de capital. O plano, divulgado ontem, \u00e9 semelhante ao anunciado por outras duas empresas do setor &#8211; PDG e Brookfield -, que recentemente tamb\u00e9m buscaram o apoio de seus s\u00f3cios. Ao todo, o aporte de recursos nas tr\u00eas construtoras deve somar R$ 1,7 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>Depois de mais um trimestre de resultados ruins e abaixo do esperado, com nova rodada de revis\u00e3o de or\u00e7amentos, redu\u00e7\u00e3o de margens, consumo elevado de caixa e queda de lan\u00e7amentos e vendas, o setor de incorpora\u00e7\u00e3o viu os n\u00edveis de endividamento subirem. As empresas em situa\u00e7\u00e3o mais complicada t\u00eam pelo menos mais dois trimestres de desafios pela frente para que consigam, de fato, um al\u00edvio financeiro, segundo analistas.<\/p>\n<p>Considerando os balan\u00e7os do segundo trimestre, as construtoras aparecem em posi\u00e7\u00e3o de destaque entre as companhias com pior situa\u00e7\u00e3o de endividamento medida pelo indicador d\u00edvida l\u00edquida sobre lucro antes de juros, impostos, deprecia\u00e7\u00e3o e amortiza\u00e7\u00e3o (Ebitda, na sigla em ingl\u00eas), bastante utilizado como term\u00f4metro da sa\u00fade financeira das empresas em geral. Outro indicador, de d\u00edvida l\u00edquida sobre o patrim\u00f4nio l\u00edquido, tamb\u00e9m piorou na compara\u00e7\u00e3o com 2011.<\/p>\n<p>&#8220;Quem atrasou a entrega de obras e ainda n\u00e3o est\u00e1 com a execu\u00e7\u00e3o de projetos em dia tem o recebimento de receitas postergado, o que aumenta consideravelmente o n\u00edvel de alavancagem&#8221;, afirma Wesley Bernabe, analista do Banco do Brasil. &#8220;Assim, precisam buscar solu\u00e7\u00e3o, como o que fez a Rossi.&#8221;<\/p>\n<p>A alavancagem do setor aumentou muito nos \u00faltimos anos. A diretora da \u00e1rea de avalia\u00e7\u00e3o de empresas da Fitch Ratings, Fernanda Rezende, diz que as companhias apresentaram expans\u00e3o muito forte logo ap\u00f3s a abertura de capital, em 2007, e para apoiar essas taxas de crescimento tiveram de aumentar bastante a alavancagem. &#8220;E trata-se de um setor que demanda muito financiamento de longo prazo, inclusive para a produ\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que o setor passou por um desaquecimento nos \u00faltimos trimestres e os custos dos empreendimentos ficaram acima do or\u00e7ado, com impacto direto no Ebitda. &#8220;O que a gente espera ver a agora \u00e9 que as empresas n\u00e3o continuem a se endividar como nos \u00faltimos tr\u00eas anos&#8221;, afirmou Fernanda. Outro ponto importante \u00e9 que, dado o longo ciclo do setor, as atitudes que as companhias tomam num curto prazo demoram para refletir nos resultados. &#8220;Ent\u00e3o, medidas que est\u00e3o sendo tomadas agora para melhorar a efici\u00eancia e as margens v\u00e3o gerar resultado aos poucos.&#8221;<\/p>\n<p>A Tecnisa tem a pior rela\u00e7\u00e3o d\u00edvida l\u00edquida sobre Ebitda no segundo trimestre dentro do setor, sem considerar a Rossi, que ainda n\u00e3o divulgou o balan\u00e7o auditado do trimestre de abril a junho. O indicador da Tecnisa passou de 3,3 vezes em junho de 2011 para 306 vezes agora. O indicador de d\u00edvida sobre o patrim\u00f4nio tamb\u00e9m piorou, mas em menor escala. Passou de 55% para 82,1%.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o vamos fazer nenhuma emiss\u00e3o de a\u00e7\u00f5es. A posi\u00e7\u00e3o de liquidez e endividamento da Tecnisa \u00e9 adequada&#8221;, diz Thomas Brull, diretor financeiro da Tecnisa. Para ele, a melhor forma de medir a situa\u00e7\u00e3o financeira da companhia \u00e9 acompanhar o indicador de endividamento corporativo l\u00edquido, que exclui o financiamento da produ\u00e7\u00e3o, dividido pelo patrim\u00f4nio. &#8220;Nesse caso, nosso n\u00famero \u00e9 de 28% quando o limite previsto nas emiss\u00f5es \u00e9 de 80%&#8221;, ressalta.<\/p>\n<p>&#8220;O endividamento da Tecnisa est\u00e1 alto porque o Ebitda foi muito afetado pela revis\u00e3o de custos das obras&#8221;, explica Bernabe, do BB, lembrando que s\u00e3o eventos extraordin\u00e1rios, que podem n\u00e3o se repetir nos outros trimestres. &#8220;Os pr\u00f3ximos resultados devem ser melhores porque a empresa j\u00e1 decidiu lan\u00e7ar menos [e com mais qualidade] e tem entregas para 2012, o que deve gerar caixa.&#8221; O projeto Jardim das Perdizes, um dos maiores do setor, tamb\u00e9m contribui para melhores expectativas para a empresa.<\/p>\n<p>O indicador d\u00edvida l\u00edquida sobre Ebitda nem sempre \u00e9 a melhor m\u00e9trica para analisar o setor, pois n\u00e3o reflete t\u00e3o bem a gera\u00e7\u00e3o de caixa quanto em outros segmentos. E o indicador normalmente j\u00e1 \u00e9 maior em constru\u00e7\u00e3o, por causa do alto volume de contratos voltados ao financiamento da habita\u00e7\u00e3o. De qualquer forma, chama a aten\u00e7\u00e3o a evolu\u00e7\u00e3o dos n\u00fameros.<\/p>\n<p>Vale destacar ainda que v\u00e1rias empresas aparecem com um indicador &#8220;fora de curva&#8221; da trajet\u00f3ria hist\u00f3rica no segundo trimestre. Isso porque a performance ruim do per\u00edodo derrubou o Ebitda e, como consequ\u00eancia, o indicador de endividamento explodiu.<\/p>\n<p>Independentemente do motivo, a eleva\u00e7\u00e3o dos indicadores pode levar \u00e0 renegocia\u00e7\u00e3o de cl\u00e1usulas de contratos de d\u00edvida, como deb\u00eantures, que normalmente limitam a situa\u00e7\u00e3o financeira da empresa. Sem realizar o aumento de capital, a Rossi, por exemplo, poderia ter de negociar &#8220;covenants&#8221; de emiss\u00f5es, diz o analista do BB.<\/p>\n<p>A Brookfield e a PDG tamb\u00e9m tiveram uma piora na situa\u00e7\u00e3o financeira (veja quadro ao lado).<\/p>\n<p>O aumento de capital preparado pela Brookfield \u00e9 de R$ 400 milh\u00f5es. A opera\u00e7\u00e3o, que ser\u00e1 aprovada pelos acionistas no dia 17, visa dar f\u00f4lego financeiro \u00e0 companhia, que tem R$ 1,23 bilh\u00e3o em empr\u00e9stimos com vencimento em at\u00e9 um ano contra apenas R$ 548,8 milh\u00f5es em caixa. Entre abril e junho, a empresa registrou preju\u00edzo de R$ 353 milh\u00f5es, por conta, principalmente de estouros nos or\u00e7amentos das obras.<\/p>\n<p>A capta\u00e7\u00e3o de R$ 800 milh\u00f5es da PDG foi conclu\u00edda na semana passada. A maior parte, ou R$ 483 milh\u00f5es, resultou de um aporte negociado com a Vinci Partners.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Apesar do IPI reduzido, pre\u00e7os dos carros sobem<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Os autom\u00f3veis novos ficaram 0,34% mais caros em agosto, mesmo sob o regime de redu\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). O avan\u00e7o nos pre\u00e7os foi causado pelo aumento da demanda de consumidores, gerado pelo pr\u00f3prio benef\u00edcio do governo para estimular o setor, informou o IBGE.<\/p>\n<p>O encarecimento do produto foi verificado no IPCA de agosto. Os pre\u00e7os dos autom\u00f3veis usados tamb\u00e9m aumentaram no m\u00eas, 0,15%, depois de 10 meses consecutivos de queda.<\/p>\n<p>&#8220;Com a prorroga\u00e7\u00e3o da isen\u00e7\u00e3o do IPI, as vendas aumentam, mais pessoas v\u00e3o comprar e essa maior demanda sobre esses bens fez com que houvesse algum aumento&#8221;, disse Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de \u00cdndices de Pre\u00e7os do IBGE, explicando que as concession\u00e1rias aproveitaram para aumentar a margem de lucro.<\/p>\n<p>Mas o encarecimento dos ve\u00edculos novos j\u00e1 tinha sido constatado na &#8220;porta de f\u00e1brica&#8221; pela leitura de julho do \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Produtor (IPP), tamb\u00e9m divulgado pelo IBGE. No IPP, que mede a infla\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria da transforma\u00e7\u00e3o, a alta no pre\u00e7o do autom\u00f3vel novo na porta de f\u00e1brica em julho foi explicado por um aumento na margem de lucro das montadoras.<\/p>\n<p>\u00c0 \u00e9poca da redu\u00e7\u00e3o do IPI, em vigor desde 23 de maio de 2012, foi anunciado que as montadoras se comprometiam a reduzir margem de lucro e evitar demiss\u00f5es. Mas um levantamento da Ag\u00eancia Estado sobre os pre\u00e7os m\u00e9dios de ve\u00edculos no mercado nacional apurados pela Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Pesquisas Econ\u00f4micas (Fipe) confirmou que os autom\u00f3veis ficaram mais baratos logo ap\u00f3s a concess\u00e3o do benef\u00edcio, mas recuperaram parte da redu\u00e7\u00e3o nos pre\u00e7os em agosto. O fen\u00f4meno se repetiu em modelos das quatro montadoras pesquisadas: Fiat, Ford, GM-Chevrolet e Volkswagen.<\/p>\n<p>Exemplos. Segundo os dados da Fipe, um autom\u00f3vel Fiat Palio Celebration 1.0 0km sa\u00eda, em m\u00e9dia, a R$ 26.998 em maio, antes da isen\u00e7\u00e3o do IPI, que s\u00f3 passou a vigorar no fim do m\u00eas. Em julho, o mesmo modelo custava R$ 25.054. Entretanto, em agosto, o pre\u00e7o subiu para R$ 25.477.<\/p>\n<p>Em maio, um Ford KA 1.0 0km era vendido a R$ 26.397. Com a redu\u00e7\u00e3o do imposto, o modelo passou a R$ 23.492 em julho, mas aumentou para R$ 24.009 em agosto. O mesmo movimento ocorreu com o modelo Agile LT 1.4 0km da GM-Chevrolet<\/p>\n<hr \/>\n<p>Vota\u00e7\u00e3o de MP do C\u00f3digo Florestal \u00e9 adiada<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Sem acordo entre os ruralistas e o governo, a C\u00e2mara adiou ontem a vota\u00e7\u00e3o da medida provis\u00f3ria do C\u00f3digo Florestal, colocando em risco a validade das regras mais flex\u00edveis para a recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas desmatadas ilegalmente \u00e0s margens dos rios. A MP voltar\u00e1 \u00e0 pauta da C\u00e2mara no pr\u00f3ximo esfor\u00e7o concentrado, no dia 18. Para n\u00e3o perder a validade em 8 de outubro, o presidente do Senado, Jos\u00e9 Sarney (PMDB-AP), ter\u00e1 de convocar extraordinariamente a Casa durante o recesso branco para votar a MP.<\/p>\n<p>A chamada &#8220;escadinha&#8221; prev\u00ea faixas de recupera\u00e7\u00e3o das \u00e1reas proporcionalmente ao tamanho do im\u00f3vel rural. O texto original da presidente, com mais faixas, foi alterado na comiss\u00e3o especial do Congresso para beneficiar os m\u00e9dios e grandes propriet\u00e1rios, que ter\u00e3o de recuperar \u00e1reas menores de vegeta\u00e7\u00e3o que o previsto na MP de Dilma Rousseff.<\/p>\n<p>A vota\u00e7\u00e3o de ontem foi impedida por deputados ruralistas. Eles querem aprovar o texto da comiss\u00e3o com a garantia de que a presidente n\u00e3o vetar\u00e1 esse item. &#8220;Essa garantia, a bancada n\u00e3o tem e nunca ter\u00e1&#8221;, disse o l\u00edder do PMDB na C\u00e2mara, Henrique Eduardo Alves (RN), ao defender a vota\u00e7\u00e3o. &#8220;Pe\u00e7o aos deputados que confiem. A presidente n\u00e3o autorizou a negocia\u00e7\u00e3o (na comiss\u00e3o), mas n\u00e3o disse se vai vetar ou n\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Uma das propostas em discuss\u00e3o seria mudar novamente as faixas. Essa hip\u00f3tese, por\u00e9m, \u00e9 question\u00e1vel regimentalmente. Deputados ruralistas apostam na possibilidade de a presidente editar uma nova MP para corrigir a lacuna, com um texto modificado &#8211; a reedi\u00e7\u00e3o da MP nos mesmos termos \u00e9 proibida pela Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O l\u00edder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou que, caso a MP perca a validade, estar\u00e3o valendo as regras do C\u00f3digo Florestal sancionado por Dilma. &#8220;A consequ\u00eancia ser\u00e1 que todos &#8211; pequenos, m\u00e9dios e grandes produtores &#8211; que tenham desmatado as \u00e1reas antes de 2008 ficar\u00e3o sujeitos \u00e0s regras mais gerais do C\u00f3digo, mais duras&#8221;, disse.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Peso da importa\u00e7\u00e3o no PIB j\u00e1 alcan\u00e7ou o da ind\u00fastria<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O an\u00fancio do governo sobre o aumento do imposto de importa\u00e7\u00e3o tem como pano de fundo a participa\u00e7\u00e3o crescente das compras externas na economia brasileira em detrimento da perda de espa\u00e7o da produ\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica. No segundo trimestre de 2012, o pedo das importa\u00e7\u00f5es no Produto Interno Bruto (PIB) praticamente alcan\u00e7ou a participa\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o e da extrativa, somadas.<\/p>\n<p>No segundo trimestre de 2011, as duas ind\u00fastrias representaram 18,6% do PIB total. No mesmo per\u00edodo deste ano, esse \u00edndice caiu para 17%. Em contrapartida, o peso das importa\u00e7\u00f5es, passou de 14,2% para 16,6% na mesma compara\u00e7\u00e3o. Entre os dois per\u00edodos, a diferen\u00e7a entre importa\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica, portanto, caiu quatro pontos percentuais.<\/p>\n<p>A falta de investimentos produtivos na ind\u00fastria \u00e9 um dos principais fatores que explicam esse aumento das importa\u00e7\u00f5es, na avalia\u00e7\u00e3o de Mariano Laplane, presidente do Centro de Gest\u00e3o e Estudos Estrat\u00e9gicos (CGEE), ligado ao Minist\u00e9rio da Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o. &#8220;Boa parte desse aumento dos \u00faltimos tr\u00eas anos tem a ver com o fato de n\u00e3o termos tido investimento em escala necess\u00e1ria para acompanhar o ritmo de crescimento da demanda.&#8221;<\/p>\n<p>Laplane explica que, conforme o PIB per capita cresce no pa\u00eds, a exig\u00eancia e a demanda dos consumidores quanto a produtos mais tecnol\u00f3gicos tamb\u00e9m aumentam. &#8220;A queda da taxa de juros e a corre\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio muito apreciado criam um clima mais prop\u00edcio para o investimento&#8221;, avalia. Para ele, os fatores pre\u00e7o e baixa competitividade s\u00e3o os principais respons\u00e1veis pelo ganho de peso que as importa\u00e7\u00f5es t\u00eam tido no PIB do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Para Thais Zara, economista-chefe da Rosenberg Consultores Associados, o aumento do imposto de importa\u00e7\u00e3o anunciado na ter\u00e7a-feira pelo governo n\u00e3o dar\u00e1 acr\u00e9scimo de competitividade \u00e0 ind\u00fastria brasileira. &#8220;Aumentar o imposto n\u00e3o puxa a competitividade, isso \u00e9 protecionismo. O que esse aumento faz \u00e9 abrir espa\u00e7o para o avan\u00e7o de setores da ind\u00fastria que sofrem com pre\u00e7o. O que realmente d\u00e1 competitividade \u00e0 ind\u00fastria \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o das tarifas de energia que est\u00e1 por vir. Tudo que reduz o custo aumenta a competitividade&#8221;, avalia.<\/p>\n<p>A economista da Rosenberg acredita que o avan\u00e7o das importa\u00e7\u00f5es, a ser combatido com o aumento do imposto, \u00e9 muito mais uma quest\u00e3o de pre\u00e7o do que de falta de capacidade para produzir internamente. &#8220;S\u00e3o poucos os setores que est\u00e3o perto de um esgotamento da capacidade instalada. A ind\u00fastria tem espa\u00e7o para crescer&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Mais do que um aumento de imposto tempor\u00e1rio, retomar a confian\u00e7a para que haja investimentos produtivos \u00e9 o caminho para devolver competitividade \u00e0 ind\u00fastria, segundo Nelson Marconi, coordenador do curso de gradua\u00e7\u00e3o em economia da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV) em S\u00e3o Paulo. &#8220;Muitas empresas mudaram sua estrutura e passaram a importar durante o longo per\u00edodo de c\u00e2mbio apreciado. Para desmontar esse quadro, o pa\u00eds precisa voltar a investir, e a ind\u00fastria n\u00e3o vai investir enquanto n\u00e3o tiver perspectivas de que o c\u00e2mbio no patamar de R$ 2 \u00e9 uma tend\u00eancia&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Laplane, do Minist\u00e9rio de Tecnologia, concorda e acrescenta que, se o pa\u00eds n\u00e3o passar a investir mais em tecnologia e inova\u00e7\u00e3o, perder\u00e1 competitividade n\u00e3o somente devido aos pre\u00e7os, mas tamb\u00e9m por falta de capacidade de atender a demanda interna. Ele acredita que o aumento do imposto \u00e9 positivo no curto prazo, apesar de n\u00e3o resolver os problemas de competitividade do Brasil no m\u00e9dio prazo. &#8220;Essas s\u00e3o medidas protecionistas que o mundo inteiro est\u00e1 tomando neste momento de crise, \u00e9 emergencial e tempor\u00e1rio. Todos os pa\u00edses est\u00e3o preocupados em manter o equil\u00edbrio no balan\u00e7o de pagamentos. Eu estaria preocupado se fing\u00edssemos que n\u00e3o existe uma crise internacional e n\u00e3o reag\u00edssemos a ela&#8221;, pondera.<\/p>\n<p>Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, avalia que o car\u00e1ter tempor\u00e1rio de outras medidas, como a redu\u00e7\u00e3o do IPI e a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos, n\u00e3o incentiva o aumento dos investimentos na ind\u00fastria. &#8220;\u00c9 preciso lembrar que grande parte da nossa importa\u00e7\u00e3o \u00e9 feita de insumos e bens de capital que ajudam a melhorar a competitividade das ind\u00fastrias que est\u00e3o aqui. Um pa\u00eds que quer exportar cada vez mais tem que fazer uma abertura comercial n\u00e3o somente para as exporta\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m para as importa\u00e7\u00f5es, porque elas permitem acesso a bens de capital efetivamente mais baratos&#8221;, diz.<\/p>\n<p>O economista lembra que entre 2004 e 2008 o Brasil viveu um per\u00edodo intenso de crescimento industrial, que foi acompanhado por um forte avan\u00e7o tamb\u00e9m nas importa\u00e7\u00f5es. &#8220;Quando o governo tenta proteger o pa\u00eds das importa\u00e7\u00f5es, a \u00fanica consequ\u00eancia \u00e9 aumentar o pre\u00e7o do produto. Isso afeta a capacidade da ind\u00fastria de comprar mais barato e, eventualmente, ainda paga mais caro por produtos nacionais de qualidade pior que a dos importados.&#8221;<\/p>\n<p>Marconi, da FGV, acrescenta que quem mais tem aplaudido os est\u00edmulos dados pelo governo ao consumo s\u00e3o os importadores. &#8220;Quando voc\u00ea cria um est\u00edmulo ao cr\u00e9dito, e outros como a redu\u00e7\u00e3o do IPI, voc\u00ea est\u00e1 estimulando o consumo. E quem tem suprido essa demanda cada vez mais s\u00e3o os produtos importados. Isso contribui para aumentar a import\u00e2ncia das importa\u00e7\u00f5es no PIB&#8221;, avalia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Estado de S. 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