{"id":3523,"date":"2012-09-11T14:02:45","date_gmt":"2012-09-11T14:02:45","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3523"},"modified":"2012-09-11T14:02:45","modified_gmt":"2012-09-11T14:02:45","slug":"bcs-veem-economia-global-perto-da-recessao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3523","title":{"rendered":"BCs veem economia global perto da recess\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>Apesar dos esfor\u00e7os de governos em todo o mundo, da cria\u00e7\u00e3o do G-20, de reformas e planos, o mundo caminha para uma intensifica\u00e7\u00e3o da crise. A desacelera\u00e7\u00e3o da economia internacional vai se aprofundar de forma significativa at\u00e9 o fim do ano e j\u00e1 n\u00e3o se exclui que o mundo passe muito perto de mais uma recess\u00e3o.<\/p>\n<p>Proje\u00e7\u00f5es feitas no domingo na Basileia pelos maiores bancos centrais e obtidas com exclusividade pelo Estado indicam que a nova crise ser\u00e1 mais forte e mais prolongada do que se estimava, obrigando governos a se adaptarem a um novo per\u00edodo de intensa turbul\u00eancia.<\/p>\n<p>Presidentes dos principais BCs &#8211; entre eles, o do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi &#8211; participaram no fim de semana da reuni\u00e3o peri\u00f3dica do Banco de Compensa\u00e7\u00f5es Internacionais (BIS), na Basileia. Dessa vez, por\u00e9m, participantes da reuni\u00e3o admitem: o clima foi pesado, pessimista e com a constata\u00e7\u00e3o de que proje\u00e7\u00f5es oficiais de crescimento ser\u00e3o revistas, desmentindo vers\u00f5es oficiais. Para alguns, o que mais preocupa \u00e9 que ningu\u00e9m parece ver uma luz no fim do t\u00fanel.<\/p>\n<p>Se o sentimento dos xerifes das finan\u00e7as se concretizar, o mundo corre o risco de viver sua segunda recess\u00e3o em menos de quatro anos, no pior dos cen\u00e1rios alertados por analistas. A primeira constata\u00e7\u00e3o dos BCs foi de que a economia global sofreu &#8220;deteriora\u00e7\u00e3o&#8221; nos \u00faltimos dois meses. Mas o pior estaria ainda por vir. Indicadores apontam que o atual trimestre ser\u00e1 marcado por um &#8220;enfraquecimento significativo da produ\u00e7\u00e3o e demanda&#8221; nos pa\u00edses avan\u00e7ados.<\/p>\n<p>Para os BCs, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que a situa\u00e7\u00e3o na zona do euro continua &#8220;particularmente fr\u00e1gil&#8221;. Os presidentes dos BCs chegam a destacar em especial a situa\u00e7\u00e3o da Alemanha, alertando que a maior economia da Europa poder\u00e1 sofrer uma &#8220;desacelera\u00e7\u00e3o ainda maior&#8221;. Os BCs n\u00e3o deixam de destacar que a confian\u00e7a dos empres\u00e1rios e os pedidos ao setor industrial est\u00e3o em queda &#8220;cont\u00ednua&#8221; desde maio.<\/p>\n<p>Revis\u00e3o. O resultado desse cen\u00e1rio ser\u00e1 uma revis\u00e3o do crescimento, tanto para 2012 quanto para 2013. A reuni\u00e3o ocorria ao mesmo tempo em que dados divulgados na China e na Fran\u00e7a confirmavam o pessimismo. As exporta\u00e7\u00f5es da segunda maior economia do mundo cresceram menos do que se esperava em agosto (2,7%). Mas o que mais chamou a aten\u00e7\u00e3o dos BCs foi a queda no consumo interno chin\u00eas. As importa\u00e7\u00f5es ca\u00edram 2,6%, sinal da perda de f\u00f4lego da economia chinesa e do consumo dom\u00e9stico. Pequim vinha tentando compensar a queda nas exporta\u00e7\u00f5es &#8211; provocada pela crise na Europa &#8211; com incentivos locais ao consumo.<\/p>\n<p>Os dados confirmaram ainda uma tend\u00eancia que j\u00e1 vinha sendo alvo de preocupa\u00e7\u00e3o: a de que a produ\u00e7\u00e3o industrial chinesa sofreu o maior freio em tr\u00eas anos. No fim de semana, o chin\u00eas Hu Jintao deu o alerta. &#8220;A economia mundial est\u00e1 hoje em lenta recupera\u00e7\u00e3o e ainda existem fatores desestabilizantes e incertezas. O impacto da crise ainda est\u00e1 longe de terminar.&#8221; Vladimir Putin, presidente russo, foi no mesmo caminho: &#8220;A recupera\u00e7\u00e3o da economia global est\u00e1 patinando&#8221;. Para os BCs, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que a economia global caminha para uma forte desacelera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os bancos centrais est\u00e3o preocupados com a incapacidade de governos de levar adiante as reformas e dos bancos de p\u00f4r as contas em dia. Para alguns deles, os governos perderam a chance de fazer os ajustes e, agora, ter\u00e3o de cortar gastos enquanto a economia volta a despencar.<\/p>\n<p>Por enquanto, a proje\u00e7\u00e3o oficial do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) \u00e9 de que a economia mundial crescer\u00e1 3,5%. Mas a revis\u00e3o das proje\u00e7\u00f5es na Europa, a desacelera\u00e7\u00e3o da Alemanha, a cria\u00e7\u00e3o de postos de trabalho nos EUA abaixo do esperado e a situa\u00e7\u00e3o na China j\u00e1 colocam press\u00e3o por novos n\u00fameros.<\/p>\n<p>O FMI j\u00e1 apresentou em julho uma revis\u00e3o do crescimento para 2013, de 4.1% para 3,9%. Segundo fontes de BCs, a entidade j\u00e1 est\u00e1 recalculando a taxa para 2012. Documentos internos da OIT tamb\u00e9m indicam desacelera\u00e7\u00e3o ainda maior nos \u00faltimos meses deste ano, quando as medidas de austeridade se traduziriam em perdas reais. A avalia\u00e7\u00e3o dos BCs, ontem, \u00e9 de que o mundo caminha mesmo para nova desacelera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Cai encargo de energia e governo exige investimentos<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Preocupada com o baixo crescimento e determinada a atacar o chamado &#8220;custo Brasil&#8221;, a presidente Dilma Rousseff detalha hoje o pacote de redu\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o da eletricidade. As concession\u00e1rias de energia, que ter\u00e3o a possibilidade de renovar seus contratos por mais 20 anos, dever\u00e3o se comprometer, em troca, com um pacote de investimentos superior a R$ 20 bilh\u00f5es. Haver\u00e1 tamb\u00e9m um corte de pelo menos R$ 6,2 bilh\u00f5es dos chamados encargos, que s\u00e3o taxas cobradas na conta de luz.<\/p>\n<p>As tarifas ter\u00e3o queda de 16,2% para os consumidores residenciais e de at\u00e9 28% para as grandes empresas a partir de 2013, conforme adiantou a presidente em seu pronunciamento pelo Dia da Independ\u00eancia. \u00c0s v\u00e9speras das elei\u00e7\u00f5es municipais, o Planalto preparou uma festa da qual participar\u00e3o representantes de donas de casa e dos consumidores, aos quais ela pedir\u00e1 que fiscalizem as contas.<\/p>\n<p>Os t\u00e9cnicos do governo, que trabalhavam nos \u00faltimos detalhes do pacote ontem \u00e0 noite, preparam a extin\u00e7\u00e3o de dois encargos: a Reserva Global de Revers\u00e3o (RGR) e a Conta de Consumo de Combust\u00edveis (CCC). Apenas o fim da CCC representa ren\u00fancia fiscal de R$ 5,2 bilh\u00f5es em 2013, enquanto a RGR deixar\u00e1 de render R$ 1 bilh\u00e3o anuais.<\/p>\n<p>Mas a principal perna do pacote \u00e9 o compromisso das concession\u00e1rias em elevar os investimentos, afirmou ao Estado uma fonte graduada do Pal\u00e1cio do Planalto. &#8220;O governo quer reduzir o custo Brasil, e a ideia \u00e9 aproveitar o fato de a concession\u00e1ria j\u00e1 estar tocando o neg\u00f3cio para renovar o contrato sob novas bases, com tarifas menores aos consumidores, e uma carga de investimentos muito superior. S\u00f3 com grandes investimentos que os pre\u00e7os v\u00e3o cair&#8221;, afirmou uma fonte do governo.<\/p>\n<p>A Cesp, por exemplo, que pretende renovar seus contratos, j\u00e1 discute internamente o que pode oferecer como contrapartida. Pode ser, por exemplo, a participa\u00e7\u00e3o em grandes projetos, como Belo Monte, ou a cria\u00e7\u00e3o de um programa de energia alternativa em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Dilma est\u00e1 t\u00e3o empenhada em concretizar esses investimentos que pretende conversar pessoalmente com representantes das principais empresas que decidirem pela prorroga\u00e7\u00e3o. &#8220;O governo federal n\u00e3o tem como for\u00e7ar a prorroga\u00e7\u00e3o, apenas induzi-la&#8221;, comentou uma fonte.<\/p>\n<p>Mais de 70 hidrel\u00e9tricas ter\u00e3o seus contratos de opera\u00e7\u00e3o renovados, envolvendo quase 20 mil megawatts. Destas, 67 t\u00eam vencimento em 2015, e as demais contam com validade entre 2016 e 2017. O governo vai alterar a legisla\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o permite prorrogar muitos contratos, e definir novos marcos para deprecia\u00e7\u00e3o dos investimentos j\u00e1 realizados.<\/p>\n<p>Com o pacote Dilma fecha um ciclo iniciado em 2003, quando assumiu o Minist\u00e9rio de Minas e Energia. Desde ent\u00e3o, um dos grandes debates do setor era o que fazer com as concess\u00f5es.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Compra de carros do M\u00e9xico dobra e j\u00e1 ultrapassa cotas<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Pelo menos duas montadoras de autom\u00f3veis no Brasil j\u00e1 esgotaram a cota de importa\u00e7\u00f5es de carros do M\u00e9xico ou t\u00eam, no m\u00e1ximo, o suficiente para trazer ao Brasil apenas um ve\u00edculo, segundo dados do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento obtidos pelo Valor. Em mar\u00e7o, para conter o crescimento das importa\u00e7\u00f5es, a presidente Dilma Rousseff ordenou a renegocia\u00e7\u00e3o do acordo automotivo entre Brasil e M\u00e9xico, que permitia o livre com\u00e9rcio de autom\u00f3veis entre os dois pa\u00edses e imp\u00f4s cotas de importa\u00e7\u00e3o. Neste ano, por\u00e9m, as importa\u00e7\u00f5es de carros continuaram subindo, e, de janeiro a agosto, j\u00e1 aumentaram, em quantidade, 108% acima do mesmo per\u00edodo do ano passado. Em valor, o aumento foi de 93%.<\/p>\n<p>Na negocia\u00e7\u00e3o com os mexicanos, foi fixado o limite de US$ 1,45 bilh\u00e3o para as importa\u00e7\u00f5es originadas do M\u00e9xico de mar\u00e7o de 2012 a mar\u00e7o de 2013, e cada montadora recebeu uma cota individual. De janeiro a agosto deste ano, as importa\u00e7\u00f5es de autove\u00edculos (carros, \u00f4nibus, caminh\u00f5es), j\u00e1 somaram US$ 2 bilh\u00f5es. As empresas que superaram o valor das cotas s\u00f3 podem trazer carros ao pa\u00eds pagando tarifa de importa\u00e7\u00e3o de 35% e adicional de dez pontos percentuais no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).<\/p>\n<p>O total de importa\u00e7\u00f5es de autom\u00f3veis mexicanos trazidos ao pa\u00eds fora da cota, com pagamento de imposto adicional, j\u00e1 soma US$ 164 milh\u00f5es. Esses carros s\u00f3 n\u00e3o chegar\u00e3o mais caros ao consumidor, se a empresa decidir absorver, no pre\u00e7o, o custo do imposto cobrado a mais. Caso as montadoras decidam repassar o imposto aos pre\u00e7os no varejo, consumidores podem ser surpreendidos: algumas montadoras, alegando falta de carro em estoque, est\u00e3o vendendo autom\u00f3veis para entrega at\u00e9 em dezembro, com cl\u00e1usulas nos contratos que obrigam os compradores a pagar mais do que pre\u00e7o atual, em caso de reajuste no valor dos carros.<\/p>\n<p>As montadoras pressionam o governo para renegociar as cotas, o que est\u00e1, at\u00e9 agora, fora dos planos da equipe econ\u00f4mica. O acordo renegociado em mar\u00e7o j\u00e1 prev\u00ea um aumento progressivo do limite total de importa\u00e7\u00e3o, que passar\u00e1 a US$ 1,56 bilh\u00e3o em mar\u00e7o de 2013 e US$ 1,64 bilh\u00e3o em mar\u00e7o de 2014. As montadoras tamb\u00e9m tiveram previs\u00e3o de aumento progressivo no n\u00famero de ve\u00edculos que cada uma poder\u00e1 trazer ao pa\u00eds.<\/p>\n<p>Quando a presidente Dilma ordenou o cancelamento do acordo automotivo com o M\u00e9xico, estava incomodada porque a importa\u00e7\u00e3o de carros do pa\u00eds pelo Brasil havia aumentado 70%, em valor, em todo o ano de 2011.<\/p>\n<p>O ministro de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, Ant\u00f4nio Patriota, chegou a informar aos mexicanos que, como previa o acordo, o governo iria cancelar o livre com\u00e9rcio de autom\u00f3veis com o M\u00e9xico a partir de 2013. A pedido do presidente mexicano, Felipe Calder\u00f3n, a presidente Dilma voltou atr\u00e1s e aceitou renegociar os termos do acordo, que resultou nas cotas de importa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Entre janeiro e agosto, entraram no Brasil 136,4 mil autom\u00f3veis fabricados pelo M\u00e9xico, mais que os 134,6 mil importados em todo o ano de 2011 e os 75 mil de 2010. J\u00e1 foram registrados, em julho, casos de empresa que pediram licen\u00e7a de importa\u00e7\u00e3o com as vantagens do acordo automotivo (sem imposto) acima do que permitia a cota e tiveram o pedido rejeitado.<\/p>\n<p>Nos primeiros oito meses do ano, enquanto aumentavam as compras de carros do M\u00e9xico, beneficiadas pelo acordo automotivo com o pa\u00eds, ca\u00edam as importa\u00e7\u00f5es totais de autom\u00f3veis. Desde janeiro, o governo brasileiro passou a cobrar um adicional de 30 pontos percentuais de IPI aos carros importados, isentando apenas montadoras com planos de investimento ou produ\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. A queda total nas importa\u00e7\u00f5es de autom\u00f3veis, de janeiro a agosto, em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado, foi de 6,4% em valor e de 17% em volume.<\/p>\n<p>Outros produtos, al\u00e9m de autom\u00f3veis e ve\u00edculos comerciais leves t\u00eam sido beneficiados pelo com\u00e9rcio automotivo com o M\u00e9xico, que foi super\u00e1vit\u00e1rio para o Brasil at\u00e9 2010, quando os mexicanos passaram a ter super\u00e1vit. A importa\u00e7\u00e3o de autope\u00e7as originadas no M\u00e9xico cresceu quase 33% de janeiro a agosto (em compara\u00e7\u00e3o aos primeiros oito meses de 2011); a de m\u00e1quinas rodovi\u00e1rias, quase 185%; e a de m\u00e1quinas agr\u00edcolas, 266%.<\/p>\n<p>Segundo apurou o Valor, nem todas as empresas que importam autom\u00f3veis pagando adicional de imposto esgotaram a cota, por\u00e9m, mas algumas decidiram, sem informar o motivo ao governo, trazer carros com a tributa\u00e7\u00e3o, sem a isen\u00e7\u00e3o garantida pelo acordo automotivo. A redu\u00e7\u00e3o do IPI no setor, neste ano, facilita a absor\u00e7\u00e3o do custo das importa\u00e7\u00f5es de autom\u00f3veis fora da cota.<\/p>\n<p>Para um graduado integrante do governo, o pedido de renegocia\u00e7\u00e3o das cotas feito pelas montadoras contraria a inten\u00e7\u00e3o oficial de estimular a produ\u00e7\u00e3o de autom\u00f3veis no pa\u00eds. A cria\u00e7\u00e3o de um adicional no IPI dos autom\u00f3veis importados, no fim de 2011, teve o objetivo de desestimular as importa\u00e7\u00f5es e for\u00e7ar as empresas a transferir a produ\u00e7\u00e3o para o territ\u00f3rio brasileiro.<\/p>\n<p>O principal alvo da barreira foram os carros chineses e, por for\u00e7a do acordo do Mercosul, o governo teve de isentar do aumento os carros com importa\u00e7\u00e3o originada na Argentina e no Uruguai. Dilma irritou-se, por\u00e9m, ao notar que o acordo com o M\u00e9xico permitiu a montadoras &#8211; que reivindicaram a prote\u00e7\u00e3o contra os importados &#8211; trazer ve\u00edculos do pa\u00eds, em escala crescente.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Pacote da China n\u00e3o ter\u00e1 efeito imediato<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O pacote de investimentos em projetos de infraestrutura de mais de US$ 150 bilh\u00f5es, anunciado pelo governo chin\u00eas para os pr\u00f3ximos cinco anos, n\u00e3o tem efeito imediato para o Brasil, na vis\u00e3o de especialistas do com\u00e9rcio Brasil-China. Al\u00e9m disso, a medida tomada por Pequim deve ser lida mais como uma sinaliza\u00e7\u00e3o da mudan\u00e7a na pol\u00edtica econ\u00f4mica do pa\u00eds oriental do que como um instrumento que vai alterar os n\u00edveis do com\u00e9rcio exterior entre os dois pa\u00edses.<\/p>\n<p>Ao todo, o governo chin\u00eas prev\u00ea que cerca de 60 projetos ligados \u00e0 infraestrutura &#8211; principalmente em rodovias e ferrovias &#8211; sejam executados. No entanto, ainda n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de in\u00edcio dos trabalhos e do aumento da demanda por produtos prim\u00e1rios pelas obras, de acordo com o ex-ministro e presidente do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), S\u00e9rgio Amaral.<\/p>\n<p>Para o tamb\u00e9m ex-embaixador, tr\u00eas tend\u00eancias previstas pelo governo chin\u00eas na ocasi\u00e3o do lan\u00e7amento do 12\u00ba Plano Quinquenal, realizado ano passado, est\u00e3o come\u00e7ando a se materializar: a diminui\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de exporta\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, o aumento dos sal\u00e1rios, e a revers\u00e3o de uma economia centralizada em produzir para o exterior para uma economia que come\u00e7a a se voltar mais ao mercado interno.<\/p>\n<p>&#8220;A China deve passar nos pr\u00f3ximos anos de 50% de popula\u00e7\u00e3o urbana para 80%, o que representa mais 400 milh\u00f5es de pessoas demandando moradia e alimenta\u00e7\u00e3o. \u00c9 razo\u00e1vel supor que a procura por alguns produtos brasileiros, como a soja e os itens do complexo de min\u00e9rio de ferro, ter\u00e3o um volume sustent\u00e1vel de demanda ao longo dos anos. Esse \u00e9 o efeito maior que o movimento chin\u00eas pode trazer ao Brasil, e n\u00e3o uma oscila\u00e7\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o de um an\u00fancio em particular&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Augusto de Castro, presidente em exerc\u00edcio da Associa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil (AEB), corrobora com a vis\u00e3o de que est\u00e1 havendo uma mudan\u00e7a no perfil da economia chinesa observada por S\u00e9rgio Amaral. Para Castro, mesmo se a maior demanda por min\u00e9rio de ferro causar impacto na exporta\u00e7\u00e3o brasileira, ela ocorrer\u00e1 somente no ano que vem.<\/p>\n<p>&#8220;Por enquanto \u00e9 apenas uma sinaliza\u00e7\u00e3o ao mercado. As obras podem ajudar a aumentar o pre\u00e7o do min\u00e9rio e do a\u00e7o, que vem caindo neste ano. Tamb\u00e9m pode crescer o volume da nossa exporta\u00e7\u00e3o. Mas o fato \u00e9 que neste ano vai haver efeito zero&#8221;, diz.<\/p>\n<hr \/>\n<p>A\u00e7\u00e3o do Fed afetar\u00e1 menos os emergentes<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Uma nova rodada de afrouxamento monet\u00e1rio (&#8220;quantitative easing&#8221; ou QE) pelo Federal Reserve deve refor\u00e7ar o apetite pelo risco, mas dificilmente ter\u00e1 o mesmo impacto sobre os mercados emergentes, comparado a a\u00e7\u00f5es precedentes, acreditam analistas.<\/p>\n<p>Quando o Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) implementou o QE1 e o QE2, v\u00e1rios emergentes reclamaram que pa\u00edses industrializados estavam inundando seus mercados com liquidez. Fluxos excessivos de capitais vol\u00e1teis provocaram infla\u00e7\u00e3o nos pre\u00e7os dos ativos e valoriza\u00e7\u00e3o de moedas, trazendo riscos para a estabilidade e afetando a competitividade de suas exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No mercado, as aten\u00e7\u00f5es est\u00e3o voltadas para a reuni\u00e3o da diretoria do Fed nesta semana, com expectativa de novas compras de pelo menos US$ 500 bilh\u00f5es de um misto de ativos ou um programa cont\u00ednuo sem magnitude espec\u00edfica de aquisi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Desta vez, por\u00e9m, Heiner Flassbeck, economista-chefe da Ag\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Com\u00e9rcio e o Desenvolvimento (Unctad), se diz c\u00e9tico sobre o impacto de QE3 nos fluxos de capitais para emergentes, considerando, por exemplo, a desacelera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica tamb\u00e9m nesses pa\u00edses.<\/p>\n<p>&#8220;Sempre h\u00e1 riscos de bolhas, mas o fluxo de capital para emergentes tem muito a ver com outras coisas, como expans\u00e3o da economia e taxa de juros&#8221;, disse Flassbeck ao Valor.<\/p>\n<p>Em seu relat\u00f3rio &#8220;Capital Market Monitor&#8221; deste m\u00eas, o Instituto Internacional de Finan\u00e7as (IIF), que representa os maiores bancos do mundo, nota que no per\u00edodo entre o QE1 (novembro de 2008) e o QE2 (novembro 2010) houve correla\u00e7\u00e3o entre a a\u00e7\u00e3o do Federal Reserve e altas nos pre\u00e7os de ativos (em quase todos os lugares) e de v\u00e1rias moedas de emergentes, mas tamb\u00e9m houve o fator relativo a essas economias: seu forte crescimento comparado ao de pa\u00edses desenvolvidos, no rastro de importante expans\u00e3o do cr\u00e9dito dom\u00e9stico.<\/p>\n<p>J\u00e1 nos 22 meses depois do an\u00fancio do QE2, n\u00e3o houve essa correla\u00e7\u00e3o entre o mecanismo de liquidez e os pre\u00e7os de ativos, diz o IIF.<\/p>\n<p>Para a entidade, levando em conta que as taxas de juros nos EUA j\u00e1 s\u00e3o extremamente baixas e a liquidez \u00e9 abundante, &#8220;mesmo se pobremente distribu\u00edda nos sistemas financeiros e com os emergentes tamb\u00e9m desacelerando, n\u00e3o est\u00e1 claro se o QE3, quando implementando, tenha muito impacto nos emergentes&#8221;.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 liquidez, o IIF exemplifica a abund\u00e2ncia atual com o fato de bancos dos EUA e da Europa guardarem mais de US$ 1 trilh\u00e3o de excesso de reservas em seus bancos centrais.<\/p>\n<p>Para Philip Poole, chefe de estrat\u00e9gias de investimentos do HSBC Global Asset Management, cada rodada sucessiva de QE &#8220;tem menos e menos efeito&#8221;. Ele disse que o instrumento perdeu seu &#8220;valor de choque&#8221;. Acha que nos EUA e na Europa o mecanismo de transmiss\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria para a economia real &#8220;ainda est\u00e1 quebrado e levar\u00e1 tempo para ser consertado&#8221;. Poole acredita que &#8220;na margem&#8221; o afrouxamento quantitativo pelo Fed ser\u00e1 positivo para a atividade econ\u00f4mica, &#8220;s\u00f3 que n\u00e3o muito poderoso&#8221;.<\/p>\n<p>O economista Paul Ashorth, da consultoria Capital Economics, &#8220;suspeita&#8221; que as cr\u00edticas internacionais contra uma nova rodada de QE ser\u00e3o muito mais baixas &#8220;j\u00e1 que as economias chinesa e brasileira agora precisam de toda ajuda que possam obter&#8221;.<\/p>\n<p>Em nota a clientes, o analista Christian Lawrence, do Rabobank, da Holanda, ao mesmo tempo em que destaca a import\u00e2ncia de um novo afrouxamento quantitativo americano, estima que a moeda brasileira, em rela\u00e7\u00e3o ao d\u00f3lar, deve permanecer entre R$ 2,02 e R$ 2,05 pelos pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n<p>Para Nick Chamie, chefe global para mercados emergentes do RBC Capital Markets, do Canad\u00e1, somente o tempo dir\u00e1 se os esfor\u00e7os do Banco Central Europeu (BCE) e do Fed para refor\u00e7ar a liquidez global ser\u00e3o bem-sucedidos. Se forem, os pre\u00e7os de commodities podem ter impulso, ampliando os retornos nos mercados emergentes &#8220;pelo menos no curto prazo&#8221;. Outros economistas acham que uma nova rodada de QE continuar\u00e1 a beneficiar t\u00edtulos da d\u00edvida p\u00fablica de pa\u00edses com alto rating de cr\u00e9dito.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Novo pacote de R$ 50 bi<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>Em uma nova empreitada para estimular a economia, o governo est\u00e1 finalizando um pacote na \u00e1rea de portos e aeroportos, com potencial para atrair pelo menos R$ 50 bilh\u00f5es em investimentos. As medidas na \u00e1rea dos portos est\u00e3o mais adiantadas e devem sair em at\u00e9 duas semanas. Al\u00e9m das licita\u00e7\u00f5es de terminais novos e antigos com licen\u00e7a vencida e da constru\u00e7\u00e3o de tr\u00eas novos portos com participa\u00e7\u00e3o privada no Amazonas, no Esp\u00edrito Santo e na Bahia, est\u00e1 em discuss\u00e3o no Pal\u00e1cio do Planalto um modelo que prev\u00ea a participa\u00e7\u00e3o da iniciativa privada na gest\u00e3o dos portos, por meio de sociedades de prop\u00f3sito espec\u00edfico (SPEs).<\/p>\n<p>Por esse modelo, as companhias de docas perder\u00e3o parte da autonomia que t\u00eam hoje. Elas atuariam em parceria com o setor privado na gest\u00e3o portu\u00e1ria, o que seria viabilizado com a cria\u00e7\u00e3o dessas SPEs.<\/p>\n<p>&#8211; Estamos falando em algo na linha de redefini\u00e7\u00e3o de responsabilidades e choque de gest\u00e3o &#8211; explicou uma fonte que participa da finaliza\u00e7\u00e3o do pacote.<\/p>\n<p>O governo avalia que as companhias de docas, empresas subordinadas ao Minist\u00e9rio dos Portos, mas que costumam ser comandadas por pol\u00edticos dos estados, t\u00eam s\u00e9rios problemas de gest\u00e3o. A Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), por exemplo, apresentou preju\u00edzos nos \u00faltimos anos, o que reflete as dificuldades na gest\u00e3o financeira em todos os portos que administra na Regi\u00e3o Nordeste. Com melhor gest\u00e3o nas docas e nos portos, o governo quer elevar a participa\u00e7\u00e3o aquavi\u00e1ria na matriz de transportes, dos 13% da carga registrados em 2010 para 29% em 2025.<\/p>\n<p>aproveitamento pleno dos terminais<\/p>\n<p>Uma ala do governo defende a privatiza\u00e7\u00e3o das docas, mas a ideia n\u00e3o tem encontrado eco dentro da equipe da presidente Dilma Rousseff. Por enquanto, o que o governo indica \u00e9 a vontade de criar um ambiente mais competitivo para os recursos privados. Faz parte dessa estrat\u00e9gia tanto dar sinais de que n\u00e3o permitir\u00e1 excessos, como cobran\u00e7as de tarifas abusivas, quanto de que vai amparar eventuais descompassos nas receitas dos concession\u00e1rios &#8211; um exemplo seria oferecer novas desonera\u00e7\u00f5es quando achasse necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>&#8211; Queremos garantir que os benef\u00edcios que est\u00e3o sendo concedidos cheguem aos clientes desses servi\u00e7os, no setor produtivo &#8211; disse um integrante do governo.<\/p>\n<p>Nessa redefini\u00e7\u00e3o de responsabilidades na \u00e1rea de portos, tamb\u00e9m dever\u00e3o reformulados os \u00d3rg\u00e3os de Gest\u00e3o de M\u00e3o de Obra (OGMO) e os Conselhos de Autoridade Portu\u00e1ria (CAPs). Esses organismos regionais dever\u00e3o ter seu papel incorporado a uma nova entidade federal.<\/p>\n<p>O governo quer, ainda, garantir que a capacidade plena dos terminais j\u00e1 existentes seja, de fato, aproveitada, sem permitir a exist\u00eancia de brechas para que os concession\u00e1rios de terminais discriminem clientes. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 que em terminais de uso privado no Porto de Sepetiba, por exemplo, s\u00e3o criadas dificuldades para o aproveitamento de espa\u00e7o dispon\u00edvel que acabam prejudicando a competitividade da ind\u00fastria brasileira &#8211; recentemente, em a\u00e7\u00e3o similar, uma medida governamental foi adotada a fim de assegurar o aproveitamento m\u00e1ximo das ferrovias.<\/p>\n<p>Transporte mar\u00edtimo, op\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica<\/p>\n<p>No pacote de portos, o governo quer criar incentivos tamb\u00e9m para a navega\u00e7\u00e3o de cabotagem, aquela que \u00e9 feita entre portos nacionais. Os t\u00e9cnicos que est\u00e3o formatando o pacote entendem que \u00e9 mais vi\u00e1vel, tanto econ\u00f4mica como ecologicamente, por exemplo, levar cargas da Zona Franca de Manaus para o Rio Grande do Sul pelo mar do que por rodovias. De acordo com dados do Instituto de Log\u00edstica e Supply Chain (Ilos), o custo log\u00edstico no Brasil &#8211; que inclui transporte, estoque e armazenamento &#8211; \u00e9 de 10,6% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds) brasileiro, enquanto nos Estados Unidos esse percentual \u00e9 de 7,7%.<\/p>\n<p>Apesar de press\u00f5es contr\u00e1rias \u00e0 navega\u00e7\u00e3o de cabotagem &#8211; como de motoristas de \u00f4nibus e ferrovi\u00e1rios, que temem a concorr\u00eancia -, o governo j\u00e1 estuda oferecer incentivos tribut\u00e1rios e de fomento para viabilizar esse transporte. Isso porque que esse tipo de navega\u00e7\u00e3o exige navios espec\u00edficos, menores do que aqueles para exporta\u00e7\u00f5es, e tem remunera\u00e7\u00e3o diferenciada para os terminais. Estes preferem movimentar os volumes mais expressivos e lucrativos das exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Pacote se soma aos R$ 165 bi para rodovias<\/p>\n<p>H\u00e1 mais de um m\u00eas, o ministro Le\u00f4nidas Cristino, da Secretaria Especial dos Portos, vem participando quase que diariamente de reuni\u00f5es na Casa Civil e na Presid\u00eancia da Rep\u00fablica para definir o novo modelo de gest\u00e3o dos portos. Nessas reuni\u00f5es tamb\u00e9m est\u00e3o presentes representantes dos minist\u00e9rios dos Transportes e da Fazenda.<\/p>\n<p>O pacote de R$ 50 bilh\u00f5es previsto para portos e aeroportos deve se somar aos R$ 165 bilh\u00f5es j\u00e1 anunciados para ferrovias e rodovias. O objetivo \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de um sistema de log\u00edstica nacional no qual os modais concorram entre si para oferecer melhores solu\u00e7\u00f5es de transporte de carga no pa\u00eds. Isso ajudaria a reduzir o chamado Custo Brasil, elevando a competitividade da ind\u00fastria brasileira em uma economia global.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Estado de S. 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