{"id":3553,"date":"2012-09-17T19:43:25","date_gmt":"2012-09-17T19:43:25","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3553"},"modified":"2012-09-17T19:43:25","modified_gmt":"2012-09-17T19:43:25","slug":"acao-do-bc-no-cambio-tem-pouco-efeito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3553","title":{"rendered":"A\u00e7\u00e3o do BC no c\u00e2mbio tem pouco efeito"},"content":{"rendered":"\n<p>A queda do d\u00f3lar na sexta-feira, mesmo ap\u00f3s dois leil\u00f5es de swap cambial reverso (que equivale \u00e0 compra de moeda americana no mercado futuro) promovidos pelo Banco Central, sugere que pode ser hora de a autoridade monet\u00e1ria mudar de arma em sua cruzada contra a valoriza\u00e7\u00e3o do real excessiva, dizem agentes de mercado.<\/p>\n<p>Mesmo mantendo a moeda americana dentro da banda informal &#8211; entre R$ 2 e R$ 2,05 -, o BC n\u00e3o conseguiu blindar totalmente o c\u00e2mbio brasileiro da euforia externa com a nova rodada de est\u00edmulo econ\u00f4mico anunciada pelo Federal Reserve na semana passada. Os leil\u00f5es, na pr\u00e1tica, apenas evitaram uma queda maior do d\u00f3lar, acompanhando a tend\u00eancia de desvaloriza\u00e7\u00e3o da moeda americana no exterior. &#8220;Se n\u00e3o fossem os leil\u00f5es, o d\u00f3lar teria ca\u00eddo ainda mais&#8221;, disse Mario Paiva, analista de c\u00e2mbio da BGC Liquidez.<\/p>\n<p>Na sexta, o d\u00f3lar fechou em baixa de 0,4%, cotado a R$ 2,011, ligeiramente acima da m\u00ednima do dia, de R$ 2,009. Mesmo com tr\u00eas interven\u00e7\u00f5es na semana, a moeda americana acumulou baixa de 0,89% no per\u00edodo.<\/p>\n<p>Ainda assim, a queda na demanda entre o primeiro e o segundo leil\u00f5es realizados na sexta-feira sugere que est\u00e1 se aproximando a hora de o BC utilizar outra arma de seu arsenal de pol\u00edtica monet\u00e1ria. &#8220;Todos esses leil\u00f5es acabam saturando um pouco o mercado de swaps&#8221;, disse Reginaldo Galhardo, gerente de c\u00e2mbio da Treviso Corretora.<\/p>\n<p>No primeiro leil\u00e3o de sexta, o BC vendeu 35,7 mil dos 36 mil contratos que ofereceu. No segundo, conseguiu colocar apenas 7,4 mil dos 70 mil ofertados. &#8220;Por enquanto ainda h\u00e1 demanda, mas em algum momento, isso vai ter de mudar. Logo, o BC ter\u00e1 de atuar no mercado f\u00edsico, porque a tend\u00eancia \u00e9 come\u00e7ar a sobrar d\u00f3lar f\u00edsico&#8221;, disse Galhardo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de segurarem a cota\u00e7\u00e3o da moeda americana, as interven\u00e7\u00f5es do BC contribuem para inibir entradas mais volumosas de recursos, ao espantar investidores estrangeiros, mais avessos a qualquer tipo interven\u00e7\u00e3o no c\u00e2mbio. Mesmo assim, o mercado aposta em aumento do fluxo de capitais para o Brasil, independentemente da atua\u00e7\u00e3o do BC, na esteira da inje\u00e7\u00e3o de dinheiro do Fed.<\/p>\n<p>A expans\u00e3o no ritmo de entrada de recursos no pa\u00eds n\u00e3o ser\u00e1 imediata e tende a se acelerar \u00e0 medida que investidores estrangeiros desmontam as posi\u00e7\u00f5es conservadoras e defensivas. Isso deve impulsionar a valoriza\u00e7\u00e3o do real e colocar press\u00e3o sobre o BC, que ter\u00e1 de atuar ainda mais caso queira defender o piso da banda informal.<\/p>\n<p>Na BM&amp;F, os juros mostraram o desconforto dos investidores com a combina\u00e7\u00e3o formada por recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e press\u00f5es inflacion\u00e1rias.<\/p>\n<p>&#8220;A disposi\u00e7\u00e3o do governo de prorrogar as isen\u00e7\u00f5es fiscais em setores com elevado impacto multiplicador e os resultados melhores da produ\u00e7\u00e3o do PIB agropecu\u00e1rio a partir do segundo trimestre configuram um cen\u00e1rio de que j\u00e1 neste terceiro trimestre o crescimento dessazonalizado ficar\u00e1 na linha do potencial&#8221;, afirma o economista-chefe da Planner Prosper Investimentos, Eduardo Velho.<\/p>\n<p>Os agentes pedem mais pr\u00eamio para assumir riscos nesse cen\u00e1rio de maior incerteza. A diferen\u00e7a entre o contrato DI de janeiro de 2014 e o DI de janeiro de 2014 saiu de 1,27 ponto percentual para 1,50 ponto percentual &#8211; a mais elevada desde o dia 5 de julho. A curva de juros na BM&amp;F projeta agora queda de 0,09 ponto da taxa b\u00e1sica na reuni\u00e3o do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria do pr\u00f3ximo m\u00eas, ou seja, mais de 50% de chance de a taxa b\u00e1sica ficar est\u00e1vel em 7,5% ao ano &#8211; depois que o mercado chegou a precificar um corte integral de 0,25 ponto no in\u00edcio deste m\u00eas.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Brasil n\u00e3o est\u00e1 preparado para nova crise, diz BIS<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O Brasil e a Am\u00e9rica Latina n\u00e3o est\u00e3o t\u00e3o preparados para resistir a uma nova crise mundial como h\u00e1 quatro anos, quando a quebra do Lehman Brothers jogou a economia do planeta em seu pior momento em 70 anos. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 do Banco de Compensa\u00e7\u00f5es Internacionais (BIS), que pede maior rigor fiscal e deixa claro que, ao contr\u00e1rio do cen\u00e1rio dos \u00faltimos anos, pa\u00edses emergentes j\u00e1 n\u00e3o conseguir\u00e3o sustentar o crescimento da economia mundial diante da nova desacelera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para a entidade, a situa\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica Latina permitiu que, em 2008 e 2009, a crise mundial gerasse um impacto relativamente menor na regi\u00e3o que nos anos 90. Mas, agora, uma nova recess\u00e3o n\u00e3o seria apenas uma &#8220;marolinha&#8221; e a entidade alerta que n\u00e3o haveria o mesmo espa\u00e7o fiscal para pol\u00edticas antic\u00edclicas.<\/p>\n<p>Os fundamentos macroecon\u00f4micos teriam perdido for\u00e7a. &#8220;Particularmente preocupante \u00e9 a deteriora\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o fiscal e do balan\u00e7o de contas correntes&#8221;, avaliou. Em 2007, o Brasil tinha um super\u00e1vit em suas contas correntes em rela\u00e7\u00e3o ao PIB, de 0,11%. J\u00e1 em 2011 o BIS alerta que existe um d\u00e9ficit de 2,11%.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Cresce exposi\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria em pa\u00edses emergentes<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Bancos reduziram atividade em pa\u00edses em crise, no mesmo per\u00edodo que Brasil, China e \u00cdndia registraram expans\u00e3o<\/p>\n<p>A atual crise fez bancos reduzirem de forma dr\u00e1stica sua exposi\u00e7\u00e3o em pa\u00edses do sul da Europa e nem a a\u00e7\u00e3o do Banco Central Europeu conseguiu reverter a situa\u00e7\u00e3o. No mesmo per\u00edodo em que bancos estrangeiros cortaram suas atividades na It\u00e1lia, Espanha, Gr\u00e9cia e Portugal em mais de US$ 1 trilh\u00e3o, pa\u00edses emergentes como Brasil, China e \u00cdndia registraram uma expans\u00e3o no desembarque desses bancos e investidores. O cen\u00e1rio animou ainda empresas, bancos e at\u00e9 o governo brasileiro e de outros mercados emergentes a emitir pap\u00e9is e captar no mercado internacional.<\/p>\n<p>Apenas no primeiro trimestre do ano, bancos estrangeiros reduziram sua exposi\u00e7\u00e3o nas economias do sul da Europa no valor de US$ 92 bilh\u00f5es, incluindo Espanha e It\u00e1lia. Para o Banco de Compensa\u00e7\u00f5es Internacionais (BIS), a a\u00e7\u00e3o do Banco Central Europeu de inundar a economia de liquidez n\u00e3o resolveu a crise nessa regi\u00e3o. &#8220;De uma forma geral, as duas a\u00e7\u00f5es conduzidas pelo BCE em 2011 e 2012 n\u00e3o destravaram um novo financeiro externo a essas economias&#8221;, indicou.<\/p>\n<p>Portugal, entre 2009 e 2012, viu bancos estrangeiros retirarem US$ 100 bilh\u00f5es em atividades, empr\u00e9stimos e cr\u00e9ditos \u00e0 economia local ou outros bancos. S\u00f3 no primeiro trimestre de 2012, depois da inje\u00e7\u00e3o do BCE, a perda foi de US$ 12 bilh\u00f5es. Na Espanha, a redu\u00e7\u00e3o foi de US$ 400 bilh\u00f5es, dos quais US$ 26 bilh\u00f5es sa\u00edram depois da a\u00e7\u00e3o do BCE. Na It\u00e1lia, a queda foi de US$ 397 bilh\u00f5es. A Gr\u00e9cia perdeu US$ 27 bilh\u00f5es no trimestre.<\/p>\n<p>Nos emergentes, o cen\u00e1rio foi radicalmente diferente. Entre 2009 e mar\u00e7o de 2012, a exposi\u00e7\u00e3o de bancos estrangeiros no Brasil aumentou de US$ 165 bilh\u00f5es para US$ 290 bilh\u00f5es. A \u00cdndia ganhou US$ 70 bilh\u00f5es e a China viu os US$ 170 bilh\u00f5es de 2009 saltarem para US$ 530 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio tamb\u00e9m favoreceu a capta\u00e7\u00e3o externa por parte de governos de pa\u00edses emergentes. No primeiro trimestre do ano, essas autoridades emitiram US$ 22 bilh\u00f5es em pap\u00e9is de suas d\u00edvidas soberanas. Em meados do ano, o volume adicional foi de US$ 23 bilh\u00f5es. Desde 2010, a expans\u00e3o no volume de emiss\u00f5es de governos emergentes foi de US$ 94 bilh\u00f5es, duas vezes superior aos n\u00fameros de pa\u00edses ricos. O crescimento de emiss\u00f5es soberanas e de empresas de pa\u00edses emergentes contrasta com a situa\u00e7\u00e3o geral, j\u00e1 que elas sofreram queda no segundo trimestre no mundo.<\/p>\n<hr \/>\n<p>PIB do petr\u00f3leo dever\u00e1 dobrar at\u00e9 2020<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>A perspectiva de um novo patamar na produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s no Brasil, principalmente por causa do pr\u00e9-sal, est\u00e1 impulsionando o setor de tal forma que sua participa\u00e7\u00e3o atual de 12% no Produto Interno Bruto (PIB) nacional pode dobrar nos pr\u00f3ximos oito anos, chegando a 20%, segundo o Instituto Brasileiro de Petr\u00f3leo (IBP). Estimativas endossadas pela Organiza\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria do Petr\u00f3leo (Onip), que prev\u00ea uma gera\u00e7\u00e3o de 2,5 milh\u00f5es de empregos no setor nesse per\u00edodo e US$ 400 bilh\u00f5es em novas demandas por equipamentos e servi\u00e7os.<\/p>\n<p>Essa ind\u00fastria deve receber um total de US$ 266 bilh\u00f5es em investimentos entre este ano e 2016, segundo a previs\u00e3o do IBP. Tamanha prosperidade vem abrindo caminho para a expans\u00e3o das encomendas em diversos setores da cadeia de suprimentos. Segundo a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de M\u00e1quinas e Equipamentos (Abimaq), este ano, a produ\u00e7\u00e3o industrial do setor cresceu 10%, as importa\u00e7\u00f5es ultrapassaram os 30%, e as empresas v\u00e3o contar com cerca de 15% dos US$ 45 bilh\u00f5es de investimentos da Petrobras destinados \u00e0 cadeia produtiva.<\/p>\n<p>O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, acredita que o setor vai mudar o panorama industrial brasileiro.<\/p>\n<p>&#8211; A cadeia de fornecedores para a \u00e1rea de explora\u00e7\u00e3o, refino e petroqu\u00edmica vai crescer de forma vigorosa &#8211; disse Coutinho no in\u00edcio deste m\u00eas, durante a apresenta\u00e7\u00e3o dos resultados do BNDES at\u00e9 agosto.<\/p>\n<p>Para fomentar a ind\u00fastria nacional, o Minist\u00e9rio de Minas e Energia coordena com a Petrobras o Programa de Mobiliza\u00e7\u00e3o da Ind\u00fastria Nacional de Petr\u00f3leo e G\u00e1s (Prominp) para capacita\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra e monitoramento da evolu\u00e7\u00e3o do conte\u00fado local &#8211; medida que estabelece para as empresas metas de aquisi\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os nacionais.<\/p>\n<p>Setor naval do Rio movimenta R$ 15 bilh\u00f5es<\/p>\n<p>&#8211; Desde 2006, o Prominp qualificou 90 mil profissionais e a participa\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria nacional nos investimentos do setor evoluiu de 57% em 2003 para 76% no fim de 2011 &#8211; afirma Paulo S\u00e9rgio Rodrigues Alonso, coordenador- executivo do Prominp.<\/p>\n<p>\u00c9 fato que o conte\u00fado local j\u00e1 mudou o cen\u00e1rio brasileiro, com sinais de est\u00edmulos at\u00e9 mesmo em outros setores. Neste ano, o avan\u00e7o do segmento offshore j\u00e1 gerou 179 encomendas na constru\u00e7\u00e3o naval, segundo dados do Sindicato Nacional da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o e Repara\u00e7\u00e3o Naval e Offshores (Sinaval).<\/p>\n<p>O Estado do Rio \u00e9 o maior beneficiado, principalmente por ser respons\u00e1vel por 75,5% da produ\u00e7\u00e3o nacional de petr\u00f3leo e g\u00e1s, segundo a Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo (ANP). N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que a Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Rio de Janeiro (Firjan) prev\u00ea uma movimenta\u00e7\u00e3o de quase R$ 15,4 bilh\u00f5es at\u00e9 dezembro de 2014 no setor naval fluminense, o que deve gerar um aumento de mais de 60% na gera\u00e7\u00e3o de empregos.<\/p>\n<p>O movimento j\u00e1 se reflete nos planejamentos de empres\u00e1rios do setor. Um deles \u00e9 Gisela MacLaren, dona do estaleiro em Niter\u00f3i que tem o mesmo sobrenome de sua fam\u00edlia e foi fundado, em 1938, por seu av\u00f4.<\/p>\n<p>&#8211; Nos pr\u00f3ximos dois anos, a MacLaren Oil vai implementar um programa de moderniza\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o em suas instala\u00e7\u00f5es industriais &#8211; revela a empres\u00e1ria sobre a obra, estimada em R$ 30 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Com tantas apostas no potencial do mercado brasileiro, h\u00e1 desafios cada vez maiores. O coordenador-executivo do Prominp diz que o crescimento exige um grande esfor\u00e7o para qualifica\u00e7\u00e3o de profissionais e de bens e servi\u00e7os. Ele alerta que o pa\u00eds j\u00e1 est\u00e1 no limite para conseguir atender completamente \u00e0 demanda do setor.<\/p>\n<p>A urg\u00eancia no avan\u00e7o tecnol\u00f3gico nacional parece ser o principal consenso entre pesquisadores da \u00e1rea. O diretor-geral da Coppe\/UFRJ, Luiz Pinguelli Rosa, \u00e9 um dos principais entusiastas do argumento.<\/p>\n<p>&#8211; Agora, com o \u00f3leo e o g\u00e1s, o Brasil tem a oportunidade de tirar o atraso tecnol\u00f3gico, investir nisso e formar bons engenheiros. Isso tudo \u00e9 uma esperan\u00e7a &#8211; afirma Pinguelli.<\/p>\n<p>J\u00e1 o economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), J\u00falio Gomes de Almeida, acredita que a ind\u00fastria da Noruega deve servir de exemplo para o Brasil crescer.<\/p>\n<p>&#8211; Precisamos seguir o modelo noruegu\u00eas, que fez com que todo o pa\u00eds, incluindo a ind\u00fastria, se desenvolvesse com o petr\u00f3leo &#8211; diz.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Com cria\u00e7\u00e3o de mini-BNDES, pa\u00edses da UE retomam pol\u00edtica industrial<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Reino Unido e Fran\u00e7a est\u00e3o criando bancos estatais de fomento, esp\u00e9cie de mini-BNDES, para ajudar suas empresas a se financiar diante da forte retra\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito por parte de bancos comerciais.<\/p>\n<p>A tend\u00eancia de interven\u00e7\u00e3o do Estado cresce empurrada pela crise e pela recess\u00e3o que amea\u00e7am quebrar muitas companhias. E coloca bancos p\u00fablicos no centro de novas pol\u00edticas industriais tamb\u00e9m para enfrentar a concorr\u00eancia maior de economias emergentes.<\/p>\n<p>&#8220;Existe uma falha do mercado que justifica a interven\u00e7\u00e3o do Estado atrav\u00e9s de bancos p\u00fablicos, e isso est\u00e1 no cora\u00e7\u00e3o de novas pol\u00edticas industriais na Europa&#8221;, disse ao Valor Christian de Boissieu, presidente do Comit\u00ea de Analise Econ\u00f4mica (CAE), que auxilia o premi\u00ea franc\u00eas, e professor na Sorbonne.<\/p>\n<p>No Reino Unido, o governo conservador de David Cameron ultima os detalhes do banco p\u00fablico. Ao contr\u00e1rio de 20 anos atr\u00e1s, os brit\u00e2nicos n\u00e3o tem mais dificuldades de falar de pol\u00edtica industrial. Um dos focos ser\u00e1 em dar f\u00f4lego a pequenas e m\u00e9dias empresas e a projetos de economia verde. O cr\u00e9dito vir\u00e1 tamb\u00e9m em parceria com bancos privados menores.<\/p>\n<p>O governo socialista na Fran\u00e7a estima que o banco p\u00fablico, a ser anunciado em breve, \u00e9 uma urg\u00eancia porque os bancos privados &#8220;n\u00e3o t\u00eam interesse suficiente na economia real, preferindo buscar margem maior no exterior&#8221;, segundo o ministro da Recupera\u00e7\u00e3o Produtiva, Arnaud Montebourg.<\/p>\n<p>O bancos franc\u00eas vai coordenar interven\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de financiamento para pequenas e m\u00e9dias empresas, infra-estrutura e para munic\u00edpios e regi\u00f5es, e tamb\u00e9m para companhias estrat\u00e9gicas, como de defesa nacional ou setor automotivo. O mini-BNDES franc\u00eas ter\u00e1 \u20ac 30 bilhoes de capital inicial, o que n\u00e3o \u00e9 muito se comparado ao cr\u00e9dito banc\u00e1rio, mas serve para alavancar bem mais socorro para empresas em dificuldades.<\/p>\n<p>A Gr\u00e9cia, \u00e0 beira do abismo, fez acordo de assist\u00eancia t\u00e9cnica com o banco estatal alem\u00e3o KfW e o Banco Europeu de Investimentos para criar seu banco de investimento produtivo de longo prazo.<\/p>\n<p>At\u00e9 os anos 1990, quase todos os pa\u00edses da Europa tinham um banco p\u00fablico para apoiar o investimento produtivo. Seguiu-se uma onda geral de privatiza\u00e7\u00f5es, at\u00e9 por causa do clientelismo pol\u00edtico que provocou recapitaliza\u00e7\u00f5es enormes nesses bancos. Em meados dos anos 2000, s\u00f3 restavam o KfW. da Alemanha, que hoje tem ativos de \u20ac 516 bilh\u00f5es, o Cassa Depositi e Prestiti da It\u00e1lia (70% estatal), e a Caisse de D\u00e9pots na Fran\u00e7a, que financia moradia popular.<\/p>\n<p>Agora, diz um alto funcion\u00e1rio europeu, em Bruxelas, &#8220;estamos passando de um paradigma de banco p\u00fablico que n\u00e3o servia a nada a um paradigma de que eles s\u00e3o extremamente \u00fateis se os bancos comerciais n\u00e3o fazem o seu trabalho&#8221;. Para ele, &#8220;acabou a ingenuidade&#8221;, quando os governos constatam que socorreram bancos privados com centenas de bilh\u00f5es de euros, sem necessariamente ter o controle sobre eles e sem mudar sua orienta\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>Mas, na vis\u00e3o de Christian de Boissieu, presidente do org\u00e3o que auxilia o primeiro-ministro franc\u00eas, a interven\u00e7\u00e3o do Estado agora n\u00e3o significa voltar aos anos 80. N\u00e3o h\u00e1 interesse em reestatiza\u00e7\u00e3o ou no Estado produtor. O Estado entra como indutor por meio de financiamento, de pol\u00edtica fiscal.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 um retorno da pol\u00edtica industrial, devido \u00e0 crise, aos inconvenientes da desindustrializa\u00e7\u00e3o e ao avan\u00e7o de grandes economias emergentes&#8221;, diz. &#8220;Na Fran\u00e7a, Portugal, Espanha, Gr\u00e9cia, o objetivo \u00e9 melhorar a competitividade, reduzir o deslocamento de empresas, atrair investimento externo, e n\u00e3o elevar protecionismo.&#8221;<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do CAE, os bancos privados v\u00e3o continuar emprestando menos do que antes da crise, por causa do Acordo de Basil\u00e9ia III de capital pr\u00f3prio. V\u00e3o se retrair tambem porque a recess\u00e3o em v\u00e1rios pa\u00edses da Europa aumenta o risco de fal\u00eancia de empresas.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda o sentimento na Europa de que emergentes como China e \u00cdndia est\u00e3o reduzindo sua diferen\u00e7a com os pa\u00edses ricos num ritmo mais r\u00e1pido que o previsto. &#8220;N\u00e3o \u00e9 certo que chineses e indianos nos alcan\u00e7ar\u00e3o logo, mas a concorr\u00eancia ser\u00e1 cada vez mais acirrada e vai se jogar em tecnologia e educa\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Boissieu.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos impressionados pelo ritmo dos asi\u00e1ticos, e tamb\u00e9m atentos ao Brasil, Indon\u00e9sia e outros. Se a Europa quer continuar na primeira divis\u00e3o face aos EUA e os grandes emergentes, precisa fazer o que est\u00e1 come\u00e7ando agora, de o Estado ajudar na competitividade, inova\u00e7\u00e3o, pesquisa&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p>Para ele, a cria\u00e7\u00e3o de megaempresas setoriais n\u00e3o \u00e9 mais tarefa nacional, e sim de n\u00edvel europeu. Mas essas empresas precisam menos da ajuda do Estado, pois t\u00eam acesso aos mercados de cr\u00e9dito.<\/p>\n<hr \/>\n<p>AL est\u00e1 mais vulner\u00e1vel, diz BIS<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A vulnerabilidade das economias da Am\u00e9rica Latina a choques financeiros externos voltou a aumentar recentemente, de acordo com um estudo publicado pelo Banco Internacional de Compensa\u00e7\u00f5es (BIS) no seu relat\u00f3rio trimestral sobre a atividade banc\u00e1ria global. Os fundamentos macroecon\u00f4micos na regi\u00e3o, embora ainda fortes, se deterioraram desde 2007, in\u00edcio da crise global, segundo o estudo, que considera &#8220;particularmente preocupante&#8221; a deteriora\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o fiscal e a balan\u00e7a de contas correntes.<\/p>\n<p>O banco dos bancos centrais diz que o documento reflete a opini\u00e3o de seus autores, os economistas Carlos Montoro, do escrit\u00f3rio do BIS no M\u00e9xico, e Liliane Rojas-Suarez, do Centro para Desenvolvimento Mundial na capital mexicana, e n\u00e3o necessariamente a da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para os autores, a recente crise financeira perturbou o crescimento do cr\u00e9dito na Am\u00e9rica Latina em menos medida do que nas precedentes. Exemplificam que o Brasil, que sofreu corte na expans\u00e3o do cr\u00e9dito em 34%, precisou de apenas quatro trimestres para recuperar metade da queda, comparado a 12 trimestres na crise de 1998.<\/p>\n<p>Para Montoro e Suarez, a Am\u00e9rica Latina reagiu melhor que outros emergentes gra\u00e7as \u00e0 maior solidez macroecon\u00f4mica antes da crise, que permitiu adotar pol\u00edticas expansivas mais do que em crises anteriores como da \u00c1sia e R\u00fassia.<\/p>\n<p>&#8220;Infelizmente, a melhora nos indicadores de vulnerabilidade que ocorreram entre 1997 e 2007 n\u00e3o continuou nos anos subsequentes&#8221;, dizem os autores. Concluem que os pa\u00edses da regi\u00e3o est\u00e3o menos capazes de suportar um choque externo do que em 2007. Apontam aumento da d\u00edvida externa, desequil\u00edbrios das moedas, deteriora\u00e7\u00e3o das balan\u00e7as de pagamentos desde o come\u00e7o da atual crise. Estimam que somente a posi\u00e7\u00e3o externa l\u00edquida (d\u00edvida de curto prazo em rela\u00e7\u00e3o a reservas internacionais brutas) melhorou gra\u00e7as \u00e0 acumula\u00e7\u00e3o de reservas.<\/p>\n<p>O Brasil e a Argentina t\u00eam a maior deteriora\u00e7\u00e3o nas contas correntes. No caso do Brasil, passou de saldo de 0,11% do PIB em 2007 para d\u00e9ficit de 2,11% em 2011. O pa\u00eds destaca-se tamb\u00e9m na expans\u00e3o do cr\u00e9dito em rela\u00e7\u00e3o ao PIB superior \u00e0 sua tend\u00eancia de longo prazo. O chamado &#8220;gap de cr\u00e9dito&#8221; passou de 10,82% em 2007 para 11,81% em 2011, ou seja, o cr\u00e9dito cresceu mais que o PIB nessa propor\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos tr\u00eas anos. O BIS avalia que descompasso entre cr\u00e9dito e PIB superior a 6 pontos percentuais \u00e9 sinal de estresse financeiro no futuro.<\/p>\n<p>Sobre espa\u00e7o para implementar medidas contrac\u00edclicas, os autores notam que amplos d\u00e9ficits fiscais indicam menos capacidade de usar essas pol\u00edticas. E taxas de juros menores do que em setembro de 2008 tamb\u00e9m indicam menos espa\u00e7o na \u00e1rea monet\u00e1ria.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Governo repete f\u00f3rmula e amplia gasto<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O governo est\u00e1 repetindo em 2012 a estrat\u00e9gia fiscal de 2008 e 2009, quando a desacelera\u00e7\u00e3o da economia foi combatida basicamente com aumento de gastos correntes, e n\u00e3o de investimentos p\u00fablicos. Com isso, pode haver, assim como depois da crise global, um aumento permanente da despesa prim\u00e1ria (exclui juros) como propor\u00e7\u00e3o do PIB. A an\u00e1lise est\u00e1 em recente estudo do economista Mansueto Almeida, do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea).<\/p>\n<p>Em 2009, as despesas prim\u00e1rias aumentaram fortemente, dando um salto de R$ 74,3 bilh\u00f5es, ou 1,24 ponto porcentual do PIB, passando de 16,42% para 17,66% do PIB. Daquele total, a expans\u00e3o do investimento p\u00fablico foi de apenas R$ 5,9 bilh\u00f5es, o que correspondeu a somente 8% da expans\u00e3o do gasto prim\u00e1rio.<\/p>\n<p>J\u00e1 em 2012, de janeiro a julho, a despesa prim\u00e1ria cresceu R$ 48,2 bilh\u00f5es. Deste total, a alta do investimento foi de apenas R$ 8,8 bilh\u00f5es, ou 18% do aumento de gasto.<\/p>\n<p>Esse c\u00e1lculo, por\u00e9m, inclui os subs\u00eddios do Programa Minha Casa Minha Vida, que at\u00e9 2011 eram computados como gasto de custeio. Se a contabilidade fosse id\u00eantica \u00e0 de 2008 e 2009, o investimento p\u00fablico federal de janeiro a julho de 2012 teria sido de apenas R$ 3,8 bilh\u00f5es, ou os mesmos 8% da expans\u00e3o dos gastos prim\u00e1rios registrados no pior ano da crise global.<\/p>\n<p>&#8220;Isto n\u00e3o \u00e9 uma verdadeira pol\u00edtica antic\u00edclica, porque o Estado sai permanentemente maior da sua implementa\u00e7\u00e3o&#8221;, critica Almeida. Pol\u00edtica antic\u00edclica \u00e9 a expans\u00e3o de gastos p\u00fablicos em momentos de desacelera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, como forma de estimular a demanda.<\/p>\n<p>Para o economista, a trajet\u00f3ria da despesa p\u00fablica no Brasil normalmente leva em conta proje\u00e7\u00f5es robustas de crescimento do PIB. Quando estas n\u00e3o ocorrem, e a economia desacelera, a despesa aumenta como propor\u00e7\u00e3o do PIB e o super\u00e1vit prim\u00e1rio tende a cair. Entre julho de 2011 e de 2012, o super\u00e1vit prim\u00e1rio do governo federal acumulado em 12 meses recuou de 2,98% do PIB para 1,83%.<\/p>\n<p>Embora essa retra\u00e7\u00e3o do prim\u00e1rio tamb\u00e9m seja influenciada pelo lado da receita (inclusive pela s\u00e9rie de isen\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias concedidas), o impulso fiscal inclui a alta da despesa prim\u00e1ria. Esta expans\u00e3o, por sua vez, por ser apenas em pequena parte constitu\u00edda de investimentos, que s\u00e3o mais f\u00e1ceis de retrair depois que a economia se recupera, leva a uma amplia\u00e7\u00e3o permanente dos gastos p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Com a rigidez da maior parte dos gastos correntes, ligados a sal\u00e1rios, aposentadorias, transfer\u00eancias e despesas de alta relev\u00e2ncia social, como em sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, a expans\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao PIB em anos de desacelera\u00e7\u00e3o torna-se quase irrevers\u00edvel quando a economia volta a crescer. Contribui para isso o fato de que boa parte das aposentadorias e transfer\u00eancias est\u00e1 vinculada ao sal\u00e1rio m\u00ednimo, submetido h\u00e1 muito tempo \u00e0 pol\u00edtica de aumentos reais, acima da infla\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, as despesas de sa\u00fade est\u00e3o ligadas \u00e0 expans\u00e3o do PIB nominal, e as de educa\u00e7\u00e3o t\u00eam um n\u00edvel m\u00ednimo de 18% da arrecada\u00e7\u00e3o federal.<\/p>\n<p>Assim, o salto de 1,24 ponto porcentual do PIB da despesa prim\u00e1ria em 2009 (para 17,66%) praticamente n\u00e3o foi dissipado em 2010 e 2011. Ao final de 2010, mesmo com o crescimento excepcional do PIB, de 7,5%, a despesa prim\u00e1ria recuou para s\u00f3 17,4% do PIB, um ponto porcentual acima da registrada em 2008. J\u00e1 em 2011, quando a economia cresceu 2,7%, a despesa prim\u00e1ria voltou a subir como propor\u00e7\u00e3o do PIB, para 17,5%.<\/p>\n<p>&#8220;Isso ocorre porque, em anos de baixo crescimento, n\u00e3o \u00e9 o crescimento do investimento p\u00fablico que puxa a expans\u00e3o da despesa prim\u00e1ria no Brasil, mas sim gastos permanentes que levam anos de maior economia fiscal ou de maior crescimento para voltar \u00e0 situa\u00e7\u00e3o pr\u00e9-crise&#8221;, escreveu Almeida em seu estudo.<\/p>\n<p>Pol\u00edtica cl\u00e1ssica. Na sua vis\u00e3o, diante da forte dificuldade em aumentar o investimento p\u00fablico, o governo tenta fazer a pol\u00edtica antic\u00edclica cl\u00e1ssica via empr\u00e9stimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) para financiar investimento de empresas. O problema \u00e9 que essa expans\u00e3o do cr\u00e9dito do banco de fomento \u00e9 sustentada por empr\u00e9stimos do Tesouro ao BNDES, que v\u00e3o atingir R$ 360 bilh\u00f5es no final de 2012.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Valor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3553\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-3553","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-Vj","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3553","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3553"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3553\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3553"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3553"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3553"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}