{"id":3539,"date":"2012-09-14T12:05:21","date_gmt":"2012-09-14T12:05:21","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3539"},"modified":"2012-09-14T12:05:21","modified_gmt":"2012-09-14T12:05:21","slug":"timoleon-jimenez-outra-colombia-e-possivel-e-juntos-podemos-modela-la","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3539","title":{"rendered":"Timole\u00f3n Jim\u00e9nez: \u201cOutra Col\u00f4mbia \u00e9 poss\u00edvel e juntos podemos model\u00e1-la\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Transcri\u00e7\u00e3o Stolpkin.net: Nota Stolpkin.net:\u00a0 A seguinte transcri\u00e7\u00e3o, completa, \u00e9 a declara\u00e7\u00e3o das FARC-EP, atrav\u00e9s do seu comandante-em-chefe Timole\u00f3n Jim\u00e9nez, sobre o \u201can\u00fancio oficial do in\u00edcio das negocia\u00e7\u00f5es de paz com o Governo da Col\u00f4mbia\u201d.<\/em><\/p>\n<p><em>Video:\u00a0<a href=\"http:\/\/youtu.be\/Jh8ePSvli4s\" target=\"_blank\">http:\/\/youtu.be\/Jh8ePSvli4s<\/a><\/em><\/p>\n<p><em>AUDIO:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.box.com\/s\/apoblsm2g3aiu5hp7kpq\" target=\"_blank\">https:\/\/www.box.com\/s\/apoblsm2g3aiu5hp7kpq<\/a><\/em><\/p>\n<p><strong>Comandante Timole\u00f3n Jim\u00e9nez:<\/strong><\/p>\n<p>As FARC-EP desejamos tamb\u00e9m tornar p\u00fablico o an\u00fancio oficial do in\u00edcio das negocia\u00e7\u00f5es de paz com o Governo da Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p>De fato, na cidade de Havana, na Cuba revolucion\u00e1ria de Fidel e Che, na p\u00e1tria socialista de Jos\u00e9 Mart\u00ed, nossos delegados assinaram em 27 de agosto deste ano, o Acordo Geral convocada Para o T\u00e9rmino do Conflito e a Constru\u00e7\u00e3o uma Paz Est\u00e1vel e Duradoura.<\/p>\n<p><em>Timole\u00f3n Jim\u00e9nez<\/em><\/p>\n<p>Com isto inicia-se novamente um processo de di\u00e1logo para a obten\u00e7\u00e3o da paz em nossa p\u00e1tria; uma aspira\u00e7\u00e3o nobre e leg\u00edtima que a insurg\u00eancia colombiana defende faz meio s\u00e9culo. Anexamos o texto do citado acordo.<\/p>\n<p>Consideramos um dever incontorn\u00e1vel reconhecer a ajuda inestim\u00e1vel do Governo da Rep\u00fablica Bolivariana da Venezuela, liderado pelo senhor presidente Hugo Rafael Ch\u00e1vez Frias, que foi determinante para a conclus\u00e3o deste acordo; bem como a imensur\u00e1vel atua\u00e7\u00e3o do Governo do Reino da Noruega, que desempenhou um papel fundamental &#8230; (interrup\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Sem a preocupa\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o do governo liderado pelo comandante Raul Castro, esta tarefa longa n\u00e3o teria alcan\u00e7ado um ponto t\u00e3o exitoso. A todos eles, os nossos agradecimentos formais e sinceros. Temos certeza de que toda a nossa Am\u00e9rica aplaude sua atua\u00e7\u00e3o generosa. N\u00f3s n\u00e3o temos nenhuma d\u00favida de que novas na\u00e7\u00f5es continuar\u00e3o a se somar com a finalidade ajudar este novo esfor\u00e7o.<\/p>\n<p>Passaram-se 10 anos desde quando Andr\u00e9s Pastrana decidiu jogar no lixo seus objetivos de paz e decretar uma nova etapa no longo confronto civil colombiano. Colocava assim em pr\u00e1tica a persistente amea\u00e7a de seu ministro da defesa, que nos advertia, come\u00e7ando o processo de Cagu\u00e1n, que ter\u00edamos dois anos para chegar a um termo sobre a nossa entrega. Sob pena de sofrermos um exterm\u00ednio exemplar, por conta do ataque que o Estado preparava contra n\u00f3s. \u00c9 claro que foi tudo uma manobra oficial para ganhar tempo. Quanta morte e destrui\u00e7\u00e3o; quanta dor e quantas l\u00e1grimas; quanto luto e desapropria\u00e7\u00f5es in\u00fateis; quantas vidas e sorrisos ceifados para finalmente concluir que a sa\u00edda n\u00e3o \u00e9 a guerra, mas o di\u00e1logo civilizado. Pode ocorrer a mesma coisa, e toda a Col\u00f4mbia deve colocar-se de p\u00e9 para imped\u00ed-lo. Que n\u00e3o aconte\u00e7a o mesmo desta vez, a nossa p\u00e1tria n\u00e3o merece esta guerra que declararam contra ela. Mas, uma d\u00e9cada atr\u00e1s, recaiu sobre a Col\u00f4mbia e seu povo uma terr\u00edvel investida militar, paramilitar, judicial, econ\u00f4mica, pol\u00edtica e social que agora parece reconhecer-se como v\u00e3; tamb\u00e9m ca\u00edram sobre n\u00f3s como aves de rapina os propagandistas do regime, com seu discurso difamat\u00f3rio e venenoso. Que adjetivos dos mais vis n\u00e3o foram lan\u00e7ados sobre aqueles que tomaram uma posi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica ao lado de nossa palavra; de que estigmas infamantes n\u00e3o fomos cobertos ao enfrentarmos a guerra e a viol\u00eancia desencadeada com frenesi pelo Poder; qual dos mais horr\u00edveis crimes deixaram de imputar sobre n\u00f3s? Tamb\u00e9m esta humilhante deturpa\u00e7\u00e3o da linguagem acabou sendo in\u00fatil.<\/p>\n<p>Voltamos a uma mesa. Reconhecidos como advers\u00e1rios militares e pol\u00edticos; convidados e protegidos pelos que nos perseguiram; acompanhados e apoiados pela Comunidade Internacional.<\/p>\n<p>Definitivamente, tanta manifesta\u00e7\u00e3o de \u00f3dio carece de sentido. Talvez para a satisfa\u00e7\u00e3o daqueles a quem o Governo tem reiterado milhares de vezes, tanto nos bastidores quanto em suas m\u00faltiplas declara\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, a sua inabal\u00e1vel decis\u00e3o de n\u00e3o permitir nada do que qualifica como concess\u00f5es no campo de guerra. Em seu estranho parecer, qualquer possibilidade de cessar-fogo, tr\u00e9gua ou armist\u00edcio, s\u00f3 contribui para a cria\u00e7\u00e3o de incentivos perversos.<\/p>\n<p>\u00c9 claro para n\u00f3s, ent\u00e3o, que, apesar das manifesta\u00e7\u00f5es oficiais de paz, os rebeldes chegamos a esta nova tentativa de reconcilia\u00e7\u00e3o considerando n\u00e3o somente o ataque \u00a0militar desencadeado contra n\u00f3s uma d\u00e9cada atr\u00e1s, mas sob o ass\u00e9dio e a tentativa de nos compelir abertamente a retirar nossas aspira\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e sociais em troca de uma miser\u00e1vel rendi\u00e7\u00e3o e entrega. Apesar destes sinais, as FARC-EP mant\u00e9m a aspira\u00e7\u00e3o sincera de que o regime n\u00e3o tentar\u00e1 repetir a mesma trama do passado. Pensamos simplesmente que est\u00e3o em evid\u00eancia as enormes dificuldades que se enfrentar\u00e1 neste esfor\u00e7o, pois a obten\u00e7\u00e3o de uma paz justa e democr\u00e1tica justifica enfrentar os desafios mais dif\u00edceis.<\/p>\n<p>Apesar deles, estamos otimistas. A hist\u00f3ria sempre foi moldada por for\u00e7as sociais que apontam para o futuro. Estamos convencidos de que a realidade nacional vai impor a vontade das grandes maiorias, que acredita na necessidade da paz com justi\u00e7a social.<\/p>\n<p>Ao largo do processo devem ficar os signat\u00e1rios de fabulosos contratos derivados da guerra; os que encontram nos grandes pressupostos de Defesa um r\u00e1pido caminho para o enriquecimento; os que agregam rapidamente suas propriedades e lucros com base na pilhagem contra os indefesos.<\/p>\n<p>Contra a obsessiva e indolente posi\u00e7\u00e3o de identificar a paz exclusivamente com a vit\u00f3ria; de alcan\u00e7\u00e1-la mediante brutais opera\u00e7\u00f5es militares e policiais de aniquilamento; de conquist\u00e1-la com base em devastadores bombardeios e fuzilamentos; de identific\u00e1-la com a consagra\u00e7\u00e3o da impunidade para a arbitrariedade de seus agentes; de t\u00ea-la com milhares de capturas massivas, ataques, persegui\u00e7\u00f5es, desapropria\u00e7\u00f5es e todos os tipos de repress\u00e3o contra o povo colombiano que reivindica seus direitos; de assimil\u00e1-la \u00e0 acelera\u00e7\u00e3o da locomotiva da inf\u00e2mia, \u00e9 urgente enfrentar uma concep\u00e7\u00e3o distinta, justa, realista e construtiva.<\/p>\n<p>Uma paz verdadeira baseada na reconcilia\u00e7\u00e3o, no entendimento fraterno, nas transforma\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, pol\u00edticas e sociais, necess\u00e1rias para alcan\u00e7ar o ponto de equil\u00edbrio aceit\u00e1vel para todos; na remo\u00e7\u00e3o definitiva dos motivos que alimentam o confronto armado. Sobre tais certezas, elaborou-se conjuntamente a parte introdut\u00f3ria do Acordo Geral.<\/p>\n<p>Uma grande conquista nas discuss\u00f5es das reuni\u00f5es explorat\u00f3rias. Percebe-se ali, entre outros fatos, incontest\u00e1veis, que este processo de paz atende o clamor da popula\u00e7\u00e3o como um todo e, portanto, requer a participa\u00e7\u00e3o, sem distin\u00e7\u00e3o, de todos; que se deve respeitar os direitos humanos em todos confins do territ\u00f3rio nacional; que o desenvolvimento econ\u00f4mico com justi\u00e7a social e harmonia com o meio ambiente \u00e9 uma garantia de paz e progresso; que o desenvolvimento social com equidade e bem-estar, incluindo as maiorias, nos permitir\u00e1 crescer como pa\u00eds; que a amplia\u00e7\u00e3o da democracia \u00e9 condi\u00e7\u00e3o para alcan\u00e7ar bases s\u00f3lidas para a paz. No entanto, ainda se fazem ouvir\u00a0 vozes oficiais que abertamente persistem na sa\u00edda militar. Deixe-os. As FARC-EP assumimos, identificados com o povo da Col\u00f4mbia, que a introdu\u00e7\u00e3o desses axiomas no Acordo Geral constitui o marco te\u00f3rico de princ\u00edpios que dever\u00e3o ser materializados nos acordos finais da agenda negociada.<\/p>\n<p>Seis meses batalhando por estas verdades nos permitiu por fim conseguir do Governo Nacional sua inclus\u00e3o.<\/p>\n<p>Para n\u00f3s \u00e9 perfeitamente claro que a chave da paz n\u00e3o repousa no bolso do presidente da Rep\u00fablica, tampouco no comandante das FARC-EP; o verdadeiro e \u00fanico deposit\u00e1rio de tal chave \u00e9 o povo deste pa\u00eds. \u00c9 aos milh\u00f5es de v\u00edtimas deste regime elitista e violento, aos afetados pelas suas pol\u00edticas neoliberais de explora\u00e7\u00e3o, que sonham com uma verdadeira democracia em um pa\u00eds amigo, de desenvolvimento e de paz, que corresponde a responsabilidade de desempenhar o seu papel rumo a uma nova Col\u00f4mbia. E para eles que estamos, as FARC, nos dirigindo com nossos cora\u00e7\u00f5es nas m\u00e3os. Porque voltou a se abrir a porta da esperan\u00e7a; porque batem os sinos que chamam alto para a pra\u00e7a central, a sa\u00edrem de suas aldeias, de suas antigas minas, de suas comunidades, de seus bairros pobres, de seus centros de trabalho, das f\u00e1bricas que os consomem, de suas oficinas dom\u00e9sticas, de seu trabalho ag\u00f4nico di\u00e1rio, de seus centros de estudo, do confinamento da pris\u00e3o, da sua busca incans\u00e1vel de emprego, de suas pequenas empresas, suas f\u00e1bricas amea\u00e7adas pela fal\u00eancia, de suas culturas ignoradas, de seu abrigo de desalojados, de seus esconderijos de amea\u00e7ados, de seus rinc\u00f5es de v\u00edtimas, de suas casas destru\u00eddas.<\/p>\n<p>Trata-se de marchar para a paz, para a constru\u00e7\u00e3o entre todos de um novo pa\u00eds; trata-se de fechar as portas aos senhores violentos; de lutar por profundas modifica\u00e7\u00f5es da ordem vigente.<\/p>\n<p>O espa\u00e7o para a luta dos milh\u00f5es de colombianos est\u00e1 aberta. \u00c9 isso o que significa que a paz \u00e9 uma quest\u00e3o de todos.<\/p>\n<p>Temos que fazer desta oportunidade um novo grito pela independ\u00eancia.<\/p>\n<p>H\u00e1 pouco mais de dois s\u00e9culos atr\u00e1s, afirmou Jos\u00e9 Acevedo y G\u00f3mez, de uma sacada da capital: &#8220;Se deixeis esta oportunidade \u00fanica e feliz escapar, amanh\u00e3 sereis tratados como insurgentes. Eis as masmorras, as cadeias e algemas que vos esperam.&#8221;<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o de hoje \u00e9 assombrosamente semelhante.<\/p>\n<p>Ou os colombianos das montanhas, os secularmente humilhados e ofendidos, os oprimidos e explorados nos colocamos de p\u00e9 em defesa do nosso territ\u00f3rio e suas riquezas, do nosso trabalho, das nossas liberdades, das fam\u00edlias, vidas e culturas amea\u00e7adas por completo, ou acabaremos com a marca do ferro quente nas costas, for\u00e7ados pelas baionetas, lamentando sem consolo por termos feito pouco pela p\u00e1tria e nossos filhos; ou vamos seguir sofrendo o prolongamento indefinido e lacerante do conflito e o impedimento do seu desfecho.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos dias, alguma revista comentava como que uma dama da alta sociedade, renunciou com enorme raiva a sua participa\u00e7\u00e3o como s\u00f3cia em um clube exclusivo da capital, depois de ter visto dan\u00e7ando em um dos corredores um atrevido jovem que portava, ademais, um cigarro na m\u00e3o. Uma &#8220;afronta intoler\u00e1vel&#8221;, em sua opini\u00e3o.<\/p>\n<p>Que as pessoas da alta sociedade procedam deste modo dentro de seus clubes sociais, \u00e9 um problema delas. Mas que n\u00e3o pretendam seguir agindo da mesma forma no pa\u00eds inteiro. N\u00e3o pode ser descrita como agita\u00e7\u00e3o e confus\u00e3o desnecess\u00e1ria\u00a0 a participa\u00e7\u00e3o global do povo colombiano nas discuss\u00f5es de paz. Menos ainda quando se trata daqueles que colocaram a maior cota de sangue e sofrimento neste conflito.<\/p>\n<p>Chamamos assim a Col\u00f4mbia inteira a pronunciar-se; a exigir sua participa\u00e7\u00e3o ou assum\u00ed-la nas ruas e rodovias, como aprenderam a fazer por s\u00e9culos. Ela tamb\u00e9m tem sua agenda.<\/p>\n<p>Em nosso pa\u00eds se v\u00ea de tudo. Vampiros sedentos de sangue assediam hoje os quart\u00e9is para encher de conselhos os membros das For\u00e7as Armadas, a fim de conseguir que atravessem os esfor\u00e7os de paz e reconcilia\u00e7\u00e3o. Assunto perigoso. Por\u00e9m sair\u00e3o tamb\u00e9m derrotadas. Ningu\u00e9m como as guerrilhas para confiar na integridade e valor dos soldados e policiais da Col\u00f4mbia. Combatemos diariamente em todo o territ\u00f3rio nacional. Eles causam nossas baixas e s\u00e3o por sua vez alcan\u00e7ados com o fogo de nossas armas. Sabem bem que a necessidade os impeliu a ganhar a vida; que alimentam suas fam\u00edlias com o medo permanente da morte ou da invalidez; s\u00e3o colombianos do povo que amam a vida e sonham em prolong\u00e1-la; que sofrem ao verem seus filhos crescerem no medo de um panorama t\u00e3o aziago de incerteza social e viol\u00eancia, que junto aos seus n\u00e3o podem querer esta guerra. Haver\u00e1 em suas c\u00fapulas elementos belicistas e ambiciosos, que se prestam aos mais sujos prop\u00f3sitos; gente como Rito Alejo del R\u00edo ou Santoyo, comprometidos at\u00e9 a medula pelas doutrinas imperialistas de Seguran\u00e7a Nacional que convertem os homens em parasitas. Mas tamb\u00e9m deve haver patriotas; militares honestos que se perguntam por que raz\u00e3o as For\u00e7as Armadas colombianas se encontram a servi\u00e7o de poderosas multinacionais que saqueiam as riquezas do pa\u00eds; porque seu papel se reduz \u00e0 intimida\u00e7\u00e3o, \u00e0 conten\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o inconforme com as pol\u00edticas antipatri\u00f3ticas de governos corruptos; que se questionam pelo seu papel de garantes de uma ordem de coisas injusta; que se irritam ao ver como seus altos mandat\u00e1rios se submetem aos generais estrangeiros. A todos eles, estendemos nesta hora nossas m\u00e3os abertas a procura de reconcilia\u00e7\u00e3o. Outra Col\u00f4mbia \u00e9 poss\u00edvel e entre todos podemos mud\u00e1-la.<\/p>\n<p>Ter chegado a Havana foi fruto da resist\u00eancia inflex\u00edvel da insurg\u00eancia colombiana. \u00c9, sobretudo, o triunfo do clamor nacional pela paz e a solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. \u00c9 o resultado de cada palavra-de-ordem pintada num muro; de cada ato de massas promovido em centenas de lugares; dessa mobiliza\u00e7\u00e3o campesina, ind\u00edgena e de negritudes que confluiu em Barrancabermeja em agosto de 2011; das crescentes marchas em cada departamento e na capital do pa\u00eds; do protesto social; da luta contra as fumiga\u00e7\u00f5es; das paralisa\u00e7\u00f5es e greves contra o grande capital transnacional; de todos esses encontros de mulheres, de artistas, de estudantes e jovens; de colombianos e colombianas pela paz; do Congresso dos Povos; da Minga ind\u00edgena; da mobiliza\u00e7\u00e3o de m\u00faltiplos setores, do grito dolorido dos habitantes de Cauca e Putumayo, do Cesar, de Huila e Guajira, do Caquet\u00e1, os Santanderes e Arauca; de todos os rinc\u00f5es de nossa geografia p\u00e1tria. Semelhante torrente j\u00e1 n\u00e3o poder\u00e1 ser detida, estamos seguros que seguir\u00e1 crescendo; que ser\u00e3o levados embora os planos imperialistas, os avi\u00f5es ca\u00e7as, os tanques de guerra, os infernais desembarques, os batalh\u00f5es de combate terrestre, os brutais esquadr\u00f5es antimotins, os falsas suspeitas, as amea\u00e7as e os enquadramentos, o paramilitarismo, os pedantes jurisconsultos, a falsidade midi\u00e1tica, a politicagem rasteira; as pol\u00edticas neoliberais.<\/p>\n<p>Por nossa parte, chegamos \u00e0 mesa de di\u00e1logos sem rancores nem arrog\u00e2ncias, pleiteando que o Governo Nacional considere importantes os de baixo; que n\u00e3o julgue ing\u00eanuos seus desejos, que n\u00e3o acredite serem eles incapazes de empreenderem projetos e que reconhe\u00e7am o seu direito de tomar parte nas principais decis\u00f5es nacionais.<\/p>\n<p>Com o apoio cerrado de enormes multid\u00f5es, n\u00e3o pensamos em sair da mesa sem realmente ter tornado realidades essas bandeiras.<\/p>\n<p><strong>Juramos vencer e venceremos!!!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Viva a mem\u00f3ria e o exemplo de Manuel Marulanda V\u00e9lez, Jacobo Arenas, Efra\u00edn Guzm\u00e1n, Ra\u00fal Reyes, Ivan Rios, Jorge Brice\u00f1o, Alfonso Cano, Marianita P\u00e1ez, Lucero Palmera, e todos os guerreiros e guerreiras que deram seu sangue pela paz na Col\u00f4mbia!!!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Viva a Col\u00f4mbia!!! <\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: 3.bp.blogspot\n\n\n\n\n\n\n\n\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3539\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-3539","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c39-colombia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-V5","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3539","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3539"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3539\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3539"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3539"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3539"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}